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Exame de Urina: como se preparar e entender os resultados
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

O exame de urina é uma ferramenta para o diagnóstico principalmente, de doenças do aparelho urinário e renais. Os exames de urina são: tipo 1, exame de 24 horas e o exame de urinocultura.  

O exame de urina tipo 1 é o exame mais solicitado e traz informações importantes sobre o estado de saúde geral. É também chamado de exame de urina EAS – Exame Anormal de Sedimento.

Como coletar a urina?
  • A urina deve ser coletada em recipiente próprio, geralmente fornecido pelo laboratório;
  • Não é necessário jejum;
  • Para as mulheres, é recomendado fazer a higiene antes da coleta;
  • Coletar a urina desprezando o jato inicial, pois utiliza-se o jato médio. Isto é recomendado para evitar que resíduos e bactérias presentes na uretra contaminem a urina a ser analisada, evitando resultados falsos positivos, especialmente, para infecções;
  • A urina deve ser analisada no máximo duas horas após a coleta;
  • Sempre informe ao funcionário se estiver em uso de qualquer medicamento.
Como entender os resultados do exame de urina tipo 1?

Para verificar o resultado dos exames observa-se os parâmetros normais da tabela abaixo. 

ComponentesParâmetros Normais
ColoraçãoAmarelo citrino ou amarelo claro
TurvaçãoLímpida
ph de 5,5 a 7,5
Densidade1,005 a 1,030
GlicoseAusente
ProteínasAusentes
Corpos cetônicosAusentes
HemoglobinaAusente
BilirrubinaAusente
UrobilinogênioAusente
NitritosAusentes
LeucócitosPoucos/alguns/ausentes
Células epiteliaisRaras

Embora de fácil compreensão, os resultados do exame de urina devem ser associados aos sintomas clínicos que a pessoa apresenta e deve ser sempre interpretado pelo médico. Isto garante um tratamento adequado.

Explicação dos componentes do exame e o que podem significarColoração alaranjada ou avermelhada da urina

Pode ocorrer pela presença de sangue na urina. Pode indicar doenças renais ou do trato urinário. Existe possibilidade de o uso de alguns medicamentos tornar a urina azul, verde ou laranja. Por este motivo, informe sempre o uso de medicamentos.

Urina turva 

A urina turva é causada pela presença de bactérias ou descamações em excesso das células do sistema urinário. Em alguns casos sinaliza a presença de uma infecção.

pH da urina
  • Elevado (acima do parâmetros normais): pode ser provocado por cálculos renais, infecção do sistema urinário e uso de medicamentos.
  • Reduzido (abaixo de 5,5): indica perda de potássio, dieta rica em proteínas, infecção do sistema urinário por uma bactéria específica (Escherichia colli), diarreias severas, uso de anestésicos ou medicamentos.
Densidade (concentração da urina)
  • Densidade reduzida, ou mais diluída, pode ocorrer por quadro de Insuficiência renal crônica, hipotermia, aumento da pressão intracraniana, diabetes e hipertensão arterial
  • Densidade elevada, mais concentrada, são causadas por quadros de diarreias e vômitos, febre, diabetes mellitus, insuficiência cardíaca, entre outras.
Proteína na urina

A presença de proteínas na urina pode ser causada por doenças renais ou diabetes. No caso da diabetes é comum encontrar proteínas no exame.

Glicose na urina

As pessoas diabéticas apresentam glicose na urina. Alterações renais podem causar aumento de glicose no exame de urina.

Corpos cetônicos na urina

Presentes em exames de urina de pacientes diabéticos. Ocorre também em caso de jejum prologando. Por este motivo reforça-se que o jejum é desnecessário para a realização de exames de urina.

Hemoglobina na urina

São as células vermelhas do sangue. Portanto, se houver hemoglobina no exame de urina, significa que há sangue na urina. Ocorre por hemorragias do sistema urinário, infecções urinárias, cálculo renal, entre outras doenças. Se uma mulher em período menstrual realizar exame de urinam apresentará hemoglobina na urina por contaminação. Recomenda-se repetir o exame.

Bilirrubina na urina

A bilirrubina atribui à urina uma cor muito amarela. A presença de bilirrubina no exame de urina pode ser  provocada por doenças hepáticas e biliares. Os recém-nascidos costumam ter valores altos de bilirrubina, sendo portanto normal quando o seu exame de urina vem com esta alteração.

Urobilinogênio na urina

Seus valores anormais são comuns em doenças do fígado.

Nitrito

Indica presença de infecção urinária bacteriana.

Leucócitos na urina

Quando elevados indicam inflamações ou infecções do trato urinário.

Hemácias na urina

Indicam lesões inflamatórias ou por traumas do sistema urinário ou dos rins.  

Células epiteliais na urina

Indicam lesões renais ou do aparelho urinário.

Exame de Urina de 24 horas

Este exame é feito por meio da coleta de urina eliminada durante um dia inteiro (24 horas). Utiliza-se um recipiente grande para acumular a urina. Em laboratório, serão analisadas basicamente a quantidade de urina e a sua composição. Pode auxiliar no diagnóstico de perda de proteínas, problemas no sistema de filtração dos rins e, em mulheres grávidas, pode ajudar a detectar a pré-eclâmpsia.

Urinocultura

É utilizada para identificar a bactéria específica que está causando a infecção urinária. Permite também verificar a sensibilidade ou resistência da bactéria aos antibióticos testados. Este exame torna o tratamento mais eficaz.

IMPORTANTE: a alteração de cada um dos componentes do exame de urina pode indicar diferentes doenças que requerem cuidados específicos. Somente o médico pode interpretá-los corretamente e indicar o melhor tratamento.

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Kefir: o que é, quais os benefícios, como fazer e como consumir?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

É um conjunto de bactérias e leveduras (fungos) muito favoráveis à saúde. Os grãos de kefir têm origem natural e são semelhantes à um iogurte coalhado.

O kefir faz a fermentação do leite cru. Pode ser feito com leite de vaca, de cabra e de coco. Existe também o kefir feito com água.

Quais são os benefícios do Kefir?
  • Melhora a flora intestinal e o funcionamento dos intestinos;
  • Ameniza as gastrites;
  • Aumenta a imunidade;
  • Evita infecções;
  • Ajuda a reduzir a frequência de alergias;
  • Ajuda a evitar a candidíase e herpes de repetição;
  • Auxilia no processo de emagrecimento;
  • Prevenção de câncer;
  • Ajuda nos problemas respiratórios: asma, bronquite;
  • Mantêm pele, cabelos e unhas saudáveis;
  • Auxilia na construção de músculos, por ser um alimento proteico.
Tipos de KefirKefir de Leite

É produzido pelos conjunto de bactérias e leveduras presentes nos grãos de kefir de leite. Estas bactérias e fungos de alimentam da lactose (açúcar do leite) para crescer e se multiplicar.

Kefir de Água

Sua produção é feita a partir dos grãos de kefir de água. Esta colônia se alimenta de açúcar mascavo.

Como fazer o Kefir?

Há uma tradição milenar de que os grãos de Kefir podem ser apenas doados. A comercialização não é recomendada, embora exista a versão industrializada em pó. O kefir industrializado não é tão nutritivo e benéfico quanto o kefir natural.

Kefir de Leite
  • Use leite de vaca ou cabra
  • Coloque  1 colher de sopa de grãos de kefir de leite em um vidro esterilizado e adicione 500ml de leite;
  • Cubra o pote com um papel toalha um pano limpo e permeável para que as bactérias possam respirar e se multiplicar;
  • Deixe descansar em um lugar fechado, dentro de um armário por exemplo,  por 12 a 36 horas. Este é o processo de fermentação;
  • Quanto mais tempo o kefir ficar descansando, menos lactose ele terá. Pessoas com intolerância a lactose podem consumi-lo. Basta fermentar por mais tempo.
  • Coar com uma peneira de plástico usando espátula de silicone. Na peneira, ficarão os grãos de kefir. A parte líquida pode ser armazenada na geladeira em um frasco de vidro;
  • Adicione os grãos de kefir que ficaram na peneira em um pote de vidro ou plástico e adicione mais leite para continuar a produção de kefir.
  • Com o tempo, você perceberá que as colônias de grãos se tornarão maiores e você pode começar a doar grãos de kefir de leite.

Kefir de Água
  • Use água filtrada;
  • Coloque  1 colher de sopa de grãos de kefir de água em um frasco esterilizado e adicione 250 ml de água filtrada;
  • Cubra o pote com um papel toalha ou um pano limpo e permeável para que as bactérias possam respirar e se multiplicar;
  • Deixe descansar em um lugar fechado, dentro de um armário por exemplo,  por 12 a 36 horas. Este é o processo de fermentação;
  • Coar com uma peneira de plástico usando espátula de silicone. Na peneira, ficarão os grãos de kefir de água. A parte líquida pode ser armazenada na geladeira em um frasco de vidro;
  • Adicione os grãos de kefir que ficaram na peneira em um pote de vidro ou plástico, adicione mais água e açúcar mascavo para continuar a produção de kefir.
  • Com o tempo, você perceberá que as colônias de grãos se tornarão maiores e você pode começar a doar grãos de kefir de água.
  • Tanto o kefir de leite, quanto a água fermentada de água podem ficar armazenados na geladeira por 7 dias.

Higiene e Manipulação do Kefir de Leite e de Água
  • Separe frascos, peneira e colher apenas para manipular o kefir.
  • Os frascos de armazenamento dos grãos de kefir ou de água devem ser esterilizados.
  • Devem ser utilizados apenas matérias de vidro ou plástico para manipular o kefir. Os metais podem matar as colônias.

Dicas de Consumo

O kefir de leite pode substituir o iogurte e pode ser consumido com frutas, canela, leite de coco, noz moscada, amêndoas.

Limão, sal, e orégano, adicionados ao kefir de leite, pode se transformar em um saboroso molho para saladas.

A água fermentada (kefir de água) e o kefir de leite também podem ser batidos com frutas no liquidificador.

É importante acrescentar que o kefir de água ou de leite devem ser usados junto com uma alimentação saudável.

Medicamentos nunca podem ser substituídos por kefir.

Os 7 primeiros sintomas de gravidez: descubra se você está grávida
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Durante a gravidez o corpo da mulher sofre diversas transformações e adaptações que provocam alguns sinais e sintomas comuns às este período, especialmente no início da gestação.

1.Cólica

É um sinal bem precoce de gravidez. Parece uma cólica leve que acontece na menstruação. Nem todas as mulheres sentem esta cólica no início da gestação.

2. Sangramento em pequena quantidade

No início da gravidez a mulher pode apresentar um pequeno sangramento semelhante a borra de café ou de uma cor rosa claro. Este sangramento dura, na maioria das vezes, apenas um dia e corresponde à implantação do óvulo fecundado na parede do útero.

3. Enjoos, náuseas e vômitos

São presentes alguns dias no início da gravidez. Ocorrem com mais frequência no período da manhã ao acordar. Para aliviar estes sintomas pode-se tomar água gelada com algumas gotas de limão.

4. Atraso menstrual

O atraso menstrual é um sinal muito sugestivo de gravidez. É importante que a mulher conheça o seu ciclo menstrual para identificar este atraso. Uma dica é anotar todos os meses o primeiro dia de menstruação e o último dia do ciclo. O estresse pode alterar o ciclo e atrasar a menstruação sem a presença de gravidez.

Leia mais Quantos dias tem um ciclo menstrual normal?

5. Cansaço

O cansaço não é tão inicial quanto os sintomas anteriores, mas junto com o aumento da sensação de sono são sinais frequentes nos primeiros meses de gestação.

6. Alterações de humor

São semelhantes às alterações de humor que ocorrem durante a tensão pré-menstrual, porém um pouco aumentadas. Estas variações de humor ocorrem devido ao elevado nível de progesterona na corrente sanguínea. Este hormônio é importante para a manutenção da gravidez em seus 3 primeiros meses.

7. Aumento da sensibilidade e do tamanho dos seios

Os seios ficam maiores e mais sensíveis por causa do aumento da circulação sanguínea neste local. Estas transformações são um preparo para fase de amamentação.

Outras dicas
  • Se uma mulher teve relações sexuais desprotegidas, não utiliza adequadamente métodos anticoncepcionais e apresenta os sintomas descritos acima, a gravidez é a primeira suspeita.
  • É possível recorrer aos testes de urina disponíveis nas farmácias, hoje bastantes eficientes, ou fazer o exame de sangue (Beta HCG) para confirmar.

Apesar de poder recorrer aos exames para confirmar a gravidez, é sempre importante consultar o ginecologista, médico de família ou clínico geral.

Saiba mais

Com quantos dias aparecem os primeiros sintomas de gravidez?

Testes de gravidez caseiros funcionam mesmo?

Corrimento vaginal: o que significam as diferentes cores
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

O corrimento vaginal é toda perda líquida ou semi-líquida que sai pela vagina, que não seja sangue. Há diferentes tipos de corrimentos e este variam  quanto à cor, odor, consistência, quantidade, associação à coceira ou dor e relação com o uso de antibióticos.

Corrimento Branco / Amarelado

A secreção vaginal branca ou branca/amarelada de aspecto grumoso, pastoso semelhante à nata ou ricota, indica infecção, na maior parte dos casos, por um fungo chamado Candida albicans. Este fungo causa a Candidíase.

O corrimento pode formar placas esbranquiçadas que aderem à mucosa vaginal. Neste tipo de infecção, o corrimento vem acompanhado por irritação da vulva, coceira e vermelhidão.

Corrimento Cinza / Amarelado

A presença de corrimento cinza amarelado, com bolhas e odor ruim semelhante ao de peixe podre e que não causa irritação na mucosa vaginal é causada por vaginose bacteriana. É provocada pela alteração da flora natural da vagina, que são aqueles microrganismos que têm a vagina como seu ambiente natural.

Este corrimento vem acompanhado de ardência ao urinar e coceira no exterior da vagina. Normalmente é provocado pela Gardinerella vaginallis.

Corrimento Amarelo ou Amarelo Esverdeado

Este tipo de corrimento tem característica purulenta (pus), é mal cheiroso e bolhoso . É também associado à dor durante as relações sexuais, ardência e coceira. Afeta a vagina, o colo do útero e a uretra. Pode ser causado pela bactéria Trichomonas vaginalis.

A secreção tem aspecto purulento pela presença de bactérias mortas ou cápsulas de bactérias. Esta infecção chama-se Tricomoníase. Vale destacar que algumas pessoas não sentem nenhuma alteração.

Veja também O que é tricomoníase e quais os sintomas?

Corrimento Marrom

Este tipo de corrimento consiste no sangue coagulado que vem no fim da menstruação e que se mistura à secreção vaginal normal. Não tem cheiro e nem se associa a sintomas como coceira, vermelhidão, entre outros.

Leia mais Corrimento marrom, o que pode ser?

Corrimento Vermelho ou Sangue Vivo

Não se pode dizer que este tipo de secreção vaginal é um corrimento como os outros. Ele pode ter causas não relacionadas às infecções vaginais. Pode ser sangue junto com o corrimento proveniente de lesão do colo do útero, trauma, sangue das paredes da vagina, lesão por Papiloma Vírus Humano (HPV), escape da menstruação por causa de uso de anticoncepcional ou mesmo alterações hormonais.

Corrimento Rosa

É um corrimento vermelho, muito clarinho. Consiste em um dos primeiros sintomas da gravidez. Sua causa tem relação com a implantação do embrião na parede do útero, ao qual chamamos nidação, que leva a um pequeno sangramento. Ocorre durante dois a três dias e se mantém com aspecto rosa. Não tem nenhum outro sintoma associado.

Leia mais Corrimento rosado, o que pode ser?

Corrimento durante Gravidez

 Todo corrimento merece atenção, especialmente quando ocorre durante a gravidez. Neste período os corrimentos anormais podem ocasionar trabalho de parto prematuro, rompimento da bolsa ou infecção da placenta.

Veja mais Corrimento branco e sem cheiro durante a gravidez é normal?

Existem corrimentos normais?

Os corrimentos considerados normais são a lubrificação natural da vagina que também acontecem durante a gravidez ou pela excitação sexual. Todas as mulheres em seu estado de saúde normal, produzem estas secreções.

No período fértil a secreção vaginal se apresenta espessa, transparente e com aspecto de clara de ovo.

Podem ser brancas ou transparentes, não têm cheiro, não coçam e se apresentam em quantidade moderada. Estas secreções também fazem parte do mecanismo de defesa vaginal contra infecções.

Entenda mais: Corrimento vaginal é normal?

Tratamento em caso de corrimento

O tratamento para cada corrimento deve ser prescrito pelo ginecologista, clínico geral ou médico de saúde da família. Cada corrimento tem um agente causador diferente. Alguns corrimentos podem ser provocados por duas bactérias aos mesmo tempo. Por isto o tratamento específico, após um exame ginecológico, é importante.

Procura por um médico sempre que a presença de um corrimento incomodar.  

Dicas de prevenção
  • Evitar os uso frequente de calças muito apertadas;
  • Usar preferencialmente calcinhas de algodão;
  • Cuidar da higiene íntima mantendo a região seca;
  • Dormir com roupas soltas e arejadas.
Dieta Low Carb: como funciona, lista de alimentos, benefícios e riscos
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

A dieta low carb consiste em uma alimentação com baixa ingestão de carboidratos. Neste plano alimentar não se come pães e massas brancas.

Estes alimentos são substituídos por carboidratos de boa qualidade que não se transformem facilmente em açúcar e que, posteriormente, se acumularão em forma de gordura durante o seu metabolismo.

Lista de alimentos low carb: o que comer?Proteínas saudáveis
  • Peixes (ex.: salmão, tilápia, pescada, robalo, atum, cavala);
  • Carnes brancas e vermelhas magras grelhadas (frango, patinho, carne de porco, camarão, frutos do mar);
  • Ovos;
  • Bacon e linguiça podem ser ingeridos moderadamente, não se transformando em rotina.

Hortaliças e legumes
  • Alface;
  • Couve;
  • Rúcula;
  • Agrião;
  • Brócolis;
  • Couve-flor;
  • Tomate;
  • Cebola;
  • Berinjela;
  • Acelga;
  • Espinafre;
  • Nabo;
  • Abobrinha;
  • Repolho roxo;
  • Repolho branco;
  • Cenoura;
  • Pimentão.

Gorduras boas
  •  Azeite;
  • Abacate;
  • Leite;
  • Óleo de canola;
  • Óleo de coco;
  • Castanhas de caju;
  • Castanhas-do-pará;
  • Nozes;
  • Amêndoas.

Carboidratos de qualidade
  • Feijão;
  • Lentilha;
  • Batata doce;
  • Batata baroa;
  • Arroz integral;
  • Massas integrais.

Frutas
  • Frutas vermelhas (morango);
  • Abacate;
  • Coco;
  • Melão;
  • Mamão;
  • Pêra;
  • Melancia;
  • Banana.

Benefícios da dieta low carb
  • Ajuda a perda de peso e o emagrecimento;
  • Auxilia na regulação dos níveis de glicose no sangue;
  • Reduz o excreção de insulina e ajuda na queima de gordura abdominal.
Riscos da dieta low carb
  • Hipoglicemia: redução exagerada dos níveis de glicose que causa a sensação de fraqueza provocada pela alta redução ou exclusão de carboidratos da alimentação;
  • Falta de energia: a glicose produz energia e não pode ser retirada bruscamente da rotina alimentar.
  • Antes de iniciar qualquer plano alimentar, se deve fazer avaliação do estado de saúde e a alimentação deverá ser orientada por nutricionista ou médico especializado em nutrição.
Como funciona e como fazer a dieta low carb

A base da dieta low carb são as proteínas, vegetais e as gorduras consideradas boas. Estes alimentos reduzem a secreção de insulina, hormônio secretado pelo pâncreas, que regula o nível de glicose no sangue.

Evitar alimentos industrializados. Quanto mais naturais os alimentos, melhor!

Se pode comer sempre que tiver fome!

Jejum Intermitente: o que é, como fazer, o que devo comer?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Jejum intermitente é uma estratégia alimentar que tem como objetivo recuperar o metabolismo de gorduras armazenadas no organismo para utilizá-las como fonte de energia. Melhora o estado de saúde e promove o emagrecimento.

Como fazer jejum intermitente?

Existem diferentes formas de se fazer jejum intermitente. Estas formas são chamadas de protocolos de jejum.

O quadro abaixo mostra os protocolos mais utilizados na prática do jejum intermitente. Para uma adaptação mais fácil, recomenda-se iniciar pelo protocolo que possui menos horas de jejum e mais tempo de janela alimentar.

Chama-se janela alimentar, o período de tempo do protocolo de jejum em que pode se alimentar.

Não esquecer que o sono noturno é contabilizado na carga horária destinada ao jejum.

                                                       Protocolos de Jejum

12/12 horas

12 horas em jejum;

12 horas de janela alimentar.

Exemplo: se você jantou às 20 horas, se alimentará novamente às 8 horas da manhã.

É ideal para quem está iniciando a estratégia de jejum intermitente.

Corresponde ao primeiro período de adaptação.

14/10 horas

14 horas em jejum;

10 horas de janela alimentar.

Exemplo: se você jantou às 20 horas, poderá quebrar o jejum às 10 horas da manhã.

Este protocolo é um pouquinho só mais difícil do que a primeira estratégia. Pode ser iniciado após 3 dias de adaptação ao protocolo 12/12.

16/8 horas

16 horas em jejum;

8 horas de jejum alimentar.

Exemplo: se você jantou às 20 horas, comerá novamente às 12 horas, ou seja, almoço. Não há ingestão do café da manhã.

18/6 horas

18 horas em jejum;

6 horas de janela alimentar.

Só deverá ser feito quando o corpo estiver adaptado ao jejum intermitente por meio dos protocolos anteriores.

É um dos protocolos mais eficazes com apenas 6 horas para fazer as refeições.

Exemplo: se você jantou às 20 horas, comerá novamente às 14 horas. Assim o horário para alimentação livre é 14 às 20 horas.

24 horas

Este é o protocolo mais avançado de jejum intermitente e dever ser feito apenas por pessoas plenamente adaptadas ao jejum intermitente. 

Não deve ser feito mais do que 2 ou 3 vezes por semana.

36 horas

Este protocolo não é recomendado para todas as pessoas.

É preciso estar muito bem adaptado a longos períodos de jejum, ingerindo somente água e outros líquidos não calóricos, tais como chás e café.

O que você pode comer?

O jejum intermitente permite que a alimentação seja vista não como um dieta, mas como um estilo de vida com foco na qualidade dos alimentos. A preferência deve ser por alimentos disponíveis na natureza:

  • carnes;
  • peixes;
  • verduras;
  • frutas;
  • legumes;
  • gorduras naturais (azeite, óleo de coco);
  • Oleaginosas (castanha-do-pará, castanha de caju, amêndoas, nozes);
  • Carboidratos de cadeia complexa: arroz integral, pão integral, batata doce, massas integrais, etc.

Estes alimentos podem ser ingeridos no período de janela alimentar. O ideal é que no início do jejum intermitente, não sejam inseridos os carboidratos. Estes serão reintegrados à alimentação.

Quando você deve comer?

Em todos os protocolos de jejum intermitente, pode se alimentar sempre que sentir fome. Não há padronização de, por exemplo, comer de 3 em 3 horas.

Não se pode esquecer que a escolha de alimentos saudáveis, como os indicados acima, são a base da estratégia do jejum intermitente.

O que você não deve comer?

É recomendado evitar, sempre que possível, alimentos industrializados (refinados, processados e modificados).

  • Arroz branco;
  • Massas brancas:
  • Pão branco;
  • Doces;
  • Refrigerantes;
  • Sucos de caixinha;
  • Óleos vegetais;
  • Alimentos fritos;
  • Açúcar branco refinado.
O que você pode beber no períodos de jejum?

Neste período ingere-se somente bebidas sem calorias, açúcar ou adoçantes. Se não conseguir ficar sem adoçar a bebida, pode-se usar stevia, porém na menor quantidade possível.

  • Água;
  • Água saborizada com pó de canela, gengibre, hortelã, limão;
  • Café;
  • Chás (cavalinha, hibisco, chá verde, chá branco).
Benefícios do jejum intermitente
  • Ajuda a modificar o padrão alimentar para adoção de uma alimentação mais saudável e natural;
  •  Melhora o estado de saúde;
  • Promove o emagrecimento;
  • Protege contra o câncer, doenças cardíacas e diabetes;
  • Reduz os níveis de colesterol no sangue;
  • Melhora o refluxo gástrico;
  • Previne a síndrome do ovários policísticos, entre outras.
Desvantagens do jejum intermitente

Algumas desvantagens podem ser observadas:

  • Dificuldades de adaptação;
  • Quando mal orientado pode provocar hipoglicemia, desnutrição, fraqueza muscular, dificuldade de concentração, sensações de fome e saciedade desreguladas;
  • Tendência à compulsão alimentar.
Cuidados
  • Não se deve comer nada que nutra o corpo (proteínas, carboidratos, gorduras) e nem suplementos como whein protein e BCAA;
  • Antes de iniciar qualquer estratégia alimentar ou dieta, faça exames laboratoriais e busque orientações de um/a nutricionista ou médico/a;
  •  Mulheres grávidas não devem fazer jejum intermitente.
Edema pulmonar: quais as causas e possíveis complicações?

O edema pulmonar é o acúmulo anormal de líquido nos pulmões, sendo o seu principal sintoma a falta de ar. O edema agudo de pulmão ocorre sempre que há extravasamento de líquidos para os alvéolos (pequenos sacos onde ocorrem as trocas gasosas) ou para dentro dos pulmões.

Para entender a formação do edema pulmonar, os seus sintomas e consequências, basta lembrar que muito próximo dos alvéolos pulmonares, que são saquinhos minúsculos onde ocorrem as trocas gasosas, estão vasos sanguíneos muito finos, chamados capilares, que levam e trazem os gases provenientes da respiração.

Quando há um extravasamento de líquido dos capilares para o alvéolo pulmonar ou mesmo para dentro dos tecidos do pulmão, as trocas gasosas ficam prejudicadas, já que o líquido impede a saída do gás carbônico e a entrada de oxigênio nos pulmões.

Por isso os casos de edema pulmonar caracterizam-se sobretudo pela falta de ar e dificuldade respiratória, sendo esses os seus principais sintomas.

Leia também: Quais são os sintomas do edema pulmonar?

Causas

As principais causas do edema pulmonar são as doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial, infarto, doenças coronárias ou valvulares e insuficiência cardíaca congestiva. Todas elas podem provocar a saída de líquido dos capilares que resulta no edema.

Contudo, existem diversas doenças e condições que podem ser fatores de risco para o edema agudo de pulmão. Dentre elas estão asma grave e aguda, diabetes, obesidade, praticar atividade física em altitudes elevadas (acima dos 2.500 metros), pneumonia, inalação de produtos tóxicos, traumas no tórax, doenças que afetam o músculo do coração (miocardite, hipertrofia do miocárdio...), alcoolismo, infecções causadas por vírus, efeito secundário a medicamentos, arritmias, aumento súbito do volume sanguíneo, entre outras.

Apesar de poder ocorrer em qualquer idade, o edema pulmonar costuma afetar principalmente idosos, já que essas doenças estão mais presentes em pessoas nessa faixa etária.

Saiba mais em: Edema pulmonar tem cura? Como tratar?

Quais são os sintomas do edema pulmonar?

Os sinais e sintomas mais comuns do edema pulmonar são falta de ar, aumento da frequência respiratória e cardíaca, tosse, transpiração fria, dificuldade em permanecer deitado, ansiedade e agitação. A pulsação também fica mais rápida e fraca, com variações da pressão arterial. 

Casos mais graves de edema de pulmão podem manifestar ainda alteração da coloração das extremidades do corpo (pontas dos dedos, nariz, lábios), que ficam azuladas ou arroxeadas, além de retração dos músculos entre as costelas.

Outros sinais e sintomas incluem ainda sensação de sufocamento e morte iminente, além de tosse produtiva com secreção espumosa e sanguinolenta. Há casos de edema agudo pulmonar em que a pessoa chegar a espumar pela boca.

Se a pessoa estiver sofrendo um infarto, poderá sentir ainda uma forte dor no meio do peito, que pode irradiar para a parte interna do braço esquerdo, para o  pescoço ou para a mandíbula.

O edema agudo de pulmão é mais frequente em situações em que o bombeamento do sangue está prejudicado. Como consequência, o coração precisa bater com mais força, o que aumenta a pressão sanguínea dentro dos capilares e favorece o extravasamento de líquido para os pulmões, dificultando as trocas gasosas. 

O tratamento do edema pulmonar depende da causa e inclui o uso de medicamentos específicos, oxigênio e suporte ventilatório.

Saiba mais em: 

Edema pulmonar tem cura? Como tratar?

Edema pulmonar: quais as causas e possíveis complicações?

Edema pulmonar tem cura? Como tratar?

Edema pulmonar tem cura. O tratamento incide sobre a doença de base e diminuição do edema e suas consequências. Porém, a recuperação completa do paciente depende de alguns fatores, como idade, presença de outras doenças e também do tratamento, que deve ser rápido e adequado.

Para favorecer a eliminação do excesso de líquido acumulado nos pulmões, são utilizados medicamentos diuréticos por via endovenosa. Porém, uso de diuréticos em indivíduos com insuficiência cardíaca crônica pode desencadear uma redução da pressão arterial (hipotensão).

Os medicamentos vasodilatadores são indicados em casos de hipertensão arterial grave. Se a pessoa apresentar fibrilação, aumento acentuado da frequência cardíaca, entre outras complicações cardíacas, pode ser aplicado choque elétrico no tórax. 

A morfina pode ser usada para diminuir a ansiedade intensa e o esforço respiratório. O apoio ventilatório não invasivo muitas vezes é suficiente para controlar o nível de oxigênio no sangue, que pode estar muito baixo. 

A retenção de gás carbônico em excesso na circulação requer intubação endotraqueal e ventilação assistida.

O trabalho do coração também é estimulado com medicações específicas, também administradas diretamente na veia. 

É necessário fornecer também algum tipo de suporte respiratório, seja com uma máscara de oxigênio ou com ventilação mecânica.

Diagnóstico

O raio-x de tórax muitas vezes é suficiente para detectar o edema pulmonar, pois já permite ao médico visualizar o excesso de líquido dentro dos pulmões.

Porém, para diagnosticar o edema de pulmão pode ser necessário realizar outros exames, como medição dos níveis de oxigênio no sangue (que podem estar muito baixos), exames de sangue (ureia, marcadores cardíacos, creatinina), eletrocardiograma e ecocardiograma.

A ecocardiografia permite visualizar o coração e identificar doenças cardíacas e disfunções valvulares, o que ajuda a detectar a origem do edema pulmonar e escolher o melhor tratamento.

O edema agudo de pulmão é uma emergência médica e necessita de tratamento hospitalar e urgente.

Saiba mais em:

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Edema pulmonar: quais as causas e possíveis complicações?

Pleurite: quais os sintomas e como tratar?

O principal sintoma da pleurite é a dor aguda no peito, que se agrava quando a pessoa respira fundo, espirra ou tosse. A dor pode irradiar ainda para ombros e costas. Outros sinais e sintomas que podem estar presentes incluem dificuldade para respirar, espirros, tosse e febre.

Em alguns casos de pleurite, pode haver acúmulo de líquido no espaço entre as duas camadas da pleura. Se o volume de fluido acumulado for muito elevado, o atrito entre as duas membranas da pleura diminuem, o que alivia ou elimina a pleurisia.

Contudo, o excesso de líquido no espaço pleural pode comprimir os pulmões ao ponto de haver um colapso total ou parcial desses órgãos. Os sintomas mais característicos nesses casos são a dificuldade respiratória e a tosse. Quando esse líquido fica infeccionado, geralmente surge a febre.

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Tratamento

O tratamento da pleurite varia conforme a causa e a gravidade do caso. Nas infecções virais, são usados medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos. Se a infecção for causada por bactérias, são administrados medicamentos antibióticos.

Quando há risco de formação de coágulos ou presença de embolia pulmonar, pode haver necessidade de usar anticoagulantes para dissolver os coágulos já formados ou prevenir a formação dos mesmos.

Para os casos de pleurite em que ocorre um grande acúmulo de líquido entre as camadas da pleura, o tratamento inclui ainda a drenagem do fluido por meio de um tubo inserido no tórax. Trata-se de um procedimento cirúrgico, realizado em hospital.

O diagnóstico da pleurite é feito através de exames de sangue, raio-x de tórax, tomografia computadorizada, ecografia e eletrocardiograma.

Quando necessário, podem ser retiradas amostras do líquido e do tecido pleural para serem analisadas em laboratório. O líquido pode ser retirado com uma agulha, enquanto que as amostras de tecido podem ser recolhidas através de biópsia.

Quais as causas da pleurite?

A pleurite é uma inflamação da pleura, uma membrana fina que envolve os pulmões e a parte interna da cavidade torácica. As principais causas da pleurite incluem infecções respiratórias causadas por vírus ou bactérias, como gripe e pneumonia, infecções pulmonares causadas por fungos, artrite reumatoide, uso de determinados medicamentos e ainda câncer de pulmão.

A pleura é, composta por duas camadas. Entre elas existe um líquido viscoso, que serve como lubrificante e permite que os pulmões se expandam suavemente durante a respiração, sem atrito com o interior do tórax.

A pleura atua diretamente na defesa contra infecções, processos inflamatórios, lesões e presença de elementos estranhos nos pulmões e cavidade torácica. Quando a inflamação tem pouca duração, a superfície da pleura não sofre danos e as alterações se normalizam, sem deixar sequelas. 

Por outro lado, processos inflamatórios prolongados podem levar à formação de cicatriz, com fibrose e aderências que podem prejudicar a respiração.

Quando a pleura está inflamada, aumenta a fricção entre as suas camadas, o que causa dor torácica durante a respiração. Essa dor com origem na pleura é denominada pleurisia. 

O tratamento depende da causa e pode incluir o uso de medicamentos anti-inflamatórios, antibióticos e anticoagulantes, ou ainda cirurgia nos casos mais graves.

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O que pode causar miocardite?

A miocardite é uma inflamação do músculo cardíaco (miocárdio), porção mais volumosa do coração responsável por bombear o sangue para todo o corpo. A duração do processo inflamatório pode ir de semanas a meses, podendo inclusive deixar sequelas.

As principais causas da miocardite são as infecções causadas por vírus, embora as infecções bacterianas, fúngicas e parasitárias também possam desencadear a doença. 

Contudo, a miocardite pode ter diversas causas, tais como reações alérgicas, tratamento com quimioterapia ou radioterapia, picadas de animais peçonhentos, abuso de drogas ou álcool, doenças autoimunes (lúpus, artrite reumatoide), entre outras.

A miocardite pode prejudicar os batimentos cardíacos ou a condução dos impulsos nervosos para o coração, o que pode causar insuficiência cardíaca e arritmias.

Nos casos mais graves de miocardite, o coração pode tornar-se incapaz de bombear adequadamente o sangue e ocorrer um infarto.

A miocardite viral tende a desaparecer espontaneamente em poucas semanas. Porém, se a infecção tiver outras causas ou se a inflamação for muito prolongada, pode haver necessidade de utilizar medicamentos específicos a longo prazo.

Quadros mais graves de miocardite podem precisar de implantes de marcapasso ou desfibrilador, ou ainda transplante de coração.

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