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Anorexia

O que é dismorfia corporal e quais os sintomas?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Dismorfia corporal é um transtorno mental cujo principal sintoma é a preocupação extrema com um problema ou imperfeição imaginária, ou mínima do próprio corpo.

Uma pessoa com transtorno dismórfico corporal (TDC), como conhecido no meio médico, tem uma percepção distorcida da própria imagem, desenvolvendo uma aversão à sua imagem.

Normalmente afeta pessoas tímidas, ansiosas e deprimidas que são obcecadas por detalhes que ninguém mais vê. O transtorno geralmente tem início na adolescência, mas pode ocorrer também na infância.

Quais os sintomas da dismorfia corporal?

Os sintomas que caracterizam o transtorno e devem estar obrigatoriamente presentes são quatro, que estão melhor descritos a seguir:

  • Preocupações exageradas com algum problema mínimo, ou até inexistente do corpo,

    • Nas mulheres se observam preocupações maiores com a pele, peso, rosto, quadris e nádegas, enquanto os homens têm uma maior preocupação com queda de cabelo e órgãos genitais;
  • Alterações de comportamento,
    • Comportamentos repetitivos, como se olhar no espelho várias vezes ou sinalizar sobre o seu "problema" todo o tempo,
    • Se comparar a outras pessoas,
    • Questionar familiares e amigos sobre o seu "defeito",
    • Tentar disfarçar o seu "problema" com maquiagem, óculos, roupas, acessórios, múltiplas cirurgias plásticas, o que às vezes acaba chamando mais a atenção do que o próprio "defeito" em si;
  • Apresentar um nível de preocupação tão elevado, que gera sérios prejuízos na sua vida pessoal e profissional, podem se recusar a sair de casa, ou aceitar desafios e promoções em relação de trabalho;
  • Não pode haver outra causa que justifique os sintomas, como por exemplo transtornos semelhantes, de humor (transtorno de ansiedade) ou transtornos alimentares como a bulimia e anorexia.

Pessoas com dismorfia corporal podem apresentar dificuldades emocionais associadas, como depressão e ansiedade. Cerca de 25% apresenta ideias suicidas ou já tentou o suicídio.

Portanto é preciso distinguir a dismorfia corporal de uma simples insatisfação com uma parte do corpo. Se existe muito sofrimento psicológico ou interferência negativa no dia-a-dia, deixa de ser uma mera insatisfação e torna-se um transtorno psiquiátrico que precisa ser tratado.

O/A médico psiquiatra é o/a responsável para avaliar, acompanhar e tratar desse transtorno.

Leia também: Dismorfia corporal tem cura? Qual o tratamento?

Garganta e nariz fecham na hora de comer, o que pode ser?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

A sensação de fechamento ou entupimento do nariz e garganta, embora pouco frequente, pode ocorrer devido à rinite alérgica, que é uma irritação dentro do nariz (mucosa) provocada por uma reação de sensibilidade exagerada à alguns tipos de alimentos e temperos, causando também espirros, coceira no nariz e coriza (aumento da secreção nasal).

A ansiedade também pode causar sensação de fechamento da garganta e do nariz na hora de comer, estando relacionada à outros distúrbios psicológicos ou alimentares, como a anorexia nervosa ou bulimia.

O otorrinolaringologista é o médico especialista em problemas do nariz e garganta, que poderá realizar o diagnóstico, o tratamento e encaminhamentos que forem necessários.

Como é o tratamento para transtornos alimentares?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O tratamento dos transtornos alimentares depende do tipo de transtorno (bulimia, anorexia, obesidade, desnutrição, vigorexia) e das suas causas, que podem estar relacionadas com fatores psicológicos ou metabólicos.

Bulimia

O tratamento da bulimia envolve diferentes profissionais, nas áreas da psicologia, psiquiatria e nutrição. Pessoas com esse transtorno alimentar são tratadas com psicoterapia, em alguns casos pode ser necessário o uso de medicamentos antidepressivos e estabilizadores do humor.

Veja também: Como identificar e tratar a bulimia?

Anorexia

O tratamento desse transtorno alimentar também é multidisciplinar, com médico psiquiatra, psicólogo e nutricionista. Em alguns casos de anorexia, a pessoa precisa ficar internada para que os alimentos sejam reintroduzidos gradualmente na dieta. O tratamento pode incluir psicoterapia, terapia familiar e quando necessário medicamentos.

Leia também: Anorexia tem cura? Qual o tratamento?

Obesidade

O tratamento da obesidade é feito com mudanças na dieta e atividade física. Alguns indivíduos podem precisar também acompanhamento psicológico. Casos de obesidade com IMC maior que 50 ou IMC maior que 40 e com complicações podem ter indicação de cirurgia de redução do estômago.

Saiba mais em: Não consigo emagrecer, o que devo fazer?

Desnutrição

O tratamento desse tipo de transtorno alimentar consiste em aumentar aos poucos a ingestão de carboidratos, proteínas, água e outros alimentos. A suplementação com proteínas, vitaminas e sais minerais muitas vezes é necessária.

A reintrodução gradual dos alimentos e o uso de suplementos devem ser acompanhados por médicos e nutricionistas.

Vigorexia

O tratamento pode incluir psicoterapia, medicamentos e acompanhamento com nutricionista e endocrinologista.

O objetivo do tratamento psicoterapêutico é ajudar a pessoa a aceitar o próprio corpo, combatendo a visão distorcida que ela tem do mesmo.

Alguns medicamentos antidepressivos podem ser usados para controlar a compulsão e a obsessão ou tratar casos de depressão associados à vigorexia.

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Como é o tratamento para vigorexia?

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Como é o tratamento para vigorexia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O tratamento da vigorexia é multidisciplinar, podendo incluir nutricionista, psicólogo, psiquiatra e endocrinologista. Em geral, indivíduos com vigorexia normalmente não procuram tratamento, uma vez que os métodos terapêuticos provavelmente levarão à perda de massa muscular.

Se a pessoa estiver usando anabolizantes, o médico endocrinologista deve acompanhar o tratamento e sugerir a suspensão imediata dos esteroides.

O tratamento psicológico da vigorexia pode ser realizado através da terapia cognitivo-corporal. O objetivo é levar o indivíduo a aceitar o seu corpo como ele é, identificando a percepção distorcida que ele tem da sua própria imagem corporal, bem como os aspectos positivos da sua aparência física.

Também faz parte do tratamento psicológico confrontar os padrões corporais alcançáveis e inalcançáveis, encorajar comportamentos mais sadios e ajudar o paciente a enfrentar a sua aversão em expor o corpo.

Os comportamentos obsessivos relacionados com o exercício, a alimentação e a verificação constante do tamanho dos músculos devem ser inibidos.

Os medicamentos antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina podem ser úteis para minimizar a obsessão e a compulsão observada na vigorexia. Os antidepressivos também podem ser indicados em casos de depressão.

É importante frisar que o sucesso do tratamento da vigorexia depende muito de uma boa relação entre os profissionais envolvidos e o paciente.

Leia também:

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Perder peso muito rápido faz mal?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. Perder peso muito rápido pode fazer mal, porque quanto mais rápido é o emagrecimento, maior é a perda de massa muscular, de vitaminas e outros nutrientes, o que não é bom nem recomendável. A não ser que seja feita uma dieta baseada em acompanhamento médico e/ou com nutricionista.

Dietas muito restritivas, que emagrecem rápido, fazem o corpo queimar músculos para obter energia. O resultado é uma perda de peso significativa em pouco tempo, mas boa parte dela é devida à massa muscular que foi consumida pelo próprio organismo.

Isso é prejudicial por, pelo menos, duas razões:

  1. Perder músculo prejudica a capacidade do corpo de queimar calorias e dificulta a manutenção do peso: Os músculos são fundamentais para acelerar o metabolismo, ou seja, quanto mais massa muscular a pessoa tiver, mais calorias ela irá queimar;
  2. Degradação de órgãos: Casos mais severos de emagrecimento rápido e exagerado fazem com que o corpo passe a consumir não só a proteína dos músculos, como também de órgãos como fígado, coração e rins.

Além da perda de massa muscular, emagrecer rápido pode baixar os níveis de cálcio e potássio na circulação sanguínea, o que pode causar:

  • Falta de cálcio:

    • Cãibras;
    • Aumento da pressão arterial;
    • Depressão;
    • Irritabilidade;
    • Ansiedade,
    • Unhas fracas;
    • Cáries;
  • Falta de potássio:
    • Fraqueza;
    • Cãibras;
    • Náuseas e vômitos;
    • Aumento do açúcar no sangue;
    • Parada respiratória.

Perder peso muito rápido só é recomendado em casos específicos, quando há necessidade de emagrecer para realização de uma cirurgia, por exemplo.

Perder peso muito rápido sem intenção, o que pode ser?

Várias doenças e condições podem provocar emagrecimento. Algumas delas:

  • Câncer;
  • Depressão;
  • Diabetes;
  • Hipertireoidismo;
  • Tabagismo;
  • Infecções;
  • Distúrbios alimentares (Anorexia, bulimia);
  • Diarreia de longa duração;
  • Medicamentos, como anfetaminas, quimioterápicos, laxantes e remédios para a tireoide;
  • Uso de drogas ilícitas;
  • Úlceras na boca, aparelhos dentários, perda de dentes ou qualquer outra situação que impeça a pessoa de comer normalmente.

Para emagrecer de forma saudável, deve-se seguir um plano alimentar indicado por um médico endocrinologista, nutrólogo ou por um nutricionista, se possível acompanhado por exercícios físicos.

Em caso de perda de peso sem motivo aparente, consulte um médico clínico geral ou médico de família.

Pode lhe interessar também: O que é mais eficiente para emagrecer: dieta ou exercícios?

O que é escorbuto?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Escorbuto é uma doença causada pela deficiência da vitamina C (ácido ascórbico). O escorbuto acontece por uma insuficiente ingestão de frutas e vegetais frescos, fontes de vitamina C, tais como frutas cítricas (laranja, limão, acerola, kiwi, abacaxi), tomate, batatas, couve-flor, brócolis, morango, espinafre, repolho.

A vitamina C exerce um papel essencial na produção de colágeno, uma proteína que faz parte do tecido conjuntivo, fundamental para a estrutura e para o suporte dos vasos sanguíneos e dos tecidos do corpo.

Sem vitamina C na quantidade necessária, o corpo não produz colágeno, o que causa rupturas e desgaste dos tecidos, gerando sangramentos e outras complicações.

Além disso, a vitamina C também atua no sistema imunológico, na absorção de ferro, no metabolismo do colesterol, entre outras funções no organismo. Por essa razão, o escorbuto provoca sinais e sintomas que afetam todo o organismo de um modo geral.

Quais as causas do escorbuto?

O escorbuto pode acometer pacientes com história de alcoolismo, uso de drogas, alergia alimentar, doenças psiquiátricas e baixo nível socioeconômico. Pessoas idosas, que não são capazes de ter uma alimentação balanceada e saudável, também são mais acometidas pela doença.

Outras causas para o escorbuto incluem: anorexia; tratamentos que causam náuseas e vômitos, como a quimioterapia; doenças que interferem na absorção dos nutrientes pelo intestino, como doença de Crohn e colite ulcerosa; tabagismo; gravidez e amamentação.

Quais são os sintomas de escorbuto?

Os sintomas do escorbuto podem incluir: hemorragias gengivais, hemorragias na pele, dificuldade de cicatrização, fraqueza, cansaço, mal-estar geral, humor deprimido, dentes fragilizados podendo ficar soltos, dores musculares e nas articulações, aparecimento de pontinhos vermelhos ou azulados na pele.

Esses pontinhos surgem nos locais de pelos, que se rompem facilmente devido ao comprometimento do folículo piloso. Os pontos aparecem sobretudo na região anterior da perna. Sem tratamento, podem se alastrar e formar grandes manchas escuras na pele.

Outros sinais e sintomas do escorbuto: inchaço nas gengivas, falta de ar ao realizar esforço físico, vermelhidão e inchaço de feridas que foram curadas recentemente, hematomas, perda de apetite, irritabilidade, dificuldade em ganhar peso, protusão dos olhos, diarreia e febre alta.

Qual é o tratamento para escorbuto?

O tratamento do escorbuto é feito com a reposição de vitamina C. Para adultos, a dose diária recomendada de vitamina C é de 800 a 1000 mg. Essa dose deve ser mantida durante pelo menos 7 dias. Depois, a dose é reduzida para 400 mg por dia, até o desaparecimento completo dos sintomas.

Para crianças, a o tratamento do escorbuto é feito com a reposição de 150 a 300 mg de vitamina C por dia. O tratamento com essa dose deve ser mantido durante 30 dias.

Em geral, a recuperação é iniciada logo após a instalação do tratamento, muitas vezes nas primeiras 24 horas.

Uma alimentação saudável e equilibrada é capaz de ofertar os nutrientes, minerais e vitaminas necessárias para o bem estar e prevenção do escorbuto.

Anticoncepcional pode enfraquecer os ossos?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. O anticoncepcional injetável pode enfraquecer os ossos da mulher, principalmente quando iniciado na adolescência e utilizados por tempo prolongado.

Diversos estudos mostraram que o anticoncepcional injetável, devido a baixa dosagem de progesterona e ausência do estrogênio, age reduzindo a massa óssea ou acelerando o processo de calcificação do osso, o que na adolescência é ainda mais prejudicial, visto que a mulher ainda não atingiu o pico de massa óssea, que costuma ocorrer entre os 20 e 25 anos de idade.

Entretanto quando o uso é suspendo e se preciso repor vitaminas e cálcio, os efeitos são reversíveis. Por isso, todo início de tratamento contraceptivo deve ser muito bem avaliado pelo profissional, caso a caso.

Já a pílula anticoncepcional, com a combinação de baixas doses de estrogênio e progesterona, parece ter uma ação contrária, ou seja, ao invés de enfraquecer os ossos, reduz a perda de cálcio ósseo que ocorre depois dos 40 anos, ajudando a prevenir osteoporose.

Portanto, devido ao efetivo colateral de perda de massa óssea pelo anticoncepcional injetável, ele deve ser evitado por mulheres que já apresentam fatores de risco para osteoporose, como:

  • Alcoolismo;
  • Tabagismo;
  • Uso crônico de medicamentos como anticonvulsivantes e corticoides;
  • História familiar de osteoporose;
  • Peso inferior a 57 kg e baixo índice de massa corporal (IMC menor que 19);
  • Distúrbios alimentares como bulimia e anorexia;
  • Doenças do metabolismo ósseo;
  • Doenças crônicas como artrite reumatoide, mal de Parkinson, hipertireoidismo.

Veja também: Além de impedir a gravidez, para que pode servir o anticoncepcional?

Além disso, é recomendável que todas as pacientes que utilizem anticoncepcional injetável tenham uma ingestão adequada de cálcio e vitamina D.

Informe ao médico ginecologista se observar algum dos fatores de risco para desenvolver osteoporose, antes de iniciar qualquer tratamento com anticoncepcionais hormonais orais ou, principalmente, injetáveis.

Qualquer pessoa pode fazer cirurgia de redução de estômago?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Não, não é qualquer pessoa que pode fazer cirurgia de redução de estômago, também chamada de cirurgia bariátrica ou gastroplastia. Existem indicações e contraindicações para a cirurgia.

A cirurgia de redução de estômago é indicada sobretudo em 2 situações:

  • Pacientes com IMC (Índice de Massa Corporal) acima de 35, que apresentam complicações decorrentes do excesso de peso, como apneia do sono, hipertensão arterial, diabetes, aumento dos níveis de colesterol e triglicerídeos, problemas articulares;
  • Pacientes com IMC superior a 40, que não tenham conseguido emagrecer com outros tratamentos.

Entretanto, cada caso precisa de uma avaliação clínico-laboratorial individualizada, além de uma avaliação psicológica.

Desde que haja indicação cirúrgica e seja feita uma avaliação clínica rigorosa, a cirurgia de redução de estômago pode ser feita praticamente em qualquer idade, desde a adolescência à terceira idade.

Quanto às restrições, a cirurgia bariátrica está contraindicada nas seguintes situações:

  • Instabilidade psicológica grave, presença de transtornos alimentares, como bulimia ou anorexia, devem ser tratados antes da operação;
  • Depressão, alcoolismo, uso de drogas;
  • Pacientes que se mostrem incapazes, devido à instabilidade psicológica, de seguir as orientações pós operatórias relativas às mudanças no estilo de vida e alimentação;
  • Gravidez;
  • Pacientes que apresentam hérnia de hiato volumosa, varizes esofágicas, doenças imunológicas ou inflamatórias do aparelho digestivo superior, que possam aumentar a predisposição a sangramentos ou outras condições de risco;
  • Doença cardiopulmonar grave e descompensadora;
  • Pacientes com alergia a algum dos componentes do sistema.

A cirurgia de redução de estômago é um procedimento complexo e que apresenta risco de complicações, sendo fundamental a mudança dos hábitos alimentares do paciente. Orientações técnicas, acompanhamento psicológico e o apoio da família também são indicados.

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Que complicações podem surgir durante a cirurgia bariátrica?

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Remédios para emagrecer

Azitromicina: o que é, para que serve, como tomar e efeitos colaterais
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

A azitromicina (azitromicina di-hidratada) é um antibiótico usado para tratar infecções bacterianas gerais.

É comum utilizá-la em infecções de garganta e ouvidos, infecções urinárias, acne e Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST).

Indicações
  • Infecções do sistema respiratório (sinusite, pneumonia, bronquite, faringite, amigdalite)
  • Otite média (infecção de ouvido)
  • Infecções de pele e/ou tecidos moles
  • Clamídia e cancro (IST)
  • Acne
Como tomar Azitromicina?

O medicamento pode ser encontrado em comprimidos de 500mg, 1g ou em suspensão oral.

  • Em adultos e idosos com clamídia, cancro mole e gonorreia (IST): dose oral única de 1000mg (1g).
  • Para outras infecções: geralmente é indicada uma dose de 1.500 mg, ou seja, toma-se um comprimido de 500 mg, 3 vezes ao dia.
  • Crianças com mais de 45 kg: devem tomar azitromicina em suspensão.
  • Crianças com menos de 45 kg: devem tomar suspensão oral.
Efeitos Colaterais

São mais comuns:

  • Dor de cabeça
  • Vômito
  • Diarreia
  • Fezes amolecidas
  • Dor de estômago
  • Dor ou cólica abdominal
  • Prisão de ventre
  • Gases
  • Inflamação do cólon (parte do intestino)
  • Vaginite
  • Anorexia

Outros sintomas podem ocorrer, porém com menor frequência sendo considerados mais raros:

  • Conceira, sensibilidade à luz, manchas e inchaço na pele
  • Comportamentos agressivos
  • Nervosismo
  • Agitação
  • Ansiedade
  • Tontura
  • Convulsões
  • Sonolência
  • Parestesia (sensações anormais na pele)
  • Hiperatividade
  • Dores nas articulações
  • Perda de audição, surdez ou surgimento de ruído auditivo
  • Palpitações e arritmias cardíacas
Contra-Indicações
  • Pessoas alérgicas aos componentes da fórmula de azitromicina;
  • Alergias a outros antibióticos da mesma classe.
Orientações
  • A combinação de azitromicina com álcool pode agravar alguns de seus efeitos colaterais como náuseas, vômitos, diarreia e dor no estômago;
  • Não utilizar na gravidez sem orientação médica;
  • Não corta o efeito de anticoncepcionais;
  • Somente é possível a compra mediante receita médica.

Não utilize antibióticos sem prescrição do médico!

Para entender mais:Estou tomando antibiótico: posso consumir bebida alcoólica?

Para que serve, como tomar e quais as contraindicações do piroxicam?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Piroxicam é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) que pode desempenhar ação anti-inflamatória e/ou analgésica no tratamento de diversos quadros clínicos como: artrite reumatoide (inflamação crônica das articulações), distúrbios ósseos e musculares agudos, osteoartrite (artrose, doença articular degenerativa), gota aguda, espondilite anquilosante (inflamação crônica na coluna vertebral que provoca rigidez), dor pós-operatória e pós-traumática e cólica menstrual em meninas e mulheres com mais de 12 anos (dismenorreia primária).

Além destas indicações, o piroxicam tem também atividade antipirética (reduz a febre).

Como tomar piroxicam

O piroxicam é apresentado em cápsulas de 20 mg e deve ser ingerido inteiro com líquido.

A dosagem de medicamento deve ser obedecida de acordo com a recomendação médica para cada indicação do remédio. A dose diária varia de acordo com o quadro clínico apresentado pelo/a paciente.

Em condições de inflamação ou dor aguda, o tratamento não deve exceder 14 dias.

Os efeitos colaterais podem ser reduzidos ao se utilizar a menor dose eficaz por um período menor de tratamento.

Contraindicações de piroxicam

Piroxicam é contraindicado em casos de:

  • Alergia ao piroxicam e/ou componentes da fórmula;
  • Mulheres grávidas ou que estão amamentando;
  • Crianças menores de 12 anos;
  • Pessoas com história de úlcera, sangramento ou perfuração gastrointestinais;
  • Pacientes com úlcera péptica ativa ou hemorragia gastrintestinal;
  • Pessoas que desenvolveram asma, pólipo nasal, angioedema ou urticária induzidas pelo uso de ácido acetilsalicílico ou outros anti-inflamatórios não esteroides;
  • Dor durante o peri-operatório de cirurgia para revascularização do miocárdio;
  • Portadores de insuficiência renal e hepática grave;
  • Pacientes com insuficiência cardíaca grave.
Efeito colaterais de piroxicam

O medicamento é, de forma geral, bem tolerado. Os efeitos colaterais mais comuns são:

  • Náuseas;
  • Vômitos.

As reações adversas mais raras são:

  • Anafilaxia (reação alérgica grave);
  • Anorexia (falta de apetite);
  • Hiperglicemia (aumento do nível de glicose no sangue);
  • Hipoglicemia (redução da concentração de glicose no sangue);
  • Retenção de líquidos;
  • Insônia;
  • Confusão mental;
  • Alterações de humor;
  • Irritação;
  • Tontura;
  • Cefaleia (dor de cabeça);
  • Vertigem;
  • Visão turva;
  • Edema nos olhos.
Precauções quanto ao uso de piroxicam

Piroxicam deve ser utilizado com cautela nos casos de:

  • Pessoas idosas;
  • Portadores de doenças cardiovasculares;
  • Hipertensão (pressão alta);
  • Condições que predisponham à retenção de líquidos como comprometimento da função cardíaca;
  • Pessoas com insuficiência hepática, Insuficiência Cardíaca Congestiva, cirrose hepática, síndrome nefrótica;
  • Doença renal.

Não utilize piroxicam sem orientação médica.