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Gripe H1N1: quais os sintomas, como se transmite e como tratar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A gripe H1N1, também conhecida como gripe Influenza tipo A ou gripe suína, é uma doença provocada por um vírus, o H1N1. Trata-se de um vírus da gripe que sofreu uma mutação. Apesar de manifestar sintomas semelhantes aos de uma gripe comum, a gripe H1N1 pode causar complicações muito graves que podem levar à morte.

Quais são os sintomas da gripe H1N1?

Os sintomas da gripe H1N1 começam a se manifestar depois de 3 a 5 dias que ocorreu o contágio. Contudo, a pessoa pode ser portadora do vírus e não apresentar sintomas e mesmo assim pode transmitir a doença. O vírus também pode ser transmitido durante o período de incubação, que é assintomático.

Vírus H1N1

Os sintomas da gripe H1N1 são parecidos com os de uma gripe comum, podendo incluir febre acima de 38ºC de início súbito, tosse, dor de garganta, dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, coriza e falta de apetite.

Em alguns casos, a pessoa pode apresentar diarreia e vômitos. Pessoas com asma apresentam uma exacerbação dos sintomas dessa doença.

Para evitar transmitir a doença, a pessoa com gripe H1N1 deve utilizar uma máscara cirúrgica.

Como ocorre a transmissão da gripe H1N1?

A forma de transmissão da gripe H1N1 é a mesma da gripe comum. O vírus é transmitido de pessoa para pessoa, através da inalação de gotículas de saliva ou secreção eliminadas por uma pessoa infectada ao tossir, falar ou espirrar.

A contaminação também pode ocorrer ao tocar a boca ou o nariz depois de ter tocado em alguma superfície contaminada pelo vírus H1N1.

Indivíduos adultos podem transmitir a gripe H1N1 por uma semana após o início dos sintomas. Já as crianças podem transmitir o vírus durante um período de 2 a 14 dias depois do aparecimento dos sintomas.

O vírus H1N1 pode sobreviver de duas a oito horas fora do corpo humano, na superfície de objetos infectados, por exemplo. Por isso, para diminuir os riscos de transmissão, recomenda-se lavar frequentemente as mãos.

A gripe H1N1 não é transmitida através da ingestão de carne de porco, pois as altas temperaturas a que a carne é submetida durante a sua preparação elimina completamente o vírus.

Como é feita a prevenção da gripe H1N1?

A prevenção da gripe H1N1 é feita sobretudo através da vacina. A vacina contra o H1N1 confere imunidade contra a doença nos períodos em que o vírus está mais circulante e diminui as chances do aparecimento das formas mais graves da gripe H1N1.

O organismo começa a produzir anticorpos contra o vírus H1N1 depois de duas a três semanas da pessoa ter tomado a vacina. Após a vacinação, a pessoa fica imune contra a gripe H1N1 durante um período de 6 meses a 1 ano. Os anticorpos atingem os seus níveis máximos depois de 4 a 6 semanas que ocorreu a vacinação.

Além da vacinação, algumas medidas ajudam a diminuir os riscos de transmissão da gripe H1N1, tais como:

  • Evitar o contato com pessoas infectadas;
  • Lavar frequentemente as mãos com água e sabão;
  • Evitar colocar as mãos no rosto e na boca;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal;
  • Quando necessário, usar uma máscara cirúrgica para prevenir o contágio;
  • Evitar ambientes fechados, sobretudo com aglomeração de pessoas.
Qual é o tratamento para a gripe H1N1?

O tratamento da gripe H1N1 é feito através de medicamentos para aliviar os sintomas, como a febre, hidratação, alimentação leve e repouso. O objetivo do tratamento é melhorar os sintomas e auxiliar a recuperação rápida do organismo.

Para evitar a transmissão da doença, recomenda-se que a pessoa permaneça em casa, evitando o contato com outras pessoas.

Se não for devidamente tratada, a gripe H1N1 pode causar complicações graves, como pneumonia, e até levar à morte.

Em caso de complicações graves, o tratamento é específico e pode requerer medidas intensivas de suporte.

Em caso de sintomas de gripe H1N1, consulte um médico de família ou um clínico geral.

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Diabetes mellitus: o que é, quais os sintomas e como tratar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O diabetes mellitus é uma doença crônica do metabolismo, que se caracteriza pelo aumento dos níveis de glicose (açúcar) no sangue, uma condição chamada hiperglicemia.

A glicose é uma fonte de energia, fundamental para o metabolismo das células do corpo. Porém, para poder penetrar nas células, a glicose necessita de insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas. No caso da diabetes, os níveis de insulina estão baixos ou insuficientes para ajudar no metabolismo do açúcar, ou ausentes, no caso da diabetes tipo 1.

Existem dois tipos de diabetes mellitus: tipo 1 e tipo 2. No diabetes mellitus tipo 1, o pâncreas não produz insulina ou, se produz, é insuficiente. Já no diabetes tipo 2, a produção de insulina pode ser baixa ou o próprio organismo da pessoa pode se tornar resistente à insulina.

O diabetes mellitus é uma doença crônica que não tem cura. O tratamento deve ser mantido até o fim da vida e pode incluir o uso de insulina, medicamentos antidiabéticos, dieta adequada e prática regular de atividade física.

Quais são os sintomas de diabetes mellitus?

O diabetes mellitus apresenta sinais e sintomas diversos e um pouco diferentes entre o tipo 1 e o tipo 2, mas as características clássicas dos dois tipos são:

  1. Aumento da sede, chamado polidipsia;
  2. Aumento da fome, polifagia e
  3. Maior frequência de eliminação de urina, poliúria;

Por isso alguns conhecem a doença como doença dos "polis".

Outros sintomas muito comuns do diabetes mellitus são o emagrecimento, principalmente nos pacientes tipo 1.

Os demais sintomas do diabetes mellitus são desencadeados de acordo com os níveis de glicose no sangue. A quantidade de açúcar no sangue pode estar alta (hiperglicemia) ou baixa (hipoglicemia) e as manifestações variam conforme a condição.

O que acontece na Hipoglicemia?

A hipoglicemia normalmente ocorre em diabéticos que utilizam insulina ou tomam medicamentos para controlar a doença, seja pelo uso excessivo ou incorreto do medicamento, jejum prolongado ou prática inadequada de atividade física.

Nesses casos, a pessoa pode apresentar cansaço, tonturas, sudorese fria, tremores, visão turva e dificuldade de raciocínio.

Quem toma medicamentos ou usa insulina para controlar o diabetes mellitus deve ter muita atenção com a alimentação e a verificação dos níveis de glicemia, que não deve estar abaixo de 70 mg/dl.

A hipoglicemia é um estado de alto risco para vida das pessoas diabéticas, por isso é recomendável que todo diabético ande sempre com uma bala ou embalagem de açúcar e um comunicado de ser portador de diabetes, para que em uma urgência possa ser ajudado.

O que acontece na Hiperglicemia?

Já o aumento dos níveis de açúcar no sangue, a hiperglicemia, pode surgir em casos de diabetes mellitus descontrolado, ainda não diagnosticado, ou devido à ingestão de grandes quantidades de açúcar (glicose). Os sintomas da hiperglicemia são bem semelhantes e incluem cansaço, visão turva, boca seca, aumento da frequência urinária, porém é menos frequente a alteração neurológica.

Qual é o tratamento para diabetes mellitus? Diabetes mellitus tipo 1

O tratamento do diabetes tipo 1 é feito com insulina, daí esse tipo de diabetes também ser chamado insulinodependente. A aplicação de insulina é feita pela via subcutânea, ou seja, logo abaixo da pele.

Além da insulina, é preciso monitorar corretamente os níveis de glicemia, ter uma alimentação específica para diabéticos e praticar atividade física regularmente.

Diabetes mellitus tipo 2

O tratamento do diabetes tipo 2 é feito com medicamentos administrados por via oral. Em alguns casos de diabetes mellitus tipo 2, o controle da glicemia pode ser feito apenas com perda e controle de peso, dieta adequada e exercícios físicos, sem necessidade de medicação.

Contudo, se o tratamento com os medicamentos e as medidas adotadas não forem capazes de controlar o diabetes, pode ser necessário usar insulina também.

O principal objetivo do tratamento do diabetes mellitus é manter os níveis de açúcar no sangue dentro do normal, ou das metas estipuladas para cada caso, de forma rígida, para prevenir as complicações da doença.

O diagnóstico e tratamento do diabetes mellitus é da responsabilidade do/a médico/a endocrinologista.

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Disúria: como identificar e tratar?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

A disúria é um sintoma caracterizado por dor, ardor ou desconforto ao urinar. É comum sensação de queimação no momento da micção. Ocorre muito em pessoas sexualmente ativas, sendo mais frequente em mulheres. Os homens são acometidos em diferentes idades.

Normalmente ligada às infeções urinárias, a disúria pode ter uma variedade de causas. É um sintoma que pode ser indicativo de infeções de bexiga, uretra ou rins.

Quais as causas da disúria?

As causas mais frequentes de disúria são:

  • Cistite (infecção de bexiga);
  • Uretrite (infecção da uretra);
  • Pielonefrite (infecção dos rins);
  • Prostatite (infecção da próstata);

  • Infeções sexualmente transmissíveis que acometem a uretra, vagina, pênis, bexiga e próstata.

Diagnóstico de disúria

Para encontrar a causa da disúria, o/a médico/a investigará a sua história clínica. Serão perguntados aspectos relacionados ao estado de saúde, episódios anteriores de disúria, frequência e quantidade da micção, se esta vem sempre acompanhada de dor, ardor, desconforto ou queimação. Será também indagado/a sobre atividade sexual e social.

Eventualmente pode ser necessária a realização de um exame físico, que pode incluir a avaliação do abdome, dos órgãos genitais externos e, no caso da mulheres, pode ainda haver a necessidade de um exame ginecológico em algumas situações. É importante informar se houver secreção vaginal ou peniana e descrever o seu aspecto, se estiver presente,

Alguns exames laboratoriais como o exame de urina e a urocultura são importantes para o diagnóstico adequado de infecção por bactérias. Em caso de suspeita de outras doenças associadas, poderão ser necessários ultrassonografia das vias urinárias e renal. Este exames serão solicitados de acordo com a sua história clínica.

Como prevenir a disúria?

Para prevenir a disúria, é necessário prevenir as infeções urinárias e sexualmente transmissíveis. Algumas recomendações podem ajudar a prevenir:

  • Beber muito líquidos, especialmente água;
  • Urinar sempre que tiver vontade, evitando prender a urina;
  • Urinar antes de dormir e após as relações sexuais;
  • Realizar uma boa higiene genital;
  • Praticar relações sexuais protegidas para evitar infeções sexualmente transmissíveis (uso de preservativo masculino ou feminino).

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Para que serve diclofenaco sódico e como tomar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O diclofenaco sódico é um medicamento anti-inflamatório usado no tratamento da dor e inflamações agudas, por sua ação rápida. Ameniza os sintomas da inflamação, como dor, inchaço e febre.

Algumas indicações para uso do diclofenaco sódico:

  • Traumatismos;
  • Pós-operatório, no caso de dores e edema;
  • Dores articulares, doenças reumáticas;
  • Dores na coluna;
  • Síndrome do ombro congelado;
  • Cotovelo de tenista (tendinite);
  • Crises de gota;
  • Entorses, distensões e outras lesões osteomusculares;
  • Cólicas menstruais;
  • Dores na garganta, por quadro de infecções ou inflamação;
  • Dor de ouvido.

Nos processos inflamatórios após cirurgias e traumatismos, o diclofenaco sódico promove um alívio rápido da dor que ocorre tanto em repouso como em movimento, além de reduzir o edema (inchaço).

Entretanto, além do alívio dos sintomas pelo uso de diclofenaco sódico, é importante buscar e tratar a doença base. A febre como sintoma isolado não é motivo para tomar diclofenaco sódico.

Como tomar diclofenaco sódico?

Os comprimidos de diclofenaco sódico devem ser ingeridos inteiros, de preferência, com o estômago vazio, antes das refeições, para uma maior absorção da substância, desde que não haja contra indicações.

Paciente com história de doenças gástricas, azia ou úlceras gástricas não devem fazer uso do diclofenaco, a não ser sob avaliação médica.

As doses de diclofenaco sódico devem ser as menores possíveis capazes de controlar a dor e a medicação não deve ser tomada por tempo prologado.

Em geral, a dose ideal de diclofenaco sódico varia entre 100 mg e 150 mg por dia, o que corresponde a 2 ou 3 comprimidos diários. Nos casos mais leves bastam 50 a 75 mg por dia.

O diclofenaco sódico deve ser tomado sempre em doses fracionadas, em duas ou três doses separadas por dia. A dose diária máxima não deve ultrapassar 150 mg/dia.

Quando utilizado para tratar as dores menstruais, é importante começar a tomar o diclofenaco sódico logo que apareçam os primeiros sintomas, com doses de 50 mg a 100 mg. Se for preciso, é recomendado manter a medicação por alguns dias com doses de 50 mg, até 3 vezes ao dia.

Posso tomar diclofenaco sódico na gravidez?

O uso de diclofenaco sódico na gravidez só deve ser feito se for absolutamente necessário. Especialmente no terceiro semestre da gestação, ou seja, nos últimos 3 meses, não é recomendado o uso do diclofenaco sódico, devido ao risco de sangramento e prejuízos para o bebê e no trabalho de parto.

O diclofenaco sódico também é contraindicado no 1º e 2º trimestres de gravidez. Em todos os casos, cabe ao médico obstetra ou quem está acompanhando a gravidez avaliar o risco benefício de tomar o medicamento.

Posso tomar diclofenaco se estiver amamentando?

Mulheres que estão amamentando não devem tomar diclofenaco sódico, pela sua passagem pelo leite materno e riscos para o bebê. Porém, dependendo do caso, cabe ao médico avaliar os riscos e os benefícios em usar a medicação.

Contra indicações para o uso de diclofenaco sódico

As principais contraindicações para o uso da medicação são: História de doenças do trato gastrointestinal, Doenças hepáticas, Cardiopatia ou insuficiência cardíaca, Asma e Hipertensão arterial sistêmica mal controlada.

O risco de complicações pelo uso do diclofenaco sódico, está diretamente relacionado ao tempo de uso e doses elevadas. Portanto, não faça uso da medicação sem orientação médica, ou mudança da prescrição, a fim de evitar riscos para sua saúde.

Para maiores esclarecimentos sobre o uso e indicações do diclofenaco sódico, fale com o/a médico/a que receitou o medicamento ou consulte um/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família.

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Teste do cotonete ou de estreptococus na gravidez: para que serve?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

O exame do cotonete é habitualmente feito pela gestantes para pesquisar a presença de estreptococus do grupo B.

O estreptococus do grupo B, Streptococcus agalactiae, é uma bactéria muito comum que coloniza as regiões vaginal, intestinal e retal das mulheres. Em pessoas sadias, esta bactéria não costuma provocar doenças. No entanto, quando ocorre em mulheres grávidas pode causar complicações e ser transmitido ao bebê durante o parto.

Como é feito o exame do cotonete?

O exame para identificar o estreptococus do grupo B (teste do cotonete) é feito entre a 35ª e 37ª semana de gestação.

Para realizar o teste do cotonete, é colhida secreção da região vaginal e anal. Banho ou higiene íntima antes da coleta não são recomendados. A coleta é indolor e fica pronto em 2 ou 3 dias.

Após a coletado, o material é analisado para detectar a presença do estreptococus do grupo B na região íntima da mãe.

Resultado do teste do cotonete

Se o resultado do teste for positivo, a mãe será tratada com antibióticos por via endovenosa durante o trabalho de parto para evitar que a bactéria seja transmitida à criança.

Enquanto o bebê estiver na barriga da mãe, não existe risco de transmissão. Ela pode ocorrer com o rompimento do bolsa amniótica e/ou pela passagem do bebê pelo canal vaginal durante o parto normal.

No caso de parto cesária, não é necessário o tratamento com antibióticos. Nestas situações, o uso de antibiótico só é indicado quando a bolsa se rompe antes que a cesariana seja realizada.

Se o resultado do exame for negativo, significa que a mãe não está colonizada com a bactéria e, portanto, não há risco de contaminação do bebê.

Durante a gravidez as mulheres são solicitadas a realizar o exame de urocultura com o objetivo de identificar bactérias causadoras de infeção urinária. Se o resultado da urocultura for positivo, a mãe será tratada com os antibióticos adequados.

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Não utilize medicamentos sem prescrição médica, principalmente, durante a gestação. Cumpra a sua rotina de pré-natal para assegurar a sua saúde e a do seu bebê.

Escarlatina: o que é, quais os sintomas e como é o tratamento?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A escarlatina é uma doença infecciosa causada por uma bactéria do grupo dos estreptococos, que também são responsáveis por outras infecções, como amigdalites, impetigo e erisipela.

A escarlatina ocorre sobretudo em crianças em idade escolar. A doença surge devido a uma reação alérgica desencadeada por toxinas produzidas pela bactéria.

Como ocorre a transmissão da escarlatina?

A escarlatina é uma doença contagiosa, transmitida de pessoa para pessoa. A transmissão ocorre através de gotículas de saliva ou secreções expelidas por uma pessoa infectada.

Acomete principalmente crianças até os 10 anos de idade e é rara em adultos.

Quais são os sintomas da escarlatina?

Os primeiros sintomas da escarlatina começam a se manifestar depois de 2 a 4 dias que ocorreu o contágio, ou seja, o contato com alguém infectado. Porém, em alguns casos, o período de incubação pode ir de 1 dia a uma semana.

Os sintomas da escarlatina têm início súbito e incluem febre, mal estar, dor de garganta, vômitos, erupções na pele, dores abdominais e prostração.

A escarlatina caracteriza-se pela presença de infecção na garganta, febre e erupções na pele.

Escarlatina

A febre é alta, principalmente no 2º e 3º dia. Depois, começa a diminuir progressivamente, mas pode ainda permanecer por até 7 dias.

A partir do 2º dia, começam a surgir as erupções na pele que caracterizam a escarlatina e deixam a pele áspera. As erupções aparecem primeiro no pescoço e no tronco, chegando depois ao rosto e aos membros.

As erupções são vermelho vivo, manifestando-se por meio de manchas muito pequenas, do tamanho da cabeça de um alfinete. As manchas aparecem com mais intensidade no rosto, nas axilas e nas virilhas.

A área ao redor da boca não apresenta manchas e fica pálida, assim como as palmas das mãos e as plantas dos pés.

Depois de 6 dias, as erupções desaparecem, seguindo-se uma descamação da pele nas áreas afetadas.

A língua costuma ficar branca e saburrosa no início. Depois, as papilas aumentam de tamanho e ficam com coloração vermelho arroxeada nas bordas e na ponta da língua.

Qual é o tratamento para escarlatina?

O tratamento da escarlatina é feito com penicilina ou amoxicilina, medicamentos antibióticos. O tratamento medicamentoso elimina as bactérias, previne complicações como a febre reumática e glomerulonefrite.

As complicações da escarlatina são raras, uma vez que a doença responde bem ao tratamento com antibióticos. Porém, quando presentes, as complicações são graves.

Durante a fase aguda da escarlatina, as complicações são decorrentes da disseminação da infecção para outros locais do corpo, causando otite, meningite, sinusite, laringite, entre outras complicações.

As complicações tardias podem surgir depois que a escarlatina já estiver curada e incluem a febre reumática, que causa lesões nas válvulas cardíacas, e a glomerulonefrite, que provoca lesões renais que podem evoluir para insuficiência renal.

Na presença de sintomas de escarlatina, consulte um médico clínico geral, um médico de família ou um pediatra, no caso das crianças.

Bepantol líquido e pomada: para que serve e como usar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O Bepantol ® é um medicamento encontrado sob a forma de líquido, pomada e mais recentemente, em spray. Constituído pelo princípio ativo dexpantenol (pró vitamina B5), que ao penetrar na pele é transformado em vitamina B5 (ácido pantotênico), estimulando a formação e a regeneração natural da pele.

O Bepantol ® penetra nas camadas mais profundas da pele, atuando e protegendo as camadas de dentro para fora, deixando-a mais nutrida e fortalecida.

A vitamina também age estimulando a multiplicação das células da pele, inclusive daquelas que produzem colágeno, responsável pela sustentação (firmeza) da pele.

Para que serve Bepantol ®?

Devido às propriedades do dexpantenol, o Bepantol ® serve para prevenir e tratar assaduras e rachaduras na pele, mamilos, lábios e região anal. Além disso, o Bepantol ® também estimula a cicatrização de feridas e escaras (úlceras de pressão), e auxilia no tratamento de queimaduras causadas pelo sol.

O Bepantol ® líquido também costuma ser indicado para hidratar os cabelos, sendo usado para deixar os cabelos mais brilhantes e macios. As propriedades do Bepantol ® previnem que os fios de cabelo percam água em excesso, o que deixa o cabelo ressecado.

Mais uma indicação comum para o produto, é no processo de cicatrização de tatuagens.

Como usar Bepantol ®?

O Bepantol ® pomada deve ser aplicado diretamente na pele, que deve estar limpa e seca. Geralmente, recomenda-se aplicar a pomada duas a três vezes ao dia. Entretanto, o número de aplicações pode variar, conforme orientação médica.

Já o Bepantol ® líquido pode ser aplicado puro ou diluído numa mesma quantidade de água, diretamente sobre a pele limpa.

Veja também: Para que serve Bepantol Derma líquido e como usar a solução?

No tratamento das assaduras em bebês, o Bepantol ® líquido deve ser aplicado cada vez que se mudar a fralda da criança, depois de limpar e secar a pele do bebê.

Para tratar outras lesões na pele, o Bepantol ® líquido normalmente é aplicado uma a três vezes ao dia, assim como na pomada, ou conforme a indicação médica.

Quais são os efeitos colaterais do Bepantol ®?

O uso de Bepantol ® pomada ou líquido não requer muitas precauções, uma vez que o medicamento é, em geral, bem tolerado. Raramente, o uso de Bepantol ® pode causar efeitos colaterais.

Contudo, se a pessoa for alérgica a algum componente da fórmula ou dependendo da sua sensibilidade, podem ocorrer casos de urticária, embora seja bastante raro. Atualmente o relato de casos está entre 0,01% a 0,1%.

O uso de Bepantol ® deve ser feito apenas com orientação médica, de preferência por um/a dermatologista.

Angioplastia: o que é, como é feita e quais os riscos?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A angioplastia é uma cirurgia minimamente invasiva que serve para desobstruir uma artéria do coração que está parcialmente ou totalmente entupida. O objetivo do procedimento cirúrgico é restabelecer o fluxo sanguíneo normal para a área do coração em que a circulação estava comprometida.

A angioplastia das artérias coronárias é indicada em casos de infarto, quando a artéria está totalmente obstruída e precisa ser aberta com urgência. Com o retorno da circulação, o músculo cardíaco volta a ser devidamente oxigenado, prevenindo a piora do quadro, novo episódio de isquemia, ou evolução para o óbito.

Como é feita a angioplastia?

Na angioplastia, é introduzido um cateter (tubo bem fino) na artéria que está obstruída. Na extremidade do cateter existe um balão, que dilata o vaso sanguíneo, quando chega na área obstruída, permitindo o restabelecimento da circulação.

Balão na extremidade do cateter

Em alguns casos, além do balão, é feito ainda um implante de uma rede ou malha metálica (stent), o qual mantém o interior desse vaso aberto, para certificar que a artéria permaneça com o seu trajeto livre para o fluxo sanguíneo.

O tempo de duração da cirurgia de angioplastia varia entre 30 e 45 minutos. Em algumas situações, a pessoa necessita ficar internada.

Quais são os riscos da angioplastia?

O principal risco da angioplastia é a formação de trombos na artéria que recebeu o procedimento. Contudo, para prevenir essa complicação, são usados medicamentos antiagregantes plaquetários, que reduzem o risco de coagulação ou formação de placas. O risco de morte como complicação da angioplastia é considerado baixíssimo.

Outro risco da angioplastia é a recorrência do estreitamento da artéria coronária, o que pode requerer a realização de outra cirurgia. Porém, com o uso das malhas metálicas (stents) revestidas com medicamentos, essa complicação atualmente ocorre em menos de 10% dos casos.

Como é o preparo para a angioplastia?

Além da realização de exames, deve-se evitar tomar medicamentos que interferem com a coagulação sanguínea.

Como é a recuperação da angioplastia?

Após a angioplastia, a pessoa deve ficar em repouso por algumas horas. Nos dias a seguir, os esforços físicos devem ser restringir ao mínimo possível.

Para evitar novos quadros de obstrução da artéria coronária, recomenda-se algumas mudanças no estilo de vida, como não fumar, ter uma alimentação equilibrada e saudável e praticar atividade física regularmente.

Saiba mais sobre o assunto em: Sofri um infarto. Que cuidados devo ter depois?

O especialista responsável pela realização da angioplastia é o/a médico/a cardiologista intervencionista.

Botox: como funciona e quais os efeitos colaterais?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O botox® é um medicamento que tem como princípio ativo a toxina botulínica tipo A, uma substância purificada extraída de bactérias. A toxina interrompe os estímulos nervosos nos músculos, causando paralisia da musculatura. Como resultado, o músculo fica mais relaxado, pois deixa de ser estimulado. Por isso, as aplicações desse produto são muito utilizadas para o tratamento de rugas na face além de outras indicações, como na espasticidades (músculos "enrijecidos"), por doenças neurológicas, como AVC e espasmos faciais.

Como é feita a aplicação de botox®?

A aplicação de botox® é feita através da injeção de pequenas quantidades de toxina botulínica diretamente nos músculos selecionados. A agulha usada na aplicação é de tamanho pequeno e bem fina, sendo o procedimento bem tolerado e realizado em poucos minutos.

As rugas com melhores resultados no tratamento costumam ser aquelas localizadas entre as sobrancelhas, na base do nariz, ao redor dos olhos (“pés-de-galinha”), na testa e no pescoço.

Nas doenças neurológicas, os músculos tratados são aqueles mais rígidos, facilitando a reabilitação com fisioterapia, terapia ocupacional, além de auxiliar na higiene do paciente. Por exemplo, nos casos de pacientes com AVC que não conseguem abrir a mão, ou esticar o braço por completo, a limpeza da palma da mão e axilas ficam dificultadas, portanto o uso da toxina está indicado, para permitir uma adequada higiene e bem estar.

Outras doenças que causam espasticidade e se beneficiam do tratamento com toxina são esclerose múltipla, doença de Parkinson, lesões medulares, espasmo hemifacial, entre outros.

Em quanto tempo posso ver os efeitos do botox®?

Os efeitos da aplicação de toxina botulínica não são imediatos, geralmente se tornam mais evidentes depois de 3 a 7 dias, atingindo seus efeitos máximos no primeiro mês, com duração de 3 a 6 meses. Após esse período, os músculos voltam a receber os sinais nervosos e os efeitos começam a desaparecer progressivamente. Por essa razão, para manter os resultados do botox®, é preciso seguir exatamente as orientações do/a médico/a assistente.

Quais são os efeitos colaterais do botox®?

Os efeitos colaterais da aplicação de toxina botulínica são muito poucos e temporários, estando muitas vezes relacionados com o próprio local da injeção. Os hematomas, dor de cabeça, sintomas semelhantes a um resfriado leve, estão entre as reações mais comuns.

Em casos mais raros, por haver queda das pálpebras ou de apenas uma delas. Todos os possíveis efeitos colaterais do botox® são leves, passageiros e autolimitados.

Quais as indicações do botox®?

Além de tratar as rugas e sequelas de AVC, o botox® também possui outras importantes indicações:

  • Hiperidrose
  • Blefaroespasmo
  • Espasmo hemifacial
  • Enxaqueca crônica
  • Estrabismo
  • Bexiga neurogênica e
  • Incontinência urinária.

Na hiperidrose (transpiração excessiva) nas axilas, nas mãos e nos pés. A toxina botulínica diminui a produção de suor pelas glândulas sudoríparas. A aplicação nesses casos é feita com a toxina botulínica bem diluída e a injeção é aplicada na pele dessas regiões. Com apenas uma aplicação de botox, a transpiração fica reduzida durante meses. Depois desse período, a transpiração volta ao que era e para manter os efeitos é necessária uma nova aplicação.

O blefaroespasmo e espasmo hemifacial, as contrações dos músculos da face são involuntárias e ininterruptas, causando dor local, dificuldade na visão e lacrimejamento do olho, além do constrangimento pela movimentação "anormal", que acaba por chamar muita atenção de pessoas ao redor. Algumas vezes pode precipitar crises de ansiedade e depressão. A toxina botulínica é a primeira escolha de tratamento e oferece excelentes resultados para esses casos.

Na enxaqueca crônica, sem melhora a tratamentos convencionais, já está indicado a aplicação da toxina nos músculos do couro cabeludo, com resultados satisfatórios.

No estrabismo, na verdade a primeira grande indicação de aplicação local da toxina, oferece bons resultados e deve ser aplicado e acompanhado pelo/a médico/a Oftalmologista.

O tratamento da bexiga neurogênica e incontinência urinária são indicados e acompanhados pelo/a médico/a urologista.

O especialista responsável pela aplicação de botox®, no caso do tratamento das rugas e hiperidrose, é o/a médico/a dermatologista e para os casos neurológicos, o/a médico/a neurologista.

Vale ressaltar que além do Botox®, existem outras marcas de toxina botulínica do tipo A liberadas para as mesmas indicações no mercado Brasileiro.

Escherichia coli: o que é, que doenças pode causar e como tratar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A Escherichia coli, também conhecida por E. coli, é uma bactéria que está naturalmente presente no intestino dos seres humanos e alguns animais. Porém, quando presente em outros sistemas, a Escherichia coli causa infecções, sendo uma das principais causas de infecções urinárias e intestinais.

As infecções urinárias causadas por E. coli são mais comuns em mulheres, devido à proximidade da uretra com o ânus, o que favorece a entrada de bactérias. Nos homens, como a distância é maior, torna-se mais difícil de ocorrer a infecção.

Escherichia coli

Nas infecções intestinais, a contaminação pela Escherichia coli ocorre pela ingestão de alimentos e água contaminados pela bactéria. Nos locais com pouca higiene, a Escherichia coli pode inclusive ser transmitida de pessoa para pessoa.

Como saber se tenho uma infecção por Escherichia coli?

Os sintomas da infecção urinária causada pela E. coli incluem aumento da frequência urinária, dor ou ardência ao urinar, vontade urgente de urinar, dor nos rins, febre, calafrios e presença de corrimento amarelado.

Leia também: Quais são os sintomas e causas de uma infecção urinária?

Em caso de infecção intestinal por Escherichia coli, a pessoa pode apresentar vômitos, náuseas, diarreia, febre, calafrios, mal-estar, dores musculares, dores abdominais, cólicas e falta de apetite.

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Geralmente, os sintomas da contaminação por E. coli começam a se manifestar em até 3 dias após a ingestão do alimento ou bebida contaminados. A duração dos sintomas é, em média, de uma semana. A diarreia tende a desaparecer em até 4 dias.

Qual é o tratamento para Escherichia coli?

O tratamento da infecção por Escherichia coli depende do local da infecção. No caso das infecções intestinais, o tratamento consiste em repouso, aumento da ingestão de líquidos, dieta com alimentos leves e medicamentos para controlar a dor e os vômitos. Se a pessoa apresentar diarreia com sangue, podem ser prescritos medicamentos antibióticos.

Saiba mais em: Qual o tratamento para infecção intestinal?

O tratamento da infecção urinária é feito com medicamentos antibióticos e aumento da ingestão de água.

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Como prevenir a contaminação por Escherichia coli?

Para prevenir a infecção intestinal causada por E. coli, é importante ter alguns cuidados, como lavar, higienizar e armazenar adequadamente os alimentos, evitar comer carne mal cozida, não esquentar mais de uma vez alimentos que já estão prontos, beber apenas água filtrada ou fervida e lavar bem as mãos após ir ao banheiro.

Na infecção urinária, a contaminação por E. coli ocorre principalmente pela higiene inadequada das regiões anal e genital e nas relações sexuais (sobretudo anais).

A prevenção nesses casos passa pela higiene adequada da região anal e genital, principalmente no caso das mulheres, e uso de preservativos.

Na presença de sintomas de infecção por Escherichia coli, procure um serviço de atendimento médico para receber o tratamento adequado.

Como interpretar os resultados da urocultura?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Os resultados da urocultura, exame que permite identificar a presença e o tipo de bactéria na urina em casos de infeção urinária, podem ser considerados: negativo ou normal, falso-negativo, positivo ou falso positivo.

Colônia de bactéria em um meio de cultura. Urocultura negativa ou normal

Diz-se que a urocultura é negativa ou normal quando após um período de 48 a 72 horas de incubação da urina no meio de cultura, nenhum crescimento de colônias de bactérias é observado.

Urocultura falso negativa

Se a pessoa tiver a urina de pH muito ácido (abaixo de 6) ou se estiver em uso de antibióticos ou diuréticos, o resultado da urocultura pode ser considerado falso-negativo. O uso de antibióticos pode inibir o crescimento de bactérias na urina. Neste caso, especialmente, o uso de medicações devem ser relatados durante a consulta médica ao profissional que interpretará o exame.

Pode haver dúvidas se o número de colônias for inferior a 100.000 unidades formadoras de colônia. Isto pode ocorrer por contaminação da amostra de urina. É possível que o/a médico/a recomende repetir o exame para associar seus resultados aos sintomas de infeção urinária, o que possibilita um diagnóstico seguro.

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Quais são os sintomas e causas de uma infecção urinária?

O risco de contaminação na urina é menor em homens. Por este motivo, valores superiores a 100.000 unidades formadoras de colônia devem ser valorizados e investigados pelo/a médico/a.

Urocultura positiva

A urocultura é considerada positiva quando são identificadas mais de 100.000 colônias de bactérias na amostra de urina analisada. Neste caso, o resultado do exame apresenta o nome da bactéria que está provocando a infeção.

Se o antibiograma ou Teste de Sensibilidade a Antimicrobianos (TSA) tiver sido solicitado junto com a urocultura o resultado também traz os antibióticos eficazes para tratar a infeção.

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Para que serve o exame de TSA?

Urocultura falso positiva

O resultado falso positivo pode ser observado quando a amostra de urina é contaminada por microrganismos, medicamentos ou sangue. Neste caso, é indicado repetir o exame.

O resultado da urocultura deve ser analisado pelo/a médico/a e somente este profissional pode indicar o antibiótico adequado. Não use antibióticos para tratar infeção urinária ou outras infeções sem prescrição.

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Exame de Urina: como se preparar e entender os resultados

Urocultura: por que e como devo fazer?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

A urocultura é também conhecida como urinocultura ou cultura de urina. Este exame consiste em identificar a presença e do tipo de bactéria naquela amostra de urina.

A presença de bactérias na urina é um forte indicador de infecção urinária, entretanto nem sempre aponta uma infecção ativa. Algumas bactérias colonizam a uretra e a bexiga sem provocar doenças.

Por que devo fazer a urocultura? Meio de cultura com colônias de bactérias.

É o exame mais indicado para diagnosticar cistite (infecção de bexiga) e pielonefrite (infeções dos rins).

Em laboratório, a urina é colocada em um meio favorável à proliferação das bactérias denominado meio de cultura. Após 48 horas, se houver bactérias na urina, é possível observar as colônias de bactérias e detectar a bactéria causadora da infecção.

Quando solicitado em conjunto com o antibiograma ou Teste de Sensibilidade a Antimicrobianos (TSA) é possível identificar, os antibióticos eficazes ao tratamento.

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Para que serve o TSA?

Como fazer coleta da urina para urocultura?

Para coletar a urina para urocultura, siga as seguintes etapas;

  1. Lave a região íntima com água e sabão;
  2. Os homens precisam retrair o prepúcio e a mulher, afastar os lábios vaginais;
  3. Inicie a micção, desprezando o primeiro jato de urina. Este primeiro jato lava as impurezas da uretra e é por este motivo que não deve ser coletado;
  4. Colete o restante da urina em um frasco próprio para o exame. Este frasco é, normalmente, dado pelo laboratório e pode também ser adquirido em farmácias.

Quanto mais rápido a urina for entregue no laboratório, mais confiável será o resultado da urocultura.

As pessoas que não conseguem coletar a urina sozinhas podem fazer a coleta por meio de uma sonda (cateterismo vesical). Este procedimento é uma forma de evitar a contaminação e é feito em casos específicos como em pessoas acamadas ou paraplégicas.

Para realizar o exame de cultura de urina não é necessário o jejum. É preferível que seja colhida a primeira urina da manhã, pois durante a noite a urina fica por mais tempo na bexiga o que favorece a multiplicação de bactérias.

Se não for possível a coleta da primeira urina da manhã, pode-se colher a urina subsequente logo após a consulta.

Indicações da Urocultura
  • Identificar a infecção urinária quando a consulta médica não é suficiente para detectá-la;
  • Em casos de infecções urinárias de repetição;
  • Definir o antibiótico adequado ao tratamento da infecção;
  • Em situações com suspeita de pielonefrite (infecção renal);
  • Antes de procedimentos urológicos;
  • Em mulheres grávidas;
  • Em casos de episódios de febre de origem não esclarecida.

O uso de antibióticos inadequados antes da realização da urinocultura pode levar a um resultado falso negativo.

O uso de qualquer medicamento, entre eles os antibióticos, somente devem ser prescritos pelo/a médico/a. É este o profissional que tratará a infecção urinária.

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