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O que pode causar cólicas no bebê?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Ainda não se sabe exatamente as causas das cólicas no bebê, porém sua melhora espontânea na grande maioria das vezes, sugere uma relação com o amadurecimento do sistema intestinal da criança, ou seja, faz parte do desenvolvimento normal do seu organismo.

Existem diversas teorias, como a relação direta com a alimentação da mãe, ambientes mais frios, ou ainda fatores psicossociais da família, porém pediatras afirmam que não há comprovação científica para nenhuma delas.

A única exceção se dá para casos em que a mãe amamenta uma criança com intolerância a lactose, nesse caso sim, a mulher não deve ingerir alimentos que contenham proteína do leite, porém essa confirmação deve ser dada apenas pelo/a pediatra responsável.

Mesmo ainda em estudo, nutricionistas e pesquisadores nesta área, acreditam que alguns alimentos, se consumidos em excesso, aumentam as chances do bebê produzir mais gases e por isso aumentam as crises de cólicas, portanto sugerem que a mãe evite esses alimentos enquanto estiver amamentando, são eles:

  • Café;
  • Leite;
  • Chocolate;
  • Pimenta ou comidas apimentadas;
  • Brócolis;
  • Feijão;
  • Repolho.

Vale lembrar que não é o alimento em si que vai provocar cólicas no bebê, mas sim o exagero deles na alimentação da mãe.

O que fazer para diminuir a cólica do bebê?

A sociedade brasileira de pediatria sugere algumas dicas simples para auxiliar o bebê no momento das crises de cólicas, como:

  • Acolher o bebê quando estiver com dor,
  • Aquecer o bebê, com mantas e confortá-lo com almofadas,
  • Fazer massagens na barriguinha do bebê no sentido do relógio, para auxiliar a eliminação dos gases,
  • Deitar o bebê de barriga pra cima e flexionar suas perninhas sobre o abdômen,
  • Dar um banho morno ou aplicar compressas na barriga do bebê, sempre com muito cuidado devido a temperatura,
  • Evitar locais barulhentos ou abafados,
  • Estipular uma rotina para o bebê, tanto de alimentação como de passeios e banho,
  • Dar medicamento apenas quando prescrito pelo médico assistente (pediatra).

Recomenda-se também que a mãe durma bem e beba bastante líquido, porque aumenta a produção de leite materno. As cólicas podem ainda ser causadas ainda por algum tipo de alergia ou intolerância ao leite artificial.

O/A pediatra é o/a médico/a indicado/a para diagnosticar as causas das cólicas de seu bebê e esclarecer todas as dúvidas, além de prescrever alterações na alimentação, quando necessário.

Também pode lhe interessar: Que remédio posso usar para acabar com a cólica do bebê?

Bebê de 1 ano que faz coco 4 vezes ao dia, é normal?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Se o bebê não tem outros sintomas, as fezes não mudaram e esse já é um padrão que ele vem apresentando no decorrer do tempo é normal sim.

É esperado que bebês e crianças tenham alguma variação no hábito intestinal, algumas crianças podem ter um maior número de evacuações do que outras, além disso, mudanças na alimentação e no estilo de vida, como a prática de atividade física também podem interferir no funcionamento do intestino.

No entanto, quando o número de evacuações muda e aparecem alguns sintomas os pais devem ficar mais atentos. Entre esses sintomas podemos destacar:

  • Dor abdominal
  • Vômitos
  • Sangramentos ou muco nas fezes
  • Distensão abdominal
  • Falta de apetite
  • Agitação, choro ou sonolência excessivos
  • Fezes líquidas
  • Fezes endurecidas 

Caso esses sintomas venham acompanhados da mudança de hábito intestinal vale consultar o médico de família ou o pediatra da criança para uma avaliação.

Leia também:

Fezes com muco em e bebês e crianças é grave? O que pode ser?

Loratadina: para que serve, quem deve tomar e como tomar
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A Loratadina® é um anti-histamínico, indicado para o alívio dos sintomas de alergias, principalmente nos casos de alergia de pele e respiratória, como a rinite alérgica e congestão nasal.

A medicação pode ser comprada sem receita, porém algumas apresentações vêm associadas a outra substância, como, por exemplo, a pseudoefedrina no Claritin D®, a qual possui contraindicações absolutas.

Por isso antes de tomar um antialérgico, converse com o seu médico, informe os seus sintomas e todas as medicações que faz uso, para evitar uma interação medicamentosa e efeitos colaterais indesejados.

A loratadina® não possui corticoide e não tem como efeito colateral, o aumento de peso.

Para que serve?

A medicação é indicada para reações alérgicas, reduzindo os seguintes sintomas:

  • Coceira no nariz,
  • Tosse seca,
  • Espirros,
  • Coriza, congestão nasal,
  • Lacrimejamento e
  • Alergias de pele em geral.
Como tomar Loratadina®?

O medicamento pode ser encontrado em comprimidos e na forma de xarope, sempre uma vez ao dia, nas doses prescritas pelo médico.

A dosagem varia de acordo com a idade, peso e condições de saúde de cada pessoa.

Loratadina provoca sono?

Na maioria das vezes não provoca sono, porque a sua composição praticamente não age no sistema nervoso central. No entanto, devido à ação anti-histamínica, algumas pessoas podem referir uma discreta sonolência.

A idade, quantidade de medicamentos que faz uso e hábitos de vida, interferem nessa resposta.

Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns são de boca seca, náuseas, vômitos, cansaço, sensação de agitação e dor de estômago.

Contraindicações
  • Pessoas alérgicas aos componentes da fórmula de Loratadina®;
  • Pessoas com asma ou bronquite;
  • Pessoas com problemas nos rins ou fígado;
  • Crianças menores de 12 anos;
  • Mulheres grávidas ou amamentando.

Não utilize qualquer medicamento sem orientação médica.

No caso de palpitação, dor de cabeça intensa e desorientação, pare a medicação e procure imediatamente uma emergência!

Leia também: O que fazer em caso de reação alérgica?

Quando a criança (bebê) começa a ter firmeza nas pernas? Com quantos meses?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Nenhum bebê nesta idade (6 meses) deve ter força suficiente para ter firmeza nas pernas, no máximo ficar sentada com o corpo ereto. A idade ideal para a criança começar a ficar firme de pé e apoiada é entre 9 a 12 meses. Mas eu já tive crianças que eram perfeitamente normais e ficaram com as pernas firmes muito depois de um ano de idade. Cada criança tem seu tempo certo, esteja sempre atenta ao desenvolvimento de sua filha e qualquer dúvida consulte o pediatra.

Sífilis congênita tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, sífilis congênita tem cura e o tratamento é feito com penicilina. Muitas vezes, o bebê precisa ficar internado por tempo prolongado para o rastreio de possíveis complicações. Além disso, a criança deve ser acompanhada até completar 18 meses para garantir que o tratamento foi concluído e a sífilis não deixou sequelas.

A dosagem da medicação e a duração do tratamento irão depender do tratamento prévio realizado pela mãe da criança. 

O bebê também é submetido a diversas intervenções, como coletas de sangue, avaliações neurológica, oftalmológica e auditiva, bem como raio-x de ossos longos. A presença de alterações clínicas, radiológicas e sorológicas na criança também irá orientar o tratamento.

Durante e após o tratamento, é importante a realização do seguimento com as consultas programadas e exames de rotina.

A sífilis congênita pode causar diversas complicações, como parto prematuro, malformações fetais, morte ao nascimento, baixo peso ao nascer, sequelas neurológicas, entre outras.

Contudo, quando o tratamento da sífilis na mulher é iniciado prontamente, as chances de transmissão para o feto reduzem.

Por isso, a realização do pré-natal, a detecção precoce e o tratamento completo é fundamental para evitar os agravos da sífilis congênita.

Saiba mais em:

O que é sífilis congênita?

Sífilis na gravidez é perigoso? Qual o tratamento?

Como ocorre a transmissão da sífilis?

Quais os sintomas e tratamento da sífilis?

Uma otite pode virar meningite?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, embora seja um evento raro, uma otite pode causar meningite devido à proximidade entre o ouvido médio e a meninge, uma membrana que recobre o cérebro, a medula espinhal e todo o sistema nervoso central.

A meningite é uma inflamação das meninges. As meningites podem ser causadas por vírus, bactérias, fungos (meningite fúngica), parasitas, lesões físicas, Infecções, otites, câncer e uso de medicamentos.

Os sintomas da meningite podem incluir febre alta, vômitos, dor de cabeça, dor no pescoço, mal-estar, rigidez de nuca (dificuldade de encostar o queixo no peito) e manchas roxas na pele.

O que é otite?

A otite média é uma infecção no ouvido médio (atrás do tímpano) causada por uma bactéria e que ocorre na maioria das vezes após episódios de resfriados ou outras infecções virais, embora também seja frequente após o contato com outras crianças e durante as doenças infecciosas da infância, como o sarampo.

Otite Quais são os sintomas da otite?

Os principais sintomas da otite média incluem: dor severa, diminuição da audição, febre, agitação, irritabilidade e choro fácil (crianças), perda de apetite, tontura, vertigem, secreção no ouvido (quando ocorre perfuração do tímpano), vômitos e diarreia (crianças pequenas).

Como prevenir a otite em crianças?
  • Amamentar, pois o leite materno confere proteção contra a otite e outras infecções;
  • Na hora da amamentação, evitar manter o bebê deitado. Se possível, deixá-lo inclinado;
  • Manter o calendário vacinal atualizado;
  • Não fumar em casa, pois a fumaça do cigarro aumenta o risco de otite devido aos danos que causa na tuba auditiva e às alterações que provoca na mucosa de proteção do nariz e da garganta.

O tratamento da otite é feito com medicamentos antibióticos e analgésicos.

Em caso de suspeita de otite, deve-se consultar um médico clínico geral, médico de família ou pediatra, no caso das crianças.

Quais os efeitos colaterais da utilização do hormônio do crescimento (GH)?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O hormônio do crescimento (GH) geralmente causa poucos efeitos colaterais e é bem tolerado, desde que seja utilizado corretamente, segundo a prescrição médica. 

Nos adultos, os principais efeitos colaterais do GH relacionam-se com a retenção de água que o hormônio do crescimento pode promover, causando inchaço, dores articulares ou musculares e formigamentos de extremidades.

Em alguns casos mais raros, podem ocorrer reações no local da aplicação da injeção, como dor e vermelhidão.

O uso de GH pode causar, raramente, hipertensão intracraniana benigna, que provoca dor de cabeça, vômitos, alterações da visão, agitação ou alterações no ato de caminhar.

Como é o tratamento com GH?

O tratamento com hormônio do crescimento é realizado por meio de injeções subcutâneas, aplicadas diariamente em regiões com maior concentração de gordura, como coxas, braço, nádegas ou abdômen. 

Em crianças com baixa estatura que precisam de GH, o uso do hormônio do crescimento é mantido até que a pessoa atinja a altura planejada no início do tratamento.

Para determinar até quando será mantido o GH, não se utiliza a idade, mas sim o crescimento ósseo e o crescimento apresentado pela pessoa até então. Muitas vezes, o uso de GH é mantido até o fim da vida.

O que é GH?

GH é a sigla em inglês para "hormônio do crescimento". O GH está presente em todas as pessoas e é produzido pela glândula hipófise, localizada na base do crânio, sendo muito importante para o crescimento a partir dos primeiros anos de vida.

Quando o uso de GH é indicado?

O tratamento de reposição com hormônio do crescimento é indicado para qualquer pessoa, adultos ou crianças, que tenha deficiência na produção de GH.

Na infância, o GH pode ser benéfico para meninas com Síndrome de Turner devido à baixa estatura das mesmas, bebês com tamanhos pequenos para a idade gestacional, portadores da Síndrome de Prader-Willi, crianças com insuficiência renal crônica, entre outras indicações.

Existem contraindicações para o uso de GH?

Sim, há casos e situações em que o uso do hormônio do crescimento não é indicado, tais como:

  • Câncer;
  • Presença de tumores benignos dentro do crânio;
  • Diabetes descompensado;
  • Retinopatia diabética;
  • Complicações após cirurgia cardíaca, cirurgia abdominal, traumatismos;
  • Insuficiência respiratória aguda. 

O hormônio de crescimento (GH) deve ser prescrito pelo médico endocrinologista.

Saiba mais sobre o assunto nos links:

Existe alguma forma para estimular o crescimento?

Até que idade uma pessoa cresce?

Como posso saber se o meu bebê tem icterícia?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Para saber se o seu bebê recém-nascido tem icterícia, observe se os olhos ou a pele dele: estão amarelos. Se ele tiver a pele clara, você também pode fazer o seguinte teste: pressione levemente o peito da criança com a ponta do dedo e repare se a pele fica amarelada quando você parar de fazer pressão.

Além da pele e dos olhos amarelados, a icterícia também pode deixar as fezes com menos cor, muitas vezes esbranquiçadas. A urina costuma ser escura ou ter coloração laranja forte.

A icterícia neonatal é mais intensa entre o 2º e o 3º dia após o nascimento, por isso geralmente a condição é identificada e tratada ainda na maternidade.

Bebê em tratamento para icterícia

Porém, se você já estiver em casa e verificar que a pele e os olhos do seu bebê estão amarelados, entre em contato com o pediatra ou leve a criança para o hospital para ser avaliada.

A icterícia neonatal não é uma doença. Trata-se apenas de uma adaptação do metabolismo do recém-nascido e tende a desaparecer na primeira ou segunda semana de vida.

Qual a causa da icterícia em bebês?

A icterícia ocorre devido ao excesso de bilirrubina, uma substância de cor amarela que é resultante do metabolismo da hemoglobina. A hemoglobina transporta o oxigênio e está presente nos glóbulos vermelhos do sangue, sendo também a substância que dá a cor vermelha a essas células sanguíneas.

No recém-nascido, os níveis de bilirrubina normalmente estão mais elevados devido à maior quantidade de glóbulos vermelhos que ele possui. Contudo, o fígado do bebê ainda não é capaz de metabolizar esse excesso de bilirrubina, gerando a icterícia.

Como é o tratamento da icterícia em bebês?

O tratamento da icterícia neonatal é feito com fototerapia, que consiste na aplicação de luzes fluorescentes azuis na pele do bebê. Esses banhos de luz ajudam o corpo a metabolizar e excretar a bilirrubina.

Há casos em que a icterícia é causada por uma incompatibilidade sanguínea entre a mãe e o bebê ou alguma outra doença. Quando isso acontece, os níveis de bilirrubina podem ficar perigosamente elevados e a icterícia pode surgir já no primeiro dia de vida. A fototerapia nesses casos é mais intensa e prolongada e o tratamento pode incluir até transfusão de sangue.

Vale lembrar que a icterícia neonatal normalmente não é prejudicial ao bebê. Apenas em casos muito raros, quando os níveis de bilirrubina estão extremamente altos, o recém-nascido pode sofrer danos neurológicos.

Contudo, na grande maioria dos casos, o organismo do bebê aos poucos elimina o excesso dessa substância e os olhos e a pele voltam à coloração normal.

Para maiores informações sobre a icterícia no bebê, fale com o médico pediatra.