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Saúde da Mulher

Com quantos dias aparecem os sintomas de gravidez?

Os sintomas de gravidez começam a surgir a partir da 5ª ou 6ª semana de gestação.

Em geral, o primeiro sintoma da gravidez é a ausência de menstruação ou atraso menstrual detectado quando a menstruação não vem no período esperado.

Após este sintoma, outros podem ser percebidos no início da gestação como:

  • Náusea e vômitos;
  • Aumento da sensibilidade nas mamas;
  • Aumento da frequência urinária;
  • Cansaço.

Esses sintomas de gravidez aparecem a partir da 5ª ou 6ª semana de gestação, ou seja, aproximadamente entre 7 a 14 dias após o dia esperado de vir a menstruação.

Com o avançar da gestação, outros sintomas vão aparecendo como:

  • Inchaço abdominal;
  • Constipação intestinal;
  • Azia;
  • Desconforto na região pélvica;
  • Alteração do humor;
  • Falta de ar;
  • Tontura.

Ao detectar uma gravidez, a mulher deve procurar o serviço de saúde para iniciar os cuidados de pré-natal.

Leia também: Mal-estar, tontura, náuseas, fraqueza, dor de cabeça. Posso estar grávida?

Dra. Nicole Geovana
Depois de perder a virgindade o corpo muda?

Não. Depois de perder a virgindade o corpo não muda.

Alguns e algumas adolescentes têm a primeira relação sexual na puberdade, época que acontecem  as mudanças no corpo. Por isso, acham que o corpo mudou após começar a vida sexual. Mas, na verdade, o seu corpo iria passar pelas mesmas transformações, quer você fosse virgem ou não.

A única alteração que acontece no corpo depois de perder a virgindade é no caso das mulheres com rompimento do hímen (membrana fina localizada no interior da vagina). 

As mudanças psicológicas e comportamentais são comuns. Por isso, é importante usar preservativos para evitar doenças que transmitem pelo sexo, bem como uma gravidez não desejada.

Dra. Nicole Geovana
Chá de canela para fazer a menstruação descer?

O ideal é você ir ao ginecologista e tomar o remédio adequado para seu caso após o médico diagnosticar sua doença. Muitas produtos considerados naturais, possuem substâncias que podem prejudicar sua saúde. Mesmo um simples chá. Não sei se existem evidências científicas que o chá de canela faz a menstruação descer.

Dr. Charles Schwambach
O que é sangramento de escape?

Sangramento de escape é a perda mínima de sangue que pode ocorrer ao longo do ciclo menstrual. Esse sangramento é diferente do sangramento da menstruação pois tem uma coloração de sangue menos vivo, não é prolongado, costuma durar alguns dias ou mesmo apenas 1 dia, é percebido na calcinha manchada e às vezes a mulher não sente necessidade do uso de absorvente.

Geralmente, é associado ao uso de anticoncepcional hormonal como pílula, adesivo, anel vaginal implante intradérmico e DIU (Dispositivo intra uterino) ou no início da gravidez (primeiros 3 meses). A frequência do escape é maior nos primeiros meses de uso do anticoncepcional, mas ao fazer o uso correto, o escape não está associado com a redução da eficácia do anticoncepcional.

As mulheres fumantes são mais propensas a esse tipo de sangramento. A interrupção do tabagismo é sugerida como medida de melhora.

A maioria das mulheres apresenta resolução espontânea do problema, não precisando de intervenção com medicações ou mudança de método anticonceptivo. Caso o sangramento de escape incomode demasiadamente, a mulher pode procurar o/a ginecologista, clínico/a geral ou médico/a de família para orientações. 

Dra. Nicole Geovana
Está saindo um líquido tipo água do meu seio, o que pode ser?

Saída de líquido do seio é uma situação comum em mulheres na idade fértil e na maioria das vezes é algo benigno e não precisa de preocupação. As causas possíveis podem ser:

  • Fisiológica (normal, não patológica);
  • Aumento do hormônio prolactina;
  • Estresse;
  • Trauma;
  • Cirurgia;
  • Anestesias;
  • Câncer;
  • Tumor na hipófise;
  • Uso de medicações: antipsicóticos (ex: Clorpromazina, Haloperidol, Risperidona), antidepressivos (Clomipramina), antihipertensivos (Metildopa, Verapamil, Reserpina), opióides (Morfina, Codeína) e outros usados para evitar enjoo (Metoclopramida).

De qualquer forma é muito importante uma avaliação do/a ginecologista, médico/a de família ou clinico/a geral para detectar a possível causa e descartar situações malignas.

Dra. Nicole Geovana
Poderia explicar fases: folicular, ovulatória e luteínica?

As fases folicular, ovulatória e luteínica são as fases do ciclo menstrual feminino.

Fase Folicular

A fase folicular caracteriza-se pelo desenvolvimento de um folículo ovariano com um óvulo dentro, bem como a preparação do útero para receber o óvulo fecundado.

Tem duração variável e estende-se do primeiro dia de menstruação até o momento que antecede o aumento do hormônio luteinizante, que leva à liberação do óvulo (ovulação). Recebe este nome por causa do desenvolvimento característico dos folículos ovarianos.

Na primeira metade da fase folicular, a hipófise aumenta a produção de hormônio foliculoestimulante e, como consequência, estimula o crescimento de 3 a 30 folículos, sendo que cada um dele contém um óvulo.

Porém, apenas um desses folículos continua a crescer, enquanto que os outros degeneram. A fase folicular tende a ficar mais curta, à medida que a menopausa se aproxima.

Fase Ovulatória

A fase ovulatória começa com o aumento do hormônio luteinizante. O óvulo é libertado de 16 a 32 horas após o aumento hormonal. Cresce então um único folículo, que sobressai da superfície do ovário, arrebenta e libera o óvulo.

Durante a ovulação, algumas mulheres sentem uma pequena dor num dos lados da parte inferior do abdômen, que pode durar alguns minutos ou horas. A dor pode vir antes ou depois da rotura do folículo e não ocorre em todos os ciclos. A causa precisa da dor, no entanto, é desconhecida.

Fase Luteínica

A fase luteínica tem início após a ovulação e dura 14 dias, terminando exatamente antes do período.

Depois de libertar o óvulo, o folículo fecha-se e forma um corpo lúteo (amarelo) que produz uma quantidade cada vez maior de progesterona.

A progesterona provoca um pequeno aumento da temperatura corpórea durante a fase luteínica e permanece alta até o início do período menstrual.

Depois de 14 dias, se não houve fecundação do óvulo, o corpo lúteo degenera-se e começa um novo ciclo menstrual.

Caso o óvulo seja fecundado, o corpo lúteo começa a produzir gonadotropina coriônica humana (HCG), um hormônio que irá manter o corpo lúteo, produtor de progesterona, até que o feto comece a produzir os seus próprios hormônios.

Os testes de gravidez utilizam o aumento nos níveis de gonadotropina coriônica humana para detectar a gestação.

Dra. Nicole Geovana
Anticoncepcional injetável tem efeitos colaterais?

Anticoncepcionais injetáveis podem ter diversos efeitos colaterais, como todos os outros medicamentos.

Os principais efeitos colaterais podem ser:

  • hemorragias entre os períodos menstruais ("spotting"),
  • amenorreia secundária (parada da menstruação),
  • cefaleia,
  • náuseas e vômitos,
  • tontura,
  • cólicas menstruais,
  • dor em mamas,
  • prurido vaginal,
  • alterações emocionais e da libido,
  • alterações do peso.

Outros efeitos colaterais podem surgir, mas os dois primeiros os mais comuns.

Os efeitos colaterais são os mesmos dos anticoncepcionais orais (pílula), entretanto costumam ser menos intensos, pois os estrógenos utilizados são naturais. 

O anticoncepcional injetável é um método muito confiável para evitar a gestação - efetividade próxima a 99,6%, que pode aumentar para até 99,9% quando utilizada em conjunto com métodos de barreira, como é o caso da camisinha, por exemplo.

Além de diminuir consideravelmente a chance de engravidar, os anticoncepcionais injetáveis também são indicados em muitas outras situações, como no tratamento do hiperandrogenismo (excesso de hormônio masculino), da dismenorreia (cólicas menstruais), da menorragia (aumento excessivo do fluxo menstrual) e da tensão pré-menstrual.

Leia também: 10 Motivos para Mudar de Anticoncepcional

Os estrógenos mais utilizados nos contraceptivos injetáveis são o cipionato de estradiol, enantato de estradiol e valerato de estradiol. Os progestágenos  mais utilizados são o acetato de medroxiprogesterona, enantato de noretindrona e o acetofenido de dihidroxiprogesterona.

O médico ginecologista deve sempre ser consultado para acompanhamento correto do uso do anticoncepcional que lhe foi prescrito por ele, idealmente mesmo na ausência de quaisquer efeitos colaterais.

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Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
O que faço para saber se ainda sou virgem?

Para tentar saber se ainda é vigem, vá a um médico ginecologista e peça para ele verificar se o seu hímen já foi rompido. O hímen é uma membrana bem fina localizada na entrada da vagina e que geralmente se rompe na primeira relação sexual.

Se o hímen estiver rompido, é provável que você já não seja virgem, ou seja, já teve relação sexual com penetração.

Caso o hímen ainda esteja intacto, você pode ou não ser virgem. A presença do hímen não é uma garantia de que nunca houve penetração.

Isso porque existem hímens complacentes, que são bem elásticos e podem não se romper logo na primeira relação. Outros podem ter uma anatomia que permitem a passagem do pênis e só irão se romper depois de algum tempo.

Portanto, mesmo que o médico ginecologista consiga ver o seu hímen, apenas uma conversa franca com o seu namorado poderá tirar a sua dúvida.

Leia mais sobre o assunto em:

O que é o hímen?

Como saber se o hímen foi rompido?