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Caso ele ejacule dentro o efeito da pílula seria o mesmo?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, o efeito é o mesmo. O efeito da pílula do dia seguinte não está associado ao fato de ejacular dentro ou fora da vagina, seu efeito depende do tempo que leva para tomá-lo.

Deste modo, você deve usar a pílula, de preferência, nas primeiras 24 horas após a relação desprotegida, embora algumas pílulas assegurem a eficácia em até 5 dias. Quanto mais tempo demorar para tomar o medicamento, maior a chance de falha.

Vale ressaltar ainda, que a pílula do dia seguinte é um anticoncepcional de emergência, que só deve ser usado e só funciona, quando o uso é feito após uma relação desprotegida, por isso é denominado pílula do dia seguinte. Não previne a gravidez se tomar antes da relação.

Se você menstruou no mesmo dia da segunda relação desprotegida, não é preciso fazer uso de mais uma pílula. Durante a menstruação não é possível engravidar.

Ejacular dentro ou fora & a pílula do dia seguinte

A pílula do dia seguinte não tem relação com a ejaculação ser dentro ou fora, a medicação é absorvida no sangue e interfere diretamente na ovulação, impedindo assim a gravidez.

Contudo, a ejaculação dentro da vagina, aumenta bastante as possibilidades de engravidar, visto que a quantidade de espermatozoides em direção ao óvulo é maior. Sendo assim, e sabendo que o tempo de tomada da pílula interferem na sua proteção, se houver ejaculação dentro, é ainda mais importante que tome a medicação dentro das primeiras 24 horas após a relação desprotegida.

Entretanto, ejacular fora não impede uma gravidez, porque já está comprovado, que o líquido liberado antes do esperma, também pode conter espermatozoides, mesmo que em menor quantidade.

Na dúvida, faça uso de pílula de emergência o quanto antes, lembrando que o uso contínuo pode trazer danos à saúde. Não é recomendado mais de uma vez por mês.

A pílula do dia seguinte serve para quantas relações?

Apenas uma. A pílula do dia seguinte só é capaz de evitar a gravidez a cada relação sexual desprotegida. Isto significa que o seu efeito não permanece para uma relação posterior, mesmo que seja no mesmo ciclo menstrual.

Se você tomou a pílula do dia seguinte e depois disso teve uma outra relação sexual sem proteção, corre o risco de engravidar.

É indispensável que nas relações posteriores você e seu parceiro usem os métodos contraceptivos adequados (camisinha masculina, feminina ou outros métodos hormonais), para não correr riscos de saúde.

Qual a chance de engravidar se o homem ejacula dentro da vagina?

É bastante alta se a mulher estiver no seu período fértil. Se não estiver no seu período fértil, a gravidez provavelmente não ocorrerá.

É preciso lembrar que quando a mulher se encontra no período fértil o risco de gravidez existe independente da ejaculação acontecer “dentro” ou “fora”. No coito interrompido, por exemplo, alguns espermatozoides estão presentes no líquido de lubrificação pré-ejaculatória e podem ocasionar a gravidez.

Existe possibilidade de a pílula do dia seguinte falhar?

Se a pílula for usada da forma correta, a chance de falha é bastante pequena. Quanto mais próximo à relação sexual desprotegida você tomar pílula, maior é a sua eficácia.

Recomenda-se o uso nas primeiras 24 horas após o ato sexual, período no qual a eficácia da pílula ultrapassa 95%. Ao contrário, após as 72h ou mais, para as pílulas do dia seguinte, essa eficácia se aproxima de 50%.

Quando devo usar a pílula do dia seguinte?

A pílula do dia seguinte deve ser usada em último caso como, por exemplo, quando a camisinha estoura no momento da ejaculação ou quando a mulher esquece de tomar o seu anticoncepcional por dois, ou mais dias e só lembra durante a relação sexual desprotegida.

A pílula do dia seguinte é indicada também em casos de estupro.

O que pode acontecer se a pílula do dia seguinte for usada com frequência?

A pílula do dia seguinte não deve ser um hábito e não deve passar de uma dose por mês. O uso frequente pode ocasionar problemas sérios para a saúde da mulher, que incluem:

  • Sangramentos volumosos (hemorragias)
  • Anemia
  • Irregularidade do ciclo menstrual
  • Náuseas e vômitos
  • Trombose
  • Infarto (Infarto Agudo do Miocárdio)
  • Derrame cerebral (Acidente Vascular Cerebral – AVC)

Para se prevenir da gravidez, você deve utilizar um método de barreira como a camisinha feminina ou masculina. Além de prevenir a gravidez, estes métodos previnem contra infecções sexualmente transmissíveis como HIV, clamídia, gonorreia, entre outras doenças.

É possível unir o uso de anticoncepcionais orais ou injetáveis à utilização da camisinha para evitar a gravidez. Se você optar por este método, converse com um ginecologista para escolher a medicação mais adequada.

Para saber mais sobre os efeitos da pílula do dia seguinte, você pode ler:

Tive relação sem camisinha e meu namorado gozou dentro: o que fazer

Minha namorada tomou a pílula do dia seguinte 3 vezes... pode causar alguma coisa séria a saúde?

Referência:

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia

Eu posso engravidar na primeira vez?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. A mulher pode engravidar mesmo na primeira relação sexual.

Após a menarca, primeira menstruação, a mulher se encontra apta à engravidar. Por isso, uma relação sexual desprotegida é capaz de ter como consequência uma gravidez não desejada.

A mulher que pretende iniciar suas atividades sexuais e não deseja engravidar deve utilizar algum método contraceptivo.

O preservativo (camisinha) masculino ou feminino são eficazes na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, bem como na prevenção de gravidez.

Caso pretenda utilizar outro método anticoncepcional de longa duração, é recomendada uma consulta com o/a médico/a de família, clínico/a geral ou ginecologista para uma avaliação pormenorizada de qual método é mais indicado no seu caso.     

Quais precauções tomar quando for fazer sexo pela primeira vez?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

As precauções que você deve tomar quando for fazer sexo pela primeira vez são as mesmas que deverá ter nas outras vezes que tiver uma relação sexual:praticar de forma consciente de suas vontades e com o consentimento da outra pessoa; usar preservativo sempre, para evitar uma gravidez indesejada e prevenir-se contra doenças sexualmente transmissíveis (DST).

É importante lembrar que para prevenir a transmissão das DST, a camisinha deve ser usada em todo tipo de ato sexual (anal, oral e vaginal).

Uma consulta prévia com o/a clínico/a geral, médico/a de família ou ginecologista pode facilitar tirar dúvidas e aumentar as informações sobre métodos contraceptivos mais indicados em cada situação. 

Depois de tomadas todas as precauções para prevenir a transmissão de doenças e evitar uma gravidez não planejada, é importante que as pessoas envolvidas criem intimidade e não tenha pressa para que as coisas aconteçam de forma prazerosa.  

A tensão e a expectativa exagerada podem interferir diretamente no prazer, pois dificultam a lubrificação genital e o relaxamento da musculatura dessa região, dificultando o prazer.  

Todo ato sexual deve ser realizado com livre e espontâneo desejo das pessoas envolvidas.

É possível pegar HIV na primeira relação?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. É possível pegar HIV na primeira relação.

A transmissão do HIV pode ocorrer através de relações sexuais desprotegidas com quem tenha o vírus HIV. Ou seja, numa relação sexual desprotegida, mesmo que seja na primeira vez, é possível ocorrer a transmissão do vírus HIV.

As outras formas de transmissão podem ser consultas aqui.

A melhor forma de se prevenir do HIV é usando preservativo em todas as relações sexuais, inclusive na primeira.

O teste de HIV e o preservativo são oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em casos de dúvidas, procure uma Unidade de Saúde mais próxima de você.

Também pode lhe interessar:

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É possível pegar HIV através de uma mordida de pessoa infetada?

Existe uma idade ideal para perder a virgindade?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não. Não existe uma idade ideal para perder a virgindade.

A perda da virgindade é representada pela primeira relação sexual da pessoa.  

Essa perda da virgindade porém, envolve algo mais complexo como o início da vida sexual ativa, a percepção e interação do seu corpo com o corpo de outras pessoas além dos vínculos de intimidade

O início da vida sexual ativa deve ser em um momento em que ela sinta disposta emocionalmente, preparada com métodos contraceptivos e consciente das possíveis consequências advindas do sexo.

Com isso, a pessoa poderá desfrutar de momentos prazerosos de maneira mais confiante.

Antes de perder a virgindade, é importante conhecer os métodos contraceptivos disponíveis para escolher qual você pode melhor se adaptar.

Vale ressaltar que a camisinha (preservativo) é um ótimo método anticoncepcional que também previne contra doenças transmitidas durante o sexo.

Informe-se e procure fazer isso em um momento em que você decida, independente da sua idade. 

Sempre tomo a pilula do dia seguinte, muitas vezes...
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A gravidez é sempre possível quando há relações sexuais desprotegidas ou falha em algum método contraceptivo.

pílula do dia seguinte vendida em duas doses deve ser tomada em um intervalo de 12 horas entre os dois comprimidos. Quando utilizada da maneira correta, a pílula do dia seguinte pode ser eficaz entre 47 a 89%.

A pílula do dia seguinte é eficaz quando usada até 3 dias (72 horas) após a relação sexual desprotegida. Quanto mais cedo ela for usada, maior será sua eficácia.

Nesse seu caso particular, pode haver uma redução na eficácia da pílula, uma vez que ao realizar uma nova relação sexual após a tomada da primeira pílula tomar, o esquema não será completado da forma correta.

A pílula do dia seguinte é indicada para mulheres que apresentaram falhas no método contraceptivo habitual (esqueceu de tomar a pílula ou injeção, camisinha estourou) ou tiveram relação sexual desprotegida durante o período fértil ou em situações de estupro.

Ela é considera uma contracepção de emergência e não deve ser tomada como método contraceptivo de rotina.

Se a mulher deseja evitar gravidez é recomendado procurar o/a médico ginecologista, clínico/a geral ou médico/a de família para indicar um método contraceptivo de longa duração. 

Falta de libido: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A falta de libido atualmente está muito associada a questões psicológicas, como sobrecarga de trabalho, estresse e ansiedade. No entanto, pode acontecer por diversos de problemas, de origem física ou psicológica, tais como:

  1. Idade avançada - é natural que a libido diminua com o passar dos anos, devido a redução dos níveis hormonais;
  2. Problemas conjugais, financeiros - situações que causam estresse, tristeza, e perda de interesse nas atividades de vida habituais, como a relação a dois, em família, ou com amigos;
  3. Desordens hormonais - problemas endocrinológicos também devem ser investigados, como hipotiroidismo, e outros problemas hormonais;
  4. Uso de medicamentos - alguns medicamentos têm como efeito colateral possível, a redução da libido, como, por exemplo, calmantes, antidepressivos, anticoncepcionais;
  5. Problemas psicológicos - depressão, ansiedade, síndrome de pânico;
  6. Cansaço e fadiga - o excesso de trabalho ou de atividade física, podem ter como consequência um cansaço físico e desgaste intenso, que resulta na falta de prazer.

Sabendo que para quase todos os casos existe um tratamento eficaz, a primeira medida a ser tomada é buscar um atendimento médico, para avaliação clínica, esclarecimento das suas dúvidas e realização de exames que definam o seu diagnóstico.

Após concluir a causa do problema, o tratamento poderá ser iniciado.

Falta de libido na mulher

Na mulher, a falta de libido pode estar associada principalmente ao estresse, cansaço, mas também deve sempre ser investigada a questão hormonal, com pesquisa de função da glândula tireoide e sinais de fases do ciclo natural da mulher, como a menopausa.

Na menopausa, fatores como redução de hormônio estrogênio, calores noturnos e secura vaginal causam grande incômodo durante as relações, gerando consequentemente, o desinteresse.

A falta de libido na mulher também é bastante acentuada no período pós-parto, podendo se estender por até 1 ano. Nesses casos, existem fatores físicos e psicológicos associados. O aumento do hormônio prolactina, para estimular a produção de leite na amamentação, é um fator físico importante, enquanto a tensão e a ansiedade geradas com os cuidados de um bebê recém-nascido são um fator psicológico.

Outras situações que levem ao aumento de prolactina, como tumores de hipófise e alguns medicamentos de uso crônico, podem bloquear a produção dos hormônios femininos, gerando um quadro clínico semelhante ao da menopausa.

Falta de libido no homem

Nos homens, as causas mais comuns de falta de libido estão associadas à idade avançada, estresse e problemas financeiros.

Entretanto, deve fazer parte de uma avaliação médica, alguns exames complementares, com estudo de níveis hormonais e o que mais achar necessário para definição da causa.

Em homens com mais de 50 anos, uma das causas mais comuns de falta de libido é a diminuição da produção do hormônio masculino, testosterona. Isso pode ser causado pela idade, uso de certos medicamentos, doenças dos testículos, da hipófise ou do hipotálamo, localizados no cérebro.

Vale lembrar que até 30% dos homens com mais de 45 anos apresentam sintomas causados pela baixa produção de testosterona. A falta do hormônio aumenta também os riscos de obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares, perda de massa óssea, aumento da gordura visceral, distúrbios do sono, cansaço, irritabilidade e depressão. Nesses casos, o tratamento é feito com reposição hormonal.

Os fatores psicológicos também exercem um importante papel na falta de libido no homem. Dentre as principais causas estão o cansaço, o trabalho extenuante, a ansiedade, depressão e situações de insegurança. A falta de libido decorrente dessas causas afeta sobretudo homens entre 30 e 39 anos. Para esses casos, o tratamento é feito principalmente com aconselhamento e apoio psicológico.

O que fazer para combater a falta de libido? 1. Terapia e Atividade física

Se a causa da falta de desejo for o estresse, é recomendável fazer terapias ou atividades que ajudem a lidar ou aceitar os problemas, como atividade física ou atividades de lazer prazerosas.

A terapia de casal também pode ajudar a resolver o problema se este estiver relacionado com falta de comunicação, falta de intimidade ou outras questões conjugais.

2. Exposição ao sol

Estudos recentes sugerem que a maior exposição à luz do sol auxilia o aumento da produção de testosterona, aumentando a libido do homem.

3. Dieta mediterrânea

Além da dieta mediterrânea, que parece contribuir para uma atividade sexual mais satisfatória.

4. Consulta médica com especialista (ginecologista ou urologista)

Embora as terapias e estilo de vida saudável sejam comprovadamente benéficos para os problemas de libido, a consulta médica com especialista, ginecologista para as mulheres e urologsta pra os homens, é fundamental. Se houver algum problema físico que interfira nesse sintoma, ele pode ser rapidamente identificado e tratado.

Sendo um problema hormonal, pode causar mais prejuízos a saúde, além da dificuldade sexual, por isso, deve fazer parte do planejamento de tratamento, a avaliação médica.

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O que fazer para tirar camisinha que ficou dentro da vagina?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Para tirar a camisinha que ficou dentro da vagina basta usar os dedos e retirar o preservativo com cuidado. Pode tentar ficar agachar para facilitar a retirada da camisinha. Se não conseguir, procure a ajuda de um médico ginecologista para que ele possa remover a camisinha com a ajuda de uma pinça.

O preservativo não pode permanecer dentro da vagina devido ao risco de provocar uma infecção vaginal. Além disso, se houve ejaculação, pode haver vazamento de esperma e existe risco da mulher engravidar se ela estiver no período fértil.

Portanto, para evitar uma gravidez indesejada, ela deve tomar a pílula do dia seguinte.

Da mesma forma que existe risco de gravidez, também há o risco de transmissão de doenças sexualmente transmissíveis.

Por isso, é recomendável fazer exames e até tomar alguns medicamentos para prevenir infecções se a relação não foi com um parceiro fixo ou se não houver certeza se ele possui ou não alguma DST.

Para saber quais exames deve fazer e que medicamentos tomar, consulte um médico de família, um clínico geral ou um ginecologista.

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