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Sintomas

Como saber se estou grávida?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Para saber se a mulher está grávida é necessário a realização de testes, laboratoriais ou comprados em farmácia, que identificam a presença do hormônio gonadotrofina coriônica humana (Beta-HCG) no sangue ou na urina. 

A Beta-HCG é produzida quando o óvulo fertilizado pelo espermatozoide fixa-se no útero, dando início à gravidez. Inicialmente, é possível identificá-la no sangue, mas à medida que sua concentração aumenta, ela começa a aparecer na urina, tornando também possível a sua identificação com os testes comprados em farmácias.

Quando devo realizar o exame de gravidez Beta-HCG?

O exame de sangue deve ser feito de 8 a 11 dias após a fixação do óvulo fecundado no útero (concepção), não sendo necessário que haja atraso menstrual.

O teste de urina deve ser feito apenas 15 dias depois da concepção. Esse período pode significar apenas 1 dia de atraso menstrual, variando segundo o tipo de teste realizado (sensibilidade do método para detectar a Beta-HCG).

Exames Beta-HCG com resultados negativos na primeira semana de atraso menstrual devem ser repetidos após dois a três dias, porque em uma gravidez normal os níveis de Beta-HCG dobram a cada 48 a 72 horas.

Isso significa que a mulher pode estar grávida e o resultado ser negativo, já que os níveis de Beta-HCG podem estar baixos e o hormônio não ser detectado nos exames e testes.

Leia também: Teste de farmácia de gravidez é confiável?

É importante que os testes para gravidez comprados na farmácia sejam registrados na ANVISA.

Quais são os primeiros sintomas de gravidez?

O primeiro sinal de gravidez é o atraso da menstruação, geralmente superior a duas semanas. Os sintomas de gravidez começam a se manifestar com 5 ou 6 semanas de gestação. Em média, cerca de 10 dias depois do dia esperado da menstruação. 

Além do atraso menstrual, a mulher grávida pode apresentar enjoo, vômitos, aumento da sensibilidade das mamas, cansaço e vontade frequente de urinar.

Há mulheres que têm enjoos e vômitos logo nos primeiros dias de gestação, embora esses sinais e sintomas sejam mais comuns no 1º e no 2º mês de gravidez e nem todas as gestantes os apresentam.

À medida que a gravidez avança, outros sintomas começam a surgir, como inchaço do abdômen, prisão de ventre, azia, desconforto no baixo ventre, mudanças de humor, falta de ar e tonturas.

Há ainda casos mais raros, em que a mulher apresenta cólicas ou sangramento quando ocorre a implantação do óvulo fecundado no útero.

Existem ainda mulheres grávidas que ficam com as aréolas ao redor dos mamilos mais escuras e com as mamas inchadas, doloridas e mais sensíveis.

Veja também: Sintomas de Gravidez

Em casos de suspeita de gravidez o médico obstetra avaliará se há atraso menstrual, realizará o exame físico da mulher e solicitará o exame Beta-hCG. O exame de ultrassonografia do útero também poderá ser usado para diagnosticar a gravidez.

Saiba mais em: Resultado do Exame de Gravidez - Beta-HCG

O que é abaulamento discal e que sintomas pode causar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Abaulamento discal ou protusão discal é um processo de desgaste ou perda da elasticidade do disco intervertebral, que é deslocado na direção da medula espinhal e/ou das raízes nervosas, podendo alcançar e tocar uma dessas estruturas, o que causa a dor do paciente.

É o processo inicial de uma hérnia de disco, ou seja, se não tratado certamente vai evoluir para o quadro de hérnia de disco. 

O Disco intervertebral é uma estrutura formada por um núcleo gelatinoso e uma capsula mais rígida, chamado anel fibroso, que protege esse núcleo. Fica localizado entre as vértebras da coluna, e funciona como um "amortecedor", reduzindo o impacto entre as vértebras, por exemplo, quando andamos ou corremos e permitindo certa mobilização. Quando ocorre um desgaste deste disco intervertebral ocorre o seu abaulamento. 

Nessa fase, de abaulamento ou protusão, o anel fibroso ainda está intacto, apesar de estar distendido. A hérnia discal surge, principalmente quando o anel se rompe, permitindo o extravasamento do núcleo.

O abaulamento discal ocorre principalmente entre as vértebras L4 - L5 e L5 - S1. Nesses casos os seus principais sintomas são a dor lombar e a dor ciática. Mas esse problema também é bastante comum na coluna cervical, no nosso meio, causando sintomas de dor no pescoço, chamada Dor cervical ou cervicalgia.

Os sintomas do abaulamento discal surgem quando essa protusão do disco pressiona a raiz de algum nervo ou a própria medula espinhal, levando a dor na região acometida, além de outros sintomas típicos de compressão nervosa, como alterações na sensibilidade, dormência, formigamento e até perda de força no membro afetado.

O médico ortopedista ou neurocirurgião são os especialistas indicados para diagnosticar e indicar o tratamento do abaulamento discal.

Saiba mais em: Abaulamento discal tem cura? Como é o tratamento?

Arrotos constantes, o que pode ser e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Arrotos constantes são um sinal de que o corpo está acumulando gases em excesso no estômago. A eructação frequente pode ser sinal de doenças e problemas digestivos, como refluxo gastroesofágico, gastrite, má digestão (dispepsia), síndrome de Magenblase, além de hérnia de hiato, entre outros.

Aerofagia (engolir ar)

Porém, é importante lembrar que os arrotos podem ter diversas causas, sendo a principal delas a aerofagia, ou seja, engolir ar. As pessoas também engolem ar durante a refeição, por isso os arrotos depois de comer são frequentes e considerados normais.

A aerofagia também pode ocorrer ao mascar chicletes, fumar, chupar balas e engolir saliva constantemente. Ansiedade, estresse, comer depressa e falar quando se está comendo também fazem a pessoa engolir mais ar, causando arrotos constantes.

Produção excessiva de gases no estômago

Os arrotos também pode ser causados pelo aumento da produção de gases no estômago. Isso pode ocorrer com o uso de bicarbonato de sódio para aliviar a acidez estomacal ou a ingestão de bebidas com gás e determinados alimentos.

Bebidas gaseificadas contêm gás carbônico em sua composição que, ao chegar ao estômago, reage com o ácido clorídrico produzindo ainda mais gases. O mesmo mecanismo ocorre com o uso de bicarbonato de sódio.

Dentre os alimentos que aumentam a produção de gases estomacais estão o brócolis, couve-flor, couve, repolho, feijão, carne de porco, cebola, pimentão verde, leite e derivados, entre outros.

Porém, a produção excessiva de gases no estômago não é tão frequente como no intestino, em que os gases são produzidos pelas bactérias que fazem parte da flora intestinal.

O que fazer em caso de arrotos constantes?

A primeira coisa a fazer em casos de arrotos constantes é verificar a relação da eructação com a aerofagia. Para engolir menos ar, recomenda-se comer devagar, evitar falar durante as refeições, evitar fumar e mascar chicletes.

Também é indicado evitar alimentos e bebidas que aumentam a produção de gases no estômago, como cerveja, bebidas com gás, feijão, ervilhas, grão-de-bico, brócolis, couve-flor, repolho, couve, cereais, milho, carne de porco, alimentos apimentados, pimentão verde e cebola.

É importante libertar os gases produzidos no corpo, já que o seu acúmulo causa desconforto. Pessoas que já fizeram cirurgia para refluxo podem ter mais dificuldade em arrotar, assim como aquelas que necessitam permanecer muito tempo em repouso após uma cirurgia, uma vez que a posição deitada favorece a retenção de ar no estômago.

Por isso, deve-se evitar deitar-se após as refeições, para facilitar a eliminação do excesso de gases estomacais através dos arrotos.

Em caso de arrotos constantes, é recomendável consultar um médico para sejam despistadas a presença de alguma doença. Vale lembrar que arrotar após as refeições é normal. Porém, em excesso, é indicado fazer uma avaliação.

Em caso de arrotos constantes, verifique os seus hábitos e procure mudar aqueles que podem estar fazendo você engolir ar. Se os sintomas persistirem, consulte o/a médico/a de família ou clínico/a geral.

Como saber se a nossa imunidade está baixa?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Uma forma de saber se a imunidade está baixa é observar a presença de alguns sintomas que podem indicar que as defesas do organismo estão fracas, tais como: infecções frequentes (amigdalite, otite, estomatite, herpes, sinusite, gripe, infecção urinária), doenças de pele, candidíase de repetição, HPV, demora para ficar curado de doenças, infecções pequenas que facilmente pioram, febre recorrente e calafrios, muito cansaço, náuseas, vômitos e diarreia.

No entanto, para confirmar se a imunidade está mesmo baixa, é preciso realizar um exame de sangue para verificar se o número de células brancas de defesa (leucócitos) está baixo. Se o número for inferior a 4.000 mm³, pode indicar um enfraquecimento do sistema imunológico.

Linfócitos T (células de defesa do sistema imunológico)

O sistema imunológico é formado por células, gânglios linfáticos, glândulas e barreiras físicas que protegem o corpo contra micro-organismos como vírus, bactérias e fungos. Por isso, quando a imunidade está baixa, é comum a ocorrência de infecções frequentes.

Por isso, a forma mais fácil de perceber se a imunidade está baixa é observar a presença de doenças ou sintomas recorrentes ou persistentes.

Contudo, vale lembrar que a ocorrência frequente de algumas doenças, sinais ou sintomas nem sempre é um sinal de que o sistema imunológico está debilitado. Em alguns casos pode ser apenas má higiene ou falta de alguma vitamina ou mineral, por exemplo.

Quais as causas de imunidade baixa?

As principais causas de imunidade baixa incluem fatores genéticos, tratamento de alguma doença (medicamentos que baixam a imunidade, quimioterapia), má alimentação, má qualidade do sono, falta de vitaminas, doenças que levam à perda de proteínas, exposição à radiação, falta ou excesso de atividade física, excesso de gordura na alimentação, abuso de bebidas alcoólicas, tabagismo, estresse, obesidade e AIDS.

Como aumentar a imunidade?

Para aumentar a imunidade, recomenda-se ter uma alimentação rica em vitaminas e minerais essenciais para o bom funcionamento do sistema imunológico e do organismo, como vitamina C, vitaminas do complexo B, zinco, entre outros minerais.

Alimentos como frutas, legumes, verduras, carnes, ovos, grãos, peixes, aves e laticínios em geral devem estar presentes na dieta, de maneira a garantir uma boa ingestão de nutrientes.

Porém, há casos de imunidade baixa que necessitam de tratamento específico com suplementos, medicamentos ou ainda vacinas.

O diagnóstico da imunidade baixa pode ser feito pelo/a médico/a de família, clínico/a geral ou imunologista.

Quais são os tipos de DST e seus sintomas?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Existem cerca de 13 tipos de DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis), a grande maioria provocadas por vírus e bactérias. Os principais sintomas são a coceira, presença de feridas, corrimento ou dor no local da lesão. Contudo, algumas DSTs não manifestam sintomas e os sinais podem variar conforme o tipo de doença.

1. AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida)

A Aids é o estágio final da infecção pelo vírus HIV, que ataca e destrói as células do sistema imunológico, deixando o organismo da pessoa sem condições de se defender contra outras doenças. Sem defesas naturais no corpo, começam a surgir diversas doenças, chamadas de infecções oportunistas.

Sintomas

Sintomas iniciais da infecção pelo HIV incluem: Febre entre 38º e 40ºC, dor de cabeça, dor nas articulações, aumento de gânglios (ínguas) principalmente na região do pescoço, atrás das orelhas e axilas, tosse e dor de garganta, náusea, diarreia, diminuição do apetite, perda de peso (em média 5 Kg), cansaço e vermelhidão na pele. Clínica semelhante a uma gripe ou resfriado.

Apesar de ser um tipo de DST, a AIDS não provoca sinais e sintomas nos órgãos genitais. Vale lembrar que os sintomas da AIDS podem demorar meses ou anos para se manifestar.

Leia também: O que é AIDS e quais os seus sintomas?

Transmissão

O vírus HIV é transmitido através da relação sexual, sangue contaminado e por via placentária (durante a gravidez). Não é transmitido pelo convívio em casa ou ambiente de trabalho, nem por beijo, abraço ou compartilhamento de banheiros, toalhas, copos ou pratos.

2. Sífilis

DST causada pela bactéria Treponema pallidum, muito disseminada entre pessoas jovens. A doença pode se manifestar de diversas formas, dependendo do seu estágio. Se não for tratada, pode durar anos e tornar-se mais grave com o passar do tempo.

Sintomas

O primeiro sinal é uma ferida discreta que pode surgir no pênis, vulva, vagina, colo do útero, ânus ou boca. A ferida não provoca dor e desaparece mesmo sem tratamento, o que sugere cura. Entretanto a bactéria continua presente no sangue e a doença evoluindo.

Depois de alguns meses, podem aparecer manchas pelo corpo e aumento de gânglios linfáticos, conhecidos como "ínguas", que também se resolvem espontaneamente.

Com o passar dos anos, a sífilis pode causar lesões em diversos órgãos, chegando na fase tardia que causa doenças cardíacas e neurológicas, podendo levar à morte. 

Porém, existe tratamento que leva à cura completa da doença, basta que o diagnóstico seja feito a tempo. Portanto sempre que houver uma lesão nos órgãos genitais, mesmo que desapareçam, deve ser informado ao médico.

3. Cancro mole

DST causada pela bactéria Haemophilus ducreyi, sendo mais comum em regiões tropicais.

Sintomas

O cancro mole caracteriza-se pelo aparecimento de uma ou mais feridas dolorosas nos órgãos genitais, com pus e odor desagradável. Outras feridas podem surgir quando a pessoa se coça. Algumas semanas depois, costumam aparecer ínguas dolorosas na virilha. O período de incubação do cancro mole é de 3 a 5 dias.

4. Condiloma acuminado

Também conhecido como crista de galo, figueira e cavalo de crista, o condiloma acuminado é causado pelo HPV (Papiloma vírus humano).

Sintomas

Esse tipo de DST provoca o aparecimento de verrugas na região do ânus e dos órgãos genitais. Logo no início, podem aparecer uma ou duas verrugas pequenas. Nessa fase, a doença pode ser curada em poucos dias. Sem tratamento, as verrugas se espalham e ficam com um aspecto semelhante ao de uma couve-flor.

5. Doença Inflamatória Pélvica (DIP)

Ocorre quando a gonorreia e a infecção por clamídia atingem os órgãos reprodutivos da mulher (útero, trompas e ovários) e provoca inflamações.

Sintomas

A DIP provoca desconforto ou dor abdominal no baixo ventre ("pé da barriga"), dor durante a relação sexual, fadiga, vômitos e febre.

Saiba mais em: DIP tem cura? Qual o tratamento?

6. Donovanose

DST causada pela bactéria Klebsiella granulomatis, que atinge principalmente a pele e as mucosas das regiões genitais, virilha e ânus, causando úlceras e destruição da pele infectada.

Sintomas

Após a infecção, surge uma lesão que se transforma em uma ferida ou num caroço vermelho. A ferida sangra facilmente e pode afetar grandes áreas, comprometendo a pele ao redor e favorecendo a infecção por outras bactérias.

7. Gonorreia e infecção por Clamídia

DSTs causadas pelas bactérias Neisseria gonorrhoeae e Clamídia trachomatis. Surgem associadas na maioria dos casos, causando infecção em órgãos genitais, garganta e olhos.

Veja também: Só se pega gonorreia ao fazer sexo ou há outras maneiras?

Sintomas 

Grande parte das mulheres infectadas não apresenta sintomas. Quando surgem, podem causar dor ao urinar ou dor no baixo ventre (pé da barriga), corrimento amarelado, dor ou sangramento durante as relações sexuais. Nos homens, pode provocar ardência ao urinar, corrimento ou pus e dor nos testículos.

8. Hepatites virais

São causadas por vírus que provocam inflamação do fígado (hepatite).

Sintomas 

Na maioria dos casos, as hepatites não provocam sintomas. Quando se manifestam, normalmente a doença já está avançada, podendo haver febre, fraqueza, mal-estar, dor abdominal, náuseas, vômitos, perda de apetite, urina escura, icterícia (olhos e pele amarelados), fezes esbranquiçadas.

Saiba mais em: Quais são os sintomas da hepatite C? e Quais são os sintomas da hepatite B?

9. Herpes genital

DST provocada por vírus que atinge órgãos genitais e ânus. O herpes genital desaparece e volta a aparecer depois de algum tempo, normalmente nos mesmos locais. A doença só é transmitida quando a pessoa apresenta os sintomas.

Leia também: Qual o tratamento para herpes genital?

Sintomas

No início, surgem bolhas muito pequenas agrupadas, localizadas sobretudo na vulva, no pênis ou ao redor do ânus. As bolhas podem se romper quando a pessoa se coça, causando pequenas feridas e dor tipo queimação. Pode causar corrimento e dificuldade para urinar, tanto em homens como em mulheres.

10. Infecção pelo HTLV

DST causada pelo vírus T-linfotrópico humano (HTLV) que afeta os linfócitos T (células de defesa).

Sintomas

A infecção pelo HTLV não provoca sinais e sintomas na maioria das pessoas infectadas. Entretanto, uma pequena parte desses indivíduos poderá desenvolver doenças associadas ao vírus, que podem atingir o sistema nervoso, os olhos, a pele, o sangue e o aparelho urinário.

11. Linfogranuloma venéreo (LGV)

DST causada pela Chlamydia trachomatis, também conhecida como "mula", que acomete os órgãos genitais e os gânglios linfáticos da virilha.

Sintomas

Os primeiros sintomas são febre, dor muscular, presença de caroço nas virilhas (íngua) e uma ferida pequena nos órgãos genitais. A ferida normalmente não dói e pode passar despercebida.

Cerca de 7 a 30 dias depois, as ínguas aumentam de tamanho, rompem-se e eliminam pus. Se a doença for adquirida por sexo anal, pode provocar dificuldade para defecar devido ao inchaço dos gânglios da parte interna do ânus.

12. Tricomoníase

Este tipo de DST não é causado por vírus ou bactérias, mas pelo protozoário Trichomonas vaginalis. A doença é o tipo mais frequente de vulvovaginite na mulher adulta.

Sintomas

Corrimento amarelado e com mau cheiro, coceira e irritação na vagina e dor durante a relação sexual.

13. Candidíase

DST causada por um fungo do gênero Cândida. Frequente nas mulheres, e a mais frequente vulvovaginite nas mulheres grávidas. Sua transmissão pode ser tanto sexual quanto por contaminação a partir do sistema gastrintestinal. Pode ser recidivante.

Sintomas

Presença de corrimento esbranquiçado, podendo haver grumos, vermelhidão na vagina, coceira intensa, dor ao urinar e desconforto durante a relação sexual.

Algumas DST podem não manifestar sinais e sintomas e podem trazer graves complicações se não forem detectadas e tratadas a tempo, como infertilidade, câncer ou até mesmo a morte. Por isso, previna-se sempre usando preservativo em todas as relações sexuais.

Para saber se você tem alguma DST, observe se o seu corpo apresenta algum dos sinais apresentados. Na presença de algum sinal ou sintoma, procure um médico clínico geral, médico de família ou um médico infectologista e comunique o(a) parceiro(a).

Cisto no rim: O que é e quais são os sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Cisto renal é uma espécie de bolsa arredondada, geralmente cheia de líquido, que se desenvolve no rim. O cisto pode surgir em várias doenças renais, como na Doença Renal Policística, que caracteriza-se pelo aparecimento de múltiplos cistos no rim que levam à insuficiência renal.

Os cistos renais simples são benignos, com paredes finas, regulares e sem septos. Não apresentam calcificações no seu interior, que é preenchido com líquido. Esses cistos são mais comuns em pessoas com mais de 50 anos e não há risco de evoluírem para câncer.

Os cistos simples podem aparecer em apenas um ou nos dois rins, podendo ser únicos ou múltiplos. Normalmente não provocam sintomas. Contudo, se o cisto estiver infectado por bactérias, pode causar dor nos rins, pequenos sangramentos observados na urina, febre, além de retenção da urina no rim, que provoca inchaço renal e dor.

Cistos maiores podem ser palpados através do abdômen. O diagnóstico é feito através de exames de imagem como ultrassom ou tomografia.

Já os cistos renais complexos possuem características sugestivas de tumor e precisam ser acompanhados de perto. Suas paredes são grossas, irregulares e com septos. O seu interior possui calcificações ou conteúdo sólido.

Veja também: Cisto no rim pode virar câncer?

O diagnóstico pode ser feito por ultrassom, embora a tomografia seja mais indicada para observar as suas características.

Cistos renais simples que não causam sintomas não precisam de tratamento. Cistos grandes ou que provoquem dor podem ser drenados através de cirurgia ou punção. Já os cistos renais complexos malignos precisam ser retirados cirurgicamente com urgência.

O/a médico/a nefrologista é o/a especialista indicado para diagnosticar e indicar o tratamento adequado em caso de cisto no rim.

Saiba mais em: Qual é o tratamento para cisto no rim?

Veia ou artéria na lateral da testa ficou mais volumosa. O que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Esse aumento de volume da veia pode ser causado por estresse, exercício físico, calor ou pode ser apenas uma característica da pessoa.

Indivíduos mais magros possuem as veias mais "saltadas" e visíveis, mas isso tem a ver com a pouca quantidade de tecido adiposo (gordura) abaixo da pele, o que deixa as veias mais expostas.

Geralmente pessoas musculosas também têm as veias mais visíveis, mas como na testa há muito pouco músculo, não deve ser esse o caso nessa situação.

Porém, se for uma artéria, esse aumento de volume do vaso sanguíneo pode ser algo mais grave. É preciso ter atenção a outros sinais e sintomas, pois uma artéria mais volumosa na lateral da testa pode ser sinal de arterite temporal, uma doença grave que pode causar cegueira se não for tratada com urgência.

O que é arterite temporal?

A arterite temporal é uma doença autoimune grave, que se não for tratada a tempo pode causar cegueira permanente. Ocorre com maior frequência em adultos com mais de 50 anos de idade, sobretudo mulheres.

A doença caracteriza-se pela inflamação das artérias do crânio, pescoço e porção superior do corpo. A artéria mais afetada costuma ser a artéria temporal, localizada na lateral da testa, uma região conhecida como "têmpora".

A arterite temporal não tem uma causa conhecida. A doença é autoimune, ou seja, o sistema imunológico ataca células do próprio corpo como se fossem vírus, bactérias ou outro agente invasor.

Quais os sintomas da arterite temporal?

O diagnóstico da arterite temporal é difícil, uma vez que os sintomas não são específicos e são muito variados, podendo incluir dor de cabeça, alterações visuais, dor na mandíbula, dor na língua, dor ou aumento da sensibilidade nas regiões temporais (laterais da testa), dor ao mastigar, cansaço, emagrecimento, falta de apetite, aumento da transpiração, dores musculares e articulares.

Qual o tratamento para arterite temporal?

O tratamento da arterite temporal inclui o uso de medicamentos esteroides e corticoides. O objetivo é combater a inflamação e o inchaço, além de diminuir o risco de complicações, como a cegueira aguda. 

O tempo de duração do tratamento é prolongado e os medicamentos podem causar efeitos colaterais como osteoporose, diminuição da imunidade, diabetes e catarata.

Uma consulta com um médico angiologista ou cirurgião vascular pode esclarecer se esse aumento de volume da veia trata-se de algo normal do seu organismo ou patológico.

Sinto muita dor nas pernas. O que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

As principais causas de dor nas pernas são a má circulação e os problemas osteomusculares, sobretudo a dor miofascial. Outras causas de dor nas pernas podem incluir cisto de Baker, traumas, lesões esportivas, excesso de esforço físico, compressão de nervo, entre outras. Os principais sinais e sintomas de má circulação incluem inchaço nos tornozelos e pés, varizes, dor nas pernas ao caminhar ou em repouso, sensação de dormência, formigamento ou queimação, coceira, alterações na temperatura, presença de feridas e manchas nas pernas. A má circulação também é a maior responsável pela dor nas pernas durante a gravidez. Isso ocorre porque o aumento do útero provoca uma compressão das veias da pelve, o que dificulta o retorno do sangue para o coração. O resultado é a insuficiência venosa, que além de causar dor nas pernas, aumenta o risco de trombose venosa.

Dor nas pernas pode ser sintoma de insuficiência venosa?

Sim, a insuficiência venosa dificulta o retorno do sangue, que fica acumulado em pernas e pés. Nesses casos, a dor nas pernas ocorre mais ao final do dia, podendo surgir em repouso. A pessoa sente as pernas cansadas e pesadas, os pés e os tornozelos ficam inchados e geralmente são observadas varizes. Também pode haver coceira, sensação de queimação e formigamento, feridas e manchas nas pernas. A insuficiência venosa afeta principalmente mulheres. O problema está relacionado com a idade, gravidez, posturas (passar muitas horas em pé ou sentada), falta de atividade física, excesso de peso, fatores hormonais e genéticos.

Dor nas pernas é sintoma de insuficiência arterial?

Sim, quando a má circulação afeta as artérias, temos um quadro de insuficiência arterial. A irrigação sanguínea diminui, causando dor nas pernas ao caminhar, diminuição da sensibilidade e da temperatura nas pernas e nos pés, além de feridas que demoram para cicatrizar. Esse tipo de má circulação afeta sobretudo indivíduos sedentários, fumantes, com pressão alta, diabetes, colesterol alto e história de problemas de circulação na família.

O que é a dor miofascial?

A dor miofascial é um distúrbio local de origem nervosa e muscular. A síndrome dolorosa miofascial, como é chamada a doença, caracteriza-se pela dor muscular em áreas endurecidas do músculo. A dor normalmente surge e se agrava com esforços físicos, com tendência a aliviar com o repouso. Essa dor miofascial é decorrente de tensão e contraturas em um músculo. As áreas afetadas apresentam tensão palpável na musculatura, que pode ser sentida pela presença de nódulos dolorosos. Um sintoma muito característico da síndrome dolorosa miofascial é a presença de pontos que podem desencadear uma forte dor se forem pressionados.

Esses pontos estão presentes em lugares bem definidos, cujas áreas são pequenas e apresentam muita sensibilidade à dor. Quando pressionados, despoletam uma dor local que pode inclusive irradiar para outra parte do corpo, mais distante do seu local de origem. A síndrome dolorosa miofascial afeta não só os músculos, mas também ligamentos, tendões, bursas (bolsas que recobrem as articulações), fáscias (tecido que recobre o músculo) e ainda tecidos ao redor da articulação. A dor miofascial pode ter como causa traumatismos, mau condicionamento físico, diabetes, alterações na tireoide, doenças reumatológicas, estresse, má postura, distúrbios no metabolismo, movimentos repetitivos, processos degenerativos, inflamações, infecções, câncer, entre outras. Contudo, a sua causa mais comum é o esforço muscular intenso.

Se a dor nas pernas não passar ou vier acompanhada de algum dos sintomas mencionados no artigo, procure um médico clínico geral, médico de família ou um cirurgião vascular.

Veja também: É comum ter dores na panturrilha durante a gravidez?