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Saúde da Criança

Como sei se o meu bebê está com hipotermia? O que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Para saber se o bebê está com hipotermia, você precisa verificar a sua temperatura nas axilas com um termômetro digital. Se a temperatura estiver abaixo dos 35ºC, confirma hipotermia e nesses casos, o bebê deve ser aquecido com roupas adequadas e cobertas, além de levá-lo a um serviço de urgência para ser visto por um/uma médico/a.

Vale lembrar que os termômetros de vidro com coluna de mercúrio estão proibidos no Brasil, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), desde janeiro deste ano (2019). Portanto, os termômetros foram substituídos por aparelhos digitais.

A avaliação da temperatura retal (anal) não é recomendável, pois pode ferir a mucosa, não permite uma verificação contínua e varia de acordo com a profundidade de inserção do termômetro e a presença de fezes.

A avaliação por uso de chupetas "térmicas" ou outros aparelhos digitais encontrados no mercado, nem sempre são confiáveis. O ideal é que antes de adquirir o produto, pesquise no site da ANVISA, se existe registro de liberação do mesmo.

A temperatura normal de um bebê recém-nascido é de 36,5ºC a 37ºC e a hipotermia é classificada conforme a gravidade:

  • Hipotermia leve: temperatura entre 36ºC e 36,4ºC;
  • Hipotermia moderada: temperatura entre 32ºC e 35,9°C;
  • Hipotermia grave: temperatura inferior a 32ºC.

Alguns dos sintomas de hipotermia em bebê:

  • Sucção fraca ou recusar-se a mamar;
  • Pele fria (os melhores locais para verificar a temperatura são na barriga ou na nuca);
  • Moleza e flacidez muscular;
  • Dificuldade respiratória;
  • Aumento ou diminuição da frequência cardíaca;
  • Tremores;
  • Vômitos;
  • Apatia.

A hipotermia deve ser tratada imediatamente para não se agravar e prejudicar o bebê.

Uma hipotermia grave pode trazer complicações, como:

  • Insuficiência respiratória;
  • Diminuição da pressão arterial;
  • Queda do número de batimentos cardíacos;
  • Respiração irregular;
  • Náuseas e vômitos;
  • Acidose metabólica;
  • Hipoglicemia (falta de açúcar no sangue);
  • Hipercalemia (excesso de potássio na circulação sanguínea);
  • Sangramento generalizado, hemorragia pulmonar e morte.

Os bebês com menos de 12 meses, sobretudo recém-nascidos, estão mais susceptíveis à hipotermia pois perdem calor com mais facilidade, uma vez que a sua capacidade de regular a temperatura corporal ainda não está totalmente desenvolvida.

Em caso de hipotermia moderada ou grave, o bebê deve ser levado imediatamente a um serviço de urgência.

Leia também:Hipotermia em bebê: o que fazer para evitar?

Como tratar assadura em bebê?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A assadura é uma inflamação cutânea causada pelo contato da pele com as fezes e a urina, que deixa a pele vermelha, inchada e pode evoluir para bolhas e feridas, causando desconforto no bebê.

Para prevenir as assaduras, a primeira medida é trocar frequentemente a fralda do bebê. O ideal é usar água e sabonete neutro para lavar a criança. Pode-se passar também algodão com água morna na região, várias vezes, para limpar. Deve-se trocar a fralda sempre que notar a presença de urina ou fezes (ela fica mais pesada).

Pode ser necessário aplicar pomada que forme uma barreira entre a pele do bebê e a fralda, prevenindo a ocorrência de assaduras. Existem várias opções disponíveis. Também é aconselhável deixar as nádegas do bebê arejando por um período, mesmo que curto, para a pele ficar seca e preparada para receber a nova fralda.

Se já houver assadura, limpe bem a região e faça compressas de água morna por 15 minutos, três vezes ao dia. Aplique a pomada que promove a barreira entre as fezes e a urina e a pele do bebê. Se a assadura não melhorar em 24 horas, mesmo aplicando a pomada em cada mudança de fralda, é melhor falar com o pediatra.

Cuidado: se a irritação estiver em “carne viva” ou com bolhas, pus e feridas, deve-se procurar o pediatra rapidamente. Casos em que as lesões foram provocadas por fungos e bactérias, pode ser necessário usar um antimicótico ou até mesmo antibiótico. Só o médico pediatra poderá fazer o diagnóstico e prescrever o tratamento.

O que é uma crise de ausência?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Uma crise de ausência é um tipo de crise de epilepsia, mais comum em crianças do que em adultos, cujos sintomas caracterizam-se por breves interrupções da consciência em que a pessoa fica ausente e estática por alguns segundos, depois retornando naturalmente ao momento em que foi interrompido.

As crises de ausência também podem vir acompanhadas de bloqueio da fala, discretos movimentos das pálpebras, ou olhos e movimentos involuntários das mãos.

Essas crises podem ocorrer várias vezes ao dia e, devido à sua curta duração, dificilmente é percebida por familiares ou pelo próprio paciente.

A epilepsia é uma síndrome neurológica causada por descargas elétricas desorganizadas no cérebro, originando crises que se manifestam de diversas formas, de acordo com a área cerebral afetada.

Veja também: Epilepsia tem cura?

As crises de epilepsia muitas vezes são imperceptíveis por causa das suas manifestações sutis, tornando-se às vezes difícil de serem detectadas, até mesmo por médicos.

É o caso da crise de ausência infantil, por exemplo, em que muitas vezes o problema só é reconhecido quando a criança apresenta queda do desempenho escolar, geralmente verificada pelo professor.

Saiba mais em: Quais são os sintomas de epilepsia?

O tratamento da crise de ausência é feito através de medicamentos antiepilépticos cujo objetivo é reduzir as anormalidades dos impulsos elétricos no cérebro e, assim, impedir as crises.

As crises podem cessar antes de 18 anos de idade, podem permanecer pelo resto da vida ou vir a desenvolver ataques epilépticos com convulsões.

Em caso de suspeita de crise de ausência, deve-se procurar um médico neurologista, se for em adultos, ou um pediatra ou neuropediatra, para as crianças.

Também pode lhe interessar: Epilepsia pode matar?

Sífilis congênita tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, sífilis congênita tem cura e o tratamento é feito com penicilina. Muitas vezes, o bebê precisa ficar internado por tempo prolongado para o rastreio de possíveis complicações. Além disso, a criança deve ser acompanhada até completar 18 meses para garantir que o tratamento foi concluído e a sífilis não deixou sequelas.

A dosagem da medicação e a duração do tratamento irão depender do tratamento prévio realizado pela mãe da criança. 

O bebê também é submetido a diversas intervenções, como coletas de sangue, avaliações neurológica, oftalmológica e auditiva, bem como raio-x de ossos longos. A presença de alterações clínicas, radiológicas e sorológicas na criança também irá orientar o tratamento.

Durante e após o tratamento, é importante a realização do seguimento com as consultas programadas e exames de rotina.

A sífilis congênita pode causar diversas complicações, como parto prematuro, malformações fetais, morte ao nascimento, baixo peso ao nascer, sequelas neurológicas, entre outras.

Contudo, quando o tratamento da sífilis na mulher é iniciado prontamente, as chances de transmissão para o feto reduzem.

Por isso, a realização do pré-natal, a detecção precoce e o tratamento completo é fundamental para evitar os agravos da sífilis congênita.

Saiba mais em:

O que é sífilis congênita?

Sífilis na gravidez é perigoso? Qual o tratamento?

Como ocorre a transmissão da sífilis?

Quais os sintomas e tratamento da sífilis?

Barulhos parecido com gemidos enquanto dorme, o que fazer?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Algumas pessoas apresentam essa característica de apresentar gemidos durante o sono. Se nenhum outro sintoma vier acompanhado e a pessoa sente-se bem durante o dia, tem a sensação de sono reparador e dorme bem, não há com o que se preocupar. Pode valer a pena procurar ajuda médica caso o sintoma esteja causando algum tipo de constrangimento ou desconforto, como por exemplo pequenas pausas da respiração durante o sono.

Existem diversos distúrbios do sono, como insônia, narcolepsia, apneia obstrutiva do sono, entre outros. Os gemidos noturnos podem ser causado por um desses distúrbios, chamado catatrenia, que é considerado um distúrbio respiratório do sono, porque provoca um aumento do tempo de expiração, o que leva aos sons de gemido.

O tratamento pode consistir no uso de CPAP que é uma máscara facial que permite a melhora do padrão respiratório durante o sono, semelhante ao tratamento da apneia obstrutiva do sono.

Saiba mais sobre o assunto em: distúrbios do sono, quais os principais tipos e como identificá-los?

Caso os sintomas estejam a incomodar procure um clínico geral ou médico de família para uma avaliação inicial. Em alguns casos, pode ser necessário um atendimento com um médico especialista em sono.

Leia também:

Quais os sintomas dos distúrbios do sono?

Sono excessivo: o que pode ser?

Em crianças, qual o local correto para a aplicação de uma injeção?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O local correto para aplicar injeção intramuscular em crianças depende da idade. No caso dos lactentes, o local mais indicado é o músculo vasto lateral (região ântero-lateral da coxa), pois representa a maior massa muscular dessa faixa etária. Por isso, as vacinas dessa faixa etária costumam ser aplicadas nessa região da coxa. 

Já a região do glúteo é a mais utilizada para a aplicação de injeções em adultos e crianças, sendo considerada a opção mais segura para aplicar injeções, pois evita a punção acidental de nervos e vasos sanguíneos.

Em crianças maiores e adolescentes já é possível também fazer aplicações no deltoide, no braço, a depender da quantidade de substância que vai ser injetada.

A escolha do melhor local de aplicação também depende de diferentes fatores como quantidade de fármaco a ser injetado e características da composição. Além disso, locais com sinais de inflamação, inchaço, processos infecciosos e lesões de pele devem ser evitado

A avaliação clínica é imprescindível para decidir o local mais adequado para aplicar a injeção. 

Pode também lhe interessar:

Dor e caroço no local da injeção: o que pode ser e o que fazer?

Cólicas no bebê: o que fazer?

Algumas coisas que se pode fazer para aliviar as cólicas do bebê:

  • Massagear a barriga do bebê suavemente no sentido do ponteiro do relógio para eliminar os gases;
  • Flexionar as pernas do bebê suavemente em direção à barriga para ajudar a eliminar gases que estejam provocando cólicas;​
  • Colocar uma bolsa de água quente embrulhada numa toalha na barriga do bebê;
  • Usar o carrinho do bebê ou o canguru o máximo possível, pois a posição vertical pode ajudar a aliviar a cólica do bebê.

​​Outras medidas que podem prevenir cólicas em bebês e recém nascidos:

  • Se estiver amamentando, a mãe deve evitar comidas apimentadas, couve, brócolis, repolho, feijão, grão de bico, ervilha, café, pois podem provocar gases intestinais no bebê e causar cólicas;
  • Dar apenas uma mama em cada mamada, pois assim o bebê recebe o leite espesso do final da mamada, que auxilia na prevenção das cólicas;
  • Limitar a ingestão de ar através da mamadeira, usando uma mamadeira anti-refluxo;
  • Fazer o bebê arrotar após cada mamada;
  • Usar as quantidades de adequadas de leite em pó e água para preparar as mamadeiras.

Saiba mais em: Que remédio posso usar para acabar com a cólica do bebê?

Se as cólicas persistirem por vários dias, deve-se consultar um pediatra.

Minha filha tem 4 anos e tem um caroço numa mama?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Precisa levar sua filha no pediatra para ser examinada, na maioria das vezes não é nenhuma doença grave e o tratamento, geralmente, faz o caroço desaparecer, mas primeiro de tudo deve levá-la a um pediatra para o correto diagnóstico e tratamento.