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Saúde da Criança

Existe alguma forma para estimular o crescimento?

Sim, existe forma de estimular o crescimento em crianças com baixa estatura. O tratamento varia conforme as causas do baixo crescimento e pode incluir:

  • Correção de hábitos alimentares errados;
  • Orientação para uma alimentação adequada para a idade;
  • Estímulo à atividade física;
  • Sono adequado;
  • Uso de medicamentos, suplementos alimentares e hormônio do crescimento (GH).

Os medicamentos e os suplementos são indicados em casos de doenças ou carências nutricionais que afetam o crescimento.

Já o hormônio do crescimento é utilizado em casos de deficiência hormonal ou para corrigir casos de atraso de desenvolvimento.

Dormir estimula o crescimento?

O sono é fundamental para o crescimento, pois é durante o sono que a maior parte do hormônio do crescimento é fabricada e liberada. Principalmente na fase REM.

Logo que anoitece, a glândula hipófise, localizada no cérebro, aumenta a produção do hormônio do crescimento, que se espalha pelo corpo e estimula a produção de outro hormônio pelo fígado.

Este último hormônio atua na cartilagem que envolve os ossos, estimulando a produção de células que expandem os ossos.

O hormônio do crescimento também atua na quebra das células de gordura e na produção dos músculos.

É durante o sono que as pessoas crescem. Por isso, recomenda-se que crianças com até 2 anos de idade devam dormir 12 horas por noite, mesmo que não seja de forma contínua.

A partir dos 2 anos até à adolescência, bastam 8 horas de sono por noite para garantir um bom crescimento.

Atividade física pode estimular o crescimento?

Os exercícios físicos, além de estimular a liberação de hormônio do crescimento, ajuda a evitar a obesidade, que atrapalha o desenvolvimento.

Crianças gordas crescem mais rápido e antes do tempo, mas param de crescer cedo, ficando mais baixas no final.

Como é o tratamento com hormônio do crescimento?

O uso do hormônio de crescimento é indicado nos casos em que há uma deficiência deste hormônio. O tratamento é feito com injeções no tecido subcutâneo, logo abaixo da pele, através de canetas aplicadoras e praticamente não causa dor.

O hormônio de crescimento também pode ser usado em crianças quem não têm deficiência do hormônio, mas que apresentam velocidade de crescimento muito baixa.

Nesses casos, se após 6 meses de tratamento com hormônio a criança apresentar melhora do crescimento, o tratamento hormonal deve ser fortemente considerado.

É possível estimular o crescimento em adultos?

Não, não é possível estimular o crescimento em adultos porque a cartilagem do osso já se fechou. Depois que as cartilagens se fecham, já não é possível crescer mais.

Isso ocorre, em média, por volta dos 18 anos, mas varia de acordo com um início mais precoce ou tardio da puberdade. Meninas chegam à puberdade mais cedo do que os meninos, por isso param de crescer antes, por volta dos 14 ou 15 anos.

Mesmo se um adulto tomar hormônio do crescimento, ele não irá crescer e poderá ainda estimular o aparecimento de tumores e acromegalia, uma doença que provoca um crescimento exagerado de nariz, queixo e orelhas.

Saiba mais em: O que é acromegalia?

Quais alimentos podem estimular o crescimento?

Os alimentos que ajudam a crescer são aqueles que são ricos em cálcio e proteínas. O cálcio é um mineral essencial para um crescimento saudável e para a resistência dos ossos.

Já as proteínas são a matéria prima utilizada pelo organismo para a produção e crescimento dos músculos.

Alguns alimentos ricos em cálcio:

  • Leite, queijo;
  • Sementes de gergelim;
  • Salsa, espinafre, couve;
  • Sardinha;
  • Amêndoas;
  • Carne de caranguejo.

Alguns alimentos ricos em proteínas:

  • Carnes, aves, peixes;
  • Ovos (clara);
  • Queijo parmesão;
  • Soja;
  • Leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, grão de bico, amendoim);
  • Amêndoas, castanhas, nozes.

O principal objetivo de um tratamento para estimular o crescimento é identificar e tratar os fatores que estão prejudicando o crescimento e criar condições para que a criança aproveite todo o seu potencial genético.

O tratamento para estimular o crescimento é da responsabilidade do médico endocrinologista.

Também pode lhe interessar: Nanismo: o que é e quais são as causas?

Como cuidar do umbigo do bebê?

Veja como cuidar do umbigo do bebê recém nascido, antes e depois de cair o coto umbilical:

Antes de cair o coto:

  1. Lave bem as mãos antes de iniciar a limpeza do coto umbilical;
  2. Retire a fralda do bebê e umedeça as duas extremidades de um cotonete com álcool a 70%;
  3. Com uma das partes umedecidas, limpe ao redor do umbigo, de preferência com um único movimento circular e suave em torno do coto, pois assim evita espalhar a sujeira;
  4. Com o outro lado do cotonete, limpe também o coto umbilical;
  5. Utilize a quantidade necessária de cotonetes e álcool, até que o umbigo fique completamente limpo;
  6. Depois da limpeza, seque bem toda a área com um cotonete limpo e seco;
  7. Faça uma dobra na fralda do bebê para não tapar o umbigo. O coto deve ficar exposto para evitar a proliferação de micro-organismos.

Veja também: Com quantos dias cai o umbigo do bebê?

Depois que o coto cair:

  • Continue limpando o umbigo do bebê com álcool a 70%, várias vezes ao dia, até que esteja completamente cicatrizado;
  • Depois que cai o coto umbilical, o umbigo demora entre 7 e 10 dias para cicatrizar por completo;
  • Pequenos sangramentos são normais;
  • Pode surgir também uma carne esponjosa no umbigo do bebê, mas que não deve ser motivo de preocupação se não houver sinais de infecção, como vermelhidão e secreção com mau cheiro.

Algumas recomendações importantes em relação aos cuidados com o umbigo do bebê:

  • Limpe o umbigo do recém nascido sempre que mudar a fralda e após o banho, para evitar infecção;
  • Não use faixas, curativos oclusivos ou nenhum outro tipo de produto para cobrir o umbigo do bebê;
  • Nunca, em hipótese alguma, puxe o coto umbilical para tentar arrancá-lo, mesmo que ele pareça estar praticamente solto;
  • Entre em contato com o médico pediatra se a pele ao redor do umbigo estiver com vermelhão ou liberando secreção com mau cheiro ou pus.

Cuidar adequadamente do umbigo do bebê recém nascido é muito importante para evitar o tétano umbilical, também conhecido como "mal dos 7 dias". 

Trata-se de uma doença gravíssima adquirida através da contaminação do coto umbilical, que provoca um comprometimento progressivo do sistema nervoso central, culminando em parada respiratória e morte.

A limpeza e os cuidados com o umbigo do recém nascido devem começar no momento do parto e continuar até à cicatrização completa do umbigo, após a queda do coto umbilical.

Para maiores esclarecimentos sobre como cuidar do umbigo do bebê, fale com o médico pediatra.

Quais os efeitos colaterais da utilização do hormônio do crescimento (GH)?

hormônio do crescimento (GH) ​geralmente causa poucos efeitos colaterais e é bem tolerado, desde que seja utilizado corretamente, segundo a prescrição médica. São raras as reações locais da aplicação, mas podem ocorrer dor no local da aplicação e vermelhidão.

Nos adultos, os principais efeitos colaterais do GH relacionam-se com a retenção de água que o hormônio do crescimento pode promover, levando a:

  • Inchaço;
  • Dores articulares ou musculares;
  • Formigamentos de extremidades, normalmente relacionados com a síndrome do túnel do carpo.

O uso de GH pode causar, raramente, hipertensão intracraniana benigna (“síndrome do pseudotumor cerebral”), que provoca dor de cabeça, vômitos, alterações da visão, agitação ou alterações no ato de caminhar.

O hormônio do crescimento GH está presente em todas as pessoas e é produzido pela glândula hipófise, localizada na base do crânio, sendo muito importante para o crescimento a partir dos primeiros anos de vida.

O tratamento de reposição com GH é indicado para todo indivíduo com deficiência da produção de GH pela hipófise. Na infância, o GH pode ser benéfico para meninas com Síndrome de Turner devido à baixa estatura das mesmas, em bebês com tamanhos pequenos para a idade gestacional, portadores da Síndrome de Prader-Willi, crianças com insuficiência renal crônica, entre outros.

O hormônio de crescimento (GH) deve ser prescrito pelo médico endocrinologista.

Como tratar assadura em bebê?

A assadura é uma inflamação cutânea causada pelo contato da pele com as fezes e a urina, que deixa a pele vermelha, inchada e pode evoluir para bolhas e feridas, causando desconforto no bebê.

Para prevenir as assaduras, a primeira medida é trocar frequentemente a fralda do bebê. O ideal é usar água e sabonete neutro para lavar a criança. Pode-se passar também algodão com água morna na região, várias vezes, para limpar. Deve-se trocar a fralda sempre que notar a presença de urina ou fezes (ela fica mais pesada).

Pode ser necessário aplicar pomada que forme uma barreira entre a pele do bebê e a fralda, prevenindo a ocorrência de assaduras. Existem várias opções disponíveis. Também é aconselhável deixar as nádegas do bebê arejando por um período, mesmo que curto, para a pele ficar seca e preparada para receber a nova fralda.

Se já houver assadura, limpe bem a região e faça compressas de água morna por 15 minutos, três vezes ao dia. Aplique a pomada que promove a barreira entre as fezes e a urina e a pele do bebê. Se a assadura não melhorar em 24 horas, mesmo aplicando a pomada em cada mudança de fralda, é melhor falar com o pediatra.

Cuidado: se a irritação estiver em “carne viva” ou com bolhas, pus e feridas, deve-se procurar o pediatra rapidamente. Casos em que as lesões foram provocadas por fungos e bactérias, pode ser necessário usar um antimicótico ou até mesmo antibiótico. Só o médico pediatra poderá fazer o diagnóstico e prescrever o tratamento.

Cólicas no bebê: o que fazer?

Algumas coisas que se pode fazer para aliviar as cólicas do bebê:

  • Massagear a barriga do bebê suavemente no sentido do ponteiro do relógio para eliminar os gases;
  • Flexionar as pernas do bebê suavemente em direção à barriga para ajudar a eliminar gases que estejam provocando cólicas;​
  • Colocar uma bolsa de água quente embrulhada numa toalha na barriga do bebê;
  • Usar o carrinho do bebê ou o canguru o máximo possível, pois a posição vertical pode ajudar a aliviar a cólica do bebê.

​​Outras medidas que podem prevenir cólicas em bebês e recém nascidos:

  • Se estiver amamentando, a mãe deve evitar comidas apimentadas, couve, brócolis, repolho, feijão, grão de bico, ervilha, café, pois podem provocar gases intestinais no bebê e causar cólicas;
  • Dar apenas uma mama em cada mamada, pois assim o bebê recebe o leite espesso do final da mamada, que auxilia na prevenção das cólicas;
  • Limitar a ingestão de ar através da mamadeira, usando uma mamadeira anti-refluxo;
  • Fazer o bebê arrotar após cada mamada;
  • Usar as quantidades de adequadas de leite em pó e água para preparar as mamadeiras.

Saiba mais em: Que remédio posso usar para acabar com a cólica do bebê?

Se as cólicas persistirem por vários dias, deve-se consultar um pediatra.

O que é sífilis congênita?

Sífilis congênita é a sífilis que é transmitida da mãe para o bebê durante a gravidez. A transmissão da gestante para o feto pode ocorrer pela passagem da bactéria através da placenta ou ainda no momento do parto.

Mulheres que engravidam com sífilis ou adquirem a doença depois de estarem grávidas e não fazem o tratamento adequado, podem transmitir sífilis para o bebê.

A sífilis congênita pode causar diversos problemas, como parto prematuro, má formação fetal, morte neonatal, baixo peso ao nascer, anomalias congênitas e sequelas neurológicas.

Quando os sinais e sintomas se manifestam logo após o nascimento ou durante os primeiros 2 anos de vida, a doença é denominada sífilis congênita precoce.

Nesses casos, as manifestações clínicas surgem logo nos primeiros meses de vida. Nos casos mais graves, pode haver sepse (infecção generalizada), anemia severa, hemorragia e icterícia.

A criança com sífilis congênita precoce apresenta ainda lesões em mucosas e pele, doenças ósseas, lesões cerebrais, problemas no aparelho respiratório, aumento do tamanho do fígado e do baço, paralisia dos membros, infecções no pâncreas e nos rins, entre outros problemas graves de saúde.

Quando a sífilis congênita se manifesta após os 2 anos de idade, ela é denominada sífilis congênita tardia. As características são semelhantes às da sífilis terciária do adulto, com lesões que se limitam a um órgão ou a alguns órgãos.

Veja também: O que é sífilis?

O tratamento da sífilis congênita é feito com antibiótico, normalmente penicilina. O bebê precisa ficar internado durante um tempo para o rastreio de possíveis complicações e deve ser acompanhado até os 18 meses para garantir que o tratamento foi concluído e a doença não deixou sequelas.

Saiba mais em: Sífilis congênita tem cura? Qual o tratamento?

O exame de sangue para diagnosticar a sífilis faz parte dos exames que devem ser realizados pelas mulheres durante o acompanhamento pré-natal.

A sífilis pode ser prevenida com o uso de preservativos nas relações sexuais.

Também podem lhe interessar:

Sífilis na gravidez é perigoso? Qual o tratamento?

Quais os sintomas e tratamento da sífilis?

Posso dar paracetamol para o bebê se ele tem dores?

Sim. O Paracetamol pode ser utilizado por bebês na dosagem apropriada e indicada pelo/a médico/a. 

O Paracetamol é um analgésico indicado para o alívio de dores e febre. O uso dele pode ser feito por bebês, porém a dosagem muda de acordo com o peso do/a bebê. Esse deve ser o cuidado ao oferecer a medicação para bebês, para garantir a eficácia e evitar superdosagem. 

Dessa forma, quando for identificada uma situação de dores ou febre, pode ser dado o Paracetamol para o/a bebê. Caso a dor e a febre persistam, é conveniente procurar um serviço de saúde para uma consulta detalhada.  

É possível engravidar durante a amamentação?

Sim. É possível engravidar durante a amamentação.

A amamentação pode funcionar como um método anticoncepcional apenas se a mulher estiver amamentando exclusivamente em livre demanda (ou seja, não está oferecendo outro tipo de leite para o bebê), nos primeiros seis meses e ainda não teve nenhuma menstruação depois do parto.

Se não acontecer essas 3 situações em conjunto, a mulher tem chance de engravidar mesmo amamentando.

Caso a mulher não queira uma nova gestação, ela deve conversar com seu/sua médico/a durante a gestação ou logo após o parto para orientar os métodos anticoncepcionais que podem ser usados durante a amamentação.

Leia também: Quando a mulher que está amamentando engravida, o leite seca?