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Quais os alimentos que causam gases? Conheça também os que não causam
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os alimentos que mais causam formação de gases são aqueles que dão mais trabalho ao intestino para serem digeridos como as leguminosas (feijão, lentilha e grão-de-bico), carne de porco e frutas ricas em açúcar como a banana e a pera.

Vale lembrar, que a alimentação é o principal fator para a formação de gases, porém não é a única causa. O sedentarismo e o consumo de bebidas gaseificadas também contribuem para a formação dos gases.

Para diminuir a produção de gases intestinais não é indicado eliminar alimentos da sua dieta, porque cada um desempenha um papel importante no funcionamento do nosso corpo, a recomendação é comer de maneira equilibrada.

Alimentos que aumentam a produção de gases

Os principais alimentos responsáveis pela produção de excesso de gases, que causam desconforto abdominal e mal-estar são:

  • Leguminosas: Feijão, lentilha, grão de bico, ervilha
  • Legumes: Repolho, couve-flor, brócolis, pepino, beterraba, pimentão-verde e cenoura.
  • Carboidratos: Arroz integral, batata, batata-doce
  • Leite e derivados
  • Ovos
  • Carne de porco
  • Pipoca, Milho
  • Alho, Alho-poró, Cebola
  • Mel
  • Aveia, Farinha de trigo
  • Frutas: Abacate, Maça, Pera, Manga, Cereja, Melancia, Banana e Uva.

Além dos alimentos citados, os adoçantes, refrigerantes, bebidas gaseificadas, café e cerveja também provocam formação de grande quantidade de gases intestinais. Evite o consumo excessivo dessas bebidas ou beber diariamente.

O amendoim, nozes e algumas sementes, pode causar gases apenas quando ingeridas em grandes quantidades, ou em pessoas que desenvolvam algum grau de alergia.

Alimentos que produzem menos gases

Alguns alimentos não causam formação de gases durante a digestão, pelo menos quando consumidos de forma adequada, sem excesso, são eles:

  • Alface
  • Tomate
  • Condimentos como hortelã, cominho, orégano, salsa e anis estrelado
  • Frutas: Abacaxi e mamão.
Como eliminar gases?

A recomendação para evitar a produção aumentada de gases, e também na sua eliminação se baseia em:

Dieta balanceada

Os nutricionistas orientam que cada refeição tenha um pouco de cada nutriente, para ajudar na digestão e no bom funcionamento do organismo. Procurar comer um carboidrato, como o arroz, ou a batata; uma proteína, como as carnes ou tofu, legumes e verduras a vontade.

Evitar elementos gordurosos ou cozinhar com muito óleo, porque dificultam na digestão é uma das principais causas de formação exagerada de gases, visto que as bactérias precisam de muita fermentação para quebrar esses alimentos.

Prática de atividade física

Praticar atividades físicas regularmente, ajuda na digestão pela melhor circulação e aumento do metabolismo do corpo. A atividade deve ser praticada de 3 a 4 vezes por semana, pelo menos 30 minutos.

Massagem

A massagem circular na barriga é uma prática antiga, mas que funciona para os casos de cólicas e dor abdominal causada por excesso de gases, porque ajuda de forma mecânica na eliminação desses gases.

Deve ser feita em círculos, começando do lado inferior direito da barriga, empurrando com pressão leve em direção ao umbigo, e depois circulando a barriga até o canto inferior esquerdo da barriga, região onde se encontra a porção final do intestino.

Medicamentos

O medicamento só deve ser usado quando o desconforto é grane e as medidas não medicamentosas não mostraram resultado. O mais utilizado é o Luftal®. A dose e formas de uso devem ser definidas de acordo com cada caso, idade e peso. O médico de família poderá orientar.

Dicas gerais

Importante também procurar fazer as refeições em ambientes calmos, mastigar bastante a comida e evitar beber e conversar enquanto come.

Outra dica valiosa é aumentar o consumo de água. Beber um litro e meio a 2 litros de água por dia ajuda não só no processo de digestão, mas na hidratação, no funcionamento renal, sistema imunológico, entre outros.

O médico nutrólogo ou o nutricionista, podem orientar quanto a dieta balanceada para cada caso e esclarecer as demais dúvidas que possam surgir sobre o processo digestivo.

Leia também: Excesso de gases: o que pode ser e como tratar?

Fontes:

  • Diane Abraczinskas, MD. et al.; Overview of intestinal gas and bloating. UpTodate, Dec.6, 2018.
  • Arnold Wald, MD. et al.; Treatment of irritable bowel syndrome in adults. UpToDate. Oct 23, 2019.
Como deve ser a dieta para baixar o colesterol?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A dieta para baixar o colesterol alto deve incluir alimentos ricos em gorduras “saudáveis” e fibras. Alimentos com alto teor de gordura animal devem ser evitados, bem como alimentos processados e fritos, pois são ricos em gorduras saturadas e trans.

Essas gorduras (animal, saturada e trans) são as principais responsáveis pelo aumento dos níveis de colesterol ruim (LDL) no sangue, podendo ainda diminuir os valores do colesterol bom (HDL). Lembrando que a dieta para baixar o colesterol tem como objetivos aumentar o colesterol bom e baixar o colesterol ruim.

Como baixar o colesterol através da alimentação?Escolha gorduras saudáveis

A gordura saturada é uma gordura prejudicial porque aumenta o nível de colesterol ruim (LDL). Pode ser encontrada em algumas carnes, laticínios, chocolate, alimentos processados e fritos.

A gordura trans é outra gordura prejudicial. Pode aumentar o colesterol ruim e diminuir o colesterol bom. A gordura trans é encontrada principalmente em alimentos feitos com gorduras e óleos hidrogenados, como margarina, bolachas e salgadinhos.

Por isso, recomenda-se substituir essas gorduras nocivas por gorduras mais saudáveis, presentes em alimentos como carnes magras, nozes, azeite e óleos de canola e açafrão.

Dependendo das calorias consumidas por dia, as quantidades máximas de gorduras que devem estar presentes na dieta são:

Calorias diárias Gordura total Gordura saturada
1.500 42-58 g 10 g
2.000 56-78 g 13 g
2.500 69-97 g 17 g
Diminua o consumo de alimentos com colesterol

O colesterol é encontrado em alimentos de origem animal, como fígado, miúdos, gemas de ovos, camarão e laticínios. Para baixar o colesterol, recomenda-se consumir menos de 200 mg de colesterol por dia.

Aumente o consumo de fibras

Os alimentos ricos em fibras ajudam a diminuir a absorção de gorduras pelo intestino. Esses alimentos incluem:

  • Cereais integrais (aveia e farelo de aveia);
  • Frutas (maçã, banana, laranja, pera, ameixa);
  • Leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha);
Coma muitas frutas e legumes

Uma dieta rica em frutas e legumes pode aumentar a quantidade de substâncias importantes para baixar o colesterol. Essas substâncias, chamadas estanóis ou esteróis vegetais, funcionam como fibras.

Coma peixes ricos em ômega-3

O ômega-3 é um tipo de gordura, porém, “saudável”. Embora não reduza o nível de colesterol ruim (LDL), podem ajudar a aumentar o nível de colesterol bom (HDL). Salmão, atum, sardinha e cavala são boas fontes de ômega-3. Para ajudar a baixar o colesterol, recomenda-se comer esses peixes duas vezes por semana.

Reduza o consumo de álcool

O álcool adiciona calorias à dieta, o que pode causar ganho de peso. Estar acima do peso pode aumentar o colesterol ruim e diminuir o colesterol bom.

Para maiores informações sobre como seguir uma dieta para baixar o colesterol, consulte um médico clínico geral, médico de família ou nutricionista.

Para que serve a Vitamina E? Em quais alimentos encontro?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A vitamina E desempenha no organismo uma importante função antioxidante. Esta vitamina é constituída por oito compostos solúveis em gordura, sendo o a-tocoferol o seu antioxidante mais potente.

É encontrada em alimentos de origem vegetal verde-escuros, nas sementes oleaginosas, nos óleos vegetais e no gérmen de trigo, além de alguns alimentos animais como salmão e fígado. Poder ser consumida por meio da alimentação ou por suplementação alimentar, em cápsulas, mediante orientação médica ou nutricional.

Óleos vegetais e espinafre são fontes de vitamina E Função antioxidante da vitamina E

Por ser um poderoso antioxidante, a vitamina E age combatendo os radicais livres. Deste modo, o consumo de vitamina E é benéfico para:

  • Prevenir o envelhecimento precoce;
  • Ajudar na saúde da pele por meio da manutenção da sua elasticidade e prevenindo as rugas;
  • Auxiliar na reparação celular;
  • Fortalecer o sistema imunológico.
Vitamina E, Alzheimer e doenças cardiovasculares

O consumo de suplementos de vitamina E para a proteção contra as doenças cardiovasculares não é comprovada. Do mesmo modo, não há evidência científica de que a vitamina E, mesmo em altas doses, tenha capacidade de retardar o avanço da doença de Alzheimer.

Em quais alimentos encontro a vitamina E? Sementes de girassol e rúcula contém vitamina E

Os alimentos mais ricos em vitamina E são de origem vegetal. Ela é encontrada em vegetais verde-escuros, vegetais ricos em gorduras, como as sementes oleaginosas, nos óleos vegetais, em algumas frutas e em alguns alimentos de origem animal.

Vegetais
  • Espinafre (verde-escuro);
  • Brócolis (verde-escuro);
  • Acelga;
  • Abóbora.
Oleaginosas
  • Sementes de girassol;
  • Avelãs;
  • Castanhas;
  • Nozes;
  • Amendoim;
  • Amêndoas;
  • Azeitonas.
Frutas
  • Abacate;
  • Manga;
  • Kiwi;
  • Amora.
Óleos vegetais
  • Óleo de gérmen de trigo;
  • Óleo de girassol;
  • Óleo de amêndoa;
  • Óleo de cártamo;
  • Óleo de milho.
Suplementação com vitamina E

A suplementação alimentar com vitamina E somente deve ser feita sob orientação médica ou nutricional. Normalmente é indicado em casos de doenças que afetam a capacidade de absorção dos intestinos ou quando sua ingestão por meio dos alimentos for considerada baixa.

É importante destacar que a dose máxima diária de vitamina E não deve exceder 1000 mg por dia. Elevadas doses de vitamina E podem causar danos à saúde.

Efeitos do excesso de vitamina E no organismo

A intoxicação por vitamina E ocorre quando ela se encontra em excesso no organismo. Doses elevadas de vitamina E aumentam o risco de sangramentos, especialmente em pessoas que usam anticoagulantes regularmente.

Em doses muito altas pode ocorrer náusea, diarreia, fraqueza muscular e cansaço.

O diagnóstico de intoxicação por vitamina E é efetuado com base na análise do histórico de uso de suplementação de vitamina E e nos sintomas apresentados. Mantenha seu médico informado dos medicamentos e suplementos que você usa.

Deficiência de vitamina E

É rara a deficiência de vitamina E em seres humanos. Ela ocorre em pessoas que têm alguma doença hereditária ou que desenvolvem doenças que prejudicam a absorção da vitamina E (síndrome do intestino curto, obstrução de ducto biliar, fibrose cística).

Da mesma forma, pode acontecer em pessoas que por algum motivo não podem ingerir gorduras na alimentação ou que têm doenças raras no metabolismo de gorduras.

Os principais sintomas são: alterações no sistema imunológico, dormência, tremores, dificuldade de andar, fraqueza muscular e distúrbios de visão.

O diagnóstico da deficiência de vitamina E é realizado por meio da análise da história clínica e/ou através de dosagem mediante exames laboratoriais.

Adote uma alimentação saudável, de preferência com orientações de um profissional, e somente use suplemento de vitamina E sob indicação médica ou nutricional.

Alimentos que aumentam a imunidade: você conhece?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Diversos alimentos ajudam a aumentar a imunidade, principalmente os alimentos ricos em vitaminas e minerais, como:

  • Vegetais verde-escuros (brócolis, espinafre);
  • Frutas cítricas (Laranja, limão, morango, abacaxi);
  • Frutos-do-mar (salmão, sardinha),
  • Oleaginosas (azeite, castanha, nozes),
  • Carne,
  • Castanha-do-pará e outras sementes,
  • Alimentos cor de laranja,
  • Gengibre e
  • Tomate.

Uma boa alimentação é a base da imunidade do nosso corpo. Incluir esses alimentos diariamente nas refeições, ajuda o organismo a manter constante a sua produção de anticorpos e reduz os radicais livres.

Lembrando que os alimentos devem ser consumidos sempre que possível, na sua forma natural, ou com pouco cozimento, para manter os seus benefícios.

Vegetais verde-escuros: Alimentos ricos em ácido fólico

Os vegetais verde-escuros como brócolis, espinafre, rúcula e couve, são alimentos ricos em ácido fólico. Esta substância participa da produção dos glóbulos brancos ou anticorpos, as células do sistema imunológico responsáveis pela defesa do organismo.

Além dos vegetais verde-escuros, feijão, fígado e cogumelos (shimeji e o shitake) também são alimentos que contém ácido fólico.

Frutas cítricas e vegetais verde-escuro: Alimentos ricos em vitamina C

A vitamina C é um potente antioxidante que combate os radicais livres e fortalece o sistema imunológico Está presente nas frutas cítricas como: laranja, limão, kiwi, morango e abacaxi.

Brócolis, espinafre, couve e outros vegetais verde-escuros possuem vitamina C. Além destes alimentos, a vitamina está presente nos pimentões verde e vermelho.

Frutos-do-mar: Alimentos ricos em vitamina D

Salmão, atum, sardinhas e ovos, são as principais fontes de vitamina D na alimentação. A vitamina contribui na formação de células de defesa no organismo. Importante lembrar que a exposição ao sol promove a maior absorção dessa vitamina pelo corpo.

Oleaginosas: Alimentos ricos em vitamina E

A vitamina E estimula o bom funcionamento do sistema imunológico. Ela está presente nas oleaginosas como castanhas, amêndoas, nozes e óleos vegetais, a exemplo do óleo de girassol, milho, canola e gérmen de trigo.

Frutos-do-mar, carne e castanha-do-pará: Alimentos ricos em zinco e selênio

O zinco e o selênio são minerais importantes para que o sistema imunológico cumpra bem a função de proteção do organismo. O zinco está envolvido na capacidade de o sistema imunológico responder a estímulo, especialmente as inflamações, a carne e frutos-do-mar são as principais fontes.

A castanha-do-pará, nozes, ovos de galinha, alho e cebola contém o selênio, substância com ação antioxidante e combate aos radicais livres.

Alimentos de cor laranja: Alimentos ricos em vitamina A

A vitamina A, também conhecida como retinol, tem ação antioxidante e, deste modo, fortalece o sistema imunológico. Vitamina muito importante para a saúde dos olhos. Os alimentos ricos na vitamina A costumam ter cores alaranjadas, como a abóbora, cenoura, laranja e mamão. Mas o espinafre e melão também apresentam grande concentração dessa substância.

Gengibre: Alimento rico em vitamina B6

O gengibre é fonte de vitamina C (antioxidante) e vitamina B6 que tem ação bactericida e fortalece a imunidade.

Tomate: Alimento rico em licopeno

O licopeno atribui a cor vermelha ao tomate, alimento rico nesta substância. É um poderoso antioxidante que neutraliza a ação dos radicais livres e estimula o sistema imune. Porém, deve ser usado com cautela em pessoas com história de cálculo renal.

Sucos que aumentam a imunidade

Sucos que contenham os alimentos na sua forma natural, e com água em temperatura ambiente, comprovadamente ajudam na imunidade do organismo.

Os sabores, portanto, podem ser escolhidos de acordo com as suas preferências. Misturas que agradam bastante, são sucos de laranja com acerola, limão com menta, morango com maracujá e laranja com morango. Acrescentar uma folha de couve, raspas de gengibre, e para quem gosta, gotas de própolis ao suco, aumenta essa oferta.

Lembrar que, quando bater no liquidificador, deve bater rapidamente, para não perder as propriedades dos alimentos. Usar a água sempre em temperatura ambiente e beber a mistura assim que estiver pronta.

O que é imunidade? Como manter a imunidade boa?

A imunidade, ou sistema imunológico, é o nosso sistema de defesa. Protege contra doenças causadas por vírus, fungos ou bactérias oportunistas.

Para manter a imunidade boa é preciso:

  • Se alimentar adequadamente, comer comida saudável;
  • Manter-se bem hidratado, beber de 1 litro e meio a dois litros de água por dia;
  • Praticar atividades físicas, pelo menos 4x por semana;
  • Cuidar do sono, dormir bem é fundamental para a manutenção da nossa defesa;
  • Evitar hábitos ruins, como cigarro e bebidas alcoólicas;
  • Evitar situações de estresse e ansiedade, o máximo possível, mesmo que seja preciso pedir ajuda a um profissional de saúde (médico, psicólogo).

Em caso de dúvidas procure um/a nutrólogo ou nutricionista.

Pode lhe interessar também: Como saber se a nossa imunidade está baixa?

Referências:

  • ABRAN - Sociedade Brasileira de Nutrologia
  • SBAN - Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição
Quais os alimentos ricos em fibras?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os alimentos ricos em fibras são as frutas (laranja, abacaxi, figo, pera, morango, ameixa, tangerina, maçã com casca), as hortaliças (cenoura, brócolis, alcachofra, abóbora, couve, alface, beterraba, repolho), as oleaginosas (nozes, avelãs, amêndoas), os pães, grãos e cereais integrais (arroz, aveia, farelo de trigo, cevada, centeio), as leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, amendoim, grão-de-bico) e as sementes de linhaça, chia e abóbora.

Desses, as melhores fontes de fibras são o farelo de trigo, a aveia, as sementes de chia e linhaça, o arroz integral, as hortaliças e as leguminosas. Vale lembrar que as frutas devem ser consumidas com casca e bagaço, sempre que possível, pois também são ricos em fibras.

Uma dieta com alimentos ricos em fibras melhora o funcionamento do intestino e a absorção dos nutrientes, como o cálcio, além de ajudar no equilíbrio da flora intestinal.

As fibras alimentares podem ainda ajudar a prevenir infarto, derrame cerebral, hipertensão arterial e diabetes. Por outro lado, a falta de fibras na alimentação e um estilo de vida sedentário pode aumentar os riscos de câncer do intestino, próstata e mama.

O que são fibras?

As fibras são um tipo de carboidrato presente em alimentos de origem vegetal. Apesar de serem um tipo de carboidrato (açúcar), as fibras não são digeridas pelo organismo e, por isso, não são utilizadas como fonte de energia.

Apesar de não serem consideradas um nutriente, uma vez que não sofrem digestão e por isso não chegam à corrente sanguínea, as fibras desempenham um papel muito importante na prevenção e no controle de doenças e trazem diversos benefícios à saúde.

Fibras solúveis

As fibras alimentares podem ser solúveis ou insolúveis. As solúveis formam uma espécie de gel no estômago ao entrar em contato com a água, retardando o esvaziamento do estômago e prolongando assim a sensação de saciedade.

As fibras solúveis também diminuem a absorção de gorduras, açúcar e substâncias cancerígenas pelo intestino. Além disso, elas passam por um processo de fermentação que favorece o desenvolvimento de bactérias intestinais que são benéficas para a saúde.

As fibras solúveis também trazem benefícios no tratamento e na prevenção da doença diverticular do cólon, auxiliam o controle do diabetes, podem diminuir o risco de câncer do intestino, fortalece as defesas do organismo e ainda ajudam a emagrecer, já que prolongam a sensação de saciedade.

Fibras insolúveis

As fibras insolúveis não formam um gel no estômago, mas aumentam o volume do bolo fecal, os movimentos intestinais e a frequência de evacuações, além de deixarem as fezes mais macias e atuarem na remoção de restos de alimentos do intestino. Com isso, reduzem o tempo de contato de substâncias cancerígenas com as paredes do intestino, combatem a prisão de ventre e fazem uma limpeza intestinal.

Qual a quantidade de fibras que uma pessoa deve consumir?

Para adultos, a dose recomendada de fibras é de cerca de 35 g por dia para homens e 24 g por dia para mulheres. Para crianças entre 1 e 8 anos de idade, a dose diária recomendada de fibras alimentares varia entre 19 g e 25 g. A quantidade varia de acordo com o peso, a idade e as calorias consumidas. Neste último caso, para cada 1000 kcal consumidas, recomenda-se a ingestão de 14 g de fibras.

Vale lembrar que o aumento do consumo de alimentos ricos em fibras deve ser acompanhado por um aumento da ingestão de água (no mínimo 1,5 litro por dia).

A falta de fibras na alimentação pode causar prisão de ventre, por isso o seu consumo é uma das principais formas de combater o problema.

Porém, é fundamental manter uma hidratação adequada para amolecer as fibras e o bolo fecal. Caso contrário, as fibras podem obstruir o intestino e ele pode ficar “preso”.

O nutricionista é o profissional indicado para montar um plano alimentar individualizado e balanceado, com as quantidades adequadas de cada alimento, de acordo com as necessidades da pessoa.

Como saber se estou com falta de ferro?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os sinais e sintomas da falta de ferro são bastante variados, porém só é possível ter certeza se está com falta de ferro através do exame de sangue, aonde será investigada taxas de glóbulos vermelhos, taxa de ferro e dinâmica do ferro no sangue.

A deficiência desse nutriente causa anemia ferropriva, que é a forma mais comum de anemia.

Os sinais e sintomas mais comuns incluem: cansaço, fraqueza, palidez de pele e mucosas (gengivas, parte interna dos olhos), batimentos cardíacos acelerados, indisposição, apatia, falta de ar, queda de cabelos, feridas nos cantos da boca, dor de cabeça, unhas quebradiças, falta de apetite ou alguns hábitos alimentares estranhos (adultos costumam ter vontade de comer gelo e crianças vontade de comer terra), ainda, dificuldade de aprendizagem e concentração.

A falta de ferro pode se manifestar de diferentes formas, conforme o grau de deficiência do mineral. Em alguns casos, os níveis de ferro podem estar baixos, sem necessariamente causar anemia, outras vezes, a sua carência mais acentuada resulta em anemia ferropriva, afetando todo o organismo.

Vale lembrar que a anemia também pode ser causada pela falta de outras vitaminas, minerais e nutrientes, como proteínas, ácido fólico (vitamina B9) e vitamina B12. Contudo, ainda assim, a carência de ferro continua sendo a principal causa.

Quais as causas da anemia por falta de ferro?

A anemia causada pela deficiência de ferro é provocada pelo consumo insuficiente de alimentos ricos em ferro, sobretudo aqueles que o organismo consegue aproveitar melhor o mineral, como a carne vermelha e alimentos verde escuro, como brócolis e espinafre, por exemplo.

Durante a gravidez, a anemia por falta de ferro ocorre principalmente pelo aumento da demanda do mineral pelo corpo durante esse período. Se a gestante tiver uma reserva baixa de ferro no organismo antes de engravidar, pode desenvolver a anemia.

Qual é a função do ferro?

O ferro é um mineral essencial para a produção de glóbulos vermelhos do sangue, também conhecidos como hemácias ou eritrócitos. O ferro é necessário para o organismo produzir a hemoglobina, uma proteína encontrada nas hemácias e que dá a cor vermelha a essas células.

A hemoglobina tem a função de se ligar ao oxigênio para que este seja transportado para o resto do corpo através do sangue. Por isso, a maioria dos sintomas da falta de ferro está relacionada com a diminuição da oxigenação das células corpo.

O ferro também é um nutriente importante para o crescimento normal da criança e para o sistema imunológico, além de melhorar a capacidade de aprendizagem e diminuir o risco de parto prematuro, nascimento com baixo peso e morte materna durante ou logo após o parto.

Quais são as consequências da falta de ferro?

Se a deficiência de ferro ocorrer na infância, pode haver atraso do crescimento, prejuízos na capacidade de aprendizagem, coordenação motora, no desenvolvimento da fala, cansaço, menor resistência a infecções e por vezes desejo.

Nos adultos, a deficiência de ferro produz sobretudo cansaço, fraqueza, dificuldade em praticar exercício físico, falta de ar ao realizar esforços, irritabilidade e dor de cabeça.

A falta de ferro em gestantes está associada ao baixo peso no nascimento, parto prematuro e maior risco de morte da mãe durante ou logo após o parto.

Quais são os alimentos ricos em ferro?

O ferro está presente em alimentos de origem animal e vegetal. Porém, o organismo aproveita melhor o mineral presente nos alimentos de origem animal. Por isso, as melhores fontes de ferro são a carne vermelha, a carne de porco, os miúdos (fígado, coração, moelas), os peixes, as aves e os mariscos crus.

Os alimentos de origem vegetal ricos em ferro incluem: agrião, couve, brócolis, beterraba, feijão, ervilha, grão-de-bico, lentilha, cereais matinais enriquecidos com ferro, aveia (farinha), nabo, nozes e castanhas. Apesar da biodisponibilidade de ferro desses alimentos ser baixa, por isso o organismo pouco aproveita o mineral presente, é mais uma fonte de ferro disponível.

É importante ressaltar a importância do consumo de alimentos ricos em vitamina C, que aumentam a absorção de ferro pelo organismo. As melhores fontes de vitamina C são: acerola, pimentão amarelo e vermelho crus, salsa, caju, goiaba, mamão papaia, kiwi, morango, laranja e abacaxi.

Da mesma forma, por outro lado, alguns alimentos prejudicam a absorção de ferro, como café, chá mate, chá preto, cereais integrais, leite, queijos, iogurtes e outros derivados do leite, por isso devem ser evitados nos casos de anemia ferropriva.

Saiba mais em: Que alimentos são indicados para quem tem anemia?

Em caso de sinais e sintomas de falta de ferro, consulte um médico clínico geral ou médico de família, que poderá solicitar um exame de sangue se suspeitar de anemia.