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Como é feita a escleroterapia com espuma? Quais são os riscos?

Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A escleroterapia com espuma é feita através da injeção de um medicamento (polidocanol) em forma de espuma na veia varicosa (varizes). A veia é localizada pelo ultrassom e o médico injeta o polidocanol, que forma uma espuma densa após ser agitado. Dentro do vaso, essa substância esclerosante se expande e ocupa o lugar do sangue, provocando a formação de fibrose (cicatriz). O sangue então deixa de fluir, a veia seca e é absorvida pelo organismo.

O procedimento pode ser feito no próprio consultório médico, sem necessidade de internação e anestesia. Após a sessão de escleroterapia com espuma, a pessoa pode caminhar e não é necessário ficar em repouso. O médico pode prescrever o uso de meia elástica durante duas semanas.

Os riscos da escleroterapia com espuma são baixos. As complicações são muito raras e a maioria das reações são locais e passageiras. É comum haver ardência no local durante alguns minutos, inchaço e vermelhidão.

Eventualmente podem surgir pequenas manchas ao redor da veia tratada ou novos vasos sanguíneos no local (neovascularização), além de reações alérgicas locais. Em casos muito raros, podem ocorrer complicações mais graves, como trombose, reações alérgicas generalizadas e formação de feridas locais de difícil cicatrização.

Lembrando que a escleroterapia com espuma é indicada para varizes de maior calibre. As injeções de "espuma" são realizadas em mais de uma sessão, com um intervalo de cerca de 5 dias entre as aplicações. O número de sessões depende do caso e é definida pelo cirurgião vascular.

Saiba mais em: O que é escleroterapia e para que serve?