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Ansiedade

Para que serve e como usar escitalopram (oxalato de escitalopram)?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Oxalato de escitalopram é um medicamento antidepressivo indicado para o tratamento e prevenção da recaída ou recorrência da depressão, tratamento do transtorno do pânico, com ou sem agorafobia, tratamento do transtorno de ansiedade generalizada, do transtorno de ansiedade social ou tratamento do transtorno obsessivo compulsivo (TOC).

Como usar oxalato de escitalopram?Oxalato de Escitalopram comprimidos (10 mg e 20 mg)

Os comprimidos de oxalato de escitalopram podem ser ingeridos em qualquer momento do dia, com ou sem alimentos. Recomenda-se tomar o comprimido com água sem mastigá-los. É importante manter as tomadas sempre no mesmo horário diariamente.

Oxalato de Escitalopram gotas

Oxalato de escitalopram gotas pode ser administrado em qualquer hora do dia com água. Não há necessidade de ser ingerido durante as refeições, entretanto é importante tomar o medicamento todos os dias no mesmo horário.

Dosagem de oxalato de escitalopram comprimidos (10 mg e 20 mg) e oxalato de escitalopram gotas

A dosagem de oxalato de escitalopram comprimidos ou gotas é individualizada e depende do distúrbio a ser tratado (depressão, transtorno do pânico, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de ansiedade social ou transtorno obsessivo compulsivo).

O tratamento geralmente se inicia com a dose mais baixa durante a primeira semana até que a dose definitiva seja atingida ao final do primeiro mês. Avaliações periódicas são realizadas durante o tratamento para avaliar a evolução do quadro clínico, eficácia da medicação e, se necessário, ajustar a dosagem. A dose máxima diária de 20 mg não deve ser ultrapassada.

A duração do tratamento varia de pessoa para pessoa e, geralmente, sua duração mínima é de aproximadamente 6 meses. Entretanto, o tratamento pode ser prolongado.

Após o desaparecimento dos sintomas o tratamento com oxalato de escitalopram perdura com por alguns meses para reduzir o risco de reincidência dos transtornos. O término do tratamento deve ser cuidadosamente avaliado por um/a psiquiatra ou pelo/a médico/a que está acompanhando o/a paciente. A retirada da medicação deve ser feita de forma gradativa. O tratamento com escitalopram não deve ser suspenso bruscamente.

Contraindicações do oxalato de escitalopram

  • Pessoas alérgicas ao oxalato de escitalopram e/ou demais componentes da fórmula;
  • Idade inferior a 18 anos;
  • Mulheres grávidas ou que estão amamentando;
  • Tratamento concomitante com pimozida;
  • Portadores de arritmias cardíacas;
  • Tratamento concomitante com monoaminoxidase.
Precauções quanto ao uso de oxalato de escitalopram

Oxalato de escitalopram deve ser usado com cautela e com rigoroso acompanhamento médico em casos de:

  • Portadores de epilepsia ou de outros quadros convulsivos;
  • Pessoas com ansiedade paradoxal;
  • Pacientes com histórico de mania/hipomania;
  • Portadores de diabetes;
  • Pessoas com doenças coronarianas;
  • Portadores de arritmias cardíacas;
  • Evitar o uso concomitante com fitoterápicos da erva de São João (Hypericum perforatum);
  • Pessoas em uso de escitalopram devem ser monitoradas quanto ao risco de suicídio, pensamentos suicidas ou piora do quadro clínico;
  • Evitar usar bebida alcoólica durante o tratamento com oxalato de escitalopram;
  • Evitar dirigir veículos ou operar máquinas no início do tratamento até saber como oxalato de escitalopram influenciará na sua capacidade de atenção e habilidades.
Efeitos colaterais de oxalato de escitalopram
  • Cefaleia;
  • Náusea:
  • Redução ou aumento do apetite;
  • Aumento de peso;
  • Ansiedade;
  • Inquietação;
  • Sonhos anormais;
  • Redução da libido;
  • Anorgasmia feminina (incapacidade de chegar ao orgasmo mesmo com excitação);
  • Insônia;
  • Sonolência;
  • Tontura;
  • Parestesia (sensação de dormência e ou formigamento);
  • Tremores;
  • Sinusite;
  • Diarreia;
  • Constipação;
  • Vômitos;
  • Boca seca;
  • Sudorese;
  • Artralgias;
  • Mialgias;
  • Distúrbios de ejaculação e impotência masculina;
  • Fadiga;
  • Febre.

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Serotonina: o que significa serotonina elevada ou serotonina baixa?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

A serotonina é um importante neurotransmissor para o bom funcionamento do organismo humano. É responsável pela condução do impulso nervoso de um neurônio a outro e também é conhecida como o hormônio de felicidade.

Desempenha funções relevantes: ajuda a regular o funcionamento dos sistemas gastrointestinal, cardiovascular e da função cerebral, é um regulador do sono e do humor e é essencial para o bom funcionamento da memória e da capacidade de atenção.

Elevadas ou baixas concentrações de serotonina provocam alterações emocionais, motoras e nas funções orgânicas.

Serotonina elevada ou Síndrome da Serotonina

O excesso de serotonina na corrente sanguínea é comumente ligado ao uso de medicamentos que inibem a sua captação. Pessoas que fazem tratamento de depressão estão mais expostas à esta síndrome.

O sintomas podem ser leves ou graves.

Sintomas leves
  • Náusea;
  • Diarreia;
  • Disfunção erétil;
  • Tremores;
  • Aumento dos batimentos cardíacos;
  • Elevação da pressão arterial;
  • Inquietação;
  • Confusão mental;
  • Dilatação das pupilas;
  • Perda de coordenação;
  • Dificuldade de concentração;
  • Aumento da transpiração;
  • Dores de cabeça;
  • Enxaqueca;
  • Episódios de alucinação.
Sintomas Graves

Estes sintomas ocorrem quando os níveis de serotonina estão muito altos.

  • Batimentos cardíacos irregulares;
  • Febre alta;
  • Episódios de convulsão;
  • Inconsciência.

Ao perceber este sintomas o/a médico/a deve ser contactado imediatamente, pois há risco de morte.

Como reduzir os níveis sanguíneos de serotonina?
  • Ajustar a alimentação: adotar um plano alimentar rico em proteínas e de baixo carboidratos;
  • Uso de medicamentos que auxiliam na redução dos níveis de serotonina no organismo: estes medicamentos devem ser prescritos obrigatoriamente pelo/a médico/a.
Sintomas de deficiência de serotonina (serotonina baixa)

Níveis baixos de serotonina podem desencadear os seguintes sintomas:

  • Sensação de cansaço;
  • Impaciência;
  • Irritabilidade;
  • Sonolência durante o dia;
  • Inibição da libido;
  • Mau humor, especialmente, pela manhã;
  • Vontade de comer doces;
  • Necessidade de comer a todo momento;
  • Dificuldade de concentração;
  • Perda de memória.

Em casos mais graves, provoca:

  • Episódios de ansiedade;
  • Tristeza e isolamento social;
  • Alterações do sono;
  • Aumento de peso;
  • Depressão.

É importante comunicar ao médico a presença deste sintomas para uma orientação e adoção de conduta adequada.

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Como aumentar os níveis sanguíneos de serotonina?
  • Alimentação adequada: adotar uma alimentação rica em carboidratos;
  • Ingerir alimentos ricos em triptofanos: banana, ovos, carnes magras, chocolate amargo, leite e derivados e cereais integrais;
  • Praticar de atividade física;
  • Tomar sol;
  • Praticar meditação;
  • Usar suplementos de serotonina: estes suplementos devem ser utilizados mediante orientação médica.
Pilates: posso fazer? Quais os benefícios?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

O pilates pode ser praticado por todas as pessoas, desde que bem orientado. É uma modalidade de atividade física que tem como objetivo estreitar a relação corpo-mente, fortalecer e alongar os músculos, melhorar o equilíbrio, reduzir dores musculares e articulares e aprimorar a coordenação motora. Deste modo, contribui para a promoção da saúde geral e da qualidade de vida.

Os princípios do pilates são a centralização da força, concentração, precisão, fluidez, controle e respiração. Foi influenciado pelo Yoga, meditação e artes marciais.

Foi desenvolvido por Joseph Pilates durante a Primeira Guerra Mundial para reabilitar os feridos. O método foi aperfeiçoado dentro de uma campo de concentração.

9 Benefícios do Pilates1. Desenvolvimento de consciência corporal e capacidade de concentração

Em todas as suas atividades, o pilates solicita a conscientização de cada parte do nosso corpo movimentando-o no espaço. Ao estimular a lateralidade (direita e esquerda) e o equilíbrio, permite exercitar diferentes orientações espaciais – de lado, de frente, de barriga para cima, de barriga para baixo, de pé – e isto possibilita o ganho de consciência sobre o próprio corpo. Estes exercícios exigem consciência de si mesmo.

O pilates exige também que, durante a prática, a pessoa esteja completamente focada nos movimentos o que possibilita afastar pensamentos externos e favorece a concentração.

2. Controle da respiração

Durante a prática de pilates, reaprendemos a respirar corretamente. Na medida em que nos tornamos adultos, nossa respiração tende a ficar mais curta e superficial. O Pilates reeduca a respiração para uma melhor expansão dos pulmões e, por consequência, melhor oxigenação.

3. Realinhamento postural

A ativação da musculatura profunda do tronco, dos músculos posturais e das articulações destas musculaturas é continuamente solicitada durante a realização dos exercícios de pilates. O uso correto da respiração e dos músculos do centro do corpo promovem a correção da postura.

4. Melhora a coordenação motora e o equilíbrio

Por trazer maior consciência corporal e melhor capacidade de movimentação espacial, o pilates aprimora a coordenação motora e o equilíbrio.

5. Aumento da flexibilidade

Os movimentos executados durante uma aula de pilates favorecem o ganho de amplitude das articulações, o que chamamos de flexibilidade. Na medida em que se efetua estes movimentos, a flexibilidade é ampliada e isto ajuda também no alongamento dos músculos.

6. Fortalecimento da região central do corpo

Um dos princípios do pilates é a centralização da força. Consiste no fortalecimento da musculatura do tronco, especialmente dos músculos do abdômen, a parte mais importante do corpo para esta prática. Estes músculos são os transversos abdominais, o diafragma, o períneo e o multífido. A energia necessária à prática do pilates se origina nestes músculos.

Além disto, esta musculatura sustenta a coluna vertebral, os órgãos abdominais e são responsáveis pela manutenção da boa postura. Eles formam um cilindro de estabilidade em torno da cintura.

7. Ganho de massa muscular

Quando o pilates é efetuado em aparelhos com molas, a resistência oferecida por elas durante a execução dos movimentos solicita da musculatura uma maior força e, assim, promove-se o ganho de certa massa muscular.

8. Perda de peso

Apesar de a perda calórica não ser um objeto central para o pilates, esta atividade ajuda a emagrecer. Isto ocorre por meio da prática por tempo prolongado e de forma disciplinada. O Pilates aumenta o metabolismo por meio da respiração e tonificação muscular. Vale reforçar que o Pilates auxilia na perda de peso e não o faz por si só, até porque seu gasto calórico é de médio a baixo e depende da frequência e intensidade da prática. É importante aliar ao Pilates, uma alimentação saudável.

9. Remodelação do nosso corpo

A fluidez, a integração dos movimentos e a flexibilidade exigidas pelo pilates são ferramentas que ajudam a remodelar e reorganizar as forças do corpo.

Quem pode praticar Pilates?

  • Mulheres grávidas podem praticar pilates desde que sejam bem orientadas em relação às posturas que podem executar;
  • Pessoas de qualquer idade podem praticar pilates: por ser uma atividade de baixo impacto, não há contraindicações para crianças e idosos;
  • Indicado para esportistas e bailarinos;
  • Pessoas que precisam reabilitar-se de problemas ósseos ou articulares;
  • Pessoas que buscam aumentar a concentração.

Antes de iniciar o pilates, assim como qualquer outra atividade física, é importante efetuar uma avaliação criteriosa a fim de identificar restrições ou limitação de movimentos, evitando lesões. Por meio desta avaliação também é possível perceber as facilidades na mobilidade de articulações e músculos o que pode ser utilizado para ampliar os potenciais durante a prática.

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Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

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Dr. Charles Schwambach
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A causa mais comum para esse tipo de sintoma é ansiedade ou síndrome de pânico.