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Dor no estômago na gravidez é normal?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, na maioria das vezes, a dor no estômago na gravidez é normal. A dor de estômago é um sintoma muito comum durante a gestação e está relacionada ao aumento de determinados hormônios, alterações psicossomáticas e alterações anatômicas próprias da gravidez.

Durante a gravidez, o estômago passa a produzir maior quantidade de enzimas digestivas e ácido. Além disso, com o seu avanço, ocorre o aumento do tamanho do útero, empurrando o estômago para cima, o que favorece a ocorrência de refluxo gastroesofágico, e os sintomas de dor e queimação.

Para reduzir o sintoma, é importante diminuir o tamanho das porções de alimentos ingeridas, ou seja, comer menor quantidade de alimentos em cada refeição e realizar mais refeições por dia. Outra medida que reduz os sintomas, é não ingerir líquidos durante a refeição, evitando a dilatação do estômago.

Alimentos gordurosos e pesados também têm a digestão mais lenta, mais dificultada, o que pode prejudicar ainda mais os sintomas.

Em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicação para aliviar as queixas.

Dor no estômago durante a gravidez pode ser intoxicação alimentar?

Se a dor no estômago vier acompanhada de diarreia, pode ser um sintoma de intoxicação alimentar, infecção no estômago ou no intestino. Nesses casos, recomenda-se manter uma boa hidratação para repor os líquidos que estão sendo perdidos, evitar alimentos gordurosos e apimentados e entrar em contato com médico/a obstetra assistente.

Se houver presença de sangue nas fezes, vômitos e ou febre, recomenda-se procurar um serviço de saúde para avaliação de emergência.

Dor no estômago durante a gravidez pode ser gastrite?

Dor no estômago acompanhada de náusea e queimação pode ter como causa uma gastrite sim. A gastrite é uma inflamação generalizada na parede do estômago, que pode causar edema e feridas superficiais.

O principal sintoma da gastrite é a dor constante no estômago em queimação, sobretudo na “boca do estômago”. A dor geralmente melhora quando a pessoa come e piora com o estresse.

Outros sintomas da gastrite incluem azia, perda de apetite, náuseas e vômitos.

A gastrite tem como uma das principais causas o aumento da produção de ácido gástrico, o que aumenta a acidez do trato digestivo alto, principalmente do estômago. O ácido gástrico em grande quantidade agride a mucosa que reveste a parede interna do órgão, causado uma reação inflamatória.

Porém, a gastrite também pode ser causada pela bactéria Helicobacter pylori, uma bactéria comum no estômago de cerca de 50% da população. A H. pylori também tem a capacidade de aumentar a acidez do suco gástrico, gerando um processo inflamatório da mucosa do estômago.

Outras causas conhecidas para dor no estômago são o estresse, uso de medicamentos, jejum prolongado, entre outras.

Para tratar a dor no estômago durante a gravidez, consulte seu/sua médico/a obstetra ou médico de família para identificar a causa e iniciar um tratamento adequado.

Corrimento amarelo, o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Corrimento amarelo com odor forte ou sintomas de coceira e dor ao urinar, pode ser sinal de infecção vaginal (vaginose), de origem bacteriana ou causada por protozoários (Tricomoníase).

Entretanto, corrimento amarelo-claro, sem cheiro, ou outros sintomas, pode sinalizar o início de uma gravidez, principalmente se estiver com atraso menstrual.

Para ter certeza é preciso uma avaliação pelo ginecologista. De toda forma, entenda um pouco mais sobre cada uma das situações.

Vaginose bacteriana

Na vaginose bacteriana, ocorre uma alteração da flora vaginal normal, com aumento de algumas bactérias, geralmente Gardnerella vaginalis, ocasionado a infecção. Nem sempre apresenta sintomas, mas quando ocorre, geralmente são: corrimento vaginal de cor amarela, branca ou acinzentada, com odor desagradável (peixe podre), ardência ao urinar e coceira na vagina.

O tratamento deve ser feito com antibióticos, em pomada e/ ou comprimidos, dependendo do grau da infecção e das condições de saúde da mulher.

A melhor maneira de evitar a vaginose bacteriana é:

  • evitar fazer duchas vaginais;
  • limitar o número de parceiros;
  • usar preservativo sempre, em todas as relações;
  • procurar fazer exames ginecológicos uma vez ao ano, no mínimo.
Tricomoníase

Na tricomoníase, o agente etiológico (causador da doença) é o protozoário Trichomonas vaginalis, cuja transmissão ocorre através do contato íntimo sem preservativo, ou seja, uma infecção sexualmente transmissível. Nesse caso, os sintomas são de: corrimento acinzentado, com mau cheiro, por vezes espumoso, dispareunia (dor nas relações sexuais) e disúria (dor ao urinar).

O tratamento da tricomoníase também é feito com antibióticos, e deve envolver ambos os parceiros. O tratamento é desaconselhado durante a gravidez.

Para evitar a doença, use sempre preservativos de barreira, como a camisinha, durante as relações sexuais.

Gravidez

No início da gestação, devido ao aumento de hormônios no sangue e aumento da vascularização do útero e órgãos sexuais femininos, não é raro a mulher apresentar algum tipo de corrimento.

O corrimento amarelado, ou amarelo-claro, sem cheiro ou coceira local, pode ser um dos sintomas iniciais da gravidez. O corrimento rosado ou amarronzado, em pequena quantidade, que dura de 2 a 3 dias, também pode ser um sinal, chamado de sangramento de nidação, que ocorre pela implantação do embrião na parede do útero.

Sendo assim, sempre que ocorrer sangramento ou corrimento, de qualquer cor ou tipo, procure imediatamente um ginecologista para avaliação. Ele poderá fazer o exame para averiguar se você está grávida ou não e lhe dar o tratamento e orientações ideais e serem seguidas.

Leia mais sobre esse assunto, nos artigos:

Inchaço nos pés: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O inchaço nos pés ocorre devido ao acúmulo de líquido nos tecidos abaixo da pele e isso pode ter muitas causas. As mais comuns incluem: permanecer muito tempo em pé ou sentado, excesso de peso, idade avançada, gravidez, período menstrual. Porém, os pés inchados também podem ser sinal de doenças graves, como insuficiência cardíaca, renal ou hepática.

Quais as causas de inchaço nos pés? Gravidez

Na gravidez, o inchaço nos pés é comum devido à retenção de líquidos que ocorre nesse período. Contudo, se o inchaço for excessivo e vier acompanhado de pressão alta, após a 20ª semana de gestação, pode ser sinal de pré-eclâmpsia e precisa de um acompanhamento cuidadoso durante o pré-natal.

Problemas renais

Pés inchados acompanhados de diminuição do volume de urina pode ser sinal de problemas renais. Nesse caso, o edema também pode afetar a face e a pessoa também pode apresentar fraqueza, náuseas e perda de peso.

Insuficiência cardíaca

Quando o inchaço nos pés tem como causa insuficiência cardíaca, pode haver falta de ar e palpitações. O edema normalmente começa nos tornozelos e pés e surge no final da tarde, progredindo para pernas e coxas, podendo chegar até à região genital.

Insuficiência venosa

Na insuficiência venosa crônica, o inchaço normalmente acomete de forma assimétrica os pés ou pernas, aumenta durante o dia e melhora com a elevação das pernas. Normalmente há presença de varizes e a pele das pernas pode ficar mais escura.

Trombose venosa profunda

Uma causa grave de pés inchados é a trombose venosa profunda, devido ao risco de embolismo pulmonar que podo levar à morte. Costuma atingir apenas um membro inferior e provocar calor e vermelhidão local, além de inchaço. As panturrilhas também podem ficar endurecidas.

Outras possíveis causas de inchaço nos pés:
  • Hipoproteinemia (redução da concentração de proteínas do sangue): O edema pode ser generalizado;
  • Cirrose hepática: Edema generalizado, com início na região abdominal, passando depois para as pernas;
  • Linfedema: Muitas vezes o edema afeta as duas pernas e sua principal característica é ser endurecido e não melhorar com a elevação dos membros;
  • Alergias: O edema também pode afetar a face;
  • Alterações hormonais (ciclo menstrual): Atinge tornozelos, pernas e mãos;
  • Uso de medicamentos anti-inflamatórios.
O que fazer para diminuir o inchaço nos pés? Elevar as pernas

Uma forma de aliviar o edema nos pés é elevar as pernas, pois ajuda o sangue a voltar para o coração. Para isso, a pessoa deve deitar-se de barriga para cima e deixar as pernas apoiadas sobre uma almofada grande, ou em qualquer outro apoio, de maneira que os pés fiquem acima do nível do coração. As pernas devem ficar elevadas durante 15 a 20 minutos.

Usar meias elásticas

Quem fica em pé por longos períodos pode usar meias elásticas, pois favorecem o retorno do sangue para o coração.

Repouso e menos sal

Fazer repouso e diminuir o consumo de sal também pode ajudar a aliviar o inchaço nos pés.

Movimentar pernas e pés

Durante uma viagem prolongada ou no trabalho, é importante levantar-se pelo menos a cada uma hora e movimentar as pernas e os pés. Esses cuidados ajudam a aliviar os pés inchados e previnem também a formação de coágulos.

Em caso de inchaço nos pés, consulte um médico clínico geral ou um médico de família para que a causa do edema seja devidamente diagnosticada e tratada.

Gosto amargo na boca durante a gravidez. O que pode ser?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Gosto amargo na boca durante a gravidez geralmente decorre de alterações hormonais que ocorrem neste período e pode ou não ocorrer, depende da mulher. Medicamente denominado como disgeusia (distorção ou diminuição do paladar) é um efeito colateral desagradável e irritante de uma gravidez normal, embora não ocorra em todas as gestações. Suas causas ainda não são determinadas com absoluta certeza, mas há muitas teorias que procuram explicar as razões pelas quais algumas mulheres experimentam um gosto desagradável, azedo, amargo, ácido ou metálico na boca durante a gravidez.

Na gestação normal, o corpo sofre uma série de alterações nos níveis hormonais que podem afetar os sentidos do olfato e paladar (acredita-se que o aumento da produção de estrógeno desempenhe um papel importante). Alguns estudos também mostram que as papilas gustativas na língua crescem mais durante a gestação, o que provocaria a alteração gustativa. O uso de vitaminas pré-natais, pílulas hormonais e antibióticos, entre outros medicamentos, durante a gravidez também pode causar como efeito colateral um gosto ruim ou metálico na boca.

Para minimizar este sintoma, recomenda-se escovar os dentes frequentemente com pasta de dente de hortelã, gargarejar com soluções diluídas de bicarbonato de sódio e água, preparados pela mistura de 1/4 colher de sopa de soda de cozimento com uma xícara de água (neutraliza o nível de pH no interior da boca), mastigar ou chupar balas ou gomas; frutas cítricas, sucos, limonadas (o citrino presente nesses alimentos neutraliza o sabor metálico e também aumenta a produção de saliva que podem tirar o gosto). Finalmente, beber bastante água, que não só irá mantê-la hidratada, mas também irá ajudar na eliminação das toxinas do corpo.  O gosto ruim na boca durante a gravidez não é um problema de saúde grave e não causará a você ou seu bebê qualquer dano. No entanto, pode incomodar, e os meios acima descritos minimizam este sintoma. De qualquer forma, é importante consultar o seu médico ginecologista para que ele esteja sempre informado de seus sintomas, possa diagnosticar a causa subjacente (se houver alguma, não fisiológica) e prescrever-lhe um tratamento.  

Urina com mau cheiro, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Urina com mau cheiro e odor fétido pode ser sinal de infecção por bactérias ou de desidratação por pouca ingestão de água. Muita concentração de ureia deixa a urina com mau cheiro e odor forte. Normalmente, isso ocorre quando a urina está pouco diluída devido à desidratação, o que se nota facilmente na sua cor, que fica amarela forte ou até marrom.

Se a urina estiver bem diluída, ou seja, com uma cor amarela bem clara ou incolor, mas ainda assim tiver um odor forte, pode ser indicativo de presença de bactérias que metabolizam a amônia.

Por isso, se a urina com mau cheiro vier acompanhada de outros sinais e sintomas como febre, calafrios e ardência ao urinar, pode indicar a presença de uma infecção urinária. Infecções da uretra também podem causar mau cheiro na urina, principalmente se este vier acompanhado de um corrimento uretral.

O que pode alterar o cheiro da urina?

Algumas condições que podem alterar o cheiro da urina incluem:

  • Fístula da bexiga;
  • Infecção da bexiga;
  • Falta de líquido no corpo (a urina concentrada pode cheirar a amônia);
  • Diabetes mal controlado (urina com cheiro doce);
  • Insuficiência e doença hepáticas, certos distúrbios metabólicos (cheiro de mofo na urina);
  • Corpos cetônicos na urina (comum em casos de diabetes);
  • Alguns alimentos e medicamentos, incluindo vitaminas.

Pessoas saudáveis e que bebem quantidades adequadas de líquido geralmente não apresentam urina com mau cheiro. Nesses casos, a maioria das alterações no cheiro da urina não é sinal de doença e desaparece com o tempo.

Contudo, se após aumentar a ingestão de água (pelo menos 2 litros por dia) a urina continuar com mau cheiro, o mais indicado é procurar um/a clínico/a geral ou médico da família para investigação.

Dor no cóccix: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Dor no cóccix, principalmente ao sentar e levantar, pode ter várias causas. As mais comuns são: instabilidade do cóccix, espícula óssea no cóccix, cóccix desalinhado, cóccix rígido, espasmos musculares e cisto pilonidal sacrococcígeo. Outras possíveis causas de dor no cóccix incluem tumores na região, degeneração de discos lombares e aracnoidite de nervos sacrais.

O cóccix é um osso localizado no final da coluna vertebral, abaixo do sacro, formado por 4 ou 5 pequenos ossos bem superficiais, sobretudo em pessoas com pouca gordura e músculos no local.

Instabilidade do cóccix

É a principal causa de dor no cóccix, que faz com que o cóccix se desloque mais do que é normal quando a pessoa muda de posição, como se sentar ou levantar.

Essa instabilidade do cóccix por ter como causa: traumas (pancada), quedas, parto normal, acidentes de carro e ação do hormônio relaxina, produzido durante a gravidez.

Traumas

A dor no cóccix causada por traumas (pancadas) geralmente surge depois de uma queda com traumatismo no local. As dores nesses casos podem ou não estar associadas a fraturas.

Após o traumatismo, a dor tende a melhorar em duas semanas com analgésicos e proteção local. Quando há fratura, a dor pode demorar até 3 meses para passar. Quando a dor se torna crônica, pode necessitar de fisioterapia, infiltrações ou cirurgia.

Quando a causa da dor no cóccix não é traumática, normalmente está relacionada com distúrbios posturais ao sentar e mobilidade excessiva do cóccix.

Nesses casos, a dor pode surgir depois de viagens longas, períodos em que a pessoa ficou sentada por muito tempo em locais rígidos ou desconfortáveis ou ainda depois de algum exercício físico, uma vez que o local é um ponto importante de inserção de músculos e ligamentos.

Gravidez

Durante a gravidez, a ação dos hormônios provoca frouxidão dos ligamentos, o que aumenta a mobilidade do cóccix e a ocorrência de dor.

Parto normal

No caso do parto normal, principalmente se o parto for difícil e houver necessidade de usar o fórceps, a pressão no cóccix pode causar dor. Em geral, a dor no cóccix resultante do parto normal é causada por alguma contusão óssea ou lesão no ligamento.

Espícula óssea no cóccix

As espículas são redes finas de fibras com depósitos calcificados entrelaçados e só podem ser vistas em radiografias de boa qualidade ou exames de imagem com melhor definição.

Cóccix desalinhado

Se o cóccix estiver virado para um dos lados ao invés de estar na linha média do corpo, pode causar dor.

Cóccix rígido

Ao se sentar, o cóccix sofre uma ligeira flexão. Porém, se estiver rígido pode causar dor.

Espasmos musculares

Algumas disfunções musculares causam espasmos em determinados músculos do assoalho pélvico, provocando dor. Um deles é o anococcígeo, que está ligado ao cóccix.

Cisto pilonidal sacrococcígeo

Trata-se de um cisto ou abscesso na região do cóccix que pode conter restos de pelos. Se o cisto estiver inflamado, pode formar pus e vazar, causando bastante dor quando a pessoa está sentada. Se inflamar constantemente ou aumentar de tamanho, deve ser removido através de cirurgia.

Qual o tratamento para dor no cóccix?

O tratamento para dor no cóccix é feito com medicamentos anti-inflamatórios, banhos de assento com água quente, proteção almofadada para se sentar, fisioterapia, infiltrações com corticoide (quando os outros tratamentos não melhoram o quadro) ou remoção completa do cóccix através de cirurgia, se os restantes tratamentos falharem.

O tratamento inicial da dor no cóccix é feito com medicamentos, fisioterapia e proteção do local, que pode ser feita com almofadas especiais.

Quando o tratamento conservador não melhora a dor no cóccix, pode ser indicada infiltração com anestésico e corticoide no local e no gânglio que inerva a região. A infiltração alivia a dor no cóccix e reduz a inflamação no local. Ao sair da crise, a pessoa pode começar a reabilitação.

Em caso de dor no cóccix, você pode procurar o/a médico de família, clínico/a geral ou ortopedista.

Visão turva ou embaçada: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Visão turva ou embaçada pode ser sinal de diversas doenças ou condições, que vão desde miopia, e outras doenças oftalmológicas, até um caso detumor cerebral, passando ainda por diabetes, hipertensão ou pressão baixa, catarata, glaucoma, enxaqueca, entre outras.

A conduta vai depender de qual é a causa desse sintoma, que no caso de persistência deve ser avaliado e definido por um médico clínico geral ou especialista, como o oftalmologista.

Algumas possíveis causas de visão turva ou embaçada:

  • Pressão arterial alta ou muito baixa;
  • Glicose baixa, principalmente em diabéticos e gestantes;
  • Crise de enxaqueca;
  • Degeneração macular: Doença que provoca perda da visão na mácula, que é a região da retina responsável pela captação de detalhes;
  • Catarata: A visão fica embaçada devido à perda de transparência do cristalino do olho, que fica opaco;
  • Olhos secos;
  • Presença de corpo estranho no olho;
  • Lesão no olho, por trauma por exemplo;
  • Miopia: Dificuldade em focar objetos que estão longe;
  • Necessidade de usar óculos (ou lentes) ou apenas de ajustar o grau dos óculos (ou das lentes) já em uso;
  • Hipermetropia: Dificuldade em focar objetos próximos;
  • Infecção ou lesão da córnea;
  • Glaucoma: Doença que danifica o nervo óptico, muitas vezes devido ao aumento da pressão no olho;
  • Descolamento de retina: Descolamento da camada do olho que é sensível à luz;
  • Neurite óptica: Inflamação do nervo óptico.

Leia também: Problemas de visão durante a gravidez são comuns?

Uma forma de identificar a causa da visão turva ou embaçada é verificar se ela vem acompanhada de outros sintomas:

  • Visão turva ou embaçada, com dor súbita nos olhos, vermelhidão, náuseas e vômitos: Podem indicar um ataque súbito de glaucoma de ângulo estreito, que pode danificar permanentemente o nervo óptico. É necessário um tratamento imediato para evitar a perda permanente da visão;
  • Visão turva ou embaçada, com "halos" em volta das luzes à noite, dificuldade de ver cores brilhantes, que aumenta lenta e progressivamente: Estes sintomas podem ser sinal de catarata, que tende a piorar gradualmente ao longo do tempo. O cristalino vai ficando cada vez mais embaçado com o envelhecimento, levando à cegueira. A única forma de evitá-la é através da cirurgia de catarata, que substitui o cristalino opaco por uma lente artificial;
  • Visão turva ou embaçada, pontos cegos e moscas volantes no campo de visão: Pode ser retinopatia diabética, doença que acomete pacientes diabéticos. Para evitar problemas na visão, é essencial que seja feito exames oftalmológicos de forma regular, principalmente aqueles com mais de 60 anos de idade ou diabete de longa data, ou crise de enxaqueca;
  • Visão central turva ou embaçada, com início súbito em apenas um olho: Se o paciente levou uma pancada no olho, é provável que seja uma lesão na mácula, a parte da retina responsável pela visão em detalhes. Além da visão turva, essa lesão macular pode piorar a visão de perto e causar uma perda permanente da visão se houver descolamento de retina.
  • Visão central turva ou embaçada, associada a dores de cabeça, podem sugerir enxaqueca ou pico hipertensivo;
  • Visão central turva ou embaçada, com náuseas, mal estar, suor frio e/ou confusão mental, podem sugerir hipoglicemia, pressão baixa ou também pico hipertensivo; até doenças cardiovasculares, como derrame (acidente vascular cerebral - AVC) e infarto agudo do miocárdio (Infarto do coração).

São muitas as doenças ou situações que podem deixar a visão turva ou embaçada. Se o problema persistir, procure um médico clínico geral ou oftalmologista para que a sua causa seja devidamente diagnosticada e tratada.

Dor no estômago, enjoo e queimação. O que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Dor no estômago, enjoo e queimação podem ser causados por gastrite, uma inflamação generalizada no estômago que o deixa mais avermelhado e provoca feridas superficiais.

Além da gastrite, a dor de estômago, o enjoo e a queimação também podem ser sintomas de outros problemas e condições, tais como jejum prolongado, gravidez, estresse, uso de certas medicações, infecção gastrointestinal, entre outros.

O que é a gastrite?

A gastrite provoca uma inflamação da mucosa que reveste o estômago. A mucosa produz várias substâncias fundamentais para a digestão. Na gastrite, devido à inflamação, a produção dessas substâncias fica prejudicada, interferindo com o processo digestivo.

Em condições normais, a parede interna do estômago fica protegida da acidez do suco gástrico. Porém, quando há lesões na mucosa, o ácido estomacal penetra na mesma, aumentando ainda mais as lesões, podendo gerar úlcera e sangramento.

Quais são as causas da gastrite?

Uma das principais causas de gastrite é o aumento da produção de ácido no estômago, que deixa a acidez do aparelho digestivo alta. O aumento do ácido estomacal prejudica a mucosa que reveste o órgão, gerando um processo inflamatório.

A gastrite também pode estar relacionada com a bactéria Helicobacter pylori, que está presente no estômago de cerca de metade da população. Essa bactéria aumenta a secreção de ácido estomacal, deixando o suco gástrico mais ácido, com consequente inflamação da mucosa que reveste o estômago.

Há pessoas que têm defesas naturais contra a H. pylori e não desenvolvem gastrite. Porém, quando a imunidade está mais baixa, essa bactéria pode agir com mais intensidade e desencadear o problema.

Com o avançar da idade, a mucosa que reveste o estômago vai ficando mais fina, tornando-se mais frágil. Por isso, o risco de gastrite aumenta com a idade.

Quais são os sintomas da gastrite?

A gastrite pode causar dor constante em queimação, que melhora quando a pessoa come e piora com o estresse. Os principais sintomas da gastrite incluem dor na boca do estômago, azia, perda de apetite, enjoo e vômitos. Em alguns casos, pode haver presença de sangue nos vômitos ou nas fezes.

Nas gastrites crônicas causadas pela H. pylori, pode ocorrer atrofia da mucosa e destruição das células produtoras de ácido e enzimas fundamentais para a digestão.

A gastrite pode causar complicações, como úlcera, formação de pólipos, câncer e tumores benignos.

Qual é o tratamento para gastrite?

O tratamento da gastrite é feito com medicamentos que diminuem a produção de ácido pelo estômago, reduzindo a dor. Se a gastrite for causada pelo uso de medicamentos anti-inflamatórios, o médico deverá rever a utilização da medicação.

Também é muito importante tratar a infecção por H. pylori através de antibióticos e outros medicamentos.

Consulte o/a médico/a de família, clínico/a geral ou gastroenterologista para uma avaliação detalhada, diagnóstico e tratamento adequados para a sua situação.