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Pericardite: Quais os sintomas e como tratar?

Os sintomas da pericardite têm início súbito, causando intensa dor no peito. A dor surge subitamente e leva algum tempo para desaparecer, podendo ainda irradiar do peito para ombros e pescoço, o que muitas vezes leva a pessoa a pensar que está tendo um infarto.

A pericardite pode causar ainda outros sinais e sintomas, como dificuldade respiratória, sobretudo quando as pessoa está deitada, além de cansaço, febre e tosse.

Nas pericardites virais, costumam estar mais presentes os sintomas respiratórios e gastrointestinais, enquanto que nas bacterianas é mais comum a presença de febre.

A pericardite ocorre com mais frequência durante períodos de epidemias de gripes, resfriados e outras infecções virais. É comum a pessoa sarar da infecção respiratória e continuar sentindo uma forte dor torácica, que é o sintoma mais característico da doença.

Contudo, a dor no tórax, embora seja uma manifestação bastante comum, nem sempre está presente. Nas crianças, pode haver dor abdominal, enquanto que nos adultos a pericardite pode causar apenas uma sensação de peso ou aperto no peito.

O diagnóstico da pericardite é feito através de exames de sangue, raio-X, ressonância magnética, ecocardiograma e tomografia computadorizada.

Veja também: Quais as causas da pericardite?

Tratamento

Nos casos mais leves, o tratamento da pericardite pode ser feito com anti-inflamatórios. Se a infecção for causada por bactérias, o tratamento pode incluir medicamentos antibióticos.

Além da medicação, recomenda-se também alguns cuidados, como repouso e evitar o estresse. Com o tratamento adequado, a pericardite geralmente fica curada em poucas semanas.

Porém, nos quadros mais graves, como na pericardite constritiva ou em que há complicações como tamponamento cardíaco, o tratamento inclui outros procedimentos, como cirurgia.

O tamponamento cardíaco ocorre quando a quantidade de líquido que se acumula no pericárdio é tanta que acaba por comprimir o coração, prejudicando o bombeamento de sangue para o resto do corpo. Trata-se de um caso grave, que pode levar à falência cardíaca.

A pericardite constritiva caracteriza-se pela formação de cicatrizes e espessamento do pericárdio, que ocorre devido ao processo inflamatório prolongado nos casos de pericardites frequentes.

Como consequência do engrossamento e das cicatrizes, o pericárdio perde a sua elasticidade e ficas mais rígido, prejudicando a expansão do coração quando se enche de sangue e, consequentemente, a circulação para o resto do corpo.