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Prostatite crônica pode causar câncer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Em geral, a prostatite crônica não causa câncer.

A prostatite crônica é uma inflamação da glândula prostática causada, na maioria dos casos, por bactérias. Estudos recentes em ratos de laboratório demonstraram uma associação entre a inflamação crônica na próstata com aceleração de processos indutores de câncer na próstata.

A prostatite crônica deve ser tratada corretamente pelo tempo completo determinado para evitar recorrência da infecção e curar o tecido inflamatório do órgão. Com o tratamento, o paciente sentirá melhora dos sintomas.

O câncer de próstata acontece quando um grupo de células normais se diferencia e apresenta crescimento fora do controle. Esse conjunto de células anormais formam um tecido cancerígeno que não desempenhará as funções devidamente programadas  da próstata. Algumas dietas e processos inflamatórios na próstata podem induzir uma modificação desses células e aumentar a chance de torná-las cancerígenas. O desenvolvimento do câncer de próstata é muito lento e, em geral, é expresso com o avançar da idade.

Procure um serviço de saúde periodicamente para consultas e prevenção de doenças.

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Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Prostatite não é contagiosa. Porém, homens sexualmente ativos podem ter infecções sexualmente transmissíveis e afetar a próstata causando inflamação e infecção nesse órgão.

A prostatite é uma inflamação da próstata que, na maioria das vezes é causada por bactérias. Essa situação é bem comum em homens jovens e de meia idade. O tratamento é relativamente simples, realizado com antibióticos orais e deve ser feito o mais breve possível.

Leia mais em:

O que é prostatite e quais os sintomas?

Qual o tratamento para prostatite?

Câncer de próstata tem cura?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, câncer de próstata tem cura, principalmente quando o tumor é detectado na fase inicial. Quanto mais cedo o câncer de próstata for diagnosticado, maiores serão as chances de cura.

A cirurgia para remoção total da próstata (prostatectomia radical) é o tratamento mais utilizado em casos de tumores localizados e alcança uma taxa de cura de até 95%. A radioterapia por braquiterapia (implantação de sementes radioativas na próstata) pode curar até 75% dos tumores, enquanto que a aplicação de radiação externa é eficaz em até 80% dos casos.

Quando o tumor já está disseminado para outros órgãos, as chances de cura são reduzidas. Muitas vezes, quando o paciente apresenta sintomas, o câncer de próstata já está avançado, por isso é tão importante o acompanhamento regular com urologista, que manter um rastreamento adequado e com isso um diagnóstico precoce.

Veja aqui quais são os sintomas do câncer de próstata.

Rastreamento

O rastreamento do câncer de próstata é realizado através do exame de toque retal e do exame de sangue para medir o PSA (antígeno prostático específico) anualmente. Se houver alteração no exame clínico e o PSA estiver aumentado, é realizada uma ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética. Porém, como a maioria dos tumores de próstata não aparece em exames de imagem, o diagnóstico só é confirmado através de biópsia.

Tratamento

O tratamento do câncer de próstata localizado é feito com cirurgia, associado ou não a radioterapia. Se o tumor já estiver avançado mas ainda localizado, é incluído também o tratamento hormonal. No caso de metástase, ou seja, quando o câncer já se disseminou para outras partes do corpo, o tratamento é feito sobretudo com terapia hormonal ou quimioterapia.

Saiba mais em: Como é o tratamento para câncer de próstata?

A melhor forma de prevenir o câncer de próstata é fazer anualmente os exames.

O/A médico/a urologista é o/a especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento do câncer de próstata.

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Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
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Clínica médica e Neurologia

O PSA livre tem importância clínica, quando usado para calcular a fração de PSA livre/PSA total. Porque nos casos de doenças benignas a fração apresenta um resultado mais alto, acima de 0,20; nos casos de doença maligna, o resultado será menor do que 0,20 ou 0,15.

Porém existem outras causas que alteram esses resultados, como a prostatite ou trauma local, e o PSA embora seja o melhor marcador tumoral que temos hoje, não é um marcador específico.

Sendo assim, no caso de aumento de PSA total, livre ou sua fração, é fundamental que leve ao médico urologista, para uma interpretação mais abrangente, junto com o exame médico, que possibilitará uma orientação específica para o seu caso.

O que é o PSA?

O PSA, significa Prostate Specific Antigen, ou Antígeno Prostático Específico. Trata-se de uma glicoproteína, produzida exclusivamente pela próstata. Esse antígeno circula de forma livre (PSA livre) e também parte ligada a proteínas. Somando as duas frações, temos o valor do PSA total.

O exame de PSA é indicado para auxiliar no rastreio do diagnóstico de câncer de próstata, associado ao toque retal e ultrassom, ou também para acompanhar pacientes com doença benigna, em tratamento medicamentoso

Na possibilidade de câncer de próstata, além desses exames, será indicada a realização de uma biópsia da glândula.

Estudos recentes descrevem ainda, que não existem evidências suficientes para indicar exames de rastreio para todos os homens, a partir de determinada idade ou histórico familiar, universalmente, porque além de não reduzir o risco de morbimortalidade, causam abordagens excessivas e desnecessários em alguns casos.

Portanto, recomendamos que procure seu médico urologista, pelo menos 1 vez ao ano, e caberá ao especialista avaliar a sua necessidade de exames de rastreio para a doença e periodicidade de consultas.

Leia também: Quais são os valores de referência do PSA?

Como é o tratamento para câncer de próstata?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O tratamento do câncer de próstata depende da extensão e estadiamento da doença. Na maioria das vezes é indicado tratamento cirúrgico com ressecção completa do tumor, acompanhado ou não de radioterapia, tratamento hormonal e/ou quimioterapia.

No caso do tumor em estágio inicial, restrito, bem delimitado em pacientes saudáveis, basta a cirurgia de ressecção completa e devido acompanhamento.

Nos casos mais avançados, mas ainda localizado, é incluído além da cirurgia, o tratamento hormonal ou radioterapia.

Nos casos de metástase, ou seja, quando o câncer já se espalhou para outros órgãos do corpo, o tratamento indicado é sobretudo com terapia hormonal ou quimioterapia.

Cirurgia

A cirurgia para tratar o câncer de próstata consiste na retirada completa da próstata (prostatectomia radical) e das vesículas seminais. Após a remoção da glândula, a bexiga é ligada ao canal da urina (uretra) com pontos e é colocada uma sonda para drenar a urina. A sonda é retirada depois de um período que varia entre uma e duas semanas.

Algumas complicações possíveis após a cirurgia são: a dificuldade na ereção, dificuldade em urinar e infertilidade, visto que os nervos responsáveis por essas ações, estão muito próximos da próstata e nem sempre é possível preservá-los durante o procedimento, principalmente quando existe a suspeita de invasão de tecidos vizinhos.

O procedimento cirúrgico pode ser realizado através de incisão abdominal (via aberta), pequenas incisões abdominais (laparoscopia) ou incisão na região entre o ânus e o saco escrotal (via perineal).

Radioterapia

A radioterapia consiste na aplicação de radiação na próstata. O tratamento pode ser feito por meio de radiação externa ou implantação de sementes radioativas na próstata (braquiterapia).

Terapia hormonal

Quando o câncer de próstata está avançado, mas continua localizado, ou seja, quando o tumor já cresceu além dos limites da próstata mas ainda não se espalhou para outras partes do corpo, o tratamento pode incluir a terapia hormonal.

O tratamento hormonal consiste em bloquear o hormônio testosterona antes, durante ou depois da cirurgia ou radioterapia. Isso porque o crescimento das células tumorais da próstata dependem do estímulo da testosterona. Portanto, bloquear o hormônio pode fazer o tumor regredir ou estabilizar (parar de crescer).

Quimioterapia

No caso de doença disseminada, atingindo outros órgãos do corpo (metástase), o tratamento de eleição costuma ser a hormonioterapia. Se o câncer de próstata não responder à terapia hormonal, a quimioterapia está indicada.

Campanha de conscientização do câncer de próstata

O rastreamento do câncer de próstata é realizado através do exame do toque retal e do exame de sangue para medir o PSA (antígeno prostático específico) anualmente. Se houver alteração no exame clínico e o PSA estiver aumentado, é realizada uma ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética. Porém, como a maioria dos tumores de próstata não aparece em exames de imagem, o diagnóstico só é confirmado através de biópsia.

Saiba mais em: Biópsia da próstata: como é feito o procedimento?

O câncer de próstata tem mais chances de cura quando é detectado na fase inicial, ou seja, quando o tumor ainda está localizado. Portanto, quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as probabilidades de cura.

Veja também: Câncer de próstata tem cura?

O médico urologista é o especialista responsável pelo tratamento do câncer de próstata. O tratamento é definido de acordo com o caso, levando em consideração os riscos e os benefícios para o paciente.

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Dra. Janyele Sales
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Não necessariamente, apenas com o resultado do exame não é possível dizer ou não se a pessoa tem tumor. O PSA pode estar aumentado por diferentes razões, como na Hiperplasia Prostática Benigna, presença de infecções ou inflamações prostáticas, traumas prostáticos ou uretrais, ou por conta da própria idade. Todos esses são motivos que podem levar a valores maiores de PSA.

Para saber qual a causa do aumento do valor do PSA é importante avaliar a presença de outros sintomas sugestivos de acometimento prostático como:

  • Dificuldade de urinar
  • Diminuição do jato de urina
  • Necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite
  • Sangue na urina

Na presença de sintomas o médico ainda pode realizar um toque retal para avaliar características da próstata ou solicitar exames complementares como a biópsia guiada por ultrassom para um diagnóstico mais preciso.

É valido ressaltar que atualmente o exame de PSA em pessoas assintomática e que não apresentam fator de risco aumentado para o câncer de próstata não está recomendado de forma rotineira, como rastreamento do câncer, isso porque as evidências científicas não demonstraram que os benefícios do rastreamento nessas condições superem os riscos.

Saiba o que é Hiperplasia Prostática Benigna em: O que é hiperplasia prostática?

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Qual o tratamento para hiperplasia prostática benigna?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

O tratamento para hiperplasia prostática benigna pode ser farmacológico (com medicamentos) ou cirúrgico, em casos mais graves da doença.

Após a avaliação inicial com anamnese (história clínica) detalhada, exame físico incluindo exame digital da próstata (toque retal), exame de urina e PSA, segue-se com a realização de um questionário (IPSS - International Prostate Symptom Score) que avalia os sintomas LUTS do paciente no último mês (citados acima) e fornece um escore que varia de 0 a 35 (paciente assintomático a muito sintomático).

Se o IPSS for menor do que 8, segue-se com observação clínica do paciente. Se for maior que 8, são realizados novos testes diagnósticos opcionais (fluxometria, resíduo pós-miccional).

Se o paciente preferir métodos não invasivos de tratamento, pode-se optar pela observação clínica ou terapia medicamentosa (alfa-bloqueadores, inibidores da 5-alfa redutase, fitoterápicos ou terapia combinada).

Se o paciente preferir o tratamento invasivo, são realizados novos exames opcionais e opta-se por uma técnica minimamente invasiva (termoterapia transuretral com microondas, ablação transuretral com agulha, endopróteses uretrais ou stents, dilatação uretral com balão, ultrassom focado de alta intensidade, coagulação intersticial com laser, termoterapia induzida com água ou injeção intra prostática de etanol).

Finalmente, pode ser realizado o tratamento cirúrgico "padrão ouro", a ressecção transuretral de próstata, que leva à melhora dos sintomas em torno de 85% após um ano e 75% após três anos, com melhora do fluxo urinário em cerca de 95%.

No caso de suspeita de HPB ou câncer de próstata, um médico urologista deve ser consultado o quanto antes, para avaliação e tratamento corretos.

Quais os sintomas da hiperplasia prostática benigna?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

A hiperplasia prostática benigna (HPB) normalmente se inicia em homens com mais de 40 anos e quando se associa a sintomas do trato urinário inferior (LUTS) pode provocar grande impacto na qualidade de vida. A hiperplasia do estroma e do epitélio da próstata pode provocar estreitamento da uretra prostática, com dificuldade para urinar.

Os sintomas da hiperplasia prostática benigna podem ser:

  • Obstrutivos (jato fraco, esforço para urinar, jato interrompido, hesitação, gotejamento, incontinência, esvaziamento);
  • Irritativos (urgência para urinar, polaciúria - ir várias vezes por dia ao banheiro e urinar pouco, dor suprapúbica, noctúria - mais de um episódio de micção à noite, entre outros).

O diagnóstico pode ser feito através da história clínica (presença de LUTS), exame físico detalhado, exame digital da próstata (toque retal), PSA e exame de urina, e complementado com biópsia de próstata, citologia urinária, entre outros, dependendo se a suspeita é de HPB ou câncer.

No caso de suspeita de HPB ou câncer de próstata, um médico urologista deve ser consultado o quanto antes, para avaliação e tratamento corretos.