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É possível engravidar durante a amamentação?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. É possível engravidar durante a amamentação.

A amamentação pode funcionar como um método anticoncepcional apenas se a mulher estiver amamentando exclusivamente em livre demanda (ou seja, não está oferecendo outro tipo de leite para o bebê), nos primeiros seis meses e ainda não teve nenhuma menstruação depois do parto.

Se não acontecer essas 3 situações em conjunto, a mulher tem chance de engravidar mesmo amamentando.

Caso a mulher não queira uma nova gestação, ela deve conversar com seu/sua médico/a durante a gestação ou logo após o parto para orientar os métodos anticoncepcionais que podem ser usados durante a amamentação.

Leia também: Quando a mulher que está amamentando engravida, o leite seca?

Estou amamentando, posso fazer selagem no meu cabelo?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, quem está amamentando pode fazer selagem no cabelo, desde que sejam usados produtos que não contenham formol. Se a selagem for apenas com queratina, você pode fazer. 

A ANVISA proíbe o uso de formol como alisante, pois o produto pode causar sérios danos a qualquer pessoa, independentemente de estar grávida ou amamentando. O próprio profissional que aplica o produto também corre riscos.

Dentre as complicações causadas pelo formol estão:

  • Irritação;
  • Coceira;
  • Queimadura;
  • Inchaço;
  • Descamação e vermelhidão do couro cabeludo;
  • Queda de cabelo;
  • Ardência e lacrimejamento dos olhos;
  • Falta de ar;
  • Tosse;
  • Dor de cabeça;
  • Ardência e coceira no nariz.

Exposições repetidas ao produto podem causar ainda:

  • Boca amarga;
  • Dores abdominais;
  • Enjoo;
  • Vômito;
  • Desmaios;
  • Feridas na boca, narinas e olhos;
  • Câncer.

Na dúvida, leve uma foto do rótulo do produto usado na selagem e mostre para a/o médico/a durante a consulta de puericultura. Caso não seja possível confirmar se o produto é ou não seguro, não faça a selagem, seja durante ou após o período da amamentação.

Leia também: Grávida pode fazer selagem?

Meu bebê recém nascido tem os olhos amarelados, o que é isso?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Geralmente, os olhos amarelados do recém nascido é chamado de icterícia fisiológica. Essa icterícia não é uma doença, ela é apenas uma adaptação do metabolismo do recém nascido e tende a resolver na primeira ou segunda semana de vida.

A coloração amarelada da conjuntiva dos olhos é uma consequência do aumento da produção de bilirrubina, a diminuição de sua degradação e o aumento da circulação entre o intestino e o fígado. Com a adaptação, o organismo do recém nascido aos poucos elimina o excesso dessa molécula e a conjuntiva volta à coloração branca habitual.

Há situações em que os olhos do recém nascido continuam amarelados após a segunda semana de vida, e nesses casos há necessidade de investigação e tratamento.

Essa avaliação é feita pelo/a pediatra ou médico/a de família nas consultas de rotina de puericultura. Essas consultas são importantes para acompanhar a adaptação do organismo e o crescimento do recém nascido. É fundamental comparecer às consultas marcadas, mas se houver alguma alteração preocupante no intervalo entre elas, os responsáveis pela criança podem marcar uma consulta extra de avaliação ou mesmo levar o bebê ao serviço de emergência.

Saiba mais em:

Quais as causas da icterícia neonatal e como é o tratamento?

Como posso saber se o meu bebê tem icterícia?

Bilirrubina alta: o que pode ser?

Para que serve o exame de bilirrubina no sangue?

Estou amamentando: posso usar água oxigenada e pó descolorante nos pelos?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. Tanto a água oxigenada quanto os descolorantes são permitidos durante a amamentação.

Deve-se ter o cuidado de evitar a utilização na região do tórax, principalmente nos seios, além de lavar bem as mãos com água e sabão para evitar o contato do produto diretamente com o/a bebê.

Com esses cuidados a água oxigenada e os descolorantes podem ser utilizados sem risco tanto para a mãe quanto para o/a bebê que está amamentando.

É muito importante o acompanhamento da amamentação durante as consultas de puericultura para tirar dúvidas quanto aos produtos permitidos e proibidos, bem como acompanhar o desenvolvimento da criança.

A amamentação é fundamental para que a criança desenvolva adequadamente e deve ser exclusiva até os 6 meses de idade.

Como identificar o transtorno opositor desafiador (TOD)?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os sinais e sintomas do transtorno opositor desafiador (TOD) são comportamentos antissociais e desafiadores, sendo os mais marcantes: a rebeldia, a teimosia e a recusa em obedecer os adultos.

O transtorno de oposição desafiante ou transtorno desafiador opositivo, como também é conhecido, é um distúrbio frequentemente observado em crianças e adolescentes. Caracteriza-se por perturbações e conflitos com os outros, comportamentos antissociais, dificuldade em seguir regras, normas morais e autoridades, e dificuldades em socialização.

Crianças com transtorno desafiador opositivo são persistentemente desobedientes, solitários e hostis, desafiando constantemente os pais, os professores e outras figuras de autoridades.

São comuns também a dificuldade em controlar as emoções, muitas vezes com explosões de fúria, agressões verbais, hostilidades e desejos de vingança.

Os primeiros sinais do transtorno opositivo desafiador normalmente se manifestam na idade pré-escolar, sendo menos frequente porém possível, durante a adolescência.

Apesar desses comportamentos serem considerados normais em um ou outro momento da infância e adolescência, no transtorno opositivo desafiador essas atitudes são constantes e excessivas quando comparadas com as outras crianças.

Crianças e adolescentes com TOD desafiam as regras morais e sociais e também tendem a perturbar deliberadamente quem as rodeiam. Podem se manifestar em apenas um ou em vários ambientes, como escola, casa, casa de familiares e amigos, entre outros.

Quanto mais cedo for diagnosticado e tratado, maiores as chances de cura ou resposta satisfatória, além de evitar que o quadro se torne mais grave na idade adulta.

Saiba mais em:

Transtorno opositor desafiador (TOD) tem cura? Como é o tratamento?

Quais as causas do transtorno opositor desafiador (TOD)?

Vacina para meningite B provoca alguma reação ou efeito colateral?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, a vacina contra meningite B, também conhecida como Bexsero®, pode provocar reações e efeitos colaterais. Em bebês e crianças com menos de 2 anos de idade, as reações mais comuns são: dor, inchaço e vermelhidão no local da injeção, febre e irritabilidade.

Em adolescentes e adultos, os efeitos colaterais mais observados são: dor no local da aplicação, mal-estar e dor de cabeça.

Nos bebês e nas crianças de até 2 anos, a vacina para meningite B pode ser administrada isoladamente ou em conjunto com outras vacinas.

Quando administrada isoladamente, a frequência de febre é semelhante às outras vacinas de rotina para crianças nessa faixa etária. 

Quando administrada com outras vacinas, aumentam as chances de reações adversas como febre, irritação, mudança nos hábitos alimentares, sonolência e sensibilidade no local da injeção.

A febre normalmente desaparece no dia seguinte à vacinação. Para amenizar ou até prevenir a febre, pode-se utilizar paracetamol. Este medicamento não interfere na eficácia da vacina contra meningite B.

Além da vacina que previne contra a meningite meningocócica tipo B, há também a vacina meningocócica conjugada ACWY, que protege contra meningite meningocócica dos tipos A, C, W e Y.

Ambas as vacinas só estão disponíveis em clínicas privadas e não fazem parte do calendário básico de vacinação do SUS. Na rede pública de saúde está disponível a vacina contra a meningite C, que é gratuita e está disponível para crianças menores de 5 anos de idade e adolescentes entre 11 e 14 anos.

Caso tenha mais dúvidas sobre vacinas, consulte o seu médico de família ou pediatra.

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O que é meningite meningocócica e quais os sintomas?

Meningite é contagiosa? Como ocorre a transmissão?

É possível ter meningite mais que uma vez?

Comer ovo durante a amamentação faz mal para o bebê?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não. Comer ovo durante a amamentação não faz mal ao/à bebê.

O ovo é uma ótima fonte de proteína, vitaminas, minerais, gordura  e pode ser consumido durante a amamentação sem causar nenhum prejuízo à mulher ou ao/à bebê.

A mulher que está amamentando precisa garantir uma alimentação diversa, completa e com maior quantidade de calorias para manter a produção de leite.

A quantidade adequada de calorias para cada mulher será dependente do seu peso, altura, idade e das possíveis atividades físicas desempenhadas por ela

Algumas comidas devem ser evitadas durante a amamentação como determinados peixes que podem conter elevados níveis de mercúrio. As demais comidas são liberadas e não demonstram riscos para a mãe e/ou bebê.

Uma alimentação diversificada deve incluir frutas, vegetais, grãos, cereais, proteínas, etc. Além disso, a mulher deve ter uma boa ingesta de água para se hidratar e recuperar os líquidos perdidos durante a amamentação.

Leia também: Amamentar aumenta o apetite?

Converse com o/a médico/a durante as consultas de rotina de puericultura.  

É comum dar nódulo em peito de criança?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Bebês pequenos que amamentam no peito da mãe tem frequentemente nódulos em mamas que não representam nada de preocupante, geralmente duram poucos dias e podem resolver mais rápido se você fizer compressas mornas. Para as outras crianças ou se o nódulo já tem muitos dias o ideal é ir ao médico.