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Eritema infeccioso durante a gravidez: quais os riscos?

Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os riscos da mulher contrair eritema infeccioso durante a gravidez estão associados com a transmissão do vírus para o feto, o que pode causar anemia e hidropsia fetal (edema generalizado), o que pode levar a morte fetal. Contudo, a maioria da infecções durante a gravidez não levam a consequências para o feto.

Os riscos são maiores na primeira metade da gestação. Sabe-se que a chance de a mãe com eritema infeccioso ter algum acometimento da gestação por conta da doença é de cerca de 10%.

A infecção do feto pelo Parvovírus B19, vírus causador do eritema infeccioso, pode provocar severa anemia, hipóxia tecidual (diminuição da oxigenação dos tecidos), insuficiência cardíaca e edema generalizado. Essas complicações podem levar ao aborto.

Muitos casos de hidropsia fetal resolvem-se espontaneamente, em até 34% das vezes. As crianças que não apresentam hidropsia fetal desenvolvem-se normalmente, não há evidência de que haja alterações no desenvolvimento neuropsicomotor a longo prazo.

Cerca de 50% das mulheres em idade fértil estão imunes à doença e infeção pelo Parvovírus B19, o que significa que já contraíram eritema infeccioso anteriormente, provavelmente durante a infância.

Mulheres que adquiriram eritema infeccioso durante a gravidez devem ser acompanhadas de perto pelo seu médico ginecologista.

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