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Desenvolvimento Infantil

Com qual idade o bebê começa a falar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Quando falamos em desenvolvimento neurológico do bebê é importante lembrar duas coisas, a primeira é que não existem idades exatas para que a criança aprenda e adquira as habilidades que deverá desenvolver.

Cada criança tem seu ritmo de desenvolvimento e é importante não comparar uma criança com outras crianças. A segunda coisa é que a idade gestacional (as semanas) que o bebê nasceu é essencial para determinar se o seu desenvolvimento está adequado ou não. Quando o bebê tem algum grau de prematuridade seu desenvolvimento e aquisição das habilidades não acontecerão nas mesmas idades que crianças que nasceram a termo, ou seja, não prematuras.

Dito isto, em relação ao desenvolvimento da fala, o bebê começa a:

  • Vocalizar com 1 a 4 meses;
  • Falar sílabas com 5 a 9 meses;
  • Falar duas sílabas com 8 a 12 meses;
  • Falar palavras com 8 a 12 meses
  • Falar palavras formando pequenas frases com 12 a 18 meses;
  • Falar frases agramaticais (não segue regras de gramática, por exemplo, diz frases fora de ordem) dos 18 aos 24 meses;
  • Falar frases gramaticais dos 2 aos 3 anos.

O bebê deve fazer avaliação periódica com médico/a de saúde da família ou pediatra para avaliação de diversos aspectos do seu crescimento, desenvolvimento, alimentação, etc. Somente o/a médico/a capacitado/a para tal poderá dizer sobre qualquer tipo de atraso no desenvolvimento neurológico do bebê e encaminhar, quando necessário, para avaliação especializada.

Meu filho tem 10 anos e sempre sentiu dores nas pernas...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Este exame sugere algum tipo de inflamação no corpo, ele é muito inespecífico e pode dar alterado em milhares de situações desde uma gripe até um osso quebrado, então não dá para saber o que ele tem por esse exame.

Síndrome de Rett: Quais são as causas e os sintomas?

A Síndrome de Rett é uma doença genética que provoca uma desordem no desenvolvimento neurológico. Está relacionada a mutações em um gene específico do cromossomo X e ocorre praticamente apenas em meninas.

Embora os casos dentro da mesma família sejam raros, a Síndrome de Rett pode ter uma componente hereditária, ou seja, pode ser passada de pais para filhos. Contudo, esses representam menos de 1% dos casos, já que a grande maioria das ocorrências ocorre aleatoriamente.

O gene que sofre as mutações na Síndrome de Rett é o gene MECP2, localizado no cromossomo X. Esse gene é essencial para controlar outras características genéticas, já que está diretamente ligado a uma proteína que bloqueia a ação de outros genes durante o desenvolvimento do sistema nervoso.

Sintomas

O desenvolvimento do bebê nos primeiros 5 meses de vida não aparenta ter nenhuma anormalidade. Os primeiros sinais e sintomas da Síndrome de Rett começam a se manifestar entre o 6º mês e o 2º ano de idade. Nessa fase, a criança pode apresentar:

  • Lentidão no ritmo de crescimento do crânio;
  • Perda das capacidades motoras;
  • Emagrecimento;
  • Movimentos descoordenados ao andar e movimentar o tronco;
  • Movimentos estranhos com as mãos, com torções e entrelaçamento dos dedos.

Outras características comuns observadas nesse período inicial de manifestação dos sintomas são o fim das brincadeiras, a aversão ao convívio social e o retardo mental. Algumas crianças podem sofrer ainda convulsões.

Não há medicamentos capazes de melhorar a perda das habilidades motoras ou a socialização da criança. Casos de convulsões são tratados com anticonvulsivantes. O tratamento da Síndrome de Rett é multidisciplinar e pode envolver neurologista, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, pediatra, entre outros especialistas.

Dislexia tem cura?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Dislexia não tem cura, mas existe tratamento através de psicopedagogia e fonoaudiologia. O método de reabilitação deve ser escolhido de acordo com o caso, uma vez que nenhum deles é totalmente eficaz.

A dislexia pode persistir até à idade adulta. Porém, quanto mais cedo ela for tratada, melhores serão os resultados finais em termos escolares, profissionais e até sociais.

Com o tratamento, o paciente disléxico aprende a superar as dificuldades e traçar novas rotas cerebrais para conseguir entender um texto na perfeição. A finalidade da terapia é ativar outras áreas cerebrais que apoiem a leitura, através da formação da palavra e desenvolvimento da fluência no texto.

Sabe-se que a dislexia causa uma falha na decodificação da linguagem escrita, ou seja, as letras de uma palavra nem sempre são identificadas e a pessoa pode não relacionar o som à letra.

É importante lembrar que a dislexia não tem nenhuma relação com um baixo nível intelectual. No entanto, a criança se sente inferiorizada, podendo apresentar baixa autoestima no futuro. Por isso é tão importante descobrir o problema precocemente, para evitar esses danos emocionais.

Em caso de suspeita de dislexia, a criança deve ser submetida a uma avaliação cautelosa feita por médicos (pediatra e neuropediatra), psicopedagogo e fonoaudiólogo.

Leia mais sobre o assunto em: O que é dislexia?

A microcefalia é causada pela vacina contra rubéola?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não. A vacina contra a rubéola não causa microcefalia.

Não há evidências científicas que comprovem que a microcefalia é causada pela vacina contra rubéola.

A microcefalia é uma malformação congênita que resulta na redução do tamanho do perímetro cefálico do/a recém-nascido/a e por consequência o cérebro não se desenvolve da maneira apropriada.

A vacina contra a rubéola faz parte do calendário nacional de vacinação e deve ser tomada por todos adultos até 49 anos de idade. Essa vacina é muito eficaz e segura para prevenir a doença da rubéola.

A vacina que previne a rubéola não é indicada para gestantes, ou seja, mulheres que estão grávidas não devem tomar essa vacina.

Por ser segura, eficaz e não causar microcefalia, a vacina contra a rubéola deve continuar sendo usada normalmente nas idades recomendadas pelo calendário de vacinação e ser evitada durante a gestação.

Saiba mais em: Rubéola: o que é, quais os sintomas e como é o tratamento?

O que é Hermafroditismo?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O hermafroditismo é uma alteração genética, aonde as pessoas apresentam um desenvolvimento diferente na formação das estruturas genitais internas e externas durante a formação do bebê, que não corresponde a um único gênero quando nasce. Ou seja, a pessoa pode apresentar ao mesmo tempo genitais masculinos e femininos, desde o nascimento.

No ano de 2005 houve um consenso entre os pesquisadores da área, aonde foram propostas mudanças no nome e classificação das alterações. Desde então, o hermafroditismo e alterações semelhantes, passaram a ser denominadas Desordens do desenvolvimento sexual (DDS).

A classificação é bastante extensa, mas sobre o hermafroditismo, está dividida em três grupos básicos: pseudo-hermafroditismo masculino (genitália ambígua com testículos); pseudo-hermafroditismo feminino (genitália ambígua com ovários) e hermafroditismo verdadeiro (testículo e ovário com ou sem genitália ambígua)

Nova nomenclatura para o HermafroditismoDSD ovotesticular (antigo Hermafroditismo verdadeiro)

No hermafroditismo verdadeiro, a pessoa tem ovários, testículos e órgãos genitais masculinos e femininos. Na maioria dos casos, o hermafrodita verdadeiro tem cromossomos XX, portanto deveria ter apenas genitais femininos, já que as mulheres possuem um par de cromossomos X em cada célula.

O hermafroditismo nesse caso ocorre pelo desenvolvimento dos testículos, o que não deveria acontecer. Isso acontece devido a modificações de genes que ainda não são conhecidos, que agem sobre o gene SRY do cromossomo Y, estimulando o desenvolvimento dos órgãos masculinos.

Digenesia gonadal XY (Pseudo-hermafroditismo masculino)

No pseudo-hermafroditismo masculino, o pseudo-hermafrodita geneticamente é homem, ou seja, possui um par de cromossomos XY. Porém, o pênis não é completamente desenvolvido. A anomalia ocorre devido a falhas durante o desenvolvimento embrionário.

Digenesia gonadal XX (Pseudo-hermafroditismo feminino)

Já no pseudo-hermafroditismo feminino, seu cariótipo XX designa uma mulher, portanto a pessoa possui todos os órgãos reprodutores femininos. Contudo, numa fase do período de desenvolvimento intrauterino, o seu órgão genital passa por um processo de masculinização, com um crescimento excessivo do clitóris, resultando em uma genitália com aspecto de um pênis.

Quais são os sinais e sintomas das desordens do desenvolvimento sexual?

Depende da desordem e idade em que se apresenta.

Por exemplo, nos casos de pessoas que nascem com genitália ambígua, já é possível identificar a alteração desde o nascimento.

Outros casos, por apresentar genitália normal mas órgãos internos do sexo oposto, desenvolverá sinais de atraso na puberdade, características ou identificação corporal e emocional diferente do esperado, só na fase de infância e pré-adolescência.

Existem casos ainda de diagnóstico apenas na idade adulta, quando a mulher está em investigação e tratamento para infertilidade.

Portanto a clínica dependerá do tipo de desordem que a pessoa apresente.

Qual a causa das desordens de desenvolvimento sexual?

Na maioria das vezes, tem causas genéticas, mas existem também causas que não são genéticas. Por exemplo, se uma mulher estiver grávida e tomar certos hormônios, pode haver interferência no desenvolvimento dos genitais femininos, que podem ficar masculinizados.

Qual o tratamento?

Não existe um tratamento definido. Na verdade, o mais importante é o esclarecimento e discussão multidisciplinar e individualizada para cada caso. Com o intuito sempre de promover o desenvolvimento saudável da pessoa e seus familiares.

Nos casos de doença genética existe uma discussão quanto ao melhor tratamento, e se for causada por déficit hormonal, deverá ser feito reposição hormonal adequada.

Aconselhamento genético

Pessoas que já têm um filho com alguma desordem do desenvolvimento sexual, devem receber aconselhamento genético, caso pretendam ter mais filhos, já que o risco de caso semelhante é de aproximadamente 25%.

O especialista responsável pelo diagnóstico e acompanhamento de cada caso é o/a médico/a geneticista.

Como faço para ver se vou crescer na altura?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Deve começar consultando um médico pediatra ou clinico geral ou endocrinologista.

Já tenho 15 anos e ainda não menstruei?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Está um pouco atrasada no seu desenvolvimento sexual, deve procurar um ginecologista.