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Saúde da Criança

O que é uma crise de ausência?

Uma crise de ausência é um tipo de crise de epilepsia, mais comum em crianças do que em adultos, cujos sintomas caracterizam-se por breves interrupções da consciência em que a pessoa fica ausente e estática por alguns segundos, retornando a seguir para onde tinha parado.

As crises de ausência também podem vir acompanhadas de bloqueio da fala, discretos movimentos das pálpebras e movimentos automáticos das mãos.

Essas crises podem ocorrer várias vezes ao dia e, devido à sua curta duração, dificilmente é percebida por familiares ou pelo próprio paciente.

A epilepsia é uma síndrome neurológica causada por descargas elétricas desorganizadas no cérebro, originando crises que se manifestam de diversas formas, de acordo com a área cerebral afetada.

Veja também: Epilepsia tem cura?

As crises de epilepsia muitas vezes são imperceptíveis por causa das suas manifestações sutis, tornando-se às vezes difícil de serem detectadas, até mesmo por médicos.

É o caso da crise de ausência infantil, por exemplo, em que muitas vezes o problema só é reconhecido quando a criança apresenta queda do desempenho escolar, geralmente verificada pelo professor.

Saiba mais em: Quais são os sintomas de epilepsia?

O tratamento da crise de ausência é feito através de medicamentos antiepilépticos cujo objetivo é reduzir as anormalidades dos impulsos elétricos no cérebro e, assim, bloquear as crises.

Na maioria dos casos, as crises de ausência cessam em menos de 15 anos, embora o paciente possa ainda ter crises para o resto da vida ou vir a desenvolver ataques epilépticos com convulsões.

Em caso de suspeita de crise de ausência, deve-se procurar um médico neurologista, se for em adultos, ou um pediatra ou neuropediatra, para as crianças.

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Em crianças, qual o local correto para a aplicação de uma injeção?

O local correto para aplicar injeção intramuscular em crianças depende da idade. No caso dos lactentes, o local mais indicado é o músculo vasto lateral (região ântero-lateral da coxa), pois representa a maior massa muscular dessa faixa etária. ​

Já a região do glúteo (ventroglútea) é a mais utilizada para a aplicação de injeções em adultos e crianças, sendo considerada a opção mais segura para aplicar injeções, pois evita a punção acidental de nervos e vasos sanguíneos.

Contudo, a avaliação clínica é imprescindível para decidir o local mais adequado para aplicar a injeção. Locais com sinais de inflamação, inchaço, processos infecciosos e lesões de pele devem ser evitados.

Minha filha teve púrpura e suas plaquetas baixaram muito...

O tratamento é assim mesmo corticoides e quando não responde o há o retorno frequente da baixa nas plaquetas deve-se realmente fazer a esplenectomia. Existe a possibilidade de se fazer o corticoide por via injetável em pulsos de altas doses (pode funcionar em alguns pacientes).

Barulhos parecido com gemidos enquanto dorme, o que fazer?

Algumas pessoas apresentam essa característica de apresentar gemidos durante o sono. Se nenhum outro sintoma vier acompanhado e a pessoa sente-se bem durante o dia, tem a sensação de sono reparador e dorme bem, não há com o que se preocupar. Pode valer a pena procurar ajuda médica caso o sintoma esteja causando algum tipo de constrangimento ou desconforto, como por exemplo pequenas pausas da respiração durante o sono.

Existem diversos distúrbios do sono, como insônia, narcolepsia, apneia obstrutiva do sono, entre outros. Os gemidos noturnos podem ser causado por um desses distúrbios, chamado catatrenia, que é considerado um distúrbio respiratório do sono, porque provoca um aumento do tempo de expiração, o que leva aos sons de gemido.

O tratamento pode consistir no uso de CPAP que é uma máscara facial que permite a melhora do padrão respiratório durante o sono, semelhante ao tratamento da apneia obstrutiva do sono.

Saiba mais sobre o assunto em: distúrbios do sono, quais os principais tipos e como identificá-los?

Caso os sintomas estejam a incomodar procure um clínico geral ou médico de família para uma avaliação inicial. Em alguns casos, pode ser necessário um atendimento com um médico especialista em sono.

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Posso fazer banho de lua amamentando?

Sim, a mulher pode fazer banho de lua amamentando, pois tanto a água oxigenada como os outros produtos usados para descolorir os pelos do corpo podem ser usados durante a amamentação sem risco de prejudicar o bebê.

Mesmo que uma pequena quantidade de produto seja absorvida pela pele, é pouco provável que passe para o leite materno.

Contudo, para evitar o contato direto dos produtos com o bebê, é importante evitar o banho de lua na região do tórax, sobretudo nas mamas.

Além disso, se for você mesma a fazer o clareamento dos pelos, deve lavar bem as mãos com água e sabão antes de pegar o/a bebê.

Seguindo esses cuidados, o banho de lua não oferece nenhum risco à/ao bebê e pode ser feito sem problemas pela mãe que está amamentando.

Para maiores esclarecimentos sobre os produtos permitidos e proibidos à mãe durante a amamentação, fale com o/a médico/a durante as consultas do pré-natal.

Também pode lhe interessar: Posso pintar o cabelo amamentando?

Quando a criança começa a ter firmeza nas pernas?

Nenhuma criança nesta idade (6 meses) deve ter força suficiente para ter firmeza nas pernas, no máximo ficar sentada com o corpo ereto. A idade ideal para a criança começar a ficar firme de pé e apoiada é entre 9 a 12 meses. Mas eu já tive crianças que eram perfeitamente normais e ficaram com as pernas firmes muito depois de um ano de idade. Cada criança tem seu tempo certo, esteja sempre atenta ao desenvolvimento de sua filha e qualquer dúvida consulte o pediatra.

Uma otite pode virar meningite?

Sim, uma otite pode causar meningite devido à proximidade entre o ouvido médio e a meninge, uma membrana que recobre o cérebro, a medula espinhal e todo o sistema nervoso central.

Daí a importância da otite se diagnosticada e tratada com rapidez, sobretudo em crianças com até 2 anos de idade, para a infecção não se espalhar e levar a quadros mais graves, como a meningite.

A otite média é uma infecção no ouvido médio (atrás do tímpano) causada por uma bactéria e que ocorre na maioria das vezes após uma gripe, embora também seja frequente após o contato com outras crianças e durante as doenças infecciosas da infância, como o sarampo.

Os principais sintomas da otite média são:

  • Dor severa;
  • Diminuição da audição;
  • Febre;
  • Agitação, irritabilidade e choro fácil (crianças);
  • Perda de apetite;
  • Tontura, vertigem;
  • Secreção no ouvido (quando ocorre perfuração do tímpano);
  • Vômitos e diarreia (crianças pequenas).

O tratamento da otite é feito com medicamentos antibióticos e analgésicos.

Leia também: Como tratar dor de ouvido?

Como prevenir a otite em crianças?
  • Amamentar, pois o leite materno confere proteção contra a otite e outras infecções;
  • Na hora da amamentação, deve-se manter o bebê inclinado e não deitado;
  • Vacinar a criança contra a gripe todos os anos, a partir dos 6 meses de idade;
  • Não fumar em casa, pois a fumaça do cigarro aumenta o risco de otite devido aos danos que causa na tuba auditiva e às alterações que provoca na mucosa de proteção do nariz e da garganta.

Em caso de suspeita de otite, deve-se consultar um médico otorrinolaringologista (adultos) ou pediatra (crianças).

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O que é estomatite e quais as causas?

Estomatite é um processo inflamatório da mucosa da boca, que caracteriza-se pela presença de lesões na mucosa oral (gengiva, língua, parte interna da bochecha). A estomatite pode ser simples (1 lesão) ou múltipla (várias lesões).

As estomatites infecciosas virais provocam sintomas como:

  • Febre ou não;
  • Irritabilidade;
  • Aumento dos gânglios do pescoço;
  • Salivação;
  • Lesões ulcerosas na mucosa da boca.

Leia também: Estomatite pode dar sono, diarreia e tosse?

A estomatite pode ter várias causas, como:

  • Má higiene bucal;
  • Afta;
  • Fatores irritantes;
  • Infecções causadas por vírus e fungos ("sapinho").

Ainda não existe um tratamento capaz de curar as lesões provocadas pela estomatite, por isso todas as formas de tratamento visam apenas aliviar os sintomas e cicatrizar as úlceras.

Os medicamentos, que podem ser administrados diretamente na lesão ou por via oral, diminuem a dor e o surgimento das lesões.

O diagnóstico e o tratamento da estomatite é da responsabilidade do/a dentista, médico/a de família, clínico/a geral ou pediatra, no caso dos bebês e crianças.

Saiba mais em: Tenho feridas na boca, o que pode ser?