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Como é o tratamento da endocardite bacteriana?

Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O tratamento da endocardite infecciosa, antigamente conhecida por bacteriana, pode envolver:

  1. Internação hospitalar
  2. Antibióticos por via endovenosa
  3. Cirurgia (20 a 40% dos casos)
  4. Profilaxia

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A internação e antibioticoterapia endovenosa estão indicadas para 100% dos casos, com objetivo de tratar a infecção e reduzir o risco de mortalidade. Antes da descoberta desta medicação, todos os casos evoluíam para óbito.

A cirurgia está indicada para alguns casos, com critérios bem definidos, como por exemplo, presença de grandes vegetações, cardiopatia grave, válvulas protéticas com necessidade de troca, casos pouco responsivos ao tratamento medicamentoso, entre outros.

Quanto a profilaxia com antibióticos, apesar de bastante controversa, está indicada como tratamento preventivo nos casos de: pacientes com alto risco de endocardite, por lesões cardíacas e ou valvares, que serão submetidos a procedimentos dentários aonde haverá manipulação da gengiva ou região periapical dos dentes, ou ainda quando a mucosa é perfurada.

Outros cuidados

Importante tratar de infecções em outras partes do corpo para que as bactérias e outros germes não permaneçam na corrente sanguínea, facilitando uma infecção cardíaca quando houver possibilidades. Uma das formas de prevenir é fazer os tratamentos de forma correta e completa.

Manter cuidados com os dentes e acompanhamento com dentista, regularmente.

Não usar antibióticos por conta própria, ou interromper o seu uso antes do programado.

Diagnóstico

O diagnóstico da endocardite é realizado por meio de exames de sangue, eletrocardiograma, ecocardiografia, raio-X, tomografia computorizada e/ou ressonância magnética.

A gravidade da endocardite infecciosa depende muito do tipo de bactéria, ou outro germe, que esteja causando a infecção, além das condições clínicas do paciente. Existem casos de elevada toxicidade que evoluem em dias ou semanas, com destruição da válvula cardíaca e infecção generalizada (sepse). Em outros, a endocardite evolui depois de semanas ou meses e raramente causa sepse.

Sem tratamento adequado e iniciado de forma precoce, a endocardite infecciosa pode danificar ou destruir as válvulas do coração, causando insuficiência cardíaca e morte. Outras complicações incluem ainda embolia, acidente vascular cerebral (derrame), infecção generalizada e lesões em outros órgãos.

Na suspeita de endocardite infecciosa procure imediatamente uma emergência médica.

Saiba mais em: Quais os sintomas da endocardite bacteriana?