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Saúde da Criança

O que fazer se o bebê engasgar?

Se o bebê engasgar, seja com leite, água, vômito, refluxo ou algum objeto pequeno, a primeira coisa a fazer é observar se ele está respirando ou não. Se ele estiver respirando mas continuar engasgado ou se estiver roxo, deve-se chamar uma ambulância (SAMU) e seguir os seguintes passos para ajudá-lo a desengasgar enquanto aguarda pelo socorro:

  1. Sentar e colocar o bebê de barriga para baixo apoiado no antebraço, com a cabeça ligeiramente mais baixa que o corpo e apoiada na mão. O antebraço de quem está socorrendo deve estar apoiado na coxa;
  2. Com a outra mão, bater 5 vezes nas costas da criança, entre as omoplatas. As pancadas devem ser firmes mas não muito fortes;
  3. Virar o bebê de barriga para cima e observar se ele já está respirando. Se continuar engasgado, o procedimento deve ser repetido por mais 3 vezes.

Se mesmo assim o bebê continuar engasgado sem respirar ou entrar em paragem respiratória, deve-se avançar direto para a massagem cardíaca e não fazer respiração boca a boca:

  1. Usando os dedos indicador e o dedo do meio, pressionar o osso esterno (entre os mamilos) do bebê por 5 vezes;
  2. O bebê deve estar apoiado numa superfície rígida e plana ou mesmo sobre o antebraço. Não deve estar sobre um colchão ou sofá.

​​É importante também não colocar o dedo na boca do bebê, nem levantá-lo para o alto chacoalhando ou soprar o seu rosto. 

Mesmo que o bebê desengasgue e se recupere, ele deve ser visto por um médico no mesmo dia.

Quais as causas da icterícia neonatal e como é o tratamento?

A icterícia neonatal é causada pelo excesso de bilirrubina no corpo do recém-nascido. A bilirrubina é uma substância amarela proveniente do metabolismo da hemoglobina, daí a pele e os olhos do bebê ficarem amarelados.

Essa maior concentração de bilirrubina que caracteriza a icterícia neonatal é devida ao número elevado de glóbulos vermelhos presentes no sangue do recém-nascido e também à imaturidade do fígado do bebê, que ainda não consegue metabolizar quantidades tão grandes de bilirrubina.

Por isso a icterícia neonatal não é considerada uma doença, mas uma adaptação do metabolismo do recém-nascido. Os sinais são mais intensos entre o 2º e o 3º dia depois do nascimento, o que permite que o tratamento seja feito já na maternidade. Após os primeiros 15 dias de vida, a icterícia neonatal tende a desaparecer.

Contudo, há casos em que a icterícia neonatal tem como causas doenças e incompatibilidades sanguíneas entre a mãe e a criança. Nesses casos, a quantidade de bilirrubina no corpo do recém-nascido pode estar muito alta e a icterícia pode estar presente no 1º dia de vida.

Tratamento

O tratamento da icterícia neonatal consiste na aplicação de luzes fluorescentes azuis na pele do recém-nascido. A fototerapia, como é conhecido o tratamento, favorece o metabolismo e a excreção da bilirrubina, auxiliando o organismo ainda frágil do bebê.

Quando a icterícia tem origem em alguma doença ou incompatibilidade sanguínea, a fototerapia deve ser mais intensa e as sessões mais longas. Em alguns casos, o recém-nascido pode precisar receber transfusão de sangue.

Contudo, em grande parte dos bebês, o excesso de bilirrubina acaba por ser eliminado aos poucos e a icterícia fica resolvida.

Vale lembrar que a icterícia neonatal geralmente não oferece riscos ao recém-nascido. No entanto, há situações muito raras em que a quantidade de bilirrubina acumulada é tão alta que pode causar danos no sistema nervoso do bebê.

O tratamento da icterícia neonatal é da responsabilidade do médico pediatra.

Saiba mais em:

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Chikungunya pode causar microcefalia?

Até o presente momento, não há evidências científicas que provem a associação entre o vírus Chikungunya e a microcefalia.

​febre Chikungunya é uma doença infecciosa causada pelo vírus Chikungunya (CHIKV) e transmitida através da picada dos mosquitos Aedes aegypti ou Aedes albopictus. 

microcefalia é uma má-formação congênita do sistema nervoso resultando num tamanho reduzido da cabeça e cérebro do/a recém-nascido/a. A microcefalia pode ser resultante de diversos acometimentos durante a gestação, como por exemplo, exposição a substâncias químicasradiação ou agentes biológicos como na infecção de toxoplasmose, rubéola ou zika.

Para se prevenir devidamente, a gestante deve realizar o acompanhamento pré-natal com as consultas de rotina, realização dos exames solicitados e uso de medicações apenas com receita médica. O uso de repelentes adequados, roupas de manga comprida juntamente com a eliminação de focos de água parada são medidas importantes para evitar o contato com o mosquito.

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O que são espasmos do choro?

Espasmos do choro são situações em que a criança perde o fôlego quando está chorando. Ela para de respirar (apneia) involuntariamente após a expiração, deixa de chorar e a sua pele fica pálida ou arroxeada, seguindo-se "moleza", rigidez ou fraqueza muscular e até desmaios.

O espasmo do choro normalmente dura menos de 1 minuto e a criança recupera o fôlego espontaneamente.

Quando a apneia é mais prolongada pode haver rigidez corporal, inclusive com encurvamento do corpo.

Em alguns casos podem ocorrer convulsões, devido à privação prolongada de oxigênio no cérebro decorrente da apneia, o que assusta muito os pais.

Os espasmos do choro são mais frequentes entre os 6 meses e os 5 anos de idade, sendo que a grande maioria dos episódios acontecem antes dos 18 meses.

Os eventos são desencadeados quando a criança passa por situações desagradáveis, como cair, se machucar, ser contrariada, medo, susto, uma dor forte repentina ou qualquer outro estímulo negativo.

Quais os tipos de espasmos do choro?

Existem 2 tipos de espasmos do choro:

  • Cianótico (lábios e pele arroxeados): Mais frequente em crianças ativas, com personalidade forte e que não gostam de ser contrariadas. Normalmente é desencadeado por frustração, raiva ou medo, seguindo-se um choro intenso, apneia e cianose (pele arroxeada), podendo haver desmaio;
  • Pálido: Ocorre mais frequentemente em crianças passivas, tímidas, que ficam impressionadas facilmente. Esse tipo de espasmo do choro normalmente é provocado por uma dor súbita ou um susto, seguindo-se palidez da pele e desmaio.
O que fazer em caso de espasmo do choro?
  1. Mantenha a calma;
  2. Espere;
  3. Não grite nem chacoalhe a criança;
  4. Não tente fazer respiração boca a boca.

Lembre-se que o espasmo do choro dura apenas alguns segundos e desaparece espontaneamente.

Depois de algum tempo, quando já conseguir prever o que vai acontecer, se chamar pela criança logo no início do episódio, talvez seja possível abortar o espasmo.

Quanto mais atenção a família der à situação, maiores são as chances da criança ter espasmo do choro quando for contrariada ou dos próprios pais evitarem contrariá-la com medo que ela tenha uma crise, o que pode levar a comportamentos desajustados no futuro.

Para maiores esclarecimentos sobre como proceder nessas situações, fale com o médico pediatra da criança.

Quais os sintomas do refluxo em bebê?

O refluxo nos bebês acontece mais comumente devido à imaturidade do trato gastrointestinal superior. Outra possibilidade é que o bebê tenha alguma dificuldade de digestão, intolerância ou alergia a algum alimento da sua alimentação.

Geralmente, as golfadas em pequenas quantidades após as mamadas são os sintomas de refluxo. Isso é normal e pode acontecer com todos os bebês; contudo, quando acontece várias vezes, em grande quantidade e muito tempo depois da mamada, é necessária a avaliação pelo médico pediatra.

Os sintomas de refluxo patológico são:

  • Sono agitado;
  • Vômitos constantes;
  • Dificuldade para mamar;
  • Irritação e choro excessivo, especialmente durante as mamadas;
  • Choro rouco;
  • Dificuldade para ganhar peso;
  • Inflamações frequentes nos ouvidos;
  • Pneumonia aspirativa: quando o leite entra no pulmão e causa pneumonia.

Quando as golfadas após as mamadas são frequentes e o bebê tem dificuldade em ganhar peso, ou na presença dos sintomas acima listados, deverá ser procurado o médico pediatra.

O que faço para livrar minha filha dos piolhos?

Talvez deve-se usar novamente os remédios, tanto o por via oral, quanto o remédio para usar no cabelo (mas procure um médico para adaptar bem a dose ao máximo possível para sua filha para ter certeza que vai resolver) e também é importante saber de onde ela está pegando os piolhos, precisa eliminar o contato com a fonte dos piolhos, senão eles voltam a toda hora, mesmo que você faça o tratamento correto.

Saiba mais em: Qual é o melhor tratamento para acabar com piolhos?

Minha filha tem 3 anos teve um aumento da glicemia...

É um caso bem peculiar e ao que tudo indica sua filha não deve ter nada, talvez o que ela teve foi só uma crise de hiperglicemia isolada naquele dia e agora parece que não há mais nada. Mas não sou eu que deve ter essa conclusão. Essa é uma análise limitada já que estou apenas analisando as informações que você escreveu, a repetição dos exames é prudente (eu faria o mesmo, para poder ter mais certeza do que dizer para vocês).

Estou amamentando, mas meu leite está pouco...

Existem opções de medicamentos para aumentar a produção de leite (pode conversar com seu ginecologista) e também se não conseguir produzir mais leite há a possibilidade de suplementação (converse com o pediatra se houver necessidade). Precisa alimentar-se bem e de maneira saudável, além de ingerir muito líquido.