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Diarreia após comer é normal na síndrome do intestino irritável?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, pessoas com síndrome do intestino irritável podem ter diarreia depois de comer. Indivíduos com essa síndrome podem alternar entre prisão de ventre e diarreia ou, na maioria das vezes, ter apenas uma ou outra condição.

Se a pessoa tiver síndrome do intestino irritável com diarreia, as fezes serão moles e aquosas. Nesses casos, há necessidade urgente de evacuar, o que pode ser difícil de controlar.

Indivíduos que têm a síndrome com constipação (prisão de ventre), apresentam dificuldade para defecar e evacuações menos frequentes. A pessoa pode precisar fazer força para evacuar e ter cólica intestinal. Muitas vezes, as fezes não são eliminadas ou sai apenas uma pequena quantidade.

Quais os sintomas da síndrome do intestino irritável?

Os principais sintomas da síndrome do intestino irritável incluem dor abdominal (cólica intestinal), gases, sensação de plenitude após comer (sensação incômoda de permanência de alimentos no estômago por tempo prolongado), falta de apetite, distensão abdominal, diarreia ou constipação (prisão de ventre).

Uma pessoa tem síndrome do intestino irritável quando os sintomas estão presentes por pelo menos 3 dias por mês, durante um período de 3 meses ou mais.

A dor e os outros sintomas geralmente diminuem ou desaparecem após a evacuação. Porém, os sintomas podem piorar se houver alterações na frequência das evacuações.

Os sintomas da síndrome podem piorar durante algumas semanas ou 1 mês e depois diminuir por algum tempo. Em outros casos, os sintomas estão presentes na maior parte do tempo.

Os sintomas da síndrome do intestino irritável diferem de uma pessoa para outra e podem ser leves ou graves. Contudo, na maioria dos casos, os sintomas são leves.

O que é a síndrome do intestino irritável?

A síndrome do intestino irritável é um distúrbio que causa dor no abdômen e alterações no funcionamento do intestino.

Quais as causas da síndrome do intestino irritável?

As causas da síndrome do intestino irritável não são totalmente conhecidas. Sabe-se que pode ocorrer após uma infecção intestinal bacteriana ou causada por parasitas. Até mesmo o estresse pode desencadear a síndrome.

O intestino recebe e envia informações ao cérebro através de hormônios e impulsos nervosos, que interferem no funcionamento intestinal e nos sintomas da síndrome. Durante os períodos de estresse, os nervos podem se tornar mais ativos, aumentando a sensibilidade e as contrações do intestino.

A síndrome do intestino irritável pode ocorrer em qualquer idade, mas geralmente começa na adolescência ou no início da idade adulta, sendo duas vezes mais comum em mulheres do que em homens. Adultos com mais de 50 anos têm menos chances de desenvolver a síndrome.

Qual é o tratamento para a síndrome do intestino irritável?

O objetivo do tratamento da síndrome do intestino irritável é aliviar os sintomas. Mudanças no estilo de vida podem ser úteis em alguns casos. Por exemplo, praticar exercícios regularmente e melhorar a qualidade do sono podem reduzir a ansiedade e ajudar a aliviar os sintomas intestinais.

Mudanças na alimentação também podem ajudar, tais como:

  • Evitar alimentos e bebidas que estimulam o intestino, como bebidas com cafeína, chá ou à base de cola;
  • Reduzir a dose das refeições;
  • Aumentar o consumo de fibras (pode aliviar a constipação ou a diarreia, mas piora o inchaço abdominal).

No entanto, não há uma dieta específica indicada para a síndrome do intestino irritável, uma vez que a condição é diferente em cada pessoa.

Alguns medicamentos podem ser indicados, de acordo com cada caso. Dentre eles estão:

  • Medicamentos anticolinérgicos (diciclomina, propantelina, beladona, hiosciamina): devem ser tomados aproximadamente meia hora antes de comer para controlar os espasmos dos músculos intestinais;
  • Loperamida e alossetrona: indicados no tratamento da síndrome do intestino irritável com diarreia;
  • Eluxadolina, lubiprostona;
  • Bisacodil, linaclotídeo: indicados no tratamento da síndrome do intestino irritável com prisão de ventre;
  • Rifaximina (antibiótico).

Psicoterapia ou medicamentos para ansiedade ou depressão também pode ajudar a controlar os sintomas.

A síndrome do intestino irritável pode acompanhar a pessoa até o fim da vida. Em alguns casos, os sintomas são incapacitantes e reduzem a capacidade de trabalhar, viajar e participar de eventos sociais. Contudo, muitas vezes, os sintomas podem ser melhorados ou aliviados com o tratamento adequado.

Vale lembrar que a síndrome não causa danos permanentes no intestino e não há risco de causar doenças graves, como câncer.

O médico gastroenterologista é o especialista indicado para diagnosticar a síndrome do intestino irritável e prescrever o tratamento adequado.

Quais as causas mais comuns de diarreia?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

As causas mais comuns de diarreia são as gastroenterites virais, que quase sempre desaparecem espontaneamente em poucos dias. O rotavírus é a causa mais comum de diarreia aguda em crianças.

A ingestão de alimentos ou água contaminados por certos tipos de bactérias ou parasitas (intoxicação alimentar) também pode causar diarreia. A diarreia também pode ser causada por certos medicamentos, como antibióticos, medicamentos quimioterápicos para câncer e laxantes contendo magnésio.

Outras causas comuns de diarreia incluem:

  • Doença celíaca;
  • Doenças inflamatórias intestinais (doença de Crohn e colite ulcerativa);
  • Síndrome do intestino irritável;
  • Intolerância à lactose;
  • Síndromes de má absorção, que impedem a absorção de nutrientes pelo intestino.

As causas menos comuns de diarreia podem incluir síndrome carcinoide (tumores benignos ou malignos no intestino), distúrbios dos nervos do intestino, remoção parcial do estômago ou do intestino delgado e radioterapia.

O que é diarreia?

Diarreia é uma condição que caracteriza-se pela eliminação de fezes aquosas ou moles, pelo menos 3 vezes por dia. Em algumas pessoas, a diarreia é leve e desaparece em alguns dias, enquanto em outras, pode durar mais tempo, podendo deixar a pessoa fraca e desidratada.

Diarreia que dura mais de alguns dias pode ser sinal de um problema mais sério. Se a diarreia durar mais de 4 semanas ela é considerada crônica e pode ser sintoma de alguma doença crônica. Os sintomas da diarreia crônica podem ser contínuos ou podem aparecer e desaparecer.

Leia também: O que é diarreia crônica?

A diarreia pode ser grave quando ocorre em bebês e crianças, sendo necessário um tratamento diferente do que seria usado para tratar a diarreia em adultos.

Quais os sintomas que podem acompanhar a diarreia?
  • Cãibras ou dor no abdômen;
  • Necessidade urgente de evacuar;
  • Perda do controle do intestino;
  • Febre, calafrios e sangue nas fezes (diarreia causada por vírus ou bactérias).
Como tratar diarreia?

Na maioria dos casos, é possível tratar a diarreia em casa. O tratamento consiste em beber bastante líquidos para evitar a desidratação e evitar determinados alimentos, dando prioridade a outros.

Deve-se evitar tomar medicamentos para diarreia que podem ser comprados sem receita médica.

Veja também: Diarreia: o que fazer?

Para casos de diarreia crônica, como a causada pela síndrome do intestino irritável, é necessário fazer mudanças na dieta e no estilo de vida.

Como prevenir diarreia?

O uso de suplementos que contêm bactérias benéficas (probióticos) pode ajudar a prevenir episódios de diarreia, sobretudo aqueles causados pelo uso de antibióticos. Alguns iogurtes com bactérias vivas ou ativas também são uma boa fonte dessas bactérias benéficas para o intestino.

As seguintes medidas podem ajudar a prevenir doenças que causam diarreia:

  • Lavar as mãos com frequência, principalmente depois de usar o banheiro e antes de comer;
  • Passar gel à base de álcool nas mãos frequentemente;
  • Ensinar as crianças a não colocar objetos na boca;
  • Beber apenas água engarrafada, filtrada ou fervida;
  • Evitar comer frutas e vegetais crus sem lavar ou descascar;
  • Não comer frutos do mar crus ou carne mal cozida.
Quando procurar um médico em caso de diarreia?

Procure um médico se a diarreia vier acompanhada de sinais e sintomas de desidratação, como diminuição do volume de urina, vertigem ou tontura, boca seca e olhos fundos.

Na presença de sangue nas fezes, fezes pretas, dor de estômago que não desaparece após a evacuação ou diarreia com febre acima de 38º C, também deve-se procurar atendimento médico.

Saiba mais em:

Estou com diarreia amarela, o que pode ser?

Dor no estômago e diarreia: o que eu faço?

Quais são os sintomas físicos de estresse?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas físicos de estresse (stress) podem incluir diarreia ou prisão de ventre, falta de memória, dores frequentes, dor de cabeça, falta de energia, dificuldade de concentração, falta de libido ou outros problemas sexuais, rigidez no pescoço ou na mandíbula, cansaço, insônia, sono excessivo, dor no estômago, perda ou ganho de peso.

O estresse pode causar muitos tipos de sintomas físicos e emocionais e muitas vezes a pessoa pode não perceber que esses sintomas estão relacionados ao estresse. Com o tempo, o estresse se torna crônico e pode colocar a saúde em risco, podendo aumentar o risco de:

  • Hipertensão arterial (pressão alta);
  • Insuficiência cardíaca;
  • Diabetes;
  • Obesidade;
  • Depressão ou ansiedade;
  • Problemas de pele, como acne ou eczema;
  • Alterações menstruais.

Se a pessoa já tiver alguma doença ou problema de saúde, o estresse crônico pode piorar o quadro.

Por quê o estresse pode causar sintomas físicos?

O corpo reage ao estresse liberando hormônios. Esses hormônios deixam o cérebro em estado de alerta, aumentam a tensão muscular e aceleram os batimentos cardíacos.

Trata-se de uma reação natural do corpo diante de situações estressantes, preparando a pessoa para enfrentar tais situações. A curto prazo, essas reações são benéficas, pois ajudam a pessoa a gerenciar a situação que está causando o estresse.

Porém, quando o estresse é excessivo e se torna crônico, o corpo permanece em constante estado de alerta, mesmo quando não há perigo. Nesses casos, além de causar sintomas físicos e emocionais, o estresse torna-se prejudicial à saúde, causando doenças e prejudicando o funcionamento normal do corpo.

O que é o estresse?

O estresse é uma sensação de tensão física ou emocional. A palavra vem do inglês stress, que significa literalmente “tensão”. Pode ocorrer devido a qualquer situação ou pensamento que a faça a pessoa se sentir frustrada, irritada ou nervosa.

O estresse é uma reação do corpo a uma situação de desafio, exigência ou necessidade. Pequenos episódios de estresse podem ser positivos, pois ajudam a pessoa a resolver certas situações, como evitar um perigo ou cumprir um prazo, por exemplo. Contudo, quando o estresse dura muito tempo, pode prejudicar a saúde.

Quais são os tipos de estresse? Estresse agudo

Trata-se de um estresse de curto prazo, que desaparece rapidamente. Pode ocorrer, por exemplo, ao frear de repente um veículo, durante uma briga ou discussão, ao pular de paraquedas, entre outras situações perigosas ou emocionantes. Todas as pessoas passam por um estresse agudo em um momento ou outro na vida.

Estresse crônico

Esse tipo de estresse permanece por um período prolongado de tempo. Uma pessoa pode ter estresse crônico devido a dificuldades financeiras, insatisfação no casamento, problemas no trabalho, entre outras situações em que o estresse torna-se constante e duradouro.

Qualquer tipo de estresse que continua por semanas ou meses é considerado crônico. A pessoa pode se acostumar de tal forma a esse estresse prolongado e excessivo que pode nem perceber que trata-se de um problema. Se o indivíduo não encontrar maneiras de gerenciar o estresse, sua saúde pode ser prejudicada.

Quais as causas de estresse?

As causas do estresse variam de pessoa para pessoa e não têm necessariamente que estar associadas a situações ruins. Algumas fontes comuns de estresse incluem:

  • Casar-se ou divorciar-se;
  • Começar um trabalho novo;
  • Morte de um cônjuge ou parente próximo;
  • Demissão do emprego;
  • Aposentadoria;
  • Ter um bebê;
  • Problemas financeiros, no trabalho ou em casa;
  • Mudanças de casa;
  • Tem uma doença grave.

Na presença de sintomas físicos ou emocionais de estresse, consulte um médico de família, um um psicólogo ou um psiquiatra, para receber tratamento, orientações ou ainda encaminhamento para outro profissional para ajudar a gerenciar o seu estresse.

Saiba mais em: Estresse e nervosismo podem causar manchas roxas no corpo?

Quais os problemas que causam queda de cabelo?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A queda de cabelo pode ter muitas causas e nem sempre está relacionada com doenças ou problemas de saúde. Na maioria das vezes, a perda de cabelos é causada por fatores genéticos, envelhecimento ou condições passageiras e modificáveis, como uso de medicamentos, dieta, estresse, entre outras.

Por outro lado, em alguns casos, ter o cabelo caindo pode ser sinal de infecção, anemia, tumor no ovário, entre outras doenças e problemas que precisam ser identificados e tratados.

Fator genético e envelhecimento

Tanto o homem como a mulher tendem a perder a espessura e a quantidade de cabelos com a idade. Esse tipo de queda de cabelo geralmente não é causado por doenças e está relacionado ao envelhecimento, à genética e às alterações hormonais.

Essa forma de calvície afeta muito mais o sexo masculino do que o feminino. A queda de cabelo em homens pode ocorrer em qualquer momento após a puberdade. Aos 70 anos, cerca de 80% dos homens mostram algum sinal de calvície. Entre as mulheres a doença mais comum é a alopecia androgenética, que atinge em média 20% da população feminina, em diferentes graus.

Estresse físico ou emocional

O estresse físico ou emocional pode causar a queda de mais da metade dos fios de cabelo do couro cabeludo. Esse tipo de perda de cabelos é chamado eflúvio telógeno. O cabelo tende a cair em mechas ao lavar, pentear ou passar as mãos.

Nesses casos, o cabelo pode começar a cair depois de semanas ou meses após o episódio de estresse. Porém, a queda de cabelo tende a diminuir depois de 6 a 8 meses. O eflúvio telógeno geralmente é temporário, mas pode se tornar crônico ou durar mais tempo.

As causas deste tipo de queda de cabelo, além de estresse emocional, incluem também, febre alta ou infecção grave, parto, grandes cirurgias, doenças graves, perda de sangue repentina, dietas radicais (sobretudo aquelas que não têm proteínas suficientes) e uso de certos medicamentos (retinoides, pílulas anticoncepcionais, betabloqueadores, bloqueadores dos canais de cálcio, alguns antidepressivos e anti-inflamatórios).

Algumas mulheres entre 30 e 60 anos podem notar uma queda de cabelo que afeta todo o couro cabeludo. A perda de cabelo pode ser abundante no início e depois diminui ou para gradualmente.

Outras causas de queda de cabelo

Outras causas de perda de cabelo, especialmente se o cabelo estiver caindo fora de um padrão comum, incluem:

  • Alopecia areata (caracteriza-se pelo aparecimento de áreas sem cabelo no couro cabeludo, podendo afetar ainda a barba, as sobrancelhas e os cílios);
  • Anemia;
  • Doenças autoimunes, como lúpus;
  • Queimaduras;
  • Doenças infecciosas, como sífilis;
  • Uso excessivo de xampu e secador;
  • Alterações hormonais, como que ocorre após a menopausa e doenças da tireoide;
  • “Tiques” nervosos, como puxar os cabelos ou esfregar o couro cabeludo;
  • Radioterapia;
  • Micose ou infecções bacteriana no couro cabeludo;
  • Tumor no ovário ou nas glândulas suprarrenais e
  • Penteados que aumentam muito a tensão nos fios de cabelo.

Uma vez que a perda de cabelo pode ser sinal de doenças e problemas mais graves, é importante ter atenção a outros sinais e sintomas. Procure um médico se:

  • A queda de cabelo apresentar um padrão fora do comum;
  • O cabelo estiver caindo rapidamente;
  • Tiver queda de cabelo antes dos 30 anos de idade;
  • A perda de cabelo vier acompanhada de dor ou coceira;
  • A pele do couro cabeludo na área afetada estiver avermelhada, apresentar descamação ou algum outro tipo de anormalidade;
  • Desenvolver pela primeira vez acne, perceber crescimento de pelos faciais ou irregularidades no ciclo menstrual (mulheres);
  • For mulher e apresentar calvície tipicamente masculina;
  • Homens que apresentem áreas sem pelos na barba ou nas sobrancelhas;
  • Houver ganho de peso ou fraqueza muscular, intolerância a baixas temperaturas ou fadiga.

O médico dermatologista é o especialista indicado para diagnosticar a causa da queda de cabelo e prescrever o tratamento mais adequado, de acordo com cada caso.

Como deve ser a dieta para intestino preso?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Para combater a prisão de ventre, a receita principal é a ingesta adequada de água (pelo menos 2 litros por dia) para amolecer as fezes, associada a uma dieta rica em alimentos que contêm fibras, a fim de regular o trânsito intestinal.

Entretanto, o consumo aumentado de fibras, sem beber água suficiente, pode prejudicar ainda mais a constipação intestinal (prisão de ventre). Por isso fique atento a sua ingesta de água!

Existem também muitos alimentos que são bons laxantes naturais, pois favorecem a passagem do bolo alimentar pelo intestino, como frutas e alimentos integrais.

Outra dica valiosa, é manter uma rotina alimentar, não pular refeições e evitar alimentos processados ou fast food, como pães brancos, bolos, bolachas, salsichas, hambúrgueres, batatas fritas e salgadinhos.

Peixe, frango, peru ou outras carnes magras não têm fibra, mas não deixam o intestino preso nem pioram a prisão de ventre. Por isso, podem estar incluídos na dieta.

Frutas para intestino preso

A maioria das frutas ajuda a soltar o intestino, aliviando a prisão de ventre. As mais indicadas em casos de intestino preso incluem bagas (melancia, goiaba, uva, laranja, tomate), pêssego, damasco, ameixa, passas e ameixas secas. Lembrando que as frutas devem ser consumidas com casca, sempre que possível, pois as cascas possuem muitas fibras.

Alimentos integrais para intestino preso

A dieta para intestino preso deve contemplar alimentos integrais, como pães, arroz, biscoitos e massas. Cereais ricos em fibras como a aveia ou o farelo de aveia são altamente recomendados.

Vegetais para intestino preso

Os vegetais fornecem boas doses de fibras à dieta. Alguns vegetais ricos em fibras incluem aspargos, brócolis, milho, abóbora e batatas com casca. Saladas feitas com alface, espinafre e couve também são indicadas.

Leguminosas (feijão, grão-de-bico, ervilha, lentilha), amendoim, nozes e amêndoas são consideras excelentes fontes de fibra e devem ser parte integrante de uma dieta para combater a prisão de ventre.

Recomenda-se que os alimentos ricos em fibras sejam introduzidos lentamente à dieta, já que o aumento súbito do consumo de fibras, pode causar inchaço abdominal e gases.

Vale ressaltar ainda que as necessidades diárias de fibras são diferentes para homens e mulheres e variam conforme a idade da pessoa. Para saber as doses indicadas de cada alimento e receber um plano alimentar personalizado, de acordo com as suas necessidades, consulte um nutricionista.

Porém, para casos de intestino preso, sem evacuar por 3 dias, apresentar inchaço abdominal, dor de estômago, náuseas, vômitos ou sangue nas fezes, procure imediatamente atendimento médico, clínico geral ou médico de família, para avaliação mais detalhada.

Leia também: O que é prisão de ventre e quais são as suas causas?

Água no pulmão: quais as causas, sintomas e como é o tratamento?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O acúmulo de água no pulmão é uma condição conhecida como edema pulmonar. Esse acúmulo anormal de líquido no pulmão causa dificuldade para respirar, pois impede que as trocas gasosas sejam devidamente realizadas nos alvéolos pulmonares. Os alvéolos são pequenos “saquinhos” localizados dentro dos pulmões, através dos quais o oxigênio entra na circulação sanguínea e o gás carbônico é eliminado do corpo.

O que causa acúmulo de água no pulmão?

O edema pulmonar é causado principalmente por insuficiência cardíaca congestiva. Quando o coração não é capaz de bombear o sangue com eficiência, ocorre um acúmulo de sangue nas veias que transportam o sangue dos pulmões para o coração.

À medida que a pressão nesses vasos sanguíneos aumenta, ocorre extravasamento de fluido para os alvéolos pulmonares. Esse líquido reduz o fluxo normal de oxigênio através dos pulmões, causando dificuldade para respirar.

A insuficiência cardíaca congestiva que provoca acúmulo de água no pulmão pode ser causada por:

  • Infarto agudo do miocárdio (IAM);
  • Doenças cardíacas que provoquem o enfraquecimento ou rigidez do miocárdio (músculo do coração), como doença de chagas, cardiopatia alcoólica, entre outras;
  • Defeitos nas válvulas cardíacas;
  • Hipertensão arterial (pressão alta) grave e súbita.

O edema pulmonar também pode ser causado por:

  • Uso de certos medicamentos;
  • Exposição a grandes altitudes;
  • Insuficiência renal;
  • Estreitamento das artérias que transportam sangue para os rins;
  • Danos pulmonares causados por gases tóxicos ou infecções graves.
Quais os sintomas de água no pulmão?

O acúmulo de água nos pulmões pode causar os seguintes sinais e sintomas:

  • Tosse com eliminação de sangue ou “espuma” sanguinolenta;
  • Dificuldade para respirar quando a pessoa está deitada;
  • Sensação de falta de ar ou asfixia;
  • Chiado ou sons borbulhantes durante a respiração;
  • Dificuldade para falar frases completas devido à dificuldade em respirar.

Outros sintomas do edema pulmonar podem incluir:

  • Ansiedade ou inquietação;
  • Diminuição do nível de consciência;
  • Inchaço no abdômen ou nas pernas;
  • Palidez da pele;
  • Transpiração excessiva.
Qual é o tratamento para água no pulmão?

O tratamento para casos de água no pulmão é quase sempre realizado em salas de emergência ou em unidade de terapia intensiva (UTI). Local de melhor suporte para esses casos, devido ao elevado risco de morte, se não for tratado imediatamente.

O tratamento deve ser iniciado ao mesmo tempo em que se procura a causa do problema, com suporte de oxigênio e medicamentos para eliminar o excesso de líquido dentro dos pulmões, são eles: oxigênio, respiração mecânica e medicamentos.

O oxigênio é administrado através de uma máscara ou pequenos tubos de plástico (cânulas) colocados no nariz. Se a pessoa não conseguir respirar bem sozinha, é introduzido um tubo na traqueia para que ela possa ser conectada a um respirador mecânico.

Os medicamentos usados no tratamento do edema pulmonar incluem diuréticos, para eliminar o excesso de líquido do corpo, além de medicamentos específicos que fortalecem o miocárdio, controlando os batimentos cardíacos e a pressão arterial.

O edema pulmonar pode melhorar rapidamente ou lentamente, dependendo da causa. Algumas pessoas podem precisar de ventilação mecânica por um longo tempo. Sem tratamento, o acúmulo de água no pulmão pode levar à morte.

O médico cardiologista, intensivista ou pneumologista são especialistas capazes de diagnosticar e conduzir o tratamento do edema pulmonar.

Leia também: Edema pulmonar: quais as causas e possíveis complicações?

Frieira (pé de atleta): o que é, quais as causas, sintomas e como tratar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A frieira, popularmente conhecida como “pé de atleta”, é uma infecção causada por fungos que afeta o pé. Trata-se de uma micose que ocorre quando um determinado fungo se prolifera na pele dos pés, sobretudo entre os dedos. A frieira é o tipo mais comum de micose e se espalha rapidamente.

Frieira ("pé de atleta") O que causa frieira?

O fungo que causa frieira prospera em áreas quentes e úmidas. O risco de contrair pé de atleta aumenta se a pessoa usar calçados fechados (principalmente se forem revestidos com plástico), deixar os pés úmidos por muito tempo, transpirar excessivamente ou tiver alguma lesão na pele dos pés ou nas unhas.

A frieira pode ser transmitida através de calçados ou meias, piscinas e pelo contato direto com o chão de banheiros e vestiários.

Quais os sintomas de frieira?

Os sintomas mais comuns da frieira são as rachaduras e a descamação, que ocorrem principalmente entre os dedos e nas laterais do pé. O pé de atleta também pode causar coceira, vermelhidão na pele, dor em queimação, ardência e bolhas que libertam líquido ou formam uma crosta.

Se o fungo se espalhar para as unhas, pode haver descoloração, espessamento e até perda das unhas afetadas.

Como tratar e curar a frieira?

O tratamento da frieira é feito com remédios antifúngicos, sob a forma de pomada ou . Os medicamentos mais usados para tratar pé de atleta são: miconazol, clotrimazol, terbinafina e tolnaftato.

Além do uso de antifúngicos, é importante ter alguns cuidados para curar a frieira completamente, tais como:

  • Manter os pés limpos e secos, especialmente entre os dedos dos pés;
  • Lavar bem os pés com água e sabão e secar completamente e cuidadosamente as áreas afetadas, pelo menos duas vezes por dia;
  • Usar meias de algodão, sempre limpas;
  • Trocar as meias e o calçado quantas vezes for necessário para manter os pés secos;
  • Usar sandálias ou chinelos em chuveiros ou piscinas públicas;
  • Usar pó antifúngico ou pó específico para manter os pés secos se tiver freiras frequentemente ou frequentar locais onde o fungo que causa o pé de atleta é comum, como piscinas ou chuveiros públicos;
  • Usar calçados bem ventilados e feitos com materiais naturais, como algodão ou couro;
  • Alternar os calçados todos os dias, para que eles possam secar completamente cada vez que forem usados;
  • Não usar sapatos ou calçados com forros de plástico.

Se a frieira não melhorar com o tratamento em até 4 semanas ou voltar a aparecer com frequência, podem ser indicados remédios antifúngicos por via oral, antibióticos para tratar infecções bacterianas causadas pelo ato de coçar e pomadas específicas para matar os fungos.

Em geral, a frieira costuma responder bem ao tratamento. Contudo, o pé de atleta pode voltar a aparecer. Por isso, pode ser necessário tomar medidas preventivas e usar medicamentos a longo prazo.

O médico dermatologista é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da frieira.

Coqueluche: o que é, quais as causas, sintomas e tratamento?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Coqueluche é uma infecção respiratória, causada pela bactéria Bordetella pertussis. Trata-se de uma doença bacteriana altamente contagiosa, caracterizada pelo quadro de tosse seca violenta e incontrolável que pode dificultar a respiração. A coqueluche é uma doença grave que pode afetar pessoas de qualquer idade e causar incapacidade permanente em bebês e até a morte.

Como ocorre a transmissão da coqueluche?

A transmissão da coqueluche se dá de pessoa para pessoa, através da inalação de gotículas de secreção eliminadas pela pessoa infectada, ao tossir ou espirrar. Pode se dar também, através de objetos recentemente contaminados, embora menos frequente.

Quais são os sintomas da coqueluche?

Os sintomas iniciais da coqueluche são semelhantes aos do resfriado comum, com febre baixa, coriza e mal-estar. Na maioria dos casos, se manifestam após uma semana do contágio.

Os episódios graves de tosse começam cerca de 10 a 12 dias depois do início do quadro. Em bebês e crianças pequenas, a tosse às vezes termina com um som característico de “grito” quando a pessoa tenta respirar.

Os episódios de tosse podem causar vômito ou ainda uma breve perda de consciência. Nos bebês, episódios de asfixia e longas pausas na respiração são comuns.

Os sintomas da coqueluche geralmente duram 6 semanas, mas podem persistir por até 10 semanas.

Como é feito o diagnóstico da coqueluche?

O diagnóstico nem sempre é fácil, devido aos sintomas inespecíficos no início da doença. Porém deve ser baseado na história clínica, sintomas apresentados e para confirmação, exames laboratoriais.

Para confirmar o diagnóstico, é realizada a coleta de uma amostra de secreção nasal para ser analisada em laboratório. Porém, o resultado do exame leva algum tempo para ficar pronto. Por isso, na maioria das vezes, o tratamento é iniciado antes que os resultados do teste estejam prontos.

Qual é o tratamento para coqueluche?

O tratamento da coqueluche é realizado com antibióticos, como a eritromicina®. A medicação pode fazer com que os sintomas desapareçam mais rapidamente, desde que seja administrada a tempo.

Entretanto, a maioria dos pacientes recebe o diagnóstico muito tarde, quando os antibióticos já não são muito eficazes para combater a doença. Mesmo assim, os medicamentos diminuem as chances da pessoa continuar transmitindo a doença.

Bebês com menos de 18 meses necessitam de supervisão constante, pois a respiração pode parar temporariamente durante as crises de tosse. Bebês com quadros graves de coqueluche devem ser hospitalizados.

O tratamento da coqueluche pode incluir ainda o uso de oxigênio, soro fisiológico, por via intravenosa para casos de crises de tosse intensas, que impeçam a ingesta de água adequada. Para crianças pequenas, podem ser indicados ainda medicamentos sedativos.

Xaropes para tosse, expectorantes e supressores de tosse geralmente não funcionam para tratar a coqueluche e não devem ser utilizados.

Quais as possíveis complicações da coqueluche?

A coqueluche pode causar complicações, como pneumonia, convulsões, sangramento nasal, infecções de ouvido, danos cerebrais devido à falta de oxigênio, hemorragia cerebral, incapacidade intelectual, interrupção temporária da respiração e morte.

Como prevenir a coqueluche?

A prevenção da coqueluche é feita através da vacina tríplice bacteriana (DPT), que protege a criança contra a difteria (D), a coqueluche (P - pertussis) e o tétano (T). São recomendadas 5 doses da vacina: aos 2 meses, 4 meses, 6 meses, dos 15 aos 18 meses e entre os 4 e os 6 anos de idade.

A vacina do tipo adulto (dTpa) é recomendada para adultos com mais de 10 anos de vacinação. Também para gestantes, a partir da 20ª semana de gestação e para profissionais de saúde.

Durante um surto de coqueluche, crianças menores de 7 anos que não foram vacinadas não devem ir à escola, nem estar em locais com aglomeração de pessoas. Essas medidas devem ser tomadas até 14 dias depois do último caso relatado da doença.

Em caso de suspeita de coqueluche, procure um médico clínico geral ou médico de família para receber um diagnóstico e tratamento adequados, o mais rápido possível.

Saiba mais em: O que é coqueluche e quais os sintomas?

O que causa depressão?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

As causas da depressão ainda não são totalmente conhecidas, mas sabe-se que o transtorno é causado pela combinação de fatores genéticos e hereditários com situações de estresse, tristeza e dificuldades. Alguns tipos de depressão são herdados, enquanto outros podem ocorrer mesmo que a pessoa não tenha história familiar da doença.

Acredita-se que alterações químicas no cérebro sejam responsáveis pela depressão. Nesse caso, a depressão seria causada pela falta de noradrenalina, serotonina e dopamina, substâncias cerebrais conhecidas como neurotransmissores e que estão relacionadas com humor, sensação de prazer e bem estar, entre outras funções. Isso pode ocorrer devido a problemas com determinados genes.

A depressão também pode ter como causa, eventos estressantes ou infelizes na vida, como a morte ou doença de alguém próximo, perder um emprego, divórcio, problemas de saúde, abuso ou rejeição na infância, solidão (comum em adultos mais velhos) e fim de um relacionamento.

Outras possíveis causas de depressão incluem:

  • Alcoolismo ou dependência de drogas;
  • Hipotireoidismo, câncer ou dor prolongada (crônica);
  • Certos tipos de medicamentos, como esteroides;
  • Dificuldades para dormir.
O que é depressão?

A depressão é um transtorno de humor, que se caracteriza por sentimento de tristeza, angústia, desinteresse, raiva ou frustração. Sentimentos que chegam a interferir na vida diária da pessoa por um longo período. A depressão também altera o funcionamento normal do corpo.

A doença pode mudar ou distorcer a forma como a pessoa se vê, a sua vida e as pessoas ao seu redor. Um indivíduo com depressão costuma ver tudo de maneira negativa, sendo difícil para ele imaginar que um problema ou situação possam ser resolvidos de maneira positiva.

Quais são os sintomas de depressão?

Os sintomas de depressão podem incluir:

  • Agitação, inquietação, angústia, irritabilidade e raiva;
  • Isolamento social;
  • Fadiga e falta de energia;
  • Sentimentos de falta de esperança, desamparo, inutilidade, culpa e auto aversão;
  • Perda de interesse ou prazer em atividades que antes a pessoa tinha interesse;
  • Mudanças repentinas no apetite, geralmente com ganho ou perda de peso;
  • Pensamentos de morte ou suicídio;
  • Dificuldade de concentração;
  • Dificuldade em adormecer ou excesso de sono;
  • Alucinações e delírios (depressão muito intensa).

A depressão em crianças e adolescentes pode ser mais difícil de reconhecer. Problemas na escola, no comportamento ou o uso de álcool ou drogas podem ser alguns sinais do transtorno.

Qual é o tratamento para depressão? Medicamentos

O tratamento da depressão é feito com medicamentos antidepressivos, associados ou não com psicoterapia. Se a pessoa estiver com pensamentos suicidas ou extremamente deprimida e não conseguir estar funcional, o tratamento pode precisar ser realizado inicialmente em ambiente hospitalar, com internação para uma abordagem multidisciplinar mais eficaz.

Os antidepressivos são os medicamentos usados para tratar a depressão. A medicação restabelece os níveis adequados dos neurotransmissores no cérebro, ajudando a aliviar os sintomas. Em caso de delírios ou alucinações, podem ser prescritos ainda outros medicamentos.

Crianças, adolescentes e adultos jovens devem ser monitorados de perto se apresentarem comportamentos suicidas, especialmente durante os primeiros meses de uso da medicação.

Psicoterapia

A psicoterapia desempenha um papel importante no tratamento da depressão, pois ajuda a pessoa a falar sobre seus sentimentos e pensamentos e aprender a lidar com eles.

A terapia cognitivo-comportamental é uma das formas de psicoterapia mais usadas para tratar a depressão, pois ajuda a combater pensamentos negativos. A pessoa aprende como estar mais consciente dos seus sintomas e detectar os fatores que pioram a depressão, além de desenvolver habilidades para resolver problemas.

A psicoterapia também pode ajudar o indivíduo a entender os problemas que podem estar por trás de seus pensamentos e sentimentos.

Atividade física

A atividade física com profissional capacitado e praticada de maneira regular, auxilia no tratamento, devido ao aumento de neurotransmissores que trazem sensação de bem estar, como a endorfina, sendo portanto considerada uma forma indireta de terapia.

As atividades em grupo e ou associadas à música proporcionam ainda um melhor resultado.

Outros tratamentos para depressão

A eletroconvulsoterapia pode melhorar o humor em casos de depressão grave ou pensamentos suicidas que não respondem a outros tratamentos.

O médico psiquiatra é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da depressão.

Leia também: As 4 Formas para Combater a Depressão

Barriga inchada: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Barriga inchada pode ter várias causas. Na maioria dos casos, a barriga estufada é causada por gases ou prisão de ventre. No caso das mulheres, o inchaço abdominal também pode ser provocado por menstruação, gravidez ou ainda cistos nos ovários. As possíveis causas para a barriga inchada e dura podem incluir:

  • Gases intestinais;
  • Vermes;
  • Prisão de ventre;
  • Acúmulo de líquido no abdômen;
  • Síndrome do intestino irritável;
  • Intolerância à lactose;
  • Cistos nos ovários;
  • Gravidez;
  • Menstruação;
  • Apendicite;
  • Miomas uterinos;
  • Aumento de peso.
Barriga inchada e gases

Alguns alimentos ricos em fibras, como frutas e leguminosas (feijão, lentilhas, grão-de-bico, ervilhas), entre outros, produzem muitos gases durante a digestão, deixando a barriga estufada. Os gases também podem ser causados por prisão de ventre, ansiedade e intolerância à lactose.

O que fazer?

Evitar alimentos que produzem muitos gases durante a digestão, como leguminosas, cebola, brócolis, ovo, batata, comidas gordurosas, couve-flor, carne de porco, doces, bebidas com gás, leite e derivados.

Para ajudar a eliminar os gases, deite-se de barriga para cima, flexione os joelhos e puxe as pernas contra a barriga, abraçando e puxando as coxas contra a barriga.

Outra forma de diminuir o inchaço abdominal causado por gases é fazer massagem na barriga com movimentos circulares e profundos, da direita para a esquerda, insistindo nos locais mais inchados e doloridos.

Barriga inchada e prisão de ventre

A prisão de ventre está entre as principais causas de barriga inchada, juntamente com os gases. O intestino pode ficar preso por falta de fibras na alimentação, falta de atividade física, ansiedade, menstruação ou ainda devido à gravidez.

O que fazer?

Aumente a ingestão de água (pelo menos 2 litros por dia), aumente a ingesta de alimentos ricos em fibras (frutas, verduras, aveia, farelo de aveia, cereais integrais) e pratique atividade física regularmente.

Barriga inchada e menstruação

A barriga inchada é um dos sinais e sintomas da síndrome pré-menstrual, também conhecida como TPM. O inchaço abdominal pode ser observado antes da menstruação e durante o período menstrual, tendo como principal causa a retenção de líquidos.

O que fazer?

Aumente a ingesta de água, pode tomar mais chás naturais e drenagem linfática. A atividade física regular também é uma forma de drenagem, auxiliando muito na eliminação do excesso de líquido acumulado no corpo.

Barriga inchada e gravidez

Se a barriga estiver inchada do umbigo para baixo e vier acompanhada de outros sinais e sintomas, como atraso da menstruação e náuseas, pode ser um sinal de gravidez. No início da gestação, o abdômen fica inchado devido à ação do hormônio progesterona, que provoca retenção de líquidos e prisão de ventre.

O que fazer?

Se a menstruação estiver atrasada por mais de uma semana, faça um teste de gravidez. Se der positivo, procure um médico de família ou médico obstetra para fazer o acompanhamento pré-natal. No caso do teste dar negativo, espere mais uma semana e faça novo teste, ou procure posto de saúde para realização de exames mais específicos.

Barriga inchada e síndrome do intestino irritável

A síndrome do intestino irritável deixa a barriga inchada e causa diarreia ou constipação intestinal (prisão de ventre) após as refeições, além de dor no abdômen, gases e cólicas constantes.

O que fazer?

Evite alimentos gordurosos ou que aumentam a produção de gases, bem como refrigerantes, café e bebidas alcoólicas. Mastigue bem a comida (pelo menos 20 vezes) antes de engolir, diminua as doses das refeições, aumente o consumo de fibras, pratique atividade física, não fume e procure controlar o estresse e a ansiedade, mesmo que pra isso precise de ajuda médica ou psicológica.

Barriga inchada e vermes

Além de deixar a barriga inchada, a presença de vermes pode provocar náuseas, vômitos, dores abdominais, fraqueza, diarreia e prisão de ventre.

O que fazer?

Procure um médico para realizar um exame de fezes e identificar o tipo de verme que está deixando a barriga inchada. Em alguns casos, os vermes podem ser observados nas fezes. O tratamento é feito com medicamentos vermífugos.

Saiba mais no link: Quais os sintomas de vermes no corpo?

Barriga inchada e ingestão de ar

Engolir ar pode ser um hábito involuntário relacionado com o nervosismo. Também é comum engolir ar durante as refeições, principalmente se a pessoa conversar muito enquanto estiver comendo ou comer depressa demais.

O que fazer?

Nos casos de inchaço na barriga causado pela ingestão de ar, recomenda-se evitar bebidas com gás, mascar chicletes ou chupar balas, beber líquidos com canudinho ou dar goles superficiais em bebidas quentes. Durante as refeições, procurar comer devagar.

Barriga inchada e apendicite

O principal sintoma da apendicite é a dor na barriga, que geralmente começa ao redor do umbigo e depois passa para a porção inferior direita do abdômen. A barriga também fica inchada e dolorida e a pessoa pode apresentar ainda náuseas, vômitos, diarreia ou prisão de ventre.

O que fazer?

Na suspeita de apendicite, procure atendimento médico com urgência. O tratamento é cirúrgico e consiste na retirada do apêndice vermiforme, localizado no intestino grosso. Ainda, antibioticoterapia e orientações dietéticas.

Leia também: Como identificar sintomas de uma apendicite?

Barriga inchada: quando procurar um médico?

Procure um médico clínico geral ou médico de família se a barriga inchada vier acompanhada de outros sinais e sintomas, como febre, dor abdominal, diarreia intensa ou presença de sangue nas fezes. Se o inchaço abdominal estiver piorando e não desaparecer ou ainda se a barriga estiver sensível ao toque, também é recomendado consultar um médico para uma avaliação.

Pode lhe interessar também: Quais as causas de dor na barriga?

Como deve ser a dieta para baixar o colesterol?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A dieta para baixar o colesterol alto deve incluir alimentos ricos em gorduras “saudáveis” e fibras. Alimentos com alto teor de gordura animal devem ser evitados, bem como alimentos processados e fritos, pois são ricos em gorduras saturadas e trans.

Essas gorduras (animal, saturada e trans) são as principais responsáveis pelo aumento dos níveis de colesterol ruim (LDL) no sangue, podendo ainda diminuir os valores do colesterol bom (HDL). Lembrando que a dieta para baixar o colesterol tem como objetivos aumentar o colesterol bom e baixar o colesterol ruim.

Como baixar o colesterol através da alimentação? Escolha gorduras saudáveis

A gordura saturada é uma gordura prejudicial porque aumenta o nível de colesterol ruim (LDL). Pode ser encontrada em algumas carnes, laticínios, chocolate, alimentos processados e fritos.

A gordura trans é outra gordura prejudicial. Pode aumentar o colesterol ruim e diminuir o colesterol bom. A gordura trans é encontrada principalmente em alimentos feitos com gorduras e óleos hidrogenados, como margarina, bolachas e salgadinhos.

Por isso, recomenda-se substituir essas gorduras nocivas por gorduras mais saudáveis, presentes em alimentos como carnes magras, nozes, azeite e óleos de canola e açafrão.

Dependendo das calorias consumidas por dia, as quantidades máximas de gorduras que devem estar presentes na dieta são:

Calorias diárias Gordura total Gordura saturada
1.500 42-58 g 10 g
2.000 56-78 g 13 g
2.500 69-97 g 17 g
Diminua o consumo de alimentos com colesterol

O colesterol é encontrado em alimentos de origem animal, como fígado, miúdos, gemas de ovos, camarão e laticínios. Para baixar o colesterol, recomenda-se consumir menos de 200 mg de colesterol por dia.

Aumente o consumo de fibras

Os alimentos ricos em fibras ajudam a diminuir a absorção de gorduras pelo intestino. Esses alimentos incluem:

  • Cereais integrais (aveia e farelo de aveia);
  • Frutas (maçã, banana, laranja, pera, ameixa);
  • Leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha);
Coma muitas frutas e legumes

Uma dieta rica em frutas e legumes pode aumentar a quantidade de substâncias importantes para baixar o colesterol. Essas substâncias, chamadas estanóis ou esteróis vegetais, funcionam como fibras.

Coma peixes ricos em ômega-3

O ômega-3 é um tipo de gordura, porém, “saudável”. Embora não reduza o nível de colesterol ruim (LDL), podem ajudar a aumentar o nível de colesterol bom (HDL). Salmão, atum, sardinha e cavala são boas fontes de ômega-3. Para ajudar a baixar o colesterol, recomenda-se comer esses peixes duas vezes por semana.

Reduza o consumo de álcool

O álcool adiciona calorias à dieta, o que pode causar ganho de peso. Estar acima do peso pode aumentar o colesterol ruim e diminuir o colesterol bom.

Para maiores informações sobre como seguir uma dieta para baixar o colesterol, consulte um médico clínico geral, médico de família ou nutricionista.

Depressão e ansiedade: quais os sintomas e as diferenças entre elas?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A depressão e a ansiedade são transtornos mentais que muitas vezes surgem juntos, mas que apresentam diferenças marcantes, com características diferentes entre eles, embora alguns sintomas possam surgir tanto na ansiedade como na depressão.

O que é depressão?

A depressão é um distúrbio de humor que caracteriza-se por sentimentos de tristeza, perda, raiva ou frustração, que interferem na vida diária da pessoa. A duração dos sintomas pode ser de algumas semanas, meses ou anos.

O que é ansiedade?

A ansiedade é um distúrbio mental que deixa a pessoa excessivamente preocupada e apreensiva com muitas coisas. A preocupação e a tensão nesses casos é desproporcional à situação em si e a pessoa sente muita dificuldade em controlar a ansiedade. Para ser considerada uma doença, os sintomas da ansiedade devem durar por mais de 6 meses.

Qual a diferença entre ansiedade e depressão?

A melhor forma de identificar as diferenças entre ansiedade e depressão é analisar os sintomas de cada um dos transtornos.

Quais são os sintomas de depressão?

Os sintomas de depressão incluem:

  • Humor irritável ou deprimido;
  • Dificuldade para adormecer ou excesso de sono;
  • Grandes mudanças no apetite, geralmente com ganho ou perda de peso;
  • Cansaço e falta de energia;
  • Sentimentos de inutilidade, auto-aversão e culpa;
  • Dificuldade de concentração;
  • Movimentos mais lentos que o normal;
  • Inatividade e desinteresse por atividades habituais;
  • Sentimentos de desesperança e abandono;
  • Pensamentos repetitivos de morte ou suicídio;
  • Perda de interesse em atividades que antes despertavam prazer e satisfação.

No caso das crianças, os sintomas podem ser diferentes dos adultos. Nesses casos, deve-se observar sobretudo as mudanças no desempenho escolar, no sono e no comportamento.

Quais são os sintomas de ansiedade?

O principal sintoma do transtorno de ansiedade é a presença constante de preocupação ou apreensão por pelo menos 6 meses, mesmo quando não há uma causa aparente ou ela é pouco relevante. As preocupações parecem flutuar de um problema para outro, podendo incluir problemas que envolvem família, relacionamentos interpessoais, trabalho, dinheiro e saúde.

Outros sintomas do transtorno de ansiedade incluem:

  • Dificuldade de concentração;
  • Fadiga;
  • Irritabilidade;
  • Dificuldade para adormecer e permanecer dormindo ou ter um sono pouco tranquilo e reparador;
  • Inquietação ao acordar.

A ansiedade também pode causar sintomas físicos, como tensão muscular, problemas estomacais, transpiração e falta de ar.

Quais as causas de depressão e ansiedade?

A depressão é causada por uma combinação de fatores psíquicos, sociais e biológicos. Pode ser desencadeada por situações adversas e estressantes no decorrer da vida como desemprego, luto, trauma psicológico.

Outros fatores como alcoolismo, dependência de drogas e isolamento social também podem contribuir para o aparecimento de um quadro de pressivo. Também há uma associação familiar seja por causas genéticas ou sociais, por exemplo, filhos de pais que apresentam depressão tem maior risco de também desenvolverem o transtorno.

As causas do transtorno de ansiedade também se relacionam a fatores biológicos, psicológicos e relacionados a eventos ou experiências de vida. É possível que os distúrbios ansiosos tenham influência genética, no entanto, eventos traumáticos, estresse crônico e outras circunstâncias relacionados a história pessoal também contribuem para o aparecimento dos transtornos ansiosos.

Qual é o tratamento para depressão e ansiedade?

O tratamento da ansiedade e da depressão é feito com psicoterapia e medicamentos antidepressivos, estabilizadores de humor, ansiolíticos e sedativos.

A psicoterapia desempenha um papel muito importante no tratamento desses transtornos, pois ajuda a pessoa a identificar as causas da ansiedade ou depressão e entender a relação entre seus pensamentos, comportamentos e sintomas.

O médico psiquiatra é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da ansiedade e da depressão.