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Benzetacil amamentando
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não precisa nem parar de amamentar. A mulher que amamenta e precisa tomar Benzetacil, pode continuar amamentando de forma contínua e normal sem necessidade de pausa.

A Benzetacil não é contra-indicada durante a amamentação e não vai prejudicar o bebê.

Caso a medicação tenha sido prescrita pelo/a profissional de saúde e você não tenha alergia à penicilina, você pode fazer uso da injeção Benzetacil mesmo estando amamentando. Não há necessidade de interromper a amamentação para tomar a injeção. A amamentação deve ser continuada normalmente sem nenhuma interferência.

Benzetacil é um antibiótico da família da penicilina, bastante usado no combate a algumas infecções, como amigdalite bacteriana comunitária (dor de garganta adquirida fora do ambiente hospitalar), infecções respiratórias e de pele, sífilis, tratamento de longo prazo para prevenção da febre reumática, entre outras.

A Benzetacil começa a fazer efeito de 15 a 30 minutos após a injeção e a sua ação se prolonga por um período que vai de 1 a 4 semanas. Trata-se de um antibiótico seguro para ser usado em bebês, crianças e adultos.

A única forma de tomar Benzetacil é através de injeção intramuscular. O local de aplicação recomendado é na parte superior lateral da nádega. Em crianças pequenas e bebês, a injeção geralmente é aplicada na coxa.

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Quando devo parar de amamentar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A Organização Mundial da Saúde recomenda a amamentação pelo menos até os 2 anos da criança, sendo que nos primeiros 6 meses de vida, o aleitamento materno deve ser exclusivo como única fonte de nutrição do/a bebê.

Após os 6 meses de idade, a mãe continuará amamentando, mas deve introduzir outros alimentos e líquidos na rotina alimentar da criança. 

O leite materno é de extrema importância para o desenvolvimento e crescimento da criança, além de ser um potente protetor contra infecções inoportunas

A escolha de quando parar de amamentar deve ser feita em um momento de segurança da mãe, considerando aspectos do vínculo estabelecido com o/a bebê e sua vida pessoal/profissional, podendo ser um processo lento, gradual que permita uma decisão baseada na confiança desse binômio.

O aleitamento materno não tem um limite máximo recomendado a partir do qual não se deve mais amamentar. Após o segundo ano de vida, o/a bebê pode continuar em amamentação normalmente. Esse momento deve ser prazeroso para a mãe e o/a bebê, ajudando no fortalecimento do vínculo e continuando na oferta dos nutrientes presentes no leite materno. 

Em algumas poucas situações o aleitamento materno deve ser suspenso temporariamente:

  • Lesão de Herpes na mama - a mulher pode oferecer a outra mama e esperar resolver as lesões da mama afetada para voltar a amamentar;
  • Tuberculose ativa - aguardar duas semanas de início do tratamento e, depois desse tempo, pode voltar a amamentar;

Além dos benefícios a curto e a longo prazo para a criança, o aleitamento materno apresenta inúmeras vantagens para a mulher e sua família.

Frequente as consultas de puericultura e converse com o/a profissional de saúde sobre suas dúvidas. 

Como a ocitocina, hormônio do amor, funciona durante o parto e amamentação?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A ocitocina é o principal hormônio envolvido no trabalho de parto e no processo de amamentação. Produzido no hipotálamo e armazenado na hipófise, glândula localizada no cérebro, este hormônio também ajuda a melhorar o humor, cria e fortalece os laços afetivos, atua sobre a relações sociais, auxilia na redução do estresse e melhora a libido e o desempenho sexual, tanto em homens como em mulheres.

Ocitocina e o trabalho de parto

As contrações uterinas são promovidas pela produção e liberação da ocitocina na corrente sanguínea da mulher durante o trabalho de parto. Estas contrações ritmadas provocam a dilatação do colo uterino e a passagem do bebê pelo canal vaginal, na pelve feminina.

Para favorecer a ação da ocitocina é preciso que o ambiente no qual ocorrerá o parto seja preparado com medidas simples como manter a privacidade e interferir o menos possível no trabalho de parto. Estudos sugerem que estas ações aumentam a ação da ocitocina nas fibras musculares do útero e, deste modo, intensificam as contrações uterinas fazendo com que elas se tornem mais efetivas para a expulsão do bebê da cavidade uterina.

Ocitocina e a amamentação

Durante a amamentação, é a ocitocina que atua para que ocorra liberação do leite materno pelas glândulas mamárias. Além de promover a contração das glândulas mamárias para a ejeção do leite durante a amamentação, a ocitocina provoca a sensação de prazer e o relaxamento da mãe favorecendo a criação dos laços entre mães e bebês.

Sabe-se que o processo de amamentação é delicado e nem sempre é fácil para todas as mulheres. Para as mães que têm dificuldade de amamentar, pode ser utilizada a ocitocina sintética de 2 a 5 minutos antes das mamadas ou mesmo da retirada manual do leite. Neste caso, a ocitocina deve ser prescrita adequadamente pelo/a médico/a assistente.

Uso da ocitocina sintética durante o trabalho de parto

A ocitocina sintética é bastante utilizada em obstetrícia para induzir o trabalho de parto. Pode ser benéfico para as mulheres que possuem doenças graves e por isso necessitem do fim da gravidez, para casos em que o parto excedeu o tempo previsto ou mesmo quando está ocorrendo de forma muito demorada.

Nestes casos, as mulheres que fazem uso da ocitocina sintética podem passar pelo trabalho de parto de forma muito semelhante às mulheres que entram em trabalho de parto espontaneamente.

Entretanto, o uso indiscriminado da ocitocina sintética para este fim pode ser arriscado. Ao mesmo tempo em que pode auxiliar em partos mais complicados, pode provocar distúrbios em partos que ocorreriam normalmente apenas pela ação da ocitocina produzida pelo corpo da mulher. O uso indiscriminado da ocitocina sintética para acelerar o trabalho de parto pode causar:

  • Aumento das complicações pós-cirúrgicas;
  • Aumento das complicações durante o parto: aumento do risco de alterações na frequência cardíaca e oxigenação do bebê;
  • Redução da sensação de prazer que as mulheres sentem após o parto uma vez que elas não produziram endorfina, adrenalina e outros hormônios que são produzidos juntos com a ocitocina para causar esta sensação;
  • Lentidão na capacidade da mulher de vencer o cansaço e o sono nos momentos iniciais de cuidados com o recém-nascido, pois esta habilidade sofre influência da ocitocina que ela mesma produziria para o seu trabalho de parto;
  • Dificuldades no processo de amamentação;
  • Aumento dos índices de depressão pós-parto.

A ocitocina é um hormônio importante tanto para a reprodução humana como para mediar as relações sociais no que se refere à criação e formação das ligações afetivas e produção das sensações de bem-estar e de felicidade. Nós todos somo capazes de produzi-la sem recorrer ao hormônio sintético.

Não utilize ocitocina artificial sem orientação médica.

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Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Qualquer substância duvidosa e com efeitos desconhecidos deve ser evitada na gravidez e na amamentação.