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Saúde da Criança

Com quantos meses o bebê pode viajar de avião?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O bebê pode viajar de avião a partir do 8º dia de vida.

Antes disso as companhias aéreas não aceitam transportá-lo, mas em caso de emergência a situação pode ser avaliada pela equipe médica da companhia.

Durante o 1º mês de vida é recomendado evitar viagens aéreas, pois ainda é considerado recém-nascido e pode necessitar de algum cuidado médico de urgência em caso de complicação.

O ideal é esperar até os 3 meses para dar tempo para o sistema imunológico do bebê se desenvolver um pouco mais e reduzir as chances de infecções. 

Além disso, recomenda-se evitar viagens quando o bebê está com resfriado, gripe, febre ou tenha tomado alguma vacina nas últimas 24 horas. Os hábitos de alimentação e higiene dos bebês devem ser mantidos durante a viagem, sem grandes alterações.

Converse com o/a médico/a nas consultas de puericultura sobre os planejamentos de viagens e as medidas necessárias a serem tomadas.

Xixi na Cama: Qual médico procurar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Casos de xixi na cama (enurese noturna) normalmente ocorrem em crianças, e, portanto, podem ser tratados pelo/a médico/a pediatra. Porém, se o problema persistir até à adolescência ou idade adulta, o mais indicado será agendar uma consulta com médico/a urologista, que é o especialista responsável pelo sistema urinário.

O urologista poderá buscar o diagnóstico e definir o tratamento, caso a enurese noturna seja causada por doenças e ou distúrbios relacionados com os órgãos do trato urinário, masculino e feminino.

A enurese noturna é o ato involuntário de urinar durante o sono, de maneira que a bexiga fica completamente ou quase vazia. Ocorre em crianças com um aparelho urinário íntegro, numa idade em que já deveriam ter o controle da micção.

Leia também: Enurese Noturna

Quais as causas de enurese noturna na adolescência?

Um adolescente pode urinar na cama pelas seguintes razões:

  • Predisposição genética: Se apenas um dos pais teve enurese, a possibilidade dos filhos também fazerem xixi na cama aumenta 45%; caso o pai e a mãe sejam enuréticos, as chances aumentam 75%;
  • Produção de urina elevada durante o sono: A maioria das pessoas produz pouca urina enquanto dorme devido à ação do hormônio vasopressina. Porém, indivíduos que sofrem de enurese noturna podem produzir menos vasopressina, o que aumenta a quantidade de urina para além da capacidade da bexiga, levando à micção involuntária;
  • Distúrbio neurológico, doenças neurológicas como bexiga neurogênica, fraqueza muscular por inervação anormal; imaturidade no mecanismo de despertar do sono ou na inervação da bexiga;
  • Uso de medicamentos, como ansiolíticos e diuréticos;
  • Uso abusivo de bebidas alcoólicas e ou drogas ilícitas;
  • Infecção urinária;
  • Doenças crônicas, como por exemplo a diabetes mellitus;
  • Fatores emocionais, quadro de depressão e ansiedade generalizada; entre outros.

Podem também lhe interessar os artigos: Meu filho tem 12 anos e nunca deixou de fazer xixi na cama; Enurese Noturna (xixi na cama) O que não fazer?

O que é bronquiolite e quais os sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Bronquiolite é uma inflamação dos bronquíolos, que são ramificações muito pequenas das vias aéreas. Com a inflamação, eles ficam inchados e cheios de catarro, causando falta de ar.

A bronquiolite é causada principalmente por vírus e afeta sobretudo crianças de até 2 anos de idade, sendo mais frequente em bebês entre 3 e 6 meses.

A bronquiolite é mais comum nos meses de outono e inverno e os seus sintomas iniciais podem ser confundidos com uma gripe. Porém, ao terceiro dia, a falta de ar pode ficar mais intensa.

Quais são os sintomas da bronquiolite?

No início, a bronquiolite se manifesta por corrimento e obstrução nasal, acompanhados de tosse. A febre pode ou não estar presente.

Depois de aproximadamente 2 dias, começa a haver dificuldade respiratória, que piora progressivamente. A criança pode apresentar ainda irritabilidade e recusa em se alimentar.

Por isso, o principal sintoma da bronquiolite é a obstrução dos bronquíolos, o que dificulta a entrada de ar nos pulmões e causa falta de ar.

Outros sinais e sintomas comuns da bronquiolite incluem tosse, febre baixa, chiado no peito, dor de ouvido, olhos avermelhados e pele azulada em volta da boca e na ponta dos dedos.

Nos bebês, um sintoma inicial muito comum da bronquiolite são as pequenas pausas respiratórias. Outras manifestações comuns são a respiração acelerada e a dificuldade em respirar.

A maioria dos casos de bronquiolite é leve e não necessita de cuidados hospitalares. Apenas nos quadros mais graves, que representam cerca de 2% dos casos, a criança precisa ficar internada.

Um complicação importante da bronquiolite e que necessita de internamento hospitalar é a hipoxemia (baixos níveis de oxigênio no sangue).

Quais são as causas da bronquiolite?

As causas mais comuns de bronquiolite incluem infecções respiratórias, inalação de poeira ou gases tóxicos e reações a medicamentos.

As crianças que apresentam mais riscos de ter bronquiolite são aquelas com menos de 6 meses de idade, que vivem em ambiente com muitas pessoas, que nasceram prematuras ou não mamaram no peito.

Bronquiolite é contagiosa?

A bronquiolite é altamente contagiosa. A transmissão ocorre pelo contato com secreções respiratórias de uma pessoa infectada. Apesar da tosse ser uma forma importante de transmissão da bronquiolite, é através das mãos contaminadas com secreção que a infecção mais se prolifera

Qual é o tratamento para bronquiolite?

O tratamento da bronquiolite nos casos mais leves pode ser feito apenas com a retirada da causa, como algum medicamento, por exemplo.

O tratamento da bronquiolite é sobretudo de suporte, para ajudar o paciente a passar o período com mais falta de ar, com uso de inalações e medicamentos, quando necessários.

Algumas medidas que auxiliam o tratamento da bronquiolite:

  • Manter o ambiente calmo;
  • Afastar fatores irritativos, como a fumaça do cigarro;
  • Elevar a cabeceira da cama uns 30º;
  • Utilizar medicamentos (paracetamol ou ibuprofeno) para baixar a febre;
  • Fazer lavagens nasais frequentes com soro fisiológico;
  • Fazer refeições menores e com intervalos mais curtos entre elas;
  • Aumentar a ingestão de água entre as refeições para manter uma boa hidratação.

O uso de xarope para tosse não é indicado no tratamento da bronquiolite. Quando indicados, os broncodilatadores devem ser administrados com um inalador sob pressão acoplado a uma câmara expansora. O aparelhos de aerosol são indicados em casos específicos.

Como prevenir a bronquiolite?

Não é fácil prevenir a bronquiolite, mas alguns hábitos podem ajudar a diminuir as chances de contágio, tais como:

  • Lavar as mãos várias vezes ao dia;
  • Beber líquidos;
  • Fazer inalação;
  • Lavar o nariz com soro fisiológico;
  • Evitar locais com aglomerações de pessoas;
  • Evitar o contato com a fumaça do cigarro.

Consulte o/a médico/a de família, clínico/a geral ou pediatra na presença dos sintomas de bronquiolite.

O que é a síndrome mão-pé-boca? Quais os sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A síndrome mão-pé-boca é uma infecção que causa feridas na boca, mãos, pés, nádegas e às vezes na região genital. Essa síndrome é causada pelos vírus do tipo enterovírus, principalmente o Coxsackie vírus.

A transmissão ocorre pela via fecal-oral através do contato direto com secreções (fezes e saliva) ou objetos contaminados. A síndrome é mais frequente em crianças menores de 5 anos.

Em geral, a síndrome é auto-limitada e tem a duração de 2 a 3 dias.

Os principais sintomas são:

  • Feridas que podem aparecer na boca, mãos, pés, nádegas e às vezes na região genital podendo ser caracterizadas como pequenas bolhas ou vesículas que ulceram;
  • Dor ao engolir ou refusa para comer caso a criança seja pequena;
  • Aumento da salivação;
  • Dor nas áreas afetadas;
  • Febre;
  • Dor abdominal;
  • Diarreia;
  • Vômitos.

Continue a leitura em:

Qual é o tratamento para a síndrome mão-pé-boca?

O que é a Síndrome de Prader-Willi, quais os sintomas e como é o tratamento?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A Síndrome de Prader-Willi é uma doença genética causada por uma alteração do cromossomo 15 paterno, no momento da concepção. O distúrbio caracteriza-se por hipotonia (músculos "moles") ao nascimento, ingestão excessiva de alimentos (hiperfagia), baixa produção de hormônios sexuais, estatura baixa, deficiência intelectual e atraso no desenvolvimento psicomotor.

Quando nascem, os bebês portadores da Síndrome de Prader-Willi apresentam um choro fraco e têm dificuldade para sugar devido ao baixo tônus muscular, o que torna difícil a amamentação.

A hipotonia dificulta a realização de movimentos e a criança também têm dificuldade para aprender coisas e falar. Outros sinais e sintomas incluem alterações hormonais, escoliose, instabilidade emocional, dificuldade de socialização e alterações de comportamento como automutilação e comportamento obsessivo-compulsivo.

A busca constante por comida surge entre 2 e 5 anos de idade, levando à obesidade, que é outra característica marcante da Síndrome de Prader-Willi. Essa fome incontrolável, conhecida como hiperfagia, é decorrente de uma disfunção na região do cérebro responsável pelo controle do apetite.

A perda da saciedade faz a criança comer compulsivamente, o que torna difícil controlar o excesso de peso. O resultado é o desenvolvimento de outros problemas de saúde decorrentes da obesidade, como diabetes e doenças cardiovasculares.

O tratamento da Síndrome de Prader-Willi é multiprofissional, envolvendo médicos neurologista, pediatra, ortopedista e endocrinologista, fisioterapeuta, nutricionista e psicólogo.

A introdução precoce de novos hábitos alimentares e exercício físico pode ajudar a controlar o aumento de peso, melhorando a qualidade de vida e aumentando a expectativa de vida do paciente.

A fisioterapia ajuda a melhorar o tônus muscular e aumentar a força muscular. O tratamento ortopédico também deve começar o quanto antes para corrigir as deformidades ósseas na coluna e membros inferiores.

Também está indicada a utilização de hormônio do crescimento precocemente, que é importante para combater a baixa estatura, melhorar a massa muscular e combater o ganho de peso.

Todas as intervenções terapêuticas visam controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Os médicos neurologista e geneticista são os especialistas indicados para diagnosticar a síndrome.

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O que é a Síndrome de Angelman e como identificá-la?

O que é deficiência intelectual e quais são as suas características?

O que é eritema infeccioso e quais os sintomas?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Eritema infeccioso é uma doença infantil benigna, leve, caracterizada por erupções na pele. Recebe também o nome de Quinta Doença, por ser a quinta de um grupo de doenças semelhantes, do qual também fazem parte a rubéola, o sarampo e a escarlatina.

A maior parte dos casos de eritema infeccioso ocorre no final do inverno ou início da primavera. A ocorrência de grupos de casos em escolas ou creches também é frequente.

O eritema infeccioso é bastante comum em crianças. Até os 15 anos de idade, cerca de 50% delas já está imune por já terem tido a doença.

Os sintomas do eritema infeccioso manifestam-se de acordo com a evolução da doença. Inicialmente surgem sintomas como dor de cabeça, dor no corpo, dor de garganta, febre leve e calafrios. Estes sintomas duram 2 ou 3 dias.

Alguns dias depois as crianças apresentam erupções cutâneas na face que as deixam com a aparência de terem sido esbofeteadas. Esta erupção cutânea na face pode ser seguida de erupções rendilhadas mais evidentes nos braços e nas pernas.

Os adultos acometidos pela doença têm menos chances de apresentar as erupções do terceiro estágio, podendo às vezes desenvolver dor e inchaço nas articulações, principalmente nas mãos e nos pés.

O eritema infeccioso normalmente é leve, na maior parte dos casos, os pacientes, adultos e crianças, recuperam-se sem complicações. Há pessoas que nem chegam a manifestar sintomas.

Casos de maior gravidade são raros. Indivíduos com problemas hematológicos, como anemia falciforme, ou com o sistema imunológico debilitado (decorrente de doenças como HIV/AIDS ou quimioterapia, por exemplo) são os que apresentam maior risco de complicações.

O eritema infeccioso é uma doença que pode ser tratada e diagnosticada pelo médico de família, clínica geral ou pediatria.

Saiba mais em: Erupção cutânea pode ser o quê?

Meu sobrinho há 15 dias com diarreia e barriga grande...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Diarreia com aumento da barriga e geralmente é algum tipo de infecção intestinal, precisam levar esse menino ao médico para correto diagnóstico e tratamento.

Com qual idade o bebê começa a falar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Quando falamos em desenvolvimento neurológico do bebê é importante lembrar duas coisas, a primeira é que não existem idades exatas para que a criança aprenda e adquira as habilidades que deverá desenvolver.

Cada criança tem seu ritmo de desenvolvimento e é importante não comparar uma criança com outras crianças. A segunda coisa é que a idade gestacional (as semanas) que o bebê nasceu é essencial para determinar se o seu desenvolvimento está adequado ou não. Quando o bebê tem algum grau de prematuridade seu desenvolvimento e aquisição das habilidades não acontecerão nas mesmas idades que crianças que nasceram a termo, ou seja, não prematuras.

Dito isto, em relação ao desenvolvimento da fala, o bebê começa a:

  • Vocalizar com 1 a 4 meses;
  • Falar sílabas com 5 a 9 meses;
  • Falar duas sílabas com 8 a 12 meses;
  • Falar palavras com 8 a 12 meses
  • Falar palavras formando pequenas frases com 12 a 18 meses;
  • Falar frases agramaticais (não segue regras de gramática, por exemplo, diz frases fora de ordem) dos 18 aos 24 meses;
  • Falar frases gramaticais dos 2 aos 3 anos.

O bebê deve fazer avaliação periódica com médico/a de saúde da família ou pediatra para avaliação de diversos aspectos do seu crescimento, desenvolvimento, alimentação, etc. Somente o/a médico/a capacitado/a para tal poderá dizer sobre qualquer tipo de atraso no desenvolvimento neurológico do bebê e encaminhar, quando necessário, para avaliação especializada.