Saúde da Criança

O que é dislexia e como identificar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Dislexia é um distúrbio de aprendizagem relacionado com a linguagem, caracterizado pela dificuldade na leitura, escrita e ortografia de palavras simples. A palavra dislexia significa literalmente "desvio ou dificuldade na leitura e reconhecimento das palavras".

Trata-se de um fracasso inesperado na aprendizagem, numa idade em que essas habilidades já deveriam ser automatizadas.

Como a criança tem dificuldade em compreender a escrita, ela tende a diminuir a sua experiência de leitura, o que pode impedir o desenvolvimento do vocabulário e dos conhecimentos gerais

A dislexia é mais comum em meninos e atinge 10 a 15% da população mundial. Quase metade dos casos diagnosticados na faixa etária mais crítica, entre 10 e 12 anos, são de grau severo, 40% são de grau moderado e cerca de 20% dos casos são de grau leve.

Dislexia está associada a um baixo nível intelectual?

É importante salientar que a dislexia não possui nenhuma ligação com perturbações sensoriais ou psíquicas, nem com o nível de inteligência dos indivíduos.

Ao contrário do que muitos pensam, a dislexia não está associada a um baixo nível intelectual. De fato, um disléxico pode apresentar padrões acima da média para a sua idade em outras áreas.

Como identificar a dislexia?

As crianças com dislexia podem apresentar os seguintes sinais:

Na idade pré-escolar:

  • Dispersão;
  • Fraco desenvolvimento da atenção e da coordenação motora;
  • Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem;
  • Dificuldade em aprender músicas e rimas;
  • Dificuldade em montar quebra-cabeças;
  • Pouco interesse por livros.

Na idade escolar:

  • Dificuldade em adquirir e automatizar a leitura e a escrita;
  • Pobre conhecimento de rima (mesmo som no final das palavras) e aliteração (mesmo som no início das palavras);
  • Falta de atenção e dispersão;
  • Dificuldade em copiar dos livros ou do quadro;
  • Dificuldade em escrever, desenhar e pintar (coordenação motora fina) e em praticar exercícios ou dançar (coordenação motora grossa);
  • Muita desorganização;
  • Atrasos constantes na entrega dos trabalhos escolares;
  • Perda de seus pertences;
  • Confusão para identificar a esquerda e a direita;
  • Dificuldade em utilizar mapas, dicionários;
  • Vocabulário pobre, com frases curtas e imaturas ou longas e vagas;
  • Dificuldade em escolher palavras adequadas para se comunicar, tanto a nível oral como escrito.
Quais as causas da dislexia?

A dislexia tem origem neurobiológica. Indivíduos disléxicos parecem ter dificuldade em utilizar as áreas do cérebro responsáveis pela análise de palavras e pela automatização da leitura.

Dislexia tem cura?

Apesar da dislexia não ter cura, as pessoas disléxicas conseguem encontrar formas de desempenhar as suas tarefas com sucesso, mas é importante que a dislexia seja diagnosticada o mais cedo possível.

O diagnóstico é feito através da análise do histórico e dos sintomas através de testes que podem ser feitos pelo próprio médico pediatra que acompanha a criança. Porém, em casos mais complexos, é necessária a participação de profissionais nas áreas de neuropediatria, fonoaudiologia e psicopedagogia.

Com quantos meses o bebê pode viajar de avião?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O bebê pode viajar de avião a partir do 8º dia de vida.

Antes disso as companhias aéreas não aceitam transportá-lo, mas em caso de emergência a situação pode ser avaliada pela equipe médica da companhia.

Durante o 1º mês de vida é recomendado evitar viagens aéreas, pois ainda é considerado recém-nascido e pode necessitar de algum cuidado médico de urgência em caso de complicação.

O ideal é esperar até os 3 meses para dar tempo para o sistema imunológico do bebê se desenvolver um pouco mais e reduzir as chances de infecções. 

Além disso, recomenda-se evitar viagens quando o bebê está com resfriado, gripe, febre ou tenha tomado alguma vacina nas últimas 24 horas. Os hábitos de alimentação e higiene dos bebês devem ser mantidos durante a viagem, sem grandes alterações.

Converse com o/a médico/a nas consultas de puericultura sobre os planejamentos de viagens e as medidas necessárias a serem tomadas.

Xixi na Cama: Qual médico procurar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Casos de xixi na cama (enurese noturna) normalmente ocorrem em crianças, e, portanto, podem ser tratados pelo/a médico/a pediatra. Porém, se o problema persistir até à adolescência ou idade adulta, o mais indicado será agendar uma consulta com médico/a urologista, que é o especialista responsável pelo sistema urinário.

O urologista poderá buscar o diagnóstico e definir o tratamento, caso a enurese noturna seja causada por doenças e ou distúrbios relacionados com os órgãos do trato urinário, masculino e feminino.

A enurese noturna é o ato involuntário de urinar durante o sono, de maneira que a bexiga fica completamente ou quase vazia. Ocorre em crianças com um aparelho urinário íntegro, numa idade em que já deveriam ter o controle da micção.

Leia também: Enurese Noturna

Quais as causas de enurese noturna na adolescência?

Um adolescente pode urinar na cama pelas seguintes razões:

  • Predisposição genética: Se apenas um dos pais teve enurese, a possibilidade dos filhos também fazerem xixi na cama aumenta 45%; caso o pai e a mãe sejam enuréticos, as chances aumentam 75%;
  • Produção de urina elevada durante o sono: A maioria das pessoas produz pouca urina enquanto dorme devido à ação do hormônio vasopressina. Porém, indivíduos que sofrem de enurese noturna podem produzir menos vasopressina, o que aumenta a quantidade de urina para além da capacidade da bexiga, levando à micção involuntária;
  • Distúrbio neurológico, doenças neurológicas como bexiga neurogênica, fraqueza muscular por inervação anormal; imaturidade no mecanismo de despertar do sono ou na inervação da bexiga;
  • Uso de medicamentos, como ansiolíticos e diuréticos;
  • Uso abusivo de bebidas alcoólicas e ou drogas ilícitas;
  • Infecção urinária;
  • Doenças crônicas, como por exemplo a diabetes mellitus;
  • Fatores emocionais, quadro de depressão e ansiedade generalizada; entre outros.

Podem também lhe interessar os artigos: Meu filho tem 12 anos e nunca deixou de fazer xixi na cama; Enurese Noturna (xixi na cama) O que não fazer?

Estou amamentando, mas meu leite está pouco e não satisfaz o meu bebê. O que fazer para ter leite suficiente para ele?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Existem opções de medicamentos para aumentar a produção de leite (pode conversar com seu ginecologista) e também se não conseguir produzir mais leite há a possibilidade de suplementação (converse com o pediatra se houver necessidade). Precisa alimentar-se bem e de maneira saudável, além de ingerir muito líquido.

Um bebê de um dia pode tomar benzetacil?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O bebê de um dia pode tomar Benzetacil caso haja indicação médica.

Benzetacil é um antibiótico da família da penicilina, bastante usado no combate a algumas doenças, como amigdalite bacteriana comunitária (dor de garganta adquirida fora do ambiente hospitalar), infecções respiratórias e de pele, sífilis, tratamento de longo prazo para prevenção da febre reumática, entre outras.

A Benzetacil combate vários tipos de bactérias incluindo aquelas que causam infecção de garganta (faringite, amigdalite), de ouvido (otite), de urina (cistite), de pele (erisipela, etc), intestinal (salmonelose, shigelose), sinusite, meningite, pneumonia, febre reumática e infecções sistêmicas que atingem o sangue como um todo.

A Benzetacil começa a fazer efeito de 15 a 30 minutos após a injeção e a sua ação se prolonga por um período que vai de 1 a 4 semanas. Trata-se de um antibiótico seguro para ser usado em bebês, crianças e adultos.

A única forma de tomar Benzetacil é através de injeção intramuscular. O local de aplicação recomendado é na parte superior lateral da nádega. Em crianças pequenas e bebês, a injeção geralmente é aplicada na coxa.

No Sistema Único de Saúde (SUS), a injeção de Benzetacil é fornecida gratuitamente quando prescrita pelo/a médico/a registrado/a.

A penicilina, assim como outros antibióticos, só deve ser usada com indicação e receita médica e durante o período completo indicado pelo/a médico/a.

Leia também:

Tudo sobre a benzetacil

Para que serve a penicilina?

A benzetacil leva quantos dias para fazer efeito?

O que é bronquiolite e quais os sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Bronquiolite é uma inflamação dos bronquíolos, que são ramificações muito pequenas das vias aéreas. Com a inflamação, eles ficam inchados e cheios de catarro, causando falta de ar.

A bronquiolite é causada principalmente por vírus e afeta sobretudo crianças de até 2 anos de idade, sendo mais frequente em bebês entre 3 e 6 meses.

A bronquiolite é mais comum nos meses de outono e inverno e os seus sintomas iniciais podem ser confundidos com uma gripe. Porém, ao terceiro dia, a falta de ar pode ficar mais intensa.

Quais são os sintomas da bronquiolite?

No início, a bronquiolite se manifesta por corrimento e obstrução nasal, acompanhados de tosse. A febre pode ou não estar presente.

Depois de aproximadamente 2 dias, começa a haver dificuldade respiratória, que piora progressivamente. A criança pode apresentar ainda irritabilidade e recusa em se alimentar.

Por isso, o principal sintoma da bronquiolite é a obstrução dos bronquíolos, o que dificulta a entrada de ar nos pulmões e causa falta de ar.

Outros sinais e sintomas comuns da bronquiolite incluem tosse, febre baixa, chiado no peito, dor de ouvido, olhos avermelhados e pele azulada em volta da boca e na ponta dos dedos.

Nos bebês, um sintoma inicial muito comum da bronquiolite são as pequenas pausas respiratórias. Outras manifestações comuns são a respiração acelerada e a dificuldade em respirar.

A maioria dos casos de bronquiolite é leve e não necessita de cuidados hospitalares. Apenas nos quadros mais graves, que representam cerca de 2% dos casos, a criança precisa ficar internada.

Um complicação importante da bronquiolite e que necessita de internamento hospitalar é a hipoxemia (baixos níveis de oxigênio no sangue).

Quais são as causas da bronquiolite?

As causas mais comuns de bronquiolite incluem infecções respiratórias, inalação de poeira ou gases tóxicos e reações a medicamentos.

As crianças que apresentam mais riscos de ter bronquiolite são aquelas com menos de 6 meses de idade, que vivem em ambiente com muitas pessoas, que nasceram prematuras ou não mamaram no peito.

Bronquiolite é contagiosa?

A bronquiolite é altamente contagiosa. A transmissão ocorre pelo contato com secreções respiratórias de uma pessoa infectada. Apesar da tosse ser uma forma importante de transmissão da bronquiolite, é através das mãos contaminadas com secreção que a infecção mais se prolifera

Qual é o tratamento para bronquiolite?

O tratamento da bronquiolite nos casos mais leves pode ser feito apenas com a retirada da causa, como algum medicamento, por exemplo.

O tratamento da bronquiolite é sobretudo de suporte, para ajudar o paciente a passar o período com mais falta de ar, com uso de inalações e medicamentos, quando necessários.

Algumas medidas que auxiliam o tratamento da bronquiolite:

  • Manter o ambiente calmo;
  • Afastar fatores irritativos, como a fumaça do cigarro;
  • Elevar a cabeceira da cama uns 30º;
  • Utilizar medicamentos (paracetamol ou ibuprofeno) para baixar a febre;
  • Fazer lavagens nasais frequentes com soro fisiológico;
  • Fazer refeições menores e com intervalos mais curtos entre elas;
  • Aumentar a ingestão de água entre as refeições para manter uma boa hidratação.

O uso de xarope para tosse não é indicado no tratamento da bronquiolite. Quando indicados, os broncodilatadores devem ser administrados com um inalador sob pressão acoplado a uma câmara expansora. O aparelhos de aerosol são indicados em casos específicos.

Como prevenir a bronquiolite?

Não é fácil prevenir a bronquiolite, mas alguns hábitos podem ajudar a diminuir as chances de contágio, tais como:

  • Lavar as mãos várias vezes ao dia;
  • Beber líquidos;
  • Fazer inalação;
  • Lavar o nariz com soro fisiológico;
  • Evitar locais com aglomerações de pessoas;
  • Evitar o contato com a fumaça do cigarro.

Consulte o/a médico/a de família, clínico/a geral ou pediatra na presença dos sintomas de bronquiolite.

O que é eritema infeccioso e quais os sintomas?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Eritema infeccioso é uma doença infantil benigna, leve, caracterizada por erupções na pele. Recebe também o nome de Quinta Doença, por ser a quinta de um grupo de doenças semelhantes, do qual também fazem parte a rubéola, o sarampo e a escarlatina.

A maior parte dos casos de eritema infeccioso ocorre no final do inverno ou início da primavera. A ocorrência de grupos de casos em escolas ou creches também é frequente.

O eritema infeccioso é bastante comum em crianças. Até os 15 anos de idade, cerca de 50% delas já está imune por já terem tido a doença.

Os sintomas do eritema infeccioso manifestam-se de acordo com a evolução da doença. Inicialmente surgem sintomas como dor de cabeça, dor no corpo, dor de garganta, febre leve e calafrios. Estes sintomas duram 2 ou 3 dias.

Alguns dias depois as crianças apresentam erupções cutâneas na face que as deixam com a aparência de terem sido esbofeteadas. Esta erupção cutânea na face pode ser seguida de erupções rendilhadas mais evidentes nos braços e nas pernas.

Os adultos acometidos pela doença têm menos chances de apresentar as erupções do terceiro estágio, podendo às vezes desenvolver dor e inchaço nas articulações, principalmente nas mãos e nos pés.

O eritema infeccioso normalmente é leve, na maior parte dos casos, os pacientes, adultos e crianças, recuperam-se sem complicações. Há pessoas que nem chegam a manifestar sintomas.

Casos de maior gravidade são raros. Indivíduos com problemas hematológicos, como anemia falciforme, ou com o sistema imunológico debilitado (decorrente de doenças como HIV/AIDS ou quimioterapia, por exemplo) são os que apresentam maior risco de complicações.

O eritema infeccioso é uma doença que pode ser tratada e diagnosticada pelo médico de família, clínica geral ou pediatria.

Saiba mais em: Erupção cutânea pode ser o quê?

O que é a síndrome mão-pé-boca? Quais os sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A síndrome mão-pé-boca é uma infecção que causa feridas na boca, mãos, pés, nádegas e às vezes na região genital. Essa síndrome é causada pelos vírus do tipo enterovírus, principalmente o Coxsackie vírus.

A transmissão ocorre pela via fecal-oral através do contato direto com secreções (fezes e saliva) ou objetos contaminados. A síndrome é mais frequente em crianças menores de 5 anos.

Em geral, a síndrome é auto-limitada e tem a duração de 2 a 3 dias.

Os principais sintomas são:

  • Feridas que podem aparecer na boca, mãos, pés, nádegas e às vezes na região genital podendo ser caracterizadas como pequenas bolhas ou vesículas que ulceram;
  • Dor ao engolir ou refusa para comer caso a criança seja pequena;
  • Aumento da salivação;
  • Dor nas áreas afetadas;
  • Febre;
  • Dor abdominal;
  • Diarreia;
  • Vômitos.

Continue a leitura em:

Qual é o tratamento para a síndrome mão-pé-boca?