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Miocardite: quais os sintomas e como é o tratamento?

Nos casos menos severos, a miocardite pode não manifestar sinais e sintomas e geralmente cura-se espontaneamente. 

Se o quadro for grave, pode haver dor no peito, alteração no ritmo dos batimentos cardíacos, falta de ar, aumento da frequência cardíaca, inchaço nos membros inferiores, cansaço, aumento do fígado, além de desmaios, dor de cabeça e garganta, dores musculares e articulares, febre e diarreia.

O diagnóstico da miocardite é feito por meio de exames de sangue, eletrocardiograma, raio-x, ressonância magnética e ecocardiograma. 

O eletrocardiograma serve para identificar ritmos cardíacos anormais e a condução dos impulsos elétricos do coração. O raio-x de tórax e a ressonância magnética fornecem imagens sobre a forma e o tamanho do coração, bem como a presença de edema pulmonar.

O ecocardiograma identifica aumentos de tamanho do coração, alterações nas funções cardíacas, anomalias ou lesões nas válvulas cardíacas e ainda a presença de líquido ao redor do coração.

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Tratamento 

O tratamento da miocardite incide sobre a causa da doença, controle dos sintomas e prevenção de complicações. O tratamento inclui medicamentos que melhoram a função cardíaca, como os diuréticos, bem como outras medidas, sobretudo evitar esforços durante pelo menos 6 meses e diminuir o consumo de sal e líquidos.

Nos casos mais graves de miocardite, em que há complicações como trombose ou fortes alterações no ritmo cardíaco, o tratamento é hospitalar, podendo ser necessário implantar um marcapasso ou desfibrilador no coração. 

A miocardite causada por infecções virais tende a desaparecer espontaneamente em poucas semanas e não causa complicações. Por outro lado, em alguns casos a inflamação pode persistir por mais tempo, principalmente se a infecção não for causada por vírus. 

O processo inflamatório persistente pode gerar danos permanentes no músculo cardíaco, com necessidade de uso de medicação durante um tempo prolongado ou até de transplante de coração, nos casos extremos.

Qual é o tratamento para aterosclerose?

O tratamento da aterosclerose é feito com mudanças na alimentação, prática regular de exercícios físicos, perda de peso, controle do colesterol e diabetes, além de não fumar. A aterosclerose não tem cura, mas a sua progressão pode ser controlada através dessas medidas. 

Contudo, quando a aterosclerose já está em fases mais avançadas, o tratamento pode incluir o uso de medicamentos para dilatar os vasos sanguíneos e impedir a formação de trombos ou ainda cirurgias para restabelecer a circulação no local afetado.

As mesmas medidas usadas para conter a evolução da aterosclerose também são indicadas para prevenir a doença, ou seja, praticar atividade física regularmente, ter uma alimentação balanceada, com baixo teor de sal e gorduras, não fumar, bem como controlar o peso, o diabetes, a pressão e os níveis de colesterol no sangue.

O diagnóstico da aterosclerose é feito através do exame físico, eletrocardiograma, arteriografia e Doppler, que permitem avaliar o local afetado, a circulação no coração e ainda visualizar o interior das artérias.

No entanto, a aterosclerose no início normalmente não manifesta sintomas e não é detectada no eletrocardiograma. Para diagnosticar a doença nas fases iniciais, é necessário realizar um teste de esforço na esteira pelo menos uma vez por ano, com um médico cardiologista.

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Quais os sintomas da aterosclerose?

Quais as causas da aterosclerose?

Quais os sintomas da aterosclerose?

Os sinais e sintomas da aterosclerose são decorrentes da interrupção parcial ou total do fluxo sanguíneo para um determinado órgão ou parte do corpo. Se a obstrução ocorrer na artéria coronária, responsável pela irrigação sanguínea do coração, a aterosclerose causa infarto do miocárdio; nas artérias cerebrais, provoca acidente vascular cerebral (AVC); quando o entupimento afeta os membros inferiores, é comum a pessoa mancar e sentir dor nas pernas ao caminhar. 

Em caso de "derrame" ou AVC, pode haver perda de força, dormência ou paralisia na face, braços ou pernas (geralmente em apenas um lado do corpo), alterações visuais, dificuldade para falar ou compreender o que foi dito, tontura, falta de equilíbrio, dificuldade para andar ou engolir e dor de cabeça intensa.

Se a aterosclerose desencadear um infarto, poderão estar presentes sinais e sintomas como, dor intensa no peito, que pode irradiar para braço (sobretudo o esquerdo), pescoço, ombro e maxilar, falta de ar, transpiração fria, palidez, náuseas, vômitos, entre outros.

Leia também: O que é um AVC e quais os sintomas ou sinais?; Saiba como identificar um infarto e conheça os sintomas

Porém, é importante frisar que a aterosclerose não manifesta sintomas e não é identificada no eletrocardiograma nas fases iniciais. Trata-se de uma doença silenciosa, cujos sinais se manifestam em estágios avançados, com complicações potencialmente fatais, como em casos de infarto e acidente vascular cerebral.

Para diagnosticar a doença no início, recomenda-se fazer todos os anos um teste de esforço na esteira com um médico cardiologista.

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Quais as causas da aterosclerose?

Qual é o tratamento para aterosclerose?

Quais as causas da aterosclerose?

A aterosclerose é uma doença degenerativa que provoca endurecimento e espessamento das paredes das artérias. Essas alterações dificultam a circulação sanguínea e favorecem a formação de placas de gordura e cálcio que podem obstruir o fluxo sanguíneo de forma parcial ou total.  

As causas da aterosclerose muitas vezes estão associadas a fatores genéticos, excesso de gordura na alimentação, idade, hipertensão arterial, colesterol alto, diabetes, sedentarismo e tabagismo.

Na aterosclerose senil, o tecido elástico do interior do vaso é substituído por tecido fibroso, o que diminui a elasticidade das artérias e aumenta a pressão arterial.

Na aterosclerose de Monckberg, uma outra forma de manifestação da doença, ocorre morte e calcificação das células musculares da artéria. Contudo, esse tipo de aterosclerose nem sempre causa complicações circulatórias, obstrução ou rompimento da artéria.

Caso se desprendam da parede do vaso, essas placas transformam-se em trombos que podem obstruir artérias de menor calibre e interromper a circulação sanguínea, causando infarto, acidente vascular cerebral (AVC), trombose nas pernas, entre outras complicações decorrentes da interrupção da circulação sanguínea.

Leia também: Quais os sintomas da aterosclerose?

Há ainda casos em que as placas de ateroma não se desprendem da parede da artéria, mas podem crescer o suficiente para entupir o vaso parcial ou totalmente.

Para prevenir a aterosclerose, recomenda-se combater e controlar os fatores de risco, como não fumar, praticar exercícios físicos regularmente, ter uma alimentação saudável e balanceada, com baixo teor de sal e gorduras, além de controlar o peso, a pressão arterial, o diabetes e o colesterol.

Saiba mais em: Qual é o tratamento para aterosclerose?

Pericardite: Quais os sintomas e como tratar?

Os sintomas da pericardite têm início súbito, causando intensa dor no peito. A dor surge subitamente e leva algum tempo para desaparecer, podendo ainda irradiar do peito para ombros e pescoço, o que muitas vezes leva a pessoa a pensar que está tendo um infarto.

A pericardite pode causar ainda outros sinais e sintomas, como dificuldade respiratória, sobretudo quando as pessoa está deitada, além de cansaço, febre e tosse.

Nas pericardites virais, costumam estar mais presentes os sintomas respiratórios e gastrointestinais, enquanto que nas bacterianas é mais comum a presença de febre.

A pericardite ocorre com mais frequência durante períodos de epidemias de gripes, resfriados e outras infecções virais. É comum a pessoa sarar da infecção respiratória e continuar sentindo uma forte dor torácica, que é o sintoma mais característico da doença.

Contudo, a dor no tórax, embora seja uma manifestação bastante comum, nem sempre está presente. Nas crianças, pode haver dor abdominal, enquanto que nos adultos a pericardite pode causar apenas uma sensação de peso ou aperto no peito.

O diagnóstico da pericardite é feito através de exames de sangue, raio-X, ressonância magnética, ecocardiograma e tomografia computadorizada. 

Veja também: Quais as causas da pericardite?

Tratamento

Nos casos mais leves, o tratamento da pericardite pode ser feito com anti-inflamatórios. Se a infecção for causada por bactérias, o tratamento pode incluir medicamentos antibióticos.

Além da medicação, recomenda-se também alguns cuidados, como repouso e evitar o estresse. Com o tratamento adequado, a pericardite geralmente fica curada em poucas semanas. 

Porém, nos quadros mais graves, como na pericardite constritiva ou em que há complicações como tamponamento cardíaco, o tratamento inclui outros procedimentos, como cirurgia.

O tamponamento cardíaco ocorre quando a quantidade de líquido que se acumula no pericárdio é tanta que acaba por comprimir o coração, prejudicando o bombeamento de sangue para o resto do corpo. Trata-se de um caso grave, que pode levar à falência cardíaca.

A pericardite constritiva caracteriza-se pela formação de cicatrizes e espessamento do pericárdio, que ocorre devido ao processo inflamatório prolongado nos casos de pericardites frequentes. 

Como consequência do engrossamento e das cicatrizes, o pericárdio perde a sua elasticidade e ficas mais rígido, prejudicando a expansão do coração quando se enche de sangue e, consequentemente, a circulação para o resto do corpo.

Quais as causas da pericardite?

A pericardite é uma inflamação do pericárdio, uma membrana fina de tecido fibroso que recobre o coração e o envolve como uma bolsa. As infecções virais estão entre as principais causas de pericardite, tais como gripe, catapora, caxumba, AIDS, sarampo, hepatite, herpes, entre outras. Contudo, a inflamação também pode ser causada por traumatismos, lesões e perfurações no tórax, infarto, câncer e insuficiência renal.

A pericardite também pode ser desencadeada pela radioterapia usada no tratamento do câncer, sobretudo de pulmão e de mama por estarem próximos do coração. 

A insuficiência renal pode causar pericardite devido ao acúmulo de toxinas no corpo, uma vez que os rins nesses casos perdem a capacidade de filtrar o sangue e eliminar a urina naturalmente. As toxinas acumuladas causam irritação no pericárdio, que pode inflamar e dar origem à pericardite.

 Nos casos de câncer, a pericardite é desencadeada quando as células cancerosas chegam a órgãos distantes do local de origem do tumor. Se alcançarem o pericárdio, as células tumorais podem causar a inflamação.

Dentre as doenças autoimunes que podem causar pericardite estão o lúpus, a artrite, a esclerose e a vasculite.

As infecções bacterianas pulmonares, a tuberculose ou ainda infecções decorrentes de complicações de cirurgias cardíacas também podem causar pericardite se as bactérias chegarem ao coração.

O pericárdio também pode ficar inflamado em casos de doenças intestinais ou efeitos adversos a certas medicações. 

Há ainda casos em que a pericardite não tem uma causa definida (pericardite idiopática). A doença pode evoluir de forma súbita (aguda) ou gradualmente (crônica).

Leia também: Pericardite: Quais os sintomas e como tratar?

Pericárdio e pericardite

O pericárdio é formado por duas camadas, separadas entre si por um pouco de líquido que atua como lubrificante. Na pericardite, a quantidade desse líquido aumenta significativamente ("água no coração"), o que pode comprimir o coração e prejudicar a sua função de bombear o sangue.

O pericárdio protege o coração e separa-o dos órgãos e tecidos que o rodeiam. A membrana também serve como uma capa protetora que impede que o coração se expanda para além da sua capacidade quando se enche de sangue. 

A pericardite torna-se recorrente quando o mesmo agente infeccioso volta a se manifestar depois da pericardite aguda ser tratada e curada. O sintoma mais característico nesses casos costuma ser a dor no peito, que surge após semanas ou meses do episódio agudo.

O tratamento da pericardite pode incluir o uso de medicamentos anti-inflamatórios e antibióticos, ou ainda cirurgia em casos mais graves.

Síndrome do coração partido: Como identificar e tratar?

Os sintomas da síndrome do coração partido são muito semelhantes aos de um infarto, como dor no peito (porém menos intensa), falta de ar, tontura e desmaio. Contudo, no infarto, ocorre interrupção do fluxo sanguíneo para uma determinada parte do coração, que morre e deixa de funcionar. 

Já na síndrome do coração partido as artérias não estão obstruídas, portanto o sangue chega normalmente ao coração, o músculo cardíaco não sofre danos permanentes e a pessoa se recupera totalmente. 

A grande maioria dos casos ocorre em mulheres na pós-menopausa que passaram por eventos com forte impacto emocional, como a morte do parceiro ou um divórcio, por exemplo.

Tratamento

Não existe um tratamento para a síndrome do coração partido. As medidas visam apenas despistar as causas e controlar os sintomas. 

Os medicamentos usados servem para reduzir o excesso de trabalho do coração. 

O tratamento também pode incluir psicoterapia, que auxilia a pessoa a lidar diariamente com o estresse, passar por fases de luto, entre outros remanejamentos psíquicos conforme a origem do problema. 

Devido à semelhança entre os sintomas da síndrome e do infarto, é muito importante procurar um médico cardiologista para identificar a origem dos mesmos. Só depois de descartar a hipótese de uma doença cardiovascular é que a pessoa deve procurar ajuda psicológica.

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Síndrome do coração partido pode matar?

Quais as causas da síndrome do coração partido?

Saiba como identificar um infarto e conheça os sintomas

Síndrome do coração partido pode matar?

Não, síndrome do coração não mata. A síndrome é uma disfunção cardíaca transitória que afeta o lado esquerdo do coração e que pode provocar o início de um infarto.

Contudo, o músculo cardíaco não sofre danos permanentes e a pessoa se recupera totalmente, enquanto que no infarto ocorre morte tecidual que interfere no funcionamento do coração e pode matar. 

As causas da síndrome do coação partido muitas vezes estão associadas a um intenso estresse físico ou emocional, como a morte de uma pessoa querida ou uma separação, por exemplo.

O nome original da síndrome é doença de Takotsubo, uma palavra japonesa que significa "rede" ou "armadilha" e refere-se à aparência do coração observada nos exames de imagem, semelhante às armadilhas que os pescadores usavam para pegar polvo no Japão.

A síndrome do coração partido afeta sobretudo mulheres com mais de 65 anos. A ocorrência em pacientes com menos de 50 anos é pouco frequente. 

Apesar da síndrome do coração partido não ser fatal, é preciso ter atenção aos sinais e sintomas, já que são semelhantes aos de um infarto. Na presença de dor no peito e outros sintomas de ataque cardíaco, procure um serviço médico para receber um diagnóstico e tratamento adequados.

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Síndrome do coração partido: Como identificar e tratar?

Quais as causas da síndrome do coração partido?

Quais as causas da síndrome do coração partido?

A causa exata da síndrome do coração partido ainda não está bem definida. No entanto, uma teoria possível é a de que a produção excessiva de hormônios do estresse, como adrenalina, interfere na condução direta dos impulsos nervosos para o músculo cardíaco, impedindo a sua contração.

Uma vez que cerca de 85% dos casos de síndrome do coração partido ocorre em mulheres, acredita-se que exista uma causa genética para essa disfunção cardíaca.

Embora muitas vezes o nome da doença seja usado para se referir a desilusões ou perdas amorosas desastrosas, a síndrome do coração partido também pode ser desencadeada por outras situações que geram sofrimento intenso, como a perda de um ente querido, violência doméstica, assaltos e sequestros violentos, aparecimento de doenças extremamente graves, problemas financeiros, angústia extrema, entre outras condições em que ocorre uma perda e a pessoa não é capaz de lidar com isso. 

O estresse prepara o corpo para uma situação de "luta ou fuga". Se houver de fato um perigo iminente, é bom e natural que o organismo entre em estado de alerta como mecanismo de proteção: as pupilas dilatam, os batimentos cardíacos e a respiração aceleram, os músculos recebem mais sangue, entre outras reações que preparam o indivíduo para "lutar" ou "fugir". 

Por outro lado, o estresse prolongado sobrecarrega muito o coração, podendo desencadear a síndrome do coração partido. Os sinais e sintomas são muito parecidos com os de um ataque cardíaco (infarto), com presença de dor no peito, alterações no eletrocardiograma e até aumento das enzimas do coração que indicam início de ataque cardíaco, mas que voltam ao normal em até 1 mês. 

Porém, independentemente da causa específica da síndrome, o músculo cardíaco recupera-se espontânea e totalmente, sem sequelas e danos permanentes, como pode ocorrer no infarto.

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Quais são os sintomas das doenças cardiovasculares?

Os sinais e sintomas das doenças cardiovasculares podem variar muito, conforme o tipo de doença e o órgão afetado. Contudo, as doenças que afetam o sistema cardiovascular muitas vezes não manifestam sintomas.

Quando presentes, podem incluir falta de ar, fraqueza, visão turva, sangramento nasal, tontura, alterações na memória, dor no peito, inchaço nos membros inferiores, zumbido no ouvido, fraqueza, entre outros.

Infarto do miocárdio

O principal sintoma dessa doença cardiovascular é a forte dor no peito, que pode irradiar sobretudo para o braço esquerdo, ombro, rosto e pescoço. A dor pode ser prolongada e permanecer por horas, mesmo se a pessoa estiver em repouso. 

Outros sintomas do infarto incluem falta de ar, transpiração, palidez, náuseas, vômitos, oscilações na frequência cardíaca, e dificuldade para respirar.

Leia também: Saiba como identificar um infarto e conheça os sintomas

O infarto do miocárdio, também conhecido como ataque cardíaco, ocorre quando há interrupção do fluxo sanguíneo para alguma parte do coração. Como consequência, a porção do músculo cardíaco (miocárdio) sem irrigação morre pela falta de oxigênio, dando origem ao infarto.

Angina de peito

A angina não é propriamente uma doença cardiovascular, mas pode ser um sintoma de alguma delas. Trata-se de uma dor no peito geralmente sentida depois de fazer muito esforço físico, mas que também pode surgir devido ao frio, emoções fortes, ou ainda sem uma causa aparente. A dor ocorre devido à redução do fluxo sanguíneo para o coração, diminuindo a quantidade de oxigênio e nutrientes que chegam ao músculo cardíaco. 

A grande diferença entre a angina e a dor sentida durante um infarto é que a angina passa em poucos com o repouso, enquanto que no ataque cardíaco ela permanece. 

Leia também: O que é angina e quais os sintomas?

Acidente Vascular Cerebral

O acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como "derrame", pode ser causado pela interrupção do fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro (AVC isquêmico) ou pela ruptura de algum vaso sanguíneo do órgão (AVC hemorrágico).

Os sintomas do acidente vascular cerebral surgem subitamente e podem incluir perda de força muscular, paralisia ou dormência no rosto, braço ou perna, sentidas em apenas um lado do corpo, dor de cabeça , perda total ou parcial da visão, visão turva e outras alterações visuais, confusão mental, tontura, dificuldade para caminhar, engolir falar ou compreender frases, dor de cabeça forte, entre outros. 

Veja também: Suspeita de AVC: o que fazer?

Hipertensão Arterial

A hipertensão arterial é uma doença cardiovascular silenciosa, já que não provoca sintomas na maioria dos casos. Contudo, pessoas com hipertensão arterial crônica podem manifestar sinais e sintomas nas crises, quando a pressão arterial está muito alta, tais como dor no peito, dor na nuca, tontura, zumbido no ouvido, alterações visuais, sangramento nasal, entre outros.

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Na presença de algum dos sinais e sintomas apresentados, procure atendimento médico com urgência.

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Quais são as principais doenças cardiovasculares e suas causas?

Doenças cardiovasculares: Quais os fatores de risco e como prevenir?

Doenças cardiovasculares: Quais os fatores de risco e como prevenir?

Existem diversos fatores de risco que favorecem o aparecimento das doenças cardiovasculares. Os principais estão relacionados com idade, predisposição genética, tabagismo, sedentarismo, estresse, alimentação com excesso de gorduras, diabetes e níveis altos de colesterol e triglicérides no sangue.

Para prevenir as doenças cardiovasculares, recomenda-se praticar atividade física regularmente, controlar o peso, o diabetes, os níveis de colesterol e triglicérides, ter uma alimentação balanceada e saudável, não fumar, evitar o excesso de bebidas alcoólicas e sal, aliviar o estresse, medir frequentemente a pressão arterial, entre outras medidas que visam controlar ou evitar os fatores de risco.

Lembrando que os exercícios físicos devem ser realizados de forma regular, durante pelo menos 30 minutos, 4 a 5 vezes por semana. 

O controle dos níveis de colesterol e triglicérides contribuem para evitar o acúmulo de placas de gordura na parede das artérias, o que pode ser conseguido em muitos casos através de uma alimentação saudável e prática de exercícios físicos. 

O controle da pressão arterial é muito importante, uma vez que a hipertensão é um importante fator de risco para o desenvolvimento de outras doenças cardiovasculares, como infarto e AVC. 

A pressão arterial pode ser controlada através de uma alimentação balanceada, saudável e com pouco sal, associada ao controle de peso e prática regular de exercícios físicos. 

O acúmulo de gordura no abdômen aumenta o risco de hipertensão arterial, diabetes e colesterol alto, daí a importância em emagrecer e manter o peso dentro do normal.

Não fumar é uma medida importante para evitar doenças cardiovasculares, já que o fumo deixa os vasos sanguíneos mais rígidos, favorece a formação de coágulos e pode baixar o nível de colesterol bom (HDL) no sangue.

O estresse é um fator de risco para doenças cardiovasculares pois reduz o fluxo de sangue para o coração e deixa os batimentos cardíacos irregulares, além de aumentar o risco de formação de coágulos na circulação.

Os sintomas das doenças cardiovasculares podem variar muito, conforme o tipo de doença e o órgão afetado. Contudo, muitas vezes não causam sintomas. Quando presentes, podem incluir falta de ar, fraqueza, visão turva, sangramento nasal, tontura, alterações na memória, dor no peito, inchaço nos membros inferiores, zumbido no ouvido, fraqueza, entre outros.

Na presença de algum desses sintomas, consulte um médico de família, clínico geral ou cardiologista.

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Quais são os sintomas das doenças cardiovasculares?

Quais são as principais doenças cardiovasculares e suas causas?

Quais são as principais doenças cardiovasculares e suas causas?

As doenças cardiovasculares são aquelas que atingem o coração ou os vasos sanguíneos, tais como infarto e acidente vascular cerebral ("derrame"), sendo consideradas uma das principais causas de morte no mundo. 

O processo de desenvolvimento das doenças cardiovasculares são muito parecidos, já que quase sempre estão associados com a obstrução das artérias e suas consequências para a nutrição, oxigenação e bom funcionamento dos órgãos.

Infarto do miocárdio

O infarto, também conhecido como “ataque cardíaco”, ocorre quando uma parte do músculo do coração morre devido à falta de fluxo sanguíneo (isquemia). A interrupção da circulação é decorrente do entupimento das artérias que irrigam o músculo cardíaco com oxigênio e nutrientes, uma outra doença cardiovascular denominada aterosclerose.

Como consequência, a porção do coração que não recebe esses nutrientes morre e deixa de funcionar, dando origem ao infarto do miocárdio ou "ataque cardíaco".

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Aterosclerose

É uma doença cardiovascular que caracteriza-se pelo entupimento das artérias por placas de gordura que se acumulam nas paredes do vaso sanguíneo. As principais causas desse acúmulo de gordura são o diabetes, o colesterol alto, a falta de atividade física e o tabagismo. 

A obstrução da artéria exige que o coração bombeie o sangue com mais força para manter o fluxo de sangue necessário para o resto do corpo. Além de desgastar mais o coração, o esforço aumenta a pressão arterial, gerando outra doença cardiovascular conhecida como hipertensão

Quando a artéria fica completamente entupida pelas placas de gordura, as partes do coração por ela irrigadas morrem e ocorre o infarto. Em outros órgãos, a interrupção do fluxo sanguíneo gera outras complicações, como acidente vascular cerebral (AVC - "derrame"), doença arterial dos rins, entre outras.

Angina do peito

Não se trata propriamente de uma doença cardiovascular, mas sim de um sintoma dela. A angina é uma dor no peito que surge quando o músculo cardíaco está recebendo pouco oxigênio devido à obstrução do fluxo sanguíneo. Portanto, a angina de peito é um sintoma de duas doenças cardiovasculares: infarto e aterosclerose. 

Veja também: O que é angina e quais os sintomas?

Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Popularmente conhecido como "derrame", o acidente vascular cerebral pode ser hemorrágico ou isquêmico. Quando o AVC é provocado pelo entupimento de uma artéria e consequente interrupção do fluxo sanguíneo (isquemia), ele é denominado isquêmico. 

Assim como no infarto do miocárdio, o processo é o mesmo, ou seja, a falta de sangue em determinadas partes do cérebro leva à falta de oxigenação, com consequente morte das partes afetadas. 

Já o AVC hemorrágico é decorrente do rompimento de uma artéria cerebral, causando extravasamento de sangue para o interior do crânio e falta de fluxo sanguíneo nas porções do cérebro irrigadas pela artéria rompida.

Saiba mais em: O que é um AVC e quais os sintomas ou sinais?

Hipertensão Arterial

A hipertensão arterial, ou "pressão alta", como é popularmente conhecida, modifica a função e a estrutura do músculo cardíaco. A pressão arterial é uma forma de medir a força que o coração está fazendo para bombear o sangue para o corpo. Os valores normais são de 120 mmHg por 80 mmHg. Quando a pressão arterial está igual ou superior a 140 mmHg por 90 mmHg, ela é considerada alta. 

A pressão alta deixa as artérias mais estreitas e provocam o seu entupimento. Trata-se de uma doença cardiovascular que é um fator de risco para outras doenças cardiovasculares, como infarto, AVC e insuficiência renal. 

Uma vez que a hipertensão pode reduzir o calibre interno das artérias e obstruir o fluxo sanguíneo, o músculo cardíaco pode não receber a quantidade de sangue necessária para funcionar adequadamente. Quando isso acontece, ele aumenta de tamanho para compensar essa falta. Essa condição é conhecida como hipertrofia do miocárdio e provoca insuficiência cardíaca. 

A grande maioria dos casos dessa doença cardiovascular tem origem em fatores genéticos. Contudo, a hipertensão pode ser causada por estresse, tumores que alteram a produção hormonal e doenças renais.

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Para maiores informações sobre as doenças cardiovasculares, suas causas e como prevenir, consulte um clínico geral, médico de família ou cardiologista.

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