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Fosfoetanolamina cura o câncer?

Não se pode afirmar que a fosfoetanolamina cura o câncer, pois a fosfoetanolamina nunca foi estudada em pacientes com câncer. Apesar dos relatos de cura, eles não são suficientes para comprovar que a fosfoetanolamina seja eficaz para tratar o câncer.

Para que a fosfoetanolamina seja considerada um medicamento seguro e eficiente, é necessário passar por testes clínicos rigorosos, bem planejados e controlados, feitos num grande número de pacientes e controlados por médicos e pesquisadores.

No entanto, os testes com a substância foram feitos apenas em laboratório, com camundongos e células humanas que eram cultivadas em placas e transferidas para os roedores.

O professor Gilberto Orivaldo Chierice, que pesquisou a ação da fosfoetanolamina sintética em laboratórios da USP, afirma que as células cancerosas são mortas e o tumor desaparece após 6 a 8 meses de tratamento com as cápsulas.

Porém, sem testes em seres humanos, não é possível afirmar que a fosfoetanolamina seja segura e eficaz contra o câncer. Esses estudos são fundamentais para determinar os efeitos colaterais, a melhor forma de uso e as indicações do composto.

Por isso, a fosfoetanolamina não tem registro na ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e não pode ser distribuída ou comercializada como medicamento no Brasil.

Como funciona a fosfoetanolamina?

A fosfoetanolamina atua como um sinalizador das células cancerosas, facilitando a detecção e destruição dessas células tumorais pelo sistema imunológico.

Em todas as células do corpo existem organelas chamadas mitocôndrias, que realizam a respiração celular e são responsáveis pela produção de energia na célula.

A fosfoetanolamina é capaz de provocar alterações na membrana da mitocôndria da célula cancerosa. Essas alterações fazem com que a mitocôndria, que estava pouco ativa, volte a trabalhar, "sinalizando" assim a célula tumoral.

Tal ação facilita a identificação e destruição da célula doente pelo sistema imunológico. Assim, as células cancerígenas deixam de se multiplicar e o câncer regride.

No entanto, o fato de destruir células cancerígenas não garante que a fosfoetanolamina seja capaz de curar o câncer.

Existem outras substâncias que também matam células tumorais, mas que se forem ingeridas ou injetadas no paciente podem até matá-lo. Por isso os testes com pessoas doentes são essenciais para garantir a segurança e eficácia de qualquer medicamento, seja para tratar o câncer ou uma dor de garganta.