Perguntar
Fechar

Ansiedade

Transtorno de Ansiedade Social: Quais as causas e como tratar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Dentre as possíveis causas para o desenvolvimento do transtorno de ansiedade social estão os fatores genéticos e neurológicos, eventos traumáticos, timidez durante a infância, violência física e psicológica, entre outras.

O transtorno de ansiedade social normalmente começa gradualmente durante a infância, trazendo posteriormente graves prejuízos nas relações profissionais, sociais e afetivas do indivíduo.

Pessoas com transtorno de ansiedade social ou fobia social, como também é conhecido, apresentam um medo excessivo quando têm que desempenhar alguma tarefa em público, como falar, ou estar presentes em situações sociais.

O medo é decorrente do medo de serem humilhados ou serem vistos tendo comportamentos constrangedores em frente a outras pessoas.

Esses pacientes têm medo de serem avaliados de forma negativa pelos outros e sentem-se constrangidos, humilhados e envergonhados.

Leia também: Como identificar o transtorno de ansiedade social?

Tratamento

O tratamento do transtorno de ansiedade social é feito com psicoterapia e eventualmente medicamentos.

A psicoterapia é fundamental para o sucesso do tratamento. Dos métodos de psicoterapia utilizados para tratar o transtorno de ansiedade social, a terapia cognitivo-comportamental é a que tem se mostrado mais eficaz, com resultados rápidos e duradouros.

Saiba mais em:

Quais os sintomas dos transtornos de ansiedade?

Quais os tipos de transtorno de personalidade e suas características?

Fui casada durante 30 anos só mantive relações com ele...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Respondendo sua principal dúvida: sim um homem consegue ficar 8 meses sem fazer sexo, na verdade um homem pode ficar a vida toda sem fazer sexo. Se está disposta a voltar com seu marido terá que se livrar de todas esses medos e dúvidas, caso contrário nem deve voltar. Deixe ele fazer os exames e você vai ver que está tudo normal e ai decide o que fazer.

Estresse pós-traumático tem cura? Qual é o tratamento?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Estresse pós-traumático pode ter cura, embora o tratamento seja difícil e uma parte dos pacientes possam permanecer com sintomas por muitos anos, necessitando manter acompanhamento por tempo indeterminado.

Trata-se de um transtorno psicológico crônico, que ocorre após a exposição de eventos traumáticos graves, como participação em guerras; sofrer ou presenciar abusos e violências, seja sexual ou física; uma grande perda, como o falecimento de um familiar, entre outros.

Qual é o tratamento do estresse pós-traumático?

O tratamento deve ser realizado com:

  • Psicoterapia e
  • Medicamentos. Os Antidepressivos são os medicamentos de primeira escolha nesse caso, embora existam outras opções a serem associadas em casos mais graves.

Após 3 meses de tratamento, os sintomas do transtorno de estresse pós-traumático tendem a se estabilizar. Porém, a doença poderá retornar se houver novamente uma situação traumática ou que seja semelhante àquela que originou o estresse.

Em geral, a psicoterapia, através da terapia cognitivo-comportamental, é a primeira opção de tratamento para o estresse pós-traumático. Contudo, a medicação tem papel importante, principalmente no início do tratamento, minimizando os sintomas e auxiliando na adesão ao tratamento psicológico.

A escolha do tipo de medicamento depende de vários fatores, como a condição de saúde do paciente, presença de outros transtornos psiquiátricos ou doenças, efeitos colaterais da medicação, entre outros.

Atualmente os medicamentos mais indicados nesses casos são os antidepressivos Fluoxetina, Sertralina, Paroxetina e a Venlafaxina.

Muitas vezes é necessário incluir mais de um tipo de medicamento, especialmente quando não há resposta à terapia com antidepressivos ou em casos muito graves. Nesses casos está indicado a associação de antipsicóticos em doses baixas. Esses medicamentos coadjuvantes também atuam no tratamento dos transtornos do sono (insônia, pesadelos, terror noturno),da ansiedade, agitação e sintomas de agressividade.

Nos casos mais graves, os antipsicóticos devem ser iniciados de imediato, devido aos riscos e prejuízos à saúde física e mental do paciente.

Os benzodiazepínicos (ansiolíticos) não são recomendados para tratar o transtorno. Além de não terem eficácia comprovada nesse tipo de situação, podem causar ansiedade e insônia pelo efeito rebote. Quando prescritos, deve-se dar preferência aos de meia-vida longa para evitar o efeito rebote e não prolongar o uso por mais de 4 semanas.

Mesmo com a remissão completa dos sintomas, deve-se manter o tratamento do estresse pós-traumático por algum tempo. Lembrando que a manifestação dos sintomas é cíclica e pode piorar se a pessoa ficar exposta a situações que lembrem o trauma.

Não há um tempo definido de tratamento. Cabe ao médico psiquiatra e ao psicoterapeuta avaliarem o caso, de maneira que os medicamentos sejam retirados gradualmente e o tratamento não seja interrompido abruptamente nem se prolongue por tempo demasiado, quando o paciente já não apresenta sintomas.

Saiba mais em: O que é estresse pós-traumático e quais são os sintomas?

Palpitações podem estar relacionadas com cirurgia de vesícula?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Provavelmente as sua palpitações não são decorrentes da sua cirurgia, palpitação é um sintoma que em pessoas jovens está muito associado com ansiedade ou anemia (no seu caso até algum tipo de fraqueza pela fato de voçê estar amamentando).

Como identificar o transtorno de ansiedade social?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O transtorno de ansiedade social, também conhecido como fobia social, caracteriza-se pelo medo exagerado e constante de situações sociais ou daquelas em que a pessoa precisa desempenhar alguma tarefa em público.

São indivíduos que têm medo de terem comportamentos humilhantes ou embaraçosos na presença de outras pessoas e serem desaprovados ou rejeitados por elas.

Também são excessivamente inibidas e críticas em relação a elas mesmas quando estão numa situação social que causa ansiedade, o que gera comportamentos tensos e rígidos, além de dificuldade de se expressar verbalmente, prejudicando a vida social do indivíduo.

Em alguns casos, o transtorno de ansiedade social pode gerar medo e desconforto somente em situações em que a pessoa tenha que desempenhar tarefas em público, como falar ou fazer alguma apresentação. Em outros, o medo está associado a qualquer situação social.

Transtorno da personalidade esquiva

Vale lembrar que grande parte dos indivíduos com transtorno de ansiedade social apresentam também transtorno da personalidade esquiva. Esse transtorno de personalidade tem como principais sintomas o medo excessivo de avaliações e os sentimentos de inadequação.

Pessoas com transtorno da personalidade esquiva evitam situações sociais em que tenham que estar em contato direto com outras pessoas devido ao medo da crítica ou da desaprovação.

Pela semelhança entre os sintomas, o transtorno da personalidade esquiva pode ser considerado uma forma mais grave do transtorno de ansiedade social.

Leia também: Como identificar alguém com transtorno da personalidade esquiva?; Qual é o tratamento para o transtorno da personalidade esquiva?

A fobia social afeta principalmente adolescentes e adultos jovens. Sem tratamento, esse tipo de transtorno de ansiedade pode não regredir ou desaparecer espontaneamente, trazendo graves prejuízos nas relações sociais da pessoa.

O tratamento é feito por psicólogos e psiquiatras, e inclui principalmente psicoterapia.

Saiba mais em:

Transtorno de ansiedade social: Quais as causas e como tratar?

Quais os tipos de transtorno de personalidade e suas características?

Quais os sintomas dos transtornos de ansiedade?

De repente parece que vou ter um ataque cardíaco...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Na verdade pela sua descrição parece mais um quadro de ansiedade, um transtorno ou síndrome de pânico e não uma depressão, deve procurar um médico psiquiatra.

Tenho 15 anos e há 3 anos comecei a ter enjoo constante...
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

As causas de enjoo constante estão mais relacionadas a problema digestivos ou emocionais. Mas outras causas também devem ser investigadas, como problemas renais, alteração aguda de pressão arterial, distúrbios hormonais e para mulheres na fase reprodutiva da vida, também deve ser afastado gravidez.

Portanto, para definir a provável causa do seu enjoo, recomendamos procurar um médico clínico geral, ou gastroenterologista, por uma avaliação inicial, definição do problema e com isso planejamento adequado do seu tratamento.

Enjoo constante. O que pode ser?

As causas mais comuns de enjoo constante são a gastrite, refluxo gastroesofágico, duodenite e ansiedade.

Gastrite

A gastrite é uma inflamação que acomete a parede interna do estômago, podendo ser aguda ou crônica, levando a um quadro clínico variado. Na gastrite aguda, os sintomas são intensos e se iniciam abruptamente. Na gastrite crônica, os sintomas vão piorando gradativamente com o tempo.

Os sintomas da gastrite, além do enjoo, são dor em queimação "na boca do estômago", a chamada azia, sensação de empanzinamento, mau hálito, dor e desconforto abdominal.

Refluxo gastroesofágico

O refluxo gastroesofágico, como o nome diz, é o refluxo, ou retorno, de conteúdo alimentar gástrico para o esôfago, devido ao mau funcionamento da válvula que se localiza entre esses dois órgãos.

O conteúdo que reflui do estômago, contém o ácido gástrico produzido naquela região, entretanto, a mucosa do esôfago não é preparada para receber conteúdos ácidos, o que resulta em lesão da parede do órgão e com isso, os sintomas de enjoo, queimação e azia no peito, arrotos frequentes, tosse seca, dor e dificuldade em engolir, "bolo na garganta", pelos espasmos reflexos do esôfago e rouquidão.

Saiba mais sobre o refluxo gastroesofágico no artigo: O que é refluxo e quais os sintomas?

Duodenite

A duodenite é a inflamação no duodeno (porção inicial do intestino delgado), causada pelo excesso de ácido gástrico, infecções, uso crônico de anti-inflamatórios não esteroides e antibióticos, tabagismo, alcoolismo, verminoses, doenças intestinais crônicas ou mesmo por crises de estresse ou ansiedade.

Os sintomas mais frequentes são de enjoo, náuseas, falta de apetite, má digestão e sensação de empanzinamento. E o tratamento é definido caso a caso, não existe um único tratamento, mas devem ser seguidas orientações dietéticas, uso de medicamentos e apenas nos casos mais graves, intervenção cirúrgica.

Leia também: Duodenite tem cura? Qual o tratamento?

Ansiedade

Os transtornos de humor, como estresse e ansiedade, se caracterizam por sinais e sintomas físicos e mentais, incontroláveis, por pelo menos 6 meses consecutivos. Os sintomas físicos mais comuns são a agitação, fadiga, cansaço, tensão muscular, taquicardia, dores de cabeça, falta de ar, aumento da pressão arterial, distúrbios do sono, enjoo, náuseas, vômitos e diarreia.

Dentre os sintomas mentais destacam-se a angústia, irritabilidade, dificuldade de concentração, medo e preocupação excessiva.

Pode lhe interessar também: Quais os sintomas dos transtornos de ansiedade?

O médico gastroenterologista é o especialista para diagnosticar e tratar as alterações do trato gastrointestinal.

Quando ansiosa e nervosa tenho fincadas nos dedos e pés...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Não fique ansiosa nem nervosa. Sem remédios a única maneira de conseguir isso é com a mudança de vida (eliminar o que te incomoda e colocar no lugar o que te faz bem), procure um psicólogo que ele pode te ajudar.

Ansiedade, falta de ar, não suportar barulho nem luzes...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O hipertireoidismo quando medicado e controlado não deve apresentar nenhum sintoma. Apesar do hipertireoidismo poder cursar com sintomas emocionais de ansiedade, os seus sintomas são compatíveis com ansiedade (doença ansiedade).

Nos últimos meses eu não tenho sentido fome...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Precisa procurar um médico, a falta de apetite é somente um dos sintomas do seu problema de saúde, precisa tratar a doença toda e não somente um dos sintomas.

Leia também: Sinto muita fome: o que pode ser?

Alprazolam: para que serve e quais os efeitos colaterais?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O alprazolam serve para tratar transtornos de ansiedade e seus sintomas, como tensão, boca seca, medo, angústia, dificuldade de concentração, irritabilidade, insônia, aumento da frequência cardíaca (taquicardia), sensação de sufocamento, "bolo na garganta", suor nas mãos, mãos frias, tontura, náuseas, diarreia, calafrios, entre outras manifestações físicas e psíquicas.

O alprazolam também está indicado no tratamento da ansiedade decorrente da abstinência de bebidas alcoólicas e síndrome do pânico, que se caracteriza por crises repentinas de ansiedade, medo extremo e sensação de terror.

Como o alprazolam funciona?

O alprazolam pertence ao grupo de medicamentos benzodiazepínicos, que exercem um efeito depressor no sistema nervoso central. Dependendo da dose e do tempo de uso, o medicamento pode causar a melhora da angústia e do quadro de ansiedade esperado, mas também comprometimento no desempenho de tarefas simples, até mesmo quadros de sonolência, esquecimentos, fala arrastada e dependência da medicação.

Depois de ingerir a medicação, o alprazolam é logo absorvido, portanto proporciona um alívio rápido dos sintomas. A concentração máxima de alprazolam no organismo ocorre após 1 a 2 horas de sua tomada.

Como tomar alprazolam?

Para os casos de transtornos de ansiedade, a dose inicial recomendada de alprazolam varia entre 0,25 mg e 0,5 mg, divididos em 3 a 4 doses por dia. A dose diária máxima não deve ultrapassar os 4,0 mg, sempre administrados em doses divididas, 3 a 4 vezes ao dia.

Para o transtorno do pânico, as doses iniciais de alprazolam variam entre 0,5 mg e 1,0 mg, tomados em dose única, ou 0,5 mg, 3 vezes ao dia.

O tempo de duração do tratamento com alprazolam para o transtorno de ansiedade é de pelo menos 6 meses, podendo ser estendido de acordo com a resposta ao tratamento. No caso do transtorno do pânico, a duração mínima sugerida é de 8 meses.

No caso de pessoas idosas ou com condições debilitantes de saúde, a dose de alprazolam normalmente é de 0,25 mg, 2 ou 3 vezes ao dia., não devendo ultrapassar 0,75 mg por dia

Quando necessário e bem tolerado pela pessoa, as doses podem ser aumentadas gradualmente, assim como, quando houver melhora, deverão ser reduzidas lentamente.

As doses de alprazolam devem ser estabelecidas pelo médico, conforme a gravidade dos sintomas e a resposta ao tratamento. O aumento das doses deve ser feito com cautela para evitar efeitos colaterais.

Como parar de tomar alprazolam?

Para interromper o uso de alprazolam, recomenda-se inicialmente reduzir a dose, de maneira lenta e gradativa, conforme orientação médica. A sugestão de redução da dose é de 0,25 a 0,5 mg a cada 3 dias. Há casos em que pode ser necessário a redução de forma ainda mais lenta.

Quais as contraindicações do alprazolam?

O alprazolam é contraindicado para pessoas que já tiveram reação alérgica ao medicamento, a algum dos componentes da fórmula ou a outros benzodiazepínicos.

O medicamento também é contraindicado para pessoas com miastenia gravis (doença neurológica que interfere na força muscular), glaucoma (aumento da pressão intraocular) e em menores de 18 anos de idade.

Quais são os efeitos colaterais do alprazolam? Efeitos colaterais muito comuns (ocorrem em 10% dos casos ou mais)
  • Sedação;
  • Sonolência.
Efeitos colaterais comuns (ocorrem em 1% a 10% dos casos)
  • Perda de apetite, confusão, depressão;
  • Desorientação, diminuição da libido, alteração da coordenação motora;
  • Alterações no equilíbrio, falta de memória, alteração da fala;
  • Dificuldade de concentração, aumento do sono, letargia;
  • Tontura, dor de cabeça, visão turva;
  • Prisão de ventre, boca seca, náuseas;
  • Cansaço, irritabilidade.
Efeitos colaterais incomuns (ocorrem em 0,001% a 0,01% dos casos)
  • Ansiedade, insônia;
  • Nervosismo, perdas de memória;
  • Tremores, fraqueza muscular;
  • Alteração de peso.

O uso de alprazolam só deve ser feito com prescrição médica. Na presença de algum efeito colateral, o médico que receitou o medicamento deverá ser informado.

Pode lhe interessar também: Quais são os sintomas do transtorno de ansiedade generalizada?

Sou uma pessoa muito ansiosa?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O ideal é procurar um médico, qualquer um, para primeiro fazer o diagnóstico e depois começar a tratar, dependendo da situação precisa de medicamentos e psicoterapia.