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Anticoncepcionais Injetáveis

Quem toma anticoncepcional injetável pode tomar pílula do dia seguinte?

Sim. A mulher que toma anticoncepcional injetável pode tomar a pílula do dia seguinte.

Quando o anticoncepcional é aplicado corretamente, no momento certo (a cada mês ou a cada três meses a depender da medicação) e sem esquecimento, não há necessidade da mulher tomar a pílula do dia seguinte mesmo tendo feito sexo vaginal desprotegido.

O anticoncepcional usado rotineiramente apresenta uma boa segurança para evitar gravidez indesejada.

Vale lembrar que a pílula do dia seguinte contém uma quantidade alta de hormônio capaz de desequilibrar o ciclo menstrual da mulher e não deve ser tomada constantemente.

A mulher que já usa o anticoncepcional injetável só precisa tomar a pílula do dia seguinte na situação:

  • atraso maior de 2 semanas na aplicação da injeção de Medroxiprogesterona (ex: Depo-Provera® ).

Fora dessas situações, não há necessidade de usar os dois métodos em conjunto.

Links úteis:

Pílula do dia seguinte corta efeito do anticoncepcional?

Mesigyna atrasa a menstruação?

A Mesigyna® pode atrasar a menstruação

A Mesigyna causa redução do sangramento menstrual, inclusive a supressão da menstruação.

Porém, com o uso contínuo da medicação, sempre é válida uma reavaliação com o/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral para identificar se há outras causas para o atraso da menstruação.

A Mesigyna®  é um anticoncepcional injetável que deve ser utilizado todo mês. Os efeitos colaterais geralmente são presentes nos primeiros meses de administração, porém depois desse período de adaptação ela é bem aceitável pelas mulheres. Os efeitos colaterais mais relatados pelas mulheres são alterações no ciclo menstrual, dor e sensibilidade nas mamas, instabilidade no humor, dores de cabeça e aumento do peso.

Apesar da ausência da menstruação ser um dos efeitos provocados pela Mesigyna®, você pode consultar um/a desses/dessas profissionais citados para uma avaliação detalhada.

Vantagens e desvantagens do anticoncepcional injetável

Anticoncepcional injetável é uma ótima opção contraceptiva de longa duração e altamente efetivo.

Vantagens:

  • Método reversível: a fertilidade da mulher volta ao parar o uso da medicação;
  • Diminuição nas falhas: a frequência mensal ou trimestral evita esquecimentos constantes como evidenciado no uso das pílulas o que, por consequência, diminui as possíveis falhas;
  • Redução do fluxo menstrual: pode ser benéfico para as mulheres que apresentam um intenso fluxo menstrual;
  • Redução do risco de câncer do endométrio;
  • Diminuição do risco de doença inflamatória pélvica.

Desvantagens:

  • Alterações menstruais: principalmente no início, a mulher pode apresentar sangramentos não programados e escapes ao longo do ciclo menstrual;
  • Amenorreia: o fato de não haver sangramento menstrual uma vez por mês pode gerar preocupações em algumas mulheres que identificam a menstruação como um sinal de segurança do método anticoncepcional;
  • Não prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
  • Dor de cabeça;
  • Alterações no humor;
  • Redução da densidade óssea (efeito reversível ao parar o uso);
  • Outras desvantagens menos frequentes: tontura, inchaço e redução da libido.

A decisão de iniciar o uso do anticoncepcional injetável deve ser feita pela mulher considerando seu histórico pessoal e familiar, bem como alguns hábitos de vida como o tabagismo. Uma consulta com o/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral pode sanar dúvidas, ponderar as vantagens e desvantagens e avaliar o método anticoncepcional mais indicado no seu caso.

Tenho ovários policísticos, posso tomar o Contracep?

Quem tem ovários policísticos pode tomar o Contracep.

O Contracep é um anticoncepcional injetável que deve ser aplicado a cada 3 meses.

A presença de cisto no ovário é uma situação frequente entre as mulheres de todas as idades. Algumas podem apresentar dor em baixo ventre ou do lado do ovário que está o cisto, enquanto outras podem não ter qualquer sintoma.

A maioria dos cistos no ovário tende a se resolver sem nenhum tratamento. 

A mulher que tem ovários policísticos pode tomar o Contracep desde que não haja alguma contra-indicação ao uso de anticoncepcionais injetáveis.

Por isso, é importante uma consulta com o/a médico/a de família, clínico/a geral ou ginecologista para avaliação da presença de algum fator que impeça o uso da injeção.

Leia também: 

Ovários policísticos tem cura? Qual o tratamento?

Quem toma anticoncepcional injetável pode exercitar os glúteos?

Sim. Quem toma anticoncepcional injetável pode exercitar a musculatura glútea normalmente.

O local mais indicado para aplicar o anticoncepcional injetável é a parte superior externa da região glútea (nádega). O glúteo é um músculo volumoso, permite uma aplicação profunda mais segura e facilita a absorção do medicamento.

A técnica em Z é o método de aplicação mais usado para os anticoncepcionais injetáveis, pois evita o refluxo do medicamento, a formação de nódulos e o escurecimento da pele.

Vale lembrar que o local de aplicação do anticoncepcional não deve ser massageado após a injeção.

A mulher que toma injeção anticoncepcional mensal ou a cada 3 meses pode continuar suas atividades físicas e de musculação normalmente.

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Anticoncepcional injetável pode ser aplicado no braço?

Quanto tempo dura o efeito anticoncepcional da injeção mensal?

Vantagens e desvantagens do anticoncepcional injetável?

Vomitar corta o efeito do anticoncepcional injetável?

Não. Vomitar não corta o efeito do anticoncepcional injetável.

A mulher que vomita após a aplicação da injeção de anticoncepcional não precisa tomar uma nova injeção.

O anticoncepcional injetável é aplicado no músculo e, após a absorção, será disponibilizado sistematicamente na corrente sanguínea. Portanto, o vômito não irá influenciar na absorção dessa medicação.

Caso esteja no dia de você tomar sua injeção de anticoncepcional e esteja apresentando episódios de vômito, você pode aplicar a injeção normalmente, mas deve procurar o serviço de saúde para avaliação da origem do vômito e tratamento adequado.

Tome a injeção mensal ou trimestral na data indicada para não haver falhas na eficácia contraceptiva.

Injeção para não engravidar aborta?

Não. O anticoncepcional injetável não é capaz de provocar aborto.

Os anticoncepcionais injetáveis agem mantendo os hormônios estáveis no sangue, o que impede que ocorra a ovulação e consequentemente a gestação, contudo essa medicação não tem ação após a fecundação e início do desenvolvimento do embrião, portanto não causa aborto.

Este método contraceptivo é bastante eficaz, atingindo mais de 99% de proteção quanto a gestação não planejada, embora apresente alguns efeitos colaterais que devem ser avaliados junto ao seu médico assistente.

Além de contraceptivo, os anticoncepcionais injetáveis podem ser indicados para outras situações como: tratamento do hiperandrogenismo (excesso de hormônio masculino), melhora dos sintomas de tensão pré-menstrual, cólicas menstruais e nos casos de menorragia (aumento excessivo do fluxo menstrual).

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Sim. Pode voltar a tomar a medicação, mas neste momento você estará recomeçando o tratamento, portanto durante esse primeiro mês você não pode confiar apenas neste método contraceptivo, só a partir do segundo mês de uso.

Lembre-se que o contraceptivo deve ser aplicado sempre na data estipulada, e se passados um dia que seja da data correta é indicado a realização de um teste de gravidez antes de reiniciar o medicamento. Por isso é sempre útil manter uma caixa reserva da medicação em casa para que não aconteça imprevistos. O recomeço da medicação pode causar desequilíbrio hormonal, além de ficar desprotegida.

Importante também lembrar que o contraceptivo previne apenas quanto a uma gestação indesejada, não conferindo qualquer proteção quanto a doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), tão comuns em nossa população. Para prevenção de DSTs a melhor medida é fazer uso de preservativos, como a camisinha, em todas as relações sexuais.

O médico ginecologista deve ser procurado sempre que houver dúvidas em relação ao uso de anticoncepcionais, alterações de ciclo menstrual ou dúvidas quanto a doenças sexualmente transmissíveis.

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