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Aleitamento Materno

Mastite na amamentação é perigoso?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Não, desde que devidamente tratada, a mastite na amamentação não é perigoso e não impede o aleitamento materno, excepto por indicação médica.

Em caso de mastite, a mulher deve continuar a amamentar. Depois de dar de mamar no lado afetado, ela deve esvaziar manualmente a mama com uma bomba ou com as próprias mãos, até se sentir confortável e obter o esvaziamento completo da mama.

Esvaziar a mama evita o ingurgitamento mamário e permite a melhora mais rápida inflamação, por isso é essencial continuar a amamentação mesmo apresentando sintomas de mastite.

O que é mastite?

A mastite é uma inflamação nos ductos da mama que acomete sobretudo mulheres que estão amamentando. Costuma surgir entre a segunda e a quinta semana de amamentação, geralmente em apenas uma das mamas. Na maioria dos casos, as mastites não trazem complicações e apresentam boa evolução.

Quais as causas de mastite?

A inflamação ocorre quando o leite permanece nos ductos por tempo prolongado ou quando as fissuras no mamilo atuam como porta de entrada para bactérias.

De fato, a principal causa das mastites é a infecção por bactérias, sendo o Staphylococcus aureus responsável por mais de 90% dos casos.

Embora seja mais frequente durante a lactação, a mastite também pode surgir em outros períodos. Nesses casos, pode haver fatores que favoreçam o aparecimento da inflamação, tais como fumo, diabetes, lesão na mama e cirurgias com quadros de infecção no pós-operatório.

Quais são os sintomas de mastite?

Os sinais e sintomas da mastite incluem vermelhidão, inchaço, aumento da temperatura e dor na mama afetada, bem como a presença de um nódulo no local. A mama também fica mais tensa e pode haver febre.

Qual é o tratamento para mastite?

O tratamento da mastite começa com o esvaziamento da mama por meio de bomba ou da ordenha manual. Para aliviar os sintomas, recomenda-se aplicar compressas frias na mama afetada.

Para facilitar a saída do leite no momento da amamentação, é indicada a aplicação de uma compressa morna antes do bebê mamar.

O tratamento da mastite também pode incluir medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos. A cirurgia pode ser necessária em alguns casos quando tem formação de abcesso, para drena-lo..

Durante o tratamento, não é necessário suspender a amamentação, exceto por indicação do médico.

A prevenção da mastite é feita através de uma pega adequada do bebê na hora de amamentar e redução das fissuras.

Casos mais leves de mastite podem ser tratados pelo médico de família ou ginecologista/obstetra, em algumas situações pode ser necessário a avaliação por um mastologista.

Refluxo em bebê tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Refluxo nos bebês é comum e tem cura. Algumas medidas são eficazes para evitá-lo ou minimizá-lo:

  • Evitar balançar o bebê;
  • Não vestir roupas que apertem a barriga;
  • Ter uma boa posição durante as mamadas para evitar que entre ar pela boca do bebê;
  • Para arrotar, após as mamadas, o bebê deve ficar na posição vertical no colo do adulto por 30 minutos;
  • Nas mamadas, deixar as narinas do bebê livres para respirar;
  • Evitar dar grandes quantidade de leite de uma só vez;
  • Aumentar a frequência das mamadas;
  • Deitar o bebê de lado e com a cabeceira do berço elevada cerca de 30 graus.

Nos casos mais graves de refluxo, pode ser necessário tratamento com remédios, como bromoprida ou domperidona, que deverá ser orientado pelo médico pediatra. Em alguns raros casos, pode ser necessária cirurgia para refluxo.

Estou amamentando e tomei pílula do dia seguinte, posso continuar amamentando?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. A mulher que fez uso de pílula do dia seguinte pode continuar amamentando.

O uso desse medicamento não está indicado para mulher em amamentação antes de 6 semanas após o parto. A pílula do dia seguinte traz uma concentração hormonal muito alta, por isso aumenta os riscos de distúrbios tromboembólicos, como trombose venosa profunda e tromboembolismo.

Para o bebê, não existem estudos científicos que comprovem riscos ou malefícios, apesar de saber que a substância pode alcançar, em pequena quantidade o leite materno.

A mulher que amamenta deve tomar cuidado com uso de qualquer medicação e fazer uso de contraceptivo adequado a esta fase da vida; para isso deve se informar durante a consulta seu médico/a ginecologista e definir o tratamento mais indicado.

Saiba mais sobre o assunto em:

Estou amamentando, mas meu leite está pouco...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Existem opções de medicamentos para aumentar a produção de leite (pode conversar com seu ginecologista) e também se não conseguir produzir mais leite há a possibilidade de suplementação (converse com o pediatra se houver necessidade). Precisa alimentar-se bem e de maneira saudável, além de ingerir muito líquido.

Posso amamentar depois de tomar gripeol?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O ideal é não associar esse remédio com a amamentação, em principio existe uma contra-indicação relativa ao uso desse medicamento nesta situação (isso significa que o benefício deve ser maior que o risco), no caso como ele é um remédio para gripes e resfriados, o benefício trazido para você, não justifica o risco para o bebê.

Quando devo parar de amamentar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A Organização Mundial da Saúde recomenda a amamentação pelo menos até os 2 anos da criança, sendo que nos primeiros 6 meses de vida, o aleitamento materno deve ser exclusivo como única fonte de nutrição do/a bebê.

Após os 6 meses de idade, a mãe continuará amamentando, mas deve introduzir outros alimentos e líquidos na rotina alimentar da criança. 

O leite materno é de extrema importância para o desenvolvimento e crescimento da criança, além de ser um potente protetor contra infecções inoportunas

A escolha de quando parar de amamentar deve ser feita em um momento de segurança da mãe, considerando aspectos do vínculo estabelecido com o/a bebê e sua vida pessoal/profissional, podendo ser um processo lento, gradual que permita uma decisão baseada na confiança desse binômio.

O aleitamento materno não tem um limite máximo recomendado a partir do qual não se deve mais amamentar. Após o segundo ano de vida, o/a bebê pode continuar em amamentação normalmente. Esse momento deve ser prazeroso para a mãe e o/a bebê, ajudando no fortalecimento do vínculo e continuando na oferta dos nutrientes presentes no leite materno. 

Em algumas poucas situações o aleitamento materno deve ser suspenso temporariamente:

  • Lesão de Herpes na mama - a mulher pode oferecer a outra mama e esperar resolver as lesões da mama afetada para voltar a amamentar;
  • Tuberculose ativa - aguardar duas semanas de início do tratamento e, depois desse tempo, pode voltar a amamentar;

Além dos benefícios a curto e a longo prazo para a criança, o aleitamento materno apresenta inúmeras vantagens para a mulher e sua família.

Frequente as consultas de puericultura e converse com o/a profissional de saúde sobre suas dúvidas. 

Como a ocitocina, hormônio do amor, funciona durante o parto e amamentação?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

A ocitocina é o principal hormônio envolvido no trabalho de parto e no processo de amamentação. Produzido no hipotálamo e armazenado na hipófise, glândula localizada no cérebro, este hormônio também ajuda a melhorar o humor, cria e fortalece os laços afetivos, atua sobre a relações sociais, auxilia na redução do estresse e melhora a libido e o desempenho sexual, tanto em homens como em mulheres.

Ocitocina e o trabalho de parto

As contrações uterinas são promovidas pela produção e liberação da ocitocina na corrente sanguínea da mulher durante o trabalho de parto. Estas contrações ritmadas provocam a dilatação do colo uterino e a passagem do bebê pelo canal vaginal, na pelve feminina.

Para favorecer a ação da ocitocina é preciso que o ambiente no qual ocorrerá o parto seja preparado com medidas simples como manter a privacidade e interferir o menos possível no trabalho de parto. Estudos sugerem que estas ações aumentam a ação da ocitocina nas fibras musculares do útero e, deste modo, intensificam as contrações uterinas fazendo com que elas se tornem mais efetivas para a expulsão do bebê da cavidade uterina.

Ocitocina e a amamentação

Durante a amamentação, é a ocitocina que atua para que ocorra liberação do leite materno pelas glândulas mamárias. Além de promover a contração das glândulas mamárias para a ejeção do leite durante a amamentação, a ocitocina provoca a sensação de prazer e o relaxamento da mãe favorecendo a criação dos laços entre mães e bebês.

Sabe-se que o processo de amamentação é delicado e nem sempre é fácil para todas as mulheres. Para as mães que têm dificuldade de amamentar, pode ser utilizada a ocitocina sintética de 2 a 5 minutos antes das mamadas ou mesmo da retirada do leite com a bombinha. Neste caso, a ocitocina deve ser prescrita adequadamente pelo/a médico/a assistente.

Uso da ocitocina sintética durante o trabalho de parto

A ocitocina sintética é bastante utilizada em obstetrícia para induzir o trabalho de parto. Pode ser benéfico para as mulheres que possuem doenças graves e por isso necessitem do fim da gravidez, para casos em que o parto excedeu o tempo previsto ou mesmo quando está ocorrendo de forma muito demorada. Nestes casos, as mulheres que fazem uso da ocitocina sintética podem passar pelo trabalho de parto de forma muito semelhante às mulheres que entram em trabalho de parto espontaneamente.

Entretanto, o uso indiscriminado da ocitocina sintética para este fim pode ser arriscado. Ao mesmo tempo em que pode auxiliar em partos mais complicados, pode provocar distúrbios em partos que ocorreriam normalmente apenas pela ação da ocitocina produzida pelo corpo da mulher. O uso indiscriminado da ocitocina sintética para acelerar o trabalho de parto pode causar:

  • Aumento das complicações pós-cirúrgicas;
  • Aumento das complicações durante o parto: aumento do risco de alterações na frequência cardíaca e oxigenação do bebê;
  • Redução da sensação de prazer que as mulheres sentem após o parto uma vez que elas não produziram endorfina, adrenalina e outros hormônios que são produzidos juntos com a ocitocina para causar esta sensação;
  • Lentidão na capacidade da mulher de vencer o cansaço e o sono nos momentos iniciais de cuidados com o recém-nascido, pois esta habilidade sofre influência da ocitocina que ela mesma produziria para o seu trabalho de parto;
  • Dificuldades no processo de amamentação;
  • Aumento dos índices de depressão pós-parto.

A ocitocina é um hormônio importante tanto para a reprodução humana como para mediar as relações sociais no que se refere à criação e formação das ligações afetivas e produção das sensações de bem-estar e de felicidade. Nós todos somo capazes de produzi-la sem recorrer ao hormônio sintético.

Não utilize ocitocina artificial sem orientação médica.

Leia mais

Para que serve a ocitocina, o hormônio do amor?

Estou amamentando. Posso tomar nimesulida?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Ainda não há esclarecimento suficiente sobre a excreção de nimesulida no leite humano. Por este motivo, a medicação é contraindicada para mulheres que estão amamentando.

Nimesulida tem ação analgésica, anti-inflamatória e antipirética (reduzir a febre).

Como tomar nimesulida

Nimesulida deve ser administrada, de preferência, após as refeições. É recomendado o uso da menor dose eficaz pelo menor período de tempo. A dose varia de 50 a 100 mg, duas vezes ao dia e a dosagem máxima é de até 200 mg diárias.

O uso da medicação, bem como o ajuste da dosagem e da duração do tratamento somente deve ser efetuada pelo/a médico/a.

Contraindicações de nimesulida

Nimesulida é contraindicado em casos de:

  • Alergia à nimesulida ou qualquer outro componente da fórmula;
  • Pessoas com idade inferior a 12 anos;
  • Histórico de reações alérgicas ao ácido acetilsalicílico (AAS) ou a outros anti-inflamatórios;
  • Pessoas com úlcera péptica ativa, úlceras recorrentes ou hemorragias digestivas;
  • Portadores de distúrbios de coagulação;
  • Mulheres grávidas ou que estão amamentando;
  • Pessoas com insuficiência cardíaca grave;
  • Portadores de insuficiência renal e/ou hepática.
Precauções quanto ao uso de nimesulida

Alguns cuidados são necessários durante o tratamento com nimesulida:

  • Evite o uso de álcool;
  • Evite usar outros analgésicos.

Não utilize nimesulida sem indicação médica.