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L-Carnitina emagrece? Para que serve e como tomar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A L-carnitina pode ajudar a emagrecer, pois transporta as gorduras para as mitocôndrias das células, onde são metabolizadas e usadas como fonte de energia pelo corpo. Alguns estudos com indivíduos obesos e mais velhos, apontaram uma perda de peso de 1,3 kg a mais em pessoas que usaram L-carnitina em relação àquelas que não tomaram o suplemento.

Além de poder auxiliar o emagrecimento, a L-carnitina pode ainda melhorar o desempenho nos exercícios físicos, a recuperação depois do treino, a resistência e a fadiga física e mental.

Contudo, os estudos são controversos e são necessárias mais evidências para confirmar a eficácia do uso da L-carnitina para emagrecer em pessoas mais jovens, magras e ativas. Isso porque pessoas obesas já possuem grandes quantidades de L-carnitina no fígado e nos músculos.

Além disso, uma vez que os idosos possuem menos massa muscular, aonde a substância fica armazenada, pode haver queda dos níveis de L-carnitina. As mulheres também perdem uma quantidade considerável de massa muscular com a idade. Por isso, nesses casos, o uso de L-carnitina pode auxiliar discretamente o emagrecimento.

Vale lembrar que a L-carnitina pode apenas contribuir para a perda de peso. Por isso, o uso do suplemento deve ser associado a uma dieta balanceada, com poucas calorias, além de exercícios físicos. O uso isolado de L-carnitina não emagrece.

O que é L-carnitina?

A L-carnitina é uma substância produzida pelo organismo a partir dos aminoácidos lisina e metionina, além de ferro e vitaminas B3, B6 e C.

A L-carnitina também está presente em alimentos de origem animal, como carne de vaca, carne de porco, peixe, frango e leite, sendo também consumida sob a forma de suplemento alimentar.

No entanto, cerca de 70% da L-carnitina armazenada no corpo é proveniente da alimentação. O organismo produz e utiliza a L-carnitina quando necessita usar a gordura como fonte de energia.

Como tomar L-carnitina?

A dose recomendada de L-carnitina é de 0,5 g a 2 g por dia. Doses de até 3 g por dia, durante 21 dias, também são toleradas e não causam efeitos colaterais.

É importante ressaltar que a ideia de que quanto mais L-carnitina a pessoa consumir, maior será o emagrecimento, está errada. O uso do suplemento não altera ou influencia o ritmo normal da queima de gordura corporal e o excesso de L-carnitina acaba sendo eliminado pela urina.

Também foi observado que, ainda que a L-carnitina aumente o transporte de gorduras, não significa que toda a gordura transportada seja metabolizada. Sabe-se que mais da metade dessas gorduras acabam retornando às reservas de gordura corporal ao invés de serem “queimadas” e transformadas em energia.

Portanto, para avaliar um real benefício e mais esclarecimentos do uso da L-carnitina no seu caso, recomendamos agendar uma consulta com médico/a nutrólogo ou consultar um nutricionista.

Leia também: 7 Erros que você não pode cometer se quer emagrecer

Ninfomaníaca: o que é, como identificar e tratar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Ninfomaníaca é o termo utilizado para designar um tipo de transtorno psiquiátrico, aonde ocorre um aumento excessivo, frequente e incontrolável do desejo e da atividade sexual feminina, na ausência de problemas físicos ou hormonais que justifiquem.

Uma mulher ninfomaníaca é viciada em sexo e sente uma necessidade constante de ter gratificação sexual. Nos homens, o distúrbio é denominado satiríase.

No entanto, a ninfomania não é propriamente uma busca desenfreada pelo prazer, mas sim uma tentativa de aliviar o desconforto e a tensão emocional que a pessoa sente. Trata-se de um vício, uma dependência sexual.

Os vícios caracterizam-se por mudanças no comportamento e no funcionamento do cérebro que visam buscar compulsivamente sensações de recompensa ou de alívio de algum desconforto emocional.

No caso de uma mulher ninfomaníaca, a sua hipersexualidade e preocupação com o sexo ocupam a maior parte do seu tempo, prejudicando o funcionamento normal da sua vida pessoal, social e profissional. Além de aumentar o risco de doenças sexualmente transmissíveis, pelo número elevado de parceiros, e risco de se ferir, pelo uso exagerado de objetos de prazer.

Quais as causas da ninfomania?

As causas da ninfomania ainda não estão bem estabelecidas, entretanto parece estar relacionada com a atividade da dopamina, um neurotransmissor cerebral associado à sensação de prazer.

A ninfomania também pode ser consequência do uso de medicamentos agonistas da dopamina, como os usados para tratar a doença de Parkinson, além de lesões cerebrais nas áreas responsáveis pela regulação dos impulsos sexuais.

Muitas vezes, a ninfomania é um sintoma de outras doenças e transtornos, como autismo, demência, transtorno de personalidade borderline, transtorno bipolar, entre outros. O vício em álcool e outras drogas também pode favorecer o desenvolvimento da ninfomania.

Quais os sintomas da ninfomania?

Os principais sintomas da ninfomania são o excesso de masturbação e atividade sexual. A mulher passa boa parte do seu tempo em busca de gratificação sexual e não consegue abandonar esse comportamento compulsivo, mesmo que prejudique a sua vida pessoal e ou profissional.

Uma ninfomaníaca deixa de lado as suas obrigações e responsabilidades para satisfazer o seu vício, o que interfere de forma muito negativa no seu funcionamento normal.

Em geral, uma mulher ninfomaníaca tende a ser infiel repetidamente ou tem dificuldade em se ligar de forma íntima aos seus parceiros.

Qual é o tratamento para a ninfomania?

Por se tratar de um vício, o tratamento para uma ninfomaníaca é semelhante ao que é realizado para outros tipos de dependência, tendo como principais objetivos a abstinência (mesmo que temporária) e a mudança de comportamento.

O tratamento da ninfomania inclui psicoterapia, participação em grupos de apoio, terapia de casal e uso de medicamentos.

Psicoterapia

A terapia cognitivo-comportamental é um dos métodos de psicoterapia mais usado para tratar vícios, entre eles a ninfomania. O tratamento baseia-se na relação entre comportamento, pensamento e emoções, aumentando a motivação para mudanças e atividades recompensadoras. A terapia tem o objetivo de levar a mulher a compreender o porquê do seu comportamento e aprender a controlar os seus impulsos.

Grupos de apoio

Os grupos de apoio podem ser liderados por psicoterapeutas ou mulheres que se recuperaram da ninfomania. Esses grupos são úteis para a partilha dos problemas em comum e das possíveis estratégias para lidar com eles. Também é um ótimo local para a paciente confrontar as suas negações e racionalizar sobre a sua dependência sexual.

Terapia de casal

A terapia de casal pode ajudar a melhorar a satisfação sexual, a ligação e a comunicação entre a paciente e o seu parceiro ou companheiro.

Medicamentos

Quando a ninfomania é consequência de sofrimento emocional, podem ser indicados medicamentos antidepressivos. Se a ninfomania for decorrente de transtorno bipolar, são usados estabilizadores de humor. Nos casos de alterações hormonais, é indicada terapia hormonal, especialmente antiandrogênica.

O diagnóstico e tratamento da ninfomania é da responsabilidade do médico psiquiatra, preferencialmente um especialista em sexualidade.

E sempre que possível, a participação de uma equipe multidisciplinar, com psicoterapeutas, psicólogos, educadores físicos e terapeuta ocupacional.

Saiba mais sobre o assunto em: Fazer sexo em excesso causa algum mal?

Para que serve, como tomar e quais as contraindicações do piroxicam?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Piroxicam é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) que pode desempenhar ação anti-inflamatória e/ou analgésica no tratamento de diversos quadros clínicos como: artrite reumatoide (inflamação crônica das articulações), distúrbios ósseos e musculares agudos, osteoartrite (artrose, doença articular degenerativa), gota aguda, espondilite anquilosante (inflamação crônica na coluna vertebral que provoca rigidez), dor pós-operatória e pós-traumática e cólica menstrual em meninas e mulheres com mais de 12 anos (dismenorreia primária).

Além destas indicações, o piroxicam tem também atividade antipirética (reduz a febre).

Como tomar piroxicam

O piroxicam é apresentado em cápsulas de 20 mg e deve ser ingerido inteiro com líquido.

A dosagem de medicamento deve ser obedecida de acordo com a recomendação médica para cada indicação do remédio. A dose diária varia de acordo com o quadro clínico apresentado pelo/a paciente.

Em condições de inflamação ou dor aguda, o tratamento não deve exceder 14 dias.

Os efeitos colaterais podem ser reduzidos ao se utilizar a menor dose eficaz por um período menor de tratamento.

Contraindicações de piroxicam

Piroxicam é contraindicado em casos de:

  • Alergia ao piroxicam e/ou componentes da fórmula;
  • Mulheres grávidas ou que estão amamentando;
  • Crianças menores de 12 anos;
  • Pessoas com história de úlcera, sangramento ou perfuração gastrointestinais;
  • Pacientes com úlcera péptica ativa ou hemorragia gastrintestinal;
  • Pessoas que desenvolveram asma, pólipo nasal, angioedema ou urticária induzidas pelo uso de ácido acetilsalicílico ou outros anti-inflamatórios não esteroides;
  • Dor durante o peri-operatório de cirurgia para revascularização do miocárdio;
  • Portadores de insuficiência renal e hepática grave;
  • Pacientes com insuficiência cardíaca grave.
Efeito colaterais de piroxicam

O medicamento é, de forma geral, bem tolerado. Os efeitos colaterais mais comuns são:

  • Náuseas;
  • Vômitos.

As reações adversas mais raras são:

  • Anafilaxia (reação alérgica grave);
  • Anorexia (falta de apetite);
  • Hiperglicemia (aumento do nível de glicose no sangue);
  • Hipoglicemia (redução da concentração de glicose no sangue);
  • Retenção de líquidos;
  • Insônia;
  • Confusão mental;
  • Alterações de humor;
  • Irritação;
  • Tontura;
  • Cefaleia (dor de cabeça);
  • Vertigem;
  • Visão turva;
  • Edema nos olhos.
Precauções quanto ao uso de piroxicam

Piroxicam deve ser utilizado com cautela nos casos de:

  • Pessoas idosas;
  • Portadores de doenças cardiovasculares;
  • Hipertensão (pressão alta);
  • Condições que predisponham à retenção de líquidos como comprometimento da função cardíaca;
  • Pessoas com insuficiência hepática, Insuficiência Cardíaca Congestiva, cirrose hepática, síndrome nefrótica;
  • Doença renal.

Não utilize piroxicam sem orientação médica.

Quais os alimentos ricos em fibras?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os alimentos ricos em fibras são as frutas (laranja, abacaxi, figo, pera, morango, ameixa, tangerina, maçã com casca), as hortaliças (cenoura, brócolis, alcachofra, abóbora, couve, alface, beterraba, repolho), as oleaginosas (nozes, avelãs, amêndoas), os pães, grãos e cereais integrais (arroz, aveia, farelo de trigo, cevada, centeio), as leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, amendoim, grão-de-bico) e as sementes de linhaça, chia e abóbora.

Desses, as melhores fontes de fibras são o farelo de trigo, a aveia, as sementes de chia e linhaça, o arroz integral, as hortaliças e as leguminosas. Vale lembrar que as frutas devem ser consumidas com casca e bagaço, sempre que possível, pois também são ricos em fibras.

Uma dieta com alimentos ricos em fibras melhora o funcionamento do intestino e a absorção dos nutrientes, como o cálcio, além de ajudar no equilíbrio da flora intestinal.

As fibras alimentares podem ainda ajudar a prevenir infarto, derrame cerebral, hipertensão arterial e diabetes. Por outro lado, a falta de fibras na alimentação e um estilo de vida sedentário pode aumentar os riscos de câncer do intestino, próstata e mama.

O que são fibras?

As fibras são um tipo de carboidrato presente em alimentos de origem vegetal. Apesar de serem um tipo de carboidrato (açúcar), as fibras não são digeridas pelo organismo e, por isso, não são utilizadas como fonte de energia.

Apesar de não serem consideradas um nutriente, uma vez que não sofrem digestão e por isso não chegam à corrente sanguínea, as fibras desempenham um papel muito importante na prevenção e no controle de doenças e trazem diversos benefícios à saúde.

Fibras solúveis

As fibras alimentares podem ser solúveis ou insolúveis. As solúveis formam uma espécie de gel no estômago ao entrar em contato com a água, retardando o esvaziamento do estômago e prolongando assim a sensação de saciedade.

As fibras solúveis também diminuem a absorção de gorduras, açúcar e substâncias cancerígenas pelo intestino. Além disso, elas passam por um processo de fermentação que favorece o desenvolvimento de bactérias intestinais que são benéficas para a saúde.

As fibras solúveis também trazem benefícios no tratamento e na prevenção da doença diverticular do cólon, auxiliam o controle do diabetes, podem diminuir o risco de câncer do intestino, fortalece as defesas do organismo e ainda ajudam a emagrecer, já que prolongam a sensação de saciedade.

Fibras insolúveis

As fibras insolúveis não formam um gel no estômago, mas aumentam o volume do bolo fecal, os movimentos intestinais e a frequência de evacuações, além de deixarem as fezes mais macias e atuarem na remoção de restos de alimentos do intestino. Com isso, reduzem o tempo de contato de substâncias cancerígenas com as paredes do intestino, combatem a prisão de ventre e fazem uma limpeza intestinal.

Qual a quantidade de fibras que uma pessoa deve consumir?

Para adultos, a dose recomendada de fibras é de cerca de 35 g por dia para homens e 24 g por dia para mulheres. Para crianças entre 1 e 8 anos de idade, a dose diária recomendada de fibras alimentares varia entre 19 g e 25 g. A quantidade varia de acordo com o peso, a idade e as calorias consumidas. Neste último caso, para cada 1000 kcal consumidas, recomenda-se a ingestão de 14 g de fibras.

Vale lembrar que o aumento do consumo de alimentos ricos em fibras deve ser acompanhado por um aumento da ingestão de água (no mínimo 1,5 litro por dia).

A falta de fibras na alimentação pode causar prisão de ventre, por isso o seu consumo é uma das principais formas de combater o problema.

Porém, é fundamental manter uma hidratação adequada para amolecer as fibras e o bolo fecal. Caso contrário, as fibras podem obstruir o intestino e ele pode ficar “preso”.

O nutricionista é o profissional indicado para montar um plano alimentar individualizado e balanceado, com as quantidades adequadas de cada alimento, de acordo com as necessidades da pessoa.

Ressaca: quais os sintomas, causas e como curar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas da ressaca incluem mal-estar, dor de cabeça, fraqueza, boca seca, náuseas, vômitos, diarreia, batimentos cardíacos acelerados, sensibilidade à luz e cansaço. Tratam-se dos efeitos colaterais causados pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Essas alterações fisiológicas ocorrem depois que o organismo inicia o processo de eliminação do álcool.

Os sintomas da ressaca surgem quando as enzimas responsáveis pelo metabolismo do álcool no fígado não são capazes de realizar esse trabalho devido ao excesso de álcool no sangue.

O que é a ressaca e por quê ela ocorre?

Para que o álcool seja metabolizado, o corpo necessita fazer um esforço significativo e, durante esse processo, o fígado e o sistema nervoso são os mais prejudicados.

Quando entra na circulação sanguínea, o álcool dilata os vasos sanguíneos. O fígado que, em geral, é capaz de processar somente uma dose de bebida alcoólica por hora, precisa duplicar o seu trabalho para conseguir metabolizar o álcool presente no sangue.

A seguir, o álcool inibe a ação do hormônio antidiurético, o que faz a pessoa urinar com mais frequência e perder grandes quantidades de líquidos, causando desidratação.

Outra consequência do excesso de álcool é a diminuição da quantidade de glicose (açúcar) que chega ao cérebro. Lembrando que a glicose é a única fonte de energia utilizada pelas células nervosas.

Quando o consumo de álcool é interrompido, começam a surgir os primeiros sintomas da ressaca. A dor de cabeça, o enjoo, os batimentos cardíacos acelerados e a lentidão dos reflexos são causados pela dilatação dos vasos sanguíneos.

A desidratação e a acidez do sangue causadas pelo excesso de álcool provocam vômitos, falta de apetite e boca seca. A desidratação também provoca dores de cabeça.

A fraqueza e o cansaço são decorrentes da redução dos níveis de glicose sanguínea, que pode levar ao coma alcoólico nos casos mais graves.

A sensibilidade à luz é provocada pelo excesso de estímulos dos neurotransmissores que captam as luzes e os sons.

Como curar a ressaca?

Para curar a ressaca, recomenda-se fazer repouso e ter uma alimentação leve, evitando frituras, doces e alimentos gordurosos para não sobrecarregar ainda mais o fígado.

A hidratação com água, chá, água de coco e sucos de frutas naturais é fundamental para repor o excesso de líquidos perdidos.

A frutose, açúcar presente nas frutas e no mel, também é excelente para curar a ressaca, pois torna o metabolismo do álcool mais rápido e acelera o seu processamento pelo corpo.

Para combater a azia, recomenda-se beber leite ou tomar um antiácido. Para as náuseas, podem ser usados medicamentos que auxiliam o esvaziamento do estômago.

Os analgésicos usados para aliviar a dor de cabeça, como o ácido acetilsalicílico e o paracetamol devem ser evitados. O ácido acetilsalicílico pode levar à gastrite alcoólica e o paracetamol associado ao álcool pode causar doença grave no fígado.

Como evitar a ressaca?

Para evitar a ressaca, o primeiro passo é preparar o fígado e o estômago ainda antes de começar a beber, alimentando-se, especialmente com alimentos com alto teor de gorduras e carboidratos (massa, pão, arroz, batata).

Também é muito importante beber bastante água para combater a desidratação, antes, durante e depois do consumo de bebidas alcoólicas. O ideal é beber 200 ml de líquido não alcoólico a cada 20 minutos enquanto estiver consumindo álcool.

A mesma importância tem a alimentação. A pessoa deve comer com alguma frequência enquanto estiver bebendo, especialmente carboidratos.

Esses cuidados também diminuem a agressão às mucosas do estômago e do esôfago causada pelo álcool, ajudando a reduzir a sensação de queimação e os enjoos.

Os medicamentos usados para prevenir a ressaca devem ser usados com cautela e, mesmo assim, a pessoa não está imune à ressaca se beber sem limites.

Contudo, nem todas as pessoas que bebem em excesso têm ressaca. O aparecimento dos sintomas depende da quantidade ingerida de álcool, da hidratação e da habituação do fígado ao álcool. Vale lembrar que não importa o tipo de bebida alcoólica consumida, mas sim a quantidade.

Também vale ressaltar que, mesmo com todos esses cuidados, a pessoa não está totalmente livre de ter uma ressaca no dia seguinte. Por isso, a melhor forma de evitá-la é beber com moderação.

Acebrofilina serve para tosse?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, a acebrofilina é um xarope indicado para tosse, obstrução dos brônquios, controle da produção de catarro e expectoração. O medicamento serve para melhorar a respiração e a eliminação de secreção respiratória, diminuindo a falta de ar. A acebrofilina dilata os brônquios, controla a quantidade de muco (catarro) produzido nas vias aéreas e tem ação expectorante.

Como tomar acebrofilina? Adultos e crianças a partir dos 12 anos de idade (xarope adulto)

Adultos e crianças com 12 anos de idade ou mais devem tomar o xarope adulto de acebrofilina. A dose indicada é de 10 ml, de 12 em 12 horas.

Crianças dos 2 aos 3 anos de idade (xarope infantil)

Para crianças com idade entre 2 e 3 anos, a dose diária de acebrofilina (xarope infantil) é de 2 mg por cada kg de peso corporal. Essa dose deve ser dividida em duas tomas por dia, a cada 12 horas.

Crianças dos 3 aos 6 anos de idade (xarope infantil)

Para crianças com idade entre 3 e 6 anos, a dose indicada de acebrofilina (xarope infantil) é de 5 ml, a cada 12 horas.

Crianças dos 6 aos 12 anos de idade (xarope infantil)

Para crianças com idade entre 6 e 12 anos, a dose indicada de acebrofilina (xarope infantil) é de 10 ml, a cada 12 horas.

O tempo de duração do tratamento é estabelecido pelo médico, de acordo com cada caso. É válido ressaltar que antes de tomar qualquer medicamento, consulte o seu médico.

Quais os efeitos colaterais da acebrofilina?

Efeitos colaterais comuns (ocorrem em 1% a 10% das pessoas que tomam o medicamento): vômitos, náuseas e boca seca.

Efeitos colaterais incomuns (ocorrem em 0,1% a 1% das pessoas que tomam o medicamento): Batimentos cardíacos acelerados (taquicardia), tremores, agitação, sonolência, diarreia, dores abdominais, dor na boca do estômago e falta de apetite.

Efeitos colaterais raros (ocorrem em 0,01% a 0,1% das pessoas que tomam o medicamento): Desidratação, insônia e vertigem.

Quais as contraindicações da acebrofilina?

A acebrofilina é contraindicada para pessoas com hipersensibilidade a algum dos componentes da fórmula, doenças no fígado ou nos rins e crianças com menos de 2 anos de idade.

O uso de acebrofilina só deve ser feito com indicação médica. Para maiores esclarecimentos, consulte um médico clínico geral ou médico de família.

Reeducação alimentar: o que é e como fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A reeducação alimentar consiste numa mudança dos hábitos alimentares, baseada num cardápio balanceado e variado. O objetivo é emagrecer e manter o peso de forma saudável e duradoura, comendo de tudo um pouco, mas de forma equilibrada.

Quem faz reeducação alimentar aprende a respeitar o apetite e a saciedade, sabendo a hora certa de parar de comer. Também aprende a identificar o que desencadeia o desejo de comer e como alterar esses comportamentos automáticos.

Portanto, a reeducação alimentar envolve uma parte comportamental importante. Vale lembrar que não se trata de fazer dietas restritivas, mas mudar o comportamento diante dos alimentos.

Numa dieta restritiva, há alimentos proibidos, “bons” e “maus”, e o cardápio não leva em conta todos os aspectos considerados na reeducação alimentar.

Por isso, as dietas muito restritivas até podem fazer emagrecer rápido. Contudo, ao terminar a dieta, a pessoa volta aos velhos hábitos alimentares e acaba por engordar novamente, é o chamado “efeito sanfona”.

Como deve ser o cardápio na reeducação alimentar?

A reeducação alimentar é diferente das dietas para emagrecer, cujos cardápios são quase sempre compostos por alimentos mais saudáveis e com poucas calorias. O cardápio da reeducação alimentar não é fixo e não tem restrições de alimentos. Não há alimentos proibidos e permitidos, mas sim uma mudança na forma de se alimentar.

Na reeducação alimentar, o profissiona especialista desenvolve junto com a pessoa, um plano alimentar, seguindo suas preferências, rotina, estilo de vida e cultura. Não é necessário deixar de consumir nenhum alimento, mas sim aprender o momento certo de consumir cada um e quais os alimentos devem fazer parte da alimentação diária.

Na reeducação alimentar, não há alimentos bons ou maus. O objetivo é mudar o comportamento alimentar, de maneira com que aprenda a comer tudo o que gosta de forma moderada, com prazer e sem culpas ou medos.

Reeducar a alimentação não implica deixar de comer o que gosta e passar a comer basicamente frutas, vegetais e alimentos saudáveis e pouco calóricos. Trata-se de comer de tudo, mas sem exagerar, com equilíbrio. O que importa é a quantidade, a frequência e a forma como se come.

A pessoa que deseja fazer uma reeducação alimentar deve procurar um/a nutricionista.

Leia também: 7 Erros que você não pode cometer se quer emagrecer

O que é impige (tinea), o que provoca e como tratar?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Impingem ou impingem são os nomes populares dados à tinea, uma infecção superficial provocada por fungos. Podem ocorrer em toda a extensão da pele tais como pés, mãos, face, virilha e couro cabeludo.

O que causa a tinea?

A tinea é causada por fungos dermatófitos que se alimentam da queratina presente na pele. A micose se desenvolve em regiões do corpo que contém pele úmida, é transmitida por contato de pessoa para pessoa e ocorre especialmente em pessoas que possuem baixa imunidade.

Tratamento da tinea

O tratamento da tinea é feito com uso de medicamentos locais (tópicos) ou orais e deve ser efetuado mediante orientação médica.

Lesões localizadas

O tratamento das lesões localizadas é feito com aplicação de medicação antifúngica tópica em forma de creme ou pomada durante alguns dias ou semanas.

Lesões extensas ou de couro cabeludo

As lesões que afetam regiões corporais maiores, o couro cabeludo e/ou cabelos são tratadas com antifúngicos administrados por via oral ou em associação com a medicação tópica. Nestes casos mais graves o tratamento pode durar até 30 dias.

Sintomas de infecções por tinea

No local afetado, se pode observar os seguintes sintomas:

  • Lesões avermelhadas com leve descamação;
  • Prurido (coceira);
  • Lesões circinadas caracterizadas por sua forma de anel que crescem do centro para a periferia (borda) da lesão;
  • Perda de cabelos (quando afeta o couro cabeludo).
Formas de prevenção da tinea
  • Manter a pele seca, especialmente as regiões do corpo que possuem dobras como axilas, pescoço e virilhas;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal como toalhas, lençóis, roupas íntimas, escova de cabelo;
  • Efetuar higiene corporal;
  • Adotar hábitos alimentares saudáveis de alto valor nutricional para fortalecer o sistema imune.

Não trate micoses provocadas por tinea ou qualquer outro fungo utilizando medicamentos sem prescrição médica. Para uma tratamento eficaz busque uma/a médico/a de família ou um/a dermatologista.

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Fungos na pele: Como identificar e tratar?

Que tipos de micose existem?

Quais os efeitos da ocitocina, hormônio do amor, no homem?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Produzida pelo cérebro, em uma glândula chamada hipófise, a ocitocina é um hormônio que melhora as relações sociais, cria e fortalece os vínculos afetivos, melhora o humor e reduz os níveis de estresse. No homem, este hormônio é capaz de reduzir a agressividade tornando-o mais generoso e amável.

Efeitos da ocitocina no organismo masculino

Igualmente à mulher, o homem produz naturalmente a ocitocina. Entretanto, na medida em aumenta a produção de testosterona, a ocitocina é gradualmente bloqueada o que interfere em suas funções no organismo masculino. No homem a ocitocina estimula também a produção do hormônio de crescimento e da testosterona, além de:

  • Reduzir a agressividade e produzir um comportamento social mais adequado;
  • Provocar o relaxamento muscular;
  • Ampliar a produção de hormônios do crescimento e de outros hormônios anabolizantes naturais;
  • Tornar os genitais ainda mais sensíveis;
  • Promover a lubrificação no contato íntimo;
  • Aumentar a frequência das ereções e a qualidade das ejaculações.
Como aumentar a produção natural de ocitocina?

É possível aumentar a produção de ocitocina pelo organismo por meio de ações simples:

  • Praticar atividade física;
  • Estar com as pessoas que você gosta;
  • Estabelecer contato físico por meio de carinho, abraços massagem;
  • Efetuar o contato íntimo com seu parceiro ou parceira;
  • Praticar a generosidade e as boas ações.

Quanto mais relaxado/a e livre de tensões você estiver, mais ocitocina o seu corpo produzirá sem precisar de remédios. O uso de ocitocina sintética somente deverá ser realizado mediante orientação médica.

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Como a ocitocina, hormônio do amor, funciona durante o parto e amamentação?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

A ocitocina é o principal hormônio envolvido no trabalho de parto e no processo de amamentação. Produzido no hipotálamo e armazenado na hipófise, glândula localizada no cérebro, este hormônio também ajuda a melhorar o humor, cria e fortalece os laços afetivos, atua sobre a relações sociais, auxilia na redução do estresse e melhora a libido e o desempenho sexual, tanto em homens como em mulheres.

Ocitocina e o trabalho de parto

As contrações uterinas são promovidas pela produção e liberação da ocitocina na corrente sanguínea da mulher durante o trabalho de parto. Estas contrações ritmadas provocam a dilatação do colo uterino e a passagem do bebê pelo canal vaginal, na pelve feminina.

Para favorecer a ação da ocitocina é preciso que o ambiente no qual ocorrerá o parto seja preparado com medidas simples como manter a privacidade e interferir o menos possível no trabalho de parto. Estudos sugerem que estas ações aumentam a ação da ocitocina nas fibras musculares do útero e, deste modo, intensificam as contrações uterinas fazendo com que elas se tornem mais efetivas para a expulsão do bebê da cavidade uterina.

Ocitocina e a amamentação

Durante a amamentação, é a ocitocina que atua para que ocorra liberação do leite materno pelas glândulas mamárias. Além de promover a contração das glândulas mamárias para a ejeção do leite durante a amamentação, a ocitocina provoca a sensação de prazer e o relaxamento da mãe favorecendo a criação dos laços entre mães e bebês.

Sabe-se que o processo de amamentação é delicado e nem sempre é fácil para todas as mulheres. Para as mães que têm dificuldade de amamentar, pode ser utilizada a ocitocina sintética de 2 a 5 minutos antes das mamadas ou mesmo da retirada do leite com a bombinha. Neste caso, a ocitocina deve ser prescrita adequadamente pelo/a médico/a assistente.

Uso da ocitocina sintética durante o trabalho de parto

A ocitocina sintética é bastante utilizada em obstetrícia para induzir o trabalho de parto. Pode ser benéfico para as mulheres que possuem doenças graves e por isso necessitem do fim da gravidez, para casos em que o parto excedeu o tempo previsto ou mesmo quando está ocorrendo de forma muito demorada. Nestes casos, as mulheres que fazem uso da ocitocina sintética podem passar pelo trabalho de parto de forma muito semelhante às mulheres que entram em trabalho de parto espontaneamente.

Entretanto, o uso indiscriminado da ocitocina sintética para este fim pode ser arriscado. Ao mesmo tempo em que pode auxiliar em partos mais complicados, pode provocar distúrbios em partos que ocorreriam normalmente apenas pela ação da ocitocina produzida pelo corpo da mulher. O uso indiscriminado da ocitocina sintética para acelerar o trabalho de parto pode causar:

  • Aumento das complicações pós-cirúrgicas;
  • Aumento das complicações durante o parto: aumento do risco de alterações na frequência cardíaca e oxigenação do bebê;
  • Redução da sensação de prazer que as mulheres sentem após o parto uma vez que elas não produziram endorfina, adrenalina e outros hormônios que são produzidos juntos com a ocitocina para causar esta sensação;
  • Lentidão na capacidade da mulher de vencer o cansaço e o sono nos momentos iniciais de cuidados com o recém-nascido, pois esta habilidade sofre influência da ocitocina que ela mesma produziria para o seu trabalho de parto;
  • Dificuldades no processo de amamentação;
  • Aumento dos índices de depressão pós-parto.

A ocitocina é um hormônio importante tanto para a reprodução humana como para mediar as relações sociais no que se refere à criação e formação das ligações afetivas e produção das sensações de bem-estar e de felicidade. Nós todos somo capazes de produzi-la sem recorrer ao hormônio sintético.

Não utilize ocitocina artificial sem orientação médica.

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Para que serve a ocitocina, o hormônio do amor?

Para que serve a ocitocina, o hormônio do amor?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

A ocitocina também conhecida como “hormônio do amor” é produzida no cérebro por uma glândula chamada hipófise. Produzido por homens e mulheres, atua para melhorar o humor e as interações sociais, fortalece os laços afetivos entre parceiros e ajuda a reduzir a ansiedade e melhora a libido e o desempenho sexual. Este hormônio também exerce importante função no momento do parto e durante a amamentação.

Efeitos da ocitocina no organismo

1. Melhora o humor

A ocitocina atua como um regulador do estado de humor das pessoas, o que possibilita expressar as emoções de forma benéfica e saudável, ajuda a reduzir o estresse e melhora a convivência entre as pessoas. Pode ser utilizada, mediante indicação de uma/a psiquiatra, no tratamento de pessoas com transtorno de ansiedade generalizada, fobia social e depressão.

2. Cria e fortalece os laços afetivos

A criação dos vínculos afetivos entre mão e filhos ou filhas, bem como a formação e fortalecimento dos laços de afeto entre companheiros é outra função desempenhada pela ocitocina. Nestes casos, a ocitocina é produzida e liberada quando há contato de pele e quando existe a formação de uma relação de confiança entre as pessoas.

Por ter como um dos efeitos possibilitar a união entre as pessoas e o desenvolvimento das ligações de carinho, a ocitocina é conhecida como hormônio do amor.

A empatia é outra sensação desencadeada pela presença de ocitocina no organismo. Além destas ações, quanto maior a concentração deste hormônio no sangue, maior é a sensação de felicidade e bem-estar.

Alguns estudos indicam que a ocitocina pode ser importante para o tratamento de autismo, depressão pós-parto e esquizofrenia.

3. Melhora a libido e o desempenho sexual

A ocitocina parece atuar também melhorando a libido e o desempenho sexual em homens e mulheres. Nos homens, atua juntamente com a testosterona e, na mulher, com a progesterona no sentido de despertar o interesse pelo contato íntimo e facilitar a lubrificação vaginal e o orgasmo.

4. Auxilia no trabalho de parto

A ocitocina auxilia no trabalho de parto por estimular as contrações uterinas de forma ritmada. Como medicamento, é usada para induzir o trabalho de parto, especialmente quando este não aconteceu no tempo previsto ou quando está ocorrendo de forma muito demorada.

A indicação do uso de ocitocina para a indução do trabalho de parto exige uma avaliação clínica cautelosa pelo/a obstetra. O uso indiscriminado e sem prescrição adequada pode levar ao parto prematuro ou aborto.

5. Ajuda na amamentação

Ao sugar o seio da mãe durante a amamentação, o bebê estimula a produção de ocitocina pelo organismo da mãe. Deste modo, a ocitocina ajuda no processo de amamentação e favorece a criação de vínculo afetivo entre a mãe e o bebê.

A ocitocina pode ser encontrada em farmácias?

Sim. A ocitocina pode ser encontrada de forma sintética, em farmácias e para uso como medicamentos. Entretanto sua utilização somente deve ser efetuada mediante prescrição médica.

Como aumentar a ocitocina no organismo

Atitudes simples são capazes de aumentar naturalmente a produção de ocitocina pelo seu corpo:

  • Praticar atividade física;
  • Estar com as pessoas que você gosta;
  • Estabelecer contato físico por meio de carinho, abraços massagem;
  • Efetuar o contato íntimo com seu parceiro ou parceira;
  • Praticar a generosidade e as boas ações;
  • Amamentar.

Quanto mais relaxado/a e livre de tensões você estiver, mais ocitocina o seu corpo produzirá sem precisar de remédios. Isto ampliará a sensação de bem-estar no seu cotidiano.

Moringa (moringa oleífera) faz mal à saúde?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

A moringa (Moringa oleífera), também chamada de acácia-branca e árvore da vida, tem sido bastante utilizada como alimento para tratar algumas doenças, entretanto, não há evidências científicas consistentes sobre sua ação no organismo humano e isto pode sim oferecer riscos à saúde.

Proibição do uso de Moringa pela Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) proibiu temporariamente a fabricação, importação, propaganda, distribuição e venda de suplementos alimentares e alimentos que contenham Moringa (Moringa oleífera).

A proibição se deu pelo fato de que não existe avaliação e comprovação de segurança do uso da planta em alimentos. Além disso, a Anvisa constatou que há diversos produtos chamados e/ou constituídos de Moringa oleífera que trazem indicações terapêuticas não permitidas para alimentos como a cura do câncer, tratamento de doenças cardiovasculares, diabetes, aumento de colesterol entre outras.

O posicionamento da Anvisa de proibir o consumo da moringa se deve a violação da legislação sanitária. Este mesmo posicionamento também pode ser aplicado à saúde pública pelos riscos do uso da planta sem comprovação científica para fins de cura e tratamento de doenças, o que pode oferecer riscos à saúde.

Embora a moringa seja comercializada em cápsulas por lojas de produtos naturais, farmácias e pela internet, estudos que comprovem os seus benefícios para a saúde humana ainda são preliminares e foram realizados apenas em animais. As pesquisas com moringa efetuadas em seres humanos são poucas e pequenas, o que não permite resultados conclusivos.

Por estes motivos a comercialização e o consumo de moringa na forma de farinha, chá, cápsula, pó e sementes foi proibido pela Anvisa por meio da Resolução – RE no 1478, de 6 de junho de 2019.

Propriedades em estudo da Moringa

A moringa possui grandes concentrações de vitaminas, minerais, carotenoides, quercetina e vitamina C. Por causa de suas propriedades nutricionais, estudos estão sendo efetuados para comprovar, em seres humanos, os seguintes efeitos:

  • Antioxidante
  • Analgésico
  • Anti-inflamatório
  • Antidiabético
  • Vasodilatador
  • Anticolinérgico
  • Antirreumático
  • Cicatrizantes

As plantas medicinais e os fitoterápicos são muito utilizados como coadjuvantes no tratamento de diversas doenças e possuem efeitos semelhantes aos medicamentos. Deste modo, podem produzir efeitos positivos como redução da glicose no sangue, diminuição do colesterol e melhorar o humor. Porém, também possuem efeitos colaterais e podem trazer riscos à saúde.

Não utilize plantas medicinais e fitoterápicos sem indicação de um/a fitoterapeuta ou outro/a profissional de saúde.

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