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Qual o tratamento para pré-eclâmpsia?

Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O tratamento definitivo para a pré-eclâmpsia é a indução do parto. Entretanto, nem sempre a pré-eclâmpsia ocorre em idades gestacionais que permitam a indução do parto sem prejuízos para o feto. No entanto, não interromper a gravidez pode trazer sérias consequências para a mãe, por isso, a decisão de quando induzir o parto leva em consideração a idade gestacional, a gravidade da pré-eclâmpsia e a condição de saúde da mãe e do feto.

Se a mulher já completou 38 semanas de gestação ou está com pré eclampsia grave acima das 34 semanas, a opção pelo parto é a mais indicada. Nas outras situações, cada caso é avaliado em sua particularidade e o tratamento é feito com acompanhamento em ambulatório ou internamento hospitalar para um acompanhamento mais próximo da progressão da doença e uso da medicação apropriada. A preferência é pelo parto normal, sempre que possível.

A hipertensão arterial deve estar sob controle, embora isso não interfira no curso da doença ou na mortalidade da mãe ou feto. É importante lembrar que alguns anti-hipertensivos famosos como o Enalapril, Captopril e Adalat® são contraindicados na gestação e a medicação específica deve ser prescrita pelo/a médico/a obstetra.

As crises convulsivas são prevenidas com administração de sulfato de magnésio intravenoso.

Nas consultas de pré natal de rotina, o/a obstetra e/ou médico/a de família avaliam os casos de suspeita de pré-eclâmpsia através da história clínica, exame físico e exames complementares, para quem com o diagnóstico correto, orientar a paciente e prescrever o melhor tratamento.

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