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Como identificar o transtorno de ansiedade social?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O transtorno de ansiedade social, também conhecido como fobia social, caracteriza-se pelo medo exagerado e constante de situações sociais ou daquelas em que a pessoa precisa desempenhar alguma tarefa em público.

São indivíduos que têm medo de terem comportamentos humilhantes ou embaraçosos na presença de outras pessoas e serem desaprovados ou rejeitados por elas.

Também são excessivamente inibidas e críticas em relação a elas mesmas quando estão numa situação social que causa ansiedade, o que gera comportamentos tensos e rígidos, além de dificuldade de se expressar verbalmente, prejudicando a vida social do indivíduo.

Em alguns casos, o transtorno de ansiedade social pode gerar medo e desconforto somente em situações em que a pessoa tenha que desempenhar tarefas em público, como falar ou fazer alguma apresentação. Em outros, o medo está associado a qualquer situação social.

Transtorno da personalidade esquiva

Vale lembrar que grande parte dos indivíduos com transtorno de ansiedade social apresentam também transtorno da personalidade esquiva. Esse transtorno de personalidade tem como principais sintomas o medo excessivo de avaliações e os sentimentos de inadequação.

Pessoas com transtorno da personalidade esquiva evitam situações sociais em que tenham que estar em contato direto com outras pessoas devido ao medo da crítica ou da desaprovação.

Pela semelhança entre os sintomas, o transtorno da personalidade esquiva pode ser considerado uma forma mais grave do transtorno de ansiedade social.

Leia também: Como identificar alguém com transtorno da personalidade esquiva?; Qual é o tratamento para o transtorno da personalidade esquiva?

A fobia social afeta principalmente adolescentes e adultos jovens. Sem tratamento, esse tipo de transtorno de ansiedade pode não regredir ou desaparecer espontaneamente, trazendo graves prejuízos nas relações sociais da pessoa.

O tratamento é feito por psicólogos e psiquiatras, e inclui principalmente psicoterapia.

Saiba mais em:

Transtorno de ansiedade social: Quais as causas e como tratar?

Quais os tipos de transtorno de personalidade e suas características?

Quais os sintomas dos transtornos de ansiedade?

Tenho 15 anos e há 3 anos comecei a ter enjoo constante...
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

As causas de enjoo constante estão mais relacionadas a problema digestivos ou emocionais. Mas outras causas também devem ser investigadas, como problemas renais, alteração aguda de pressão arterial, distúrbios hormonais e para mulheres na fase reprodutiva da vida, também deve ser afastado gravidez.

Portanto, para definir a provável causa do seu enjoo, recomendamos procurar um médico clínico geral, ou gastroenterologista, por uma avaliação inicial, definição do problema e com isso planejamento adequado do seu tratamento.

Enjoo constante. O que pode ser?

As causas mais comuns de enjoo constante são a gastrite, refluxo gastroesofágico, duodenite e ansiedade.

Gastrite

A gastrite é uma inflamação que acomete a parede interna do estômago, podendo ser aguda ou crônica, levando a um quadro clínico variado. Na gastrite aguda, os sintomas são intensos e se iniciam abruptamente. Na gastrite crônica, os sintomas vão piorando gradativamente com o tempo.

Os sintomas da gastrite, além do enjoo, são dor em queimação "na boca do estômago", a chamada azia, sensação de empanzinamento, mau hálito, dor e desconforto abdominal.

Refluxo gastroesofágico

O refluxo gastroesofágico, como o nome diz, é o refluxo, ou retorno, de conteúdo alimentar gástrico para o esôfago, devido ao mau funcionamento da válvula que se localiza entre esses dois órgãos.

O conteúdo que reflui do estômago, contém o ácido gástrico produzido naquela região, entretanto, a mucosa do esôfago não é preparada para receber conteúdos ácidos, o que resulta em lesão da parede do órgão e com isso, os sintomas de enjoo, queimação e azia no peito, arrotos frequentes, tosse seca, dor e dificuldade em engolir, "bolo na garganta", pelos espasmos reflexos do esôfago e rouquidão.

Saiba mais sobre o refluxo gastroesofágico no artigo: O que é refluxo e quais os sintomas?

Duodenite

A duodenite é a inflamação no duodeno (porção inicial do intestino delgado), causada pelo excesso de ácido gástrico, infecções, uso crônico de anti-inflamatórios não esteroides e antibióticos, tabagismo, alcoolismo, verminoses, doenças intestinais crônicas ou mesmo por crises de estresse ou ansiedade.

Os sintomas mais frequentes são de enjoo, náuseas, falta de apetite, má digestão e sensação de empanzinamento. E o tratamento é definido caso a caso, não existe um único tratamento, mas devem ser seguidas orientações dietéticas, uso de medicamentos e apenas nos casos mais graves, intervenção cirúrgica.

Leia também: Duodenite tem cura? Qual o tratamento?

Ansiedade

Os transtornos de humor, como estresse e ansiedade, se caracterizam por sinais e sintomas físicos e mentais, incontroláveis, por pelo menos 6 meses consecutivos. Os sintomas físicos mais comuns são a agitação, fadiga, cansaço, tensão muscular, taquicardia, dores de cabeça, falta de ar, aumento da pressão arterial, distúrbios do sono, enjoo, náuseas, vômitos e diarreia.

Dentre os sintomas mentais destacam-se a angústia, irritabilidade, dificuldade de concentração, medo e preocupação excessiva.

Pode lhe interessar também: Quais os sintomas dos transtornos de ansiedade?

O médico gastroenterologista é o especialista para diagnosticar e tratar as alterações do trato gastrointestinal.

Quando ansiosa e nervosa tenho fincadas nos dedos e pés, mas não quero tomar remédio, o que posso fazer?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Não fique ansiosa nem nervosa. Sem remédios a única maneira de conseguir isso é com a mudança de vida (eliminar o que te incomoda e colocar no lugar o que te faz bem), procure um psicólogo que ele pode te ajudar.

Ansiedade, falta de ar e não suportar barulho nem luzes é normal do hipertiroidismo?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O hipertireoidismo quando medicado e controlado não deve apresentar nenhum sintoma. Apesar do hipertireoidismo poder cursar com sintomas emocionais de ansiedade, os seus sintomas são compatíveis com ansiedade (doença ansiedade).

Deixei de fumar e agora meus intestinos não funcionam...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Primeiro deve realmente parar de fumar e segundo deve procurar ajuda ou de um médico para te receitar medicamentos ou um psicólogo para fazer psicoterapia e tentar "organizar" essas suas ansiedades. dieta rica em fibras e exercícios físicos regulares vão fazer seu intestino funcionar bem depois que resolver o restante.

Zyprexa é um anti-psicótico mais eficaz que Risperidona?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Em primeiro lugar precisa seguir a risca a orientação da sua médica, caso contrário não faz sentido consultar com ela, se tem vontade de mudar a medicação precisa conversar com ela e somente mudar com a aprovação da sua médica. Em se tratando de doenças tão complexas e de avaliação subjetivas como a sua doença é difícil dizer se um remédio é melhor ou pior que o outro,tudo depende da sua adaptação ao medicamento e também do efeito que ele te sobre você.

Quem sofre de ansiedade pode tomar café?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Pode, mas com moderação e de preferência descafeinado, isto porque em algumas pessoas que sofrem de ansiedade o café pode piorar os sintomas ansiosos, ou causar sintomas semelhantes aos da ansiedade, como agitação, taquicardia e nervosismo. Além disso, também pode prejudicar a qualidade do sono, a depende da quantidade do consumo e da hora que for tomado.

Para evitar esses sintomas é importante reduzir ao mínimo a quantidade de café tomada ao dia, como por exemplo, tomar apenas uma xícara de café durante a manhã, ou ainda, preferir as versões descafeinadas, já que a cafeína é uma das principais causas dos sintomas ansiosos.

O café em pequenas doses pode inclusive ser benéfico, no sentido de aumentar a atenção e atividade cognitiva.

Café causa ansiedade?

O café pode causar sintomas ansiosos ou piorar os sintomas de ansiedade em quem já tem transtorno de ansiedade, principalmente em pessoas que apresentam Transtorno de Pânico ou Transtorno de ansiedade generalizada. Também sabe-se que os homens são mais sensíveis ao efeito da cafeína do que as mulheres.

No entanto, não é o café em si que causa os transtornos de ansiedade, já que esse tipo de transtorno é multifatorial, ou seja, tem origem em diferentes causas. O café pode apenas piorar ou desencadear sintomas em pessoas mais susceptíveis.

Além disso, os sintomas decorrentes do uso de cafeína são semelhantes aos sintomas de uma crise de ansiedade como tremores, taquicardia, agitação, sudorese, distúrbios gastrointestinais e a própria sensação de ansiedade, o que pode contribuir para confundir o quadro e inclusive piorar ainda mais a ansiedade em quem já tem esse distúrbios ansiosos.

Caso perceba que o café está induzindo sintomas ansiosos e deseje reduzir a quantidade de café ingerida converse com o seu médico, visto que muitas pessoas tem dificuldade em diminuir o consumo de café e apresentam efeitos adversos decorrentes da falta de cafeína.

Eu sou muito estressada, tem como controlar meu estresse?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Existem muitas formas de controle do estresse: remédios, psicoterapia, auto-controle, mudança de vida (afastamento de fatores estressantes e aproximação a fatores que te trazem calma, harmonia e tranquilidade, ou seja desestressantes)...

Meus sintomas parecem genéricos, qual médico procurar?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Procure um clínico geral ou um psiquiatra. Deve sempre relatar todos os seus sintomas, todos são importantes; a recomendação do psiquiatra pode assustar um pouco, porém essa é minha opinião. Pode começar com um clínico geral e a partir de então seu médico pode orientá-la qual o melhor caminho a seguir.

Valeriana serve para tratar ansiedade?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, a valeriana é uma planta com propriedades calmante e sedativa, sendo indicada para casos leves de ansiedade, estresse, irritabilidade, agitação nervosa e insônia. A Valeriana officinalis, nome científico da planta, possui em sua composição diversas substâncias que atuam juntas para produzir todos esses efeitos, com benefícios comprovados na melhora da qualidade do sono e bem estar.

A Valeriana officinalis pode ser consumida sob a forma de extrato, cápsulas ou chá. O seu principal efeito é diminuir o tempo de indução do sono, ou seja, a pessoa adormece mais rápido. Trata-se de um “sonífero” natural. Por isso, a planta serve para auxiliar o tratamento de insônia associada à ansiedade leve.

Valeriana officinalis

Para usufruir dos benefícios sedativos e melhorar a qualidade do sono, recomenda-se tomar o extrato, a cápsula ou o chá da planta 30 minutos a 2 horas antes de se deitar.

A valeriana também tem ação antiespasmódica, significa que a planta previne e alivia os espasmos musculares de músculos lisos presentes em órgãos como intestino, estômago, útero e bexiga, sendo também indicada para alívio de cólicas. E ainda, é muito utilizada na substituição de ansiolíticos alopáticos, como os benzodiazepínicos (diazepam e lorazepam), por não causar dependência química.

Como a valeriana funciona?

As propriedades medicinais da valeriana vêm da ação conjunta de 3 princípios ativos que atuam no funcionamento das células cerebrais:

  • Valepotriatos: estabilizam as respostas emocionais e induzem à sedação;
  • Sesquiterpenos: aumentam os níveis de GABA, um neurotransmissor que desacelera a atividade cerebral;
  • Lignanas: têm ação sedativa.

Os mecanismos de ação da valeriana, responsáveis pela sua propriedade sedativa, não estão totalmente esclarecidos. Contudo, acredita-se que a sua capacidade de induzir o sono esteja relacionada com o aumento da produção ou com a diminuição da degradação do neurotransmissor GABA.

O GABA é uma substância que atua na modulação da transmissão dos sinais entre as células nervosas. Trata-se de um inibidor do sistema nervoso central, ou seja, diminui a atividade cerebral, causando sonolência e relaxamento.

Quais os efeitos colaterais da valeriana?

Desde que usada nas doses indicadas, a valeriana não produz efeitos colaterais. Porém, em excesso, pode causar cansaço, diminuição dos batimentos cardíacos (bradicardia), arritmia, prisão de ventre, sonolência, cólicas abdominais, tontura, tremores e dilatação das pupilas. Porém, esses efeitos colaterais desaparecem em até 24 horas depois de suspender o seu uso.

O uso de Valeriana officinalis por tempo prolongado pode causar dor de cabeça, cansaço, insônia, dilatação das pupilas e distúrbios cardíacos.

Deve-se ter cuidado quando optar por suspender a valeriana após uso de altas doses e por períodos prolongadas, devido ao risco de síndrome de abstinência.

Quando utilizada junto a outros medicamentos sedativos ou tranquilizantes, a valeriana pode potencializar o efeito dos mesmos. Da mesma forma, o álcool aumenta o efeito sedativo da valeriana. Por essa razão, não se deve misturar bebidas alcoólicas com Valeriana officinalis.

Mulheres grávidas ou que estão amamentando só devem utilizar valeriana com orientação médica.

Como tomar valeriana?

As doses de Valeriana officinalis variam conforme a forma de consumo da planta, os efeitos pretendidos e a sensibilidade de cada pessoa. Em geral, recomenda-se tomar valeriana da seguinte forma:

  • Chá: 1,5 g de valeriana para cada 150 ml de água - tomar até 3 xícaras por dia;
  • Extrato líquido: 30 a 50 gotas, uma a três vezes ao dia;
  • Extrato seco (cápsulas): 100 mg a 400 mg ao dia.

No caso do chá, recomenda-se esmagar a planta e utilizar água fria, deixando depois em repouso durante várias horas (todo o dia ou toda a noite) antes de beber.

Para maiores informações sobre as indicações da valeriana, consulte um médico clínico geral, médico de família ou homeopata.

Depressão e ansiedade: quais os sintomas e as diferenças entre elas?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A depressão e a ansiedade são transtornos mentais que muitas vezes surgem juntos, mas que apresentam diferenças marcantes, com características diferentes entre eles, embora alguns sintomas possam surgir tanto na ansiedade como na depressão.

O que é depressão?

A depressão é um distúrbio de humor que caracteriza-se por sentimentos de tristeza, perda, raiva ou frustração, que interferem na vida diária da pessoa. A duração dos sintomas pode ser de algumas semanas, meses ou anos.

O que é ansiedade?

A ansiedade é um distúrbio mental que deixa a pessoa excessivamente preocupada e apreensiva com muitas coisas. A preocupação e a tensão nesses casos é desproporcional à situação em si e a pessoa sente muita dificuldade em controlar a ansiedade. Para ser considerada uma doença, os sintomas da ansiedade devem durar por mais de 6 meses.

Qual a diferença entre ansiedade e depressão?

A melhor forma de identificar as diferenças entre ansiedade e depressão é analisar os sintomas de cada um dos transtornos.

Quais são os sintomas de depressão?

Os sintomas de depressão incluem:

  • Humor irritável ou deprimido;
  • Dificuldade para adormecer ou excesso de sono;
  • Grandes mudanças no apetite, geralmente com ganho ou perda de peso;
  • Cansaço e falta de energia;
  • Sentimentos de inutilidade, auto-aversão e culpa;
  • Dificuldade de concentração;
  • Movimentos mais lentos que o normal;
  • Inatividade e desinteresse por atividades habituais;
  • Sentimentos de desesperança e abandono;
  • Pensamentos repetitivos de morte ou suicídio;
  • Perda de interesse em atividades que antes despertavam prazer e satisfação.

No caso das crianças, os sintomas podem ser diferentes dos adultos. Nesses casos, deve-se observar sobretudo as mudanças no desempenho escolar, no sono e no comportamento.

Quais são os sintomas de ansiedade?

O principal sintoma do transtorno de ansiedade é a presença constante de preocupação ou apreensão por pelo menos 6 meses, mesmo quando não há uma causa aparente ou ela é pouco relevante. As preocupações parecem flutuar de um problema para outro, podendo incluir problemas que envolvem família, relacionamentos interpessoais, trabalho, dinheiro e saúde.

Outros sintomas do transtorno de ansiedade incluem:

  • Dificuldade de concentração;
  • Fadiga;
  • Irritabilidade;
  • Dificuldade para adormecer e permanecer dormindo ou ter um sono pouco tranquilo e reparador;
  • Inquietação ao acordar.

A ansiedade também pode causar sintomas físicos, como tensão muscular, problemas estomacais, transpiração e falta de ar.

Quais as causas de depressão e ansiedade?

A depressão é causada por uma combinação de fatores psíquicos, sociais e biológicos. Pode ser desencadeada por situações adversas e estressantes no decorrer da vida como desemprego, luto, trauma psicológico.

Outros fatores como alcoolismo, dependência de drogas e isolamento social também podem contribuir para o aparecimento de um quadro de pressivo. Também há uma associação familiar seja por causas genéticas ou sociais, por exemplo, filhos de pais que apresentam depressão tem maior risco de também desenvolverem o transtorno.

As causas do transtorno de ansiedade também se relacionam a fatores biológicos, psicológicos e relacionados a eventos ou experiências de vida. É possível que os distúrbios ansiosos tenham influência genética, no entanto, eventos traumáticos, estresse crônico e outras circunstâncias relacionados a história pessoal também contribuem para o aparecimento dos transtornos ansiosos.

Qual é o tratamento para depressão e ansiedade?

O tratamento da ansiedade e da depressão é feito com psicoterapia e medicamentos antidepressivos, estabilizadores de humor, ansiolíticos e sedativos.

A psicoterapia desempenha um papel muito importante no tratamento desses transtornos, pois ajuda a pessoa a identificar as causas da ansiedade ou depressão e entender a relação entre seus pensamentos, comportamentos e sintomas.

O médico psiquiatra é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da ansiedade e da depressão.

Crise de ansiedade: o que é, como identificar os sintomas e o que fazer
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A crise de ansiedade é uma situação incontrolável de medo, sensação de morte e falta de ar, que começa subitamente, após um forte aborrecimento ou estresse. Podem haver ainda mais sintomas como palpitação, "bolo na garganta", dormências, entre outros.

Quais são os principais sintomas de crise de ansiedade?

Os principais sintomas encontrados na crise de ansiedade, podem se dividir em sintomas mentais e sintomas físicos. Os sintomas mentais não podem ser vistos, por isso são menos valorizados, porém causam tanto ou mais mal-estar para a pessoa.

Sintomas mentais

Os sintomas mentais ou psicológicos de uma crise de ansiedade incluem sensação de sufocamento ou falta de ar; dificuldade em engolir ("sensação de bolo na garganta"); formigamento no corpo, principalmente nas mãos; dormência no rosto, braços, e pernas); desmaio ou sensação de desmaio; tontura; dor no estômago; náuseas; medos e sensação de morte.

Sintomas físicos

Durante uma crise de ansiedade podem ocorrer sintomas físicos como tremores; tensão muscular; pele fria e pálida; suor frio; boca seca; palpitação, "coração disparado"; aumento da pressão arterial; diarreia e aumento da frequência urinária.

Como saber se o que tenho é uma crise de ansiedade?

Nem sempre é fácil diagnosticar uma crise de ansiedade. Contudo, podemos dizer que as caraterísticas típicas da crise são:

  • Sintomas típicos: medo incontrolável, dor no peito, falta de ar, tontura, suor frio, dormência, tensão muscular e sensação de morte iminente;
  • Dura em média 10 a 15 minutos, com melhora dos sintomas após esse período;
  • Costuma ter história de aborrecimento e estresse forte antes do início da crise.
O que fazer diante de uma crise de ansiedade?

É preciso pedir ajuda e tentar controlar a sua respiração. Respirar fundo e buscar pensamentos bons, ouvir música agradável e se movimentar, caminhar ou falar com pessoas também favorece a melhora dos sintomas desagradáveis.

A meditação, yoga, para quem já pratica é outra maneira eficaz de aliviar mais rapidamente a crise.

Pessoas que já têm diagnóstico de ansiedade ou pânico não devem temer os sintomas, pois a crise tem um tempo limitado de duração e não causa maiores danos.

Contudo, se a pessoa ainda não tem diagnóstico de ansiedade, será preciso descartar outras doenças e situações de saúde, como os problemas cardíacos, doenças na tireoide ou carência de vitaminas.

O que fazer para ajudar uma pessoa durante uma crise de ansiedade? 1. Conheça um pouco sobre crise de ansiedade

É importante que você que está perto de uma pessoa em crise de ansiedade saiba que a crise chega ao seu pico em 10 minutos e que não dura mais do que 30 minutos. Além disso, os primeiros minutos da crise são os piores momentos, pois os sintomas se apresentam com maior intensidade. A medida em que o tempo vai passando os sintomas reduzem até que passam completamente.

2. Mantenha a calma

Mantenha-se calmo para ajudar a pessoa em crise. A calma transmite segurança para o paciente e a certeza de que a crise passará. Não tente resolver a crise rapidamente, pois não há meios para tal. Ao contrário, tentar fazer com que a crise passe rápido aumenta a ansiedade da pessoa em crise.

3. Evite perguntar sobre os sintomas

Evite perguntar o que a pessoa está sentindo, uma vez que toda a atenção do paciente está nos sintomas e percebe que não consegue controlar. Insistir nas perguntas pode prolongar a crise.

4. Ajude a redirecionar a atenção para a respiração

Ajude a redirecionar lentamente a atenção da pessoa em crise para a própria respiração. Você pode respirar de forma lenta junto com ela, contando 2 tempos em cada inspiração e 2 tempos a cada expiração. O foco na respiração é a medida mais eficaz para aliviar a ansiedade durante a crise.

5. Evite justificativas racionais no momento da crise

Evite buscar motivos racionais durante a crise para que a pessoa não se sinta ainda mais ansiosa. Não faça afirmações como “você está seguro” ou “você não tem motivos para estar ansioso”. As crises de ansiedade e os seus sintomas são incontroláveis.

6. Tratamento das crises de ansiedade

Não existe tratamento para as crises de ansiedade. É preciso, quando ocorrer a primeira crise, buscar um médico para realizar uma avaliação do estado mental e um exame físico e laboratoriais para diagnosticar possíveis distúrbios cardíacos, de tireoide ou alterações nos níveis de algumas vitaminas.

Quando o diagnóstico do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) ou Síndrome do Pânico for definido, os tratamentos específicos para cada caso serão estabelecidos pelo médico.

Crise de ansiedade tem cura?

Sim, a crise tem cura. A crise acaba por se resolver espontaneamente após os 10 ou 15 minutos.Para evitar novas crises, será preciso confirmar o diagnóstico de Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), para dar início ao seu tratamento específico.

Se você segue os tratamentos corretamente e conhece os fatores que disparam as crises, estas se tornam menos frequentes.

Em caso de angústia e transtorno mental, procure ajuda em um serviço de saúde mental especializado como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) ou diretamente com um/a psiquiatra e psicólogo.

Entenda mais um pouco sobre o Transtorno de ansiedade generalizada no artigo: Transtorno de ansiedade generalizada tem cura? Qual é o tratamento?

Referências

González,M.G.;Martín,P.F. Protocol diagnosis and treatment of anxiety disorder. Medicine: Programa de Formación Médica Continuada Acreditado,v.12 ,n.84, p. 4957-4961,2019.

Marrero,R.R.; DelRivero,E.P.F. Transtornos de ansiedad. Medicine: Programa de Formación Médica Continuada Acreditado,v.12 ,n.84, p. 4911-491,2019.