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Escherichia coli: o que é, que doenças pode causar e como tratar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A Escherichia coli, também conhecida por E. coli, é uma bactéria que está naturalmente presente no intestino dos seres humanos e alguns animais. Porém, quando presente em outros sistemas, a Escherichia coli causa infecções, sendo uma das principais causas de infecções urinárias e intestinais.

As infecções urinárias causadas por E. coli são mais comuns em mulheres, devido à proximidade da uretra com o ânus, o que favorece a entrada de bactérias. Nos homens, como a distância é maior, torna-se mais difícil de ocorrer a infecção.

Escherichia coli

Nas infecções intestinais, a contaminação pela Escherichia coli ocorre pela ingestão de alimentos e água contaminados pela bactéria. Nos locais com pouca higiene, a Escherichia coli pode inclusive ser transmitida de pessoa para pessoa.

Como saber se tenho uma infecção por Escherichia coli?

Os sintomas da infecção urinária causada pela E. coli incluem aumento da frequência urinária, dor ou ardência ao urinar, vontade urgente de urinar, dor nos rins, febre, calafrios e presença de corrimento amarelado.

Leia também: Quais são os sintomas e causas de uma infecção urinária?

Em caso de infecção intestinal por Escherichia coli, a pessoa pode apresentar vômitos, náuseas, diarreia, febre, calafrios, mal-estar, dores musculares, dores abdominais, cólicas e falta de apetite.

Veja também: Quais os sintomas de infecção intestinal?

Geralmente, os sintomas da contaminação por E. coli começam a se manifestar em até 3 dias após a ingestão do alimento ou bebida contaminados. A duração dos sintomas é, em média, de uma semana. A diarreia tende a desaparecer em até 4 dias.

Qual é o tratamento para Escherichia coli?

O tratamento da infecção por Escherichia coli depende do local da infecção. No caso das infecções intestinais, o tratamento consiste em repouso, aumento da ingestão de líquidos, dieta com alimentos leves e medicamentos para controlar a dor e os vômitos. Se a pessoa apresentar diarreia com sangue, podem ser prescritos medicamentos antibióticos.

Saiba mais em: Qual o tratamento para infecção intestinal?

O tratamento da infecção urinária é feito com medicamentos antibióticos e aumento da ingestão de água.

Também pode lhe interessar: Qual o tratamento para infecção urinária?

Como prevenir a contaminação por Escherichia coli?

Para prevenir a infecção intestinal causada por E. coli, é importante ter alguns cuidados, como lavar, higienizar e armazenar adequadamente os alimentos, evitar comer carne mal cozida, não esquentar mais de uma vez alimentos que já estão prontos, beber apenas água filtrada ou fervida e lavar bem as mãos após ir ao banheiro.

Na infecção urinária, a contaminação por E. coli ocorre principalmente pela higiene inadequada das regiões anal e genital e nas relações sexuais (sobretudo anais).

A prevenção nesses casos passa pela higiene adequada da região anal e genital, principalmente no caso das mulheres, e uso de preservativos.

Na presença de sintomas de infecção por Escherichia coli, procure um serviço de atendimento médico para receber o tratamento adequado.

Como interpretar os resultados da urocultura?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Os resultados da urocultura, exame que permite identificar a presença e o tipo de bactéria na urina em casos de infeção urinária, podem ser considerados: negativo ou normal, falso-negativo, positivo ou falso positivo.

Colônia de bactéria em um meio de cultura. Urocultura negativa ou normal

Diz-se que a urocultura é negativa ou normal quando após um período de 48 a 72 horas de incubação da urina no meio de cultura, nenhum crescimento de colônias de bactérias é observado.

Urocultura falso negativa

Se a pessoa tiver a urina de pH muito ácido (abaixo de 6) ou se estiver em uso de antibióticos ou diuréticos, o resultado da urocultura pode ser considerado falso-negativo. O uso de antibióticos pode inibir o crescimento de bactérias na urina. Neste caso, especialmente, o uso de medicações devem ser relatados durante a consulta médica ao profissional que interpretará o exame.

Pode haver dúvidas se o número de colônias for inferior a 100.000 unidades formadoras de colônia. Isto pode ocorrer por contaminação da amostra de urina. É possível que o/a médico/a recomende repetir o exame para associar seus resultados aos sintomas de infeção urinária, o que possibilita um diagnóstico seguro.

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Quais são os sintomas e causas de uma infecção urinária?

O risco de contaminação na urina é menor em homens. Por este motivo, valores superiores a 100.000 unidades formadoras de colônia devem ser valorizados e investigados pelo/a médico/a.

Urocultura positiva

A urocultura é considerada positiva quando são identificadas mais de 100.000 colônias de bactérias na amostra de urina analisada. Neste caso, o resultado do exame apresenta o nome da bactéria que está provocando a infeção.

Se o antibiograma ou Teste de Sensibilidade a Antimicrobianos (TSA) tiver sido solicitado junto com a urocultura o resultado também traz os antibióticos eficazes para tratar a infeção.

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Para que serve o exame de TSA?

Urocultura falso positiva

O resultado falso positivo pode ser observado quando a amostra de urina é contaminada por microrganismos, medicamentos ou sangue. Neste caso, é indicado repetir o exame.

O resultado da urocultura deve ser analisado pelo/a médico/a e somente este profissional pode indicar o antibiótico adequado. Não use antibióticos para tratar infeção urinária ou outras infeções sem prescrição.

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Exame de Urina: como se preparar e entender os resultados

Urocultura: por que e como devo fazer?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

A urocultura é também conhecida como urinocultura ou cultura de urina. Este exame consiste em identificar a presença e do tipo de bactéria naquela amostra de urina.

A presença de bactérias na urina é um forte indicador de infecção urinária, entretanto nem sempre aponta uma infecção ativa. Algumas bactérias colonizam a uretra e a bexiga sem provocar doenças.

Por que devo fazer a urocultura? Meio de cultura com colônias de bactérias.

É o exame mais indicado para diagnosticar cistite (infecção de bexiga) e pielonefrite (infeções dos rins).

Em laboratório, a urina é colocada em um meio favorável à proliferação das bactérias denominado meio de cultura. Após 48 horas, se houver bactérias na urina, é possível observar as colônias de bactérias e detectar a bactéria causadora da infecção.

Quando solicitado em conjunto com o antibiograma ou Teste de Sensibilidade a Antimicrobianos (TSA) é possível identificar, os antibióticos eficazes ao tratamento.

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Para que serve o TSA?

Como fazer coleta da urina para urocultura?

Para coletar a urina para urocultura, siga as seguintes etapas;

  1. Lave a região íntima com água e sabão;
  2. Os homens precisam retrair o prepúcio e a mulher, afastar os lábios vaginais;
  3. Inicie a micção, desprezando o primeiro jato de urina. Este primeiro jato lava as impurezas da uretra e é por este motivo que não deve ser coletado;
  4. Colete o restante da urina em um frasco próprio para o exame. Este frasco é, normalmente, dado pelo laboratório e pode também ser adquirido em farmácias.

Quanto mais rápido a urina for entregue no laboratório, mais confiável será o resultado da urocultura.

As pessoas que não conseguem coletar a urina sozinhas podem fazer a coleta por meio de uma sonda (cateterismo vesical). Este procedimento é uma forma de evitar a contaminação e é feito em casos específicos como em pessoas acamadas ou paraplégicas.

Para realizar o exame de cultura de urina não é necessário o jejum. É preferível que seja colhida a primeira urina da manhã, pois durante a noite a urina fica por mais tempo na bexiga o que favorece a multiplicação de bactérias.

Se não for possível a coleta da primeira urina da manhã, pode-se colher a urina subsequente logo após a consulta.

Indicações da Urocultura
  • Identificar a infecção urinária quando a consulta médica não é suficiente para detectá-la;
  • Em casos de infecções urinárias de repetição;
  • Definir o antibiótico adequado ao tratamento da infecção;
  • Em situações com suspeita de pielonefrite (infecção renal);
  • Antes de procedimentos urológicos;
  • Em mulheres grávidas;
  • Em casos de episódios de febre de origem não esclarecida.

O uso de antibióticos inadequados antes da realização da urinocultura pode levar a um resultado falso negativo.

O uso de qualquer medicamento, entre eles os antibióticos, somente devem ser prescritos pelo/a médico/a. É este o profissional que tratará a infecção urinária.

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Exame de Urina: como se preparar e entender os resultados

Bicho-de-pé: o que é e como tirar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O bicho-de-pé é uma infecção de pele, causada pela pulga Tunga penetrans.

O macho e a fêmea dessa espécie de pulga se alimentam de sangue, contudo, apenas a fêmea penetra na pele dias após a fecundação, para amadurecimento de seus ovos e para depois eliminá-los no ambiente.

A Tunga penetrans mede em torno de 1 milímetro e vive na terra. Depois de penetrar no corpo, o bicho-de-pé começa a crescer, podendo atingir o tamanho de uma ervilha.

Tunga penetrans (bicho-de-pé)

O bicho-de-pé pode produzir cerca de 100 a 200 ovos em uma semana, e após depositar os ovos no hospedeiro ou no meio ambiente, a pulga morre.

A Tunga penetrans pode penetrar em qualquer parte do corpo, porém, as regiões mais acometidas são os pés, sobretudo na planta dos pés, entre os dedos, em torno das unhas e no calcanhar, daí o nome popular “bicho-de-pé”.

Quais são os sintomas do bicho-de-pé?

O local em que a Tunga penetrans se encontra geralmente apresenta uma lesão arredondada, com círculo claro ao redor de um ponto preto. Essa coloração escura no centro, corresponde ao abdômen da pulga carregado de ovos.

Bicho-de-pé no calcanhar

O bicho-de-pé pode causar dor, coceira, vermelhidão e desconforto local. A intensidade varia conforme o local afetado e a quantidade de pulgas que causaram a infestação.

Como tirar bicho-de-pé?

O bicho-de-pé deve ser retirado com uma agulha esterilizada, que perfura a pele, permitindo a retirada do parasita e seus ovos. Importante ressaltar a necessidade de limpar e desinfetar o local, antes e após o procedimento.

Para ajudar na cicatrização o mais importante será manter a ferida limpa, seca e com curativo orientado pelo profissional de saúde. Contudo, pode ainda ser indicado o uso de pomada com antibiótico, como a neomicina, uso de medicamentos antifúngicos e anti-inflamatórios.

O procedimento deve ser feito sempre por profissionais de saúde, de maneira que são garantidos os cuidados adequados de higiene para evitar infecções e demais complicações.

Quando há muitas pulgas e a infestação é grande, a pessoa pode necessitar ficar hospitalizada. Nesses casos, o procedimento requer intervenção médica e é feito sob anestesia. Além disso, são administrados medicamentos antibióticos e a pessoa recebe um reforço da vacina contra o tétano.

Dependendo da gravidade da infestação, o bicho-de-pé pode causar gangrena, perda de dedos e tétano se não for tratado adequadamente.

Como prevenir bicho-de-pé?
  • Evite andar descalço ou permanecer em lugares que podem estar infestados pela Tunga penetrans;
  • Use botas de cano alto;
  • Examine regularmente os animais para prevenir infestações e retire os parasitas que encontrar;
  • Evite ir a praias que são frequentadas por animais;
  • Evite entrar em casas abandonadas ou que não estão habitadas, pois podem abrigar pessoas ou animais infectados;
  • Evite entrar em contato com areia e grama cuja procedência não é conhecida.

Para tirar o bicho-de-pé, procure um serviço de saúde para fazer a remoção correta do parasita, com os devidos cuidados de higiene, e receber orientações adequadas.

Para que serve amitriptilina?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A amitriptilina é um medicamento antidepressivo que tem como princípio ativo o cloridrato de amitriptilina. Indicado atualmente para tratamento de:

  • Dor crônica, Fibromialgia;
  • Depressão;
  • Enurese noturna (distúrbio caracterizado pelo hábito de urinar na cama durante a noite);
  • Dores de cabeça (Enxaqueca, cefaleia tensional entre outras);
  • Ansiedade;
  • Distúrbios do sono.

O cloridrato de amitriptilina, além da ação antidepressiva, oferece efeito calmante, com propriedades ansiolíticas e sedativas, controlando, portanto, a ansiedade e favorecendo o sono.

A ação antidepressiva da amitriptilina pode ser sentida depois de 3 ou 4 dias de tratamento, embora possa demorar até 1 mês para que a pessoa observe melhoria dos sintomas.

Como tomar amitriptilina?

Todas as doses estipuladas de amitriptilina vão depender de alguns fatores, desde o motivo para sua indicação, a idade e peso da pessoa, hábitos de vida, presença de doenças associadas e experiência do/a médico/a que prescreve. Lembrando que a medicação necessita de receita controlada.

Amitriptilina para dor crônica

A amitriptilina é a medicação de primeira escolha para dor crônica e casos de fibromialgia, pelo efeito de aumentar o limiar de dor dos pacientes e também pelo relaxamento muscular e ação antidepressiva, visto que a dor crônica e a depressão estão diretamente relacionadas. A dose inicial, varia entre 50 a 75mg dia, podendo chegar a 150 mg dia.

Amitriptilina para depressão

A dose inicial de amitriptilina para adultos pode ser de 25 a 75 mg por dia, em dose única a noite, devido ao efeito colateral de sonolência, ou em doses fracionadas quando necessário e tolerado pela pessoa. A dose ainda pode ser aumentada para até 150 mg por dia.

Após uma melhora dos sintomas da depressão, pode haver um ajuste da dose, que passa a ser de manutenção. Nesses casos, em geral, a dose de amitriptilina varia de 25 a 100 mg por dia.

O tratamento de manutenção com amitriptilina deve continuar por pelo menos 3 meses. Durante esse período, a dose é mínima, mas é importante dar continuidade à terapia para evitar recaídas. O uso de cloridrato de amitriptilina não deve ser suspenso abruptamente, exceto com orientação médica.

Os efeitos calmantes e sedativos da amitriptilina em geral são observados logo nos primeiros dias, já a ação antidepressiva tem início depois de 3 a 4 dias de tratamento, mas pode levar até 1 mês para que se desenvolta na totalidade.

Amitriptilina para enurese noturna

O tratamento da enurese noturna com amitriptilina é feito com doses relativamente baixas de medicamento, quando comparadas com as doses usadas para tratar depressão.

Os ajustes nas doses para esses casos são feitos pelo médico, conforme a resposta apresentada pela pessoa ao uso de amitriptilina.

Para que a amitriptilina seja eficaz, é importante tomar a medicação todos os dias e seguir rigorosamente as orientações dadas pelo médico.

Quais são os efeitos colaterais da amitriptilina?

O uso da amitriptilina pode apresentar como efeitos colaterais:

  • Boca seca;
  • Aumento de apetite, com consequente aumento de peso;
  • Sonolência;
  • Constipação intestinal;
  • Mudanças no paladar;
  • Dificuldade de concentração;
  • Tonturas e
  • Dores de cabeça.

Embora os efeitos não ocorram em todos os pacientes e variam de acordo principalmente com a dose recomendada.

No tratamento da enurese noturna os efeitos colaterais são menos frequentes. Quando presentes, são mais comuns a sonolência, boca seca, visão embaçada, dificuldade de concentração e constipação intestinal.

Em casos de reação alérgica ao cloridrato de amitriptilina, a pessoa pode apresentar coceira, urticária, erupções na pele e inchaço na face e na língua. Essas reações adversas podem evoluir com dificuldade para respirar e engolir, portanto devem ser levadas para um serviço de urgência.

A suspensão repentina do uso de amitriptilina pode causar náuseas, dor de cabeça e fadiga. Quando é feita uma diminuição gradual da dose, após duas semanas, podem surgir sintomas temporários como irritabilidade, agitação, distúrbios do sono e pesadelos.

O uso de amitriptilina durante a gravidez deve ser feito apenas com orientação médica, após avaliação dos riscos e benefícios do tratamento com o medicamento.

Mulheres que estão amamentando não devem tomar amitriptilina, pois a medicação é excretada no leite materno e pode prejudicar o bebê.

A presença de qualquer efeito colateral deve ser relatada ao médico que receitou a amitriptilina. O uso desse medicamento só pode ser feito com indicação e receita médica controlada.

Para maiores esclarecimentos, fale com o médico que indicou a medicação ou consulte um clínico geral, médico de família ou neurologista.

Predsim: para que serve e como tomar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O Predsim é um medicamento corticoide, portanto trata-se de um hormônio sintético, cujo princípio ativo é a prednisolona, que possui fortes propriedades anti-inflamatórias, antirreumáticas e antialérgicas. O Predsim está disponível sob a forma de gotas e comprimidos.

O Predsim serve para tratar diversos tipos de doenças, como as doenças endócrinas, reumáticas, osteoarticulares, osteomusculares, doenças do colágeno, alergias, doenças dermatológicas, respiratórias, oftalmológicas, doenças do sangue, câncer, entre outras patologias cujo uso de corticoides está indicado.

Como tomar Predsim?

As doses de Predsim variam de pessoa para pessoa, conforme a gravidade e o tipo de doença e a resposta individual ao tratamento com o medicamento.

Adultos

Para adultos, a dose inicial pode ir dos 5 mg aos 60 mg por dia. Nos casos menos graves, as doses são menores, enquanto que nos mais graves podem ser necessárias doses mais altas de Predsim. A dose diária máxima é de 80 mg.

A dose inicial de Predsim prescrita pelo médico deve ser mantida ou reajustada, até serem observadas melhorias dos sintomas. Se depois de um certo período de tratamento com Predsim, que deve ser determinado pelo médico, não ocorrer uma resposta satisfatória, o seu uso deve ser suspenso e outro tratamento deve ser indicado.

Crianças

Para crianças, a dose de Predsim varia de 0,14 mg/kg a 2 mg/kg por dia, com uma a quatro tomas diárias.

O uso de Predsim em crianças e bebês deve seguir as mesmas orientações indicadas para adultos. As doses podem variar e não precisam necessariamente ser rígidas no que tocam à idade e ao peso corporal.

Depois do paciente apresentar uma resposta positiva ao tratamento, é então determinada uma dose de manutenção, com redução gradual da dose inicial. O objetivo é chegar à menor dose possível capaz de proporcionar uma melhora adequada do quadro.

Pessoas que realizam tratamento prolongado com Predsim podem tomar a medicação em dias alternados, sempre conforme orientação médica.

Leia também: Prednisolona: o que é, para que serve e como tomar?

Predsim pode ser usado na gravidez?

O uso de Predsim durante a gravidez deve ser avaliado pelo médico, que levará em conta os riscos e os benefícios para a gestante e para o bebê. Por ser excretado no leite materno, o uso de Predsim durante a amamentação não é recomendado.

Quais são os efeitos colaterais do Predsim?

Os efeitos colaterais do Oredsim considerados comuns ocorrem em até 10% das pessoas que tomam o medicamento. Dentre eles estão:

  • Aumento do apetite, indigestão, úlcera, inflamação do pâncreas, inflamação do esôfago com formação de úlcera;
  • Nervosismo, cansaço, insônia;
  • Reações alérgicas localizadas;
  • Catarata, aumento da pressão intraocular, glaucoma, olhos saltados, infecções oftalmológicas;

Os efeitos colaterais do Predsim podem ser anulados ou reduzidos com uma diminuição da dose do medicamento. Muitas vezes essa acaba por ser a opção, ao invés de suspender de imediato a medicação.

Vale ressaltar que o uso prolongado de corticoides pode aumentar o risco de diversos problemas, por isso, o uso desse tipo de medicação deve ser feito apenas sob supervisão médica.

Entre os principais efeitos do uso a longo prazo são:

  • Aumento da pressão arterial;
  • Hiperglicemia (aumento dos níveis de glicose no sangue);
  • Catarata;
  • Osteonecrose;
  • Psicopatias e outros distúrbios do humor;
  • Insuficiência da glândula suprarrenal;
  • Síndrome de Cushing;
  • Osteoporose;
  • Aumento do risco de trombose;
  • Úlceras.

O aparecimento de qualquer efeito secundário deve ser relatado ao médico que receitou o Predsim. O uso desse medicamento só deve ser feito com prescrição médica.

Para maiores esclarecimentos, fale com o médico que receitou a medicação ou consulte um médico clínico geral ou médico de família.

Bromoprida: para que serve, como tomar e quais os efeitos colaterais?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A bromoprida serve para tratar distúrbios na motilidade gastrointestinal, refluxo gastroesofágico, náuseas e vômitos.

A bromoprida aumenta a amplitude e a força das contrações da musculatura lisa do estômago, além de relaxar o esfíncter que separa o estômago da porção inicial do intestino. Como resultado, ocorre esvaziamento do estômago e aumento do trânsito intestinal.

Além disso, a bromoprida também possui propriedades que servem para evitar e controlar vômitos.

Como tomar bromoprida?

Os comprimidos de bromoprida devem ser tomados com meio copo de água. A dose pde variar conforme prescrição médica. A dose máxima não deve ultrapassar os 60 mg por dia, ou seja, 6 cápsulas.

Quais são os efeitos colaterais da bromoprida?

Os efeitos colaterais mais comuns da bromoprida ocorrem em até 10% das pessoas que tomam a medicação e incluem agitação, sonolência, cansaço, falta de energia e desinteresse.

Se em algumas pessoas a bromoprida dá sono, em outras pode causar insônia, além de dor de cabeça, tonturas, náuseas, movimentos involuntários, produção de leite pelas mamas, aumento das mamas nos homens, erupções cutâneas, urticária e distúrbios intestinais. Contudo, esses efeitos colaterais da bromoprida são pouco comuns.

Os movimentos involuntários caracterizam-se por contrações musculares irregulares e involuntárias e ocorrem com mais frequência em crianças e adultos jovens. Em idosos, que utilizam bromoprida por tempo prolongado, podem ocorrer anormalidades ou perturbação dos movimentos.

Quais são as contraindicações da bromoprida?

A bromoprida não deve ser usada por pessoas alérgicas aos componentes da fórmula do medicamento, pessoas com epilepsia ou com feocromocitoma (tumor na glândula suprarrenal).

O medicamento também é contraindicado quando o estímulo do esvaziamento gástrico é perigoso, como em casos de hemorragias, obstrução mecânica ou perfuração do estômago ou intestino.

O uso de bromoprida em mulheres grávidas, crianças, pessoas idosas ou com glaucoma, diabetes, Parkinson, insuficiência renal ou pressão alta deve ser cauteloso.

Em caso de gravidez, cabe ao médico avaliar os riscos benefícios do uso do medicamento. Por ser excretada no leite materno, a bromoprida não deve ser usada durante a amamentação, exceto por indicação médica, quando os benefícios para a mão superam os eventuais riscos para o bebê.

A presença de qualquer efeito colateral deve ser relatado ao médico que prescreveu a bromoprida. O uso desse medicamento só deve ser feito com indicação médica.

Para maiores esclarecimentos, fale com o médico que prescreveu a medicação ou consulte um médico clínico geral ou médico de família.

Quais os alimentos ricos em vitamina D?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

A vitamina D desempenha funções importantes para o organismo. Ela atua fixando o cálcio nos ossos, auxilia no equilíbrio hormonal e ajuda a regular o sistema imunológico.

Os alimentos de origem animal são os que possuem maior quantidade de vitamina D, como os peixes gordurosos. Alguns vegetais também dispõem deste nutriente, a exemplo dos cogumelos.

Que alimentos têm vitamina D?

  • Óleo de fígado de bacalhau
  • Salmão cozido
  • Cavala
  • Caviar
  • Atum
  • Sardinhas enlatadas
  • Arenque fresco
  • Ostras cruas
  • Bife de vaca
  • Fígado de galinha
  • Fígado bovino assado
  • Leite Ninho fortificado
  • Iogurte
  • Manteiga
  • Queijo cheddar
  • Cereal enriquecido com vitamina D
  • Ovo cozido (a vitamina D se concentra na gema)
  • Cogumelos (Alguns tipos de funghi, quando mais expostos à luz solar)
Vitamina D x Exposição solar

A exposição é uma das principais maneiras de se obter vitamina D. Os raios ultravioleta, presentes na luz solar, possibilitam que seja produzida pela pele.

Ainda não há consenso sobre o tempo de exposição solar adequado à produção da vitamina D pelo organismo, entretanto alguns estudos mostram que um tempo entre 5 e 15 minutos de exposição de regiões do corpo como rosto, pescoço, braços, e pernas seja suficiente para a produção da vitamina.

Alguns fatores como período do dia no qual ocorre a exposição ao sol, a estação do ano, a poluição e a cidade em que a pessoa vive influenciam na produção da vitamina D.

Apesar de os raios solares serem necessários à sintetização da vitamina D, é preciso estar atento à exposição solar. Deve-se evitar a exposição solar por grandes períodos de tempo e em horários nos quais o sol está mais forte. É importante usar protetor solar para prevenir câncer de pele. Pessoas com pele mais escuras precisam de mais tempo de exposição, porém também precisam de proteção ao sol quando exposta por tempo prolongado.

Vitamina D e vegetarianismo

Os vegetais, leguminosas e cereais não possuem vitamina D. Os cogumelos que são cultivados expostos ao sol, são a fonte mais rica deste nutriente no reino vegetal. Junto com a exposição solar, o consumo de cogumelos são as formas pelas quais vegetarianos e veganos que não consomem ovos, leite e derivados têm de produzir vitamina D.

Posso usar suplemento de vitamina D?

Quando a exposição à luz solar e a alimentação não oferecem a concentração necessária de vitamina D para o bom funcionamento do organismo, a suplementação com o nutriente é necessária. Para saber se é preciso suplementar, faz-se a dosagem de vitamina D (25-hidroxi-vitamina D) no sangue.

É importante lembrar que tanto a deficiência quanto o excesso de vitamina D no sangue, trazem riscos à saúde, portanto nunca inicie reposição dessa ou qualquer outra vitamina antes de uma avaliação e dosagem no sangue.

Apenas utilize o suplemento de vitamina D mediante orientação médica ou de nutricionista.

É importante lembrar que tanto a deficiência quanto o excesso de vitamina D no sangue, trazem riscos à saúde. Portanto, nunca inicie reposição dessa ou qualquer outra vitamina antes de uma avaliação e dosagem no sangue.

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Muay Thai: 9 benefícios para o corpo de quem faz
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

O Muay Thay, também chamado de boxe tailandês, traz diversos benefícios para o corpo. Entre eles está a perda de gordura corporal, definição muscular e ampliação da flexibilidade. O treino é bastante dinâmico e conjuga uma sequência de chutes, socos, joelhadas e cotoveladas que acontecem depois de uma série de polichinelos, flexões, socos, saltos, corrida entre outros exercícios que compõem o aquecimento da aula.

1. Promove o gasto calórico e a queima de gordura

Os treinos de muay thai começam com o aquecimento que inclui alongamento, corrida, saltos, saltos com corda, polichinelos, flexões de braço, agachamentos e abdominais. Após esta fase, a aula continua com o aperfeiçoamento de socos, cotoveladas, chutes, joelhadas e os chamados clinch, domínio do adversário. O treino é concluído após a simulação de lutas de três rounds constituídos de dois a três minutos.

As aulas costumam ter tempo de duração entre uma hora e uma hora e meia e o/a praticante pode ter uma gasto de calórico de 1000 a 1500 calorias. A quantidade de calorias gastas em um treino de muay thai dependem do seu metabolismo e do ritmo da aula. O treino intenso eleva a frequência cardíaca, o que favorece o gasto calórico e a queima de gordura corporal.

2. Favorece a definição muscular

Por envolver movimentos como chutes, joelhadas, socos e cotoveladas, o muay thai favorece o desenvolvimento muscular de braços, pernas e glúteos. Além disso, os movimentos de rotação, necessários para boa técnica de movimentos de braços e pernas, trabalham o centro do corpo e promovem um aumento do tônus da região abdominal e lombar.

3. Amplia a flexibilidade

Os alongamentos realizados no início e ao fim da aula, além dos exercícios próprios da luta (chutes, cotoveladas, socos e joelhadas), promovem o alongamento dos músculos posteriores da coxa, lombares, extensores e flexores dos quadris. Isto possibilita um aumento da amplitude de movimentos e, por consequência, da flexibilidade.

4. Aumenta o condicionamento físico

O treino de muay thai ajuda a melhorar o condicionamento físico, uma vez que exige esforços intensos para a execução dos exercícios próprios da atividade. A alta intensidade do treino amplia a capacidade cardiovascular e respiratória, a composição corporal (reduz percentual de gordura e aumenta o tônus muscular), a força e resistência muscular e a flexibilidade. A melhora destes elementos aumentam o condicionamento físico.

5. Desenvolve força e agilidade

Os exercícios executados com o peso do próprio corpo, como saltos e polichinelos, e as atividades de resistência muscular localizada, como agachamento, flexões de braço e abdominais promovem o ganho de força muscular.

A agilidade se ganha por meio do treino com os colegas de aula, no qual são estimulados a velocidade de reação e agilidade de chutes, socos, joelhadas, cotoveladas, defesa e ataques ao oponente.

6. Acelera o metabolismo

A prática de modalidades de atividade física de alta intensidade como o muay thai, faz com que o metabolismo se acelere. Os esforços físicos intensos demandam grande quantidade de energia, o que leva o organismo a trabalhar mais para gerar energia suficiente para o desenvolvimento dos movimentos.

7. Aumenta a autoestima e a autoconfiança

A prática de esportes que envolvem luta ajudam a desenvolver no praticante autoconfiança, segurança e a elevar a sua autoestima. Isto pode auxiliar no enfrentamento dos desafios cotidianos da vida.

8. Aprimora a coordenação motora

Alguns exercícios do muay thai estimulam o desenvolvimento da coordenação motora, especialmente, do lado menos coordenado do corpo. Para os destros, ajuda a desenvolver o lado esquerdo. Para os canhotos, o lado direito. Para que isto ocorra é necessário que chutes, socos, joelhadas e cotoveladas sejam efetuados com o lado não dominante do corpo. A coordenação melhora com tempo de prática desta luta. Além disso, os exercícios também estimulam os reflexos e reduzem o tempo de reação.

9. Fortalece o sistema imunológico

A prática de muay thai associada a uma alimentação saudável fortalecem o sistema imunológico a favorecem a proteção contra doenças. No entanto, as pessoas que não estão acostumadas com o ritmo desta atividade devem iniciar devagar e de forma leve. Uma intensidade de treino muito elevado em praticantes iniciantes podem levar a uma baixa de imunidade.

Alguns cuidados sobre a prática de muay thai

Para quem já treina há mais tempo é preciso ter em mente que se o treino de hoje foi intenso, o treino seguinte precisa ser mais leve para que o organismo tenha tempo para se recuperar. O limite do seu corpo precisa ser respeitado para evitar lesões e desgaste físico.

Antes de iniciar qualquer atividade física, entre elas o muay thai, procure um educador físico. É indicado a realização de uma avaliação física completa para que o educador físico possa perceber o seu estado de saúde. Isto possibilita a prevenção de possíveis lesões e um melhor aproveitamento do seu treino de muay thai.

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Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

O abacaxi é uma fruta tropical e cítrica rica em bromelina, fibras, vitamina C, betacaroteno e vitaminas do complexo B. Possui também minerais como cálcio, potássio e ferro. Os benefícios do abacaxi para a saúde se relacionam, especialmente, à bromelina (ação digestiva) e à vitamina C (ação antioxidante).

Benefícios do abacaxi 1. Auxilia a digestão

A atividade digestiva do abacaxi é desencadeada pela bromelina, enzima digestiva natural presente na fruta. A bromelina é capaz de quebrar as proteínas e dissolver as gorduras que ingerimos na alimentação. Sua ação se inicia no estômago ao promover a degradação das moléculas e facilitar o melhor aproveitamento dos nutrientes e acelerar a digestão de alimentos pesados nos intestinos.

As partes da fruta que concentram mais bromelina são o caule e a casca. No caso da fatia de abacaxi, a porção do meio, que possui uma coloração em amarelo mais forte, tem maior concentração de bromelina e deve ser consumida. Ao se fazer sucos com abacaxi, deve-se utilizar também a casca e depois coar antes de ingerir. Esta forma de consumo possibilitar usufruir dos benefícios da fruta.

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2. Atividade antioxidante

A ação antioxidante do abacaxi está associada à presença da vitamina C. Esta vitamina é um importante antioxidante que ajuda a combater os radicais livres que provocam lesões celulares e o envelhecimento precoce da pele. Além disso, participa na produção de colágeno, responsável pela sustentação e elasticidade da pele.

3. Estimula o sistema imunológico

A vitamina C ajuda a reforçar o sistema imunológico. Esta ação possibilita a prevenção de resfriados e infecções.

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4. Reduz a retenção de líquido

Por ter alta concentração de água o abacaxi auxilia na eliminação de líquidos, entretanto, a ingestão de abacaxi não elimina a necessidade de ingerir água durante o dia.

5. Melhora o funcionamento intestinal

O abacaxi é uma fruta rica em fibras e água. As fibras melhoram o trânsito intestinal. Além disso, provocam saciedade, o que pode ajudar no processo de emagrecimento.

Como consumir o abacaxi?

O ideal é que o abacaxi seja consumido fresco, na sua forma natural (uma fatia por dia). O meio da fatia também deve ser ingerido, pois é nesta região da fruta que se concentra a maior quantidade de bromelina.

Pode também ser consumido desidratado ou em sucos. Evite consumir a fruta em conserva ou calda, devido ao alto teor de açúcar, e enlatado, uma vez que a bromelina é destruída no processo de embalagem.

Contraindicações
  • Alérgicos ao abacaxi;
  • Pessoas com diagnóstico de gota;
  • Portadores de artrite reumatoide;
  • Pessoas com úlceras pépticas;

Quem tem artrite reumatoide, gota ou úlceras pépticas devem ser orientados por médico/a ou nutricionista quanto à quantidade da fruta que deve ser consumida. Isto evita danos à saúde.

Pessoas que utilizam medicamentos anticoagulantes devem evitar consumo em excesso.

Curiosidades sobre o abacaxi

Pessoas que têm diagnóstico de gastrite podem sim, comer abacaxi. O importante é que evite os excessos e consuma a fruta junto com outros alimentos como castanhas e vegetais.

O suco de abacaxi pode ser usado como um amaciante natural de carnes. Este efeito se deve à bromelina, enzima com ação potente na decomposição de proteínas.

Catuaba é afrodisíaco? Conheça os seus efeitos
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

A Catuaba é conhecida sobretudo pelo seu efeito afrodisíaco e é bastante utilizada para auxiliar no tratamento da impotência masculina, entretanto este efeito não é cientificamente comprovado. É também conhecida como Catuabinha, Alecrim-do-campo, Catuíba, Catuaba-verdadeira, Caramuru, Catuaba-pau, Catuíba ou Tatuaba.

Catuaba é o nome popular de diferentes plantas. As mais comuns são as cascas do caule de Trichilia catigua (Meliaceae), uma pequena árvore encontrada na mata atlântica, e as raízes de Anemopaegma arvense, típica das regiões do cerrado brasileiro.

Efeitos em estudo da Catuaba 1. Atua como afrodisíaco

Estudos feitos com a casca da Trichilia catigua em animais demonstraram que substâncias presentes na casca provocam dilatação dos corpos cavernosos do pênis de modo semelhante ao viagra. Além disso, ajudam a dilatar a artéria peniana, o que leva ao aumento do fluxo sanguíneo nos corpos cavernosos e prolongamento do tempo de ereção.

Associados ao aumento do fluxo sanguíneo na região peniana, estudos em animais mostraram que a catuaba pode atuar como antidepressivo e estimulante físico por meio da redução da receptação de neurotransmissores como a serotonina e a dopamina.

Acredita-se que estes dois efeitos, ao ocorrerem em conjunto, são capazes de trazer benefícios em homens com disfunção erétil que ocorrem devido a distúrbios vasculares do pênis e/ou estados depressivos leves. No entanto, estudos em humanos devem ser feitos para comprovar tais benefícios.

2. Ação antioxidante

Estudos in vitro e efetuados em animais indicam que as cascas da Trichilia catigua têm atividade antioxidante principalmente na prevenção de distúrbios neurológicos. Entretanto, estudos em seres humanos devem ser efetuados com o objetivo de comprovar esta atividade neuroprotetora.

Riscos do consumo excessivo de Catuaba

Embora ainda não existam estudos sobre o risco do consumo excessivo da catuaba, alguns efeitos foram relatados:

  • Dor de cabeça
  • Insônia
  • Tontura
  • Irritabilidade
  • Ansiedade
  • Midríase (dilatação da pupila)
  • Elevação da pressão intra-ocular
  • Aumento da pressão arterial
  • Elevação da frequência cardíaca
Contraindicações do uso de Catuaba
  • Grávidas
  • Crianças menores de 12 anos
  • Pessoas com glaucoma
  • Portadores de disfunção hepática
  • Hipertensos
  • Cardiopatas
  • Pessoas com transtornos psiquiátricos
  • Portadores de distúrbios renais

A catuaba pode ser usada na forma de chá, pó, cápsulas e bebida alcoólica. A bebida alcoólica deve ser evitada, pois possui baixa concentração da planta e pode provocar danos à saúde.

Antes de usar a catuaba, busque orientação de um médico/a, fitoterapeuta ou nutricionista. O uso de catuaba deve ser complementar ao tratamento estipulado pelo/a médico/a e nunca deve substituir medicamento, especialmente nos casos de disfunção erétil.

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Para que serve o Ácido Hialurônico? Saiba como usar e contraindicações
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

O ácido hialurônico é naturalmente produzido pelo organismo e sua produção tende a cair com o avanço da idade. Tem a função de lubrificar e amortecer os impactos nos segmentos móveis do corpo, a exemplo das articulações.

Na pele, o ácido hialurônico tem a função de preenchimento do espaço que existe entre as células conferindo elasticidade, hidratação e um aspecto liso. A redução do ácido hialurônico torna a pele mais ressecada e propicia o aparecimento de rugas.

O uso mais comum do ácido hialurônico é na forma de creme ou séruns ou injetável.

Ácido hialurônico em creme ou séruns

O ácido hialurônico pode ser aplicado na pele por meio creme ou séruns. Os séruns são veículos de textura leve, rápida absorção e fáceis de espalhar na pele. Agrada a maior parte das pessoas por ser fluido e não gorduroso. O efeito de hidratação ocorre pela capacidade do ácido hialurônico em atrair as moléculas de água para o espaço entre as células, o que ajuda a melhorar o aspecto das rugas, dos vincos e a textura da pele.

Ácido hialurônico injetável

O gel de glicosaminoglicanas é utilizado para efetuar o preenchimento cutâneo. Esta técnica consiste em inserir o ácido hialurônico sob a pele a ser tratada por meio de uma injeção, o que leva a redução da profundidade da região de aplicação, elevando-a e diminuindo, assim, a sua profundidade.

O preenchimento cutâneo com ácido hialurônico é utilizado para repor o volume do rosto e corpo, bem como melhorar suas formas e contornos. É, portanto, utilizada para corrigir rugas, cicatrizes, sulcos, na região dos lábios, olheiras, cicatrizes de acne, sulco nasogeniano (bigode chinês), depressões corporais e celulite.

Após o preenchimento com ácido hialurônico, a área da aplicação pode ficar avermelhada ou inchada.

Gravidez, amamentação, doenças crônicas e uso de medicação de rotina devem ser comunicados ao médico/a. O preenchimento com ácido hialurônico somente pode ser feito por médico/a habilitado para realizar a técnica.

Aplicação de ácido hialurônico nas articulações e olhos

O ácido hialurônico injetável também pode ser aplicado para tratar distúrbios articulares, especialmente as artroses. Seu uso na área da oftalmologia, ocorre em uma estrutura dos olhos chamada de humor vítreo. É esta estrutura que contribui para o formato esférico dos olhos.

Contraindicações do uso de ácido hialurônico
  • Pessoas alérgicas ao ácido hialurônico;
  • Portadores de distúrbios de coagulação sanguínea;
  • Áreas com doença de pele, inflamações ou feridas não deve receber aplicações de ácido hialurônico. Seu uso em regiões próximas às lesões também é contraindicado;
  • Não deve ser injetado em regiões que receberam implante permanente.
Riscos decorrentes da aplicação de ácido hialurônico

Os cremes e séruns com ácido hialurônico não oferecem riscos se for orientado pelo/a médico/a e se forem seguidas as recomendações do fabricante.

O ácido hialurônico injetável pode oferecer riscos se a aplicação for efetuada por médico/a não habilitado/a ou quando o produto é de má qualidade. A escolha do profissional e do local para realizar o procedimento são importantes a fim de evitar complicações e/ou resultados indesejados.

Após a aplicação podem ocorrer: edema, prurido (coceira), descoloração ou sensibilidade no local da injeção e eritema transitório. Estas reações devem desaparecer espontaneamente em um prazo de dois ou três dias após o procedimento.

O uso de ácido hialurônico deve ser indicado por um/a médico/a. O preenchimento cutâneo somente deve ser efetuado por profissional habilitado/a e em local seguro para a realização do procedimento.

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