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Principais dúvidas sobre a COVID-19 em grávidas
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

As gestantes representam um grupo que também pode se infectar pelo novo coronavírus (Sars-COV2) e desenvolver a doença COVID-19, por isso, devem estar atentas e seguir as medidas de proteção recomendadas como lavagem frequente de mãos e medidas de afastamentos de pessoas com sintomas de COVID-19.

Embora, as gestantes possam contrair o novo coronavírus ainda não está claro se o vírus é transmitido durante a gravidez ou parto para o feto, não parece que as crianças filhas de mães com COVID-19 tenham um maior risco de mal-formações ou outros problemas de saúde.

No entanto, por conta do número ainda pequeno de casos de COVID-19 em grávidas ainda é cedo para afirmar os riscos da infecção pelo novo coronavírus em gestantes, mais investigação na área é necessária.

Mulheres grávidas tem maior risco de contrair o coronavírus?

Provavelmente não, visto que não há até o momento evidência científica de que as mulheres grávidas estejam mais propensas a contrair o novo coronavírus do que a população em geral, então o risco de contrair esse vírus parece ser o mesmo que o das demais pessoas.

Também ainda não se sabe se o novo coronavírus provoca uma doença mais grave nas gestantes do que na população em geral.

No entanto, as modificações que ocorrem no organismo e principalmente no sistema imunológico durante a gravidez faz com que as gestantes sejam mais vulneráveis a doenças respiratórias causadas por outros vírus da família do coronavírus e pelo influenza.

Por isso, é fundamental que mulheres grávidas tomem as medidas de proteção adequadas contra a COVID-19.

Caso a gestante apresente outras doenças crônicas ou fatores de risco como diabetes e hipertensão deve ainda ficar mais atenta, pois nesse caso de fato apresenta um risco maior de desenvolver uma forma grave da doença.

A COVID-19 pode causar problemas durante a gravidez?

Até o momento, não parece que o vírus cause aumento do risco de aborto ou outras complicações relacionadas a gravidez.

Foram relatados partos prematuros de mães infectadas pelo SARS-CoV-2, no entanto, ainda não se sabe se a causa da prematuridade foi por conta do novo coronavírus ou por outros motivos.

A avaliação de mais casos, é necessária para confirmar os riscos reais da infecção pelo novo coronavírus, durante a gravidez.

Quais são os riscos para o bebê em mulheres com COVID-19?

A observação dos casos de grávidas com a COVID-19 não mostrou aumento do risco de mal-formações ou outros problemas de saúde nos bebês nascidos de mães infectadas pelo novo coronavírus.

Portanto, nesse momento não parece haver riscos importantes para esses bebês. Mais investigações devem ser feitas para confirmar essa informação.

O novo coronavírus pode ser passado da mãe para o feto durante a gestação?

Ainda não existem evidências de que o novo coronavírus seja transmitido da mãe para o bebê durante a gravidez. Não há indícios da transmissão intraútero ou perinatal.

Como gestantes podem se proteger do novo coronavírus?

Algumas medidas de cuidado devem ser tomadas pelas mulheres grávidas como forma de proteção contra o coronavírus:

  • Lave as mãos frequentemente com água e sabão ou desinfetante para mãos a base álcool durante pelo menos 20 segundos;
  • Lave as mãos todas as vezes em que chegar em casa ou do trabalho;
  • Cubra o nariz e a boca ao tossir, ou ao espirrar, com a parte interna do cotovelo, ou com um lenço, que deve ser imediatamente descartado após o uso;
  • Evite contato com pessoas com sintomas sugestivos de COVID-19 ou outra infecções respiratória;
  • Evite aglomerações e fique em casa sempre que possível.
O novo coronavírus é transmitido durante a amamentação? Posso continuar amamentando?

Até o momento, não há evidência de que o vírus Sars-COV2 seja transmitido através do leite materno.

Por isso, as mães infectadas pelo novo coronavírus podem continuar a amamentar normalmente desde que tomando as devidas medidas de cuidado e higiene a seguir:

  • Lavar as mãos antes de tocar o bebê na hora da mamada;
  • Usar máscara facial durante a amamentação.

A amamentação fornece anticorpos para a criança e é muito importante nos primeiros meses de vida, portanto as mães que se sentirem a vontade podem continuar amamentando o seu bebê.

Aquelas mães que preferirem não amamentar podem fazer a extração manual do seu leite ou através de bomba. Alguém saudável pode então oferecer o leite para a criança através de colher ou copinho.

Referências:

1. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Interim Considerations for Infection Prevention and Control of Coronavirus Disease 2019 (COVID-19) in Inpatient Obstetric Healthcare Settings.

2. Royal College of Obstetricians and Gynaecologists. Coronavirus (COVID-19) Infection in Pregnancy. Information for healthcare professionals. Version 1: Published Monday 9 March, 2020.

3. Duarte G, Quintana SM. Infecção pelo Coronavírus SARS-CoV-2 em obstetrícia. Enfrentando o desconhecido! Comissões Nacionais Especializadas da FEBRASGO em Assistência Pré-Natal e Doenças Infecto-Contagiosas.

COVID-19: quem deve e quem não deve usar máscara cirúrgica?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

As pessoas que devem usar máscara cirúrgica são:

  • Aquelas com sintomas da COVID-19 (tosse, espirro ou dificuldade em respirar);
  • Profissionais de saúde;
  • Mulheres que estão amamentando;
  • Cuidadores de pessoas suspeitas ou confirmadas com COVID-19.

O uso da máscara cirúrgica não é indicado para pessoas sem sintomas respiratórios (principalmente, tosse e espirro). Por causa da pandemia, as máscaras cirúrgicas se esgotaram no mercado e não são suficientes para todos os que precisam.

As pessoas que não possuem sintomas devem utilizar máscaras caseiras de tecido quando houver necessidade de deslocamento ou permanência em lugares de maior circulação de pessoas como supermercados, por exemplo.

Não tenho sintomas da COVID-19, devo usar máscara?

Se você não tem sintomas da COVID-19 deve utilizar máscaras caseiras quando precisar se deslocar ou permanecer em locais com uma maior circulação de pessoas.

1. Utilize máscara caseira de tecido

Na ausência de sintomas como tosse e espirro, utilize a máscara caseira para se proteger. Elas impedem que gotículas que saem pelo nariz ou boca do usuário se disseminem pelo ambiente.

Estudos têm mostrado que a máscara caseira, além de funcionar como barreira mecânica para impedir que o vírus se espalhe, tem auxiliado na mudança de comportamento da população e na redução dos casos de COVID-19.

A máscara deve ser feita em tecido de saco de aspirador, cotton, tecido de algodão ou fronhas de tecido antimicrobiano. É importante que a máscara cubra totalmente a boca e o nariz e que se ajuste bem ao rosto, sem deixar espaços na laterais.

A máscara caseira é de uso individual e não deve ser, portanto, compartilhada. Se durante o uso, a máscara ficar úmida é necessário trocá-la por uma nova máscara limpa e seca.

2. Máscaras cirúrgicas devem estar disponíveis para quem realmente precisa

É importante se conscientizar da necessidade de disponibilizar máscaras cirúrgicas para quem realmente têm indicação.

Devem ser priorizados, especialmente, os profissionais de saúde. Estes profissionais atuam em hospitais e unidades de saúde, locais com maior potencial de concentração do vírus. Além disso, são eles os responsáveis pelos cuidados ao doente.

Se todas as pessoas utilizarem máscara cirúrgica sem indicação, faltarão máscaras para as pessoas que de fato precisam delas e isso pode agravar a pandemia.

Quem deve utilizar a máscara cirúrgica? 1. Pessoas com sintomas da COVID-19

Se você apresenta sintomas de COVID-19, como tosse, febre, falta de ar e dor de garganta é indicada a utilização da máscara cirúrgica. Mesmo pessoas com suspeita de COVID-19 sem a confirmação, devem utilizar a máscara cirúrgica.

O uso da máscara ajuda a diminuir a dispersão de fluidos e gotículas respiratórias eliminados pelo nariz e pela boca. Com isso, há redução da dispersão do coronavírus presente nestas secreções.

2. Mães que estão amamentando Até o momento, não há estudos que comprovem que o coronavírus pode ser transmitido pelo leite materno. Deste modo, a amamentação deve ser mantida, pois seus benefícios são fundamentais para o bom desenvolvimento do recém-nascido e da criança.

Durante o período de amamentação é importante garantir condições mínimas de higiene e proteção.

Antes de tocar o bebê e antes e depois de cada mamada, a mulher deve lavar as mãos com água e sabão durante pelo menos 20 segundos. Além disso, deve usar a máscara cirúrgica durante a amamentação, evitando tocar na boca, nariz e olhos da criança.

Evite falar ou tossir enquanto estiver amamentando seu bebê. Em caso de tosse ou espirro, a máscara deve ser trocada imediatamente. Além disso, use uma máscara nova a cada amamentação.

As mães que fazem a ordenha do leite com bomba manual ou elétrica devem lavar as mãos com água e sabão antes de tocar em qualquer parte da bomba ou da mamadeira e realizar uma adequada limpeza e desinfecção da bomba e seus materiais após cada utilização.

Em caso de dúvidas, ligue para o Disque Saúde pelo número 136 ou para o telefone do Banco de Leite Humano mais próximo da sua casa.

3. Cuidadores de pessoas com sintomas da COVID-19 e profissionais de saúde

Para cuidar das pessoas com sintomas de COVID-19, profissionais de saúde e cuidadores estão em constante contato próximo com os pacientes.

Em alguns casos, a distância entre o paciente e o cuidador ou profissional de saúde é inferior a 1 metro, o que facilita a transmissão do vírus.

Deste modo, profissionais de saúde e cuidadores devem usar máscara para evitar a contaminação da boca e nariz por gotículas respiratórias do paciente.

É sempre importante lembrar que somente o uso da máscara não é suficiente para evitar a contaminação pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Manter as medidas de higiene como lavar as mãos é indispensável para quem cuida de pessoas com sintomas da COVID-19.

Como a máscara deve ser utilizada?

A máscara deve ser usada seguindo as orientações:

1. Antes de colocar a máscara, lave bem as mãos.

2. Coloque a máscara cuidadosamente para cobrir boca e nariz e amarre com segurança para minimizar os espaços entre o rosto e a máscara.

3. Enquanto estiver em uso, evite tocar na máscara.

3. Para retirar a máscara, não toque na parte da frente. Remova sempre puxando a parte de trás;

4. Após a remoção, despreze a máscara usada em um lixo fechado.

5. Lave as mãos após desprezar a máscara.

5. Troque a máscara assim que ela ficar úmida. Use uma nova máscara limpa e seca.

6. Não reutilize máscaras descartáveis.

O que posso fazer para me prevenir contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2) e a COVID-19?

As medidas mais eficazes de proteção contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2) e a COVID-19 são:

  • Lave as mãos com frequência por pelo menos 20 segundos. Lave todas as regiões das mãos: palmas das mãos, regiões entre os dedos, dorso das mãos, polegares, unhas e punhos;

  • Lave as mãos especialmente antes das refeições e após tossir ou espirrar;
  • Se não for possível lavar as mãos com água e sabão, utilize álcool gel a 70% para higienizá-las;
  • Não toque nos seus olhos, nariz e boca se suas mãos não estiverem lavadas;
  • Ao espirrar ou tossir, cubra o nariz e a boca com um lenço descartável ou com a face interna (dobra) do cotovelo. Nunca use as mãos para cobrir nariz e boca enquanto você tosse ou espirra;
  • Use lenço descartável para higiene nasal;
  • Não compartilhe objetos como talheres, copos e garrafas;
  • Evite ambientes fechados e com aglomeração de pessoas;
  • Mantenha-se em ambientes ventilados;
  • Limpe e desinfete objetos que você toca com frequência como celulares. Esta desinfecção pode ser feita com álcool gel a 70%;
  • Evite o contato com pessoas que apresentam os sintomas da COVID-19;
  • Evite sair de casa;
  • Pessoas doentes devem permanecer em casa e, em caso de dificuldade respiratória, devem se dirigir a um serviço de atendimento de urgência.

Ainda não há estudos que provam os benefícios das máscaras por pessoas saudáveis. Pelo contrário, há estudos que mostram que as pessoas podem se contaminar tocando uma máscara infectada que estavam usando ou retirando incorretamente.

Use a máscara apenas nos casos que foram indicados. Em caso de dúvidas, procure informações nos sites das autoridades sanitárias de seu país e região (Ministério da Saúde, Secretarias Estaduais de Saúde e Secretaria Municipal de Saúde).

Leia também:

Dúvidas sobre coronavírus (COVID-19)

Quais os sintomas do coronavírus (COVID-19)? O que fazer se tiver?

O que é o coronavírus, COVID-19 e SARS-CoV-2?

Quais os sintomas do coronavírus (COVID-19)? O que fazer se tiver?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A COVID-19, infecção causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), provoca sintomas semelhantes a um resfriado comum. Entretanto, também pode desencadear infecções graves em grupos específicos como idosos, diabéticos, hipertensos e pessoas com doenças cardíacas.

Como saber se estou com COVID-19?

Os sintomas da COVID-19 podem variar desde uma gripe ou resfriado simples até uma pneumonia grave. Na maior parte dos casos, os sintomas são leves a moderados.

Até o momento, sabe-se que os principais sintomas são respiratórios. Fique atento se você apresentar:

1. Febre

Inicialmente a febre é branda. Na medida em que a infecção avança, a febre se torna alta e persistente com duração de mais de 3 a 4 dias.

2. Tosse

No início da infecção por coronavírus, a tosse é seca. O avanço da doença faz com que ela fique produtiva, ou seja, com a presença de secreção (catarro).

3. Dificuldade respiratória

A dificuldade respiratória, caracterizada pela falta de ar, é um sintoma de que a COVID-19 está afetando os pulmões e por este motivo é necessário que se busque o mais rapidamente possível atendimento hospitalar.

Ela pode ser um sinal da pneumonia que se desenvolve nos casos mais graves de COVID-19.

4. Fadiga

A fadiga é uma sensação de cansaço e/ou indisposição e tem sido mencionada como um sintoma comum da infecção pelo novo coronavírus.

5. Dor muscular

A dor muscular é generalizada, ou seja, pode atingir o corpo como o todo não se restringindo a uma região específica.

Por ser um vírus novo, os sinais e sintomas ainda não são completamente conhecidos. Outros sintomas podem ser descobertos na medida em que as pesquisas sobre o novo coronavírus (SARS-CoV-2) avançam e que há mais tempo para a caracterização da COVID-19.

O que fazer se tiver os sintomas da COVID-19?

Se você apresenta algum dos sintomas da COVID-19 e tem dúvidas sobre a doença ou a respeito do que fazer, poderá entrar em contato com o Disque Saúde 136. Por meio deste número você será orientado de acordo com o seu caso.

É importante ficar atento às orientações das autoridades sanitárias do seu país, estado ou cidade.

Quando devo buscar os postos de saúde?

Se você tiver febre igual ou superior a 37,8°C acompanhada de tosse, dor de garganta e coriza e, ao mesmo tempo, sentir a necessidade de atenção médica, dirija-se a um posto de saúde.

Entretanto, se você sente sintomas leves como febre e tosse e não sente que é preciso buscar auxílio médico, mantenha-se em casa.

É importante fazer repouso, ingerir bastante líquido e manter uma alimentação saudável e equilibrada rica em frutas, verduras, cereais e carnes magras. Isto ajudará o seu sistema imunológico a reagir contra a COVID-19.

Quando devo buscar os hospitais?

A dificuldade de respirar, a respiração curta e a falta de oxigenação são sinais de agravamento da COVID-19. Somente Nestes casos, você deve buscar rapidamente uma emergência hospitalar.

Não busque os hospitais se você tiver apenas os sintomas iniciais e leves (febre e tosse) da COVID-19.

Como posso me prevenir do novo coronavírus e da COVID-19?

Ações bastante simples são eficazes na prevenção do novo coronavírus e da COVID-19:

  • Lave as mãos com frequência por pelo menos 20 segundos. Lave todas as regiões das mãos: palmas das mãos, regiões entre os dedos, dorso das mãos, polegares, unhas e punhos;
  • Lave as mãos especialmente antes das refeições e após tossir ou espirrar;
  • Se não for possível lavar as mãos com água e sabão, utilize álcool gel a 70% para higienizá-las;
  • Não toque nos seus olhos, nariz e boca se suas mãos não estiverem lavadas;
  • Ao espirrar ou tossir, cubra o nariz e a boca com um lenço descartável ou com a face interna (dobra) do cotovelo. Nunca use as mãos para cobrir nariz e boca enquanto você tosse ou espirra;
  • Use lenço descartável para higiene nasal;
  • Não compartilhe objetos como talheres, copos e garrafas;
  • Evite ambientes fechados e com aglomeração de pessoas;
  • Mantenha-se em ambientes ventilados;
  • Limpe e desinfete objetos que você toca com frequência como celulares. Esta desinfecção pode ser feita com álcool gel a 70%;
  • Evite o contato com pessoas que apresentam os sintomas da COVID-19;
  • Evite sair de casa;
  • Pessoas doentes devem permanecer em casa e, em caso de dificuldade respiratória, devem se dirigir a um serviço de atendimento de urgência.
Quais os grupos de pessoas que correm mais riscos com a COVID-19?

As pessoas jovens e saudáveis geralmente apresentam sintomas leves da COVID-19.

A doença pode se tornar mais grave e oferecer mais riscos em casos de:

  • Pessoas com idade superior a 60 anos (idosos);
  • Pessoas com doenças crônicas: diabéticos, hipertensos e asmáticos;
  • Mulheres grávidas;
  • Portadores de doenças cardíacas;
  • Pessoas com sistema imunológico debilitado.

Ainda não se sabe exatamente como o coronavírus afeta as crianças. Nem todas apresentam sintomas, provavelmente, por terem seu sistema imunológico mais forte. Entretanto, é preciso ter em mente que, quando infectadas, elas são capazes de transmitir o coronavírus.

Veja também:

Quais os alimentos que causam gases? Conheça também os que não causam
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os alimentos que mais causam formação de gases são aqueles que dão mais trabalho ao intestino para serem digeridos como as leguminosas (feijão, lentilha e grão-de-bico), carne de porco e frutas ricas em açúcar como a banana e a pera.

Vale lembrar, que a alimentação é o principal fator para a formação de gases, porém não é a única causa. O sedentarismo e o consumo de bebidas gaseificadas também contribuem para a formação dos gases.

Para diminuir a produção de gases intestinais não é indicado eliminar alimentos da sua dieta, porque cada um desempenha um papel importante no funcionamento do nosso corpo, a recomendação é comer de maneira equilibrada.

Alimentos que aumentam a produção de gases

Os principais alimentos responsáveis pela produção de excesso de gases, que causam desconforto abdominal e mal-estar são:

  • Leguminosas: Feijão, lentilha, grão de bico, ervilha
  • Legumes: Repolho, couve-flor, brócolis, pepino, beterraba, pimentão-verde e cenoura.
  • Carboidratos: Arroz integral, batata, batata-doce
  • Leite e derivados
  • Ovos
  • Carne de porco
  • Pipoca, Milho
  • Alho, Alho-poró, Cebola
  • Mel
  • Aveia, Farinha de trigo
  • Frutas: Abacate, Maça, Pera, Manga, Cereja, Melancia, Banana e Uva.

Além dos alimentos citados, os adoçantes, refrigerantes, bebidas gaseificadas, café e cerveja também provocam formação de grande quantidade de gases intestinais. Evite o consumo excessivo dessas bebidas ou beber diariamente.

O amendoim, nozes e algumas sementes, pode causar gases apenas quando ingeridas em grandes quantidades, ou em pessoas que desenvolvam algum grau de alergia.

Alimentos que produzem menos gases

Alguns alimentos não causam formação de gases durante a digestão, pelo menos quando consumidos de forma adequada, sem excesso, são eles:

  • Alface
  • Tomate
  • Condimentos como hortelã, cominho, orégano, salsa e anis estrelado
  • Frutas: Abacaxi e mamão.
Como eliminar gases?

A recomendação para evitar a produção aumentada de gases, e também na sua eliminação se baseia em:

Dieta balanceada

Os nutricionistas orientam que cada refeição tenha um pouco de cada nutriente, para ajudar na digestão e no bom funcionamento do organismo. Procurar comer um carboidrato, como o arroz, ou a batata; uma proteína, como as carnes ou tofu, legumes e verduras a vontade.

Evitar elementos gordurosos ou cozinhar com muito óleo, porque dificultam na digestão é uma das principais causas de formação exagerada de gases, visto que as bactérias precisam de muita fermentação para quebrar esses alimentos.

Prática de atividade física

Praticar atividades físicas regularmente, ajuda na digestão pela melhor circulação e aumento do metabolismo do corpo. A atividade deve ser praticada de 3 a 4 vezes por semana, pelo menos 30 minutos.

Massagem

A massagem circular na barriga é uma prática antiga, mas que funciona para os casos de cólicas e dor abdominal causada por excesso de gases, porque ajuda de forma mecânica na eliminação desses gases.

Deve ser feita em círculos, começando do lado inferior direito da barriga, empurrando com pressão leve em direção ao umbigo, e depois circulando a barriga até o canto inferior esquerdo da barriga, região onde se encontra a porção final do intestino.

Medicamentos

O medicamento só deve ser usado quando o desconforto é grane e as medidas não medicamentosas não mostraram resultado. O mais utilizado é o Luftal®. A dose e formas de uso devem ser definidas de acordo com cada caso, idade e peso. O médico de família poderá orientar.

Dicas gerais

Importante também procurar fazer as refeições em ambientes calmos, mastigar bastante a comida e evitar beber e conversar enquanto come.

Outra dica valiosa é aumentar o consumo de água. Beber um litro e meio a 2 litros de água por dia ajuda não só no processo de digestão, mas na hidratação, no funcionamento renal, sistema imunológico, entre outros.

O médico nutrólogo ou o nutricionista, podem orientar quanto a dieta balanceada para cada caso e esclarecer as demais dúvidas que possam surgir sobre o processo digestivo.

Leia também: Excesso de gases: o que pode ser e como tratar?

Fontes:

  • Diane Abraczinskas, MD. et al.; Overview of intestinal gas and bloating. UpTodate, Dec.6, 2018.
  • Arnold Wald, MD. et al.; Treatment of irritable bowel syndrome in adults. UpToDate. Oct 23, 2019.
Dúvidas sobre Coronavírus (COVID-19)
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Conhecer o novo coronavírus (SARS-CoV-2) é a melhor forma de se prevenir e de proteger as outras pessoas do contágio. Para isto, esclareça as suas dúvidas. Medidas simples podem evitar a infecção e a transmissão da doença COVID-19.

O que é o COVID-19?

A COVID-19 é uma doença causada por um tipo novo de vírus, da família coronavírus: o SARS-CoV-2. Identificado pela primeira vez em Wuhan, na província de Hubei, na China.

Os coronavírus, dentre eles o SARS-CoV-2, provocam infecções respiratórias em seres humanos e animais. Normalmente, as infecções respiratórias são leves a moderadas e parecidas com um resfriado comum. Na COVID-19 não é diferente.

Este vírus são chamados de coronavírus por se assemelharem à uma coroa quando vistos por meio de um microscópio.

Quais os sintomas da COVID-19, causada pelo novo coronavírus ?

Para você saber se tem COVID-19, a infecção provocada pelo coronavírus, fique atento aos sinais de um resfriado comum, pois os sintomas afetam o sistema respiratório e são muito parecidos com uma gripe. É também possível que a pessoa infectada apresente pneumonia.

Os sintomas frequentes são:

  • Febre: a febre se inicia branda e, com o passar do tempo, se torna alta e persistente com duração de 3 a 4 dias.
  • Tosse: inicialmente seca e, na medida em que o tempo passa, se torna produtiva (com catarro).
  • Dificuldade respiratória (falta de ar).
  • Fadiga (cansaço, indisposição).
  • Dor muscular (dores pelo corpo).

Na maior parte dos casos, os sintomas são leves a moderados. Nos casos graves, em que há dificuldade respiratória é indicado buscar um serviço hospitalar.

Em quanto tempo os sintomas aparecem?

O tempo entre o contato com uma pessoa infectada até o surgimento dos primeiros sintomas, chamado de período de incubação, pode variar de 2 a 14 dias. Deste modo, se você teve contato com a pessoa infectada, os sintomas podem surgir de 2 a 14 dias após este contato.

Neste período, mesmo sem apresentar sintomas, é possível transmitir o coronavírus que provoca a COVID-19. Por este motivo, lavar constantemente as mãos e não compartilhar objetos de uso pessoal como copos, talheres, entre outros, é de extrema importância.

Como se pega a COVID-19?

O coronavírus (SARS-CoV-2) que causa a Covid-19 é transmitido de pessoa para pessoa. As gotículas emitidas quando a pessoa tosse, espirra, além da saliva e do catarro de uma pessoa infectada, estão repletos de vírus e são responsáveis pela transmissão.

Além disso, o contato próximo como beijo, aperto de mão e o contato com superfícies e objetos como telefones celulares, talheres e copos também são capazes de transmitir o coronavírus.

Neste momento, evite cumprimentar as pessoas e se o fizer, lave as mãos ou utilize álcool gel e evite levar as mãos aos olhos, nariz e boca.

A pessoa pode transmitir o vírus mesmo sem apresentar sintomas?

Sim. O que se sabe até o momento é que, normalmente, a pessoa contaminada com o coronavírus leva de 2 a 14 dias para manifestar os sintomas da COVID-19, entretanto ela já é capaz de transmitir o vírus.

Que pessoas correm mais risco com a COVID-19?

De forma geral, as pessoas jovens e saudáveis apresentam sintomas leves da COVID-19.

Entretanto, a doença pode se tornar grave em:

  • Pessoas com idade superior a 60 anos (idosos);
  • Gestantes;
  • Pessoas com doenças crônicas: diabéticos, hipertensos e asmáticos;
  • Portadores de doenças cardíacas;
  • Pessoas com sistema imunológico debilitado.

Ainda não se sabe exatamente como o coronavírus afeta as crianças. Acredita-se que, por terem um sistema imunológico forte, nem todas apresentam sintomas. Porém, quando infectadas são capazes de transmitir o coronavírus.

Como posso me proteger da COVID-19?

Algumas medidas simples podem ajudar na prevenção da COVID-19:

  • Lave as mãos com frequência por pelo menos 20 segundos. Lave todas as regiões das mãos: palmas das mãos, regiões entre os dedos, dorso das mãos, polegares, unhas e punhos;
  • Lave as mãos especialmente antes das refeições e após tossir ou espirrar;
  • Se não for possível lavar as mãos com água e sabão, utilize álcool gel a 70% para higienizá-las;
  • Não toque nos seus olhos, nariz e boca se suas mão não estiverem lavadas;
  • Ao espirrar ou tossir, cubra o nariz e a boca com um lenço descartável ou com a face interna (dobra) do cotovelo. Nunca use as mãos para cobrir nariz e boca enquanto você tosse ou espirra;
  • Use lenço descartável para higiene nasal;
  • Não compartilhe objetos como talheres, copos e garrafas;
  • Evite ambientes fechados e com aglomeração de pessoas;
  • Mantenha-se em ambientes ventilados;
  • Limpe e desinfete objetos que você toca com frequência como celulares. Esta desinfecção pode ser feita com álcool gel a 70%;
  • Evite o contato com pessoas que apresentam os sintomas da COVID-19;
  • Evite sair de casa;
  • Pessoas doentes devem permanecer em casa e, em caso de dificuldade respiratória, devem se dirigir a um serviço de atendimento de urgência.

Covid-19 tem tratamento?

Não existe um remédio específico para o tratamento da COVID-19. O tratamento é feito com base nos sintomas do paciente.

Se você apresenta febre, o indicado é o uso de um antitérmico (como o Paracetamol). Evite utilizar Ibuprofeno e remédios que tenham Ibuprofeno em sua fórmula. Além disso, tome bastante água para ajudar a eliminação do vírus. Uma alimentação saudável rica em frutas, verduras, legumes e cereais é fundamental para reforçar o sistema imunológico.

Se você começar a sentir dificuldade de respirar, o indicado é buscar atendimento hospitalar.

Não utilize antibióticos. Estes medicamentos são indicados apenas em casos de infecção bacteriana. Por ser um vírus, os antibióticos não funcionam para prevenir ou tratar infecções por COVID-19.

Qual o tempo de quarentena?

Ainda não há uma determinação exata do tempo necessário de isolamento social ou quarentena. É preciso que você esteja atento às orientações das autoridades sanitárias do país, do Estado e da sua cidade, pois o tempo de isolamento vai depender da velocidade de transmissão do vírus em cada lugar.

As pessoas com suspeitas de infecção por oronovírus e/ou sintomas da COVID-19 devem permanecer isoladas até o resultado do seu exame ou durante o período indicado pela equipe médica e pelas autoridades sanitárias locais.

As pessoas infectadas com o novo coronavírus que estão sendo tratadas em casa devem permanecer isoladas, se possível em um cômodo exclusivo da casa, até que os sintomas doa COVID-19 desapareçam.

A equipe de saúde e/ou as autoridades sanitárias são as responsáveis pela orientação de quanto tempo e como deverá ocorrer o isolamento.

Devo usar máscara quando sair à rua?

Se você não está doente, não deve usar máscara nem para ir à rua.

A máscara somente deve ser usada por pessoas que estão doentes ou que cuidam de pessoas com COVID-19. Pessoas que se encontram na primeira semana ou nos primeiros 10 dias da doença, devem usar a máscara para evitar a disseminação do vírus no ambiente e reduzir a chance de contaminar outras pessoas.

Os parentes próximos, cuidadores e profissionais de saúde que cuidam de doentes com COVID-19 também devem usar máscara.

Para as pessoas que não estão doentes, a recomendação da Organização Mundial de Saúde é que não utilizem a máscara.

Quando devo procurar um posto de saúde ou hospital?

Você deve procurar os postos de saúde se apresentar febre (a partir de 37.8°C), tosse, dor de garganta e coriza. Entretanto, se você apresenta apenas um destes sintomas, deverá se manter em casa. Além disso, se você apresenta sintomas leves, mas não sente necessidade de ajuda médica, pode ficar em casa.

Se você apresentar dificuldade de respirar, falta de oxigenação ou respiração curta, busque atendimento em emergência hospitalar. Estes são sintomas de um estágio mais grave da COVID-19.

Como é o exame para saber se tenho a doença?

O teste para confirmar se a pessoa tem COVID-19 é específico para esta doença. É feita a coleta de secreções respiratórias da boca e do nariz ou por aspiração de secreção do sistema respiratório.

Somente as pessoas que tiveram contato com alguém infectado, que viajou para um outro país ou local com casos de COVID-19 e que está apresentando sintomas da doença podem fazer o teste específico para coronavírus. Esta orientação pode sofrer reajustes a depender da localidade em que a pessoa vive, a disponibilidade de recursos e evolução da pandemia.

As secreções coletadas são enviadas para os laboratórios centrais de Saúde Pública e são examinados em busca da presença de coronavírus (RNA viral).

Existe vacina para o coronavírus?

Por ser um vírus novo, ainda não existe vacina para prevenir a COVID-19. Entretanto, a vacina é uma possibilidade futura após um período de estudos sobre o novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Depois de ter a doença a pessoa fica imune?

Ainda não se sabe se a pessoa desenvolve imunidade ao novo coronavírus (SARS-CoV-2). Por ser um vírus novo, pesquisas ainda estão sendo realizadas para esclarecer sobre o comportamento do vírus após a infecção.

Qual o álcool que devo usar para desinfetar?

O álcool gel a 70% é a solução desinfetante mais indicada para higienizar as mãos e superfícies e objetos. Entretanto, o uso de álcool gel não substitui a lavagem das mãos. Lavar as mãos com água e sabão é a forma mais eficaz de higiene e prevenção para da COVID-19. O álcool gel somente é indicado nos momentos em que não é possível lavá-las.

O tempo quente impede o coronavírus de se espalhar?

Como as características da COVID-19 ainda não são completamente conhecidas, não é possível afirmar que o clima quente impede a propagação do vírus.

Em geral, no calor, os vírus que provocam gripes sobrevivem por menos tempo quando estão fora do nosso corpo. As temperaturas mais baixas, por outro lado, aumentam o tempo de sobrevivência destes vírus no ar. Além disso, no inverno as pessoas tendem a ficar por mais tempo em ambiente fechados, o que facilita a transmissão.

Apesar destas regras gerais, não é possível afirmar que o verão ou o calor impedem a rápida propagação do novo corona vírus (SARS-CoV-2) que causa a COVID-19.

Siga as instruções das autoridades sanitárias da sua cidade, estado e país.

Leia mais em:

O que já se sabe sobre o novo Coronavírus (SARS-CoV-2)?

Coronavirus (COVID-19) tem cura? Quando teremos vacina?

Posso tomar Ibuprofeno se tiver com coronavirus (COVID-19) ou com suspeita?

Coronavirus (COVID-19) tem cura? Quando teremos vacina?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. A doença COVID-19 tem cura e os anticorpos desenvolvidos pelo organismo parecem conferir imunidade à pessoa, porém para confirmar a imunidade precisamos aguardar estudos e comprovação científica.

Muitos são contaminados e não desenvolvem sintomas, o que não permite o diagnóstico. Para os casos que desenvolvem os sintomas, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 85% são quadros leves, com sintomas de um resfriado comum, e tem a sua recuperação dentro de duas semanas.

Em torno de 15% das pessoas, a COVID-19 se apresenta de forma mais grave, precisando de cuidados intensivos, devido a dificuldade respiratória, pneumonia e até comprometimento renal. Nesses casos, a recuperação é mais lenta, em média 3 a 6 semanas.

Infelizmente, desses 15%, 2 a 3% não respondem ao tratamento e evolui para o óbito.

Quando teremos uma vacina para COVID-19?

A fabricação de uma vacina leva em média 10 anos para ser concluída. Isso porque é preciso passar por diversas etapas até confirmar a sua eficácia e segurança.

No caso de COVID-19, as pesquisas e investimentos tem sido muito intensos e atualmente acredita-se que dentro de alguns meses, um tempo recorde na história da medicina, a vacina já será oferecida à população.

Notícias em relação às pesquisas, desenvolvimento de vacina e tratamento contra o vírus SARS-CoV-2, também são atualizadas constantemente. Nesse momento, sabemos que mais de 30 grupos de pesquisadores pelo mundo estão dedicados ao desenvolvimento dessa vacina.

Pesquisadores dos Estados Unidos iniciaram o primeiro teste em seres humanos nessa semana, em uma mulher voluntária. Outros grupos, na China, Brasil e Israel, também avançam rapidamente nas pesquisas, e acreditam realizar os seus testes em humanos, a partir de final de abril a início de maio.

Medicamento para combater COVID-19

Estudos publicados nesse mês de março, descrevem tratamentos experimentais, com voluntários, utilizando antivirais como o Remdesivir®. Em breve teremos os resultados nos seres humanos em teste.

Taxas de mortalidade na COVID-19

A taxa de mortalidade não está totalmente definida, mas varia entre 2 a 3%, segundo a OMS. Percentagem diretamente relacionada a idade e situação de saúde.

As pessoas mais idosas e com imunidade mais baixa, são as que desenvolvem as formas mais graves da doença, com maior risco de óbito.

Recomendações para grávidas e idosos Gestante

A recomendação para a prevenção, avaliação, diagnóstico e tratamento de mulheres grávidas com suspeita de COVID-19 deve ser a mesma das mulheres não grávidas.

O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) orienta que um bebês nascido de mãe com COVID-19 confirmado, deverá ser colocado em isolamento e investigado para a doença, além de ser adequadamente acompanhado.

Porém, a separação da mãe, indicação ou contraindicação para o aleitamento materno, ainda está em discussão.

Idosos

Indivíduos de qualquer idade podem adquirir a infecção por coronavírus 2, com quadro respiratório mais grave, entretanto adultos de meia-idade e mais velhos sejam os mais afetados.

Por isso, é recomendado que idosos, especialmente aqueles com doenças crônicas, se protejam e evitem o contato social de forma mais rigorosa.

Fontes:

O que é o coronavírus, COVID-19 e SARS-CoV-2?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade
O que é um coronavírus?

Os coronavírus são uma grande família de vírus que podem causar doenças em animais e humanos. Há sete tipos de coronavírus conhecidos, entre eles destacam-se o SARS-COV, que causa síndrome respiratória aguda grave, e o MERS-COV, vírus que foi identificado no oriente médio.

O coronavírus descoberto mais recentemente chama-se SARS-CoV-2 e causa a doença do coronavírus, denominada COVID-19.

O que é o novo coronavírus?

O novo coronavírus também chamado de SARS-COV2, é o coronavírus mais recentemente descoberto. Os primeiros casos de infecção em humanos por esse vírus foram identificados pela primeira vez na província de Wubei, na China, no fim de 2019, até então ele era desconhecido.

O que é a COVID-19?

COVID-19 é a abreviação de "Corona Virus Disease 2019", o nome dado a doença infecciosa causada pelo novo coronavírus, também chamado de Sars-Cov2.

Quais são os principais sintomas da COVID-19?

Os sintomas mais comuns da COVID-19 são:

  • Febre;
  • Tosse seca;
  • Falta de ar.

Outros sintomas que também podem estar presentes são:

  • Dores no corpo;
  • Dor de cabeça;
  • Congestão nasal;
  • Coriza;
  • Dor de garganta;
  • Diarreia.

Os sintomas da COVID-19 começam de forma gradual e geralmente são leves, podendo se assemelhar a uma gripe comum.

Algumas pessoas podem ser infectadas pelo vírus e não apresentar nenhum sintoma. Cerca de 80% das pessoas recuperam-se sem necessidade de nenhum tratamento especial.

No entanto, estima-se que 1 a cada 6 pessoas pode apresentar uma forma da doença mais grave, com o desenvolvimento de um quadro de pneumonia que pode levar a dificuldade respiratória importante.

Na forma mais grave da doença, pode haver falência renal e de outros órgãos e sistemas, podendo levar a morte se não houver o suporte médico adequado.

Em quanto tempo os sintomas aparecem?

O tempo entre a exposição ao vírus e o aparecimento dos primeiros sintomas pode variar entre 1 e 14 dias, na maioria dos caso esse tempo é de 5 dias.

Esse período entre o contato com o vírus e o aparecimento de sintomas é chamado de tempo de incubação. A medida que novos estudos e dados sejam apresentados, esse tempo estimado poderá ser atualizado.

Como se pega o novo coronavírus?

O novo coronavírus é transmitido principalmente através do contato com gotículas contendo o vírus liberadas por espirros e tosse de pessoas que se encontram infectadas.

O contacto próximo com pessoas infectadas, portanto, aumenta consideravelmente o risco de contágio pelo vírus.

Essas gotículas podem cair em objetos e superfícies, quando as pessoas tocam esses objetos e levam as mãos ao rosto, olhos, nariz e boca elas também podem infectar-se com os vírus.

Outras formas de transmissão como contato com fezes de pessoas contaminadas ainda está em investigação.

Como me proteger do novo coronavírus?

As principais medidas de proteção recomendadas pela OMS, são:

  • Lave as mãos frequentemente com água e sabão ou solução a base de álcool. Deve sempre lavar as mãos após assoar o nariz, espirrar, tossir ou após entrar em contato com pessoas doentes.
  • Evite tocar no rosto, principalmente olhos, nariz e boca.
  • Evite contato próximo com pessoas que apresentam sintomas respiratórios, mantenha sempre uma distância de 1 metro entre você e a pessoa que está tossindo ou espirrando.
  • Mantenha uma boa higiene respiratória, ou seja, ao tossir ou espirrar, cubra nariz e boca com a parte interna do cotovelo ou com um lenço que deve ser usado uma única vez e descartado imediatamente.
  • Fique em casa caso apresente sintomas gripais. Procure atendimento médico caso apresente febre, tosse e dificuldade em respirar.
Qual o tempo de quarentena?

O tempo de isolamento segundo o Ministério da Saúde é de 14 dias, preconizado para caso suspeito, confirmado, provável (contato íntimo com caso confirmado), portador do vírus sem sintomas ou contactante de casos confirmados. Pode ser realizado em domicílio ou em ambiente hospitalar.

Devo usar máscara quando saio a rua?

A OMS recomenda que o uso de máscaras cirúrgicas ocorra seja feita pelos seguintes grupos:

  • Pessoas que apresentam sintomas respiratórios como tosse ou falta de ar, e que por isso apresentem suspeita de estarem contaminadas pelo novo coronavírus.
  • Profissionais que prestam cuidados a pessoas com sintomas respiratórios e suspeitos de terem COVID-19.

Pessoas que não apresentam sintomas, ou não trabalham com cuidados à saúde, devem fazer uso de máscaras caseiras de tecido em ambientes fechados ou com aglomerações, como em supermercados, transporte público e lojas.

Portanto, caso precise se deslocar para ambientes onde haja grande quantidade de pessoas, ou ambientes com pouca ventilação, use máscaras caseiras se não tiver nenhum sintoma sugestivo de COVID-19.

Fontes:

World Health Organization.

UpTodate. Coronavirus disease - COVID 19

Posso tomar Ibuprofeno se tiver com coronavirus (COVID-19) ou com suspeita?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Pode, mas deve evitar sempre que possível. Segundo especialistas em infectologia, a piora da doença COVID-19 pelo uso de Ibuprofeno não está confirmada.

Enquanto dados são colhidos para avaliação, o recomendado é que sempre que possível faça uso de outros medicamentos com o mesmo efeito.

Por exemplo, para diminuir a febre, ou aliviar os sintomas de dores de cabeça e dores no corpo, prefira fazer uso de Paracetamol.

Por que o ibuprofeno parece piorar o quadro da COVID-19?

Acontece que o vírus SARS-CoV-2, vírus responsável pela COVID-19, é um vírus que se liga a receptores da enzima conversora de angiotensina 2 (ECA-2), para sua replicação. Quanto maior a disponibilidade dessa enzima no sangue, maior a chance de replicação do vírus.

O ibuprofeno, em estudos experimentais, parece aumentar a disponibilidade dessa enzima no sangue, por isso a questão de que o seu uso facilitaria a replicação desse vírus. Porém, é uma questão ainda não comprovada cientificamente.

Mesmo assim, devido à gravidade da situação atual, na suspeita, ou confirmação de contaminação por COVID-19, é importante evitar o uso de ibuprofeno, até que mais estudos possam responder com segurança a essa questão.

Saiba mais: o que já se sabe sobre o novo Coronavírus (SARS-CoV-2)?

12 dicas para aumentar a imunidade: alimentos e conselhos importantes
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A alimentação saudável e a prática de atividade física são as principais dicas para manter a imunidade íntegra e mais resistente a doenças e microorganismos.

Cuidar do sono, da nossa higiene pessoal e evitar o estresse e a ansiedade, também são medidas fundamentais para aumentar a imunidade.

1. Consuma frutas cítricas diariamente

As frutas cítricas são ricas em vitaminas, especialmente a vitamina C, com propriedades de manter a integridade das barreiras naturais do corpo e reduzir os radicais livres.

A laranja, morango, kiwi, mamão papaia e manga, são exemplos de frutas cítricas facilmente encontradas nos mercados, que podem ser consumidas inteiras, nos sucos, em sobremesas ou vitaminas.

Procure fazer uso de pelo menos uma fruta desse grupo por dia, na sua forma natural, para melhor disponibilidade dos seus micronutrientes. Evite o seu cozimento.

2. Coma peixe 3x por semana

Os ovos, carne, azeite, linhaça e peixes gordos como o salmão, robalo ou dourada, são alimentos que contém uma boa concentração de vitaminas D, E, ômega 3 e ômega 6. Substratos fundamentais para a produção de células de defesa.

Sendo assim, especialistas recomendam o consumo de peixe ou similares, pelo menos 3 vezes por semana. Sugerem também, a troca de óleo comum por azeite, no preparo das refeições.

3. Coma mais alimentos amarelos ou alaranjados

Os alimentos amarelos ou alaranjados, como a cenoura, abóbora, batata-doce e manga são uma excelente fonte de Vitamina A, que é a base do sistema imunológico. A vitamina participa especialmente da formação dos linfócitos T e B.

Outros alimentos ricos em Vitamina A, são: fígado, leite e gema de ovo.

4. Aumente o consumo de vitamina D

A vitamina D é mais um substrato essencial para a formação dos glóbulos brancos e não é incomum a deficiência dessa vitamina, especialmente nas mulheres de meia idade.

Os alimentos ricos em vitamina D são: óleo de peixe, óleo de fígado de bacalhau e gema de ovo.

Após o consumo do alimento, a exposição ao sol é fundamental para a absorção da vitamina, porque é a luz solar quem converte a vitamina ingerida, na sua forma ativa para o organismo.

5. Inclua inhame nas suas refeições

O inhame é uma raíz que tem a propriedade de fortalecer o sistema imunológico por ter boas quantidades de vitamina C e vitaminas do complexo B (como B1, B3, B5, B6 e B9).

Segundo a sociedade brasileira de nutrologia, o alimento deve ser bem lavado e cozido com a casca, para manter as suas propriedades, e após o cozimento ser incluído nas sopas ou como consumido como carboidrato, substituindo a batata ou o arroz.

Recomenda-se uma porção do alimento por dia, para ajudar a aumentar a imunidade.

6. Carnes e folhas verde-escuro não podem faltar

O consumo de carne vermelha e folhas verde-escuro são as principais fontes naturais de ferro, zinco, vitamina B6 e B12. Minerais e vitaminas essenciais para a formação de anticorpos e hemácias. A anemia é outra causa comum de queda da imunidade.

Por isso, é aconselhado o consumo diário de carne vermelha ou carne branca, couve, espinafre, brócolis, ervilha e tofu.

7. Experimente o iogurte natural nas receitas

Sabendo que 70% do nosso sistema imunológico se localiza na região do intestino, manter o bom funcionamento desse órgão ajuda a manter a imunidade ativa.

O iogurte natural é uma fonte de probióticos, que são bactérias reconhecidamente benéficas para o equilíbrio das funções do intestino. Outras fontes de probióticos são leites fermentados, queijos, cápsulas e sachês.

Procure usar uma dose pelo menos 3x por semana, podendo tomar puro, misturado a frutos secos ou em receitas de bolo.

8. Evite hábitos ruins

Hábitos ruins como consumir bebida alcoólica e fumar, prejudicam diferentes sistemas no nosso organismo e um deles é o sistema imunológico.

Não é fácil mudar hábitos de vida, principalmente aqueles que causam dependência química, entretanto na medicina já existem formas medicamentosa e não medicamentosas para auxiliar a esse tratamento e promover uma melhor qualidade de vida.

9. Pratique atividade física 4x por semana

A prática de atividade física aumenta a produção de linfócitos e células da defesa natural do organismo, independente de qual modalidade for escolhida.

Outro efeito observado pelo exercício físico, é a sensação de bem-estar, melhora da autoestima e da relação com o seu corpo. Auxiliando de forma indireta, na melhora da imunidade.

Atualmente, um dos pilares de tratamento para pessoas com imunidade baixa, é a prática de exercícios físicos, pelo menos 4x por semana, durante 30 minutos por dia. A atividade deve ser orientada por um profissional de saúde, adequada a cada caso, de acordo com as suas preferências e as suas limitações.

10. Durma bem pelo menos 6h por noite

Dormir bem é um grande aliado do nosso sistema imune. O sono ajuda a recuperar as fontes de energia do organismo, interfere diretamente na produção de células de defesa como os linfócitos T e na disposição física. O cansaço físico estimula o sedentarismo, que facilita ainda mais a queda da imunidade.

Algumas pessoas precisam de 6 horas de sono, outras, 8 a 9 horas, para a sua completa recuperação. Esse tempo deve ser respeitado.

Se perceber que tem um sono ruim, acorda sempre cansado, tem dificuldade de iniciar o seu dia ou apresenta sonolência durante o dia, procure o seu médico e informe os sintomas.

11. Cuide bem da sua higiene

O cuidado com a higiene é uma medida que há muitos anos vem sendo discutida, cada vez mais valorizada, por ser uma das medidas mais eficazes de evitar a propagação de doenças.

Lavar as mãos regularmente, várias vezes por dia, com água e sabão, sabonete ou gel desinfetante para as mãos à base de álcool é a principal. Outras medidas orientadas pelos órgãos de saúde são:

  • Evitar levar as mãos a boca e aos olhos
  • Tossir e espirrar para o braço ou para um lenço de papel
  • Manter as unhas limpas e bem aparadas
  • Manter distanciamento social sempre que apresentar sintomas de gripe/resfriado.
12. Divirta-se!

Procure uma atividade prazerosa, pelo menos duas vezes por semana, que seja uma atividade física que goste muito de praticar, dança, encontrar amigos, participar de eventos religiosos ou participar de uma ação social, por exemplo.

O importante é manter uma atividade que traga alegria, para ajudar no bem-estar a no estado emocional. Evite situações de estresse e ansiedade.

O bem-físico e psicológico, comprovadamente interferem no sistema imunológico.

Quanto tempo leva para recuperar a imunidade?

O tempo em média que levamos para recuperar a imunidade, vai depender do problema que causou essa deficiência. Por exemplo, a carência de uma vitamina, por dietas restritivas ou jejum prolongado, pode ser corrigido mais rapidamente, por volta de 7 a 15 dias, retornando a alimentação equilibrada.

No entanto, pessoas em tratamento quimioterápico por câncer, ou com doenças crônicas, autoimunes, em uso de medicamentos que diminuem a imunidade propositadamente, não tem uma estimativa de tempo para essa recuperação.

Nesses casos, a pessoa deverá realizar exames de sangue e acompanhar regularmente junto ao seu médico, até a equipe médica entenda que o organismo já recuperou de forma natural e suficiente a sua capacidade de produzir as células de defesa.

Saiba mais: Como saber se a nossa imunidade está baixa?

Fontes:

  • ABRAN. Associação Brasileira de Nutrologia.
  • Adrian F. Gombart. etal.; A Review of Micronutrients and the Immune System–Working in Harmony to Reduce the Risk of InfectionNutrients 2020, 12, 236.
  • Martinez-Estevez NS. et al.; Effects of zinc supplementation in the prevention of respiratory tract infections and diarrheal disease in Colombian children: A 12-month randomised controlled trial. Allergol Immunopathol (Madr). 2016 Jul-Aug;44(4):368-75.
  • Chang WH. et al.; Omega-3 and omega-6 fatty acid differentially impact cardiolipin remodeling in activated macrophage. Lipids Health Dis. 2018 Aug 28;17(1):201.
Doenças que causam cansaço, fraqueza e fadiga
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A sensação de cansaço, fraqueza e fadiga são sintomas comuns do dia a dia, que podem acontecer por um dia mais atarefado, por situações de estresse, mas também por questões de saúde como a anemia, problemas cardiológicos entre tantos outros.

Por isso, na presença de um desses sintomas, com duração de mais de 1 semana, ou que piorem progressivamente, recomendamos procurar um clínico geral ou médico da família para uma avaliação mais cuidadosa.

1. Anemia

A anemia é a diminuição dos glóbulos vermelhos do sangue (hemácias). Como são responsáveis por levar oxigênio às células do corpo, a doença causa sintomas de cansaço, mal-estar, falta de ar e fraqueza.

A alimentação inadequada é a causa mais frequente de anemia na nossa população, porém as doenças intestinais, presença de tumores e sangramento, também devem ser investigados.

Na suspeita de anemia procure um médico da família ou clínico para avaliação.

2. Pressão alta

A pressão alta pode ser silenciosa, ou apresentar sintomas como dores de cabeça, dor no peito, cansaço e fadiga, devido à má circulação do sangue pelo corpo.

Sendo a hipertensão a doença mais comum da população, a pressão deve ser sempre aferida e regularmente acompanhada por um cardiologista.

3. Insuficiência cardíaca

O coração aumentado ou com alguma deficiência de contração não é mais capaz de bombear o sangue de forma suficiente para oxigenar todos os tecidos. A oxigenação reduzida nos músculos causa uma adaptação do organismo, que reduz o seu metabolismo, dando a sensação de fraqueza e fadiga constantes.

Associado a esses sintomas, a insuficiência cardíaca costuma causar falta de ar, inchaço nas pernas e dor no peito.

4. Diabetes descompensado

No diabetes, tanto a glicose aumentada quanto muito baixa, causam sintomas de fadiga, fraqueza, cansaço, suor frio e, nos casos mais graves, desmaios e crise convulsiva.

Situações de jejum, estresse, infecções e até distúrbios do sono, podem alterar os níveis de açúcar no sangue, o que para os diabéticos podem ser bem perigoso.

Se for portador de diabetes e perceber esses sintomas com frequência, converse com seu médico endocrinologista, pode ser preciso algum ajuste na medicação ou orientações gerais.

5. Hipotireoidismo

A tireoide é responsável por produzir os hormônios reguladores do metabolismo do corpo. Os hormônios T3 e T4 coordenam o gasto e reserva de energia. Quando existe uma produção insuficiente dos hormônios, chamamos de hipotireoidismo.

O hipotireoidismo se apresenta com quadro de fraqueza, inchaços, lentidão, sonolência e importante diminuição dos reflexos.

6. Insônia

Os distúrbios de sono, principalmente a insônia, não permite que o organismo de recupere adequadamente por não permanecer o tempo necessário nas fases do sono. Para melhora desses sintomas, é importante procurar em neurologista, avaliar a causa da insônia e tratar esse problema.

As orientações de higiene do sono também auxiliam no tratamento do cansaço devido à insônia.

7. Fibromialgia

A fibromialgia é uma doença reumatológica que se caracteriza por dores musculares em diversos pontos do corpo, cansaço constante, fadiga, desânimo, insônia e sintomas depressivos. A dor crônica parece sugar as energias da pessoa portadora dessa doença.

A doença não tem cura, mas tem tratamento e com o devido acompanhamento, é possível controlar os sintomas e melhorar consideravelmente a qualidade de vida dessas pessoas.

O médico reumatologista ou neurologista, são responsáveis por tratar e acompanhar esses casos.

8. Doenças pulmonares

Algumas doenças pulmonares crônicas, como o enfisema pulmonar, asma grave e bronquites, reduzem a circulação de oxigênio no corpo, pela dificuldade de troca gasosa nos pulmões, gerando os sintomas de fadiga crônica, cansaço e falta de ar.

O tratamento para a melhora dessa troca pode ser feito com fisioterapia respiratória, atividade física orientada, medicamentos de longa duração e preventivos, como o corticoide nasal.

O médico pneumologista é o responsável por avaliar e conduzir esses casos da melhor forma possível.

9. Depressão

A depressão, ansiedade, síndrome de burnout e outros distúrbios psicológicos, são doenças que se caracterizam pelo quadro de cansaço constante, fraqueza, fadiga e dores no corpo. Todos os sintomas são decorrentes do desequilíbrio químico que ocorre no organismo.

Essas alterações podem inclusive desencadear outras alterações, como o aumento da pressão, aumento da glicose e contração muscular involuntária. Alterações que justificam esses sintomas.

O tratamento deve ser feito de forma individualizada, mas, em geral, deve associar medicamentos antidepressivos, com psicoterapia e atividades físicas prazerosas. O índice de cura de depressão é superior a 70%, portanto deve ser iniciado o quanto antes.

O médico psiquiatra é o responsável pelo diagnóstico e tratamento desses casos.

10. Câncer

O câncer é o crescimento desordenado de células de uma determinada região, que vão destruindo e consumindo parte desse tecido sadio, afetando as funções desse órgão. Essa invasão e destruição de tecidos, engloba os vasos sanguíneos, por isso é comum o sangramento ou anemia sem causa aparente, como primeiro sinal de um tumor.

São exemplos, os tumores de trato gastrointestinal, útero e linfomas ou leucemias.

Outras situações que causam fraqueza, cansaço e fadiga:

Existem muitas outras situações e doenças, menos comuns, que podem se ter como primeiro sintoma o cansaço, fraqueza ou a fadiga. Situações que só durante uma consulta e avaliação de exame físico, o médico poderá suspeitar. São exemplos:

  • Gravidez
  • Sedentarismo
  • Obesidade
  • Viroses
  • Esclerose múltipla
  • Esclerose lateral amiotrófica
  • Miopatias
  • Uso crônico de medicamentos

Para mais informações e esclarecimentos nesse assunto, converse com o seu médico de família ou clínico geral.

Leia também:

O que é o exame eletroneuromiografia (ENMG)? Que doenças detecta?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A eletroneuromiografia (ENMG) é um exame que avalia a função dos nervos e dos músculos, através de estímulos, que são registrados em gráficos. Depois são analisados pelo médico que emite um laudo final.

O exame é realizado pelo médico, em duas etapas. Uma analisa a condução nervosa e a outra a resposta e força dos músculos, em qualquer parte do corpo, sendo os mais comuns, braços, pernas e rosto.

Tipos de exames

ENMG de MMSS - Nome do exame que avalia os membros superiores, os braços. As indicações para pedir esse exame, mais comuns, são a dor e dormência nas mãos, fraqueza e atrofia dos músculos nos braços.

ENMG de MMII - Exame dos membros inferiores, ou seja, as pernas. As principais indicações são dor e dormências nas pernas, inchaço nos pés, dores na coluna, diminuição de força nos membros inferiores e atrofia desses músculos.

ENMG dos quatro membros - A avaliação dos quatro membros é um dos principais exames para avaliar a neuropatia diabética. Pacientes diabéticos de longa data que apresentam dormência e diminuição de força nos membros, costumam realizar esse exame.

Casos de dores no corpo, braços e pernas, também são uma indicação comum.

ENMG de face - O exame analisa os músculos do rosto. Geralmente solicitado para avaliar o grau de lesão em uma paralisia facial e as possibilidades de melhora da paralisia com o tratamento adequado.

A eletromiografia, pode ser pedida ainda em casos mais específicos, como avaliação do músculo diafragma, em pacientes graves internados em CTI com dificuldade de sair do respirador, respirar sozinho. Músculos do dorso, após traumas e acidentes automobilísticos, entre outros.

Quais as doenças encontradas no exame de ENMG?

O exame é indicado para confirmar as doenças neurológicas e musculares, principalmente:

  • Síndrome do túnel do carpo
  • Hérnia de disco
  • Neuropatias
  • Paralisia facial periférica
  • Miopatias (doenças do músculo)
  • Miastenia gravis
  • Esclerose lateral amiotrófica (ELA)
  • Doenças musculares de origem genética
Qual é o preparo para a realização do exame?

O principal cuidado para antes do exame, é não usar cremes ou produtos hidratantes na região que será examinada. Os cremes fazem uma barreira de proteção na pele, que atrapalha a avaliação da condução nervosa.

Não é necessário fazer jejum, ao contrário, é importante que se alimente para permanecer o tempo necessário no exame.

Importante ainda, informar ao médico e técnicos do exame, quando faz uso de medicamentos anticoagulantes. Dependendo da dose diária, pode ser preciso suspender a medicação ou reavaliar a necessidade desse exame, pelo pequeno risco de sangramento na etapa do estudo com eletrodo de agulha.

As demais orientações e cuidados antes do exame são determinados por cada serviço e equipe médica.

Aonde posso fazer o exame de ENMG?

O exame é disponibilizado no serviço público, através de um pedido médico, ou em clínicas particulares, com serviço de Neurofisiologia.

Quanto custa uma ENMG?

O exame está disponível no serviço público, gratuitamente.

Nos serviços particulares, os valores podem variar bastante, dependendo das cidades, do custo dos materiais utilizados em cada região, e procura.

Uma estimativa média é de R$ 200,00 (duzentos) a R$ 400,00 (quatrocentos) reais para o exame de dois membros (MMSS ou MMII) e R$ 500,00 (quinhentos) a R$ 1.000,00 (hum mil) reais para o exame dos quatro membros (MMSS e MMII).

O exame de face custa na faixa de R$ 200,00 (duzentos) a R$ 300,00 (trezentos) reais.

ENMG dói?

O exame causa um incômodo, especialmente na etapa em que é feito o estímulo com o eletrodo de agulha, porém para a maioria das pessoas, é totalmente tolerável.

A sensação de dor depende da sensibilidade de cada pessoa. De qualquer forma, o exame pode ser interrompido a qualquer momento, se for de desejo do paciente, portanto não deve se preocupar ou evitar o exame por esse motivo.

Como é feito o exame de ENMG?

O exame é realizado em duas etapas, uma que estuda a condução dos nervos, através de estímulos com pequenos choques, chamado eletroneurografia. A outra etapa que estuda os músculos, com a inserção de agulhas bem finas, na região a ser analisada, a eletromiografia.

Não existe uma regra para qual a primeira ou segunda etapa, é uma questão de preferência de cada médico.

Eletroneurografia:

Após a limpeza da região com solução antisséptica, são colocados eletrodos de adesivo na pele, em cima do músculo a ser avaliado, e com um aparelho estimulador, são emitidos choques de baixa intensidade, para avaliar a condução do impulso nervoso.

Eletroneurografia Eletromiografia:

Nessa etapa, é inserida uma agulha bem fina, específica para esse exame, no músculo a ser estudado e pedimos que faça um movimento. Esse movimento é registrado pelo eletrodo encontrado nessa agulha, possibilitando analisar a força e a resposta do músculo ao estímulo nervoso.

Ambas as respostas são captadas e enviadas para um computador, que transforma esses dados em gráficos. Os resultados são avaliados pelo médico.

Cabe ao neurofisiologista analisar todos os dados para definir o resultado.

Quanto tempo dura esse exame?

O exame leva em média 30 a 40 minutos para ser realizado, mas varia de acordo com o número de membros e músculos a serem estudados.

O médico que realiza o exame define essa necessidade de acordo com a queixa e com as respostas encontradas no decorrer do exame.

Existe alguma contraindicação para ENMG?

Sim. Pessoas que tem marcapasso, fazem uso de anticoagulantes ou tenha alguma doença de coagulação, devem passar por uma avaliação prévia com o médico que realiza o exame.

Para maiores informações, converse com o seu médico de família ou neurologista.

Tontura ao levantar ou acordar o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A tontura ao levantar ou acordar, está normalmente associada a alterações na circulação sanguínea cerebral. É comum nos casos de pressão alta (hipertensão), hipotensão ortostática, problemas no labirinto ou obstrução das artérias carótidas.

O uso crônico de medicamentos (calmantes), um quadro de anemia, distúrbios do sono e crises de ansiedade, também são situações que podem causar tontura ao se levantar.

Portanto, o sintoma pode ser um primeiro sinal de diferentes doenças e situações. Sendo assim, precisa ser investigado quanto antes por um médico de família, clínico geral ou neurologista para que o tratamento adequado seja efetuado.

1. Pressão alta

A pressão arterial alta (hipertensão) pode interferir na irrigação sanguínea cerebral ou do labirinto.

Nestes casos, é comum que a pessoa sinta tontura ao levantar ou mesmo a sensação de desequilíbrio. A pressão baixa pode levar ao mesmo quadro, por reduzir o volume de sangue que chega ao cérebro.

É considerada hipertensa pessoa que, a medir a pressão em repouso, apresenta valores iguais ou acima de 14 por 9 (140 mmHg X 90 mmHg).

Você pode verificar sua pressão com um medidor digital em casa ou se dirigir a uma farmácia. Se a pressão estiver elevada procure manter-se em repouso e busque um médico de família ou clínico geral ou cardiologista para dar início ao seu tratamento e verificar a necessidade de uso de medicamentos anti-hipertensivos.

Se a pessoa já tem diagnóstico de pressão alta (hipertensão), é preciso reavaliar as doses dos medicamentos utilizados no seu tratamento. O médico de família, clínico geral ou cardiologista, deverão avaliar e ajustar as medicações, conforme a necessidade.

2. Hipotensão ortostática

A hipotensão ortostática ou postural é bastante comum em pessoas idosas e tem como sintomas: a tontura ao levantar ou acordar, sensação de desmaio, visão turva ou escurecimento da visão e confusão mental (pensamentos confusos).

A tontura acontece segundos ou minutos após a pessoa se levantar, principalmente depois de longo tempo deitada ou mesmo sentada. Ocorre devido a uma falha na regulação da pressão arterial que provoca queda de pressão e redução no volume de sangue que o coração bombeia para o cérebro.

Em casos mais graves, a pessoa pode sofrer quedas, síncope (desmaio) ou convulsões. Esforço físico e refeição "pesada", com alimentos gordurosos ou de difícil digestão, podem agravar os sintomas.

Se você sentir sintomas de hipotensão ortostática levante-se devagar e com cuidado. Dormir com a cabeceira da cama elevada a 30o pode aliviar os sintomas. Utilize travesseiros para elevar a cabeceira da cama.

3. Labirintite

A labirintite é uma doença inflamatória que acomete o labirinto, um dos órgãos responsáveis pelo nosso equilíbrio.

A tontura, que pode ocorrer quando a pessoa se levanta rapidamente, é o principal sintoma da doença. É descrita como perda de equilíbrio, como se a pessoa deixasse de sentir o chão e fosse cair.

Dor de cabeça, zumbido no ouvido, náuseas e dificuldade de fixar a visão ou ficar em pé com os olhos fechados são outros sinais que caracterizam a labirintite.

O tratamento depende da causa e da gravidade dos sintomas. Fazer repouso é importante para melhorar os sintomas.

Uma consulta médica para avaliar os sintomas e verificar a necessidade de medicação anti-inflamatória e fisioterapia podem ser eficazes. O médico de família, clínico geral, otorrinolaringologista ou neurologista são os profissionais indicados para o diagnóstico e tratamento da labirintite.

4. Obstrução de carótidas

As artérias carótidas se localizam uma de cada lado do pescoço e têm a função fundamental de levar sangue e oxigênio para o cérebro.

O entupimento de uma das carótidas por depósito de gordura (ateroma) ou coágulo, pode provocar a tontura ao levantar. A falta de irrigação cerebral é uma das principais causas de derrame cerebral (AVC - acidente vascular cerebral isquêmico).

Somente uma avaliação médica pode diagnosticar a obstrução de carótidas. O tratamento pode ser feito mediante o uso de medicamentos ou de procedimento cirúrgico. O médico mais indicado para tratar este tipo de obstrução é o cirurgião vascular.

O que fazer ao sentir tontura quando se levanta?

Se você já sentiu tontura ao levantar, adote os seguintes cuidados:

  • Levante-se lentamente e com cuidado;
  • Consuma bastante líquidos para ajudar a manter adequado o volume de sangue no organismo;
  • Pratique atividade física regularmente, se possível. Exercícios físicos regulares aumentam a tônus muscular das veias das pernas e diminuem o acúmulo de sangue nesta região, o que reduz a possibilidade de novos episódios de tontura ao levanta-se;
  • Evite o consumo de álcool.

Você pode adotar estas medidas em casa sem medo de contraindicações.

O aumento do consumo de sal também pode ser efetuado, entretanto, essa medida deve ser orientada pelo médico e pode ser contraindicada em pessoas que possuem doenças cardíacas.

Quando devo me preocupar?

Se ao levantar-se você sente tontura ou sensação de desmaio fique atento aos seguintes sintomas:

Dificuldade de andar, coordenação motora ou equilíbrio alterados

A dificuldade de andar, a falta de coordenação motora e a alterações no equilíbrio são sinais de comprometimento do sistema nervoso. Por este motivo são considerados sinais de alerta, e precisa de avaliação médica.

Sangue nas fezes

A presença de sangue nas fezes pode ser indicativo que hemorragia interna, que leva a anemia e aos sintomas de tontura frequente, é também uma causa da hipotensão ortostática.

Queda e desmaio

Pessoas que apresentaram queda ou desmaio após algum episódio de hipotensão ortostática devem buscar um médico imediatamente.

Estes três sintomas são sinais de alerta e indicam que você deve procurar o médico de família, neurologista ou clínico geral quanto antes.

O que preciso informar ao médico durante a consulta?

Para identificar a causa da tontura que você sente ao levantar ou acordar é efetuada uma avaliação com base nos sintomas, na história clínica e no exame físico.

É importante informar:

  • Há quanto tempo você está sentindo tontura ao levantar;
  • Se apresentou queda ou desmaio durante o episódio de tontura;
  • Se houve perda de sangue nas fezes;
  • Se é portador de algum distúrbio que pode provocar tontura como diabetes, câncer ou doença de Parkinson; e
  • Se faz uso de algum medicamento como os remédios para pressão.

Pode ser necessário a realização de exames como eletrocardiograma e exames de sangue.

Para um diagnóstico mais seguro, procure um médico de família, neurologista ou clínico geral.

Qual o tratamento da tontura?

O tratamento da tontura ao levantar ou acordar depende da sua causa e inclui mudanças no estilo de vida, medicamentos ou mesmo a suspensão, ou troca de algum remédio que pode estar provocando a tontura.

As mudanças de estilo de vida estão relacionadas a ações como a prática de atividade física regular e evitar o uso de álcool.

Nos caso de obstrução de carótidas pode ser necessário efetuar ultrassonografia com dopller de carótidas para avaliar o grau de obstrução e definir se o tratamento será medicamentoso ou cirúrgico,

Os medicamentos indicados, normalmente, têm o efeito de reter sal e água no organismo para que a pressão arterial se mantenha normal quando você levantar. Os anti-inflamatórios podem ajudar em alguns casos.

Se você sente tontura ao levantar, não utilize nenhum medicamento por conta própria. Busque orientação de um médico de família, neurologista ou clínico geral.

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