Perguntar
Fechar

Saúde da Criança

Minha filha de 2 anos está há dois dias evacuando sangue?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Sangramento nas fezes não é normal em nenhuma idade, pela sua descrição e baseado na avaliação e conduta do pediatra, provavelmente deve ser uma veia que está sangrando perto do ânus. Se continua sangrando precisa levar em um serviço de emergência, não pode ficar mais 14 dias com sangramento.

Chikungunya pode causar microcefalia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Até o presente momento, não há evidências científicas que provem a associação entre o vírus Chikungunya e a microcefalia.

​febre Chikungunya é uma doença infecciosa causada pelo vírus Chikungunya (CHIKV) e transmitida através da picada dos mosquitos Aedes aegypti ou Aedes albopictus. 

microcefalia é uma má-formação congênita do sistema nervoso resultando num tamanho reduzido da cabeça e cérebro do/a recém-nascido/a. A microcefalia pode ser resultante de diversos acometimentos durante a gestação, como por exemplo, exposição a substâncias químicasradiação ou agentes biológicos como na infecção de toxoplasmose, rubéola ou zika.

Para se prevenir devidamente, a gestante deve realizar o acompanhamento pré-natal com as consultas de rotina, realização dos exames solicitados e uso de medicações apenas com receita médica. O uso de repelentes adequados, roupas de manga comprida juntamente com a eliminação de focos de água parada são medidas importantes para evitar o contato com o mosquito.

Leia também:

Quais os sintomas da febre Chikungunya?

O que é a febre Chikungunya?

O que é sarampo e quais os sintomas?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

O sarampo é uma doença infecciosa causada por um vírus da família Morbillivirus, transmitida por secreções das vias respiratórias, como gotículas eliminadas pelo espirro ou pela tosse.

O período entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é de cerca de 12 dias. A transmissão do vírus pode ocorrer até 6 dias antes da manifestação dos sintomas e estender-se até o quarto dia depois que surgirem as placas avermelhadas na pele.

Portanto, uma pessoa infectada pode transmitir o vírus sem saber que tem sarampo. A sua principal forma de contágio ocorre através da inalação de gotículas de secreção, eliminadas por uma pessoa infectada ao tossir, falar ou espirrar. 

A transmissão do sarampo pela via indireta, como o contato com objetos contaminados, é baixa, pois o vírus sobrevive pouco fora do corpo. 

As pessoas mais propensas a adquirir sarampo são aquelas que não são vacinadas e que nunca tiveram a doenças. Após ter a doença, a pessoa fique imune ao sarampo até o fim da vida.

Mulheres que tiveram sarampo ou que receberam a vacina, transmitem a imunidade ao bebê em caso de gravidez. Porém, essa proteção dura apenas cerca de 1 ano. Depois desse período, sem a vacina, as chances da criança adquirir sarampo é elevada.

Quais são os sintomas do sarampo?

Os sintomas iniciais do sarampo incluem febre, tosse, congestão nasal, vermelhidão nos olhos, mal estar, conjuntivite, coriza, perda de apetite e manchas brancas na parte interna das bochechas (exantema de Koplik).

Depois de 3 a 5 dias, surge o principal sinal do sarampo, que é o aparecimento de manchas avermelhadas na pele (exantema maculopapular), que começam no rosto, orelhas e pescoço e progridem na direção dos pés. 

Em um ou dois dias, as erupções espalham-se para o tronco e membros superiores e inferiores e começam a  desaparecer do rosto.

No pico da infecção do sarampo, a pessoa apresenta muita prostração, as erupções na pele são extensas e a febre pode ser alta, ultrapassando os 40º C. Após um período de 3 a 5 dias, a febre diminui, os sintomas melhoram e as manchas vermelhas desaparecem.

Apesar do sarampo geralmente ser uma doença benigna, em alguns casos ela pode ser potencialmente grave, podendo causar otite, pneumonia e encefalite, além de aborto ou parto prematuro em gestantes. Nos casos mais graves, o sarampo pode ser fatal.

Os sintomas do sarampo podem se confundir com os de outras doenças virais, como a dengue. Contudo, felizmente, é uma doença pouco comum, em virtude do programa de vacinação contra o sarampo. 

Qual é o tratamento para sarampo?

Não há um tratamento específico para sarampo. Os medicamentos e medidas usadas servem para controlar os sintomas, que normalmente desaparecem depois de duas a três semanas.

Durante o tratamento, são utilizados medicamentos para controlar a febre e a dor muscular, bem como umidificadores para aliviar a tosse. A pessoa também deve permanecer em repouso e ingerir bastante líquido.

O diagnóstico é feito através do exame clínico e, quando necessário, confirmado por exame de sangue.

Na presença de sinais e sintomas de sarampo, a pessoa deverá ser avaliada pelo médico clínico geral, médico de família ou pediatra.

Leia também:

Vacina contra o sarampo: quem e quando pode tomar?

Vacina contra o sarampo: qual a reação?

Refluxo em bebê tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Refluxo nos bebês é comum e tem cura. Algumas medidas são eficazes para evitá-lo ou minimizá-lo:

  • Evitar balançar o bebê;
  • Não vestir roupas que apertem a barriga;
  • Ter uma boa posição durante as mamadas para evitar que entre ar pela boca do bebê;
  • Para arrotar, após as mamadas, o bebê deve ficar na posição vertical no colo do adulto por 30 minutos;
  • Nas mamadas, deixar as narinas do bebê livres para respirar;
  • Evitar dar grandes quantidade de leite de uma só vez;
  • Aumentar a frequência das mamadas;
  • Deitar o bebê de lado e com a cabeceira do berço elevada cerca de 30 graus.

Nos casos mais graves de refluxo, pode ser necessário tratamento com remédios, como bromoprida ou domperidona, que deverá ser orientado pelo médico pediatra. Em alguns raros casos, pode ser necessária cirurgia para refluxo.

Hipotermia em bebê: o que fazer para evitar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Para evitar a hipotermia no bebê é importante mantê-lo aquecido, assim como o ambiente em que se encontra.

1. Cuidar da temperatura ambiente

A recomendação pelas sociedades de pediatria, é que a temperatura do quarto do bebê seja mantida entre 18ºC e 21ºC, com o bebê agasalhado. Acredita-se ser a melhor estratégia, visto que existe uma relação de maior risco de morte súbita do recém-nascido com o aquecimento excessivo.

2. Evitar baixas temperaturas

Evitar expor o bebê a ambientes frios. Se for necessário, basta agasalhar a criança, com gorro e luvas adequadamente.

3. Verificar a temperatura do bebê

Para saber se tem frio ou calor, de forma prática e corriqueira, é observar a temperatura na barriga ou na nuca do bebê, ou então, a forma mais segura, fazer uso de um termômetro. As mãos, por serem extremidades do corpo, têm a tendência de se manterem mais frias, mesmo que o bebê não esteja com frio.

4. Dar banhos curtos

Os banhos devem ser sempre rápidos, com duração máxima de 5 minutos, e o local deve estar aquecido. Após o banho, é preciso enxugar o bebê rapidamente para evitar a perda de calor, embrulhando-o logo com uma toalha.

O que é a hipotermia?

Em bebês, a temperatura corporal considerada normal deve estar entre 36,5ºC e 37°C. A hipotermia em bebês pode ser classificada em 3 níveis:

Hipotermia leve: temperatura corporal entre 36ºC e 36,4°C;

Hipotermia moderada: temperatura entre 32ºC e 35,9°C;

Hipotermia grave: temperatura menor que 32,0°C.

Por quê os bebês podem ter hipotermia?

Os bebês estão mais susceptíveis à hipotermia que os adultos, porque seu organismo ainda não tem a capacidade de regular a temperatura totalmente desenvolvida. Por isso, eles perdem calor com mais facilidade se forem expostos a ambientes frios.

Quais são os sintomas de hipotermia em bebê?

Um bebê com hipotermia poderá apresentar:

  • Dificuldade na amamentação, sucção débil;
  • Hipotonia (bebê mais molinho);
  • Lentidão (bebê menos ativo);
  • Respiração acelerada;
  • Batimentos cardíacos acelerados;
  • Quedas na saturação de O2;
  • Pele fria e com coloração avermelhada;
  • Edema ou esclerema (inchaço nos olhos);
  • Tremores.

A baixa temperatura corporal é um quadro grave, que pode levar à hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue), aumentar a acidez do sangue e, nos casos mais extremos, causar a morte.

O que fazer em caso de hipotermia? Hipotermia leve (36ºC e 36,4°C)
  • Manter o bebê com gorro de algodão
  • Colocar roupas secas;
  • Manter o bebê coberto e em quarto e a cama aquecidos;
  • Colocar o bebê em contato direto com a pele de um adulto;
  • Amamentar e
  • Verificar a temperatura do bebê a cada meia hora, até chegar aos 36,5ºC. Depois, a temperatura deve ser verificada de hora em hora, durante 4 horas.
Hipotermia moderada (32ºC e 35,9°C)

Deve-se seguir os mesmos procedimentos para hipotermia leve além de aplicar toalhas aquecidas no bebê. Caso a temperatura corporal não suba, o bebê deve ser levado ao médico.

Hipotermia grave (temperatura inferior a 32,0°C)

Nesses casos, aqueça o bebê e leve-o imediatamente a um serviço de urgência.

Pode ser necessário colocar o bebê numa incubadora aquecida ou outras medidas de urgência.

Fazer academia pode secar o leite?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Fazer academia não seca o leite, mas é importante que os exercícios sejam feitos de maneira gradativa, sob orientação e respeitando os limites de adaptação do corpo de cada mulher.

Além disso, é essencial que a mulher mantenha uma alimentação e hidratação adequadas. Isso porque a atividade física aumenta o gasto calórico do corpo, que já está queimando calorias a mais devido a amamentação.

Portanto, a mulher deve alimentar-se adequadamente, de forma balanceada e diversificada e preferir uma dieta fracionada, ou seja, alimentar-se a cada 3 horas em menores quantidade. Desta forma não haverá nenhum prejuízo a produção de leite e amamentação.

Além dos cuidados com a alimentação, é fundamental aumentar a ingestão de água para repor os líquidos perdidos na academia, a mulher deve ingerir de 1 a 2 litros a mais do que costuma, por conta da maior demanda hídrica na amamentação.

É válido lembrar que a atividade física intensa aumenta a concentração de ácido lático no corpo e pode alterar o sabor do leite materno, além disso pode diminuir a quantidade de imunoglobulinas no leite que são benéficas para o bebê. Por isso, recomenda-se esperar de 30 a 60 minutos após o exercício para amamentar, de formar a manter a composição ideal do leite.

Se você está amamentando e pretende voltar ou começar a fazer academia, fale com o seu médico ou um educador físico.

Leia também: Quando a mulher que está amamentando engravida, o leite seca?

Transtorno desintegrativo da infância: Quais os sintomas e como tratar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os sintomas do transtorno desintegrativo da infância começam a se manifestar antes dos 10 anos de idade, após um período em que a criança apresentava um desenvolvimento normal, pelo menos até os 2 anos de vida. E sua característica marcante é a regressão evidente de habilidades já adquiridas. A criança parece "desaprender o que já havia aprendido."

Crianças com transtorno desintegrativo da infância apresentam um desenvolvimento normal até pelo menos os 2 anos de idade, comunicando-se por palavras, expressões e gestos; manifestando comportamentos apropriados para a idade e controle dos esfincteres, conforme esperado.

Contudo, antes de completar os 10 anos de idade, a criança manifesta uma perda significativa das habilidades adquiridas, em pelo menos duas das seguintes áreas:

  • Linguagem;
  • Habilidades sociais ou comportamento adaptativo;
  • Habilidades motoras;
  • Habilidades em realização de jogos e brincadeiras;
  • Controle esfincteriano
Sinais e sintomas
  • Prejuízos na comunicação, como: atraso ou ausência da fala, perda da capacidade de começar ou manter uma conversa, perda da capacidade de interpretar gestos, linguagem repetitiva, ausência de brincadeiras imaginárias variadas;
  • Prejuízos nas interações sociais, como: alterações no comportamento não-verbal, dificuldade em desenvolver relacionamentos, pouca abertura social e emocional, falta de resposta diante de tentativas de carinho, contato visual breve;
  • Prejuízos no comportamento, apresenta atividades e interesses repetitivos, restritos e estereotipados, incluindo alterações nas habilidades motoras;
  • Regressão em relação ao controle esfincteriano, a criança pode voltar a urinar na roupa ou na cama durante o sono, após já ter adquirido esse controle.
Tratamento

O tratamento do transtorno desintegrativo da infância é multidisciplinar e deve começar o quanto antes para favorecer a adaptação da criança e compensar as suas limitações. O objetivo principal será melhorar a linguagem, a comunicação e as habilidades sociais da criança, bem como reduzir os comportamentos inadequados.

Os tratamentos mais usados são os de abordagem psicológica, social e educacional.

O/A médico/a responsável pelo diagnóstico e tratamento do transtorno é o/a psiquiatra.

Saiba mais em: Transtorno desintegrativo da infância é grave?

Mastite na amamentação é perigoso?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Não, desde que devidamente tratada, a mastite na amamentação não é perigoso e não impede o aleitamento materno, excepto por indicação médica.

Em caso de mastite, a mulher deve continuar a amamentar. Depois de dar de mamar no lado afetado, ela deve esvaziar manualmente a mama com uma bomba ou com as próprias mãos, até se sentir confortável e obter o esvaziamento completo da mama.

Esvaziar a mama evita o ingurgitamento mamário e permite a melhora mais rápida inflamação, por isso é essencial continuar a amamentação mesmo apresentando sintomas de mastite.

O que é mastite?

A mastite é uma inflamação nos ductos da mama que acomete sobretudo mulheres que estão amamentando. Costuma surgir entre a segunda e a quinta semana de amamentação, geralmente em apenas uma das mamas. Na maioria dos casos, as mastites não trazem complicações e apresentam boa evolução.

Quais as causas de mastite?

A inflamação ocorre quando o leite permanece nos ductos por tempo prolongado ou quando as fissuras no mamilo atuam como porta de entrada para bactérias.

De fato, a principal causa das mastites é a infecção por bactérias, sendo o Staphylococcus aureus responsável por mais de 90% dos casos.

Embora seja mais frequente durante a lactação, a mastite também pode surgir em outros períodos. Nesses casos, pode haver fatores que favoreçam o aparecimento da inflamação, tais como fumo, diabetes, lesão na mama e cirurgias com quadros de infecção no pós-operatório.

Quais são os sintomas de mastite?

Os sinais e sintomas da mastite incluem vermelhidão, inchaço, aumento da temperatura e dor na mama afetada, bem como a presença de um nódulo no local. A mama também fica mais tensa e pode haver febre.

Qual é o tratamento para mastite?

O tratamento da mastite começa com o esvaziamento da mama por meio de bomba ou da ordenha manual. Para aliviar os sintomas, recomenda-se aplicar compressas frias na mama afetada.

Para facilitar a saída do leite no momento da amamentação, é indicada a aplicação de uma compressa morna antes do bebê mamar.

O tratamento da mastite também pode incluir medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos. A cirurgia pode ser necessária em alguns casos quando tem formação de abcesso, para drena-lo..

Durante o tratamento, não é necessário suspender a amamentação, exceto por indicação do médico.

A prevenção da mastite é feita através de uma pega adequada do bebê na hora de amamentar e redução das fissuras.

Casos mais leves de mastite podem ser tratados pelo médico de família ou ginecologista/obstetra, em algumas situações pode ser necessário a avaliação por um mastologista.