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Anorexia

Garganta e nariz fecham na hora de comer, o que pode ser?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

A sensação de fechamento ou entupimento do nariz e garganta, embora pouco frequente, pode ocorrer devido à rinite alérgica, que é uma irritação dentro do nariz (mucosa) provocada por uma reação de sensibilidade exagerada à alguns tipos de alimentos e temperos, causando também espirros, coceira no nariz e coriza (aumento da secreção nasal).

A ansiedade também pode causar sensação de fechamento da garganta e do nariz na hora de comer, estando relacionada à outros distúrbios psicológicos ou alimentares, como a anorexia nervosa ou bulimia.

O otorrinolaringologista é o médico especialista em problemas do nariz e garganta, que poderá realizar o diagnóstico, o tratamento e encaminhamentos que forem necessários.

Como é o tratamento para vigorexia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O tratamento da vigorexia é multidisciplinar, podendo incluir nutricionista, psicólogo, psiquiatra e endocrinologista. Em geral, indivíduos com vigorexia normalmente não procuram tratamento, uma vez que os métodos terapêuticos provavelmente levarão à perda de massa muscular.

Se a pessoa estiver usando anabolizantes, o médico endocrinologista deve acompanhar o tratamento e sugerir a suspensão imediata dos esteroides.

O tratamento psicológico da vigorexia pode ser realizado através da terapia cognitivo-corporal. O objetivo é levar o indivíduo a aceitar o seu corpo como ele é, identificando a percepção distorcida que ele tem da sua própria imagem corporal, bem como os aspectos positivos da sua aparência física.

Também faz parte do tratamento psicológico confrontar os padrões corporais alcançáveis e inalcançáveis, encorajar comportamentos mais sadios e ajudar o paciente a enfrentar a sua aversão em expor o corpo.

Os comportamentos obsessivos relacionados com o exercício, a alimentação e a verificação constante do tamanho dos músculos devem ser inibidos.

Os medicamentos antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina podem ser úteis para minimizar a obsessão e a compulsão observada na vigorexia. Os antidepressivos também podem ser indicados em casos de depressão.

É importante frisar que o sucesso do tratamento da vigorexia depende muito de uma boa relação entre os profissionais envolvidos e o paciente.

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Como é o tratamento para transtornos alimentares?

Como é o tratamento para transtornos alimentares?

O tratamento dos transtornos alimentares depende do tipo de transtorno (bulimia, anorexia, obesidade, desnutrição, vigorexia) e das suas causas, que podem estar relacionadas com fatores psicológicos ou metabólicos. 

Bulimia

O tratamento da bulimia envolve diferentes profissionais, nas áreas da psicologia, psiquiatria e nutrição. Pessoas com esse transtorno alimentar são tratadas com psicoterapia e medicamentos antidepressivos e estabilizadores do humor.

Veja também: Como identificar e tratar a bulimia?

Anorexia

O tratamento desse transtorno alimentar também é multidisciplinar, com médico psiquiatra, psicólogo e nutricionista. Em alguns casos de anorexia, a pessoa precisa ficar internada para que os alimentos sejam reintroduzidos gradualmente na dieta. O tratamento pode incluir psicoterapia, terapia familiar e medicamentos psiquiátricos.

Leia também: Anorexia tem cura? Qual o tratamento?

Obesidade

O tratamento da obesidade é feito com mudanças na dieta e atividade física. Alguns indivíduos podem precisar também acompanhamento psicológico. Casos de obesidade mórbida podem ter indicação de cirurgia de redução do estômago.

Saiba mais em: Não consigo emagrecer, o que devo fazer?

Desnutrição

O tratamento desse tipo de transtorno alimentar consiste em aumentar aos poucos a ingestão de carboidratos, proteínas, água e outros alimentos. 

A suplementação com proteínas, vitaminas e sais minerais muitas vezes é necessária. 

A reintrodução gradual dos alimentos e o uso de suplementos devem ser acompanhados por médicos e nutricionistas. 

Vigorexia 

O tratamento pode incluir psicoterapia, medicamentos e acompanhamento com nutricionista e endocrinologista. 

O objetivo do tratamento psicoterapêutico é ajudar a pessoa a aceitar o próprio corpo, combatendo a visão distorcida que ela tem do mesmo. 

Alguns medicamentos antidepressivos podem ser usados para controlar a compulsão e a obsessão ou tratar casos de depressão associados à vigorexia.

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Quais os tipos de transtornos alimentares e seus sintomas?

Perder peso muito rápido faz mal?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. Perder peso muito rápido pode fazer mal, porque quanto mais rápido é o emagrecimento, maior é a perda de massa muscular, de vitaminas e outros nutrientes, o que não é bom nem recomendável. A não ser que seja feita uma dieta baseada em acompanhamento médico e/ou com nutricionista.

Dietas muito restritivas, que emagrecem rápido, fazem o corpo queimar músculos para obter energia. O resultado é uma perda de peso significativa em pouco tempo, mas boa parte dela é devida à massa muscular que foi consumida pelo próprio organismo.

Isso é prejudicial por, pelo menos, duas razões:

  1. Perder músculo prejudica a capacidade do corpo de queimar calorias e dificulta a manutenção do peso: Os músculos são fundamentais para acelerar o metabolismo, ou seja, quanto mais massa muscular a pessoa tiver, mais calorias ela irá queimar;
  2. Degradação de órgãos: Casos mais severos de emagrecimento rápido e exagerado fazem com que o corpo passe a consumir não só a proteína dos músculos, como também de órgãos como fígado, coração e rins.

Além da perda de massa muscular, emagrecer rápido pode baixar os níveis de cálcio e potássio na circulação sanguínea, o que pode causar:

  • Falta de cálcio:

    • Cãibras;
    • Aumento da pressão arterial;
    • Depressão;
    • Irritabilidade;
    • Ansiedade,
    • Unhas fracas;
    • Cáries;
  • Falta de potássio:
    • Fraqueza;
    • Cãibras;
    • Náuseas e vômitos;
    • Aumento do açúcar no sangue;
    • Parada respiratória.

Perder peso muito rápido só é recomendado em casos específicos, quando há necessidade de emagrecer para realização de uma cirurgia, por exemplo.

Perder peso muito rápido sem intenção, o que pode ser?

Várias doenças e condições podem provocar emagrecimento. Algumas delas:

  • Câncer;
  • Depressão;
  • Diabetes;
  • Hipertireoidismo;
  • Tabagismo;
  • Infecções;
  • Distúrbios alimentares (Anorexia, bulimia);
  • Diarreia de longa duração;
  • Medicamentos, como anfetaminas, quimioterápicos, laxantes e remédios para a tireoide;
  • Uso de drogas ilícitas;
  • Úlceras na boca, aparelhos dentários, perda de dentes ou qualquer outra situação que impeça a pessoa de comer normalmente.

Para emagrecer de forma saudável, deve-se seguir um plano alimentar indicado por um médico endocrinologista, nutrólogo ou por um nutricionista, se possível acompanhado por exercícios físicos.

Em caso de perda de peso sem motivo aparente, consulte um médico clínico geral ou médico de família.

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Qualquer pessoa pode fazer cirurgia de redução de estômago?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Não, não é qualquer pessoa que pode fazer cirurgia de redução de estômago, também chamada de cirurgia bariátrica ou gastroplastia. Existem indicações e contraindicações para a cirurgia.

A cirurgia de redução de estômago é indicada sobretudo em 2 situações:

  • Pacientes com IMC (Índice de Massa Corporal) acima de 35, que apresentam complicações decorrentes do excesso de peso, como apneia do sono, hipertensão arterial, diabetes, aumento dos níveis de colesterol e triglicerídeos, problemas articulares;
  • Pacientes com IMC superior a 40, que não tenham conseguido emagrecer com outros tratamentos.

Entretanto, cada caso precisa de uma avaliação clínico-laboratorial individualizada, além de uma avaliação psicológica.

Desde que haja indicação cirúrgica e seja feita uma avaliação clínica rigorosa, a cirurgia de redução de estômago pode ser feita praticamente em qualquer idade, desde a adolescência à terceira idade.

Quanto às restrições, a cirurgia bariátrica está contraindicada nas seguintes situações:

  • Instabilidade psicológica grave, presença de transtornos alimentares, como bulimia ou anorexia, devem ser tratados antes da operação;
  • Depressão, alcoolismo, uso de drogas;
  • Pacientes que se mostrem incapazes, devido à instabilidade psicológica, de seguir as orientações pós operatórias relativas às mudanças no estilo de vida e alimentação;
  • Gravidez;
  • Pacientes que apresentam hérnia de hiato volumosa, varizes esofágicas, doenças imunológicas ou inflamatórias do aparelho digestivo superior, que possam aumentar a predisposição a sangramentos ou outras condições de risco;
  • Doença cardiopulmonar grave e descompensadora;
  • Pacientes com alergia a algum dos componentes do sistema.

A cirurgia de redução de estômago é um procedimento complexo e que apresenta risco de complicações, sendo fundamental a mudança dos hábitos alimentares do paciente. Orientações técnicas, acompanhamento psicológico e o apoio da família também são indicados.

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Não consigo emagrecer, o que devo fazer?

Remédios para emagrecer

Anticoncepcional pode enfraquecer os ossos?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. O anticoncepcional injetável pode enfraquecer os ossos da mulher, principalmente quando iniciado na adolescência e utilizados por tempo prolongado.

Diversos estudos mostraram que o anticoncepcional injetável, devido a baixa dosagem de progesterona e ausência do estrogênio, age reduzindo a massa óssea ou acelerando o processo de calcificação do osso, o que na adolescência é ainda mais prejudicial, visto que a mulher ainda não atingiu o pico de massa óssea, que costuma ocorrer entre os 20 e 25 anos de idade.

Entretanto quando o uso é suspendo e se preciso repor vitaminas e cálcio, os efeitos são reversíveis. Por isso, todo início de tratamento contraceptivo deve ser muito bem avaliado pelo profissional, caso a caso.

Já a pílula anticoncepcional, com a combinação de baixas doses de estrogênio e progesterona, parece ter uma ação contrária, ou seja, ao invés de enfraquecer os ossos, reduz a perda de cálcio ósseo que ocorre depois dos 40 anos, ajudando a prevenir osteoporose.

Portanto, devido ao efetivo colateral de perda de massa óssea pelo anticoncepcional injetável, ele deve ser evitado por mulheres que já apresentam fatores de risco para osteoporose, como:

  • Alcoolismo;
  • Tabagismo;
  • Uso crônico de medicamentos como anticonvulsivantes e corticoides;
  • História familiar de osteoporose;
  • Peso inferior a 57 kg e baixo índice de massa corporal (IMC menor que 19);
  • Distúrbios alimentares como bulimia e anorexia;
  • Doenças do metabolismo ósseo;
  • Doenças crônicas como artrite reumatoide, mal de Parkinson, hipertireoidismo.

Veja também: Além de impedir a gravidez, para que pode servir o anticoncepcional?

Além disso, é recomendável que todas as pacientes que utilizem anticoncepcional injetável tenham uma ingestão adequada de cálcio e vitamina D.

Informe ao médico ginecologista se observar algum dos fatores de risco para desenvolver osteoporose, antes de iniciar qualquer tratamento com anticoncepcionais hormonais orais ou, principalmente, injetáveis.

Azitromicina: o que é, para que serve, como tomar e efeitos colaterais
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

A azitromicina (azitromicina di-hidratada) é um antibiótico usado para tratar infecções bacterianas gerais.

É comum utilizá-la em infecções de garganta e ouvidos, infecções urinárias, acne e Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST).

Indicações
  • Infecções do sistema respiratório (sinusite, pneumonia, bronquite, faringite, amigdalite)
  • Otite média (infecção de ouvido)
  • Infecções de pele e/ou tecidos moles
  • Clamídia e cancro (IST)
  • Acne
Como tomar Azitromicina?

O medicamento pode ser encontrado em comprimidos de 500mg, 1g ou em suspensão oral.

  • Em adultos e idosos com clamídia, cancro mole e gonorreia (IST): dose oral única de 1000mg (1g).
  • Para outras infecções: geralmente é indicada uma dose de 1.500 mg, ou seja, toma-se um comprimido de 500 mg, 3 vezes ao dia.
  • Crianças com mais de 45 kg: devem tomar azitromicina em suspensão.
  • Crianças com menos de 45 kg: devem tomar suspensão oral.
Efeitos Colaterais

São mais comuns:

  • Dor de cabeça
  • Vômito
  • Diarreia
  • Fezes amolecidas
  • Dor de estômago
  • Dor ou cólica abdominal
  • Prisão de ventre
  • Gases
  • Inflamação do cólon (parte do intestino)
  • Vaginite
  • Anorexia

Outros sintomas podem ocorrer, porém com menor frequência sendo considerados mais raros:

  • Conceira, sensibilidade à luz, manchas e inchaço na pele
  • Comportamentos agressivos
  • Nervosismo
  • Agitação
  • Ansiedade
  • Tontura
  • Convulsões
  • Sonolência
  • Parestesia (sensações anormais na pele)
  • Hiperatividade
  • Dores nas articulações
  • Perda de audição, surdez ou surgimento de ruído auditivo
  • Palpitações e arritmias cardíacas
Contra-Indicações
  • Pessoas alérgicas aos componentes da fórmula de azitromicina;
  • Alergias a outros antibióticos da mesma classe.
Orientações
  • A combinação de azitromicina com álcool pode agravar alguns de seus efeitos colaterais como náuseas, vômitos, diarreia e dor no estômago;
  • Não utilizar na gravidez sem orientação médica;
  • Não corta o efeito de anticoncepcionais;
  • Somente é possível a compra mediante receita médica.

Não utilize antibióticos sem prescrição do médico!

Para entender mais:Estou tomando antibiótico: posso consumir bebida alcoólica?