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Desenvolvimento Infantil

Moleira baixa no bebê: o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Moleira baixa no bebê pode ser sinal de desidratação. Em sendo desidratação, pode ser classificada em moderada, quando pouco profunda, e grave quando muito profunda, mais trata-se de um critério que o médico ou profissional de saúde estará habilitado a definir. 

Nesses casos, além da moleira baixa, o bebê também irá apresentar outros sinais e sintomas, que podem variar conforme o grau de desidratação, tais como: agitação ou prostração, muita sede, dificuldade de dormir, chorar pouco ou gemidos, boca muito seca, olhos fundos, mãos e pés frios, elasticidade da pele diminuída, ausência de lágrimas ao chorar.

A desidratação em bebês pode ser causada por diarreia, vômitos ou falta de ingestão de leite ou líquidos. Nos bebês que ainda mamam, uma desidratação desproporcional a um quadro de diarreia e que não é possível corrigir com o tratamento habitual pode ser indício de diabetes.

A desidratação é uma complicação séria, que principalmente para os bebês pode causar importante prejuízo no desenvolvimento, disfunção orgânica e sem os devidos cuidados pode levar a morte. Portanto, em caso de moleira baixa, o bebê deve ser visto imediatamente por um médico pediatra.

Leia também: Moleira alta no bebê: o que pode ser?

Quais as causas do transtorno opositor desafiador (TOD)?

O transtorno opositor desafiador não possui uma causa específica. Acredita-se que a origem do distúrbio esteja associada a uma combinação de fatores psicológicos, ambientais e predisposição genética.

Dentre os fatores que favorecem o desenvolvimento do transtorno opositivo desafiador estão:

1) Características da criança

Temperamento negativo, instabilidade emocional, alterações de humor e transtornos no desenvolvimento neurológico.

2) Características dos pais

Agressividade, abuso de álcool e outras substâncias, transtornos mentais, paternidade e maternidade precoces, atitudes autoritárias ou muito permissivas.

3) Relacionamentos familiares

Relacionamentos conturbados, negligência, ausência, falta de disciplina, incoerência na hora de disciplinar e disciplina impulsiva. 

4) Ambiente social

Ambiente desregrado e sem limites, proximidade com a criminalidade e violência, miséria, entre outras vulnerabilidades socioeconômicas.

Outros transtornos associados

É comum que crianças e adolescentes com transtorno de oposição desafiante apresentem outros transtornos associados, como TDAH, ansiedade, transtornos de humor, depressão e dificuldade na linguagem e aprendizagem.

Os primeiros sintomas do transtorno opositor desafiador começam a se manifestar na idade pré-escolar, sendo rara a ocorrência das primeiras manifestações na adolescência.

O tratamento do transtorno opositor desafiador incluir psicoterapia individual, terapia familiar e orientação aos pais e professores.

Saiba mais em:

Como identificar o transtorno opositor desafiador (TOD)?

Transtorno opositor desafiador tem cura? Como é o tratamento?

Transtorno opositor desafiador tem cura? Como é o tratamento?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Transtorno opositor desafiador (TOD) pode ter cura sim, principalmente se o tratamento for iniciado de forma precoce.

Importante salientar que os casos de TOD que não são devidamente tratados, podem evoluir para outros distúrbios, como o transtorno de conduta e o transtorno de personalidade antissocial na adolescência e idade adulta.

Na adolescência, o TOD pode aumentar o risco de transtorno de ansiedade, abuso de álcool, uso de drogas e delinquência.

Como deve ser o tratamento do Transtorno opositor desafiador?

O tratamento deve ser multidisciplinar, abordando diferentes áreas e métodos, levando em consideração sobretudo a avaliação e orientações nos ambientes sociais e familiares aos quais as crianças estão inseridas.

Quando a criança apresenta outros transtornos mentais associados, como ansiedade, TDAH, depressão e bipolaridade, o uso de medicamentos pode ser necessário.

Com o tratamento adequado, é possível controlar os sintomas do transtorno de oposição desafiante. Através da psicoterapia, a criança ou o adolescente aprende a controlar as emoções, sobretudo a raiva, lidar com as frustrações e relacionar-se socialmente.

Para os pais, a terapia familiar e as orientações do psicólogo ajudam a elaborar melhores métodos de disciplina.

É importante frisar que o sucesso do tratamento depende muito das mudanças que devem ocorrer nos ambientes sociais e familiares que cercam a criança. Por isso, os resultados podem demorar para aparecer e o tratamento pode levar anos.

Saiba mais em:

Como identificar o transtorno opositor desafiador (TOD)?

Quais as causas do transtorno opositor desafiador (TOD)?

Existe alguma forma para estimular o crescimento?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, existem formas de estimular o crescimento em crianças com baixa estatura.

Entretanto, o tratamento varia conforme as causas do crescimento inadequado e pode incluir:

  • Correção de hábitos alimentares (inadequados);
  • Orientação para uma alimentação adequada para a idade;
  • Estímulo à atividade física;
  • Orientações quanto a necessidade de sono adequado;
  • Tratamento oral:
    • Medicamentos, Suplementos alimentares
    • Hormônio do crescimento (GH).

Os medicamentos e os suplementos são indicados em casos de doenças ou carências nutricionais que afetam o crescimento.

Já o hormônio do crescimento é utilizado em casos de deficiência hormonal ou para corrigir casos de atraso de desenvolvimento.

Quais alimentos podem estimular o crescimento?

Os alimentos que auxiliam no crescimento são aqueles que são ricos em cálcio e proteínas. O cálcio é um mineral essencial para um crescimento saudável e para a resistência dos ossos. Já as proteínas são a matéria prima utilizada pelo organismo para a produção e crescimento dos músculos.

Alguns alimentos ricos em cálcio:

  • Leite, queijo;
  • Sementes de gergelim;
  • Salsa, espinafre, couve;
  • Sardinha;
  • Amêndoas;
  • Carne de caranguejo.

Alguns alimentos ricos em proteínas:

  • Carnes, aves, peixes;
  • Ovos (clara);
  • Queijo parmesão;
  • Soja;
  • Leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, grão de bico, amendoim);
  • Amêndoas, castanhas, nozes.
Atividade física pode estimular o crescimento?

Sim. Os exercícios físicos, além de estimular a liberação de hormônio do crescimento, ajudam a evitar o sobrepeso e a obesidade, condições que atrapalham o desenvolvimento.

Crianças acima do peso crescem mais rápido e antes do tempo, porém param de crescer mais cedo, resultando em uma baixa estatura, ou uma estatura menor do que a esperada de acordo com as características familiares.

Dormir estimula o crescimento?

O sono é fundamental para o crescimento, pois é durante o sono que a maior parte do hormônio do crescimento é fabricado e liberado. Principalmente na fase do sono REM.

Logo que anoitece, a glândula hipófise, localizada no cérebro, aumenta a produção do hormônio do crescimento, que se espalha pelo corpo e estimula a produção de outro hormônio pelo fígado.

Este último hormônio atua na cartilagem que envolve os ossos, estimulando a produção de células que expandem os ossos.

O hormônio do crescimento também atua na quebra das células de gordura e na produção dos músculos.

É durante o sono que as pessoas crescem. Por isso, recomenda-se que crianças com até 2 anos de idade devam dormir 12 horas por noite, mesmo que não seja de forma contínua. A partir dos 2 anos até à adolescência, bastam 8 horas de sono por noite para garantir um bom crescimento. 

Como é o tratamento com hormônio do crescimento?

O uso do hormônio de crescimento é indicado nos casos em que há uma deficiência deste hormônio. O tratamento é feito com injeções no tecido subcutâneo, logo abaixo da pele, através de canetas aplicadoras e praticamente não causam dor.

O hormônio de crescimento também pode ser usado em crianças quem não têm deficiência do hormônio em questão, mas que apresentem uma velocidade de crescimento muito baixa e todos as outras causas já foram excluídas pelo/a médico/a pediatra e ou endocrinologista.

Nesses casos, se após 6 meses de tratamento com o hormônio, a criança apresenta melhora do crescimento, o tratamento deve ser fortemente considerado.

É possível estimular o crescimento em adultos?

Não, não é possível estimular o crescimento em adultos porque a cartilagem do osso já se fechou. Depois que as cartilagens se fecham, já não é possível crescer mais.

Isso ocorre, em média, por volta dos 18 anos, mas varia de acordo com um início mais precoce ou tardio da puberdade. Meninas chegam à puberdade mais cedo do que os meninos, por isso param de crescer antes, por volta dos 14 ou 15 anos.

Mesmo se um adulto tomar hormônio do crescimento, ele não irá crescer e poderá ainda estimular o aparecimento de tumores e acromegalia, uma doença que provoca um crescimento exagerado de nariz, queixo e orelhas.

Saiba mais em: O que é acromegalia?

O principal objetivo de um tratamento para estimular o crescimento é identificar e tratar os fatores que estão prejudicando o crescimento e criar condições para que a criança aproveite todo o seu potencial genético.

O tratamento para estimular o crescimento é da responsabilidade do médico/a pediatra e ou endocrinologista.

Também pode lhe interessar: Nanismo: o que é e quais são as causas?

Sífilis congênita tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, sífilis congênita tem cura e o tratamento é feito com penicilina. Muitas vezes, o bebê precisa ficar internado por tempo prolongado para o rastreio de possíveis complicações. Além disso, a criança deve ser acompanhada até completar 18 meses para garantir que o tratamento foi concluído e a sífilis não deixou sequelas.

A dosagem da medicação e a duração do tratamento irão depender do tratamento prévio realizado pela mãe da criança. 

O bebê também é submetido a diversas intervenções, como coletas de sangue, avaliações neurológica, oftalmológica e auditiva, bem como raio-x de ossos longos. A presença de alterações clínicas, radiológicas e sorológicas na criança também irá orientar o tratamento.

Durante e após o tratamento, é importante a realização do seguimento com as consultas programadas e exames de rotina.

A sífilis congênita pode causar diversas complicações, como parto prematuro, malformações fetais, morte ao nascimento, baixo peso ao nascer, sequelas neurológicas, entre outras.

Contudo, quando o tratamento da sífilis na mulher é iniciado prontamente, as chances de transmissão para o feto reduzem.

Por isso, a realização do pré-natal, a detecção precoce e o tratamento completo é fundamental para evitar os agravos da sífilis congênita.

Saiba mais em:

O que é sífilis congênita?

Sífilis na gravidez é perigoso? Qual o tratamento?

Como ocorre a transmissão da sífilis?

Quais os sintomas e tratamento da sífilis?

Quando a criança começa a ter firmeza nas pernas?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Nenhuma criança nesta idade (6 meses) deve ter força suficiente para ter firmeza nas pernas, no máximo ficar sentada com o corpo ereto. A idade ideal para a criança começar a ficar firme de pé e apoiada é entre 9 a 12 meses. Mas eu já tive crianças que eram perfeitamente normais e ficaram com as pernas firmes muito depois de um ano de idade. Cada criança tem seu tempo certo, esteja sempre atenta ao desenvolvimento de sua filha e qualquer dúvida consulte o pediatra.

Em que idade é normal um bebê começar a falar?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

A idade normal para um bebê começar a falar é por volta de um 1 ano de idade, quando ele começa a emitir os primeiros sons com significado. Aos 2 anos, a criança já deve ser capaz de formar frases com duas palavras.

A partir dos 4 e 5 anos de idade, já é esperado que a criança saiba pronunciar o som de todas as letras. Contudo, é normal que durante o aprendizado a criança troque algumas letras e omita outras.

A aquisição da linguagem ocorre por fases. No início, a criança balbucia, depois começa a dizer algumas palavras, constrói frases, vai pronunciando os sons corretamente, e assim progressivamente.

Porém, a aquisição da fala pode variar de criança para criança. O desenvolvimento da fala depende da capacidade do bebê para aprender e do funcionamento normal dos órgãos que participam da fala como os ouvidos, a boca, a língua, a laringe, o nariz e os lábios.

O estímulo que ele recebe para falar também é importante e é por isso que irmãos mais novos, geralmente, começam a falar mais cedo que os mais velhos.

É comum observar um salto no desenvolvimento da fala quando a criança entra na escola, por volta dos 2 ou 3 anos, já que longe de casas ela é “obrigada” a se comunicar e interagir. O próprio contato com outras crianças e com os professores são ótimas formas de melhorar o vocabulário e aprender palavras novas.

O que pode atrasar o início da fala?

Existem diversos fatores que podem influenciar o desenvolvimento da fala, como falta de estímulos, problemas auditivos e neurológicos e até mesmo o sexo da criança, uma vez que as meninas geralmente começam a falar antes dos meninos.

Os problemas auditivos, neurológicos e respiratórios são as principais causas do atraso no processo de aquisição da linguagem. A deficiência auditiva geralmente é a primeira hipótese a ser investigada.

Problemas respiratórios que fazem a criança respirar pela boca, como rinite, por exemplo, interferem no tônus da musculatura, prejudicando a pronúncia correta das palavras. O uso de mamadeira e chupeta em excesso também provoca o mesmo problema.

Vale lembrar que a maioria das crianças consegue falar normalmente, mesmo quando demoram muito para começar. Nem sempre um atraso na fala significa um problema neurológico.

Na maioria dos casos, o atraso na aquisição da linguagem não necessita de um longo tratamento. Porém, é importante estimular a criança de maneira adequada. Por exemplo, ao invés de entregar o que a criança está pedindo apontando, fazê-la esperar até que diga o que quer. Os familiares também devem ser orientados a não repetir as palavras erradas que a criança pronúncia, mas ensiná-la a forma correta.

Se houver dúvidas em relação ao desenvolvimento da fala do bebê, o/a pediatra ou fonoaudiólogo/a deverão ser consultados.

O que é sífilis congênita?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sífilis congênita é a sífilis que é transmitida da mãe para o bebê durante a gravidez. A transmissão da gestante para o feto pode ocorrer pela passagem da bactéria através da placenta ou ainda no momento do parto.

Mulheres que engravidam com sífilis ou adquirem a doença depois de estarem grávidas e não fazem o tratamento adequado, podem transmitir sífilis para o bebê.

A sífilis congênita pode causar diversos problemas, como parto prematuro, má formação fetal, morte neonatal, baixo peso ao nascer, anomalias congênitas e sequelas neurológicas.

Quando os sinais e sintomas se manifestam logo após o nascimento ou durante os primeiros 2 anos de vida, a doença é denominada sífilis congênita precoce.

Nesses casos, as manifestações clínicas surgem logo nos primeiros meses de vida. Nos casos mais graves, pode haver sepse (infecção generalizada), anemia severa, hemorragia e icterícia.

A criança com sífilis congênita precoce apresenta ainda lesões em mucosas e pele, doenças ósseas, lesões cerebrais, problemas no aparelho respiratório, aumento do tamanho do fígado e do baço, paralisia dos membros, infecções no pâncreas e nos rins, entre outros problemas graves de saúde.

Quando a sífilis congênita se manifesta após os 2 anos de idade, ela é denominada sífilis congênita tardia. As características são semelhantes às da sífilis terciária do adulto, com lesões que se limitam a um órgão ou a alguns órgãos.

Veja também: O que é sífilis?

O tratamento da sífilis congênita é feito com antibiótico, normalmente penicilina. O bebê precisa ficar internado durante um tempo para o rastreio de possíveis complicações e deve ser acompanhado até os 18 meses para garantir que o tratamento foi concluído e a doença não deixou sequelas.

Saiba mais em: Sífilis congênita tem cura? Qual o tratamento?

O exame de sangue para diagnosticar a sífilis faz parte dos exames que devem ser realizados pelas mulheres durante o acompanhamento pré-natal.

A sífilis pode ser prevenida com o uso de preservativos nas relações sexuais.

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