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Percevejo: o que fazer em caso de picada e como prevenir?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O percevejo, nesse caso, o percevejo-de-cama, é um inseto que se alimenta de sangue. Os percevejos-de-cama abrigam-se no colchão das camas e podem infestar residências. Uma das espécies mais comuns de percevejo é a Cimex lectalarius.

O percevejo adulto tem cerca de 6 mm e pode viver por mais de 6 meses, mesmo sem se alimentar. O inseto não tem asas, tem o corpo achatado, a coloração é marrom avermelhada e geralmente é encontrado em grupos.

Os percevejos-de-cama costumam estar presentes em locais próximos do seu hospedeiro, como pessoas, cães, gatos e aves. As infestações de percevejo podem ocorrer em residências, hotéis, cruzeiros, teatros, cinemas e transportes coletivos.

Percevejo

Os ovos do percevejo são alongados, claros e medem cerca de 1 mm de comprimento. Cada fêmea pode produzir mais de 200 ovos durante o seu tempo de vida.

O percevejo geralmente foge da luz e fica escondido em locais bem estreitos. À noite, o inseto sai do seu esconderijo para se alimentar de sangue.

Os percevejos-de-cama normalmente entram nas casas através de roupas, colchões e mobílias provenientes de lugares infestados.

O inseto é mais encontrado em locais com baixas condições de higiene e baixo nível socioeconômico.

O que fazer em caso de picada de percevejo?

As picadas do percevejo são mais comuns nas áreas mais expostas do corpo, como rosto, pescoço, braços e mãos. A picada do percevejo-de-cama não provoca dor, mas pode causar grande desconforto, dependendo da sensibilidade da pessoa.

Em caso de picada de percevejo, não coce o local. O mais indicado é apenas lavar a área das picadas com água e sabão. Porém, se a coceira for muito intensa ou na presença de outros sinais e sintomas, procure atendimento médico.

Como saber se minha cama tem percevejo?

A presença de percevejos pode ser percebida pelas picadas, presença de manchas escuras ou marrons nas roupas de cama (fezes de percevejos) e pelo cheiro característico do percevejo, semelhante a coentro (“maria fedida”).

Se houver sinais da presença de percevejos, procure os locais de esconderijo do inseto, como cama, colchão, estrado, roupas de cama, estofados, frestas nas paredes e no chão, móveis, cortinas, entre outros lugares propícios para abrigar percevejos.

Depois, siga os seguintes procedimentos:

1. Faça uma limpeza completa do local, removendo objetos que não são necessários e lave toda a roupa de cama com água bem quente. Depois de lavar a roupa de cama, seque-a numa secadora ou deixe-a ao sol até que fique bem seca;

2. Aspire diariamente os locais de esconderijo dos percevejos para remover os insetos. Depois, embale o saco do aspirador num saco plástico, jogue-o imediatamente fora, ou queime, ou congele por pelo menos 12 horas;

3. Papéis de parede soltos devem ser colados ou removidos, assim como devem ser vedadas todas as frestas e fendas que podem servir de local para abrigar percevejos.

Se essas medidas não funcionarem para eliminar a infestação de percevejos, chame um serviço especializado de dedetização.

Olho de peixe: o que é, como identificar e tratar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O olho de peixe é uma verruga que surge na planta dos pés, daí também ser chamada de verruga plantar. O olho de peixe, assim como todas as outras verrugas, é causada pelo vírus HPV.

O nome desse tipo de verruga, “olho de peixe”, é devido à sua aparência arredondada e elevada, com textura áspera e dura e que tem pequenos pontinhos pretos no meio, o que faz lembrar um olho de peixe.

O olho de peixe pode ser profundo e geralmente é doloroso. Porém, também pode se desenvolver mais superficialmente, sob a forma de placas. Nesses casos, a dor é menor.

Olho de peixe - verruga plantar Como surge o olho de peixe?

As áreas de impacto e traumas, como a planta dos pés, são os locais mais propícios para o desenvolvimento do olho de peixe, já que nessas áreas podem haver pequenos cortes ou rachaduras que favorece, a entrada do HPV na pele.

A transmissão do vírus HPV, responsável pela formação do olho de peixe, ocorre pelo contato direto com outras verrugas ou objetos contaminados.

Como tirar olho de peixe?

O olho de peixe pode desaparecer espontaneamente em poucos meses ou permanecer durante anos. Porém, devido à dor e ao risco de reinfecção, o mais indicado é tirar o olho de peixe através dos tratamentos médicos indicados para isso.

O tratamento do olho de peixe pode ser feito através de crioterapia (congelamento da lesão através da aplicação de nitrogênio líquido), eletrocauterização, aplicação de ácidos, cirurgia para retirar a verruga e uso de medicamentos específicos para estimular o sistema imunológico (imunoterapia).

Não tente tirar o olho de peixe em casa. Manipular ou tentar remover a verruga pode causar lesões que aumentam o risco de infecções e pode ainda favorecer o aparecimento de novos olhos-de-peixe.

Vale lembrar que a vacina contra o HPV não é usada no tratamento do olho de peixe, já que ela não tem efeito sobre as verrugas que já surgiram, mas pode prevenir o aparecimento do olho de peixe.

O diagnóstico e tratamento do olho de peixe pode ser feito por um médico de família ou clínico geral habilitados ou pelo médico dermatologista.

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O que é Hermafroditismo?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O hermafroditismo é uma alteração genética, aonde as pessoas apresentam um desenvolvimento diferente na formação das estruturas genitais internas e externas durante a formação do bebê, que não corresponde a um único gênero quando nasce. Ou seja, a pessoa pode apresentar ao mesmo tempo genitais masculinos e femininos, desde o nascimento.

No ano de 2005 houve um consenso entre os pesquisadores da área, aonde foram propostas mudanças no nome e classificação das alterações. Desde então, o hermafroditismo e alterações semelhantes, passaram a ser denominadas Desordens do desenvolvimento sexual (DDS).

A classificação é bastante extensa, mas sobre o hermafroditismo, está dividida em três grupos básicos: pseudo-hermafroditismo masculino (genitália ambígua com testículos); pseudo-hermafroditismo feminino (genitália ambígua com ovários) e hermafroditismo verdadeiro (testículo e ovário com ou sem genitália ambígua)

Nova nomenclatura para o Hermafroditismo DSD ovotesticular (antigo Hermafroditismo verdadeiro)

No hermafroditismo verdadeiro, a pessoa tem ovários, testículos e órgãos genitais masculinos e femininos. Na maioria dos casos, o hermafrodita verdadeiro tem cromossomos XX, portanto deveria ter apenas genitais femininos, já que as mulheres possuem um par de cromossomos X em cada célula.

O hermafroditismo nesse caso ocorre pelo desenvolvimento dos testículos, o que não deveria acontecer. Isso acontece devido a modificações de genes que ainda não são conhecidos, que agem sobre o gene SRY do cromossomo Y, estimulando o desenvolvimento dos órgãos masculinos.

Digenesia gonadal XY (Pseudo-hermafroditismo masculino)

No pseudo-hermafroditismo masculino, o pseudo-hermafrodita geneticamente é homem, ou seja, possui um par de cromossomos XY. Porém, o pênis não é completamente desenvolvido. A anomalia ocorre devido a falhas durante o desenvolvimento embrionário.

Digenesia gonadal XX (Pseudo-hermafroditismo feminino)

Já no pseudo-hermafroditismo feminino, seu cariótipo XX designa uma mulher, portanto a pessoa possui todos os órgãos reprodutores femininos. Contudo, numa fase do período de desenvolvimento intrauterino, o seu órgão genital passa por um processo de masculinização, com um crescimento excessivo do clitóris, resultando em uma genitália com aspecto de um pênis.

Quais são os sinais e sintomas das desordens do desenvolvimento sexual?

Depende da desordem e idade em que se apresenta.

Por exemplo, nos casos de pessoas que nascem com genitália ambígua, já é possível identificar a alteração desde o nascimento.

Outros casos, por apresentar genitália normal mas órgãos internos do sexo oposto, desenvolverá sinais de atraso na puberdade, características ou identificação corporal e emocional diferente do esperado, só na fase de infância e pré-adolescência.

Existem casos ainda de diagnóstico apenas na idade adulta, quando a mulher está em investigação e tratamento para infertilidade.

Portanto a clínica dependerá do tipo de desordem que a pessoa apresente.

Qual a causa das desordens de desenvolvimento sexual?

Na maioria das vezes, tem causas genéticas, mas existem também causas que não são genéticas. Por exemplo, se uma mulher estiver grávida e tomar certos hormônios, pode haver interferência no desenvolvimento dos genitais femininos, que podem ficar masculinizados.

Qual o tratamento?

Não existe um tratamento definido. Na verdade, o mais importante é o esclarecimento e discussão multidisciplinar e individualizada para cada caso. Com o intuito sempre de promover o desenvolvimento saudável da pessoa e seus familiares.

Nos casos de doença genética existe uma discussão quanto ao melhor tratamento, e se for causada por déficit hormonal, deverá ser feito reposição hormonal adequada.

Aconselhamento genético

Pessoas que já têm um filho com alguma desordem do desenvolvimento sexual, devem receber aconselhamento genético, caso pretendam ter mais filhos, já que o risco de caso semelhante é de aproximadamente 25%.

O especialista responsável pelo diagnóstico e acompanhamento de cada caso é o/a médico/a geneticista.

Decadron: para que serve e quais são os efeitos colaterais?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

O decadron é um corticoide que tem como princípio ativo a dexametasona. Possui importante efeito anti-inflamatórios e também ação imunossupressora.

É utilizado em períodos curtos de tratamento de alergias, distúrbios reumáticos, doenças de pele, afecções oculares, doenças reumáticas, distúrbios sanguíneos, problemas endócrinos e pulmonares, alguns tipos de câncer e doenças gastrointestinais.

Quais os efeitos colaterais do decadron?

Os efeitos colaterais do decadron são diversos e dependem da dosagem, tempo de uso e do modo como o organismo de cada pessoa reage à medicação. Alguns efeitos são:

  • Aumento de apetite
  • Aumento de peso
  • Retenção de líquidos
  • Náusea
  • Mal-estar
  • Soluços
  • Vertigem
  • Retenção de líquidos
  • Dor de cabeça
  • Hipertensão
  • Candidíase oral
  • Osteoporose
  • Fraqueza muscular
  • Úlcera gástrica
  • Esofagite
  • Depressão do sistema imunológico
Contraindicações de decadron
  • Infecções fúngicas sistêmicas;
  • Hipersensibilidade aos componentes do medicamento;
  • Vacinação com vacinas de vírus vivo.
Precauções quanto ao uso de decadron

Pessoas hipertensas ou que possuem doenças pépticas devem tomar cuidado com o uso de corticoides. Não utiliza decadron sem precrição médica.

Decadron engorda?

O uso de decadron pode provocar a retenção de líquidos e o aumento de peso, entretanto este efeito varia de pessoa para pessoa.

Mulheres grávidas ou que estão amamentando podem usar decadron?

Não existem estudos sobre os efeitos do uso de decadron em mulheres grávidas. O uso desta medicação por mulheres grávidas deve ser indicado somente pelo/a médico/a em função dos riscos que a dexametasona pode trazer para a mãe e para o bebê.

Além disso, a dexametasona é excretada no leite materno. Portanto, se as mulheres que estão amamentando precisarem tomar decadron, recomenda-se que suspenda a amamentação.

Como tomar decadron?

O decadron tem ação eficaz quando administrado por via oral. A dose deve ser ajustada pelo/a médico/a de acordo com a doença e com a resposta apresentada pelo/a paciente.

O medicamento também existe para aplicação por via endovenosa. Esta formulação é usada em ambiente com o/a paceite internado/a.

O decadron (dexametasona), assim como outros corticoides, apresenta muitos efeitos colaterais e, por este motivo, não deve ser usado de forma indiscriminada. Não utilize dexametasona e nem qualquer outro medicamento sem prescrição médica.

Quais são os sintomas do diabetes tipo 1?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os sintomas que caracterizam o diabetes tipo 1 incluem sede excessiva, aumento do volume de urina, aumento da frequência urinária, aumento do apetite, emagrecimento acentuado, cansaço e fraqueza.

O início dos sintomas do diabetes tipo 1 é relativamente rápido, podendo surgir em alguns dias ou em poucos meses. A doença pode afetar pessoas de qualquer idade, mas é mais comum em crianças e adultos jovens.

Sem tratamento, os sintomas do diabetes tipo 1 podem evoluir e causar desidratação grave, sonolência, vômitos, dificuldade para respirar, crises convulsivas até o estado de coma.

A pior complicação do diabetes tipo 1 é a cetoacidose diabética, cujo tratamento necessita de internação hospitalar para medicação venosa e controle adequado.

Quais são as causas do diabetes tipo 1?

O diabetes tipo 1 é uma doença auto-imune, aonde o organismo produz anticorpos contra ele mesmo, nesse caso, causando uma destruição das células beta do pâncreas, que deixam de produzir a insulina.

A insulina é um hormônio produzido pelas células beta do pâncreas e tem a função de transportar a glicose (açúcar) do sangue para dentro das células do corpo para ser usada como fonte de energia. Na falta de insulina, os níveis de glicose no sangue ficam elevados, uma condição conhecida como hiperglicemia crônica.

Quando a hiperglicemia se torna crônica, causa danos na micro e macrocirculação, prejudicando e danificando órgãos como os rins, olhos e coração, além de lesionar os nervos, vasos e aumentar risco de doenças cardiovasculares.

Porém, se o diabetes tipo 1 estiver controlado, os riscos de complicações diminuem significativamente.

Como saber se tenho diabetes tipo 1?

O diagnóstico do diabetes tipo 1 é baseado nos exames de sangue e exame médico.

Os principais exames para confirmação diagnóstica são:

  1. Glicemia de jejum superior a 126 mg/dl, após um jejum de 8 horas;
  2. Glicemia aleatória (realizada sem jejum ou qualquer controle), acima de 200 mg/dl, associado a sinais e sintomas sugestivos de diabetes;
  3. Teste de tolerância oral a glicose (TTOG75), com verificação da glicemia após administrar uma dose oral de 75 g de glicose, com valor de glicemia superior a 200 mg/dl;
  4. Hemoglobina glicosilada (A1C), no sangue, que não deve ultrapassar 6,5%.

Sendo que se houver dois dos exames alterados já é suficiente para o diagnóstico, ou quando apenas um dos exames estiver alterado, será necessário repetir ou realizar um segundo exame.

Diabetes tipo 1 tem cura? Como é o tratamento?

O diabetes tipo 1 não tem cura. Trata-se de uma doença crônica que necessita de tratamento até o fim da vida. O tratamento do diabetes tipo 1 é feito através de injeções subcutâneas de insulina, dieta adequada e prática regular de exercícios físicos.

Diagnosticar e tratar precocemente o diabetes tipo 1 é muito importante para prevenir complicações. Em caso de sintomas de diabetes, consulte um/a médico/a clínico/a geral, médico/a de família ou endocrinologista.

Leia também: Diabetes mellitus: o que é, quais os sintomas e como tratar?

Síndrome de Turner: o que é, quais as características e como tratar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A síndrome de Turner é uma doença genética que afeta somente as mulheres. A síndrome surge devido à ausência parcial ou total do segundo cromossomo sexual “x”, resultando num genótipo 45,X, quando o esperado para o sexo feminino seria 46,XX.

A síndrome de Turner é muito rara e a sua ocorrência é de 1 caso em cada 3.000 meninas nascidas. As taxas de aborto espontâneo em fetos com síndrome de Turner são bastante elevadas, podendo chegar aos 99%, sobretudo no 1º trimestre de gravidez.

A síndrome de Turner costuma ser identificada ao nascimento ou antes da puberdade devido às suas características típicas.

Quais as características de alguém com síndrome de Turner?

As características de uma pessoa adulta com síndrome de Turner incluem: baixa estatura, cabelos com origem na nuca, pescoço alado, atraso mental, órgão genital ainda juvenil, atrofia dos ovários, com ausência de folículo, gerando infertilidade.

A síndrome de Turner pode provocar danos no desenvolvimento da pessoa, como baixa estatura (no máximo 1,5 m de altura), impossibilidade de iniciar a puberdade, infertilidade, anomalias ósseas, renais e cardíacas, dificuldade de aprendizagem, deficiência na coordenação motora e no processamento das emoções, entre outros prejuízos.

A falta dos hormônios femininos estrógeno e progesterona faz com que as mulheres com síndrome de Turner não desenvolvam as suas características sexuais secundárias quando chegam à puberdade.

Por isso, mulheres com síndrome de Turner não têm menstruação, possuem grandes lábios sem pigmentação, poucos pelos pubianos ou ausência dos mesmos, mamas pouco desenvolvidas ou mesmo ausentes e cintura masculinizada.

A pele é mais flácida, as unhas são estreitas e o tórax costuma ser largo, em forma de barril.

Nos recém-nascidos com síndrome de Turner, é comum haver inchaço nas mãos e no dorso dos pés, o que aumenta as suspeitas da doença.

Qual é o tratamento para síndrome de Turner?

Devido à falta de produção de hormônios femininos pelos ovários, que estão atrofiados, o tratamento da síndrome de Turner é feito através do uso de hormônios. O objetivo é estimular o desenvolvimento das características sexuais da paciente, o desenvolvimento do útero, a menstruação e o crescimento.

O tratamento da síndrome de Turner deve começar antes da puberdade, com o uso de hormônio do crescimento. Depois, quando a menina atinge a puberdade, o tratamento é feito com os hormônios femininos estrógeno e progesterona.

Para que a terapia hormonal com estrógenos não atrase ainda mais o crescimento, o seu início pode ser adiado para quando a menina atingir os 16 anos de idade.

Além dos hormônios, o tratamento da síndrome de Turner inclui cirurgia para corrigir as malformações cardíacas, ósseas e renais.

Para maiores esclarecimentos sobre a síndrome de Turner, consulte um médico de família ou um clínico geral.

Gripe H1N1: quais os sintomas, como se transmite e como tratar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A gripe H1N1, também conhecida como gripe Influenza tipo A ou gripe suína, é uma doença provocada por um vírus, o H1N1. Trata-se de um vírus da gripe que sofreu uma mutação. Apesar de manifestar sintomas semelhantes aos de uma gripe comum, a gripe H1N1 pode causar complicações muito graves que podem levar à morte.

Quais são os sintomas da gripe H1N1?

Os sintomas da gripe H1N1 começam a se manifestar depois de 3 a 5 dias que ocorreu o contágio. Contudo, a pessoa pode ser portadora do vírus e não apresentar sintomas e mesmo assim pode transmitir a doença. O vírus também pode ser transmitido durante o período de incubação, que é assintomático.

Vírus H1N1

Os sintomas da gripe H1N1 são parecidos com os de uma gripe comum, podendo incluir febre acima de 38ºC de início súbito, tosse, dor de garganta, dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, coriza e falta de apetite.

Em alguns casos, a pessoa pode apresentar diarreia e vômitos. Pessoas com asma apresentam uma exacerbação dos sintomas dessa doença.

Para evitar transmitir a doença, a pessoa com gripe H1N1 deve utilizar uma máscara cirúrgica.

Como ocorre a transmissão da gripe H1N1?

A forma de transmissão da gripe H1N1 é a mesma da gripe comum. O vírus é transmitido de pessoa para pessoa, através da inalação de gotículas de saliva ou secreção eliminadas por uma pessoa infectada ao tossir, falar ou espirrar.

A contaminação também pode ocorrer ao tocar a boca ou o nariz depois de ter tocado em alguma superfície contaminada pelo vírus H1N1.

Indivíduos adultos podem transmitir a gripe H1N1 por uma semana após o início dos sintomas. Já as crianças podem transmitir o vírus durante um período de 2 a 14 dias depois do aparecimento dos sintomas.

O vírus H1N1 pode sobreviver de duas a oito horas fora do corpo humano, na superfície de objetos infectados, por exemplo. Por isso, para diminuir os riscos de transmissão, recomenda-se lavar frequentemente as mãos.

A gripe H1N1 não é transmitida através da ingestão de carne de porco, pois as altas temperaturas a que a carne é submetida durante a sua preparação elimina completamente o vírus.

Como é feita a prevenção da gripe H1N1?

A prevenção da gripe H1N1 é feita sobretudo através da vacina. A vacina contra o H1N1 confere imunidade contra a doença nos períodos em que o vírus está mais circulante e diminui as chances do aparecimento das formas mais graves da gripe H1N1.

O organismo começa a produzir anticorpos contra o vírus H1N1 depois de duas a três semanas da pessoa ter tomado a vacina. Após a vacinação, a pessoa fica imune contra a gripe H1N1 durante um período de 6 meses a 1 ano. Os anticorpos atingem os seus níveis máximos depois de 4 a 6 semanas que ocorreu a vacinação.

Além da vacinação, algumas medidas ajudam a diminuir os riscos de transmissão da gripe H1N1, tais como:

  • Evitar o contato com pessoas infectadas;
  • Lavar frequentemente as mãos com água e sabão;
  • Evitar colocar as mãos no rosto e na boca;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal;
  • Quando necessário, usar uma máscara cirúrgica para prevenir o contágio;
  • Evitar ambientes fechados, sobretudo com aglomeração de pessoas.
Qual é o tratamento para a gripe H1N1?

O tratamento da gripe H1N1 é feito através de medicamentos para aliviar os sintomas, como a febre, hidratação, alimentação leve e repouso. O objetivo do tratamento é melhorar os sintomas e auxiliar a recuperação rápida do organismo.

Para evitar a transmissão da doença, recomenda-se que a pessoa permaneça em casa, evitando o contato com outras pessoas.

Se não for devidamente tratada, a gripe H1N1 pode causar complicações graves, como pneumonia, e até levar à morte.

Em caso de complicações graves, o tratamento é específico e pode requerer medidas intensivas de suporte.

Em caso de sintomas de gripe H1N1, consulte um médico de família ou um clínico geral.

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Diabetes mellitus: o que é, quais os sintomas e como tratar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O diabetes mellitus é uma doença crônica do metabolismo, que se caracteriza pelo aumento dos níveis de glicose (açúcar) no sangue, uma condição chamada hiperglicemia.

A glicose é uma fonte de energia, fundamental para o metabolismo das células do corpo. Porém, para poder penetrar nas células, a glicose necessita de insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas. No caso da diabetes, os níveis de insulina estão baixos ou insuficientes para ajudar no metabolismo do açúcar, ou ausentes, no caso da diabetes tipo 1.

Existem dois tipos de diabetes mellitus: tipo 1 e tipo 2. No diabetes mellitus tipo 1, o pâncreas não produz insulina ou, se produz, é insuficiente. Já no diabetes tipo 2, a produção de insulina pode ser baixa ou o próprio organismo da pessoa pode se tornar resistente à insulina.

O diabetes mellitus é uma doença crônica que não tem cura. O tratamento deve ser mantido até o fim da vida e pode incluir o uso de insulina, medicamentos antidiabéticos, dieta adequada e prática regular de atividade física.

Quais são os sintomas de diabetes mellitus?

O diabetes mellitus apresenta sinais e sintomas diversos e um pouco diferentes entre o tipo 1 e o tipo 2, mas as características clássicas dos dois tipos são:

  1. Aumento da sede, chamado polidipsia;
  2. Aumento da fome, polifagia e
  3. Maior frequência de eliminação de urina, poliúria;

Por isso alguns conhecem a doença como doença dos "polis".

Outros sintomas muito comuns do diabetes mellitus são o emagrecimento, principalmente nos pacientes tipo 1.

Os demais sintomas do diabetes mellitus são desencadeados de acordo com os níveis de glicose no sangue. A quantidade de açúcar no sangue pode estar alta (hiperglicemia) ou baixa (hipoglicemia) e as manifestações variam conforme a condição.

O que acontece na Hipoglicemia?

A hipoglicemia normalmente ocorre em diabéticos que utilizam insulina ou tomam medicamentos para controlar a doença, seja pelo uso excessivo ou incorreto do medicamento, jejum prolongado ou prática inadequada de atividade física.

Nesses casos, a pessoa pode apresentar cansaço, tonturas, sudorese fria, tremores, visão turva e dificuldade de raciocínio.

Quem toma medicamentos ou usa insulina para controlar o diabetes mellitus deve ter muita atenção com a alimentação e a verificação dos níveis de glicemia, que não deve estar abaixo de 70 mg/dl.

A hipoglicemia é um estado de alto risco para vida das pessoas diabéticas, por isso é recomendável que todo diabético ande sempre com uma bala ou embalagem de açúcar e um comunicado de ser portador de diabetes, para que em uma urgência possa ser ajudado.

O que acontece na Hiperglicemia?

Já o aumento dos níveis de açúcar no sangue, a hiperglicemia, pode surgir em casos de diabetes mellitus descontrolado, ainda não diagnosticado, ou devido à ingestão de grandes quantidades de açúcar (glicose). Os sintomas da hiperglicemia são bem semelhantes e incluem cansaço, visão turva, boca seca, aumento da frequência urinária, porém é menos frequente a alteração neurológica.

Qual é o tratamento para diabetes mellitus? Diabetes mellitus tipo 1

O tratamento do diabetes tipo 1 é feito com insulina, daí esse tipo de diabetes também ser chamado insulinodependente. A aplicação de insulina é feita pela via subcutânea, ou seja, logo abaixo da pele.

Além da insulina, é preciso monitorar corretamente os níveis de glicemia, ter uma alimentação específica para diabéticos e praticar atividade física regularmente.

Diabetes mellitus tipo 2

O tratamento do diabetes tipo 2 é feito com medicamentos administrados por via oral. Em alguns casos de diabetes mellitus tipo 2, o controle da glicemia pode ser feito apenas com perda e controle de peso, dieta adequada e exercícios físicos, sem necessidade de medicação.

Contudo, se o tratamento com os medicamentos e as medidas adotadas não forem capazes de controlar o diabetes, pode ser necessário usar insulina também.

O principal objetivo do tratamento do diabetes mellitus é manter os níveis de açúcar no sangue dentro do normal, ou das metas estipuladas para cada caso, de forma rígida, para prevenir as complicações da doença.

O diagnóstico e tratamento do diabetes mellitus é da responsabilidade do/a médico/a endocrinologista.

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Disúria: como identificar e tratar?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

A disúria é um sintoma caracterizado por dor, ardor ou desconforto ao urinar. É comum sensação de queimação no momento da micção. Ocorre muito em pessoas sexualmente ativas, sendo mais frequente em mulheres. Os homens são acometidos em diferentes idades.

Normalmente ligada às infeções urinárias, a disúria pode ter uma variedade de causas. É um sintoma que pode ser indicativo de infeções de bexiga, uretra ou rins.

Quais as causas da disúria?

As causas mais frequentes de disúria são:

  • Cistite (infecção de bexiga);
  • Uretrite (infecção da uretra);
  • Pielonefrite (infecção dos rins);
  • Prostatite (infecção da próstata);

  • Infeções sexualmente transmissíveis que acometem a uretra, vagina, pênis, bexiga e próstata.

Diagnóstico de disúria

Para encontrar a causa da disúria, o/a médico/a investigará a sua história clínica. Serão perguntados aspectos relacionados ao estado de saúde, episódios anteriores de disúria, frequência e quantidade da micção, se esta vem sempre acompanhada de dor, ardor, desconforto ou queimação. Será também indagado/a sobre atividade sexual e social.

Eventualmente pode ser necessária a realização de um exame físico, que pode incluir a avaliação do abdome, dos órgãos genitais externos e, no caso da mulheres, pode ainda haver a necessidade de um exame ginecológico em algumas situações. É importante informar se houver secreção vaginal ou peniana e descrever o seu aspecto, se estiver presente,

Alguns exames laboratoriais como o exame de urina e a urocultura são importantes para o diagnóstico adequado de infecção por bactérias. Em caso de suspeita de outras doenças associadas, poderão ser necessários ultrassonografia das vias urinárias e renal. Este exames serão solicitados de acordo com a sua história clínica.

Como prevenir a disúria?

Para prevenir a disúria, é necessário prevenir as infeções urinárias e sexualmente transmissíveis. Algumas recomendações podem ajudar a prevenir:

  • Beber muito líquidos, especialmente água;
  • Urinar sempre que tiver vontade, evitando prender a urina;
  • Urinar antes de dormir e após as relações sexuais;
  • Realizar uma boa higiene genital;
  • Praticar relações sexuais protegidas para evitar infeções sexualmente transmissíveis (uso de preservativo masculino ou feminino).

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Para que serve diclofenaco sódico e como tomar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O diclofenaco sódico é um medicamento anti-inflamatório usado no tratamento da dor e inflamações agudas, por sua ação rápida. Ameniza os sintomas da inflamação, como dor, inchaço e febre.

Algumas indicações para uso do diclofenaco sódico:

  • Traumatismos;
  • Pós-operatório, no caso de dores e edema;
  • Dores articulares, doenças reumáticas;
  • Dores na coluna;
  • Síndrome do ombro congelado;
  • Cotovelo de tenista (tendinite);
  • Crises de gota;
  • Entorses, distensões e outras lesões osteomusculares;
  • Cólicas menstruais;
  • Dores na garganta, por quadro de infecções ou inflamação;
  • Dor de ouvido.

Nos processos inflamatórios após cirurgias e traumatismos, o diclofenaco sódico promove um alívio rápido da dor que ocorre tanto em repouso como em movimento, além de reduzir o edema (inchaço).

Entretanto, além do alívio dos sintomas pelo uso de diclofenaco sódico, é importante buscar e tratar a doença base. A febre como sintoma isolado não é motivo para tomar diclofenaco sódico.

Como tomar diclofenaco sódico?

Os comprimidos de diclofenaco sódico devem ser ingeridos inteiros, de preferência, com o estômago vazio, antes das refeições, para uma maior absorção da substância, desde que não haja contra indicações.

Paciente com história de doenças gástricas, azia ou úlceras gástricas não devem fazer uso do diclofenaco, a não ser sob avaliação médica.

As doses de diclofenaco sódico devem ser as menores possíveis capazes de controlar a dor e a medicação não deve ser tomada por tempo prologado.

Em geral, a dose ideal de diclofenaco sódico varia entre 100 mg e 150 mg por dia, o que corresponde a 2 ou 3 comprimidos diários. Nos casos mais leves bastam 50 a 75 mg por dia.

O diclofenaco sódico deve ser tomado sempre em doses fracionadas, em duas ou três doses separadas por dia. A dose diária máxima não deve ultrapassar 150 mg/dia.

Quando utilizado para tratar as dores menstruais, é importante começar a tomar o diclofenaco sódico logo que apareçam os primeiros sintomas, com doses de 50 mg a 100 mg. Se for preciso, é recomendado manter a medicação por alguns dias com doses de 50 mg, até 3 vezes ao dia.

Posso tomar diclofenaco sódico na gravidez?

O uso de diclofenaco sódico na gravidez só deve ser feito se for absolutamente necessário. Especialmente no terceiro semestre da gestação, ou seja, nos últimos 3 meses, não é recomendado o uso do diclofenaco sódico, devido ao risco de sangramento e prejuízos para o bebê e no trabalho de parto.

O diclofenaco sódico também é contraindicado no 1º e 2º trimestres de gravidez. Em todos os casos, cabe ao médico obstetra ou quem está acompanhando a gravidez avaliar o risco benefício de tomar o medicamento.

Posso tomar diclofenaco se estiver amamentando?

Mulheres que estão amamentando não devem tomar diclofenaco sódico, pela sua passagem pelo leite materno e riscos para o bebê. Porém, dependendo do caso, cabe ao médico avaliar os riscos e os benefícios em usar a medicação.

Contra indicações para o uso de diclofenaco sódico

As principais contraindicações para o uso da medicação são: História de doenças do trato gastrointestinal, Doenças hepáticas, Cardiopatia ou insuficiência cardíaca, Asma e Hipertensão arterial sistêmica mal controlada.

O risco de complicações pelo uso do diclofenaco sódico, está diretamente relacionado ao tempo de uso e doses elevadas. Portanto, não faça uso da medicação sem orientação médica, ou mudança da prescrição, a fim de evitar riscos para sua saúde.

Para maiores esclarecimentos sobre o uso e indicações do diclofenaco sódico, fale com o/a médico/a que receitou o medicamento ou consulte um/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família.

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Teste do cotonete ou de estreptococus na gravidez: para que serve?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

O exame do cotonete é habitualmente feito pela gestantes para pesquisar a presença de estreptococus do grupo B.

O estreptococus do grupo B, Streptococcus agalactiae, é uma bactéria muito comum que coloniza as regiões vaginal, intestinal e retal das mulheres. Em pessoas sadias, esta bactéria não costuma provocar doenças. No entanto, quando ocorre em mulheres grávidas pode causar complicações e ser transmitido ao bebê durante o parto.

Como é feito o exame do cotonete?

O exame para identificar o estreptococus do grupo B (teste do cotonete) é feito entre a 35ª e 37ª semana de gestação.

Para realizar o teste do cotonete, é colhida secreção da região vaginal e anal. Banho ou higiene íntima antes da coleta não são recomendados. A coleta é indolor e fica pronto em 2 ou 3 dias.

Após a coletado, o material é analisado para detectar a presença do estreptococus do grupo B na região íntima da mãe.

Resultado do teste do cotonete

Se o resultado do teste for positivo, a mãe será tratada com antibióticos por via endovenosa durante o trabalho de parto para evitar que a bactéria seja transmitida à criança.

Enquanto o bebê estiver na barriga da mãe, não existe risco de transmissão. Ela pode ocorrer com o rompimento do bolsa amniótica e/ou pela passagem do bebê pelo canal vaginal durante o parto normal.

No caso de parto cesária, não é necessário o tratamento com antibióticos. Nestas situações, o uso de antibiótico só é indicado quando a bolsa se rompe antes que a cesariana seja realizada.

Se o resultado do exame for negativo, significa que a mãe não está colonizada com a bactéria e, portanto, não há risco de contaminação do bebê.

Durante a gravidez as mulheres são solicitadas a realizar o exame de urocultura com o objetivo de identificar bactérias causadoras de infeção urinária. Se o resultado da urocultura for positivo, a mãe será tratada com os antibióticos adequados.

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Como interpretar os resultados da urocultura

Não utilize medicamentos sem prescrição médica, principalmente, durante a gestação. Cumpra a sua rotina de pré-natal para assegurar a sua saúde e a do seu bebê.

Escarlatina: o que é, quais os sintomas e como é o tratamento?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A escarlatina é uma doença infecciosa causada por uma bactéria do grupo dos estreptococos, que também são responsáveis por outras infecções, como amigdalites, impetigo e erisipela.

A escarlatina ocorre sobretudo em crianças em idade escolar. A doença surge devido a uma reação alérgica desencadeada por toxinas produzidas pela bactéria.

Como ocorre a transmissão da escarlatina?

A escarlatina é uma doença contagiosa, transmitida de pessoa para pessoa. A transmissão ocorre através de gotículas de saliva ou secreções expelidas por uma pessoa infectada.

Acomete principalmente crianças até os 10 anos de idade e é rara em adultos.

Quais são os sintomas da escarlatina?

Os primeiros sintomas da escarlatina começam a se manifestar depois de 2 a 4 dias que ocorreu o contágio, ou seja, o contato com alguém infectado. Porém, em alguns casos, o período de incubação pode ir de 1 dia a uma semana.

Os sintomas da escarlatina têm início súbito e incluem febre, mal estar, dor de garganta, vômitos, erupções na pele, dores abdominais e prostração.

A escarlatina caracteriza-se pela presença de infecção na garganta, febre e erupções na pele.

Escarlatina

A febre é alta, principalmente no 2º e 3º dia. Depois, começa a diminuir progressivamente, mas pode ainda permanecer por até 7 dias.

A partir do 2º dia, começam a surgir as erupções na pele que caracterizam a escarlatina e deixam a pele áspera. As erupções aparecem primeiro no pescoço e no tronco, chegando depois ao rosto e aos membros.

As erupções são vermelho vivo, manifestando-se por meio de manchas muito pequenas, do tamanho da cabeça de um alfinete. As manchas aparecem com mais intensidade no rosto, nas axilas e nas virilhas.

A área ao redor da boca não apresenta manchas e fica pálida, assim como as palmas das mãos e as plantas dos pés.

Depois de 6 dias, as erupções desaparecem, seguindo-se uma descamação da pele nas áreas afetadas.

A língua costuma ficar branca e saburrosa no início. Depois, as papilas aumentam de tamanho e ficam com coloração vermelho arroxeada nas bordas e na ponta da língua.

Qual é o tratamento para escarlatina?

O tratamento da escarlatina é feito com penicilina ou amoxicilina, medicamentos antibióticos. O tratamento medicamentoso elimina as bactérias, previne complicações como a febre reumática e glomerulonefrite.

As complicações da escarlatina são raras, uma vez que a doença responde bem ao tratamento com antibióticos. Porém, quando presentes, as complicações são graves.

Durante a fase aguda da escarlatina, as complicações são decorrentes da disseminação da infecção para outros locais do corpo, causando otite, meningite, sinusite, laringite, entre outras complicações.

As complicações tardias podem surgir depois que a escarlatina já estiver curada e incluem a febre reumática, que causa lesões nas válvulas cardíacas, e a glomerulonefrite, que provoca lesões renais que podem evoluir para insuficiência renal.

Na presença de sintomas de escarlatina, consulte um médico clínico geral, um médico de família ou um pediatra, no caso das crianças.