Perguntar
Fechar

Saúde da Criança

Se uma grávida tem anemia o filho poderá ter anemia?

Esses são eventos independentes, o filho de uma grávida pode ter anemia porque essa é uma doença que qualquer pessoa pode ter e não porque a mãe durante a gestação teve anemia.

Meu filho tem 10 anos e sempre sentiu dores nas pernas...

Este exame sugere algum tipo de inflamação no corpo, ele é muito inespecífico e pode dar alterado em milhares de situações desde uma gripe até um osso quebrado, então não dá para saber o que ele tem por esse exame.

O que é eritema infeccioso e quais os sintomas?

Eritema infeccioso é uma doença infantil benigna, leve, caracterizada por erupções na pele. Recebe também o nome de Quinta Doença, por ser a quinta de um grupo de doenças semelhantes, do qual também fazem parte a rubéola, o sarampo e a escarlatina.

A maior parte dos casos de eritema infeccioso ocorre no final do inverno ou início da primavera. A ocorrência de grupos de casos em escolas ou creches também é frequente.

O eritema infeccioso é bastante comum em crianças. Até os 15 anos de idade, cerca de 50% delas já está imune por já terem tido a doença.

Os sintomas do eritema infeccioso manifestam-se de acordo com o estágio da doença:

  • Primeiro estágio: Dor de cabeça, dor no corpo, dor de garganta, febre leve e calafrios. Estes sintomas duram 2 ou 3 dias;
  • Segundo estágio: Não apresenta sintoma algum durante um período de até uma semana;
  • Terceiro estágio:
    • Crianças: Apresentam erupções cutâneas na face que as deixam com a aparência de terem sido esbofeteadas. Esta erupção cutânea na face pode ser seguida de erupções rendilhadas mais evidentes nos braços e nas pernas;
    • Adultos: Têm menos chances de apresentar as erupções do terceiro estágio, podendo às vezes desenvolver dor e inchaço nas articulações, principalmente nas mãos e nos pés.

O eritema infeccioso normalmente é leve e, na maior parte dos casos, os pacientes, adultos e crianças, recuperam-se sem complicações. Há pessoas que nem chegam a manifestar sintomas.

Casos em que a pessoa fica muito mal com o eritema infeccioso são raros. Indivíduos com problemas de sangue, como anemia falciforme, ou com um sistema imunológico debilitado (decorrente de HIV/AIDS ou quimioterapia, por exemplo) são os que apresentam maior risco de complicações.

O eritema infeccioso deve ser diagnosticado e tratado preferencialmente por um médico dermatologista (adultos) ou pediatra (crianças).

Saiba mais em: Erupção cutânea pode ser o quê?

O que é a síndrome mão-pé-boca? Quais os sintomas?

A síndrome mão-pé-boca é uma infecção que causa feridas na boca, mãos, pés, nádegas e às vezes na região genital. Essa síndrome é causada pelos vírus do tipo enterovírus, principalmente o Coxsackie vírus.

A transmissão ocorre pela via fecal-oral através do contato direto com secreções (fezes e saliva) ou objetos contaminados. A síndrome é mais frequente em crianças menores de 5 anos.

Em geral, a síndrome é auto-limitada e tem a duração de 2 a 3 dias.

Os principais sintomas são:

  • Feridas que podem aparecer na boca, mãos, pés, nádegas e às vezes na região genital podendo ser caracterizadas como pequenas bolhas ou vesículas que ulceram;
  • Dor ao engolir ou refusa para comer caso a criança seja pequena;
  • Aumento da salivação;
  • Dor nas áreas afetadas;
  • Febre;
  • Dor abdominal;
  • Diarreia;
  • Vômitos.

Continue a leitura em:

Qual é o tratamento para a síndrome mão-pé-boca?

Mastite na amamentação é perigoso?

Não, desde que devidamente tratada, a mastite na amamentação não é perigoso e não impede o aleitamento materno, excepto por indicação médica.

A mastite é uma inflamação nos ductos da mama que acomete sobretudo mulheres que estão amamentando. Na maioria dos casos, as mastites não trazem complicações e apresentam boa evolução.

A mastite costuma surgir entre a segunda e a quinta semana de amamentação, geralmente em apenas uma das mamas. A infamação ocorre quando o leite permanece nos ductos por tempo prolongado ou quando as fissuras no mamilo atuam como porta de entrada para bactérias. 

De fato, a principal causa das mastites é a infecção por bactérias, sendo o Staphylococcus aureus responsável por mais de 90% dos casos.

Embora seja mais frequente durante a lactação, a mastite também pode surgir em outros períodos. Nesses casos, pode haver fatores que favoreçam o aparecimento da inflamação, tais como fumo, diabetes, lesão na mama e cirurgias com quadros de infecção no pós-operatório.

Os sinais e sintomas da mastite incluem vermelhidão, inchaço e dor na mama afetada, bem como a presença de um nódulo no local.

O tratamento da mastite começa com o esvaziamento da mama por meio de uma bomba específica. Para aliviar os sintomas, recomenda-se aplicar compressas frias na mama afetada. Porém, para facilitar a saída do leite no momento da amamentação, é indicada a aplicação de uma compressa morna antes do bebê mamar.

O tratamento da mastite também pode incluir medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos. A cirurgia pode ser necessária em alguns casos para drenar o abscesso.

Durante o tratamento, não é necessário suspender a amamentação, excepto por indicação do médico.

O mastologista é o especialista indicado para diagnosticar e tratar a mastite durante a amamentação ou em qualquer outro período da vida da mulher.

Minha filha de 5 anos não produz IgA e está sempre com...

Ela pode ter uma facilidade maior de pegar infecções, o ideal é você adequar uma boa alimentação com muitos vegetais, frutas e carnes, além de reduzir o leite de vaca, e evitar todo tipo de corantes ou alimentos industrializados. Uma boa opção são os tratamentos a base de remédios homeopáticos, que ajudam muito a melhorar o sistema imunológico. Procure um homeopata.

Saiba mais em: Qual é a função da Imunoglobulina A (IgA)?

Posso amamentar depois de tomar gripeol?

O ideal é não associar esse remédio com a amamentação, em principio existe uma contra-indicação relativa ao uso desse medicamento nesta situação (isso significa que o benefício deve ser maior que o risco), no caso como ele é um remédio para gripes e resfriados, o benefício trazido para você, não justifica o risco para o bebê.

Neuroblastoma tem cura? Como é o tratamento?

Sim, neuroblastoma tem cura. Quanto mais nova for a criança e menos avançado estiver o tumor, maiores são as chances de cura. Nas fases iniciais, o neuroblastoma pode ser curado em até 90% dos casos. Por outro lado, quando o câncer já se disseminou para outras partes do corpo (metástase), a probabilidade cai para 50%.

Crianças com menos de 1 ano de idade têm mais chances de serem curadas do que as mais velhas, mesmo que o grau de estadiamento do neuroblastoma seja o mesmo. As chances de cura para crianças mais velhas muitas vezes não chega aos 25%.

Tratamento

O tratamento para neuroblastomas pequenos e sem metástases é feito com cirurgia para remoção do tumor. Quando o neuroblastoma já cresceu muito ou se disseminou para outras partes do corpo, o tratamento pode incluir quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, terapia com retinoides e transplante de células tronco.

As formas de tratamento dependem do estágio do neuroblastoma, da idade do paciente, entre outros fatores. Muitas vezes é necessário utilizar mais de uma forma de terapia.

Quimioterapia e radioterapia

A quimioterapia e a radioterapia servem para tornar possível a retirada cirúrgica do neuroblastoma, controlar o crescimento local do tumor ou tratar paliativamente o câncer quando este já se disseminou para outras partes do corpo (metástase).

Imunoterapia

A imunoterapia utiliza anticorpos específicos produzidos em laboratório que atacam o neuroblastoma e destroem células cancerígenas.

Terapia com retinoides

Os retinoides são substâncias semelhantes à vitamina A. O tratamento com retinoides diminui o risco do neuroblastoma voltar a aparecer após a quimioterapia e o transplante de células-tronco. 

Transplante de células-tronco

O transplante substitui as células da medula óssea que foram mortas com a radio e quimioterapia por novas células-tronco que irão formar novas células sanguíneas. Lembrando que a medula óssea é a parte esponjosa do interior dos ossos longos, onde são produzidas as células sanguíneas.

O transplante de células-tronco é feito após altas doses de quimioterapia e radioterapia. Muitas vezes esse tratamento é utilizado como último recurso, quando não há mais chances de curar o neuroblastoma com os outros tratamentos.

O oncologista pediatra é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento do neuroblastoma.

Saiba mais em: Neuroblastoma é câncer? Quais são os sintomas?