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Histoplasmose: O que é, quais são os sintomas e como tratar?

Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Histoplasmose é uma infecção respiratória causada pelo fungo Histoplasma capsulatum. A transmissão ocorre pela inalação do fungo, presente em grandes quantidades em locais com acúmulo de fezes de morcegos e aves. A histoplasmose pode se desenvolver sem manifestar sintomas ou evoluir para uma infecção disseminada que pode ser fatal.

O fungo Histoplasma capsulatum cresce no solo, especialmente em locais abrigados, úmidos, quentes e com fezes de aves e morcegos acumuladas, como grutas, cavernas, galinheiros, interior de troncos ocos, construções e lugares abandonados, entre outros.

As principais formas de contágio da histoplasmose são através da manipulação do solo e limpeza de lugares contaminados, pois é assim que as formas infectantes do fungo ficam suspensas no ar e são inaladas. Em geral, quanto mais fungos a pessoa inala, mais grave é a doença.

A infecção pode ocorrer durante escavações, aragem da terra, construções, visitas a grutas e cavernas, limpeza de sótãos e locais abandonados, entre várias outras atividades. A histoplasmose não é contagiosa e não é transmitida de pessoa para pessoa.

Em pessoas saudáveis, com um bom sistema imunológico, a histoplasmose pode se manifestar sob as formas assintomática ou pulmonar aguda, com sintomas semelhantes a uma gripe. Indivíduos com imunidade baixa ou defeitos anatômicos no pulmão podem cursar com as formas pulmonar crônica ou disseminada da doença.

Na infecção pulmonar aguda, os sinais e sintomas da histoplasmose podem incluir dor de cabeça, febre, dores musculares, fadiga, tosse seca, dor no peito e falta de ar. Algumas pessoas podem apresentar manchas ou lesões vermelhas na pele.

A forma pulmonar crônica da histoplasmose ocorre sobretudo em indivíduos com alterações anatômicas no pulmão que favorecem a instalação e proliferação do fungo, como em pacientes com enfisema pulmonar, por exemplo. Os sinais e sintomas incluem tosse crônica com secreção sanguinolenta, falta de ar, fadiga, febre, perda de peso e transpiração noturna excessiva.

Já a forma disseminada é mais frequente em pessoas com imunidade baixa, como portadores de HIV e câncer, bebês e idosos. É a forma mais grave de histoplasmose, podendo rapidamente evoluir e levar ao óbito se não for diagnosticada e tratada precocemente.

Nesses casos, a doença pode estar disseminada no baço, fígado, gânglios linfáticos e medula óssea, causando febre, perda de peso, anemia e aumento de tamanho do fígado e do baço. Também é comum a presença de feridas purulentas na pele com formação de crostas, bem como lesões na língua, lábios e garganta.

As formas assintomática e pulmonar aguda regridem espontaneamente e não necessitam de tratamento específico. Contudo, pacientes imunocomprometidos precisam ser tratados para evitar a progressão da doença. O tratamento da histoplasmose nesses casos é feito com medicamentos antifúngicos e medidas de suporte respiratório, nos casos mais graves.

Para prevenir a histoplasmose, recomenda-se limpar regularmente os locais propícios à proliferação do fungo ou desinfetá-los com formol a 3%, usando sempre máscaras e luvas. Além disso, deve-se avitar a exposição desnecessária a lugares que podem estar contaminados.

Oa/as médicos/as pneumologista e infectologista são especialistas indicados para tratar a histoplasmose.