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Quais as causas da síndrome do coração partido?

A causa exata da síndrome do coração partido ainda não está bem definida. No entanto, uma teoria possível é a de que a produção excessiva de hormônios do estresse, como adrenalina, interfere na condução direta dos impulsos nervosos para o músculo cardíaco, impedindo a sua contração.

Uma vez que cerca de 85% dos casos de síndrome do coração partido ocorre em mulheres, acredita-se que exista uma causa genética para essa disfunção cardíaca.

Embora muitas vezes o nome da doença seja usado para se referir a desilusões ou perdas amorosas desastrosas, a síndrome do coração partido também pode ser desencadeada por outras situações que geram sofrimento intenso, como a perda de um ente querido, violência doméstica, assaltos e sequestros violentos, aparecimento de doenças extremamente graves, problemas financeiros, angústia extrema, entre outras condições em que ocorre uma perda e a pessoa não é capaz de lidar com isso.

O estresse prepara o corpo para uma situação de "luta ou fuga". Se houver de fato um perigo iminente, é bom e natural que o organismo entre em estado de alerta como mecanismo de proteção: as pupilas dilatam, os batimentos cardíacos e a respiração aceleram, os músculos recebem mais sangue, entre outras reações que preparam o indivíduo para "lutar" ou "fugir".

Por outro lado, o estresse prolongado sobrecarrega muito o coração, podendo desencadear a síndrome do coração partido. Os sinais e sintomas são muito parecidos com os de um ataque cardíaco (infarto), com presença de dor no peito, alterações no eletrocardiograma e até aumento das enzimas do coração que indicam início de ataque cardíaco, mas que voltam ao normal em até 1 mês.

Porém, independentemente da causa específica da síndrome, o músculo cardíaco recupera-se espontânea e totalmente, sem sequelas e danos permanentes, como pode ocorrer no infarto.

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