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Cetoacidose diabética: como identificar e tratar?

Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A cetoacidose diabética é uma complicação grave do diabetes. Os sinais e sintomas iniciais incluem aumento da quantidade de urina, sede excessiva, desidratação, visão turva, cansaço e náuseas. Sem tratamento, o quadro se agrava e a pessoa pode apresentar vômitos, dor abdominal, perda de peso, hálito cetônico, respiração ofegante, aumento dos batimentos cardíacos, confusão mental, sonolência e coma.

A cetoacidose diabética ocorre quando as taxas de glicose (açúcar) sanguínea estão muito altas e são acompanhadas por um aumento da quantidade de corpos cetônicos no sangue. Acontece com mais frequência em pacientes com diabetes tipo 1, que são os que precisam tomar insulina.

O paciente diabético com sintomas de cetoacidose deve ser levado imediatamente a um serviço de urgência. O tratamento tem como objetivo repor o volume de líquido perdido, baixar os níveis de açúcar no sangue, corrigir a acidose, regular os níveis de potássio e fósforo, além de prevenir complicações.

O que desencadeia a cetoacidose diabética é a falta de insulina. Sem esse hormônio, a glicose circulante na corrente sanguínea não entra nas células do corpo para ser transformada em energia.

Como resultado, o nível de açúcar no sangue aumenta e as células ficam sem o principal combustível necessário para gerar energia. O organismo então começa a utilizar a gordura corporal como fonte de energia.

As cetonas ou corpos cetônicos são formados durante o processo de transformação da gordura em glicose. Essas substâncias deixam o sangue mais ácido e a pessoa entra em acidose metabólica, o que pode levar ao coma e até à morte.

A cetoacidose diabética é a primeira causa de morte em crianças portadoras de diabetes tipo 1. Raramente ocorre em pacientes com diabetes tipo 2.

Os principais fatores de descompensação do diabetes que levam à cetoacidose diabética são o controle inadequado da glicemia, perda de doses de insulina (sobretudo em adolescentes), doenças agudas como infecções, distúrbios endócrinos como hipertireoidismo, medicamentos (corticoides, antipsicóticos), desidratação e ingestão de bebidas açucaradas.

Para prevenir a cetoacidose diabética deve-se aplicar corretamento as injeções de insulina, fazer o controle regular da glicemia e seguir a dieta conforme orientação do médico ou nutricionista.

Para maiores informações e esclarecimentos, fale com o seu médico de família ou com o seu endocrinologista.