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Alprazolam: para que serve e quais os efeitos colaterais?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O alprazolam serve para tratar transtornos de ansiedade e seus sintomas, como tensão, boca seca, medo, angústia, dificuldade de concentração, irritabilidade, insônia, aumento da frequência cardíaca (taquicardia), sensação de sufocamento, "bolo na garganta", suor nas mãos, mãos frias, tontura, náuseas, diarreia, calafrios, entre outras manifestações físicas e psíquicas.

O alprazolam também está indicado no tratamento da ansiedade decorrente da abstinência de bebidas alcoólicas e síndrome do pânico, que se caracteriza por crises repentinas de ansiedade, medo extremo e sensação de terror.

Como o alprazolam funciona?

O alprazolam pertence ao grupo de medicamentos benzodiazepínicos, que exercem um efeito depressor no sistema nervoso central. Dependendo da dose e do tempo de uso, o medicamento pode causar a melhora da angústia e do quadro de ansiedade esperado, mas também comprometimento no desempenho de tarefas simples, até mesmo quadros de sonolência, esquecimentos, fala arrastada e dependência da medicação.

Depois de ingerir a medicação, o alprazolam é logo absorvido, portanto proporciona um alívio rápido dos sintomas. A concentração máxima de alprazolam no organismo ocorre após 1 a 2 horas de sua tomada.

Como tomar alprazolam?

Para os casos de transtornos de ansiedade, a dose inicial recomendada de alprazolam varia entre 0,25 mg e 0,5 mg, divididos em 3 a 4 doses por dia. A dose diária máxima não deve ultrapassar os 4,0 mg, sempre administrados em doses divididas, 3 a 4 vezes ao dia.

Para o transtorno do pânico, as doses iniciais de alprazolam variam entre 0,5 mg e 1,0 mg, tomados em dose única, ou 0,5 mg, 3 vezes ao dia.

O tempo de duração do tratamento com alprazolam para o transtorno de ansiedade é de pelo menos 6 meses, podendo ser estendido de acordo com a resposta ao tratamento. No caso do transtorno do pânico, a duração mínima sugerida é de 8 meses.

No caso de pessoas idosas ou com condições debilitantes de saúde, a dose de alprazolam normalmente é de 0,25 mg, 2 ou 3 vezes ao dia., não devendo ultrapassar 0,75 mg por dia

Quando necessário e bem tolerado pela pessoa, as doses podem ser aumentadas gradualmente, assim como, quando houver melhora, deverão ser reduzidas lentamente.

As doses de alprazolam devem ser estabelecidas pelo médico, conforme a gravidade dos sintomas e a resposta ao tratamento. O aumento das doses deve ser feito com cautela para evitar efeitos colaterais.

Como parar de tomar alprazolam?

Para interromper o uso de alprazolam, recomenda-se inicialmente reduzir a dose, de maneira lenta e gradativa, conforme orientação médica. A sugestão de redução da dose é de 0,25 a 0,5 mg a cada 3 dias. Há casos em que pode ser necessário a redução de forma ainda mais lenta.

Quais as contraindicações do alprazolam?

O alprazolam é contraindicado para pessoas que já tiveram reação alérgica ao medicamento, a algum dos componentes da fórmula ou a outros benzodiazepínicos.

O medicamento também é contraindicado para pessoas com miastenia gravis (doença neurológica que interfere na força muscular), glaucoma (aumento da pressão intraocular) e em menores de 18 anos de idade.

Quais são os efeitos colaterais do alprazolam?Efeitos colaterais muito comuns (ocorrem em 10% dos casos ou mais)
  • Sedação;
  • Sonolência.
Efeitos colaterais comuns (ocorrem em 1% a 10% dos casos)
  • Perda de apetite, confusão, depressão;
  • Desorientação, diminuição da libido, alteração da coordenação motora;
  • Alterações no equilíbrio, falta de memória, alteração da fala;
  • Dificuldade de concentração, aumento do sono, letargia;
  • Tontura, dor de cabeça, visão turva;
  • Prisão de ventre, boca seca, náuseas;
  • Cansaço, irritabilidade.
Efeitos colaterais incomuns (ocorrem em 0,001% a 0,01% dos casos)
  • Ansiedade, insônia;
  • Nervosismo, perdas de memória;
  • Tremores, fraqueza muscular;
  • Alteração de peso.

O uso de alprazolam só deve ser feito com prescrição médica. Na presença de algum efeito colateral, o médico que receitou o medicamento deverá ser informado.

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Furosemida: para que serve, como tomar e quais os efeitos colaterais?

A furosemida serve para tratar pressão alta leve e moderada, além de inchaço causado por problemas cardíacos, hepáticos, renais e provocado por queimaduras. A furosemida tem propriedades diurética e anti-hipertensiva, daí ser indicada no tratamento da hipertensão arterial e diversos tipos de edemas (inchaço).

Como tomar furosemida?

Os comprimidos de furosemida devem ser tomados com 1 copo de água e com o estômago vazio. Recomenda-se tomar a dose diária de furosemida de uma só vez e num horário que não interfira com outras tarefas, já que a vontade de urinar depois de tomar o medicamento ocorre rapidamente.

Para adultos, a dose inicial de furosemida geralmente é de 20 mg a 80 mg por dia. Depois, a dose diária de manutenção passa a ser de 20 mg a 40 mg por dia.

Para crianças, a dose indicada de furosemida é de 2 mg por kg, até uma dose máxima de 40 mg por dia.

Vale lembrar que a dose diária máxima de furosemida depende da resposta de cada um ao medicamento. O tempo de duração do tratamento é estipulado pelo médico.

Quais são as contraindicações da furosemida?

A furosemida está contraindicada nas seguintes condições: alergia à furosemida, sulfonamidas ou a algum componente da fórmula do medicamento, insuficiência renal com interrupção da eliminação de urina, pré-coma e coma causados por falência hepática, queda acentuada dos níveis de potássio ou sódio no sangue, desidratação ou redução do volume de líquido na circulação sanguínea.

Furosemida na gravidez e amamentação

A furosemida atravessa a placenta e chega à circulação do bebê. Por isso, o seu uso não é indicado na gravidez, exceto quando realmente for necessário e por pouco tempo. Grávidas que tomam furosemida devem controlar periodicamente o crescimento do bebê.

Durante a amamentação, a mulher só deve tomar furosemida se for mesmo necessário, já que o medicamento chega ao leite materno e interrompe a lactação. Por isso, recomenda-se interromper a amamentação enquanto se estiver tomando furosemida.

Quais os efeitos colaterais da furosemida?Efeitos colaterais muito comuns (ocorrem em mais de 10% dos casos)
  • Alteração dos níveis de eletrólitos
  • Desidratação;
  • Redução da quantidade de líquido nos vasos sanguíneos;
  • Aumento nos níveis de creatinina e triglicerídeos no sangue;
  • Diminuição da pressão arterial;
  • Hipotensão ortostática (queda acentuada da pressão arterial ao ficar em pé).
Efeitos colaterais comuns (ocorrem em 1% a 10% dos casos)
  • Redução dos níveis de sódio, cloreto e potássio no sangue;
  • Elevação dos níveis de colesterol e ácido úrico no sangue;
  • Crises de gota;
  • Aumento do volume de urina;
  • Encefalopatia hepática;
  • Alterações no na circulação sanguínea e linfática;
  • Hemoconcentração.
Efeitos colaterais incomuns (ocorrem em 0,1% a 1% dos casos)
  • Diminuição da tolerância à glicose, o que levar a um quadro de diabetes;
  • Náuseas;
  • Alterações transitórias na audição, surdez;
  • Coceira, urticária, rash cutâneo;
  • Dermatite bolhosa, eritema multiforme;
  • Dermatite esfoliativa;
  • Púrpura;
  • Aumento da sensibilidade da pele à luz;
  • Redução do número de plaquetas do sangue.
Efeitos colaterais raros (ocorrem em 0,1% a 1% dos casos)
  • Inflamação nos rins;
  • Vasculite (inflamação de algum vaso sanguíneo);
  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Febre;
  • Diminuição do número de glóbulos brancos no sangue;
  • Eosinofilia;
  • Choque anafilático (reação alérgica grave e aguda que pode levar a óbito);
  • Colapsos circulatórios;
  • Ardência, formigamento ou coceira sem razão aparente.
Efeitos colaterais muito raros (ocorrem em menos de 0,01% dos casos)
  • Pancreatite aguda (inflamação no pâncreas);
  • Interrupção ou dificuldade de excretar a bile;
  • Aumento das enzimas transaminases, encontradas no fígado;
  • Zumbido no ouvido;
  • Queda acentuada do número de glóbulos brancos no sangue;
  • Anemia aplástica (produção insuficiente de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas pela medula óssea);
  • Anemia hemolítica (diminuição do número de glóbulos vermelhos do sangue).

O uso de furosemida só deve ser feito sob orientação médica. A presença de qualquer efeito colateral deve ser reportada ao médico que receitou o medicamento.

Dorflex serve para febre? Qual a sua composição e como tomar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Dorflex ® não serve para febre. Apesar de conter dipirona monoidratada na sua composição, que tem ação analgésica e antitérmica, ou seja, atua no alívio da dor e da febre, o fabricante do medicamento não inclui a febre como uma das indicações do Dorflex ®. Para febre recomenda-se tomar dipirona ou paracetamol, por exemplo.

O Dorflex ® tem em sua composição citrato de orfenadrina, dipirona monoidratada e cafeína anidra. O medicamento é um relaxante muscular que serve para aliviar a dor causada por contraturas musculares, pois tem ação analgésica e também relaxa a musculatura. O Dorflex ® também é indicado para tratar a dor de cabeça tensional. O Dorflex ® começa a atuar depois de 30 minutos da toma.

Como tomar Dorflex ®?

Os comprimidos de Dorflex ® devem ser ingeridos com 1 copo de água. A dose diária recomendada é de 1 a 2 comprimidos, 3 a 4 vezes ao dia. A dose máxima de Dorflex ® não deve ultrapassar 8 comprimidos por dia.

Quais são as contraindicações do Dorflex ®?

O uso de Dorflex ® não é indicado em casos de: alergia ou intolerância a algum componente da sua fórmula, glaucoma (aumento da pressão intraocular), obstrução no estômago e intestino, distúrbios motores no esôfago, úlcera péptica, aumento da próstata, obstrução do colo da bexiga e miastenia grave.

Por ter dipirona na sua composição, o uso de Dorflex ® também é contraindicado se a pessoa for alérgica aos derivados de pirazolonas ou a pirazolidinas ou tiver história de alterações hematológicas associadas a algum desses medicamentos.

Outras contraindicações do Dorflex ® incluem porfiria hepática aguda intermitente, funcionamento insuficiente da medula óssea, presença de broncoespasmo e reações alérgicas a outros medicamentos analgésicos.

Dorflex ® na gravidez e amamentação

O uso de Dorflex ® não é indicado no 1º trimestre de gravidez. No 2ª trimestre da gestação, a utilização do medicamento só deve ser feita após uma avaliação médica dos riscos e benefícios de tomar Dorflex ®. No último trimestre de gestação o uso de Dorflex ® não é indicado.

Não está definido se o uso de Dorflex ® na amamentação é seguro para o bebê. Porém, mulheres que estão amamentando devem evitar amamentar nas 48 horas seguintes à toma do medicamento, já que a dipirona é eliminada no leite materno.

Quais são os efeitos colaterais do Dorflex ®?

Os efeitos colaterais do Dorflex ® geralmente estão associados à administração de altas doses do medicamento, sendo a boca seca o primeiro efeito adverso a surgir. Ao aumentar a dose, outros efeitos colaterais podem surgir, como:

  • Diminuição ou aumento da frequência cardíaca, arritmias cardíacas, palpitações;
  • Sede, redução da transpiração, retenção urinária ou demora para eliminar a urina;
  • Borramento da visão, pupila dilatada, aumento da pressão intraocular;
  • Fraqueza, náuseas, vômitos, dor de cabeça, tonturas, prisão de ventre;
  • Sonolência, reações alérgicas, coceira, alucinações;
  • Agitação, tremores, irritação do estômago;
  • Urticária e lesões na pele (raramente).

Embora não seja comum, pessoas idosas podem apresentar um pouco de confusão mental.

Para maiores esclarecimentos, fale com o médico que receitou o medicamento ou consulte um médico de família ou um clínico geral.

Para que serve e como usar nistatina em creme vaginal?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Nistatina em creme vaginal é indicado para o tratamento da candidíase, infecção causa pelo vírus Candida albicans. A ação deste creme vaginal sobre os fungos Candida albicans consiste na ligação do medicamento às suas parede celulares, o que provoca a sua destruição.

Como usar nistatina creme vaginal?

Nistatina creme se destina ao uso intravaginal e não deve ser usada para tratamento oral, tópico ou de infecções oftálmicas.

Figura 1: Adaptação do aplicador ao bico de nistatina creme vaginal. Figura 2: Puxe o êmbolo do aplicador até o final e, a seguir, aperte delicadamente a base do tubo, preenchendo-o completamente. Figura 3: Deitada de costas, introduza o aplicador na vagina suavemente e empurre o êmbolo do aplicador com o indicador depositando todo o creme na vagina.Modo de usar:

1. Retire a tampa do tubo e perfure completamente o seu lacre usando a parte pontiaguda da tampa.

2. Adapte o aplicador ao bico do tubo.

3. Puxe o êmbolo do aplicador até o final e, a seguir, aperte delicadamente a base do tubo de modo que o creme entre no aplicador, preenchendo-o completamente.

4. Desencaixe um aplicador e tampe o tubo de medicamento imediatamente.

5. Para aplicar o produto:

  • Deite-se de costas e relaxe um pouco;
  • Introduza o aplicador na vagina suavemente, sem causar dor ou desconforto;
  • Em seguida, empurre o êmbolo do aplicador com o dedo indicador até o final de seu curso, depositando assim todo o creme na vagina;
  • Retire o aplicador do canal vaginal.

6. Após o uso, o aplicador deve ser imediatamente descartado.

Se você está grávida e seu/sua médico/a prescreveu o uso de nistatina creme vaginal, evite a pressão excessiva do aplicador contra o colo uterino.

Quais os efeitos colaterais da nistatina creme vaginal?

São raros os casos de irritação ou sensibilidade como queimação ou prurido (coceira). Se isto ocorrer, suspenda o uso e comunique-se com seu/sua médico/a.

Precauções quanto ao uso da nistatina creme vaginal?

Nistatina creme vaginal não deve ser utilizada para tratamento tópico, oral e nem para tratar infeções oftálmicas.

Em caso de sensibilidade ou irritação ao creme vaginal de nistatina, suspenda o uso.

Os compostos oleosos presentes na composição de nistatina creme vaginal podem reduzir a eficácia de produtos à base de látex (preservativo e diafragma), quando utilizados ao mesmo tempo.

Nistatina creme vaginal não deve ser usado por mulheres grávidas sem indicação médica, pois os possíveis danos provocados ao bebê não são conhecidos. Se for necessária a utilização durante a gravidez, evite pressão excessiva contra o colo do útero.

Mulheres que estão amamentando devem evitar o uso de nistatina creme vaginal uma vez que não há esclarecimentos sobre a excreção do medicamento no leite materno.O uso só deve ser feito mediante prescrição.

Não use nistatina creme vaginal sem orientação médica.

Leia também:

O que é candidíase?

Qual é o tratamento para a candidíase?

Para que serve e como usar nistatina oral? É indicado para tratar aftas?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

A nistatina em suspensão oral é indicada para o tratamento de candidíase oral (sapinho) e do trato digestivo superior, especialmente a esofagite por cândida. Neste casos, a candidíase pode ser provocada pelo uso prolongado de antibióticos, radioterapia, corticoides, medicamentos imunossupressores ou em pessoas com Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.

Como usar nistatina suspensão oral?

Antes de aplicar a nistatina oral, recomenda-se higienizar adequadamente a boca. Se houver prótese dentária, esta também deve ser higienizada. Feita a higiene, a suspensão de nistatina deve ser bochechada por alguns minutos antes de ser engolida.

Em bebês e crianças menores é indicado administrar a metade da dose em cada lado da boca. Para ajudar pode-se usar uma seringa. O frasco deve ser agitado antes do uso.

  • Em lactentes, a dose recomendada é de 1 ou 2 ml quatro vezes ao dia;
  • Para crianças e adultos a dose varia de 1 a 6 ml quatro vezes ao dia.

O tratamento deve durar até 14 dias e deve ser determinado pelo/a médico/a. Se os sintomas persistirem ou piorarem após o 14º dia do início do tratamento o paciente precisará de reavaliação para redirecionar o tratamento.

A nistatina em drágeas é indicada especificamente para tratar a candidíase intestinal.

Quais os efeitos colaterais da nistatina oral?

Nistatina é uma medicação bem tolerada nas doses indicadas para cada faixa etária. Altas doses orais podem provocar:

  • Distúrbios gastrintestinais;
  • Diarreia;
  • Náuseas;
  • Vômitos
  • Lesões e coceira na pele são raras, mas podem ocorrer.
Mulheres grávidas ou que amamentam podem usar nistatina oral?

Não há esclarecimentos sobre os efeitos nocivos que a nistatina oral pode causar no bebê quando utilizado pela gestante. Por esta razão, o medicamento não deve ser usado por mulheres grávidas sem prescrição médica.

Do mesmo modo, não está esclarecido se nistatina oral é secretada no leite materno. Por este motivo, cuidados devem ser tomados quando este remédio for utilizado por mulheres que estão amamentando e não deve ser usado sem indicação médica.

Nistatina oral é indicado para afta?

Nistatina oral não é indicado para o tratamento de aftas. Estas lesões arredondadas ou ovaladas, esbranquiçadas e dolorosas podem ocorrer devido a estresse, alterações nutricionais e hormonais, alergias, predisposição genética e traumas como pequenas mordidas na mucosa oral ou língua.

Normalmente as aftas desaparecem espontaneamente em um intervalo de 5 a 15 dias e não deixam cicatrizes. Manter a higiene oral é indicado em caso de aftas. Se a dor causada pela lesão for muito intensa, pode-se usar pomadas com anestésico indicadas pelo/a dentista ou médico/a.

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Nistatina oral contém açúcar em sua composição, portanto, deve ser utilizado com cautela por pessoas diabéticas. Não utilize medicamentos sem prescrição médica.

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Toragesic: para que serve e como usar
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

O toragesic (trometamol cetorolaco) é um anti-inflamatório que também tão ação analgésica e é utilizado para tratamento de dor aguda moderada a severa.

Como usar toragesic?

O toragesic é um comprimido sublingual e deve, portanto, ser administrado por via oral. O comprimido deve ser colocado embaixo da língua, local em que deve ficar até que se dissolva por completo e seja absorvido. Não engula o comprimido.

Adultos até 65 anos de idade: usar de 10 a 20 mg em dose única ou 10 mg a cada 6 a 8 horas. A dose máxima diária não deve exceder 60 mg.

Em pessoas com mais de 65 anos de idade e com menos de 50 Kg ou pacientes com insuficiência renal: recomenda-se de 10 a 20 mg em dose única ou 10 mg a cada 6-8 horas. A dose máxima diária não deve exceder 40 mg.

O tratamento com toragesic não deve durar mais que 5 dias, a não ser sob orientação médica.

Os comprimidos de toragesic possuem lactose em sua composição. Por este motivo, pessoas alérgicas à lactose não podem fazer uso desta medicação.

Precauções quanto ao uso de toragesic?

As pessoas que possuem algum dos problemas listados as seguir devem tomar alguns cuidados em relação ao uso de toragesic:

  • Gravidez e lactação;
  • Doenças cardíacas;
  • Pressão alta;
  • Problemas no fígado ou nos rins;
  • Distúrbios de coagulação sanguínea;
  • Úlceras ou problemas no estômago;
  • Alergias a algum componente da fórmula;
  • Alergia a ácido acetil salicílico;
  • Alergia a lactose.
Mulheres grávidas podem usar toragesic?

A medicação somente deve ser utilizada nos 6 primeiros meses de gestação se for realmente necessária. Nos últimos 3 meses da gravidez toragesic não é recomendado. Neste período, o uso do medicamento pode trazer danos ao feto e interferir no trabalho de parto normal.

Mulheres que amamentam podem tomar toragesic?

Não. O toragesic é excretado pelo leite materno. Por este motivo, mulheres que estão amamentando não devem utilizar este medicamento ou, se seu uso for indispensável, deve suspender a amamentação.

Quais os efeitos colaterais do toragesic?

Os efeitos colaterais mais comuns são:

  • Dor abdominal com cólicas;
  • Diarreia;
  • Tontura;
  • Náusea;
  • Sonolência;
  • Dor de cabeça;
  • Inchaço.

Se você for ser submetido a alguma cirurgia e estiver em uso de toragesic, avise ao seu médico.

É raro que o uso de toragesic o torne mais sensível ao sol, entretanto isto pode acontecer. Por este motivo, evite exposição solar prolongada e use protetor solar ou roupas de proteção.

Não utilize medicamentos sem prescrição. Busque sempre orientação médica.

Percevejo: o que fazer em caso de picada e como prevenir?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O percevejo, nesse caso, o percevejo-de-cama, é um inseto que se alimenta de sangue. Os percevejos-de-cama abrigam-se no colchão das camas e podem infestar residências. Uma das espécies mais comuns de percevejo é a Cimex lectalarius.

O percevejo adulto tem cerca de 6 mm e pode viver por mais de 6 meses, mesmo sem se alimentar. O inseto não tem asas, tem o corpo achatado, a coloração é marrom avermelhada e geralmente é encontrado em grupos.

Os percevejos-de-cama costumam estar presentes em locais próximos do seu hospedeiro, como pessoas, cães, gatos e aves. As infestações de percevejo podem ocorrer em residências, hotéis, cruzeiros, teatros, cinemas e transportes coletivos.

Percevejo

Os ovos do percevejo são alongados, claros e medem cerca de 1 mm de comprimento. Cada fêmea pode produzir mais de 200 ovos durante o seu tempo de vida.

O percevejo geralmente foge da luz e fica escondido em locais bem estreitos. À noite, o inseto sai do seu esconderijo para se alimentar de sangue.

Os percevejos-de-cama normalmente entram nas casas através de roupas, colchões e mobílias provenientes de lugares infestados.

O inseto é mais encontrado em locais com baixas condições de higiene e baixo nível socioeconômico.

O que fazer em caso de picada de percevejo?

As picadas do percevejo são mais comuns nas áreas mais expostas do corpo, como rosto, pescoço, braços e mãos. A picada do percevejo-de-cama não provoca dor, mas pode causar grande desconforto, dependendo da sensibilidade da pessoa.

Em caso de picada de percevejo, não coce o local. O mais indicado é apenas lavar a área das picadas com água e sabão. Porém, se a coceira for muito intensa ou na presença de outros sinais e sintomas, procure atendimento médico.

Como saber se minha cama tem percevejo?

A presença de percevejos pode ser percebida pelas picadas, presença de manchas escuras ou marrons nas roupas de cama (fezes de percevejos) e pelo cheiro característico do percevejo, semelhante a coentro (“maria fedida”).

Se houver sinais da presença de percevejos, procure os locais de esconderijo do inseto, como cama, colchão, estrado, roupas de cama, estofados, frestas nas paredes e no chão, móveis, cortinas, entre outros lugares propícios para abrigar percevejos.

Depois, siga os seguintes procedimentos:

1. Faça uma limpeza completa do local, removendo objetos que não são necessários e lave toda a roupa de cama com água bem quente. Depois de lavar a roupa de cama, seque-a numa secadora ou deixe-a ao sol até que fique bem seca;

2. Aspire diariamente os locais de esconderijo dos percevejos para remover os insetos. Depois, embale o saco do aspirador num saco plástico, jogue-o imediatamente fora, ou queime, ou congele por pelo menos 12 horas;

3. Papéis de parede soltos devem ser colados ou removidos, assim como devem ser vedadas todas as frestas e fendas que podem servir de local para abrigar percevejos.

Se essas medidas não funcionarem para eliminar a infestação de percevejos, chame um serviço especializado de dedetização.

Olho de peixe: o que é, como identificar e tratar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O olho de peixe é uma verruga que surge na planta dos pés, daí também ser chamada de verruga plantar. O olho de peixe, assim como todas as outras verrugas, é causada pelo vírus HPV.

O nome desse tipo de verruga, “olho de peixe”, é devido à sua aparência arredondada e elevada, com textura áspera e dura e que tem pequenos pontinhos pretos no meio, o que faz lembrar um olho de peixe.

O olho de peixe pode ser profundo e geralmente é doloroso. Porém, também pode se desenvolver mais superficialmente, sob a forma de placas. Nesses casos, a dor é menor.

Olho de peixe - verruga plantarComo surge o olho de peixe?

As áreas de impacto e traumas, como a planta dos pés, são os locais mais propícios para o desenvolvimento do olho de peixe, já que nessas áreas podem haver pequenos cortes ou rachaduras que favorece, a entrada do HPV na pele.

A transmissão do vírus HPV, responsável pela formação do olho de peixe, ocorre pelo contato direto com outras verrugas ou objetos contaminados.

Como tirar olho de peixe?

O olho de peixe pode desaparecer espontaneamente em poucos meses ou permanecer durante anos. Porém, devido à dor e ao risco de reinfecção, o mais indicado é tirar o olho de peixe através dos tratamentos médicos indicados para isso.

O tratamento do olho de peixe pode ser feito através de crioterapia (congelamento da lesão através da aplicação de nitrogênio líquido), eletrocauterização, aplicação de ácidos, cirurgia para retirar a verruga e uso de medicamentos específicos para estimular o sistema imunológico (imunoterapia).

Não tente tirar o olho de peixe em casa. Manipular ou tentar remover a verruga pode causar lesões que aumentam o risco de infecções e pode ainda favorecer o aparecimento de novos olhos-de-peixe.

Vale lembrar que a vacina contra o HPV não é usada no tratamento do olho de peixe, já que ela não tem efeito sobre as verrugas que já surgiram, mas pode prevenir o aparecimento do olho de peixe.

O diagnóstico e tratamento do olho de peixe pode ser feito por um médico de família ou clínico geral habilitados ou pelo médico dermatologista.

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O que é Hermafroditismo?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O hermafroditismo é uma alteração genética, aonde as pessoas apresentam um desenvolvimento diferente na formação das estruturas genitais internas e externas durante a formação do bebê, que não corresponde a um único gênero quando nasce. Ou seja, a pessoa pode apresentar ao mesmo tempo genitais masculinos e femininos, desde o nascimento.

No ano de 2005 houve um consenso entre os pesquisadores da área, aonde foram propostas mudanças no nome e classificação das alterações. Desde então, o hermafroditismo e alterações semelhantes, passaram a ser denominadas Desordens do desenvolvimento sexual (DDS).

A classificação é bastante extensa, mas sobre o hermafroditismo, está dividida em três grupos básicos: pseudo-hermafroditismo masculino (genitália ambígua com testículos); pseudo-hermafroditismo feminino (genitália ambígua com ovários) e hermafroditismo verdadeiro (testículo e ovário com ou sem genitália ambígua)

Nova nomenclatura para o HermafroditismoDSD ovotesticular (antigo Hermafroditismo verdadeiro)

No hermafroditismo verdadeiro, a pessoa tem ovários, testículos e órgãos genitais masculinos e femininos. Na maioria dos casos, o hermafrodita verdadeiro tem cromossomos XX, portanto deveria ter apenas genitais femininos, já que as mulheres possuem um par de cromossomos X em cada célula.

O hermafroditismo nesse caso ocorre pelo desenvolvimento dos testículos, o que não deveria acontecer. Isso acontece devido a modificações de genes que ainda não são conhecidos, que agem sobre o gene SRY do cromossomo Y, estimulando o desenvolvimento dos órgãos masculinos.

Digenesia gonadal XY (Pseudo-hermafroditismo masculino)

No pseudo-hermafroditismo masculino, o pseudo-hermafrodita geneticamente é homem, ou seja, possui um par de cromossomos XY. Porém, o pênis não é completamente desenvolvido. A anomalia ocorre devido a falhas durante o desenvolvimento embrionário.

Digenesia gonadal XX (Pseudo-hermafroditismo feminino)

Já no pseudo-hermafroditismo feminino, seu cariótipo XX designa uma mulher, portanto a pessoa possui todos os órgãos reprodutores femininos. Contudo, numa fase do período de desenvolvimento intrauterino, o seu órgão genital passa por um processo de masculinização, com um crescimento excessivo do clitóris, resultando em uma genitália com aspecto de um pênis.

Quais são os sinais e sintomas das desordens do desenvolvimento sexual?

Depende da desordem e idade em que se apresenta.

Por exemplo, nos casos de pessoas que nascem com genitália ambígua, já é possível identificar a alteração desde o nascimento.

Outros casos, por apresentar genitália normal mas órgãos internos do sexo oposto, desenvolverá sinais de atraso na puberdade, características ou identificação corporal e emocional diferente do esperado, só na fase de infância e pré-adolescência.

Existem casos ainda de diagnóstico apenas na idade adulta, quando a mulher está em investigação e tratamento para infertilidade.

Portanto a clínica dependerá do tipo de desordem que a pessoa apresente.

Qual a causa das desordens de desenvolvimento sexual?

Na maioria das vezes, tem causas genéticas, mas existem também causas que não são genéticas. Por exemplo, se uma mulher estiver grávida e tomar certos hormônios, pode haver interferência no desenvolvimento dos genitais femininos, que podem ficar masculinizados.

Qual o tratamento?

Não existe um tratamento definido. Na verdade, o mais importante é o esclarecimento e discussão multidisciplinar e individualizada para cada caso. Com o intuito sempre de promover o desenvolvimento saudável da pessoa e seus familiares.

Nos casos de doença genética existe uma discussão quanto ao melhor tratamento, e se for causada por déficit hormonal, deverá ser feito reposição hormonal adequada.

Aconselhamento genético

Pessoas que já têm um filho com alguma desordem do desenvolvimento sexual, devem receber aconselhamento genético, caso pretendam ter mais filhos, já que o risco de caso semelhante é de aproximadamente 25%.

O especialista responsável pelo diagnóstico e acompanhamento de cada caso é o/a médico/a geneticista.

Decadron: para que serve e quais são os efeitos colaterais?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

O decadron é um corticoide que tem como princípio ativo a dexametasona. Possui importante efeito anti-inflamatórios e também ação imunossupressora.

É utilizado em períodos curtos de tratamento de alergias, distúrbios reumáticos, doenças de pele, afecções oculares, doenças reumáticas, distúrbios sanguíneos, problemas endócrinos e pulmonares, alguns tipos de câncer e doenças gastrointestinais.

Quais os efeitos colaterais do decadron?

Os efeitos colaterais do decadron são diversos e dependem da dosagem, tempo de uso e do modo como o organismo de cada pessoa reage à medicação. Alguns efeitos são:

  • Aumento de apetite
  • Aumento de peso
  • Retenção de líquidos
  • Náusea
  • Mal-estar
  • Soluços
  • Vertigem
  • Retenção de líquidos
  • Dor de cabeça
  • Hipertensão
  • Candidíase oral
  • Osteoporose
  • Fraqueza muscular
  • Úlcera gástrica
  • Esofagite
  • Depressão do sistema imunológico
Contraindicações de decadron
  • Infecções fúngicas sistêmicas;
  • Hipersensibilidade aos componentes do medicamento;
  • Vacinação com vacinas de vírus vivo.
Precauções quanto ao uso de decadron

Pessoas hipertensas ou que possuem doenças pépticas devem tomar cuidado com o uso de corticoides. Não utiliza decadron sem precrição médica.

Decadron engorda?

O uso de decadron pode provocar a retenção de líquidos e o aumento de peso, entretanto este efeito varia de pessoa para pessoa.

Mulheres grávidas ou que estão amamentando podem usar decadron?

Não existem estudos sobre os efeitos do uso de decadron em mulheres grávidas. O uso desta medicação por mulheres grávidas deve ser indicado somente pelo/a médico/a em função dos riscos que a dexametasona pode trazer para a mãe e para o bebê.

Além disso, a dexametasona é excretada no leite materno. Portanto, se as mulheres que estão amamentando precisarem tomar decadron, recomenda-se que suspenda a amamentação.

Como tomar decadron?

O decadron tem ação eficaz quando administrado por via oral. A dose deve ser ajustada pelo/a médico/a de acordo com a doença e com a resposta apresentada pelo/a paciente.

O medicamento também existe para aplicação por via endovenosa. Esta formulação é usada em ambiente com o/a paceite internado/a.

O decadron (dexametasona), assim como outros corticoides, apresenta muitos efeitos colaterais e, por este motivo, não deve ser usado de forma indiscriminada. Não utilize dexametasona e nem qualquer outro medicamento sem prescrição médica.

Quais são os sintomas do diabetes tipo 1?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os sintomas que caracterizam o diabetes tipo 1 incluem sede excessiva, aumento do volume de urina, aumento da frequência urinária, aumento do apetite, emagrecimento acentuado, cansaço e fraqueza.

O início dos sintomas do diabetes tipo 1 é relativamente rápido, podendo surgir em alguns dias ou em poucos meses. A doença pode afetar pessoas de qualquer idade, mas é mais comum em crianças e adultos jovens.

Sem tratamento, os sintomas do diabetes tipo 1 podem evoluir e causar desidratação grave, sonolência, vômitos, dificuldade para respirar, crises convulsivas até o estado de coma.

A pior complicação do diabetes tipo 1 é a cetoacidose diabética, cujo tratamento necessita de internação hospitalar para medicação venosa e controle adequado.

Quais são as causas do diabetes tipo 1?

O diabetes tipo 1 é uma doença auto-imune, aonde o organismo produz anticorpos contra ele mesmo, nesse caso, causando uma destruição das células beta do pâncreas, que deixam de produzir a insulina.

A insulina é um hormônio produzido pelas células beta do pâncreas e tem a função de transportar a glicose (açúcar) do sangue para dentro das células do corpo para ser usada como fonte de energia. Na falta de insulina, os níveis de glicose no sangue ficam elevados, uma condição conhecida como hiperglicemia crônica.

Quando a hiperglicemia se torna crônica, causa danos na micro e macrocirculação, prejudicando e danificando órgãos como os rins, olhos e coração, além de lesionar os nervos, vasos e aumentar risco de doenças cardiovasculares.

Porém, se o diabetes tipo 1 estiver controlado, os riscos de complicações diminuem significativamente.

Como saber se tenho diabetes tipo 1?

O diagnóstico do diabetes tipo 1 é baseado nos exames de sangue e exame médico.

Os principais exames para confirmação diagnóstica são:

  1. Glicemia de jejum superior a 126 mg/dl, após um jejum de 8 horas;
  2. Glicemia aleatória (realizada sem jejum ou qualquer controle), acima de 200 mg/dl, associado a sinais e sintomas sugestivos de diabetes;
  3. Teste de tolerância oral a glicose (TTOG75), com verificação da glicemia após administrar uma dose oral de 75 g de glicose, com valor de glicemia superior a 200 mg/dl;
  4. Hemoglobina glicosilada (A1C), no sangue, que não deve ultrapassar 6,5%.

Sendo que se houver dois dos exames alterados já é suficiente para o diagnóstico, ou quando apenas um dos exames estiver alterado, será necessário repetir ou realizar um segundo exame.

Diabetes tipo 1 tem cura? Como é o tratamento?

O diabetes tipo 1 não tem cura. Trata-se de uma doença crônica que necessita de tratamento até o fim da vida. O tratamento do diabetes tipo 1 é feito através de injeções subcutâneas de insulina, dieta adequada e prática regular de exercícios físicos.

Diagnosticar e tratar precocemente o diabetes tipo 1 é muito importante para prevenir complicações. Em caso de sintomas de diabetes, consulte um/a médico/a clínico/a geral, médico/a de família ou endocrinologista.

Leia também: Diabetes mellitus: o que é, quais os sintomas e como tratar?

Síndrome de Turner: o que é, quais as características e como tratar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A síndrome de Turner é uma doença genética que afeta somente as mulheres. A síndrome surge devido à ausência parcial ou total do segundo cromossomo sexual “x”, resultando num genótipo 45,X, quando o esperado para o sexo feminino seria 46,XX.

A síndrome de Turner é muito rara e a sua ocorrência é de 1 caso em cada 3.000 meninas nascidas. As taxas de aborto espontâneo em fetos com síndrome de Turner são bastante elevadas, podendo chegar aos 99%, sobretudo no 1º trimestre de gravidez.

A síndrome de Turner costuma ser identificada ao nascimento ou antes da puberdade devido às suas características típicas.

Quais as características de alguém com síndrome de Turner?

As características de uma pessoa adulta com síndrome de Turner incluem: baixa estatura, cabelos com origem na nuca, pescoço alado, atraso mental, órgão genital ainda juvenil, atrofia dos ovários, com ausência de folículo, gerando infertilidade.

A síndrome de Turner pode provocar danos no desenvolvimento da pessoa, como baixa estatura (no máximo 1,5 m de altura), impossibilidade de iniciar a puberdade, infertilidade, anomalias ósseas, renais e cardíacas, dificuldade de aprendizagem, deficiência na coordenação motora e no processamento das emoções, entre outros prejuízos.

A falta dos hormônios femininos estrógeno e progesterona faz com que as mulheres com síndrome de Turner não desenvolvam as suas características sexuais secundárias quando chegam à puberdade.

Por isso, mulheres com síndrome de Turner não têm menstruação, possuem grandes lábios sem pigmentação, poucos pelos pubianos ou ausência dos mesmos, mamas pouco desenvolvidas ou mesmo ausentes e cintura masculinizada.

A pele é mais flácida, as unhas são estreitas e o tórax costuma ser largo, em forma de barril.

Nos recém-nascidos com síndrome de Turner, é comum haver inchaço nas mãos e no dorso dos pés, o que aumenta as suspeitas da doença.

Qual é o tratamento para síndrome de Turner?

Devido à falta de produção de hormônios femininos pelos ovários, que estão atrofiados, o tratamento da síndrome de Turner é feito através do uso de hormônios. O objetivo é estimular o desenvolvimento das características sexuais da paciente, o desenvolvimento do útero, a menstruação e o crescimento.

O tratamento da síndrome de Turner deve começar antes da puberdade, com o uso de hormônio do crescimento. Depois, quando a menina atinge a puberdade, o tratamento é feito com os hormônios femininos estrógeno e progesterona.

Para que a terapia hormonal com estrógenos não atrase ainda mais o crescimento, o seu início pode ser adiado para quando a menina atingir os 16 anos de idade.

Além dos hormônios, o tratamento da síndrome de Turner inclui cirurgia para corrigir as malformações cardíacas, ósseas e renais.

Para maiores esclarecimentos sobre a síndrome de Turner, consulte um médico de família ou um clínico geral.