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O que é colesterol LDL e HDL?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O colesterol LDL e o colesterol HDL são dois tipos de lipoproteínas, uma combinação de gorduras (lipídios) e proteínas. Esses lipídios precisam se ligar às proteínas para serem transportados na corrente sanguínea.

O colesterol é um tipo de gordura encontrada em todas as células do corpo, produzido pelo fígado e também presente em alguns alimentos, como carnes e laticínios. O corpo precisa de colesterol para funcionar adequadamente. Contudo, o excesso de colesterol no sangue aumenta o risco de doenças cardiovasculares.

Saiba mais em: Quais os riscos do colesterol alto?

Colesterol LDL

LDL , abreviação de Low Density Lipoprotein, ou lipoproteína de baixa densidade, é o colesterol considerado "ruim", dentre as frações de colesterol no sangue, porque tem a característica de se aderir à parede interna do vaso sanguíneo, podendo causar formação de placas de gordura e consequentemente, obstruções desses vasos. A obstrução leva a redução do fluxo sanguíneo, e origina doenças cardiovasculares e cerebrovasculares.

Quais são os valores de referência do colesterol LDL?
Valores de colesterol LDL Classificação
Menos de 100 mg/dL Ideal
100-129 mg/dL Adequado
130-159 mg/dL Limite alto
160-189 mg/dL Alto
190 mg/dL ou mais Muito alto
O que pode deixar o colesterol LDL alto?

Dieta rica em gorduras: a gordura saturada e o colesterol presente nos alimentos, aumentam o nível de colesterol ruim no sangue.

Excesso de peso: estar acima do peso tende a aumentar o LDL, diminuir o HDL e aumentar o nível total de colesterol.

Falta de exercício físico: a falta de atividade física leva ao ganho de peso, o que pode aumentar o nível do colesterol LDL.

Fumar: fumar reduz o colesterol bom (HDL). Como o HDL ajuda a eliminar o colesterol ruim (LDL) das artérias, sua redução é prejudicial ao organismo.

Idade avançada e alterações hormonais: à medida que mulheres e homens envelhecem, seus níveis de colesterol aumentam. Antes da menopausa, as mulheres apresentam níveis mais baixos de colesterol total do que os homens da mesma idade. Após a menopausa, os níveis de LDL nas mulheres tendem a aumentar.

História familiar: a genética determina parcialmente a quantidade de colesterol que o corpo produz.

Medicamentos: alguns medicamentos, incluindo esteroides, e certos medicamentos para pressão arterial e HIV/AIDS podem aumentar a taxa de LDL no sangue.

Doenças: doença renal crônica, diabetes e HIV podem aumentar o nível do colesterol LDL.

Como baixar o colesterol LDL?

Dieta: diminuir o consumo de alimentos ricos em gorduras.

Controle de peso: se estiver acima do peso, a perda de peso pode ajudar a reduzir o colesterol ruim (LDL).

Atividade física: praticar exercícios físicos regularmente, durante 30 minutos, pelo menos 4 vezes por semana.

Medicamentos: se as mudanças no estilo de vida não forem capazes de baixar o nível de LDL, pode ser necessário acrescentar medicamentos para reduzir o colesterol, como as estatinas.

Aférese de lipoproteínas: Algumas pessoas com hipercolesterolemia familiar podem receber esse tratamento, que utiliza uma máquina de filtragem para remover o colesterol ruim (LDL) do sangue e devolver o restante do sangue para a circulação.

Colesterol HDL

HDL , abreviação de High Density Lipoprotein, ou lipoproteína de alta densidade, conhecido como colesterol "bom", porque remove o colesterol “ruim” (LDL) da circulação sanguínea, transportando-o para o fígado, onde será eliminado do corpo. Além disso, por ter alta densidade, o colesterol HDL não flutua na superfície do sangue e assim, não se deposita nas paredes dos vasos sanguíneos.

Quais são os valores de referência do colesterol HDL?
Idade Valores de colesterol HDL
Homens e mulheres com até 19 anos Mais de 45 mg/dL
Homens a partir dos 20 anos Mais de 40 mg/dL
Mulheres a partir dos 20 anos Mais de 50 mg/dL
Como aumentar o colesterol HDL?

Dieta

Para aumentar o nível de HDL, recomenda-se comer gorduras “boas” em vez de gorduras “más”. Isso significa limitar o consumo de alimentos ricos em gorduras saturadas, como leite integral, queijos e carnes com alto teor de gordura (salsichas, bacon), além de refeições preparadas com manteiga, banha de porco e óleo vegetal hidrogenado.

Também deve-se evitar gorduras trans, presentes em algumas margarinas, frituras e alimentos processados. No lugar dessas gorduras “más”, deve-se dar prioridade a gorduras insaturadas, consideradas “boas”, encontradas no abacate, azeite, nozes, amêndoas e avelãs.

É importante também limitar o consumo de carboidratos, especialmente açúcar, e aumentar o consumo de alimentos ricos em fibras, como aveia e feijão.

Controle do peso: É possível aumentar o nível de colesterol HDL perdendo peso, sobretudo se a pessoa tiver muita gordura na cintura.

Exercícios: O exercício regular pode aumentar o colesterol bom (HDL), bem como reduzir o colesterol ruim (LDL). Para isso, recomenda-se praticar atividade física por 30 minutos, pelo menos 4 dias por semana.

Não fumar: Fumar ou se expor à fumaça do cigarro pode reduzir o nível de colesterol HDL.

Reduzir o consumo de álcool: O consumo moderado de bebidas alcoólicas pode diminuir o colesterol HDL. Em excesso, o álcool pode causar ganho de peso, o que reduz o nível de HDL.

Medicamentos: Alguns medicamentos para colesterol, incluindo certas estatinas, podem aumentar o nível de colesterol bom (HDL), bem como diminuir o colesterol ruim (LDL). Em geral, esses medicamentos não são usados apenas para aumentar o HDL. Porém, se a pessoa tiver um HDL baixo e um LDL alto, pode precisar de medicação.

Certos medicamentos podem diminuir os níveis de HDL em algumas pessoas, tais como:

  • Betabloqueadores (medicamento para pressão arterial);
  • Esteroides anabolizantes, incluindo testosterona, um hormônio masculino;
  • Progestinas (hormônios femininos encontrados em algumas pílulas anticoncepcionais e usados em terapia de reposição hormonal);
  • Benzodiazepínicos (sedativos frequentemente usados para ansiedade e insônia).

Para maiores esclarecimentos sobre colesterol, consulte um médico clínico geral ou médico de família.

Pode lhe interessar também: 10 alimentos que vão ajudar a baixar o colesterol

Alopecia areata: o que é, quais as causas, sintomas e tratamento?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Alopecia areata é uma doença que caracteriza-se por áreas redondas de falha no cabelo e que pode levar à calvície total. A alopecia capilar afeta apenas o couro cabeludo, provocando um "buraco" nos cabelos, que caem em forma de círculo num lugar específico. Já na alopecia areata universal, mais rara, ocorre queda dos pelos de todo o corpo. Devido às suas características, a alopecia areata é popularmente chamada de "peladeira" ou "pelada".

A doença pode afetar homens, mulheres (alopecia feminina) e crianças (alopecia infantil). Alguns indivíduos com essa condição têm histórico de alopecia na família.

A alopecia areata não é contagiosa e por isso não se "pega" nem é transmitida de pessoa para pessoa.

Quais as causas da alopecia areata?

As causas da alopecia areata estão associadas a fatores genéticos. Trata-se de uma doença autoimune, uma vez que o sistema imunológico da própria pessoa ataca os folículos capilares saudáveis. Em algumas pessoas, a perda de cabelo pode ocorrer após um evento marcante na vida, como doença, gravidez ou trauma.

Alopecia areata Quais os sintomas da alopecia areata?

A queda de cabelo ou de pelos geralmente é o único sintoma da alopecia areata. Algumas pessoas também podem sentir uma sensação de queimação ou coceira nos locais sem cabelo.

A alopecia areata geralmente começa com uma ou mais áreas de perda de cabelo na cabeça que medem de 1 a 4 cm. As falhas no cabelo ocorrem com mais frequência no couro cabeludo.

Porém, em algumas pessoas, a alopecia também pode surgir na barba, nas sobrancelhas, nos pelos pubianos, nos braços ou nas pernas. Também pode haver fendas nas unhas.

As áreas onde o cabelo caiu são lisas, redondas e podem ser da cor de pêssego. Às vezes, são observados cabelos que parecem com pontos de exclamação nas bordas das partes calvas.

Cerca de 6 meses após o início dos sintomas, a alopecia pode causar a queda de todo o cabelo. Contudo, isso não acontece em todos os casos e é um evento raro.

Qual é o tratamento para alopecia areata?

Se a perda de cabelo não for generalizada, a alopecia melhora e reverte totalmente e o cabelo volta a crescer em alguns meses, sem necessidade tratamento. Quando a queda de cabelo é mais intensa, o tratamento da alopecia areata pode incluir injeção de corticoides sob a pele, uso de pomada com corticoides, terapia com luz ultravioleta, além de outros medicamentos aplicados na pele.

Contudo, não existe um tratamento eficaz ou específico para tratar a alopecia. O objetivo do tratamento é controlar a doença, diminuir as falhas de cabelo e evitar que surjam novas áreas de perda de cabelo ou peso.

Alopecia areata tem cura?

Em geral, a alopecia areata melhora totalmente após alguns meses, com a recuperação total do cabelo. Quando voltam a crescer, os cabelos podem ser brancos, voltando depois à sua cor normal.

No entanto não é possível falar exatamente em cura definitiva, porque algumas pessoas acometidas podem apresentar outros episódios de queda de cabelo no decorrer da vida. Raramente os fios podem não voltar. Isso normalmente ocorre em casos de:

  • Alopecia areata que começa em idade precoce;
  • Eczema;
  • Alopecia prolongada;
  • Perda de cabelo generalizada ou completa do couro cabeludo ou do corpo.

O médico dermatologista é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da alopecia areata.

Qual é o colesterol bom: LDL ou HDL?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O colesterol bom é o HDL. Sua sigla (HDL) vem do inglês e significa lipoproteína de alta densidade. Ele é chamado de colesterol “bom” porque além de não se aderir a parede do vaso sanguíneo devido ao seu peso, também remove o colesterol ruim (LDL) da circulação, transportando-o para o fígado, que depois elimina o LDL do corpo.

O HDL, por ter alta densidade, é mais “pesado” e por isso não flutua na superfície do sangue. Dessa forma, não se acumula nas paredes dos vasos sanguíneos e não forma placas de gordura que podem obstruir as artérias e causar infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Já o LDL é chamado de colesterol “ruim”, porque pode se acumular nas paredes das artérias e formar essas placas de gordura quando em níveis elevados. A sigla LDL também vem do inglês e significa lipoproteína de baixa densidade. Isso significa que o colesterol LDL é mais “leve”.

Por isso, um nível de colesterol HDL alto é benéfico à saúde. Ao contrário, o nível sérico de LDL elevado, aumenta o risco de doenças cardio e cerebrovasculares.

O que é colesterol?

O colesterol é um tipo de gordura presente em todas as células do corpo, produzido pelo fígado e também encontrado em diversos alimentos, como carnes e laticínios. O corpo necessita de colesterol para funcionar adequadamente, mas o excesso de colesterol no sangue aumenta o risco de doenças cardio e cerebrovasculares, como infarto e derrame cerebral (AVC).

O que é colesterol HDL e LDL?

O colesterol HDL e o colesterol LDL são dois tipos de lipoproteínas, uma combinação de gorduras (lipídios) e proteínas. Os lipídios precisam se ligar às proteínas para serem transportados no sangue. As proteínas funcionam como uma espécie de “peso”, já que a gordura é menos “pesada” (densa) que o sangue e de outra forma iria flutuar livremente na corrente sanguínea e não poderia ser transportada.

Qual deve ser o nível de colesterol bom (HDL)?
Idade Nível de colesterol bom (HDL)
Homens e mulheres com até 19 anos Mais de 45 mg/dL
Homens a partir dos 20 anos Mais de 40 mg/dL
Mulheres a partir dos 20 anos Mais de 50 mg/dL
Como aumentar o colesterol bom (HDL)? Ter uma dieta saudável

Para aumentar os níveis do colesterol bom (HDL), é necessário aumentar o consumo de gorduras boas (insaturadas) e diminuir a ingesta de gorduras ruins (saturadas e trans).

A gordura saturada está presente em alimentos como leite integral, queijo, carnes com alto teor de gordura (salsichas, bacon) e refeições preparadas com manteiga, banha de porco e óleo vegetal hidrogenado. As gorduras trans são encontradas em algumas margarinas, frituras e alimentos processados.

Já as gorduras insaturadas, consideradas “boas”, são encontradas no abacate, em óleos vegetais como azeite e nozes.

Nutricionistas recomendam limitar o consumo de carboidratos, especialmente açúcar, e aumentar o consumo de alimentos ricos em fibras, como aveia e feijão.

Controlar o peso

Perder peso é uma forma de aumentar o nível de colesterol HDL, sobretudo se a pessoa tiver muita gordura na circunferência abdominal (cintura).

Praticar exercício físico

A prática regular de atividade física pode aumentar o colesterol bom (HDL) e reduzir o colesterol ruim (LDL). Para isso, recomenda-se fazer exercícios pelo menos por 30 minutos, pelo menos 4 vezes por semana. O ideal, sempre que possível é se exercitar todos os dias.

Não fumar

Fumar ou se expor à fumaça do cigarro pode reduzir o nível de colesterol HDL.

Reduzir o consumo de álcool

O consumo moderado de bebidas alcoólicas pode diminuir o colesterol HDL. Em excesso, o álcool pode causar ganho de peso, o que reduz o nível de HDL e aumenta o LDL.

Quais medicamentos podem aumentar ou baixar o colesterol bom (HDL)?

Alguns medicamentos para colesterol, como as estatinas, podem aumentar o colesterol bom (HDL) e diminuir o colesterol ruim (LDL). Em geral, essas medicações não são prescritas apenas para aumentar o HDL, mas principalmente para reduzir o LDL.

Por outro lado, alguns medicamentos podem diminuir os níveis de HDL, tais como:

  • Betabloqueadores (medicamento para pressão arterial);
  • Esteroides anabolizantes, incluindo testosterona, um hormônio masculino;
  • Progestinas (hormônios femininos usados em algumas pílulas anticoncepcionais e em terapia de reposição hormonal);
  • Benzodiazepínicos (sedativos frequentemente usados para ansiedade).

Para maiores esclarecimentos sobre colesterol HDL e LDL, consulte um médico de família ou um clínico geral.

Leia também: Qual o risco de ter o colesterol HDL (colesterol bom) abaixo do ideal?

Enxaqueca: como aliviar a dor de cabeça?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Para aliviar a dor de cabeça da enxaqueca, recomenda-se:

  • Tomar medicamentos analgésicos ou anti-inflamatórios logo que surjam os primeiros sintomas de uma crise,
  • Beber água para evitar a desidratação (sobretudo se houver vômitos),
  • Repouso em ambiente calmo e escuro,
  • Medicamentos para náuseas e vômitos, se for o caso, também ajudam na melhora mais rápida dos sintomas.

Os remédios indicados para aliviar a dor de cabeça incluem paracetamol®, ibuprofeno®, naproxeno® ou ácido acetilsalicílico®, sobretudo quando a enxaqueca é leve.

No entanto, é importante lembrar que tomar medicamentos para dor por mais de 3 dias por semana pode causar dor de cabeça por uso abusivo de medicamentos. Esse tipo de dor, causada pelo consumo excessivo de analgésicos, deve ser tratada por um especialista, neurologista ou cefaliatra (médico que trata cefaleias).

Além disso, tomar muito paracetamol, ibuprofeno ou ácido acetilsalicílico, podem causar danos no fígado, estômago ou nos rins.

Para casos mais graves ou refratários aos analgésicos comuns, existem outras opções, como os triptanos sob a forma de comprimidos, sprays nasais, supositórios ou injeções e mais recentemente, a inclusão da aplicação de toxina botulínica tipo A (Botox®), nos casos de cefaleia tensional refratária.

Como curar enxaqueca?

A enxaqueca não tem cura. O objetivo do tratamento é aliviar os sintomas e prevenir as crises, evitando ou alterando os fatores que desencadeiam as enxaquecas.

Mudanças no estilo de vida ajudam bastante a reduzir as crises, tais como:

  • Melhorar a qualidade do sono, dormir o suficiente e sempre que possível mantendo uma rotina de horários;
  • Melhorar os hábitos alimentares, incluindo não pular refeições e evitar alimentos que desencadeiam as crises;
  • Evitar ou aprender a controlar o estresse;
  • Perder peso, quando necessário.
O que é enxaqueca e quais são os sintomas?

Enxaqueca é um tipo de dor de cabeça com sinais e sintomas bem característicos. São eles:

  • Dor intensa, tipo latejante ou pulsátil,
  • Unilateral (podendo se espalhar após algum tempo),
  • Piora com a luz ou barulhos,
  • Associada a náuseas e vômitos,
  • História familiar presente (mãe, pai ou irmãos com enxaqueca).

Outros sintomas neurológicos da enxaqueca incluem bocejos, dificuldade de concentração, dificuldade para encontrar palavras, tontura, fraqueza, dormência e formigamento.

Os sintomas duram em média 6 a 8 horas, podendo chegar a 3 dias de dor contínua, o que chamamos de "crise enxaquecosa". Situação que acaba por levar o paciente a um serviço de emergência, para tratamento mais efetivo.

Quais as causas da enxaqueca?

A enxaqueca é causada por uma atividade anormal do cérebro, que pode ser desencadeada por muitos fatores. No entanto, o conjunto exato dos fatores que provocam enxaqueca é desconhecido e variam de pessoa para pessoa.

Acredita-se que a crise começa no cérebro e envolve vias nervosas e químicas, causando dilatação dos vasos sanguíneos. Essas alterações afetam o fluxo sanguíneo no cérebro e nos tecidos ao redor.

Em geral, a enxaqueca se inicia na infância ou adolescência. A primeira crise após os 30 anos de idade fala contra o diagnóstico de enxaqueca. A doença é mais frequência em mulheres e está relacionada com história familiar de dores de cabeça.

Uma crise de enxaqueca pode ser desencadeada por:

  • Jejum ou Pular refeições;
  • Abstinência de cafeína;
  • Alterações hormonais durante o ciclo menstrual ou devido ao uso de pílula anticoncepcional;
  • Alterações nos padrões de sono, como não dormir o suficiente;
  • Consumo de bebidas alcoólicas;
  • Exercício extenuante ou outro estresse físico;
  • Barulhos intensos ou luzes brilhantes;
  • Cheiros e perfumes;
  • Tabagismo ou exposição à fumaça do cigarro;
  • Estresse e ansiedade.

Certos alimentos também podem causar enxaqueca. Os mais comuns são:

  • Chocolate;
  • Laticínios, especialmente queijos amarelos;
  • Produtos com glutamato monossódico;
  • Alimentos que contêm tiramina, como vinho tinto, queijo curado, peixe defumado, fígado de galinha, figo e algumas leguminosas;
  • Carnes que contenham nitratos (bacon, salsicha, salame, carnes curadas);
  • Amendoim, nozes, amêndoas, avelãs;
  • Alimentos processados, fermentados ou marinados.
Qual a diferença de enxaqueca com aura e sem aura?

Existe um sinal que antecede a dor de cabeça, conhecido por aura, porém nem todos os portadores de enxaqueca percebem esse sinal. Os casos em que a aura é evidentes, representam as enxaquecas "com aura". Quando a enxaqueca já se inicia com a dor, é definida por enxaqueca "sem aura".

Portanto, a aura é um grupo de sintomas neurológicos que são considerados um sinal de alerta de que uma enxaqueca está se aproximando.

A aura mais comum é a aura visual, com alterações na visão como:

  • Pontos de cegueira temporária ou manchas coloridas;
  • Visão turva;
  • Dor nos olhos;
  • Ver estrelas, linhas em zigue-zague ou luzes piscando;
  • Visão em túnel (ver apenas objetos mais próximos do centro do campo de visão).

Porém pode haver outros tipos de aura, como dor de estômago, tontura, mal-estar. O paciente com o tempo passa a reconhecer a sua aura, o que auxilia muito no seu tratamento.

O tratamento nesse momento de aura, possibilita a interrupção da irritação neuronal e muitas vezes o impedimento da crise de dor.

O médico neurologista é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da enxaqueca.

Leia também: Qual é o tratamento da enxaqueca?.

Como entender os resultados do exame de gravidez Beta-hCG?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O exame Beta-hCH é um exame de sangue usado para diagnosticar a gravidez. O exame serve para detectar a presença do hormônio gonadotrofina coriônica humana (hCG) no sangue. O hCG normalmente só é produzido pelo corpo da mulher se ela estiver grávida. Contudo, o nível de hCG também pode estar elevado em mulheres com certos tipos de tumores ovarianos.

O exame de gravidez Beta-hCG pode ser qualitativo ou quantitativo. O resultado do Beta-hCG qualitativo indica apenas “positivo” ou “negativo”. Se der positivo, a mulher está grávida. Resultados negativos indicam ausência de gravidez.

Já o Beta-hCG quantitativo indica a quantidade do hormônio hCG no sangue. Os resultados são baseados em valores. Trata-se de um exame mais usado para determinar as semanas de gestação, já que o exame de sangue Beta-hCG qualitativo já é suficiente para confirmar a gravidez.

A medição quantitativa de hCG ajuda a determinar a idade exata do feto, além de auxiliar o diagnóstico de gravidez anormal, como gravidez ectópica e gravidez molar, além de abortos.

O Beta-hCG quantitativo também é usado como parte de um teste de rastreio para a síndrome de Down e também para diagnosticar condições não relacionadas à gravidez que podem aumentar os valores de hCG.

Como entender os resultados do exame Beta-hCG quantitativo?

Os resultados do exame Beta-hCG quantitativo são apresentados em mUI/mL. Mulheres que não estão grávidas apresentam resultados com valores abaixo de 5 mUI/mL.

Na gravidez, o nível de hCG aumenta rapidamente durante o 1º trimestre de gestação e depois cai ligeiramente. Os valores esperados de hCG em mulheres grávidas são baseados no tempo de gravidez.

Valores normais de Beta-hCG
  • 3 semanas: 5 a 72 mUI/mL;
  • 4 semanas: de 10 a 708 mUI/mL;
  • 5 semanas: de 217 a 8.245 mUI/mL;
  • 6 semanas: 152 a 32.177 mUI/mL;
  • 7 semanas: 4.059 a 153.767 mUI/mL;
  • 8 semanas: de 31.366 a 149.094 mUI/mL;
  • 9 semanas: de 59.109 a 135.901mUI/mL;
  • 10 semanas: de 44.186 a 170.409 mUI/mL;
  • 12 semanas: de 27.107 a 201.165 mUI/mL;
  • 14 semanas: de 24.302 a 93.646 mUI/mL;
  • 15 semanas: de 12.540 a 69.747 mUI/mL;
  • 16 semanas: de 8.904 a 55.332 mUI/mL;
  • 17 semanas: de 8.240 a 51.793 mUI/mL;
  • 18 semanas: de 9.649 a 55.271 mUI/mL.

Vale lembrar que os valores de Beta-hCG podem variar um pouco entre os laboratórios.

Valores de Beta-hCG alterados

Se os valores de Beta-hCG estiverem acima do esperado, seja para mulheres grávidas ou não grávidas, podem ser sinal de:

  • Gravidez com mais de um feto, como gêmeos ou trigêmeos;
  • Coriocarcinoma uterino (câncer grave do útero);
  • Mola hidatiforme ou gravidez molar (complicação rara de gravidez em que ocorre multiplicação anormal de células da placenta);
  • Câncer de ovário;

Durante a gravidez, valores de Beta-hCG abaixo do normal, de acordo com o estágio gestacional, podem indicar:

  • Morte do feto;
  • Aborto incompleto;
  • Ameaça de aborto espontâneo;
  • Gravidez ectópica (gestação fora do útero).
Exame Beta-hCG qualitativo pode dar resultado falso positivo?

Sim, o exame Beta-hCG qualitativo pode dar resultado falso positivo, ou seja, o resultado é “positivo” e a mulher não está grávida. Isso pode ocorrer em caso de:

  • Gravidez ectópica (gestação fora do útero);
  • Aborto espontâneo;
  • Tumor trofoblástico;
  • Mola hidatiforme ou gravidez molar;
  • Câncer de ovário.
Exame Beta-hCG qualitativo pode dar resultado falso negativo?

Sim, o exame Beta-hCG qualitativo pode dar resultado falso negativo, ou seja, o resultado é “negativo” e a mulher está grávida. Isso pode ocorrer se o exame for feito antes de completar uma semana de gravidez, quando os níveis de hCG ainda estão muito baixos para serem detectados no sangue. Por isso, é necessário esperar pelo menos 7 dias após a concepção para fazer o exame.

O médico que solicitou o exame Beta-hCG é o responsável pela análise e interpretação dos resultados.

Cristais na urina: o que significa, quais as causas e os sintomas?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os cristais na urina são formados quando algumas das várias substâncias presentes na urina se tornam sólidas. A presença de pequenos cristais na urina é considerada normal. Contudo, cristais maiores ou alguns tipos de cristais podem se transformar em cálculo renal (pedra nos rins).

Os cálculos renais são formações duras como pedras, que podem ficar presos no rim e obstruir a passagem da urina, causando inchaço no órgão e dor intensa.

Os cristais na urina podem se transformar em pedras ao longo de semanas ou meses. Os cristais podem ser identificados através de um exame de urina que analisa a quantidade, o tamanho e o tipo de cristais.

Um cálculo renal pode ser pequeno como um grão de areia ou grande como uma ervilha, podendo ser ainda maior em alguns casos. Apesar de raramente causarem danos mais sérios, as pedras nos rins podem causar muita dor.

O teste de cristais na urina faz parte do exame microscópico da urina. Pode ser usado para diagnosticar pedras nos rins ou problemas no metabolismo.

A presença de muitos cristais, cristais grandes ou certos tipos de cristais na urina pode indicar que a pessoa tenha pedra nos rins. O cálculo renal pode ou não necessitar de tratamento. Se a pedra for pequena, ela pode ser eliminada com a urina, causando pouca ou nenhuma dor.

Quais os tipos de cristais que podem estar na urina?

Os cristais de cálcio são os mais comuns, sendo mais frequentes em homens entre 20 e 30 anos de idade. O cálcio pode combinar com outras substâncias para formar cristais e tornar-se pedra. A mais comum delas é o oxalato, que está presente em certos alimentos, como o espinafre, e em suplementos de vitamina C. Quando se une ao cálcio, forma cristais de oxalato de cálcio.

Doenças do intestino delgado também aumentam o risco de formação de cristais de cálcio, que também podem ser formados a partir da combinação com fosfato ou carbonato.

Outros tipos de cristais que podem estar na urina incluem:

Cristais de cistina: podem se formar em pessoas com cistinúria. Esse distúrbio é hereditário, afeta homens e mulheres e caracteriza-se pela eliminação de cistina (um tipo de aminoácido) pela urina.

Cristais de estruvita: são encontrados principalmente em mulheres com infecção do trato urinário. Podem formar pedras que crescem muito e podem bloquear os rins, os ureteres ou a bexiga.

Cristais de ácido úrico: são mais comuns em homens do que em mulheres. Podem surgir devido à gota ou quimioterapia.

Quais os sintomas de cristais na urina?

Os cristais na urina não causam sintomas, exceto nos casos em que já se transformaram em pedra. Pessoas com cálculo renal podem apresentar os seguintes sinais e sintomas:

  • Dor aguda no abdômen, localizada em apenas um lado do corpo ou na virilha;
  • Dor nas costas (região lombar);
  • Presença de sangue na urina;
  • Aumento da frequência urinária;
  • Dor ao urinar;
  • Urina turva ou com mau cheiro;
  • Náuseas;
  • Vômito.

Para maiores informações sobre a presença de cristais na urina, consulte um médico de família, um clínico geral, um nefrologista ou um urologista.

Quais as doenças que causam cansaço?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O cansaço ou fadiga é uma sensação de falta de energia, motivação ou exaustão. O cansaço excessivo é diferente de ter sono. Sonolência é sentir necessidade de dormir. Porém, o sono e a apatia (sentimento de não se importar com o que acontece) podem ser sintomas que acompanham o cansaço.

O cansaço excessivo pode ser uma resposta normal e importante do corpo ao esforço físico, estresse emocional, tédio ou falta de sono. A fadiga é um sintoma comum e geralmente não é sinal de nenhuma doença grave.

Porém, em alguns casos, o cansaço pode ser um sinal de um distúrbio físico ou mental mais grave. Quando a fadiga não é aliviada depois de dormir ou comer bem ou aliviar o estresse, é preciso fazer uma avaliação médica para investigar as causas.

Quais as possíveis causas do cansaço?

Existem muitas doenças e condições que podem causar cansaço excessivo, fadiga ou excesso de sono. As mais comuns incluem:

  • Anemia;
  • Depressão ou pesar;
  • Deficiência de ferro (mesmo sem estar com anemia);
  • Uso de medicamentos (anti-histamínicos, medicamentos para pressão arterial, sedativos, antidepressivos, esteroides e diuréticos);
  • Dor persistente;
  • Distúrbios do sono, como insônia, apneia do sono ou narcolepsia;
  • Hipotireoidismo ou hipertireoidismo;
  • Uso de álcool ou drogas, principalmente se forem usados com frequência.

O cansaço também pode ser sintoma de doenças, como:

  • Doença de Addison (um distúrbio que ocorre quando as glândulas suprarrenais não produzem hormônios suficientes);
  • Anorexia ou outros distúrbios alimentares;
  • Artrite, incluindo artrite reumatoide juvenil;
  • Doenças autoimunes, como lúpus eritematoso sistêmico;
  • Câncer;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Diabetes;
  • Fibromialgia;
  • Infecções (endocardite bacteriana, infecções parasitárias, hepatite, HIV/AIDS, tuberculose, mononucleose);
  • Doença renal;
  • Doença hepática;
  • Desnutrição.

Quando o cansaço é crônico, pode ser um sinal da síndrome da fadiga crônica. Trata-se de uma condição em que os sintomas do cansaço persistem por pelo menos 6 meses e não aliviam com o descanso. A fadiga pode piorar com atividade física ou estresse mental. O diagnóstico é baseado num grupo específico de sintomas e depois de serem excluídas todas as outras causas do cansaço.

Como diminuir o cansaço?
  • Durma bem todas as noites;
  • Tenha uma dieta saudável e equilibrada e beba bastante água (pelo menos 2 litros) durante o dia;
  • Pratique exercícios físicos regularmente;
  • Controle o estresse, encontrando maneiras de relaxar ou alterando situações estressantes;
  • Tome suplementos multivitamínicos;
  • Evite fumar, consumir bebidas alcoólicas e drogas.

Pessoas que sofrem de dor crônica ou depressão prolongada geralmente melhoram do cansaço quando essas causas são tratadas. Contudo, alguns medicamentos antidepressivos podem causar ou piorar a fadiga. Se a medicação causar esse efeito colateral, pode ser necessário ajustar a dose ou mudar de medicamento.

Usar estimulantes, como cafeína, não é uma forma eficaz de combater o cansaço. Isso pode piorar a fadiga quando eles são suspensos. Sedativos também tendem a piorar o quadro.

Quando procurar um médico se estiver com cansaço?

Procure atendimento médico se o cansaço vier acompanhado de outros sinais e sintomas, como:

  • Confusão mental ou tontura;
  • Visão turva;
  • Eliminação de pouca ou nenhuma urina, ganho de peso recente ou inchaço;
  • Pensamentos de autoagressão ou de suicídio;
  • Febre ou perda involuntária de peso;
  • Prisão de ventre, pele seca, ganho de peso ou intolerância ao frio;
  • Acordar e voltar a dormir várias vezes durante a noite;
  • Dores de cabeça constantes;
  • Humor triste ou deprimido;
  • Insônia.

Para maiores informações, consulte um médico clínico geral ou médico de família.

Unha encravada: quais as causas e como desencravar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A unha encravada surge quando a borda da unha cresce para dentro da pele do dedo do pé. A pele ao longo da borda da unha encravada pode ficar vermelha e infectada. Os sinais e sintomas podem incluir dor, vermelhidão e inchaço ao redor da unha. O dedão do pé geralmente é o mais afetado, mas qualquer unha do pé pode ficar encravada.

Uma unha encravada pode ter várias causas. As mais comuns incluem o uso de calçados apertados ou largos, além de unhas que não são cortadas adequadamente. Algumas deformidades do pé ou dos dedos também podem exercer pressão adicional sobre os dedos e causar o problema.

A unha encravada pode surgir quando uma pressão é exercida no dedo do pé. Essa pressão é causada pelo uso de sapatos muito apertados ou que não servem direito. Pessoas que andam com frequência ou praticam esportes, por exemplo, podem ter unha encravada se utilizarem calçados apertados.

Quando as unhas dos pés não são devidamente aparadas ou cortadas, também podem ficar encravadas pelas seguintes razões:

  • Se as unhas dos pés forem cortadas muito curtas ou com as bordas arredondadas, em vez de serem cortadas retas, a unha pode se curvar ao crescer e ficar encravada na pele;
  • Cutucar ou arrancar os cantos das unhas também pode causar uma unha encravada.

Algumas pessoas já nascem com unhas curvadas, que tendem a “enterrar-se” na pele, enquanto outras têm unhas grandes demais para os dedos dos pés, o que também pode gerar o problema. Esmagar o dedo do pé ou outras lesões também podem causar unha encravada.

Como desencravar unha encravada?

Para desencravar uma unha encravada, siga os seguintes passos:

1) Mergulhe o pé em água quente 3 a 4 vezes ao dia, durante 20 minutos. Durante o resto do tempo, mantenha o dedo do pé seco;

2) Aplique uma massagem suave na pele inflamada;

3) Coloque um pequeno pedaço de algodão ou de fio dental embaixo da unha. O algodão ou o fio dental devem estar úmidos com água ou antisséptico.

Ao aparar as unhas dos pés:

1) Mergulhe brevemente o pé em água quente para amolecer as unhas;

2) Use um cortador de unhas limpo e afiado;

3) Corte as unhas dos pés em linha reta nas pontas. Não deixe os cantos afunilados ou arredondados, nem corte demais os cantos da unha;

4) Não tente cortar a parte encravada da unha, pois isso só irá piorar o problema;

5) Procure usar sandálias ou chinelos até que a unha já não esteja encravada.

Se a unha continuar encravada ou voltar a encravar, o tratamento deve ser feito por um podólogo, médico de família, ou dermatologista. A unha encravada pode se tornar grave em pessoas com diabetes, má circulação sanguínea e problemas neurológicos.

Nesses casos, a parte encravada da unha é removida e levará de 2 a 4 meses para a unha voltar a crescer. Se o dedo do pé estiver infectado, podem ser prescritos medicamentos antibióticos.

O tratamento para unha encravada geralmente controla a infecção e alivia a dor. Contudo, a condição tende a voltar se a pessoa não tiver bons cuidados com os pés.

Pessoas com diabetes, danos nos nervos da perna ou do pé, má circulação nos pés ou infecção na unha, não devem tentar tratar a unha encravada em casa. Nesses casos, recomenda-se procurar um podólogo, médico de família ou dermatologista. O mesmo deve ser feito se o tratamento feito em casa não funcionar e a unha encravada piorar.

O que é o exame de PSA para câncer da próstata?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O exame de PSA (antígeno prostático específico) é um exame indicado para ajudar a diagnosticar e monitorar as doenças da próstata, como por exemplo o câncer.

Trata-se de um exame de sangue capaz de identificar os níveis de PSA, uma proteína produzida pela próstata. A próstata é uma pequena glândula que faz parte do sistema reprodutivo do homem, localizada embaixo da bexiga e responsável por produzir o líquido que compõe o sêmen.

Em geral, os homens apresentam um baixo nível de PSA no sangue. Quando o PSA está alto, pode ser um sinal de câncer de próstata. Porém, também podem indicar problemas não-cancerígenos da próstata, como infecção ou hiperplasia (aumento benigno da próstata).

Medir as taxas de PSA total pode aumentar a probabilidade de identificar um câncer de próstata na fase inicial. Contudo, não há um consenso sobre os valores para essa afirmação. Por isso, os resultados devem ser avaliados caso a caso, juntamente com outros fatores, como a idade, raça, uso de medicamentos, história familiar, entre outros.

Vale lembrar que os resultados do exame de PSA não são suficientes para diagnosticar o câncer de próstata. Somente com uma biópsia da próstata esse câncer pode ser confirmado.

Indicações de biópsia de próstata

A biópsia de próstata é um procedimento cirúrgico simples, que pode ser guiado por exames de imagem para maior exatidão. O procedimento consiste em retirar uma pequena amostra de tecido do órgão para análise em laboratório. As principais indicações para esse procedimento são:

  • Infecção de próstata de repetição, ou que não melhora com o tratamento medicamentoso;
  • PSA constantemente alto ou aumentando à medida que o teste é repetido;
  • Toque retal alterado;
  • Exame de PSA livre muito baixo (quanto mais baixo for o resultado do exame de PSA livre, maiores são as chances de câncer de próstata);
  • Exame de PCA-3 (teste genético, através do exame de urina, ainda em fase experimental);
  • Índice de Saúde da Próstata (PHI) aumentado.
    • O PHI é um teste de rastreio novo, com alta sensibilidade, realizado a partir da combinação de três testes sanguíneos (PSA, PSA livre e p2PSA), que tem evitado o número elevado de indicações desnecessárias de procedimentos cirúrgicos (biópsias).
Quando o exame de PSA é indicado?

Embora as indicações sejam controversas, a maioria concorda com as seguintes indicações: Investigar doenças da próstata, monitorar indivíduos que foram tratados para câncer de próstata, alterações no toque retal e presença de fatores de risco para desenvolver câncer de próstata.

Os principais fatores de risco são: história da doença na família (pai ou irmão), idade, uma vez que o câncer de próstata é mais comum em homens com mais de 50 anos e sinais e sintomas de alterações na próstata, como dor ao urinar, aumento do número de micções e dor pélvica ou nas costas.

Quais os valores normais de PSA?

O valor normal de PSA é de 4 ng/ml de sangue. Para a maioria dos homens com 50 anos ou menos, o PSA deve estar abaixo de 2,5. Homens mais velhos costumam ter níveis de PSA total um pouco mais altos do que homens jovens.

Leia também: Quais são os valores de referência do PSA?

PSA alto é sinal de câncer de próstata?

Um nível de PSA alto está associado a doenças de próstata como o câncer de próstata. Porém, como citado acima, pode se apresentar elevado em outras situações, como:

  • Aumento da próstata (hiperplasia benigna);
  • Traumatismo;
  • Infecção da próstata (prostatite);
  • Infecção urinária;
  • Exames recentes da bexiga (cistoscopia) ou da próstata (biópsia);
  • Colocação recente de cateter na bexiga;
  • Ejaculação ou relação sexual recente.

Saiba mais em: Quando o PSA dá elevado significa um tumor?

Como é o preparo para o exame de PSA?

Na maioria dos casos, não são necessários cuidados especiais para se preparar para o exame de PSA. Porém, é importante informar ao médico se está tomando algum medicamento, já que certas medicações podem baixar o nível de PSA.

Também é preciso abster-se de ejacular durante os 3 dias anteriores ao exame de sangue, pois a liberação de sêmen pode aumentar os níveis de PSA.

O médico urologista é o especialista indicado para prescrever e analisar os resultados do exame de PSA.

Também podem lhe interessar: Como é feito o exame PSA livre?

Quando a cor da urina pode ser sinal de doenças?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A cor normal da urina é amarelo claro. Se a urina não estiver amarela ou incolor, pode ser sinal de alguma doença. Além de doenças, existem condições que da mesma forma alteram a coloração da urina enquanto presentes, como: a desidratação, uso de medicamentos ou consumo de determinados alimentos.

Dependendo da causa, a urina pode se apresentar com coloração leitosa, turva, escura, marrom, rosa, vermelha, verde ou azul.

Urina leitosa ou turva

Uma urina com cor leitosa ou turva na maioria das vezes é um sinal de infecção do trato urinário. Nesses casos, é comum vir associada a um cheiro desagradável. A urina leitosa também pode ser causada pela presença de cristais, em pacientes com cálculo renal, gordura, glóbulos brancos, glóbulos vermelhos ou muco na urina.

Leia também: Muco na urina, o que pode ser?

Urina marrom escura

A urina marrom escura, mas transparente, pode ser um sinal de algum problema no fígado, como hepatite viral aguda ou cirrose, que causa excesso de bilirrubina na urina.

Leia também: Urina escura: o que pode ser?

Urina rosa, vermelha ou marrom clara

Urina rosa, vermelha ou de coloração marrom clara pode ter como causas:

  • Ingestão de beterraba, amoras ou certos corantes alimentares;
  • Distúrbios na coagulação (Anemia hemolítica);
  • Lesão nos rins ou doenças no trato urinário;
  • Uso de medicamentos;
  • Porfiria;
  • Sangue proveniente de sangramento vaginal;
  • Tumor na bexiga ou nos rins.
Urina amarela escura ou laranja

Quando a urina está amarela escura ou laranja, a causa pode estar relacionada com quadro de desidratação, consumo de suplementos, vitaminas do complexo B ou caroteno, ainda, ingesta exagerada de alimentos amarelos/laranja, uso de medicamento analgésico (fenazopiridina), antibiótico (rifampicina), anticoagulante (varfarina) ou uso recente de laxantes.

Urina verde ou azul

Urina verde ou azul pode ser causada por consumo de corantes artificiais presentes em alimentos ou medicamentos, azul de metileno, por exemplo, e infecções do trato urinário.

Saiba mais no link: Urina sai verde, o que pode ser?

Quando procurar um médico se a cor da urina não estiver normal?

Procure um médico no caso de:

  • A urina apresentar uma cor anormal sem uma razão aparente, sem relação com consumo de alimentos ou medicamentos;
  • Se a coloração anormal persistir por mais de 3 dias;
  • Na presença de sangue na urina;
  • No caso de urina marrom.

Para maiores esclarecimentos, consulte um médico clínico geral ou médico de família.

Pode lhe interessar também: Sangue na urina, o que pode ser?

Herpes simples: o que é, o que causa, quais os sintomas e tratamento?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Herpes simples é uma doença causada pelos vírus herpes simplex tipo 1 (HSV-1) e tipo 2 (HSV-2). A infecção se caracteriza pelo aparecimento de feridas, além de bolhas pequenas e dolorosas na boca (herpes labial) ou nos órgãos genitais (herpes genital).

O herpes simplex tipo 1 afeta frequentemente a boca e os lábios, causando herpes labial.

Herpes simples (herpes labial)

Já o herpes simplex tipo 2 quase sempre causa herpes genital, afetando a pele ou as mucosas dos órgãos genitais. Trata-se de uma infecção sexualmente transmissível. Pode ser transmitido através do contato com a pele ou através de secreções orais ou genitais.

No entanto, ambos podem causar herpes labial ou genital através do contato com feridas ativas.

Como ocorre a transmissão do herpes simples?

A pessoa pode adquirir herpes simples se a sua pele, boca ou órgãos genitais entrar em contato com alguém que tenha lesões ativas (surto). A transmissão também pode ocorrer através do contato com objetos infectados pelo vírus, como barbeadores, toalhas, pratos e outros objetos compartilhados.

No caso do herpes simplex tipo 2, o vírus pode ser transmitido mesmo quando não há lesões ou outros sinais e sintomas presentes. O que dificulta perceber a presença da doença.

A maioria das pessoas é infectada pelo herpes simplex tipo 1 antes de completar 20 anos de idade. Após a primeira infecção, o vírus fica inativo nos nervos do organismo. Quando se torna ativo, causa as lesões que caracterizam o herpes simples.

Quais os sintomas do herpes simples? Sintomas de herpes labial

Na maioria dos casos, os sintomas típicos do herpes labial aparecem depois de uma a três semanas do contato com o vírus e após sintomas de "aviso".

Os “sintomas de aviso” incluem:

  • Coceira nos lábios ou na pele ao redor da boca;
  • Queimação perto dos lábios ou na região da boca;
  • Formigamento próximo dos lábios ou da boca;
  • Dor de garganta;
  • Febre;
  • Gânglios inchados (nódulos);
  • Dor para engolir.

Depois, surgem as lesões características, que são:

  • Inicialmente pequenas bolhas vermelhas que estouram e liberam secreção,
  • A seguir, surgem pequenas bolhas cheias de líquido amarelado e claro,
  • Na fase final, as bolhas ficam amareladas cobertas por uma crosta,
  • Por fim, quando as lesões desaparecem, a pele no local fica rosada e mais sensível durante alguns dias.

O tempo de duração dos sintomas pode ser de até 3 semanas.

Sintomas de herpes genital

Muitas pessoas com herpes genital nunca apresentam lesões ou manifestam sintomas muito leves, que podem passar despercebidos ou ser confundidos com picadas de insetos ou outras condições que afetam a pele.

Contudo, nos casos em que ocorrem sinais e sintomas durante o primeiro surto, as manifestações podem ser graves. O primeiro surto geralmente ocorre depois de dois dias a duas semanas que ocorreu a infecção.

Os sintomas gerais do herpes genital incluem:

  • Diminuição do apetite;
  • Febre;
  • Mal estar geral;
  • Dores musculares na região da coluna lombar, nádegas, coxas ou joelhos;
  • Presença de nódulos (“ínguas”) dolorosos na virilha.

Na região genital aparecem pequenas bolhas dolorosas, preenchidas com um líquido claro ou amarelado. Quando as bolhas se rompem, deixam feridas superficiais muito dolorosas no local, que depois formam crostas e curam-se lentamente durante 7 a 14 dias ou mais.

Antes que as bolhas apareçam, pode haver formigamento, queimação, coceira ou dor no local onde elas irão surgir.

As lesões podem ocorrer na vagina, no colo do útero, ao redor do ânus, nas coxas, nas nádegas, no pênis e no saco escrotal. O vírus herpes simplex tipo 2 também pode infectar outras partes do corpo, como boca, olhos, gengivas, lábios, dedos, entre outras.

Outros sintomas do herpes genital podem incluir:

  • Dor ao urinar;
  • Corrimento vaginal;
  • Dificuldade para esvaziar a bexiga, podendo ser necessário utilizar um cateter.

Um segundo surto pode ocorrer depois de semanas ou meses. Geralmente, é menos intenso e desaparece mais rápido que o primeiro surto. Com o tempo, o número de surtos pode diminuir.

Qual é o tratamento para herpes simples? Tratamento do herpes labial

Os sintomas do herpes labial podem desaparecer espontaneamente depois de uma ou duas semanas, mesmo sem tratamento. Porém, podem ser indicados medicamentos antivirais orais ou em pomada, para ajudar a reduzir a dor e fazer com que os sintomas desapareçam mais rapidamente.

O remédio antiviral mais usado para tratar o herpes simples que afeta a boca é o aciclovir®. A medicação é mais eficaz se for utilizada assim que surgirem os sintomas de alerta, antes do aparecimento das lesões.

Tratamento do herpes genital

O tratamento do herpes genital também é feito com medicamentos antivirais, como aciclovir® ou valaciclovir®. Os remédios ajudam a aliviar a dor e o desconforto durante um surto, curando as lesões mais rapidamente. As medicações costumam ser mais eficazes durante a primeira manifestação do herpes simples do que nos surtos subsequentes.

Em caso de surtos repetidos, o medicamento deve ser tomado assim que o formigamento, queimação ou coceira começarem a surgir.

Pessoas que têm manifestações frequentes de herpes genital podem precisar tomar a medicação diariamente por um tempo, com objetivo de prevenir surtos ou diminuir a duração deles, além de reduzir a chance de transmitir a herpes para outra pessoa.

Recomenda-se que mulheres grávidas com herpes simples genital recebam tratamento durante o último mês de gravidez, para reduzir a probabilidade de surtos no momento do parto. Se houver um surto de herpes próximo ao momento do parto, é indicado o parto por cesariana para diminuir o risco de infectar o bebê.

Quais as possíveis complicações do herpes simples?

O herpes simples pode ser grave e perigoso se ocorrer dentro ou perto dos olhos ou ainda se a pessoa tiver imunidade baixa devido a doenças ou medicamentos. As possíveis complicações do herpes simples podem incluir:

  • Cegueira (quando afeta os olhos);
  • Propagação do vírus para outras partes do corpo, incluindo cérebro, olhos, esôfago, fígado, medula espinhal e pulmões. Essas complicações ocorrem com frequência em pessoas com baixa imunidade;
  • Infecção bacteriana da pele;
  • Infecção generalizada, que pode ser fatal em pessoas com o sistema imunológico debilitado.

Mulheres grávidas que têm uma infecção ativa de herpes genital ao dar à luz podem transmitir a infecção ao bebê. O vírus pode causar uma infecção no cérebro do recém-nascido.

Para maiores esclarecimentos, consulte um médico clínico geral ou um médico de família.

Apendicite aguda: o que é, quais as causas, sintomas e tratamento?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Apendicite aguda é uma condição na qual o apêndice vermiforme fica inflamado. O apêndice é um pequeno “saco”, localizado no intestino grosso. A principal causa da apendicite é a obstrução do apêndice provocada por fezes, corpo estranho, tumor ou parasita.

Apêndice vermiforme inflamado (apendicite aguda) Quais são os sintomas da apendicite aguda?

O primeiro sintoma da apendicite aguda geralmente é a dor ao redor do umbigo ou na parte central e superior do abdômen. A dor na barriga pode ser leve no início, mas torna-se mais aguda e intensa. Outros sintomas iniciais da apendicite podem incluir perda de apetite, náuseas, vômitos e febre baixa.

A dor tende a irradiar para a porção inferior direita do abdômen, 12 a 14 horas depois do início dos primeiros sinais e sintomas. As dores podem piorar ao caminhar, tossir ou fazer movimentos bruscos. Nessa fase, a pessoa pode apresentar calafrios, tremores, endurecimento das fezes, diarreia, febre, náuseas e vômitos.

Os sintomas da apendicite aguda podem variar, podendo ser difícil de detectar em crianças pequenas, adultos mais velhos e mulheres em idade reprodutiva.

Qual é o tratamento para apendicite aguda?

O tratamento da apendicite aguda é feito através de cirurgia, que consiste na retirada do apêndice vermiforme. Se a tomografia computadorizada indicar a presença de abscesso, pode ser necessário tomar antibióticos. Nesses casos, a cirurgia é realizada após o desaparecimento da infecção e da inflamação.

A maioria das pessoas com apendicite aguda recupera-se rapidamente após a cirurgia, desde que o apêndice seja retirado antes de se romper.

Se houver ruptura do apêndice antes do procedimento cirúrgico, a recuperação pode levar mais tempo. Nesses casos, aumentam os riscos de complicações, como formação de abscesso, obstrução intestinal, infecção generalizada no abdômen (peritonite) e infecção da ferida após a cirurgia.

A apendicite aguda é uma emergência médica. Em caso de suspeita de apendicite, procure atendimento médico imediatamente.