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Saúde da Criança

Com quantos meses um bebê recém nascido pode viajar?

Não existe uma data exata em que é mais seguro ou menos seguro para um bebê viajar (salvo ordens expressas do pediatra). Precisa ter a "cadeirinha" adequada (segurança e conforto para o bebê, além de ser obrigatório por lei). O ideal é que nos primeiros meses, se necessário, o bebê faça apenas viagens curtas.

Gagueira infantil: Como identificar e tratar?

Os sinais e sintomas da gagueira infantil normalmente aparecem na idade pré-escolar, entre 2 anos e meio e 3 anos de idade. A gagueira infantil caracteriza-se por repetições de sons ou sílabas das palavras, que resultam em bloqueios ou prolongamentos da fala, principalmente entre as palavras.

Crianças com gagueira infantil geralmente apresentam alguns tiques nos momentos de bloqueio e usam palavras de apoio muitas vezes nas frases, mesmo que essas palavras não se enquadrem no contexto. Também é comum que evitem falar na presença de outras pessoas.

Além de prejudicar a comunicação verbal, a gagueira muitas vezes vem acompanhada de timidez, medo associado à fala e ansiedade em algumas situações.

Contudo, crianças com idade entre 2 anos e meio e 3 anos podem gaguejar devido à ansiedade na hora de falar, o que pode alterar a fluidez da fala. Essa ansiedade é normal nessa fase de desenvolvimento da fala e aumento do vocabulário. 

Nesses casos, a gagueira faz parte do desenvolvimento e muitas vezes desaparece espontaneamente, sem necessidade de tratamento. Quanto mais nova for a criança e menor o tempo de duração da gagueira, maiores são as chances dela se recuperar espontaneamente.

Porém, se a criança começa a gaguejar quando está aprendendo a falar e o distúrbio dura mais de 12 meses e vai piorando com o tempo, a gagueira infantil já não é considerada parte do desenvolvimento. O distúrbio é classificado como crônico e patológico e precisa ser tratado.

Não há um medicamento específico para tratar a gagueira. O tratamento da gagueira infantil é feito com fonoaudiologia. O objetivo é ajudar a criança a falar de forma mais lenta, suave e fluente. A inclusão da família no tratamento pode aumentar as chances de sucesso e deve ser estimulada.

Uma importante orientação que é dada aos familiares é para que falem devagar com a criança. Diminuir a velocidade da fala facilita a fluência de quem gagueja. Por outro lado, falar em ritmo acelerado exige mais do sistema de compreensão da fala e do sistema linguístico que elabora e produz a resposta, contribuindo para que haja bloqueios. 

A gagueira é um distúrbio de fluência caracterizado por interrupções ou prolongamentos da fala que impedem que a pessoa fale de forma contínua, fluida e sem esforço. Pode ser causada por fatores hereditários, sociais, psicológicos, linguísticos (crianças que falam 2 línguas ou mais) ou ainda atraso no desenvolvimento da linguagem.

A gagueira infantil pode persistir até à fase adulta. Quanto mais cedo o problema for diagnosticado e tiver início o tratamento, melhores e mais rápidos serão os resultados.

O que são espasmos do choro?

Espasmos do choro são situações em que a criança perde o fôlego quando está chorando. Ela para de respirar (apneia) involuntariamente após a expiração, deixa de chorar e a sua pele fica pálida ou arroxeada, seguindo-se "moleza", rigidez ou fraqueza muscular e até desmaios.

O espasmo do choro normalmente dura menos de 1 minuto e a criança recupera o fôlego espontaneamente.

Quando a apneia é mais prolongada pode haver rigidez corporal, inclusive com encurvamento do corpo.

Em alguns casos podem ocorrer convulsões, devido à privação prolongada de oxigênio no cérebro decorrente da apneia, o que assusta muito os pais.

Os espasmos do choro são mais frequentes entre os 6 meses e os 5 anos de idade, sendo que a grande maioria dos episódios acontecem antes dos 18 meses.

Os eventos são desencadeados quando a criança passa por situações desagradáveis, como cair, se machucar, ser contrariada, medo, susto, uma dor forte repentina ou qualquer outro estímulo negativo.

Quais os tipos de espasmos do choro?

Existem 2 tipos de espasmos do choro:

  • Cianótico (lábios e pele arroxeados): Mais frequente em crianças ativas, com personalidade forte e que não gostam de ser contrariadas. Normalmente é desencadeado por frustração, raiva ou medo, seguindo-se um choro intenso, apneia e cianose (pele arroxeada), podendo haver desmaio;
  • Pálido: Ocorre mais frequentemente em crianças passivas, tímidas, que ficam impressionadas facilmente. Esse tipo de espasmo do choro normalmente é provocado por uma dor súbita ou um susto, seguindo-se palidez da pele e desmaio.
O que fazer em caso de espasmo do choro?
  1. Mantenha a calma;
  2. Espere;
  3. Não grite nem chacoalhe a criança;
  4. Não tente fazer respiração boca a boca.

Lembre-se que o espasmo do choro dura apenas alguns segundos e desaparece espontaneamente.

Depois de algum tempo, quando já conseguir prever o que vai acontecer, se chamar pela criança logo no início do episódio, talvez seja possível abortar o espasmo.

Quanto mais atenção a família der à situação, maiores são as chances da criança ter espasmo do choro quando for contrariada ou dos próprios pais evitarem contrariá-la com medo que ela tenha uma crise, o que pode levar a comportamentos desajustados no futuro.

Para maiores esclarecimentos sobre como proceder nessas situações, fale com o médico pediatra da criança.

O que faço para livrar minha filha dos piolhos?

Talvez deve-se usar novamente os remédios, tanto o por via oral, quanto o remédio para usar no cabelo (mas procure um médico para adaptar bem a dose ao máximo possível para sua filha para ter certeza que vai resolver) e também é importante saber de onde ela está pegando os piolhos, precisa eliminar o contato com a fonte dos piolhos, senão eles voltam a toda hora, mesmo que você faça o tratamento correto.

Saiba mais em: Qual é o melhor tratamento para acabar com piolhos?

Minha filha de 2 anos está há dois dias evacuando sangue?

Sangramento nas fezes não é normal em nenhuma idade, pela sua descrição e baseado na avaliação e conduta do pediatra, provavelmente deve ser uma veia que está sangrando perto do ânus. Se continua sangrando precisa levar em um serviço de emergência, não pode ficar mais 14 dias com sangramento.

TDAH tem cura? Como é o tratamento?

TDAH não tem cura, mas tem tratamento. Para tratar o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) são utilizados psicoterapia, psicopedagogia (crianças) e medicamentos estimulantes e antidepressivos.

Nas crianças, o tratamento do TDAH deve ser multidisciplinar devido às disfunções pedagógicas e comportamentais que podem estar associadas. Além das medicações, os pais e os professores devem receber orientações e à criança são ensinadas técnicas específicas para reduzir as suas dificuldades no aprendizado. 

A fonoaudiologia é recomendada em casos específicos, quando simultaneamente ao TDAH a criança apresenta também dislexia ou disortografia. Também pode ser necessário o acompanhamento com outros profissionais, como psicopedagogo e psicomotricista, dependendo das dificuldades apresentadas. 

Em poucas semanas já é possível observar os resultados positivos do tratamento medicamentoso. Os efeitos colaterais mais comuns são irritabilidade, insônia, dor abdominal, tremores, falta de apetite e dor de cabeça. Contudo, essas reações são leves e ocorrem sobretudo no começo do tratamento.

A Terapia Cognitivo Comportamental é a técnica de psicoterapia mais usada para tratar o TDAH em adultos, com boa resposta no alívio dos sintomas. O método ajuda o paciente a desenvolver formas de lidar com as suas limitações.

Os medicamentos estimulantes ou antidepressivos são recomendados principalmente quando os sintomas provocam muito sofrimento ao indivíduo ou prejudicam gravemente a sua vida pessoal e profissional.

O primeiro passo para tratar o TDAH é reconhecer o problema. Muitas vezes as pessoas demoram para procurar ajuda devido ao preconceito que existe em relação aos transtornos mentais.

A criança com suspeita de ter TDAH deve ser avaliada por um médico pediatra, que a encaminhará para um especialista se desconfiar do transtorno. Já os adultos devem consultar um médico psiquiatra.

Saiba mais em: O que é TDAH e como é diagnosticado?

Quais os sintomas do refluxo em bebê?

O refluxo nos bebês acontece mais comumente devido à imaturidade do trato gastrointestinal superior. Outra possibilidade é que o bebê tenha alguma dificuldade de digestão, intolerância ou alergia a algum alimento da sua alimentação.

Geralmente, as golfadas em pequenas quantidades após as mamadas são os sintomas de refluxo. Isso é normal e pode acontecer com todos os bebês; contudo, quando acontece várias vezes, em grande quantidade e muito tempo depois da mamada, é necessária a avaliação pelo médico pediatra.

Os sintomas de refluxo patológico são:

  • Sono agitado;
  • Vômitos constantes;
  • Dificuldade para mamar;
  • Irritação e choro excessivo, especialmente durante as mamadas;
  • Choro rouco;
  • Dificuldade para ganhar peso;
  • Inflamações frequentes nos ouvidos;
  • Pneumonia aspirativa: quando o leite entra no pulmão e causa pneumonia.

Quando as golfadas após as mamadas são frequentes e o bebê tem dificuldade em ganhar peso, ou na presença dos sintomas acima listados, deverá ser procurado o médico pediatra.

Com qual idade o bebê começa a andar?

Quando falamos em desenvolvimento neurológico do bebê é importante lembrar duas coisas, a primeira é que não existem idades exatas para que a criança aprenda e adquira as habilidades que deverá desenvolver. Cada criança tem seu ritmo de desenvolvimento e é importante não comparar uma criança com outras crianças.

A segunda coisa é que a idade gestacional (as semanas) que o bebê nasceu é essencial para determinar se o seu desenvolvimento está adequado ou não. Quando o bebê tem algum grau de prematuridade seu desenvolvimento e aquisição das habilidades não acontecerão nas mesmas idades que crianças que nasceram a termo, ou seja, não prematuras.

Dito isto, em relação ao desenvolvimento motor, o bebê começa a:

  • Sentar-se com apoio dos 4 aos 6 meses;
  • Sentar-se sem apoio dos 6 aos 9 meses;
  • Ficar em pé com apoio dos 5 aos 11 meses;
  • Ficar em pé sem apoio dos 10 aos 12 meses;
  • Engatinhar dos 8 aos 12 meses;
  • Adquirir a capacidade de andar com apoio dos 7 aos 12 meses e, por fim,
  • Apresentar marcha voluntária (andar) dos 11 aos 15 meses (1 ano e 3 meses).

O bebê deve fazer avaliação periódica com médico/a de saúde da família ou pediatra para avaliação de diversos aspectos do seu crescimento, desenvolvimento, alimentação, etc. Somente o/a médico/a capacitado/a para tal poderá dizer sobre qualquer tipo de atraso no desenvolvimento neurológico do bebê e encaminhar, quando necessário, para avaliação especializada.