Perguntar
Fechar

Últimas Questões

Transtorno da personalidade antissocial: Qual a causa e tratamento?

As causas do transtorno antissocial não são totalmente definidas. A origem do transtorno está associada à combinação de fatores sociais, genéticos e hereditários.

Pessoas com transtorno da personalidade antissocial parecem não se importar ou compreender valores morais de "certo" ou "errado", sem manifestações de arrependimento ou remorso pelas suas atitudes.

Trata-se de uma atitude psicopata, ou seja, seus atos negam os seus deveres e obrigações, bem como os direitos e a empatia pelos outros.

Quem sofre do transtorno antissocial não compreende o sofrimento das outras pessoas nem se coloca no lugar das mesmas, o que favorece a prática de atitudes agressivas contra os outros.

Diagnóstico

Para que o transtorno da personalidade antissocial seja diagnosticado, o paciente precisa ter pelo menos 18 anos de idade e os sinais e sintomas devem surgir antes dos 15 anos de idade. Geralmente, as manifestações do distúrbio iniciam-se muito cedo, ainda antes das crianças começarem a idade escolar.

Leia também: Quais os sintomas do transtorno da personalidade antissocial?

Tratamento

O tratamento do transtorno da personalidade antissocial é feito com psicoterapia individual e familiar, medicamentos psiquiátricos e orientação aos professores familiares.

A medicação é utilizada para controlar a agressividade, a impulsividade, a intolerância, entre outros sintomas, além de tratar outros transtornos mentais, como depressão, ansiedade, entre outros.

O tratamento tende a ter melhores resultados quando o transtorno antissocial é diagnosticado no início e os sintomas são mais leves. 

O meio social em que a pessoa vive, bem como o envolvimento da família, também podem ter influência na resposta ao tratamento do transtorno de personalidade antissocial.

Transtorno de conduta: Quais os sintomas e como é o tratamento?

Os sinais e sintomas do transtorno de conduta mais observados incluem bullyings, intimidação dos parceiros e das autoridades, agressões físicas, uso de objetos para ferir os outros, maus tratos a pessoas e animais, roubos, violações sexuais, danos materiais públicos ou a terceiros, além de violação grave das regras morais e sociais.

As manifestações de desvio de conduta normalmente começam a se manifestar entre os 7 e os 15 anos de idade, sendo mais comuns em meninos do que em meninas, com graves prejuízos na vida social, escolar e acadêmica.

No início, os sintomas podem ser leves, como mentiras e fuga às aulas. Depois, as atitudes tornam-se mais sérias e podem envolver agressões físicas ou ainda uso abusivo de drogas.

Crianças e adolescentes com transtorno de conduta também manifestam com mais frequência outros tipos de transtornos mentais, como transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), ansiedade e transtorno obsessivo-compulsivo. O uso de drogas também é uma característica marcante nesses jovens.

Quanto mais cedo o transtorno de conduta tem início, mais grave é o distúrbio e maiores são as chances do problema permanecer durante toda a vida.

Veja também: Quais as causas do transtorno de conduta?

Tratamento

O tratamento do transtorno de conduta pode incluir psicoterapia, terapia familiar, uso de medicamentos psiquiátricos, além de orientação aos pais e professores. Os resultados podem ser pouco satisfatórios, embora seja possível obter melhorias nos comportamentos.

Os medicamentos servem para controlar os sintomas (agressividade, intolerância a frustrações, hiperatividade mental e motora) e tratar outros transtornos mentais associados, como ansiedade, depressão, TDAH, entre outros. 

Quanto mais cedo tiver início o tratamento e mais leves forem os sintomas, maiores serão os benefícios da psicoterapia e a evolução da criança em geral. 

A resposta ao tratamento do transtorno de conduta também é muito influenciada pelo envolvimento da família e pelo ambiente em que a pessoa vive.

Quais as causas do transtorno de conduta?

As causas do transtorno de conduta podem ter origem em fatores genéticos e ambientais. A formação da personalidade ocorre até aos 18 anos e é influenciada pelo próprio temperamento da pessoa, presente desde o nascimento, e pelo caráter, adquirido no meio e que traz as ideias de certo e errado, bem como as normas e as condutas a serem seguidas.

Além disso, existem ainda fatores genéticos, complicações e condições durante a gestação e experiências vividas na infância que exercem um papel importante na formação da personalidade da pessoa.

O transtorno de conduta pode ser considerado um tipo de distúrbio de personalidade antissocial, porém que ocorre na infância e na juventude. O transtorno tem tendência a ocorrer em pessoas cujos pais têm ou tiveram comportamentos antissociais. 

Porém, o diagnóstico do transtorno antissocial só pode ser feito a partir dos 18 anos de idade, uma vez que a personalidade ainda não está totalmente formada antes dessa idade.

Sintomas

O transtorno de conduta caracteriza-se por diversos comportamentos e atitudes que perturbam os outros, com atos perigosos ou até mesmo ilícitos. Crianças com desvio de conduta não levam em consideração os sentimentos alheios e não apresentam remorso, arrependimento ou sofrimento por suas atitudes reprováveis.

Porém, é importante ressaltar que alguns atos moralmente reprováveis são comuns na infância e na adolescência, como mentir, por exemplo.

Contudo, em crianças e adolescentes com transtorno de conduta esses comportamentos disfuncionais são duradouros (pelo menos 1 ano) e podem persistir até à idade adulta, causando sofrimento aos outros e necessidade de tratamento especializado.

Leia também: Transtorno de conduta: Quais os sintomas e como é o tratamento?

Portanto, as causas do transtorno de conduta são múltiplas, com influências internas da própria pessoa e do meio externo que podem interferir negativamente na formação da personalidade e favorecer o desenvolvimento do transtorno. 

Qual é o tratamento para o Transtorno Explosivo Intermitente (TEI)?

O tratamento do Transtorno Explosivo Intermitente inclui o uso de medicamentos psiquiátricos e psicoterapia.

Uma técnica de psicoterapia muito usada para tratar o Transtorno Explosivo Intermitente é a terapia cognitiva-comportamental. 

Através dela, é possível ajudar a pessoa a identificar os contextos, as atitudes e as situações que podem despoletar as explosões de fúria, além de ensiná-la a controlar a agressividade através de diferentes técnicas.

Já os medicamentos mais utilizados no tratamento do Transtorno Explosivo Intermitente são os antidepressivos, os anticonvulsivantes, os ansiolíticos e os estabilizadores de humor.

Sem tratamento, o Transtorno Explosivo Intermitente pode trazer várias consequências para a pessoa.

Quem sofre desse transtorno muitas vezes direciona as explosões para si mesmo, podendo ferir-se intencionalmente ou até mesmo tentar o suicídio. Além disso, o distúrbio afeta significativamente as relações pessoais, sociais e profissionais do indivíduo.

Sintomas

A principal característica de uma pessoa com Transtorno Explosivo Intermitente é a tendência para a impulsividade sem medir as consequências das suas atitudes agressivas, além de serem afetivamente instáveis. As crises podem ser ainda piores se a pessoa for criticada ou impedida de agir durante as explosões de fúria

São pessoas que não conseguem controlar os impulsos agressivos, reagindo com agressões físicas ou destruição deliberada da propriedade alheia de maneira desproporcional à situação.

Veja também: Quais os sintomas do Transtorno Explosivo Intermitente (TEI)?

Contudo, esses indivíduos podem ser sociáveis, educados e simpáticas nos períodos entre as crises, embora a tendência é a de serem truculentos, críticos e mais voltados para o conflito do que para o convívio em harmonia. A ironia e o sarcasmo também são características comuns.

Vale ressaltar que nem todas as pessoas que têm explosões de fúrias são portadoras do Transtorno Explosivo da Personalidade, já que existem diversas outras situações que podem desencadear tais atitudes. 

Para que o transtorno seja identificado há vários critérios de avaliação. O médico psiquiatra é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento.

Saiba mais em: Quais as causas do Transtorno Explosivo Intermitente (TEI)?

Quais as causas do Transtorno Explosivo Intermitente (TEI)?

O Transtorno Explosivo Intermitente não tem uma causa conhecida. O desenvolvimento do transtorno é provavelmente decorrente de diversos fatores, como o meio em que a pessoa cresce e vive, predisposição genética, malfuncionamento da serotonina, uma substância responsável pela transmissão de impulsos cerebrais, transtornos mentais ou de personalidade, Mal de Parkinson, lesões cerebrais traumáticas, entre outras possíveis causas.

Já se sabe que existe uma série de fatores de risco que podem favorecer o desenvolvimento do Transtorno Explosivo Intermitente, tais como uso de drogas ou álcool, história de traumas ou abusos físicos na infância, idade (adolescência e entre os 20 e 30 anos) e ser homem, uma vez que o transtorno é menos comum nas mulheres.

Álcool

Em muitos casos, as crises do Transtorno Explosivo Intermitente podem facilmente ser desencadeadas pelo consumo de álcool, mesmo com poucas quantidades de bebida alcoólica. É a chamada "embriaguez patológica".

Quando isso ocorre, a personalidade da pessoa muda subitamente quando ela bebe, tornando-a praticamente irreconhecível. A seguir, vem a fúria e as atitudes agressivas contra pessoas ou objetos. Nesses casos, é comum o indivíduo não se lembrar muito bem do que aconteceu após a crise. 

Para tais pessoas, o consumo de bebidas alcoólicas é totalmente contraindicado. Contudo, a pessoa com Transtorno Explosivo da Personalidade tem total consciência das suas atitudes.

Mesmo quando ela não se recorda nitidamente dos fatos, o que acontece na embriaguez patológica, ela tem perfeita noção dos efeitos nefastos que o álcool lhe provoca e deve por isso abolir por completo o seu consumo.

Sem tratamento, o transtorno pode prejudicar significativamente a vida do indivíduo e trazer sérias consequências.

Para maiores informações, consulte um médico psiquiatra, que é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento do Transtorno Explosivo Intermitente.

Saiba mais em:

Quais os sintomas do Transtorno Explosivo Intermitente (TEI)?

Qual é o tratamento para o Transtorno Explosivo Intermitente (TEI)?

Quais os sintomas do Transtorno Explosivo Intermitente (TEI)?

O Transtorno Explosivo Intermitente (TEI) caracteriza-se por comportamentos impulsivos de agressividade, violência ou irritação, geralmente seguidos por sentimentos de arrependimento, constrangimento ou remorso.

As explosões podem resultar em danos materiais ou agressões físicas e verbais a terceiros, sendo normalmente desproporcionais às situações que as desencadeiam.

Além de poder ferir os outros, pessoas com Transtorno Explosivo Intermitente também podem causar lesões em si próprios durante uma crise. 

Explosões de fúria

As explosões do Transtorno Explosivo Intermitente podem durar até meia hora e na maioria dos casos geram agressões físicas e verbais, danos corporais e destruição de propriedades de terceiros. As crises podem ocorrer frequentemente ou em intervalos de tempo que podem ir de semanas a meses. 

No período entre os episódios, o indivíduo pode mostrar-se relativamente calmo ou manifestar sinais de irritação ou impulsividade.

Antes ou durante as explosões de agressividade, a pessoa pode apresentar ainda pensamentos acelerados, euforia, formigamentos no corpo, tremor, aumento da frequência cardíaca, sensação de pressão na cabeça e aperto no peito.

Veja também: Quais as causas do Transtorno Explosivo Intermitente (TEI)?

Diagnóstico

Contudo, para que o Transtorno Explosivo Intermitente seja diagnosticado, é necessário que a pessoa apresente os seguintes sinais e sintomas:

Episódios frequentes de explosões de agressividade que resultaram em agressões ou danos materiais a terceiros;

 Reações de agressividade que são absolutamente desproporcionais às situações que as desencadeiam;

 Atitudes agressivas que não são despoletadas pelo uso de drogas ou qualquer outra substância ou ainda por outras doenças e distúrbios psiquiátricos, como transtornos de personalidade e transtorno bipolar.

O tratamento do Transtorno Explosivo Intermitente inclui o uso de medicamentos e psicoterapia.

Leia também: Qual é o tratamento para o Transtorno Explosivo Intermitente (TEI)?

Na presença desses sintomas, consulte um médico psiquiatra para receber uma avaliação.

Como é o tratamento para transtornos alimentares?

O tratamento dos transtornos alimentares depende do tipo de transtorno (bulimia, anorexia, obesidade, desnutrição, vigorexia) e das suas causas, que podem estar relacionadas com fatores psicológicos ou metabólicos. 

Bulimia

O tratamento da bulimia envolve diferentes profissionais, nas áreas da psicologia, psiquiatria e nutrição. Pessoas com esse transtorno alimentar são tratadas com psicoterapia e medicamentos antidepressivos e estabilizadores do humor.

Veja também: Como identificar e tratar a bulimia?

Anorexia

O tratamento desse transtorno alimentar também é multidisciplinar, com médico psiquiatra, psicólogo e nutricionista. Em alguns casos de anorexia, a pessoa precisa ficar internada para que os alimentos sejam reintroduzidos gradualmente na dieta. O tratamento pode incluir psicoterapia, terapia familiar e medicamentos psiquiátricos.

Leia também: Anorexia tem cura? Qual o tratamento?

Obesidade

O tratamento da obesidade é feito com mudanças na dieta e atividade física. Alguns indivíduos podem precisar também acompanhamento psicológico. Casos de obesidade mórbida podem ter indicação de cirurgia de redução do estômago.

Saiba mais em: Não consigo emagrecer, o que devo fazer?

Desnutrição

O tratamento desse tipo de transtorno alimentar consiste em aumentar aos poucos a ingestão de carboidratos, proteínas, água e outros alimentos. 

A suplementação com proteínas, vitaminas e sais minerais muitas vezes é necessária. 

A reintrodução gradual dos alimentos e o uso de suplementos devem ser acompanhados por médicos e nutricionistas. 

Vigorexia 

O tratamento pode incluir psicoterapia, medicamentos e acompanhamento com nutricionista e endocrinologista. 

O objetivo do tratamento psicoterapêutico é ajudar a pessoa a aceitar o próprio corpo, combatendo a visão distorcida que ela tem do mesmo. 

Alguns medicamentos antidepressivos podem ser usados para controlar a compulsão e a obsessão ou tratar casos de depressão associados à vigorexia.

Também podem lhe interessar: 

Como é o tratamento para vigorexia?

Quais os tipos de transtornos alimentares e seus sintomas?

Quais os tipos de transtornos alimentares e seus sintomas?

Os transtornos alimentares mais comuns são a bulimia, a anorexia, a obesidade, a vigorexia e a desnutrição. Tratam-se de distúrbios que provocam alterações na alimentação e geralmente se manifestam na adolescência. As suas causas podem ter origem em fatores psicológicos e emocionais ou problemas relacionados com o metabolismo.

Bulimia

A bulimia é um transtorno alimentar que caracteriza-se pela ingestão compulsiva e rápida de grandes quantidades de alimentos, seguida por sentimentos de culpa ou arrependimento que levam a pessoa a induzir o próprio vômito para vomitar o que comeu para não engordar. 

Quem sofre desse tipo de distúrbio alimentar, na maioria dos casos mulheres, também pode usar medicamentos laxantes e diuréticos, ficar várias horas sem comer ou praticar atividades físicas intensas para não ganhar peso.

Pessoas com bulimia geralmente não são muito magras e costumam estar dentro do peso considerado normal. Contudo, têm obsessão com a forma física e tendem a fazer dietas muito rígidas. 

Quando não suportam mais a fome, comem compulsivamente e em grande quantidade num curto espaço de tempo. A seguir, sentem-se culpadas por terem comido tanto e forçam o vômito para não ganhar peso.

Leia também: O que é bulimia nervosa?

Anorexia

Os principais sintomas da anorexia são o excesso de preocupação com peso e o medo exagerado de engordar. Indivíduos com esse tipo de transtorno alimentar sempre acham que estão gordos quando se olham no espelho, ainda que estejam extremamente magros. 

Trata-se de um transtorno alimentar marcado pela distorção da autoimagem e que ocorre sobretudo na adolescência, sendo mais frequente em mulheres. 

Essa sensação de estar acima do peso leva a pessoa a fazer dietas extremas, tomar diuréticos e laxantes, fazer exercícios físicos extenuantes, ficar longos períodos em jejum, entre outras medidas extremas para "não engordar mais".

Uma característica marcante de quem sofre desse transtorno alimentar é a magreza acima do normal. Nos casos mais graves, a anorexia pode causar desnutrição severa e levar à morte.

Veja também: O que é anorexia e quais as suas causas?

Obesidade

Enquanto que os sinais e sintomas da bulimia e da anorexia caracterizam-se pelo medo de engordar e da sensação de estar acima do peso, os da obesidade manifestam-se pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, deixando a pessoa com o peso muito acima do recomendado.

As principais causas desse tipo de distúrbio alimentar é o sedentarismo e a alimentação pouco balanceada, com ingestão excessiva de carboidratos e gorduras.

A obesidade aumenta o risco de infarto e acidente vascular cerebral ("derrame") e favorece o desenvolvimento de alguns tipos de câncer, hipertensão arterial, diabetes, artroses, entre outras doenças e complicações.

Saiba mais em: Obesidade – Fisiologia do Armazenamento das Gorduras

Desnutrição

A desnutrição é um transtorno alimentar provocado por uma ingestão muito baixa de calorias e nutrientes essenciais para manter o bom funcionamento do organismo. 

Casos de anorexia grave podem levar a quadros severos de destruição. Contudo, grande parte dos casos de desnutrição são causados por fatores socioeconômicos.

Vigorexia 

A vigorexia não é propriamente um transtorno alimentar, mas psicológico. Seus principais sintomas são a obsessão por músculos e a insatisfação com o corpo.

Essas pessoas dedicam muitas horas às atividades físicas e acabam por ficar dependentes dos exercícios. 

Contudo, para conseguir o corpo desejado, a pessoa pode fazer uso de anabolizantes e dietas com grandes quantidades de proteínas, gerando distúrbios alimentares.

O tratamento dos transtornos alimentares é multidisciplinar e pode envolver médicos, psiquiatra, psicólogo e nutricionista.

Saiba mais em: Como é o tratamento para transtornos alimentares? 

Quais são os sintomas do transtorno afetivo bipolar?

O principal sintoma do transtorno afetivo bipolar é a súbita e extrema variação de humor, alternando períodos de euforia, irritabilidade tristeza e depressão.

Pessoas com transtorno afetivo bipolar ou distúrbio bipolar, como também é conhecido, passam por fases extremas de variações de humor, como a fase maníaca ou hipomaníaca que caracteriza a euforia, depois a fase de hiperatividade física e mental, seguida pelo período de depressão, ansiedade ou tristeza, em que o indivíduo pode apresentar ainda lentidão para concretizar ou ter ideias.

As crises do transtorno bipolar podem ser leves, moderadas ou graves, com frequência e tempos de duração que variam conforme a gravidade.

Essas flutuações de humor influenciam negativamente as ações de quem sofre de bipolaridade, gerando reações desproporcionais aos acontecimentos reais ou até mesmo sem relação com os mesmos. 

O transtorno afetivo bipolar normalmente se manifesta em homens e mulheres com idade entre 15 e 25 anos, embora possa ocorrer também em crianças e indivíduos mais velhos.

Depressão

A fase de depressão no transtorno bipolar pode se manifestar por tristeza profunda, falta de interesse em coisas e atividades das quais se gosta, apatia, isolamento social, variações de apetite, alterações do sono, diminuição acentuada da libido, cansaço, dificuldade de concentração, pessimismo, pensamentos negativos, falta de esperança, sensação de vazio, ideias suicidas, entre outros sintomas.

Mania

Na fase da mania, a pessoa apresenta enorme euforia, com mania de grandeza, elevada autoestima e autoconfiança, poucas horas de sono, hiperatividade física e mental, dificuldade em organizar as ideias e pensamentos, irritabilidade, falta de paciência, dificuldade de concentração, impulsividade para falar, aumento da libido e agressividade.

A bipolaridade nessa fase pode levar a pessoa a cometer atos que podem prejudicar os outros e ela própria, como gastar o dinheiro de forma descontrolada, demitir-se do trabalho ou ainda manifestar delírios e alucinações.

Hipomania

A fase da hipomania é breve e dura poucos dias. Os sintomas são parecidos com os da mania, mas são muito mais leves e por isso pouco interferem na vida da pessoa. Nesse período é comum o indivíduo estar apenas um pouco mais ativo, sociável, falante e eufórico que o normal.

O diagnóstico do transtorno afetivo bipolar é difícil e pode demorar vários anos até que a doença seja diagnosticada, uma vez que os seus sintomas podem ser confundidos com outros transtornos mentais, como esquizofrenia, síndrome do pânico, depressão e transtorno de ansiedade generalizada. 

O especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da doença é o psiquiatra.

Saiba mais em:

Transtorno afetivo bipolar tem cura?

Transtorno afetivo bipolar: Quais as causas e como identificar?

Transtorno afetivo bipolar tem cura?

Transtorno afetivo bipolar não tem cura, mas é possível manter o distúrbio sob controle. O tratamento é feito com medicamentos, psicoterapia e mudanças no estilo de vida.

É fundamental seguir todo o tratamento corretamente, pois só assim é possível prevenir as crises e controlar a instabilidade de humor, o que permite que a pessoa tenha uma vida muito próxima do normal.

Lembrando ainda que as fases depressivas prolongadas não tratadas adequadamente podem aumentar o risco de suicídio em pacientes com transtorno afetivo bipolar.

Medicamentos

Os medicamentos usados para tratar o transtorno afetivo bipolar podem incluir antipsicóticos, ansiolíticos, anticonvulsivantes e estabilizadores de humor. A medicação deve ser mantida até ao fim da vida.

O carbonato de lítio, por exemplo, é um dos mais usados para controlar a euforia aguda e evitar novas crises, principalmente se o seu uso estiver associado a antidepressivos e anticonvulsivantes.

Contudo, os medicamentos antidepressivos podem provocar uma passagem rápida da depressão para a euforia ou aumentar a incidência das crises, por isso devem ser usados com cautela.

Psicoterapia

O papel da psicoterapia no tratamento do transtorno afetivo bipolar é muito importante, pois ajuda a pessoa a lidar com o distúrbio e as dificuldades que traz, auxiliando também na prevenção de novas crises e na continuidade do tratamento medicamentoso.

A terapia familiar também pode ser incluída no tratamento do transtorno bipolar para ajudar os familiares a lidar com o portador e seus comportamentos.

Mudanças no estilo de vida

As mudanças de rotina incluem a suspensão do uso de substâncias, como álcool e estimulantes como anfetaminas, cafeína e outras drogas psicoativas, como cocaína, melhoria da qualidade do sono, além de controle do estresse e adoção de hábitos e estilo de vida saudáveis. 

O médico especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento do transtorno é o psiquiatra.

Saiba mais em:

Quais são os sintomas do transtorno afetivo bipolar?

Transtorno afetivo bipolar: Quais as causas e como identificar?

Transtorno afetivo bipolar: Quais as causas e como identificar?

As causas do transtorno afetivo bipolar não são totalmente conhecidas. Contudo, sabe-se que a origem do distúrbio está associada a fatores genéticos, alterações em algumas regiões do cérebro e variações dos níveis de neurotransmissores que transmitem os impulsos cerebrais.

Também já se sabe que algumas condições podem favorecer o desenvolvimento do distúrbio bipolar, como crises constantes de depressão ou que começaram muito cedo, pós-parto, períodos prolongados de estresse, uso de medicamentos inibidores do apetite, hipertireoidismo e hipotireoidismo.

Transtorno afetivo bipolar Tipo I

Esse tipo de distúrbio bipolar alterna fases de mania, que duram pelo menos uma semana, com períodos de tristeza e depressão que podem durar de 14 dias a vários meses.

As fases de mania e depressão são marcadas por sintomas intensos, com grandes alterações nas atitudes e no comportamento da pessoa, prejudicando as relações pessoais, afetivas, familiares, profissionais e por vezes a sua própria condição financeira.

Nos casos mais graves de transtorno afetivo bipolar, pode ser necessário internar a pessoa devido ao elevado risco de suicídio e ocorrência de outros transtornos psiquiátricos.

Transtorno afetivo bipolar Tipo II

Os sinais e sintomas do transtorno bipolar tipo II caracteriza-se pela alternância entre leves períodos de euforia, excitação, otimismo e até agressividade (hipomania) seguidos por uma fase de depressão

Contudo, os sintomas desse tipo de transtorno afetivo bipolar não mais leves e não interferem ao ponto de comprometer o comportamento e as vida do indivíduo.

O médico psiquiatra é o especialista responsável por diagnosticar e orientar o tratamento mais adequado para o transtorno bipolar.

Saiba mais em:

Transtorno afetivo bipolar tem cura?

Quais são os sintomas do transtorno afetivo bipolar?

Transtornos psicológicos: Quais os tipos, sintomas e tratamento?

Os principais tipos de transtornos psicológicos são a depressão, a síndrome do pânico, as psicoses, o transtorno da ansiedade generalizada e o estresse pós-traumático.

Depressão

A depressão é o transtorno psicológico mais frequente. Os seus principais sintomas incluem tristeza profunda e duradoura, desinteresse pelas coisas em geral, mesmo por aquelas de que se gosta ou dão prazer, apatia, desânimo, falta de energia, pessimismo, pensamentos negativos, entre outros.

O tratamento desse transtorno psicológico é feito com medicamentos antidepressivos, psicoterapia e mudanças no estilo de vida.

Veja também: As 4 Formas para Combater a Depressão

Síndrome do pânico

A síndrome do pânico é um tipo de transtorno psicológico que caracteriza-se por crises agudas de ansiedade. A pessoa tem a sensação de que vai lhe acontecer algo trágico a qualquer momento, o que desencadeia os ataques.

Os sinais e sintomas de um ataque de pânico podem se manifestar pelo aumento dos batimentos cardíacos (algumas pessoas chegar a pensar que vão mesmo ter um infarto), respiração ofegante, falta de ar, aumento da transpiração, boca seca, náuseas, vômitos, tonturas, medo de morrer ou de que uma catástrofe está prestes a acontecer, desespero, desmaios, entre outros sintomas físicos e psicológicos.

Um ataque de pânico ocorre repentinamente, geralmente com duração de 15 a 30 minutos.

O tratamento da síndrome do pânico inclui o uso de antidepressivos e ansiolíticos, além de psicoterapia. O método de terapia mais utilizado para tratar esse transtorno psicológico é a terapia comportamental. 

Saiba mais em: O que é síndrome do pânico?

Psicoses

Psicoses são transtornos psicológicos que têm como características a perda do contato com a realidade, como a esquizofrenia, por exemplo. Os sintomas podem incluir delírios, alucinações, atitudes e comportamentos bizarros, amnésia, confusão mental, entre outros.

Indivíduos com esse tipo de transtorno mental perdem a noção da realidade, tirando conclusões incorretas sobre o mundo que os rodeia, mesmo que as suas ideias estejam contra todas as evidências. Além disso, a pessoa não reconhece os seus delírios e alucinações, o que evidencia a psicose instalada. 

O tratamento das psicoses varia de acordo com a gravidade do caso, podendo incluir o uso de medicamentos, psicoterapia, orientação e terapia familiar e internamento.

Veja também: O que é uma psicose e quais são os seus sinais e sintomas?

Transtorno da ansiedade generalizada

O transtorno da ansiedade generalizada está entre os tipos de transtorno psicológico mais comuns, ao lado da depressão. A ansiedade e a preocupação sentidas por essas pessoas são intensas e difíceis de serem controladas. Contudo, trata-se de uma ansiedade excessiva e que não condiz com a realidade, o que provoca um intenso sofrimento emocional.

Esse transtorno psicológico pode se manifestar através de sintomas físicos e emocionais, como respiração ofegante, falta de ar, aceleração dos batimentos cardíacos, transpiração excessiva, medo, angústia, irritabilidade, entre outros.

O tratamento do transtorno da ansiedade generalizada é feito com a combinação de medicamentos ansiolíticos e antidepressivos, juntamente com psicoterapia.

Também pode ser do seu interesse: Quais são os sintomas do transtorno de ansiedade generalizada?

Estresse pós-traumático

O estresse pós-traumático é um transtorno psicológico desencadeado por eventos extremamente traumáticos e violentos nos quais a vida da pessoa ou de outras pessoas estiveram em risco. 

Por se tratar de um tipo de transtorno de ansiedade, os seus sintomas são os mesmos que ocorrem nesse transtorno, conforme descrito anteriormente.

No entanto, a grande diferença é que os sintomas do estresse pós-traumático tendem a se manifestar em situações que fazem o paciente relembrar ou reviver o trauma.

Leia também: O que é estresse pós-traumático e quais são os sintomas?

O tratamento é difícil e inclui medicamentos psiquiátricos, principalmente antidepressivos e ansiolíticos, e psicoterapia.

O diagnóstico e tratamento dos transtornos psicológicos é da responsabilidade do médico psiquiatra.

Saiba mais em: Quais são os tipos de transtornos mentais?