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Ansiedade

Estresse pós-traumático tem cura? Qual é o tratamento?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Estresse pós-traumático pode ter cura, embora o tratamento seja difícil e uma parte dos pacientes possam permanecer com sintomas por muitos anos, necessitando manter acompanhamento por tempo indeterminado.

Trata-se de um transtorno psicológico crônico, que ocorre após a exposição de eventos traumáticos graves, como participação em guerras; sofrer ou presenciar abusos e violências, seja sexual ou física; uma grande perda, como o falecimento de um familiar, entre outros.

Qual é o tratamento do estresse pós-traumático?

O tratamento deve ser realizado com:

  • Psicoterapia e
  • Medicamentos. Os Antidepressivos são os medicamentos de primeira escolha nesse caso, embora existam outras opções a serem associadas em casos mais graves.

Após 3 meses de tratamento, os sintomas do transtorno de estresse pós-traumático tendem a se estabilizar. Porém, a doença poderá retornar se houver novamente uma situação traumática ou que seja semelhante àquela que originou o estresse.

Em geral, a psicoterapia, através da terapia cognitivo-comportamental, é a primeira opção de tratamento para o estresse pós-traumático. Contudo, a medicação tem papel importante, principalmente no início do tratamento, minimizando os sintomas e auxiliando na adesão ao tratamento psicológico.

A escolha do tipo de medicamento depende de vários fatores, como a condição de saúde do paciente, presença de outros transtornos psiquiátricos ou doenças, efeitos colaterais da medicação, entre outros.

Atualmente os medicamentos mais indicados nesses casos são os antidepressivos Fluoxetina, Sertralina, Paroxetina e a Venlafaxina.

Muitas vezes é necessário incluir mais de um tipo de medicamento, especialmente quando não há resposta à terapia com antidepressivos ou em casos muito graves. Nesses casos está indicado a associação de antipsicóticos em doses baixas. Esses medicamentos coadjuvantes também atuam no tratamento dos transtornos do sono (insônia, pesadelos, terror noturno),da ansiedade, agitação e sintomas de agressividade.

Nos casos mais graves, os antipsicóticos devem ser iniciados de imediato, devido aos riscos e prejuízos à saúde física e mental do paciente.

Os benzodiazepínicos (ansiolíticos) não são recomendados para tratar o transtorno. Além de não terem eficácia comprovada nesse tipo de situação, podem causar ansiedade e insônia pelo efeito rebote. Quando prescritos, deve-se dar preferência aos de meia-vida longa para evitar o efeito rebote e não prolongar o uso por mais de 4 semanas.

Mesmo com a remissão completa dos sintomas, deve-se manter o tratamento do estresse pós-traumático por algum tempo. Lembrando que a manifestação dos sintomas é cíclica e pode piorar se a pessoa ficar exposta a situações que lembrem o trauma.

Não há um tempo definido de tratamento. Cabe ao médico psiquiatra e ao psicoterapeuta avaliarem o caso, de maneira que os medicamentos sejam retirados gradualmente e o tratamento não seja interrompido abruptamente nem se prolongue por tempo demasiado, quando o paciente já não apresenta sintomas.

Saiba mais em: O que é estresse pós-traumático e quais são os sintomas?

Gostaria saber qual médico recorrer? Sinto mal estar...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Seus problemas devem ser de origem emocional, minha opinião é que você procure um médico homeopata.

Procure um psiquiatra ou homeopata.

Transtorno de Ansiedade Social: Quais as causas e como tratar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Dentre as possíveis causas para o desenvolvimento do transtorno de ansiedade social estão os fatores genéticos e neurológicos, eventos traumáticos, timidez durante a infância, violência física e psicológica, entre outras.

O transtorno de ansiedade social normalmente começa gradualmente durante a infância, trazendo posteriormente graves prejuízos nas relações profissionais, sociais e afetivas do indivíduo.

Pessoas com transtorno de ansiedade social ou fobia social, como também é conhecido, apresentam um medo excessivo quando têm que desempenhar alguma tarefa em público, como falar, ou estar presentes em situações sociais.

O medo é decorrente do medo de serem humilhados ou serem vistos tendo comportamentos constrangedores em frente a outras pessoas.

Esses pacientes têm medo de serem avaliados de forma negativa pelos outros e sentem-se constrangidos, humilhados e envergonhados.

Leia também: Como identificar o transtorno de ansiedade social?

Tratamento

O tratamento do transtorno de ansiedade social é feito com psicoterapia e eventualmente medicamentos.

A psicoterapia é fundamental para o sucesso do tratamento. Dos métodos de psicoterapia utilizados para tratar o transtorno de ansiedade social, a terapia cognitivo-comportamental é a que tem se mostrado mais eficaz, com resultados rápidos e duradouros.

Saiba mais em:

Quais os sintomas dos transtornos de ansiedade?

Quais os tipos de transtorno de personalidade e suas características?

Como identificar o transtorno de ansiedade social?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O transtorno de ansiedade social, também conhecido como fobia social, caracteriza-se pelo medo exagerado e constante de situações sociais ou daquelas em que a pessoa precisa desempenhar alguma tarefa em público.

São indivíduos que têm medo de terem comportamentos humilhantes ou embaraçosos na presença de outras pessoas e serem desaprovados ou rejeitados por elas.

Também são excessivamente inibidas e críticas em relação a elas mesmas quando estão numa situação social que causa ansiedade, o que gera comportamentos tensos e rígidos, além de dificuldade de se expressar verbalmente, prejudicando a vida social do indivíduo.

Em alguns casos, o transtorno de ansiedade social pode gerar medo e desconforto somente em situações em que a pessoa tenha que desempenhar tarefas em público, como falar ou fazer alguma apresentação. Em outros, o medo está associado a qualquer situação social.

Transtorno da personalidade esquiva

Vale lembrar que grande parte dos indivíduos com transtorno de ansiedade social apresentam também transtorno da personalidade esquiva. Esse transtorno de personalidade tem como principais sintomas o medo excessivo de avaliações e os sentimentos de inadequação.

Pessoas com transtorno da personalidade esquiva evitam situações sociais em que tenham que estar em contato direto com outras pessoas devido ao medo da crítica ou da desaprovação.

Pela semelhança entre os sintomas, o transtorno da personalidade esquiva pode ser considerado uma forma mais grave do transtorno de ansiedade social.

Leia também: Como identificar alguém com transtorno da personalidade esquiva?; Qual é o tratamento para o transtorno da personalidade esquiva?

A fobia social afeta principalmente adolescentes e adultos jovens. Sem tratamento, esse tipo de transtorno de ansiedade pode não regredir ou desaparecer espontaneamente, trazendo graves prejuízos nas relações sociais da pessoa.

O tratamento é feito por psicólogos e psiquiatras, e inclui principalmente psicoterapia.

Saiba mais em:

Transtorno de ansiedade social: Quais as causas e como tratar?

Quais os tipos de transtorno de personalidade e suas características?

Quais os sintomas dos transtornos de ansiedade?

De repente parece que vou ter um ataque cardíaco...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Na verdade pela sua descrição parece mais um quadro de ansiedade, um transtorno ou síndrome de pânico e não uma depressão, deve procurar um médico psiquiatra.

Quando ansiosa e nervosa tenho fincadas nos dedos e pés...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Não fique ansiosa nem nervosa. Sem remédios a única maneira de conseguir isso é com a mudança de vida (eliminar o que te incomoda e colocar no lugar o que te faz bem), procure um psicólogo que ele pode te ajudar.

O que é Tripofobia e como saber se eu tenho? Tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Se ao visualizar buracos agrupados te causa sensação de medo incontrolável, angústia, choro, tremores e até crise de pânico e ansiedade, é possível que você tenha Tripofobia.

A tripofobia é um transtorno descrito como o medo de buracos (trypo vem do grego e significa buraco ou cavidade). A pessoa experimenta reações de repulsa e horror a superfícies ou imagens com buracos agrupados.

As sensações de desconforto e medo podem ser desencadeadas por se observar colmeias, bolhas e, até mesmo a superfície de um queijo suíço quando partido em pedaços, mas é ampliado se estes buracos estiverem na pele humana.

Sintomas da Tripofobia
  • Sensação de angústia
  • Mal-estar
  • Incômodo
  • Coceira
  • Arrepios
  • Formigamento
  • Tremores
  • Choro
  • Aumento da sudorese (suor)
  • Náuseas
  • Vômitos
  • Aumento da frequência cardíaca
  • Crise de Pânico
  • Crise de Ansiedade

A tripofobia se apresenta em diferentes níveis que vão desde de casos simples como asco e repulsa até à fobia moderada e extrema, na qual as pessoas não suportam ver uma imagem com buracos agrupados que lhe causam grande sensação de opressão.

Causas da Tripofobia

Arnold Wilkins e Geoff Cole foram os primeiros cientistas a estudar e descrever a Tripofobia. Em seu primeiro estudo, afirmam que o medo de formas geométricas e padrões irregulares pode se originar em instintos primitivos que associam buracos à iminência de perigo.

Para estes cientistas o efeito de aversão se intensifica quando existe uma relação entre a pessoa e a imagem observada, especialmente se essa afecção visual estiver relacionada ao corpo. A tripofobia, portanto, fica mais forte quando se observa a presença de buracos na pele. A natureza visual da tripofobia é uma dica importante para sua causa.

Os animais peçonhentos possuem o mesmo aspecto visual das imagens que provocam a tripofobia, o que provoca a sensação de perigo e desencadeia as reações psicológicas.

Deste modo, a pessoa identifica aquilo que lhe parece perigoso e sente a aversão e o medo, como um forma de defesa de si própria. Já trazemos esta reação, primitivamente marcada, em nosso registro psíquico como um meio de auto proteção.

Tripofobia tem cura?

Há diversas formas de tratar a tripofobia. Em alguns países é tratada como um transtorno de ansiedade. Estas terapias são feitas por psicólogos ou psiquiatras.

Terapia de exposição

Neste modo de tratamento a pessoa é exposta à situação temida. O estímulo gradual e progressivo ajuda a pessoa com tripofobia a controlar o seu próprio medo.

Dessensibilização sistemática

Nesta terapia, o manejo é feito a partir da imaginação do paciente. Se, deste modo ele não consegue controlar a ansiedade, outros métodos são buscados e esta técnica é interrompida momentaneamente.

Em ambas as terapias, se procura pouco a pouco resistir a períodos mais longos de exposição, buscando livrar a pessoa com tripofobia do seu medo.

Estes tratamentos podem ser associados:

  • à prática de atividade física para reduzir a ansiedade;
  • ao yoga e meditação;
  • uso de ansiolíticos (somente sob prescrição médica).

A tripofobia ainda não é descrita e nem reconhecida no Manual de Diagnósticos e Estatísticas de Transtornos Mentais. Entretanto, estudos mostram que 1 entre 4 pessoas no mundo têm este transtorno e que ele provoca limitações e traumas importantes na vida delas.

Para os corretos diagnósticos e tratamentos se deve procurar um psiquiatra ou psicólogo.

Saiba mais:

O que é o transtorno de ansiedade?

Como identificar uma crise de ansiedade

Quais os sintomas de ansiedade generalizada?

Os transtornos de ansiedade têm cura? Qual o tratamento?

Nos últimos meses eu não tenho sentido fome...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Precisa procurar um médico, a falta de apetite é somente um dos sintomas do seu problema de saúde, precisa tratar a doença toda e não somente um dos sintomas.

Leia também: Sinto muita fome: o que pode ser?