Abuso Álcool

Posso beber álcool se estiver tomando Sibutramina?

Não, não deve beber álcool tomando sibutramina. Embora o fabricante do produto informe que a toma de dose única de sibutramina juntamente com álcool não tenha causado alterações adicionais do desempenho psicomotor ou do raciocínio, não está claro qual a dose exata que se poderia ingerir de forma segura. Além disso, cada indivíduo pode apresentar uma reação diferente à interação do medicamento com o álcool, o que torna não recomendável essa ingestão, uma vez que não há conhecimento dos efeitos que podem ser provocados. 

A sibutramina é um medicamento para o tratamento da obesidade que age reduzindo a fome e aumentando a sensação de satisfação após ter comido (saciedade). Seu uso deve ser acompanhado de um programa para reeducação alimentar, com diminuição da ingesta de calorias e aumento da atividade física.

A sibutramina só pode ser comprada com receita médica e seu uso deve ser orientado e acompanhado pelo médico que poderá ser um clínico geral ou um endocrinologista.

Quem está com hérnia inguinal pode beber álcool?

Sim, quem está com hérnia inguinal pode beber bebidas alcoólicas porque elas não influenciam no aumento ou diminuição da hérnia. A hérnia inguinal ocorre devido à uma espécie de frouxidão e rompimento da musculatura da região inguinal (virilha),  permitindo a passagem parcial de órgãos do abdome por essa abertura, como acontece principalmente com as alças intestinais.

A hérnias inguinais são mais frequentes nos homens e podem formar-se em ambos os lados do corpo, sendo mais comuns no lado esquerdo.  As pessoas já nascem com uma predisposição para ter hérnias, que podem aparecer com a prática de esforços físicos e conforme ficam mais velhas.

Os sinais e sintomas da hérnia inguinal são: abaulamento na virilha que aumenta durante os esforços, como ao tossir, erguer peso e fazer força, dor fraca e desconforto ao levantar-se ou durante os esforços; sensação de peso no local; o abaulamento, dor e desconforto somem ao deitar-se.

 O tratamento para a hérnia inguinal é cirúrgico e, nesse caso, não se deve ingerir bebidas alcoólicas durante os períodos pré e pós cirúrgicos. O cirurgião geral ou o gastrocirurgião são os especialistas responsáveis por esse tratamento.

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Álcool altera o resultado do exame Beta-HCG?

Álcool não altera o resultado do exame Beta-HCG. A ingestão de bebidas alcoólicas pode, sim, alterar o resultado de outros exames, em especial o de triglicerídeos, além dos exames de colesterol e gama glutamil transferase (gama GT). No entanto, o álcool não irá alterar os níveis de Beta-HCG.

Beta-HCG é um hormônio detectado no sangue ou na urina da mulher grávida. O nível sanguíneo de Beta HCG pode ser detectável em torno de 6 a 8 dias após a concepção. O álcool não irá afetar a produção nem a detecção deste hormônio.

Como o período fértil da mulher situa-se no meio do ciclo menstrual, entre o 11º e o 17º dia (considerando um ciclo regular de 28 dias), com variações no período fértil que podem chegar a 7 dias, os resultados mais confiáveis para o Beta-HCG podem ser obtidos 14 dias depois da fecundação, ou seja, próximo da semana do atraso menstrual.

Assim, resultados negativos verificados antes desse período ou em mulheres com ciclos menstruais irregulares devem ser confirmados através de novos exames.

Para maiores esclarecimentos, consulte o/a médico/a clínico/a geral, ginecologista ou médico/a de família. 

Álcool corta o efeito do Roacutan?

Não, o álcool não corta o efeito do Roacutan.

Embora não se saiba exatamente quais são os mecanismos de ação do Roacutan®​ (isotretinoína), parece não haver relação entre o metabolismo desse medicamento e das bebidas alcoólicas.

Quem tem epilepsia pode beber álcool?

Beber uma pequena quantia de álcool pode não afetar as pessoas que tem epilepsia sob controle. O consumo moderado a pesado de bebidas alcoólicas aumenta o risco de precipitar as crises, principalmente no período de 7 a 48 horas após a ingestão de álcool.

A epilepsia é uma doença que possui tratamento e, ao realizar corretamente, oferece uma boa qualidade de vida à/ao paciente. Estando numa fase de controle das crises e num período estável do tratamento, a ingestão de pequenas quantidades de bebidas alcoólicas é permitida. Deve-se ressaltar que cada pessoa apresenta um limiar diferente e uma sensibilidade distinta.

A presença de quantidade moderada e excessiva de álcool na corrente sanguínea afeta o limiar no qual pode-se desencadear uma nova crise convulsiva. Por isso, para pacientes com epilepsia recomenda-se evitar bebidas alcoólicas ou fazer uso do álcool com moderação e em pequenas quantidades.

Procure realizar o tratamento de forma constante e correta, realizando com continuidade o acompanhamento médico. 

Hepatite B tem cura, como se pega e associado ao álcool?

Hepatite B é causada por um vírus e não por bebida alcoólica, claro que quem toma bebidas alcoólicas e tem hepatite B está correndo um sério risco de dano no fígado. A transmissão é feita por meio do sangue contaminado (transfusão, agulhas e seringas, tatuagem entre outros) e relação sexual. A hepatite B crônica pode ter tratamento, mas não é efetivo para todos os pacientes.

Quais são os malefícios do álcool?

Os malefícios do álcool para o organismo podem ir desde distúrbios da conduta a doenças de diversos órgãos, podendo levar ao coma e à morte. São provocados pelo consumo de bebidas alcoólicas em excesso ou com regularidade. Alguns desses malefícios: 

  • Pancreatite - processo inflamatório grave do pâncreas;
  • Hepatite - processo inflamatório do fígado;
  • Câncer de boca, laringe, garganta, esôfago, fígado e vesícula;
  • Cirrose hepática - doença crônica do fígado que provoca uma cicatrização do mesmo, impedindo o seu funcionamento adequado;
  • Fígado gordo;
  • Perda da memória e dificuldade de concentração;
  • Úlcera, gastrite;
  • Problemas cardíacos;
  • Apatia, depressão;
  • Morte.

Além disso, o álcool está associado a casos de violência, desordens familiares, sociais e profissionais, acidentes de trabalho e de trânsito.

Sabe-se que o consumo de 10 a 20 g de álcool por dia pode ser benéfico para o coração, desde que a quantidade ingerida fique dentro desses limites. Para se ter uma ideia:

  • 1 lata (350 ml) de cerveja = 13 g de álcool;
  • 1 dose (50 ml) de bebida destilada = 14 g de álcool;
  • 1 taça de vinho (120 ml) = 11 g de álcool.

Portanto, o limite teoricamente tolerável de álcool seria de aproximadamente uma dose e meia por dia. Porém, esses limites não levam em consideração as particularidades individuais da pessoa e o que é tolerável para alguns pode ser demais para outros. 

Malefícios do Álcool na Gravidez

O consumo de álcool durante a gestação é a maior causa de alterações no desenvolvimento fetal e defeitos ao nascimento. 

O álcool ingerido pela gestante atravessa a placenta e chega ao feto com as mesmas concentrações da bebida. 

Porém, a exposição do feto ao álcool é maior e mais prejudicial por não possuir enzimas e mecanismos capazes de degradar a substância.

Beber uma grande quantidade de álcool me torna alcoólatra?

Sim seu comportamento em relação ao álcool o torna um alcoolista. Seus sintomas podem ser decorrentes de um quadro neurológico em decorrência do abuso de álcool.

Misturar álcool com energético faz mal?

Misturar álcool com energético faz mal à saúde, sobretudo para o coração, podendo causar arritmia cardíaca, palpitações, tontura, mal-estar, sudorese, dor no peito e desmaio, além de estimular o alcoolismo. 

A mistura de energético com álcool aumenta os riscos de arritmia cardíaca, ou seja, os batimentos cardíacos aceleram ou tornam-se irregulares. Os próprios fabricantes de energéticos alertam no rótulo do produto que a mistura com álcool não é recomendada.

Outro problema associado a essa mistura é que a pessoa acha que está bem, pois a cafeína presente no energético tira a sonolência, então ela bebe ainda mais álcool e depois acaba dirigindo. Porém, a cafeína não melhora os reflexos

É importante lembrar que as arritmias podem ser permanentes, enquanto que outros danos causados pela mistura podem ser revertidos.

Se a pessoa misturar álcool com energético e observar sinais como tontura, palpitação forte, mal-estar, sudorese e, principalmente, dor no peito e desmaio, deve procurar um médico cardiologista e ficar alerta quanto à ingestão dessas bebidas combinadas.

Quais os riscos de beber álcool durante a gravidez?

O álcool é teratogênico e pode causar graves riscos à saúde do bebê.

Os riscos principais incluem danos no cérebro, problema de crescimento intra-útero e efeitos físicos, mentais e comportamentais ao longo da vida.

A mulher que bebe álcool durante a gravidez tem mais chance de ter um natimorto e a síndrome alcoólica fetal.  Os bebês podem ter baixo peso, mãos pequenas e serem mais irritados, além de desenvolver problemas no modo de pensar e nas tomadas de decisão ao longo da vida.

Se você está grávida ou planeja engravidar é recomendado parar de tomar bebidas alcoólicas.

Converse com o/a médico/a durante as consultas de pré-natal sobre seus hábitos do uso de álcool ou outras drogas.  

Beber álcool aumenta a probabilidade de ter câncer de mama?

O consumo de bebida alcoólica aumenta o risco desenvolvimento de vários tipos de câncer, inclusive o câncer de mama.

Sabemos que para o desenvolvimento do câncer de mama, muitos fatores de risco são envolvidos como idade, predisposição genética, uso de hormônios (pílula anticoncepcional e terapia de reposição) contendo estrogênio, idade da menarca, idade da menopausa, idade do primeiro filho, entre outros. O consumo de álcool, juntamente com esses outros fatores, influencia no aumento da probabilidade de ter câncer de mama.

Nenhum fator desses isoladamente vai determinar o aparecimento do câncer. Para que o câncer de mama seja instalado há uma conjunção de elementos dependentes das características de cada pessoa e de sua exposição ao longo da vida.

O consumo de álcool também pode ser maléfico para outros aspectos da saúde e aumenta a chance de surgimento de outras doenças. Por isso, é sempre recomendável o uso reduzido de bebidas alcoólicas ou mesmo a abstenção para as pessoas que apresentam outros fatores de risco associados. 

Como cuidar de pessoas que beberam demais e passam mal?

Oferecer líquidos ricos em carboidratos (açúcar) é a melhor opção, desde que eles fiquem no estômago, se estiver vomitando muito fica complicado tentar algo em casa. Aqueça a pessoa de modo confortável (sem exagero) e fique próximo.