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Exame de sangue Gama GT alterado, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

exame de sangue Gama GT (Gama Glutamil Transferase) mede o nível sanguíneo dessa enzima presente no fígado, pâncreas, rins, baço, coração e cérebro.

Um valor do exame alterado pode indicar algumas doenças do fígado, pâncreas e vias biliares como, por exemplo, alterações hepáticas, hepatite, cirrose,  câncer no fígado e pancreatite.

Outras situações que levam à alteração da gama GT são: consumo de bebidas alcoólicas e uso de alguns medicamentos.

Veja também: Quais são os valores de referência do Gama GT?; Quais os sintomas do Gama-GT alto?

Todo exame de sangue deve ser interpretado pelo/a médico/a responsável pelo cuidado do/a paciente e será correlacionado com a história clínica, pessoal e o exame clínico.

Fiz exame de sangue Beta-HCG e deu negativo, estou grávida?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Se o beta-hcg é negativo então (a princípio) não está grávida, os outros exames são exames de hormônios (todos dentro do limite da normalidade) e não se usa eles para ver se está ou não grávida, para isso existem exames de gravidez. Se a dúvida continua consulte um ginecologista e faça um ultrassom transvaginal.

LDH alto, o que significa?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O nível de LDH (lactato desidrogenase) pode estar alto em diversas doenças, em situações de estresse, ou mesmo uso de medicamentos, que provoquem algum grau de dano ou destruição de células e tecidos do corpo. Por exemplo, o LDH pode estar aumentado em casos de infarto do miocárdio, isquemia intestinal, infarto pulmonar, derrames (acidente vascular cerebral), uso de drogas e medicamentos, anemias, doenças renais e hepáticas, distrofia muscular, câncer, pancreatite, entre outros.

Contudo, ter o LDH alto nem sempre é sinal de doença ou problemas de saúde, já que existem outras condições que podem elevar as taxas de lactato desidrogenase no sangue. Dentre elas então o uso de determinados medicamentos (anestésicos, aspirina, fluoretos, mitramicina), atividade física intensa, gravidez, uso de prótese de válvula cardíaca ou ainda cirurgia recente.

O lactato desidrogenase é uma enzima que está presente em praticamente todos os tecidos do corpo. Em situações normais, a quantidade de LDH total encontrada no sangue normalmente é baixa, com valores de referência que ficam entre 115 e 225 UI/L. 

Contudo, quando as células são danificadas ou destruídas, o lactato que estava dentro delas cai na corrente sanguínea, aumentando os níveis de LDH na circulação.

Existem ainda uma classificação das isoenzimas de lactato desidrogenase em LDH 1, 2, 3, 4 e 5, que estão presentes em órgãos e tecidos específicos. Assim, quando o LDH total está alto, o médico pode solicitar o teste das isoenzimas de LDH ou outros exames para auxiliar o diagnóstico e identificar qual o órgão esta comprometido.

Se o LDH-1 e/ou 2 estiverem altos, o dano podem ter ocorrido no músculo do coração, glóbulos vermelhos ou glóbulos brancos, nossos leucócitos; LDH-3 elevado indica lesão no pulmão,  o LDH-4 pode indicar alterações nos rins, placenta e pâncreas, e o por fim, LDH-5 costuma aumentar quando o fígado ou o músculo esquelético são danificados.

Portanto, o exame de LDH serve para identificar a causa e a localização dos danos teciduais, bem como acompanhar a evolução dessas lesões. O exame também é usado para monitorar a resposta ao tratamento do câncer, uma vez que os valores de lactato desidrogenase tendem a baixar com a terapia.

Vale lembrar que a interpretação dos valores de LDH deve ser feita pelo médico que solicitou o exame, que levará em consideração o histórico do paciente, o exame clínico e o resultado de outros testes que tenham sido pedidos.

Saiba mais em: LDH baixo, o que pode ser?

Estou com muitos sintomas de gravidez e o exame é negativo. Será que posso estar grávida?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, é possível estar com sintomas de gravidez e o exame de beta-HCG dar negativo (falso negativo). Portanto, você pode sim estar grávida.

Os níveis do hormônio HCG começam a subir depois de 8 dias que ocorreu a fecundação, logo após a implantação do óvulo fecundado no útero. Se o exame de gravidez for feito antes dessa fase, o resultado poderá ser um falso negativo.

Isso porque ainda não há uma quantidade de hormônio circulante que seja suficiente para ser detectada pelo exame.

Os testes de gravidez de farmácia (beta-HCG qualitativo), feitos com urina, demoram um pouco mais para acusar positivo, uma vez que a concentração do hormônio na urina é bem menor que no sangue.

Os exames qualitativos de beta-HCG não mostram a quantidade de hormônio encontrada no sangue. Esses testes dizem apenas "positivo" ou "negativo".

Portanto, para evitar falsos negativos, recomenda-se que os testes de farmácia sejam feitos com duas semanas de atraso da menstruação.

Leia também: Exame Beta-hCG pode dar falso negativo?

Os exames quantitativos de beta-HCG são mais precisos, pois eles indicam a quantidade da subunidade "beta" do HCG presente no sangue. Estes testes podem detectar uma gravidez logo no 1º dia de atraso da menstruação.

Se fizer novamente o teste e continuar negativo, consulte com a/o ginecologista, médica/o de família ou clínica/o geral para que esses sintomas sejam devidamente investigados.​

Hemácias normocíticas e normocrômicas é anemia?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Não, hemácias normocíticas e normocrômicas não são um sinal de anemia. O termo "normocítica" indica que o glóbulo vermelho (hemácia) tem um tamanho normal, enquanto que "normocrômica" significa que a coloração da célula está dentro do normal.

Anemia é a redução da quantidade de hemácias no sangue. O diagnóstico é confirmado através do hemograma e o tratamento pode incluir suplementação de ferro, além de mudanças na alimentação e estilo de vida.

O que determina se a pessoa tem anemia é a quantidade de hemácias no sangue. Se o número de glóbulos vermelhos estiver abaixo do normal, é sinal de anemia. Isso pode ocorrer em determinadas doenças crônicas, na falta de ferro ou depois de hemorragias.

Hemácias (glóbulos vermelhos) Anemias normocrômica e normocítica

Se o número de glóbulos vermelhos estiver baixo, mas a cor e o tamanho deles estiverem normais, a anemia é denominada normocrômica e normocítica.

Anemias microcítica e macrocítica

Se as hemácias forem pequenas, serão denominadas microcíticas, enquanto que se estiverem grandes, serão macrocíticas. O mesmo se aplica à coloração. Células mais escuras são chamadas hipercrômicas e, as mais claras, hipocrômicas.

Por exemplo, as anemias megaloblástica e perniciosa, decorrentes de deficiência de vitamina B12 e/ou ácido fólico, são consideradas macrocíticas, ou seja, as hemácias apresentam um tamanho acima do normal. Já a anemia ferropriva, causada pela deficiência de ferro, é considerada microcítica, pois apresenta hemácias menores.

No hemograma, além da quantidade de glóbulos vermelhos, também é possível avaliar algumas características dessas células, como tamanho, forma e coloração. Em caso de anemia, esses parâmetros serão usados para determinar o tipo de anemia.

Quais são os sintomas de anemia?

A anemia pode causar fraqueza, dores de cabeça, irritabilidade, cansaço, falta de ar, dificuldade para realizar exercícios físicos e palidez.

Outros sintomas da anemia incluem: aumento da frequência cardíaca, palpitações, falta de apetite, desânimo, falta de atenção, baixo rendimento escolar, dor abdominal em crianças, desejos alimentares específicos ou estranhos, queda de cabelos, língua lisa, unhas quebradiças e feridas nos cantos da boca.

Normalmente, quanto mais severa for a anemia, mais intensos são os sinais e sintomas apresentados.

Quais são as causas da anemia?

A anemia pode ter como causas: hemorragia intensa, doenças crônicas, doenças da medula óssea, doenças genéticas, carência de vitaminas e minerais, além de falta de ferro.

Qual é o tratamento para anemia?

A anemia muitas vezes pode ser revertida com alterações na alimentação. Contudo, o tratamento depende da gravidade da anemia, o que pode incluir suplementação de ferro, uso de medicamentos e até transfusão de sangue.

Saiba mais em:

Anemias Causas, Sintomas e Tratamentos – Anemia Ferropriva

Para que serve o eritrograma e quais os valores de referência?

Eosinófilos alto no exame, o que significa?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O nível alto de eosinófilos no exame de sangue pode ser um sinal de alergia, asma ou verminose. Entretanto, a eosinofilia, que é a contagem alta de eosinófilos, também pode ocorrer em casos de doenças autoimunes, dermatites, leucemia, doença de Crohn, colite ulcerativa, lúpus, entre outras patologias.

Contudo, é importante ressaltar que encontrar uma pequena discordância nos valores de referência de eosinófilos isoladamente não significa necessariamente que haja uma doença em curso. Pequenas variações podem ser normais.

Os eosinófilos são um dos tipos de glóbulos brancos. Essas células atuam na defesa do sistema imunológico e protegem o organismo contra micro-organismos e agentes externos, que podem causar infecções e alergias. São divididos em 5 categorias: eosinófilos, basófilos, neutrófilos, linfócitos e monócitos, e cada um desempenha um papel diferente no sistema imune.

Além de combater micro-organismos infecciosos e parasitas, principalmente helmintos e outras verminoses, os eosinófilos também têm a função de produzir respostas inflamatórias e imunes no organismo.

Por isso, a avaliação do hemograma deve ser feita pelo médico que solicitou o exame, que irá levar em consideração os valores das outras células do sangue em conjunto com a história clínica e os sintomas do paciente.

Saiba mais em:

Eosinófilos baixo no exame o que significa?

Neutrófilos altos no hemograma: O que significa?

O que é a leucocitose e quais são as causas?

O que significa monocitose confirmada em hemograma?

Valor do exame de T3 alto ou baixo: o que pode ser?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Os valores de referência do exame T3 podem variar em função do método e reagente utilizado, portanto, esses valores devem estar claramente citados nos laudos de resultados de exames laboratoriais.

  • Até 3 dias de idade: 100 a 740 ng/dL
  • 1 a 11 meses de idade: 105 a 245 ng/dL
  • 1 a 5 anos: 105 a 269 ng/dL
  • 6 a 10 anos: 94 a 241 ng/dL
  • 11 a 15 anos: 82 a 213 ng/dL
  • 16 a 20 anos: 80 a 210 ng/dL
  • 20 a 50 anos: 70 a 204 ng/dL
  • 50 a 90 anos: 40 a 181 ng/dL

​O exame T3 é a dosagem de um hormônio produzido pela glândula tireóide, conhecido como tri-iodotironina. A avaliação dos níveis séricos de T3 está recomendade para pessoas com TSH diminuído e T4 total ou livre dentro dos valores de referência. Assim, este teste é importante na avaliação do hipertireoidismo, mais concretamente da tireotoxicose.

Um nível mais alto de T3 pode indicar hipertireoidismo, doença de Graves ou possivelmente câncer na tireoide. T3 baixo pode ser sinal de doenças crônicas não tireoidianas e seus níveis séricos são influenciados pelo estado nutricional. Também podem ocorrer no hipotireoidismo ou de doença de Hashimoto.

Além disso, a gravidez e alguns problemas no fígado podem fazer subir os níveis de T3 de forma artificial. Variações na concentração da globulina ligadora de tiroxina (TBG) e outras proteínas podem afetar os níveis de T3.

A interpretação dos resultados do exame deve ser realizada pelo médico que o solicitou, em conjunto com a história e o exame clínico. Para maiores informações, procure um médico clínico geral ou endocrinologista.

O que é troponina e quais os valores de referência?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Troponina é uma enzima encontrada no sangue, cuja medição dos seus níveis serve para diagnosticar um infarto agudo do miocárdio (ataque cardíaco), sendo considerada o mais sensível marcador de lesão do músculo cardíaco disponível. O valor de referência para a troponina T é de até 0,030 ng/mL. 

A troponina cardíaca (Tn) apresenta-se de 3 formas: troponina C (TnC), troponina I (TnI) e troponina T (TnT). As troponinas são liberadas a partir das células mortas ou danificadas do músculo cardíaco e ficam elevadas entre 4 e 8 horas após o início dos sintomas do infarto do miocárdio, com pico de elevação após 36-72 horas, normalizando entre 5 e 14 dias depois.

Pacientes com angina instável e níveis de troponina cardíaca anormal, possuem 5 vezes mais chances de sofrer um infarto quando comparados com aqueles que têm níveis de troponina normais.

Elevações da troponina sérica são essenciais para o diagnóstico de infarto do miocárdio e estimar a sua extensão. Qualquer tipo de lesão do miocárdio (músculo cardíaco), e não apenas uma lesão isquêmica, pode resultar em liberação de troponina no sangue.

A troponina apresenta a mesma sensibilidade diagnóstica da CKMB após 12-48 horas do início dos sintomas do infarto, mas é indispensável no caso de pacientes com doenças que reduzem a especificidade da enzima CKMB.

Esta ênfase dada às troponinas irá ajudar a distinguir uma angina de uma isquemia leve, permitindo que os cuidados com o paciente sejam iniciados precocemente e o tratamento seja monitorizado.