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O que é antígeno prostático específico (PSA)?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O antígeno prostático específico (PSA) é uma proteína produzida pelas células da próstata.

O exame PSA é um exame de sangue que detecta os níveis dessa proteína. Sua indicação principal é de rastreio para o câncer de próstata, mas também é utilizado para monitorar os casos tratados para a doença, devido ao risco de recidiva do tumor.

O que é a próstata? Aonde está localizada?

A próstata é uma pequena glândula que faz parte do sistema reprodutor do homem. Está localizada abaixo da bexiga e produz um líquido que faz parte do sêmen.

Os homens geralmente têm um nível de PSA total baixo no sangue. O PSA total alto pode indicar o câncer de próstata, mas também outros problemas não-cancerígenos da próstata, como infecção ou aumento benigno da próstata (hiperplasia prostática benigna).

Para fins de acompanhamento e monitoramento, o exame de PSA é solicitado de rotina, para os homens que passaram pela cirurgia como tratamento do câncer, visto que os níveis de PSA total aumentam no caso de recidiva, muito antes de os sintomas retornarem, auxiliando no diagnóstico precoce.

Quais são os valores de referência do PSA?

O valor normal de PSA total deve estar abaixo de 4 ng/ml. Entretanto, para homens com até 50 anos de idade esse valor deve ser menor do que 2,5 ng/ml. Homens mais velhos costumam ter níveis de PSA um pouco mais altos do que homens jovens.

Avaliar os valores de antígeno prostático específico pode aumentar as chances de detectar o câncer de próstata num estágio inicial, oferecendo melhor tratamento. No entanto, existe um debate sobre quais são os valores que realmente indicam a presença do tumor. Não existe um resultado único todos os homens. Por isso, os resultados devem ser avaliados caso a caso.

Além disso, o resultado do exame PSA não é suficiente para diagnosticar o câncer de próstata. Somente com uma biópsia da próstata esse câncer pode ser confirmado.

PSA alto

Um nível de PSA alto, ou seja, acima de 4 ng/ml, está geralmente associado à presença de câncer de próstata. Contudo, apesar do PSA ser uma ferramenta importante para detectar a doença, ele não é confirmatório. Isso porque existem outras condições que aumentam o PSA, como:

  • Aumento da próstata (hiperplasia benigna);
  • Infecção da próstata (prostatite);
  • Infecção urinária;
  • Exames recentes da bexiga (cistoscopia) ou da próstata (biópsia);
  • Uso de cateter na bexiga (recente ou intermitente);
  • Ejaculação recente;
  • Traumas repetidos dias antes da coleta do exame (por exemplo no caso de motoqueiros e ou ciclistas).

Se os níveis de PSA estiverem mais altos do que o normal (acima de 4 ng/ml), o médico provavelmente irá solicitar outros exames de próstata, como toque retal, ultrassonografia, ressonância magnética e ou biópsia.

Leia também: Quando o PSA dá elevado significa um tumor?

Qual é a diferença entre PSA total e PSA livre?

O PSA total indica a quantidade total de antígeno prostático específico no sangue. Quando o resultado do exame de PSA total levanta dúvidas sobre a presença ou não de câncer de próstata (valores entre 2,5 ng/ml e 4 ng/ml), é então realizado o exame de PSA livre.

O PSA livre é um exame de PSA mais específico e serve para refinar o rastreio do câncer de próstata. O valor do PSA livre é dividido pelo valor do PSA total. A relação PSA livre/PSA total torna o diagnóstico do câncer de próstata mais preciso. Quanto menor o resultado da relação PSA livre/PSA total, maior é a probabilidade de câncer de próstata.

Como é o preparo para o exame de PSA?

Para fazer o exame de PSA, o homem não deve ter nenhuma ejaculação nas 24 horas que antecedem o exame de sangue. Evitar pequenos traumas, evitando o uso de motos ou bicicletas. Evitar exames urológicos dias antes do exame.

Pode haver mais orientações de acordo com o laboratório que irá realizar o seu exame, por isso siga rigorosamente todas as orientações, para que seu resultado seja o mais fidedigno possível.

Leia também: O que é hiperplasia prostática?

O médico urologista é o especialista responsável pela avaliação dos níveis de PSA.

Dor no pé da barriga em homens: as 10 causas mais comuns e como tratar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A dor no pé da barriga em homens é comum quando envolve a próstata e os testículos, mas também pode ser provocada por problemas do sistema urinário, intestinal ou outros órgãos do sistema reprodutivo.

O tratamento da dor no baixo ventre nos homens é feito de acordo com a sua causa. O médico urologista é o responsável por avaliar as causas e definir o tratamento mais indicado.

A seguir detalhamos um pouco mais as causas frequentes, para ajudar na identificação de sinais e sintomas que possam auxiliar o médico nesse diagnóstico.

1. Prostatite

A prostatite é uma inflamação da próstata, uma glândula que fica logo abaixo da bexiga que é responsável pela produção do sêmen.

Sintomas: É comum que os homens sintam dor no pé da barriga, na parte inferior das costas, no pênis, nos testículos e no períneo (região entre o escroto e o ânus). Além disso, pode ocorrer vontade de urinar frequentemente e com urgência, dor ao urinar, dificuldade ou dor com a ereção ou ejaculação e dor ao defecar. Quando causada por bactéria, o home pode ainda apresentar febre, calafrios e sangue na urina.

Como tratar?

O tratamento feito para aliviar os sintomas e tratar a inflamação incluem:

  • Massagem periódica da próstata: é feita pelo médico proctologista que coloca o dedo no reto para massagear a próstata,
  • Banhos de assento quente: conforme orientação médica,
  • Técnicas de relaxamento dos músculos pélvicos para aliviar as dores, de preferência, com acompanhamento de um fisioterapeuta,
  • Uso de laxantes, para aliviar a dor ao defecar,
  • Uso de analgésicos e anti-inflamatórios para alívio da dor e inflamação e
  • Antibióticos, em casos de prostatite bacteriana.

Quando a prostatite não é causada por bactérias, a sua cura é mais difícil e nem sempre acontece.

Em último caso, se mesmo com os tratamentos os sintomas piorarem, pode ser necessária a retirada parcial da próstata. Para escolher o tratamento mais adequado e seguro consulte um proctologista.

2. Orquite

A orquite é uma inflamação nos testículos que geralmente é provocada pelo vírus da caxumba e pode afetar ambos os testículos ou apenas um deles.

Sintomas: dor intensa no testículo afetado que irradia para o baixo ventre do mesmo lado, por exemplo, se o testículo inflamado for o esquerdo a dor é sentida no pé na barriga deste mesmo lado. Além da dor o homem pode sentir inchaço, vermelhidão, calor e sensação de peso nos testículos.

Como tratar?

A orquite é tratada com:

  • Repouso no leito,
  • Aplicação de bolsas de gelo sobre os testículos,
  • Analgésicos para aliviar a dor e antibióticos, quando causada por bactérias.

Devido à dor intensa, a orquite pode ser considerada uma urgência urológica. Nestes casos, procure uma unidade de emergência para alívio da dor e avaliação médica, de preferência, de um urologista.

3. Epididimite

A epididimite é uma inflamação do epidídimo, um órgão que tem forma de “C” que se localiza atrás do testículo e funciona como um ducto que coleta, armazena e transporta os espermatozoides produzidos no testículo até à próstata.

Sintomas: dor forte na região dos testículos que irradia para o pé da barriga acompanhada de inchaço, febre baixa e constante, calafrios, dor ao urinar e durante o ato sexual, ínguas na virilha e presença de sangue no sêmen.

Como tratar?

O tratamento da epididimite envolve uso de medicamentos e alguns cuidados simples como:

  • Manter o repouso,
  • Evitar pegar peso,
  • Aplicar compressas de gelo na área dos testículos,
  • Anti-inflamatórios e analgésicos para tratar a inflamação e amenizar a dor,
  • Antibióticos em caso de infecção bacteriana.

Como pode ser causada por infecções sexualmente transmissíveis, para prevenir a doença, use sempre camisinha nas relações sexuais. A avaliação de um urologista é indispensável ao tratamento da epididimite.

4. Vesiculite

A vesiculite (vesiculite aguda seminal) é a inflamação das vesículas seminais, glândulas que produzem o líquido seminal. Geralmente ocorre por infecção bacteriana, ou quando o homem desenvolve uma prostatite e não efetua o tratamento adequado.

Sintomas: dor no baixo ventre que piora após a ejaculação e irradia para virilha e região do períneo, vontade de urinar urgentemente, ardor ao urinar, dificuldade de esvaziar a bexiga, ejaculação prematura, presença de sangue no sangue e na urina, febre, calafrios e redução do desejo sexual.

Como tratar?

O tratamento da vesiculite envolve:

  • Repouso: para manter os movimentos intestinais e evitar a piora do quadro,
  • Manter uma dieta equilibrada e saudável sem alimentos condimentados e álcool,
  • Evitar relações sexuais durante o tratamento,
  • Uso de antibióticos, anti-inflamatórios e analgésicos conforme recomendação médica, a fim de tratar a infecção, inflamação e amenizar a dor.

Nos casos em que os sintomas persistem ou pioram, é necessário tratamento cirúrgico.

5. Estenose uretral

A estenose uretral é o estreitamento de uma parte da uretra que pode resultar em redução ou interrupção do fluxo urinário. As causas mais comuns são o trauma ou lesões na uretra e as infecções sexualmente transmissíveis.

Sintomas: diminuição do fluxo de urina, dificuldade e ardor ao urinar, jato espalhado ou duplo, gotejamento de urina após a micção, necessidade de urinar mais vezes ao dia, acordar à noite para urinar e, em alguns casos, incontinência urinária.

Como tratar?

A estenose uretral deve ser tratada em ambiente hospitalar. O procedimento mais simples para o seu tratamento consiste na introdução de uma sonda de plástico na uretra para causar a sua dilatação. Se este procedimento não tiver resultados positivos, pode ser necessária a realização de cirurgia.

Somente a avaliação de um urologista poderá definir a melhor forma de tratamento.

6. Torção testicular

A torção testicular ocorre quando o testículo torce sobre o cordão espermático e bloqueia a circulação sanguínea para o testículo. É uma emergência urológica que deve ser tratada em até 12 horas, pois este quadro pode causar lesão grave ou perda do testículo.

Sintomas: dor súbita e intensa em um dos testículos, inchaço do testículo afetado e dor na região do pé da barriga são os principais sintomas. O paciente também pode apresentar náuseas, vômitos, febre e vontade frequente de urinar.

Como tratar?

Por ser uma emergência em que, além da dor intensa, o homem corre o risco de perder o testículo é importante buscar atendimento em uma emergência hospitalar o mais rápido possível. O tratamento é cirúrgico e consiste em destorcer o cordão espermático para recuperar a circulação sanguínea para o testículo.

7. Hiperplasia prostática benigna

A hiperplasia prostática é um aumento do tamanho da próstata que não tem relação com câncer e, por este motivo, se diz que é benigna. O homem começa a sentir os sintomas quando a próstata bloqueia a fluxo de urina.

Sintomas: dor no pé da barriga, Dificuldade de iniciar a micção ou sensação de não ter esvaziado completamente a bexiga, dor no pé da barriga ou na região da pelve, necessidade de urinar mais vezes, geralmente, durante a noite (noctúria). Na medida em que a próstata vai crescendo os sintomas se tornam mais intensos e o paciente pode apresentar aumento da dor, presença de sangue urina e infecções frequentes.

Como tratar?

Geralmente, quando o homem apresenta poucos sintomas e acordam uma ou duas vezes à noite para urinar, não é necessário tratamento. Entretanto, é preciso acompanhamento com urologista para verificar o crescimento da próstata e realizar exame de PSA periodicamente.

Se houver sangue na urina, dor intensa no pé da barriga e infecção as opções de tratamento são:

  • Medicamentos para melhorar o fluxo de urina e para inibir os hormônios masculinos responsáveis pelo aumento do tamanho da próstata e
  • Cirurgia: é feita em último caso nos casos em que os medicamentos não tiveram eficácia e consiste na retirada de parte da próstata.
8. Síndrome da dor pós-vasectomia

A síndrome da dor pós-vasectomia é uma complicação da cirurgia de vasectomia, um método anticoncepcional definitivo efetuado nos homens que consiste em bloquear ou cortar os ductos que transportam os espermatozoides.

Sintomas: os homens com esta síndrome sentem dor constante ou intermitente (dor que vai e volta) em um ou em ambos os testículos. Esta dor irradia para o baixo ventre e pelve e se torna mais forte durante relação sexual, ereção e ejaculação, esforços físicos intensos e disfunção erétil.

Como tratar?

A dor pós-vasectomia tende a diminuir e desaparecer com o tempo e resultado de uma adaptação do corpo à cirurgia. Neste caso, recomenda-se:

  • Repouso,
  • Evitar esforço físico e
  • Evitar relações sexual.
  • Se a dor persistir é importante consultar o urologista para avaliar a região da cirurgia.
9. Hérnia inguinal

A hérnia inguinal se caracteriza pela saída de parte do intestino ou outro órgão abdominal através de uma abertura na parede abdominal na virilha. É mais comum em homens e pode se estender pela virilha e entrar no escroto.

Sintomas: as hérnias provocam uma protuberância na virilha ou no escroto que, inicialmente, não causam dor. Entretanto, a dor pode ocorrer de forma moderada no pé da barriga ou escroto na medida em que a pessoa se movimenta ou faz esforço físico.

Como tratar?

O tratamento da hérnia inguinal é feito com cirurgia. É importante que a hérnia seja avaliada o mais rapidamente possível por um cirurgião para evitar complicações com estrangulamento da hérnia e morte de parte do intestino.

10. Síndrome da dor pélvica

A síndrome da dor pélvica só ocorre em homens e é a dor, pressão ou desconforto localizada no baixo ventre, períneo, genitais que apresenta duração de mais de 3 meses. É também chamada de prostatite crônica não bacteriana, devido à longa duração da dor e pelo fato de não ser causada por bactérias.

Sintomas: dor no pé da barriga, pênis, testículos e região do períneo, dor ao urinar e ejacular, disfunção erétil, fluxo urinário lento e aumento da frequência urinária. Alguns pacientes também podem apresentar dores musculares e nas articulações e fadiga sem causa aparente.

Como tratar?

O tratamento da síndrome da dor pélvica é feito com base na avaliação, principalmente, da dor e da disfunção sexual. Além disso é indicado:

  • Aplicar compressas mornas na região genital,
  • Praticar exercícios de baixo impacto como natação e caminhadas,
  • Alimentar-se de forma saudável e equilibrada e
  • Usar medicamentos para dor neuropática (antidepressivos, opioides), antibióticos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares, de acordo com a indicação médica.
Quando devo me preocupar?

Alguns sintomas são sinais de alerta para que você busque rapidamente um serviço de saúde. Estes sintomas indicam situações que necessitam de intervenção rápida e incluem:

  • Dor intensa e de início súbito, principalmente, se afetar um ou ambos os testículos,
  • Inchaço (edema) nos testículos e/ou pênis,
  • Presença de sangue no sêmen ou urina,
  • Dor ao ejacular e
  • Dor durante ou depois do ato sexual.

Ao perceber estes sintomas procure uma emergência hospitalar o mais rápido possível. Os profissionais mais indicados para tratar estas doenças são o proctologista, urologista ou cirurgião geral.

Lembre-se que alguns destes problemas são causados por infecções sexualmente transmissíveis e podem ser evitados com o uso de camisinha.

Se você quer saber mais sobre dor no pé da barriga, leia

Dor incômoda no pé na barriga e vontade de urinar: o que pode ser?

Dor no pé da barriga: o que pode ser?

Referências

  • Bigan, T.; Wilson, N.; Bindler, R.; Daratha, K. Examining Risk for Persistent Pain among Adults with Overweight Status. Pain Management Nursing, 19(5): 549-556, 2018.
  • Federação Brasileira de Urologia
  • Kamboj, A.K.; Hoversten, P.; Oxentenko, A.S. Chronic Abdominal Wall Pain: A Common Yet Overlooked Etiology of Chronic Abdominal Pain. Mayo Clinic Proceedings, 94(1): 139-144, 2019.
  • Sociedade Brasileira de Proctologia
O que é o exame de PSA para câncer da próstata?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O exame de PSA (antígeno prostático específico) é um exame indicado para ajudar a diagnosticar e monitorar as doenças da próstata, como por exemplo o câncer.

Trata-se de um exame de sangue capaz de identificar os níveis de PSA, uma proteína produzida pela próstata. A próstata é uma pequena glândula que faz parte do sistema reprodutivo do homem, localizada embaixo da bexiga e responsável por produzir o líquido que compõe o sêmen.

Em geral, os homens apresentam um baixo nível de PSA no sangue. Quando o PSA está alto, pode ser um sinal de câncer de próstata. Porém, também podem indicar problemas não-cancerígenos da próstata, como infecção ou hiperplasia (aumento benigno da próstata).

Medir as taxas de PSA total pode aumentar a probabilidade de identificar um câncer de próstata na fase inicial. Contudo, não há um consenso sobre os valores para essa afirmação. Por isso, os resultados devem ser avaliados caso a caso, juntamente com outros fatores, como a idade, raça, uso de medicamentos, história familiar, entre outros.

Vale lembrar que os resultados do exame de PSA não são suficientes para diagnosticar o câncer de próstata. Somente com uma biópsia da próstata esse câncer pode ser confirmado.

Indicações de biópsia de próstata

A biópsia de próstata é um procedimento cirúrgico simples, que pode ser guiado por exames de imagem para maior exatidão. O procedimento consiste em retirar uma pequena amostra de tecido do órgão para análise em laboratório. As principais indicações para esse procedimento são:

  • Infecção de próstata de repetição, ou que não melhora com o tratamento medicamentoso;
  • PSA constantemente alto ou aumentando à medida que o teste é repetido;
  • Toque retal alterado;
  • Exame de PSA livre muito baixo (quanto mais baixo for o resultado do exame de PSA livre, maiores são as chances de câncer de próstata);
  • Exame de PCA-3 (teste genético, através do exame de urina, ainda em fase experimental);
  • Índice de Saúde da Próstata (PHI) aumentado.
    • O PHI é um teste de rastreio novo, com alta sensibilidade, realizado a partir da combinação de três testes sanguíneos (PSA, PSA livre e p2PSA), que tem evitado o número elevado de indicações desnecessárias de procedimentos cirúrgicos (biópsias).
Quando o exame de PSA é indicado?

Embora as indicações sejam controversas, a maioria concorda com as seguintes indicações: Investigar doenças da próstata, monitorar indivíduos que foram tratados para câncer de próstata, alterações no toque retal e presença de fatores de risco para desenvolver câncer de próstata.

Os principais fatores de risco são: história da doença na família (pai ou irmão), idade, uma vez que o câncer de próstata é mais comum em homens com mais de 50 anos e sinais e sintomas de alterações na próstata, como dor ao urinar, aumento do número de micções e dor pélvica ou nas costas.

Quais os valores normais de PSA?

O valor normal de PSA é de 4 ng/ml de sangue. Para a maioria dos homens com 50 anos ou menos, o PSA deve estar abaixo de 2,5. Homens mais velhos costumam ter níveis de PSA total um pouco mais altos do que homens jovens.

Leia também: Quais são os valores de referência do PSA?

PSA alto é sinal de câncer de próstata?

Um nível de PSA alto está associado a doenças de próstata como o câncer de próstata. Porém, como citado acima, pode se apresentar elevado em outras situações, como:

  • Aumento da próstata (hiperplasia benigna);
  • Traumatismo;
  • Infecção da próstata (prostatite);
  • Infecção urinária;
  • Exames recentes da bexiga (cistoscopia) ou da próstata (biópsia);
  • Colocação recente de cateter na bexiga;
  • Ejaculação ou relação sexual recente.

Saiba mais em: Quando o PSA dá elevado significa um tumor?

Como é o preparo para o exame de PSA?

Na maioria dos casos, não são necessários cuidados especiais para se preparar para o exame de PSA. Porém, é importante informar ao médico se está tomando algum medicamento, já que certas medicações podem baixar o nível de PSA.

Também é preciso abster-se de ejacular durante os 3 dias anteriores ao exame de sangue, pois a liberação de sêmen pode aumentar os níveis de PSA.

O médico urologista é o especialista indicado para prescrever e analisar os resultados do exame de PSA.

Também podem lhe interessar: Como é feito o exame PSA livre?