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Moleira alta no bebê: o que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Moleira alta no bebê é sinal de aumento da pressão dentro do crânio, o que sugere alguma inflamação ou acúmulo de líquido no cérebro. A moleira alta ou abaulada pode indicar um quadro de meningite, hidrocefalia, edema cerebral, hemorragia intracraniana, traumatismo craniano, entre muitas outras situações ou doenças que aumentam a pressão interna da cabeça e podem causar sérios danos ao desenvolvimento cerebral do bebê.

Vale lembrar que se o bebê estiver chorando, vomitando ou deitado, a sua moleira pode ficar mais alta. Nesse caso, trata-se de uma situação normal e não significa nada de grave. Contudo, se a moleira continuar abaulada depois que o bebê se acalmar e estiver posicionado na vertical, ele deve ser visto por um médico com urgência.

Entre as causas patológicas mais comuns de moleira alta em bebês estão:

- Meningite: Inflamação da membrana que protege o cérebro e a medula espinhal, provocada por infecção viral ou bacteriana;

- Hidrocefalia: Excesso de líquido no cérebro. Pode estar presente ao nascimento ou ser decorrente de alguma lesão ou infecção;

- Encefalite: Inflamação do cérebro causada por infecção viral ou bacteriana;

- Encefalopatia hipóxico-isquêmica: Edema (inchaço) e danos cerebrais que ocorrem devido à falta de oxigênio no cérebro durante um período prolongado de tempo;

- Hemorragia intracraniana: Sangramento no interior do crânio;

- Traumatismo craniano: Qualquer pancada ou batida na cabeça é considerada um traumatismo craniano, que dependendo da intensidade pode causar inchaço dentro do crânio e aumentar a pressão intracraniana, deixando a moleira alta.

Outras possíveis causas de moleira abaulada incluem tumor cerebral, doença de Lyme, insuficiência cardíaca, leucemia, hipertireoidismo, anemia, entre outras.

Leve o bebê imediatamente ao médico pediatra ou médico de família se notar qualquer abaulamento da moleira, principalmente se a criança estiver sonolenta ou apresentar vômitos.

Comer pimenta durante a amamentação faz mal para o bebê?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não. Comer pimenta durante a amamentação não faz mal ao/à bebê.

A pimenta não precisa ser evitada durante a amamentação pois sua ingestão não causará nenhum prejuízo à mulher ou ao/à bebê.

A mulher que está amamentando precisa garantir uma alimentação diversa, completa e com maior quantidade de calorias para manter a produção de leite.

A quantidade adequada de calorias para cada mulher será dependente do seu peso, altura, idade e das possíveis atividades físicas desempenhadas por ela

Algumas comidas devem ser evitadas durante a amamentação como determinados peixes que podem conter elevados níveis de mercúrio. As demais comidas são liberadas e não demonstram riscos para a mãe e/ou bebê.

Uma alimentação diversificada deve incluir frutas, vegetais, grãos, cereais, proteínas, etc. Além disso, a mulher deve ter uma boa ingesta de água para se hidratar e recuperar os líquidos perdidos durante a amamentação.

Leia também: Amamentar aumenta o apetite?

Converse com o/a médico/a durante as consultas de rotina de puericultura. 

Também pode lhe interessar: Estresse durante a gravidez faz mal para o bebê?

Quanto tempo demora para fechar a moleira do bebê?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Em geral, a moleira do bebê se fecha até os 18 meses, sendo considerado normal quando alcança os 2 anos de idade (24 meses).

O fechamento da moleira ou fontanela, como é conhecida pelos médicos, começa por volta dos 8 meses, podendo permanecer aberta até os 2 anos de idade em algumas crianças. Durante esse período, é fundamental que a fontanela permaneça aberta para permitir o crescimento do cérebro.

A moleira é o espaço existente entre os ossos cranianos do bebê. Com o passar do tempo, os ossos da cabeça vão crescendo até que se encostam e "colam" uns nos outros, fechando a fontanela, em média aos 18 meses (1 ano e meio). Quando a moleira fecha antes do tempo (geralmente antes dos 6 meses), pode ser necessário fazer uma cirurgia para abrir espaços no crânio, de maneira que o desenvolvimento neurológico não seja prejudicado.

Uma das funções da moleira é permitir que os ossos do crânio do bebê se sobreponham no momento do parto, facilitando a sua passagem pelo canal do parto. Após o nascimento, sua principal função é fornecer espaço para o encéfalo se desenvolver, além de proteger o cérebro.

O toque na moleira deve ser sempre suave, pois trata-se de uma região da cabeça que ainda não tem osso. Também é importante ter atenção ao estado da fontanela: moleira alta ou tensa, pode ser sinal de doenças ou problemas cerebrais, enquanto que moleira baixa pode indicar desidratação.

Qualquer alteração na moleira do bebê deve ser comunicada ao médico pediatra.

Saiba mais em: 

Moleira baixa no bebê: o que pode ser?

Moleira alta no bebê: o que pode ser?

Quando o bebê começa a enxergar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O desenvolvimento da visão do bebê é um processo contínuo. Sabemos que o bebê consegue enxergar desde o nascimento, porém com o passar dos meses melhora cada vez mais sua capacidade visual e desenvolve novas habilidades. 

Os recém-nascidos até 1 mês de vida consegue perceber o rosto humano, olhos e boca a 30cm de distância e alguns já começam a acompanhar a face da pessoa interagindo com a criança, além disso consegue discernir objetos de alto contraste.

Após 1 mês, consegue começar a fazer contato visual, gira a cabeça para uma fonte de luz e prefere figuras com grande contraste (por exemplo: preto e branco) e formas simples, mas mantém baixa acuidade visual.

Após os 2 meses, consegue seguir uma pessoa que se move, muda sua expressão ao fixar olhar (sorri, fica sério) e há uma melhora da acuidade visual.

Após os 3 meses, o bebê sorri, olha as próprias mãos, e começa a ter a capacidade de acomodar a visão para ter uma melhor acuidade visual.

Aos 6-7 meses, já reconhece as pessoas ao redor, assim como brinquedos, alimentos favoritos a certa distância e já consegue usar bem os dois olhos em conjunto para conseguir enxergar melhor.

O bebê deve fazer avaliação periódica com médico/a de saúde da família ou pediatra para avaliação de diversos aspectos do seu crescimento, desenvolvimento, alimentação, etc. Somente o/a médico/a capacitado/a para tal poderá dizer sobre qualquer tipo de atraso no desenvolvimento neurológico do bebê e encaminhar, quando necessário, para avaliação especializada.

Estou grávida de 31 semanas e as vezes minha barriga fica dura e não sinto meu bebê mexer por um tempo, é normal?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Sim é normal. A partir da 30ª semana de gestação a barriga pode ficar dura fazendo com que a mãe sinta menos os movimentos por alguns segundos. Geralmente trata-se de contrações "contrações de Braxton-Hicks". .Essas contrações podem ocorrer com a frequência de cerca de uma por hora, são desordenadas e menos intensas do que as que ocorrem na hora do parto. Durante essas contrações é possível que a gestante não perceba os movimentos do bebê.

É importante esclarecer as dúvidas com o médico que acompanha a gravidez durante as consultas de pré-natal  para garantir a saúde da mãe e do bebê. O obstetra é o médico especializado no acompanhamento e para fornecer as orientações necessárias durante a gravidez.

Comer chocolate durante a amamentação faz mal para o bebê?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não. Comer chocolate durante a amamentação não faz mal ao/à bebê.

O chocolate não precisa ser evitado durante a amamentação pois sua ingestão não causará nenhum prejuízo à mulher ou ao/à bebê.

A mulher que está amamentando precisa garantir uma alimentação diversa, completa e com maior quantidade de calorias para manter a produção de leite.

A quantidade adequada de calorias para cada mulher será dependente do seu peso, altura, idade e das possíveis atividades físicas desempenhadas por ela.

Algumas comidas devem ser evitadas durante a amamentação como determinados peixes que podem conter elevados níveis de mercúrio. As demais comidas são liberadas e não demonstram riscos para a mãe e/ou bebê.

Uma alimentação diversificada deve incluir frutas, vegetais, grãos, cereais, proteínas, etc. Além disso, a mulher deve ter uma boa ingesta de água para se hidratar e recuperar os líquidos perdidos durante a amamentação.

Leia também: Amamentar aumenta o apetite?

Converse com o/a médico/a durante as consultas de rotina de puericultura.  

Moleira baixa no bebê: o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Moleira baixa no bebê pode ser sinal de desidratação. Em sendo desidratação, pode ser classificada em moderada, quando pouco profunda, e grave quando muito profunda, mais trata-se de um critério que o médico ou profissional de saúde estará habilitado a definir. 

Nesses casos, além da moleira baixa, o bebê também irá apresentar outros sinais e sintomas, que podem variar conforme o grau de desidratação, tais como: agitação ou prostração, muita sede, dificuldade de dormir, chorar pouco ou gemidos, boca muito seca, olhos fundos, mãos e pés frios, elasticidade da pele diminuída, ausência de lágrimas ao chorar.

A desidratação em bebês pode ser causada por diarreia, vômitos ou falta de ingestão de leite ou líquidos. Nos bebês que ainda mamam, uma desidratação desproporcional a um quadro de diarreia e que não é possível corrigir com o tratamento habitual pode ser indício de diabetes.

A desidratação é uma complicação séria, que principalmente para os bebês pode causar importante prejuízo no desenvolvimento, disfunção orgânica e sem os devidos cuidados pode levar a morte. Portanto, em caso de moleira baixa, o bebê deve ser visto imediatamente por um médico pediatra.

Leia também: Moleira alta no bebê: o que pode ser?

Bebê pode tomar Nimesulida?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

O bebê pode tomar nimesulida somente se for prescrito pelo médico. A nimesulida é um medicamento usado para combater a dor (analgésico), inflamações (anti-inflamatório) e febre (antipirético).

Os laboratórios que produzem o medicamento  contraindicam o uso da medicação antes dos 12 anos de idade devido a alguns casos graves de reação adversa ocorridos em crianças menores.

O pediatra é o médico indicado para avaliar a necessidade do uso da nimesulida em crianças menores de 12 anos.

Quais os riscos para o bebê de tomar pílula do dia seguinte enquanto estiver amamentando?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Em geral, nenhum efeito adverso no crescimento ou desenvolvimento do/a bebê foi observado em estudos científicos. Portanto, o uso esporádico da pílula do dia seguinte, após 6 semanas do parto pode ser feito por mulheres que estão amamentando.

O uso da pílula do dia seguinte pode acarretar riscos às mulheres quando usado nas 6 primeiras semanas após o parto. Isso se deve ao aumento de chance na ocorrência de eventos trombogênicos na mulher

Mulheres que estão amamentando podem usar a pílula do dia seguinte após as 6 primeiras semanas do parto. Porém, é importante lembrar que a pílula do dia seguinte é uma medicação de emergência e não um método anticoncepcional que deve ser usado de rotina.

A mulher que está amamentando e não deseja engravidar deve usar um método anticoncepcional apropriado a seu perfil. Por isso, consulte o/a ginecologista, médico/a de família ou clínico geral para decidirem a melhor opção no seu caso.

Leia também:

Quem não pode tomar pílula do dia seguinte?

É normal não sentir o bebê mexer na barriga durante a gravidez?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

É normal e mais comum começar a sentir o bebê mexer na barriga a partir da 17ª ou 18ª semana de gravidez. Antes disso, é normal não sentir os movimentos do bebê, por ser ainda muito pequeno e estar completamente envolvido pelo líquido amniótico.

Entre a 20ª e a 24ª semana de gestação os movimentos do bebê ficam mais intensos e já é possível senti-los bem. É nessa fase que a mão começa a sentir os famosos "chutes".

Vale lembrar que alguns bebês se mexem menos na barriga e isso não deve ser motivo de preocupação.

Porém, estar atenta aos movimentos do bebê é uma forma de saber se ele está bem. Se, no final da gravidez, por volta da 34ª semana, os movimentos não estiverem muito constantes ou se tiver dúvidas se o bebê está ou não se mexendo, faça o seguinte exercício:

  1. Coma alguma coisa;
  2. Deite sobre o seu lado esquerdo durante 30 minutos, num ambiente tranquilo;
  3. Coloque a mão na barriga e marque cada vez que sentir o bebê mexer;
  4. Se continuar com dúvidas quanto aos movimentos do bebê ou se ele se mexer menos de 3 vezes em cada período de 30 minutos, é preciso procurar um serviço de saúde.

Se o bebê ficar algum período sem se mexer é porque ele pode estar dormindo. Nesse caso, deve-se repetir o exercício depois de uma hora.

Se necessário, entre em contato com o/a médico/a obstetra ou médico/a de família que faz seu pré-natal ou dirija-se a um serviço de urgência.

Como sei se o meu bebê está com hipotermia? O que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Para saber se o bebê está com hipotermia, você precisa verificar a sua temperatura nas axilas com um termômetro digital. Se a temperatura estiver abaixo dos 35ºC, confirma hipotermia e nesses casos, o bebê deve ser aquecido com roupas adequadas e cobertas, além de levá-lo a um serviço de urgência para ser visto por um/uma médico/a.

Vale lembrar que os termômetros de vidro com coluna de mercúrio estão proibidos no Brasil, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), desde janeiro deste ano (2019). Portanto, os termômetros foram substituídos por aparelhos digitais.

A avaliação da temperatura retal (anal) não é recomendável, pois pode ferir a mucosa, não permite uma verificação contínua e varia de acordo com a profundidade de inserção do termômetro e a presença de fezes.

A avaliação por uso de chupetas "térmicas" ou outros aparelhos digitais encontrados no mercado, nem sempre são confiáveis. O ideal é que antes de adquirir o produto, pesquise no site da ANVISA, se existe registro de liberação do mesmo.

A temperatura normal de um bebê recém-nascido é de 36,5ºC a 37ºC e a hipotermia é classificada conforme a gravidade:

  • Hipotermia leve: temperatura entre 36ºC e 36,4ºC;
  • Hipotermia moderada: temperatura entre 32ºC e 35,9°C;
  • Hipotermia grave: temperatura inferior a 32ºC.

Alguns dos sintomas de hipotermia em bebê:

  • Sucção fraca ou recusar-se a mamar;
  • Pele fria (os melhores locais para verificar a temperatura são na barriga ou na nuca);
  • Moleza e flacidez muscular;
  • Dificuldade respiratória;
  • Aumento ou diminuição da frequência cardíaca;
  • Tremores;
  • Vômitos;
  • Apatia.

A hipotermia deve ser tratada imediatamente para não se agravar e prejudicar o bebê.

Uma hipotermia grave pode trazer complicações, como:

  • Insuficiência respiratória;
  • Diminuição da pressão arterial;
  • Queda do número de batimentos cardíacos;
  • Respiração irregular;
  • Náuseas e vômitos;
  • Acidose metabólica;
  • Hipoglicemia (falta de açúcar no sangue);
  • Hipercalemia (excesso de potássio na circulação sanguínea);
  • Sangramento generalizado, hemorragia pulmonar e morte.

Os bebês com menos de 12 meses, sobretudo recém-nascidos, estão mais susceptíveis à hipotermia pois perdem calor com mais facilidade, uma vez que a sua capacidade de regular a temperatura corporal ainda não está totalmente desenvolvida.

Em caso de hipotermia moderada ou grave, o bebê deve ser levado imediatamente a um serviço de urgência.

Leia também:Hipotermia em bebê: o que fazer para evitar?

É normal sair leite antes do bebê nascer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, é normal sair leite antes do bebê nascer. Esse "leite" na realidade é o colostro, que é mais espesso que o leite materno propriamente dito, pois é rico em gorduras e proteínas essenciais para o bebê que acabou de nascer.

O colostro começa a ser produzido pelas mamas no final da gestação e pode começar a vazar antes do parto. Porém, isso não acontece em todas as mulheres, o que também é absolutamente normal.

Os hormônios responsáveis pela produção de leite (prolactina e lactogênio) já começam a entrar em ação a partir do 2º trimestre de gravidez. Por isso, também é normal se sair algum líquido da mama durante a gestação.

Contudo, a produção do leite materno de fato começa depois do bebê nascer, uma vez que os níveis elevados do hormônio estrogênio na grávida impedem a produção. Além disso, o próprio ato de sugar do bebê também serve de estímulo para a liberação de leite.