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Jejum Intermitente: o que é, como fazer, o que devo comer?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Jejum intermitente é uma estratégia alimentar que tem como objetivo recuperar o metabolismo de gorduras armazenadas no organismo para utilizá-las como fonte de energia. Melhora o estado de saúde e promove o emagrecimento.

Como fazer jejum intermitente?

Existem diferentes formas de se fazer jejum intermitente. Estas formas são chamadas de protocolos de jejum.

O quadro abaixo mostra os protocolos mais utilizados na prática do jejum intermitente. Para uma adaptação mais fácil, recomenda-se iniciar pelo protocolo que possui menos horas de jejum e mais tempo de janela alimentar.

Chama-se janela alimentar, o período de tempo do protocolo de jejum em que pode se alimentar.

Não esquecer que o sono noturno é contabilizado na carga horária destinada ao jejum.

                                                       Protocolos de Jejum

12/12 horas

12 horas em jejum;

12 horas de janela alimentar.

Exemplo: se você jantou às 20 horas, se alimentará novamente às 8 horas da manhã.

É ideal para quem está iniciando a estratégia de jejum intermitente.

Corresponde ao primeiro período de adaptação.

14/10 horas

14 horas em jejum;

10 horas de janela alimentar.

Exemplo: se você jantou às 20 horas, poderá quebrar o jejum às 10 horas da manhã.

Este protocolo é um pouquinho só mais difícil do que a primeira estratégia. Pode ser iniciado após 3 dias de adaptação ao protocolo 12/12.

16/8 horas

16 horas em jejum;

8 horas de jejum alimentar.

Exemplo: se você jantou às 20 horas, comerá novamente às 12 horas, ou seja, almoço. Não há ingestão do café da manhã.

18/6 horas

18 horas em jejum;

6 horas de janela alimentar.

Só deverá ser feito quando o corpo estiver adaptado ao jejum intermitente por meio dos protocolos anteriores.

É um dos protocolos mais eficazes com apenas 6 horas para fazer as refeições.

Exemplo: se você jantou às 20 horas, comerá novamente às 14 horas. Assim o horário para alimentação livre é 14 às 20 horas.

24 horas

Este é o protocolo mais avançado de jejum intermitente e dever ser feito apenas por pessoas plenamente adaptadas ao jejum intermitente. 

Não deve ser feito mais do que 2 ou 3 vezes por semana.

36 horas

Este protocolo não é recomendado para todas as pessoas.

É preciso estar muito bem adaptado a longos períodos de jejum, ingerindo somente água e outros líquidos não calóricos, tais como chás e café.

O que você pode comer?

O jejum intermitente permite que a alimentação seja vista não como um dieta, mas como um estilo de vida com foco na qualidade dos alimentos. A preferência deve ser por alimentos disponíveis na natureza:

  • carnes;
  • peixes;
  • verduras;
  • frutas;
  • legumes;
  • gorduras naturais (azeite, óleo de coco);
  • Oleaginosas (castanha-do-pará, castanha de caju, amêndoas, nozes);
  • Carboidratos de cadeia complexa: arroz integral, pão integral, batata doce, massas integrais, etc.

Estes alimentos podem ser ingeridos no período de janela alimentar. O ideal é que no início do jejum intermitente, não sejam inseridos os carboidratos. Estes serão reintegrados à alimentação.

Quando você deve comer?

Em todos os protocolos de jejum intermitente, pode se alimentar sempre que sentir fome. Não há padronização de, por exemplo, comer de 3 em 3 horas.

Não se pode esquecer que a escolha de alimentos saudáveis, como os indicados acima, são a base da estratégia do jejum intermitente.

O que você não deve comer?

É recomendado evitar, sempre que possível, alimentos industrializados (refinados, processados e modificados).

  • Arroz branco;
  • Massas brancas:
  • Pão branco;
  • Doces;
  • Refrigerantes;
  • Sucos de caixinha;
  • Óleos vegetais;
  • Alimentos fritos;
  • Açúcar branco refinado.
O que você pode beber no períodos de jejum?

Neste período ingere-se somente bebidas sem calorias, açúcar ou adoçantes. Se não conseguir ficar sem adoçar a bebida, pode-se usar stevia, porém na menor quantidade possível.

  • Água;
  • Água saborizada com pó de canela, gengibre, hortelã, limão;
  • Café;
  • Chás (cavalinha, hibisco, chá verde, chá branco).
Benefícios do jejum intermitente
  • Ajuda a modificar o padrão alimentar para adoção de uma alimentação mais saudável e natural;
  •  Melhora o estado de saúde;
  • Promove o emagrecimento;
  • Protege contra o câncer, doenças cardíacas e diabetes;
  • Reduz os níveis de colesterol no sangue;
  • Melhora o refluxo gástrico;
  • Previne a síndrome do ovários policísticos, entre outras.
Desvantagens do jejum intermitente

Algumas desvantagens podem ser observadas:

  • Dificuldades de adaptação;
  • Quando mal orientado pode provocar hipoglicemia, desnutrição, fraqueza muscular, dificuldade de concentração, sensações de fome e saciedade desreguladas;
  • Tendência à compulsão alimentar.
Cuidados
  • Não se deve comer nada que nutra o corpo (proteínas, carboidratos, gorduras) e nem suplementos como whein protein e BCAA;
  • Antes de iniciar qualquer estratégia alimentar ou dieta, faça exames laboratoriais e busque orientações de um/a nutricionista ou médico/a;
  •  Mulheres grávidas não devem fazer jejum intermitente.
Edema pulmonar: quais as causas e possíveis complicações?

O edema pulmonar é o acúmulo anormal de líquido nos pulmões, sendo o seu principal sintoma a falta de ar. O edema agudo de pulmão ocorre sempre que há extravasamento de líquidos para os alvéolos (pequenos sacos onde ocorrem as trocas gasosas) ou para dentro dos pulmões.

Para entender a formação do edema pulmonar, os seus sintomas e consequências, basta lembrar que muito próximo dos alvéolos pulmonares, que são saquinhos minúsculos onde ocorrem as trocas gasosas, estão vasos sanguíneos muito finos, chamados capilares, que levam e trazem os gases provenientes da respiração.

Quando há um extravasamento de líquido dos capilares para o alvéolo pulmonar ou mesmo para dentro dos tecidos do pulmão, as trocas gasosas ficam prejudicadas, já que o líquido impede a saída do gás carbônico e a entrada de oxigênio nos pulmões.

Por isso os casos de edema pulmonar caracterizam-se sobretudo pela falta de ar e dificuldade respiratória, sendo esses os seus principais sintomas.

Leia também: Quais são os sintomas do edema pulmonar?

Causas

As principais causas do edema pulmonar são as doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial, infarto, doenças coronárias ou valvulares e insuficiência cardíaca congestiva. Todas elas podem provocar a saída de líquido dos capilares que resulta no edema.

Contudo, existem diversas doenças e condições que podem ser fatores de risco para o edema agudo de pulmão. Dentre elas estão asma grave e aguda, diabetes, obesidade, praticar atividade física em altitudes elevadas (acima dos 2.500 metros), pneumonia, inalação de produtos tóxicos, traumas no tórax, doenças que afetam o músculo do coração (miocardite, hipertrofia do miocárdio...), alcoolismo, infecções causadas por vírus, efeito secundário a medicamentos, arritmias, aumento súbito do volume sanguíneo, entre outras.

Apesar de poder ocorrer em qualquer idade, o edema pulmonar costuma afetar principalmente idosos, já que essas doenças estão mais presentes em pessoas nessa faixa etária.

Saiba mais em: Edema pulmonar tem cura? Como tratar?

Quais são os sintomas do edema pulmonar?

Os sinais e sintomas mais comuns do edema pulmonar são falta de ar, aumento da frequência respiratória e cardíaca, tosse, transpiração fria, dificuldade em permanecer deitado, ansiedade e agitação. A pulsação também fica mais rápida e fraca, com variações da pressão arterial. 

Casos mais graves de edema de pulmão podem manifestar ainda alteração da coloração das extremidades do corpo (pontas dos dedos, nariz, lábios), que ficam azuladas ou arroxeadas, além de retração dos músculos entre as costelas.

Outros sinais e sintomas incluem ainda sensação de sufocamento e morte iminente, além de tosse produtiva com secreção espumosa e sanguinolenta. Há casos de edema agudo pulmonar em que a pessoa chegar a espumar pela boca.

Se a pessoa estiver sofrendo um infarto, poderá sentir ainda uma forte dor no meio do peito, que pode irradiar para a parte interna do braço esquerdo, para o  pescoço ou para a mandíbula.

O edema agudo de pulmão é mais frequente em situações em que o bombeamento do sangue está prejudicado. Como consequência, o coração precisa bater com mais força, o que aumenta a pressão sanguínea dentro dos capilares e favorece o extravasamento de líquido para os pulmões, dificultando as trocas gasosas. 

O tratamento do edema pulmonar depende da causa e inclui o uso de medicamentos específicos, oxigênio e suporte ventilatório.

Saiba mais em: 

Edema pulmonar tem cura? Como tratar?

Edema pulmonar: quais as causas e possíveis complicações?

Edema pulmonar tem cura? Como tratar?

Edema pulmonar tem cura. O tratamento incide sobre a doença de base e diminuição do edema e suas consequências. Porém, a recuperação completa do paciente depende de alguns fatores, como idade, presença de outras doenças e também do tratamento, que deve ser rápido e adequado.

Para favorecer a eliminação do excesso de líquido acumulado nos pulmões, são utilizados medicamentos diuréticos por via endovenosa. Porém, uso de diuréticos em indivíduos com insuficiência cardíaca crônica pode desencadear uma redução da pressão arterial (hipotensão).

Os medicamentos vasodilatadores são indicados em casos de hipertensão arterial grave. Se a pessoa apresentar fibrilação, aumento acentuado da frequência cardíaca, entre outras complicações cardíacas, pode ser aplicado choque elétrico no tórax. 

A morfina pode ser usada para diminuir a ansiedade intensa e o esforço respiratório. O apoio ventilatório não invasivo muitas vezes é suficiente para controlar o nível de oxigênio no sangue, que pode estar muito baixo. 

A retenção de gás carbônico em excesso na circulação requer intubação endotraqueal e ventilação assistida.

O trabalho do coração também é estimulado com medicações específicas, também administradas diretamente na veia. 

É necessário fornecer também algum tipo de suporte respiratório, seja com uma máscara de oxigênio ou com ventilação mecânica.

Diagnóstico

O raio-x de tórax muitas vezes é suficiente para detectar o edema pulmonar, pois já permite ao médico visualizar o excesso de líquido dentro dos pulmões.

Porém, para diagnosticar o edema de pulmão pode ser necessário realizar outros exames, como medição dos níveis de oxigênio no sangue (que podem estar muito baixos), exames de sangue (ureia, marcadores cardíacos, creatinina), eletrocardiograma e ecocardiograma.

A ecocardiografia permite visualizar o coração e identificar doenças cardíacas e disfunções valvulares, o que ajuda a detectar a origem do edema pulmonar e escolher o melhor tratamento.

O edema agudo de pulmão é uma emergência médica e necessita de tratamento hospitalar e urgente.

Saiba mais em:

Quais são os sintomas do edema pulmonar?

Edema pulmonar: quais as causas e possíveis complicações?

Pleurite: quais os sintomas e como tratar?

O principal sintoma da pleurite é a dor aguda no peito, que se agrava quando a pessoa respira fundo, espirra ou tosse. A dor pode irradiar ainda para ombros e costas. Outros sinais e sintomas que podem estar presentes incluem dificuldade para respirar, espirros, tosse e febre.

Em alguns casos de pleurite, pode haver acúmulo de líquido no espaço entre as duas camadas da pleura. Se o volume de fluido acumulado for muito elevado, o atrito entre as duas membranas da pleura diminuem, o que alivia ou elimina a pleurisia.

Contudo, o excesso de líquido no espaço pleural pode comprimir os pulmões ao ponto de haver um colapso total ou parcial desses órgãos. Os sintomas mais característicos nesses casos são a dificuldade respiratória e a tosse. Quando esse líquido fica infeccionado, geralmente surge a febre.

Leia também: Quais as causas da pleurite?

Tratamento

O tratamento da pleurite varia conforme a causa e a gravidade do caso. Nas infecções virais, são usados medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos. Se a infecção for causada por bactérias, são administrados medicamentos antibióticos.

Quando há risco de formação de coágulos ou presença de embolia pulmonar, pode haver necessidade de usar anticoagulantes para dissolver os coágulos já formados ou prevenir a formação dos mesmos.

Para os casos de pleurite em que ocorre um grande acúmulo de líquido entre as camadas da pleura, o tratamento inclui ainda a drenagem do fluido por meio de um tubo inserido no tórax. Trata-se de um procedimento cirúrgico, realizado em hospital.

O diagnóstico da pleurite é feito através de exames de sangue, raio-x de tórax, tomografia computadorizada, ecografia e eletrocardiograma.

Quando necessário, podem ser retiradas amostras do líquido e do tecido pleural para serem analisadas em laboratório. O líquido pode ser retirado com uma agulha, enquanto que as amostras de tecido podem ser recolhidas através de biópsia.

Quais as causas da pleurite?

A pleurite é uma inflamação da pleura, uma membrana fina que envolve os pulmões e a parte interna da cavidade torácica. As principais causas da pleurite incluem infecções respiratórias causadas por vírus ou bactérias, como gripe e pneumonia, infecções pulmonares causadas por fungos, artrite reumatoide, uso de determinados medicamentos e ainda câncer de pulmão.

A pleura é, composta por duas camadas. Entre elas existe um líquido viscoso, que serve como lubrificante e permite que os pulmões se expandam suavemente durante a respiração, sem atrito com o interior do tórax.

A pleura atua diretamente na defesa contra infecções, processos inflamatórios, lesões e presença de elementos estranhos nos pulmões e cavidade torácica. Quando a inflamação tem pouca duração, a superfície da pleura não sofre danos e as alterações se normalizam, sem deixar sequelas. 

Por outro lado, processos inflamatórios prolongados podem levar à formação de cicatriz, com fibrose e aderências que podem prejudicar a respiração.

Quando a pleura está inflamada, aumenta a fricção entre as suas camadas, o que causa dor torácica durante a respiração. Essa dor com origem na pleura é denominada pleurisia. 

O tratamento depende da causa e pode incluir o uso de medicamentos anti-inflamatórios, antibióticos e anticoagulantes, ou ainda cirurgia nos casos mais graves.

Leia também: Pleurite: quais os sintomas e como tratar?

O que pode causar miocardite?

A miocardite é uma inflamação do músculo cardíaco (miocárdio), porção mais volumosa do coração responsável por bombear o sangue para todo o corpo. A duração do processo inflamatório pode ir de semanas a meses, podendo inclusive deixar sequelas.

As principais causas da miocardite são as infecções causadas por vírus, embora as infecções bacterianas, fúngicas e parasitárias também possam desencadear a doença. 

Contudo, a miocardite pode ter diversas causas, tais como reações alérgicas, tratamento com quimioterapia ou radioterapia, picadas de animais peçonhentos, abuso de drogas ou álcool, doenças autoimunes (lúpus, artrite reumatoide), entre outras.

A miocardite pode prejudicar os batimentos cardíacos ou a condução dos impulsos nervosos para o coração, o que pode causar insuficiência cardíaca e arritmias.

Nos casos mais graves de miocardite, o coração pode tornar-se incapaz de bombear adequadamente o sangue e ocorrer um infarto.

A miocardite viral tende a desaparecer espontaneamente em poucas semanas. Porém, se a infecção tiver outras causas ou se a inflamação for muito prolongada, pode haver necessidade de utilizar medicamentos específicos a longo prazo.

Quadros mais graves de miocardite podem precisar de implantes de marcapasso ou desfibrilador, ou ainda transplante de coração.

Saiba mais em: Miocardite: Quais os sintomas e como é o tratamento?

Miocardite: quais os sintomas e como é o tratamento?

Nos casos menos severos, a miocardite pode não manifestar sinais e sintomas e geralmente cura-se espontaneamente. 

Se o quadro for grave, pode haver dor no peito, alteração no ritmo dos batimentos cardíacos, falta de ar, aumento da frequência cardíaca, inchaço nos membros inferiores, cansaço, aumento do fígado, além de desmaios, dor de cabeça e garganta, dores musculares e articulares, febre e diarreia.

O diagnóstico da miocardite é feito por meio de exames de sangue, eletrocardiograma, raio-x, ressonância magnética e ecocardiograma. 

O eletrocardiograma serve para identificar ritmos cardíacos anormais e a condução dos impulsos elétricos do coração. O raio-x de tórax e a ressonância magnética fornecem imagens sobre a forma e o tamanho do coração, bem como a presença de edema pulmonar.

O ecocardiograma identifica aumentos de tamanho do coração, alterações nas funções cardíacas, anomalias ou lesões nas válvulas cardíacas e ainda a presença de líquido ao redor do coração.

Leia também: O que pode causar miocardite?

Tratamento 

O tratamento da miocardite incide sobre a causa da doença, controle dos sintomas e prevenção de complicações. O tratamento inclui medicamentos que melhoram a função cardíaca, como os diuréticos, bem como outras medidas, sobretudo evitar esforços durante pelo menos 6 meses e diminuir o consumo de sal e líquidos.

Nos casos mais graves de miocardite, em que há complicações como trombose ou fortes alterações no ritmo cardíaco, o tratamento é hospitalar, podendo ser necessário implantar um marcapasso ou desfibrilador no coração. 

A miocardite causada por infecções virais tende a desaparecer espontaneamente em poucas semanas e não causa complicações. Por outro lado, em alguns casos a inflamação pode persistir por mais tempo, principalmente se a infecção não for causada por vírus. 

O processo inflamatório persistente pode gerar danos permanentes no músculo cardíaco, com necessidade de uso de medicação durante um tempo prolongado ou até de transplante de coração, nos casos extremos.

Qual é o tratamento para aterosclerose?

O tratamento da aterosclerose é feito com mudanças na alimentação, prática regular de exercícios físicos, perda de peso, controle do colesterol e diabetes, além de não fumar. A aterosclerose não tem cura, mas a sua progressão pode ser controlada através dessas medidas. 

Contudo, quando a aterosclerose já está em fases mais avançadas, o tratamento pode incluir o uso de medicamentos para dilatar os vasos sanguíneos e impedir a formação de trombos ou ainda cirurgias para restabelecer a circulação no local afetado.

As mesmas medidas usadas para conter a evolução da aterosclerose também são indicadas para prevenir a doença, ou seja, praticar atividade física regularmente, ter uma alimentação balanceada, com baixo teor de sal e gorduras, não fumar, bem como controlar o peso, o diabetes, a pressão e os níveis de colesterol no sangue.

O diagnóstico da aterosclerose é feito através do exame físico, eletrocardiograma, arteriografia e Doppler, que permitem avaliar o local afetado, a circulação no coração e ainda visualizar o interior das artérias.

No entanto, a aterosclerose no início normalmente não manifesta sintomas e não é detectada no eletrocardiograma. Para diagnosticar a doença nas fases iniciais, é necessário realizar um teste de esforço na esteira pelo menos uma vez por ano, com um médico cardiologista.

Saiba mais em: 

Quais os sintomas da aterosclerose?

Quais as causas da aterosclerose?

Quais os sintomas da aterosclerose?

Os sinais e sintomas da aterosclerose são decorrentes da interrupção parcial ou total do fluxo sanguíneo para um determinado órgão ou parte do corpo. Se a obstrução ocorrer na artéria coronária, responsável pela irrigação sanguínea do coração, a aterosclerose causa infarto do miocárdio; nas artérias cerebrais, provoca acidente vascular cerebral (AVC); quando o entupimento afeta os membros inferiores, é comum a pessoa mancar e sentir dor nas pernas ao caminhar. 

Em caso de "derrame" ou AVC, pode haver perda de força, dormência ou paralisia na face, braços ou pernas (geralmente em apenas um lado do corpo), alterações visuais, dificuldade para falar ou compreender o que foi dito, tontura, falta de equilíbrio, dificuldade para andar ou engolir e dor de cabeça intensa.

Se a aterosclerose desencadear um infarto, poderão estar presentes sinais e sintomas como, dor intensa no peito, que pode irradiar para braço (sobretudo o esquerdo), pescoço, ombro e maxilar, falta de ar, transpiração fria, palidez, náuseas, vômitos, entre outros.

Leia também: O que é um AVC e quais os sintomas ou sinais?; Saiba como identificar um infarto e conheça os sintomas

Porém, é importante frisar que a aterosclerose não manifesta sintomas e não é identificada no eletrocardiograma nas fases iniciais. Trata-se de uma doença silenciosa, cujos sinais se manifestam em estágios avançados, com complicações potencialmente fatais, como em casos de infarto e acidente vascular cerebral.

Para diagnosticar a doença no início, recomenda-se fazer todos os anos um teste de esforço na esteira com um médico cardiologista.

Saiba mais em:

Quais as causas da aterosclerose?

Qual é o tratamento para aterosclerose?

Quais as causas da aterosclerose?

A aterosclerose é uma doença degenerativa que provoca endurecimento e espessamento das paredes das artérias. Essas alterações dificultam a circulação sanguínea e favorecem a formação de placas de gordura e cálcio que podem obstruir o fluxo sanguíneo de forma parcial ou total.  

As causas da aterosclerose muitas vezes estão associadas a fatores genéticos, excesso de gordura na alimentação, idade, hipertensão arterial, colesterol alto, diabetes, sedentarismo e tabagismo.

Na aterosclerose senil, o tecido elástico do interior do vaso é substituído por tecido fibroso, o que diminui a elasticidade das artérias e aumenta a pressão arterial.

Na aterosclerose de Monckberg, uma outra forma de manifestação da doença, ocorre morte e calcificação das células musculares da artéria. Contudo, esse tipo de aterosclerose nem sempre causa complicações circulatórias, obstrução ou rompimento da artéria.

Caso se desprendam da parede do vaso, essas placas transformam-se em trombos que podem obstruir artérias de menor calibre e interromper a circulação sanguínea, causando infarto, acidente vascular cerebral (AVC), trombose nas pernas, entre outras complicações decorrentes da interrupção da circulação sanguínea.

Leia também: Quais os sintomas da aterosclerose?

Há ainda casos em que as placas de ateroma não se desprendem da parede da artéria, mas podem crescer o suficiente para entupir o vaso parcial ou totalmente.

Para prevenir a aterosclerose, recomenda-se combater e controlar os fatores de risco, como não fumar, praticar exercícios físicos regularmente, ter uma alimentação saudável e balanceada, com baixo teor de sal e gorduras, além de controlar o peso, a pressão arterial, o diabetes e o colesterol.

Saiba mais em: Qual é o tratamento para aterosclerose?

Pericardite: Quais os sintomas e como tratar?

Os sintomas da pericardite têm início súbito, causando intensa dor no peito. A dor surge subitamente e leva algum tempo para desaparecer, podendo ainda irradiar do peito para ombros e pescoço, o que muitas vezes leva a pessoa a pensar que está tendo um infarto.

A pericardite pode causar ainda outros sinais e sintomas, como dificuldade respiratória, sobretudo quando as pessoa está deitada, além de cansaço, febre e tosse.

Nas pericardites virais, costumam estar mais presentes os sintomas respiratórios e gastrointestinais, enquanto que nas bacterianas é mais comum a presença de febre.

A pericardite ocorre com mais frequência durante períodos de epidemias de gripes, resfriados e outras infecções virais. É comum a pessoa sarar da infecção respiratória e continuar sentindo uma forte dor torácica, que é o sintoma mais característico da doença.

Contudo, a dor no tórax, embora seja uma manifestação bastante comum, nem sempre está presente. Nas crianças, pode haver dor abdominal, enquanto que nos adultos a pericardite pode causar apenas uma sensação de peso ou aperto no peito.

O diagnóstico da pericardite é feito através de exames de sangue, raio-X, ressonância magnética, ecocardiograma e tomografia computadorizada. 

Veja também: Quais as causas da pericardite?

Tratamento

Nos casos mais leves, o tratamento da pericardite pode ser feito com anti-inflamatórios. Se a infecção for causada por bactérias, o tratamento pode incluir medicamentos antibióticos.

Além da medicação, recomenda-se também alguns cuidados, como repouso e evitar o estresse. Com o tratamento adequado, a pericardite geralmente fica curada em poucas semanas. 

Porém, nos quadros mais graves, como na pericardite constritiva ou em que há complicações como tamponamento cardíaco, o tratamento inclui outros procedimentos, como cirurgia.

O tamponamento cardíaco ocorre quando a quantidade de líquido que se acumula no pericárdio é tanta que acaba por comprimir o coração, prejudicando o bombeamento de sangue para o resto do corpo. Trata-se de um caso grave, que pode levar à falência cardíaca.

A pericardite constritiva caracteriza-se pela formação de cicatrizes e espessamento do pericárdio, que ocorre devido ao processo inflamatório prolongado nos casos de pericardites frequentes. 

Como consequência do engrossamento e das cicatrizes, o pericárdio perde a sua elasticidade e ficas mais rígido, prejudicando a expansão do coração quando se enche de sangue e, consequentemente, a circulação para o resto do corpo.