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Estou com coceira na vagina há uns 3 dias. O que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A coceira na vagina pode ter várias causas. Dentre elas estão: infecção vaginal, vaginose, queda da imunidade, verruga genital, eczema, psoríase, IST (infecções sexualmente transmissíveis), líquen escleroso, alterações hormonais e alergia.

A candidíase, em geral, é uma infecção vaginal causada por fungos e provoca coceira, além de irritação e corrimento vaginal.

Alguns produtos podem provocar reação alérgica na vagina, como por exemplo: sabonete, absorvente, duchas vaginais, perfume, desodorante, shampoo, condicionador, lenço umedecido, calcinha de nylon, látex, detergentes e amaciantes de roupa.

Além da dermatite alérgica, outras doenças dermatológicas devem ser levadas em consideração no momento da avaliação da coceira vaginal, tais como a psoríase e o eczema. Nesses casos, além de coceira na vagina, a mulher poderá notar a presença de erupções e rachaduras na pele.

Vaginose

A vaginose está entre as principais causas de coceira na vagina e corrimento vaginal. Ocorre quando há um desequilíbrio no pH ou na flora vaginal, constituída por bactérias que habitam naturalmente a vagina.

A vaginose bacteriana é semelhante a uma infecção vaginal (vaginite) causada por fungos, como a candidíase. Porém, o seu corrimento é mais líquido, cinzento e geralmente apresenta cheiro forte. Outros sinais e sintomas da vaginose incluem ainda dor nas relações sexuais e ardência ao urinar.

Saiba mais em: Qual o tratamento para vaginose?

Infecção vaginal

As infecções vaginais (vaginites) são causadas sobretudo por fungos, como o Candida albicans, causador da candidíase.

As vaginites geralmente são causadas por um desequilíbrio no pH da vagina, o que pode estar associado a uso de antibióticos, relação sexual, estresse, diabetes e alimentação.

Leia também: O uso de anticoncepcionais pode causar vaginite?

Além de coceira na vagina, a infecção vaginal provoca o aparecimento de um corrimento branco e grumoso, semelhante a requeijão, geralmente sem cheiro.

Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST)

As infecções sexualmente transmissíveis (IST) podem causar coceira na vagina, sensação de formigamento, dor, queimação, presença de corrimento com cheiro e feridas. Dentre as IST mais comuns estão a clamídia, o herpes genital, a tricomoníase e a gonorreia.

Saiba mais em: Quais são os tipos de DST e seus sintomas?

Líquen escleroso

O líquen escleroso é uma doença que caracteriza-se pela coceira na vagina e pela presença de diversos pequenos pontos brancos na pele. A causa do líquen escleroso pode estar relacionada com alterações hormonais e distúrbios no sistema imunológico.

Alterações hormonais

As alterações hormonais da gravidez, pré-menopausa ou decorrentes do uso de anticoncepcional, podem provocar coceira na vagina. Outro sintoma que pode estar presente é a secura vaginal.

A mulher com coceira na vagina deve procurar o/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral para uma avaliação.

Estou com uma bolinha no seio direito, tipo espinha...
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Bolinha no seio que parece uma espinha pode ser glândula de Montgomery.

O que são as glândulas de Montgomery?

As glândulas de Montgomery são glândulas sebáceas que representam um estágio intermediário entre glândulas mamárias e sudoríparas. Com o contato com a pele, os ductos dessas glândulas formam elevações conhecidas como tubérculos de Montgomery.

Elas são localizadas ao redor da aréola, a parte mais escura do seio.

Para que serve as glândulas de Montgomery?

Essas glândulas secretam gordura e funcionam como protetoras e lubrificadoras da aréola. Elas podem ficar mais evidentes durante a gestação. Isso faz parte da adaptação materna à gestação. Cerca de 30 a 50% das gestantes desenvolvem essas glândulas sebáceas que regridem no período após o parto.

Essas glândulas fazem parte da anatomia normal da mama e não é motivo de preocupação.

Posso espremer essas bolinhas?

Não é indicado espremer essas bolinhas pois elas podem inflamar e causar infecção local.

Ao espremer essas bolinhas, as bactérias da pele podem entrar pelos ductos da glândula e provocar uma infecção local. Com isso, a pele fica mais tensa, quente, com vermelhidão e até pus. Pode também evoluir para casos mais graves como abscesso.

O que devo fazer com as bolinhas no seio?

Essas bolinhas são parte da estrutura mamária e não é necessária nenhuma intervenção médica.

Em raros casos, essas glândulas podem ficar obstruídas e resultar em:

  • inflamação aguda
  • cisto de Montgomery
  • saída de líquido claro ou acastanhado das mamas
O que são os cistos de Montgomery?

Esses cistos podem se desenvolver ao redor da aréola e serem percebidos como uma massa ou bolinha maior que uma espinha. Nesses casos, também a mulher não costuma apresentar nenhum sintoma.

Conhecido como cisto retroareolar, ele pode ser detectado no exame clínico que o médico realiza durante a consulta.

Quando há sinais de infecção (como vermelhidão, calor e aumento da sensibilidade), a mulher deve procurar o médico pois pode ser necessária a realização de tratamento com antibióticos.

Quando não há infecção, esses cistos devem ser apenas observados pois a maioria se resolve espontaneamente em semanas a meses. Em raríssimos casos uma drenagem é necessária.

As bolinhas nos seios são comuns e não apresentam nenhuma malignidade. Caso você queira se certificar, você pode consultar um medico de família, ginecologista ou clínico geral que irá lhe examinar e indicar a melhor conduta para o seu caso.

Leia também:

Estou com caroço no bico do seio o que pode ser?

Referência:

FEBRASGO - Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

O que pode acontecer se a camisinha ficar dentro da vagina?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Se a camisinha ficar dentro da vagina e já tiver ocorrido ejaculação existe risco de gravidez e transmissão de infecções sexualmente transmissíveis (IST). Mesmo que o parceiro não tenha ejaculado, as chances de engravidar e de transmissão de doenças ainda existem.

Nesses casos, sobretudo quando há ejaculação e não houve a utilização de outro método contraceptivo, convém tomar a pílula do dia seguinte para evitar uma gravidez indesejada e procurar o/a médico/a para fazer exames que podem detectar alguma infecção.

Quando a camisinha fica presa dentro da vagina ela deve ser retirada cuidadosamente com os dedos. Você insere um dedo ou dois dedos no fundo na vagina, segura a camisinha com os dedos e puxa para baixo para retirá-la.

Quanto mais tempo o preservativo permanecer no canal vaginal, maior é o risco de ocorrer infecções vaginais e transmissão de doenças.

Para evitar que a camisinha fique presa dentro da vagina depois da relação, o homem deve retirar o pênis enquanto ele ainda estiver ereto ou segurar na base da camisinha para ela não escapar.

Leia também: O que fazer para tirar camisinha que ficou dentro da vagina?

Nasceu uma verruga próxima à entrada da vagina. O que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Verruga na região genital pode ser indicativo de alguma doença sexualmente transmissível (DST). A lesão mais frequente associada às verrugas na vagina é causada pelo vírus papiloma humano (HPV). A verruga genital, também conhecida como condiloma acuminado, pode ser plana ou elevada, com aspecto semelhante a couve-flor.

Na mulher, o condiloma por surgir na vagina, vulva, ânus, reto, uretra e colo do útero. Essas verrugas podem aparecer de 3 semanas a 8 meses depois que ocorreu a relação sexual desprotegida. Porém, o HPV pode ser transmitido mesmo com o uso de preservativo, se houver contato íntimo da pele ou da mucosa com a verruga.

Se a mulher tiver verruga genital e engravidar, pode haver um aumento no número e no tamanho das lesões. Porém, geralmente diminuem depois do parto.

Qual é o tratamento para verruga genital?

A maioria das verrugas na vagina decorrentes do HPV são transitórias e podem desaparecer espontaneamente em 2 anos, não precisando de nenhum tratamento específico.

Se houver crescimento da verruga, dor e incômodo, procure um serviço de saúde para avaliação e tratamento. Em alguns casos, essas verrugas precisam ser "queimadas" com ácido para serem eliminadas. Até porque, se não forem eliminadas, podem transmitir o HPV.

Em alguns casos, quando a verruga é muito grande ou volta a aparecer depois do tratamento, pode ser necessário realizar uma pequena cirurgia para retirá-la. Mesmo após a remoção cirúrgica, a verruga genital pode reaparecer, sendo necessário repetir o tratamento.

Estima-se que 50% a 80% das pessoas sexualmente ativas está infectada pelo HPV. Porém, na maioria dos casos, não manifestam sintomas.

Se a verruga genital é causada por HPV, posso ter câncer?

A presença de verruga genital não tem propriamente relação com câncer. É importante frisar que existem mais de 200 tipos de HPV, subdivididos em diferentes grupos. Cada grupo de HPV causa um tipo diferente de manifestação e aqueles que causam verrugas não são os mesmos que provocam câncer.

Dentre todos os tipos de HPV, 40 deles podem infectar a região anal ou genital e 12 podem causar câncer de colo do útero, vagina, vulva, pênis, ânus ou orofaringe. Embora muitas mulheres estejam infectadas pelo HPV, são poucos os casos que evoluem para câncer.

Os vírus considerados de alto risco para câncer são o HPV 16 e o HPV 18, que não causam verrugas. Além disso, existem fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de colo do útero, tais como:

  • Infecção por HIV;
  • Início precoce da vida sexual;
  • Ter muitos parceiros sexuais;
  • Partos múltiplos;
  • Genética;
  • Tabagismo;
  • Presença de outras micro-organismos transmitidos sexualmente, sobretudo o Herpes Simplex tipo 2 e a Chlamydia trachomatis.

No entanto, a infecção por HPV nas mulheres está altamente associada ao câncer de colo do útero. O vírus é responsável por quase todos os casos da doença. Como o tumor apresenta evolução muito lenta e geralmente não manifesta sintomas, pode haver atraso no diagnóstico e o câncer pode evoluir para formas invasivas.

Por isso, é fundamental a realização do exame preventivo com frequência anual ou a cada 3 anos, dependendo do resultado do exame, para avaliação do útero, colo do útero e da região interna da vagina.

Esse exame é capaz de avaliar a presença de lesões e corrimentos que, ao serem detectados podem ser devidamente tratados. O exame preventivo é oferecido nas Unidades Básicas de Saúde gratuitamente.

Feridas na região entre o ânus e a vagina o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A presença de feridas na região entre o ânus e a vagina (chamado períneo), pode representar uma infecção sexualmente transmissível (IST), causada pelo Papilomavírus humano (HPV).

No entanto, pode ainda representar uma alergia, outras infecções sexualmente transmissíveis, como o herpes, sífilis; infecção de pele, ou mais raramente, um tumor.

A avaliação médica e análise das feridas, as suas características e história, ou seja, quando começou, se sente ardência, coceira, secreção ou mau cheiro, são dados essenciais para identificar esse problema.

Causas de feridas no períneo feminino

A região perineal da mulher (que engloba toda a região da vagina e ânus), é uma região pequena, por isso os órgãos estão sempre próximos, o que permite a troca de secreções e maior risco de infecções e formação de feridas.

Podemos citar como doenças comuns nessa região, e que causam feridas, as seguintes:

1. HPV (Papilomavírus Humano)

O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns, e como está relacionada ao maior risco de outras doenças, como o câncer de colo de útero, é fundamental essa investigação e tratamento.

No HPV, a mulher pode não ter sintomas, e aparecerem apenas as feridas, como verrugas, na região da vagina, períneo ou ânus. Mas pode também apresentar coceira no local e desconforto nas relações.

As feridas podem aparecer e desaparecer espontaneamente, mas devem ser tratadas para evitar complicações. Procure um ginecologista para avaliação, mesmo que não cause qualquer sintoma.

2. Herpes

Na herpes, as feridas são pequenas bolhas na região do períneo, caracterizadas por bolhas agrupadas, com líquido em seu interior, que causam sintomas de coceira e ardência local.

3. Sífilis

A sífilis se apresenta com uma ferida única, indolor e secretiva. Tem uma base endurecida, lisa e com aspecto brilhante. A ferida costuma desaparecer após 3 a 6 semanas, o que dificulta o tratamento precoce.

Trata-se de mais uma doença que pode permanecer "escondida" no organismo, o que parece não fazer mal, porém quando retorna causa grandes problemas. A sífilis pode evoluir com doença neurológica, após anos de incubação (período que não causa nenhum sintoma).

Portanto, mesmo que não cause sintomas, o aparecimento de uma lesão ou ferida nessa região, deve ser informado ao médico que o acompanha, para definir os exames que devem ser realizados.

4. Alergia

A alergia, seja a um sabonete inadequado para a higiene íntima, ou tecido da roupa, pode desencadear feridas, que tem como características as queixas de pequenas bolinhas, vermelhidão, coceira e ardência. Ao exame, é possível ver uma vermelhidão e por vezes feridas em alto-relevo.

5. Infecção de pele

Nos casos de infecção de pele, formação de um abscesso ou folicute (inflamação de pelo "encravado"), as queixas são de ferida localizada, dolorosa, presença de calor e vermelhidão local, secreção purulenta e mau cheiro.

As infecções de pele geralmente está associada a um "cabelo inflamado" ou machucado por depilação, por exemplo, que se tornou uma porta de entrada para a bactéria e consequentemente a infecção. Pode ocorrer também em pessoas que fazem uso de roupas apertadas, por períodos prolongados.

6. Tumor

Os tumores nessa região são mais raros, mas podem acontecer. Os sintomas são variados e pode haver queixa de cansaço, perda de apetite e perda de peso, associados.

O médico responsável por essa avaliação e conduta, é o ginecologista.

O diagnóstico das feridas e planejamento do melhor tratamento, só pode ser feito após a avaliação médica.

Enquanto aguarda a consulta, recomendamos manter a higiene local com sabonete específico para a higiene íntima, ou limpar apenas com água corrente. Evitar roupas apertadas ou muito quentes e evitar o contato íntimo.

No caso de perda de peso, febre ou mal-estar, procure um atendimento de urgência médica para avaliação e orientações.

Saiba mais sobre a infecção pelo HPV, causa mais frequente de feridas no períneo, no seguinte artigo: Como é feito o diagnóstico do HPV?

Referência:

FEBRASGO - Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia

Ministério da Saúde (Brasil)

Penetração sem ejaculação na vagina tem como engravidar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. Sempre que houver relação sem proteção, existe a chance de engravidar, mesmo que não tenha ejaculação dentro da vagina.

Isso porque líquido seminal, líquido liberado pelo pênis durante a relação, já pode conter espermatozoides, embora raro, pode acontecer. Outro fator é o período em que ocorre a relação. Se acontecer próximo ao período fértil da mulher, aumenta a probabilidade.

De acordo com a sua pergunta, provavelmente ela não está grávida, visto que não houve penetração sem proteção durante a relação, somado ao fato de apresentar um teste de farmácia negativo, mas não podemos excluir com toda a certeza.

Portanto, a única forma de confirmar é com teste de gravidez, de 10 a 15 dia após o atraso menstrual. Se a menstruação não vier na data esperada, aguarde uma semana e repita o exame de gravidez.

Quantos centímetros precisa para engravidar?

Não é preciso grande penetração para engravidar. Na verdade, pode nem penetrar, mas ejacular próximo a vagina, para possibilitar uma gravidez.

Muitos casais ainda fazem uso do método de coito interrompido para evitar uma gravidez. Esse método consiste em retirar o pênis da vagina quando percebe a proximidade da ejaculação. Entretanto, o método tem uma taxa de falha muito alto, por volta de 20%.

O que comprova que não depende da penetração ou ejaculação dentro da vagina. O líquido pré-ejaculatório ou líquido seminal já são contém espermatozoides.

Para evitar uma gravidez é preciso fazer uso de um contraceptivo, seja oral, como os anticoncepcionais femininos ou de barreira, como a camisinha (feminina ou masculina).

Gravidez pode acontecer somente com o líquido seminal?

Sim. Embora a quantidade de espermatozoides seja baixa no líquido seminal, existe a possibilidade de a gravidez ocorrer.

Para que serve o líquido seminal?

O líquido seminal ou pré-ejaculatório é expelido do pênis antes da ejaculação. Este líquido tem a função de fazer lubrificação durante o sexo. Além disso, auxilia no equilíbrio da acidez da uretra, uma vez que no homem a uretra libera tanto os espermatozoides como a urina.

Para evitar a gravidez e as infecções sexualmente transmissíveis, utilize camisinha masculina ou feminina em todas as relações sexuais. Para esclarecer possíveis dúvidas, busque o médico de família ou urologista.

Entenda como calcular o seu período fértil no artigo: Como calcular o Período Fértil?

Referências

  • Hatcher, R.A., Nelson, A.L., Trussell, J., et al. Contraceptive Technology. New York: Ayer Company Publishers. 2018
  • World Health Organization. Family planning/contraception.
  • Killick, S.R., Leary, C., Trussell, J., Guthrie, K.A. Sperm content of pre-ejaculatory fluid. Human Fertility, 14(1):48–52, 2011.
  • Kovavisarach, E., Lorthanawanich, S., Muangsamran, P. Presence of Sperm in Pre-Ejaculatory Fluid of Healthy Males. Journal of the Medical Association of Thailand, 99:S38–41, 2016.
Bolinha em bolsa escrotal o que fazer?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Se você percebeu uma bolinha ou caroço no testículo, é importante buscar um médico de família ou urologista. Somente este profissionais podem definir a causa do nódulo para que sejam efetuados o diagnóstico e o tratamento adequados.

O nódulo no saco escrotal é comum em homens de qualquer idade, desde as crianças até os idosos, e pode significar cistos, hidrocele (acúmulo de líquido), inflamações ou tumor no testículo.

Encontrei uma bolinha na bolsa escrotal, o que devo fazer?

É importante que você saiba que o nódulo no testículo não deveria existir. Por este motivo, você deve procurar um urologista ou médico de família para uma avaliação detalhada. Fique atento se você sentir:

  • Dor intensa e repentina
  • Febre e calafrios
  • Náuseas e vômitos
  • Inchaço do testículo
  • Sensação de peso na bolsa escrotal
Causas mais comuns de nódulo na bolsa escrotal 1. Varicocele

A varicocele costuma ser a causa mais comum de bolinhas ou caroços na bolsa escrotal. É uma má formação da bolsa escrotal provocada pelo aumento das veias dos testículos, o que leva ao acúmulo de sangue e à sensação de nódulo.

Estas dilatações causam alterações estéticas, dor e sensação de peso no testículo e bolsa escrotal.

Geralmente a varicocele é tratada somente com uso de analgésicos. Entretanto, é necessário a consulta a um urologista para ele avalie o risco de infertilidade. Se esta possibilidade existir é necessário cirurgia para correção do problema.

2. Cisto

O cisto é um pequeno saco cheio de líquido que é sentido, inicialmente, como um caroço endurecido do tamanho de uma ervilha que não provoca dor.

Quando não tratado, este cisto pode crescer com o passar do tempo. Nestes casos, ele pode grudar-se na parede do testículo e causar dor e desconforto.

Geralmente estes cistos não apresentam riscos à saúde do homem, mas necessitam de tratamento feito com analgésicos ou antibióticos quando surgem os sintomas. O tratamento dura em torno de duas semanas e se o cisto não desaparecer pode ser preciso retirá-lo com cirurgia.

3. Hidrocele

A hidrocele se caracteriza pela presença de uma pequena bolsa de líquido próximo ao testículo que pode provocar a formação de uma bolinha no saco escrotal. Normalmente a hidrocele é indolor e pode afetar um dos lados (unilateral) ou o lado direito e o esquerdo (bilateral).

O tamanho pode variar e quanto maior for a hidrocele, maior a chance de causar dor e desconforto na bolsa escrotal.

Geralmente a hidrocele regride sozinha, sem tratamento. No entanto, se você sentir dor poderá ser necessária uma pequena cirurgia para retirar a hidrocele.

4. Epididimite

A epididimite consiste na inflamação do epidídimo, um pequeno ducto localizado na região posterior do testículo no qual ocorre a maturação e o armazenamento dos espermatozoides.

O sintoma mais comum é a presença de um nódulo dolorido no testículo acompanhado de inchaço, sensação de calor na região da bolsa escrotal, calafrios e febre.

A inflamação do epidídimo ocorre principalmente por infecção bacteriana devido a prática de sexo sem proteção. O tratamento consiste no uso de antibióticos prescritos após avaliação do urologista.

5. Torção do testículo

A torção testicular é a torção de um dos testículos sobre o seu cordão espermático. Esta torção interrompe a circulação sanguínea para o testículo e pode provocar a sua perda caso não seja corrigida entre 6 e 12 horas após a interrupção.

É caracterizada por uma dor intensa que se inicia de forma repentina. Além da dor, ocorre a presença de um caroço e inchaço do testículo e bolsa escrotal. O paciente pode ainda sentir necessidade frequente de urinar, náusea, vômitos e febre.

Por ser uma emergência médica, o paciente deve procurar um hospital imediatamente. O tratamento consiste em um procedimento cirúrgico que deve ser feito nas primeiras 12 horas para não ocorrer a perda do testículo.

6. Hérnia Inguinal

Embora não seja um problema relacionado diretamente à bolsa escrotal, a hérnia inguinal pode sair para dentro do saco escrotal, o que causa a sensação de caroço na bolsa. Geralmente, este caroço não provoca dor. Entretanto, se a hérnia aumentar de tamanho pode provocar desconforto.

O tratamento da hérnia inguinal é cirúrgico e consiste em recolocar a porção do intestino que provocou a hérnia de volta na cavidade abdominal.

7. Câncer de testículo

O câncer de testículo é uma condição rara. Entretanto, a bolinha ou o caroço no testículo é o seu sintoma mais comum. Geralmente, este nódulo não provoca dor nenhuma e tem crescimento lento e sem um motivo aparente.

É importante buscar um urologista o mais rapidamente possível, pois o tratamento precoce aumenta a chance de cura.

A perceber um nódulo na bolsa escrotal, busque o mais rapidamente possível um urologista ou médico de família. Não inicie qualquer tratamento ou use qualquer medicamento sem orientação médica.

Referência:

Sociedade Brasileira de Urologia

Dor acima da vagina quando aperta o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Dor acima da vagina pode ser indicativo de infecção urinária. A região acima do púbis, no baixo ventre, é a região próxima da bexiga e, ao apertar pode causar dor quando a bexiga está inflamada ou infeccionada.

A dor acima da vagina pode vir acompanhada de dor ao urinar, vontade urgente de urinar ou outros sintomas da infecção de urina.

Leia mais em:

Quais são os sintomas e causas de uma infecção urinária?

Qual o tratamento para infecção urinária?

Para resolver essa dor, é indicado ir em consulta com médico/a ginecologista, clínico/a geral ou médica/o de família para uma avaliação. Enquanto isso, aumentar a ingesta de água é fundamental para reduzir essa dor.

Coceira na vagina, dor ao urinar e com um corrimento...
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Coceira na vagina, dor ao urinar, atraso menstrual e corrimento branco ou esverdeado podem ter explicações diferentes. Você pode estar com mais de um acometimento ao mesmo tempo, como, por exemplo, infecção urinária e infecção vaginal.

A maioria desses sintomas pode ser justificado por uma infecção vaginal. Essa infecção vaginal é conhecida como vulvovaginite e, as mais comuns são:

  • Candidíase
  • Vaginose bacteriana
  • Tricomoníase

A presença de alguma dessas infecções pode explicar os seus sintomas.

No entanto, nenhuma dessas infecções causa atraso menstrual. Por isso, se o seu atraso menstrual for maior de 15 dias da data esperada de vir a menstruação, é recomendado fazer um teste de gravidez.

Coceira na vagina

A coceira na vagina pode ter diversas causas:

  • desajuste na flora normal vaginal
  • infecções sexualmente transmissíveis (ISTs)
  • alergia ao látex da camisinha
  • redução de estrógeno
  • alergia a produtos de higiene

A coceira na vagina precisa ser avaliada pelo médico ginecologista ou médico de família. Com a história clínica e o exame físico, o médico poderá avaliar se a paciente está com alguma alergia no campo exterior à vagina ou se há alguma infecção na parte interna da vagina.

Como posso aliviar a coceira na vagina?

Para aliviar a coceira, é necessário identificar a causa da infecção e fazer o tratamento correto e completo.

Caso a coceira na vagina seja causada por alergia, é necessário identificar o que está provocando a reação alérgica e afastar o agente irritante para acabar com a coceira.

Além disso, é importante usar calcinhas de algodão e evitar o uso de calça jeans apertada.

Antes de tomar qualquer medicação, é muito importante passar por uma avaliação médica para que haja a identificação do que está causando a coceira. A partir da avaliação, o medico poderá indicar o melhor tratamento para o seu caso. Isso pode ser feito com o uso de pomada interna vaginal ou com comprimidos que devem ser tomados via oral.

Candidíase

Candidíase é uma infecção vaginal causada pelo fungo Candida.

Os principais sintomas são:

  • Corrimento vaginal branco e espesso
  • Coceira e irritação na vagina
  • Dor ao urinar
  • Dor durante a relação sexual

A candidíase não deve ser tratada quando a mulher está sem sintomas. Porém, na presença deles, é importante fazer uma consulta médica para melhor indicação de qual medicação usar. Em geral, o tratamento consiste no uso de pomada vaginal medicamentosa utilizada por 7 a 14 dias.

Vaginose bacteriana

Além de coceira na vagina, a vaginose bacteriana provoca corrimento vaginal cinzento e normalmente com mau cheiro (peixe podre), dor durante as relações sexuais e ardência ao urinar.

A vaginose surge quando ocorre um desequilíbrio nas bactérias que compõem a flora vaginal.

Relações sexuais frequentes, uso de duchas vaginais ou período pré-menstrual favorecem a alteração da flora bacteriana vaginal, podendo desencadear a vaginose.

O tratamento da vaginose pode ser feito com medicamentos antibióticos orais ou pomada vaginal com antibiótico. A vaginose pode ser transmitida para o parceiro, por isso ele também pode precisar receber tratamento.

Tricomoníase

É uma infecção transmitida durante as relações sexuais e causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis. Na mulher, ele causa vulvovaginite e, no homem, uretrite.

Em alguns casos ela não provoca sintomas. Quando estão presentes, os sintomas podem ser:

  • coceira vaginal intensa
  • corrimento vaginal abundante
  • odor fétido
  • sangramento após a relação sexual

O tratamento dessa infecção (feito com antibióticos orais) é de extrema importância principalmente em mulheres grávidas. Ela pode causar efeitos adversos na gestação inclusive perda gestacional.

Dor ao urinar

A dor ao urinar pode estar presente nos casos dessas infecções vaginais como a candidíase, a vaginose bacteriana ou a tricomoníase. Porém, uma infecção urinária pode ser uma outra explicação do seu problema.

Infecção urinária é muito comum entre mulheres sexualmente ativas. Essa infecção deve ser devidamente tratada uma vez que pode evoluir para uma infecção nos rins ou sistêmica.

Corrimento branco e esverdeado

Esse tipo de corrimento é comum nas vulvovaginites explicadas acima. É muito importante prestar atenção no tipo do corrimento, no cheiro, na cor e na quantidade. Essas informações são úteis para caracterizar qual agentes está causando a infecção.

Coceira antes da menstruação

No período pré menstrual, as alterações hormonais provocam mudanças no pH interno da vagina e isso pode favorecer a proliferação da flora habitual da vagina. Com isso, é comum as mulheres apresentarem sintomas de candidíase, como a coceira, antes da menstruação.

Busque ajuda profissional

Consulte um ginecologista ou médico de família para essa avaliação e indicação do melhor tratamento para seu caso. Esses sintomas são bem irritativos e podem impactar a qualidade de vida da mulher.

Vale a pena ressaltar que o tratamento recomendado deve ser seguido corretamente e pelos dias indicados. Quando o tratamento não é realizado dessa forma, há chances da coceira não desaparecer.

Referência:

FEBRASGO – Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia

Tem algum remédio para mau cheiro na vagina?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Deve procurar um ginecologista para verificar se existe uma infecção que cause esse mau cheiro e para fazer o tratamento. Não é esperado que a vagina apresente um mau cheiro, portanto não há um remédio ou pomada vaginal específicos para isso.

O odor vaginal normal pode incomodar algumas mulheres, no entanto, se a mulher não apresenta nenhuma doença vulvovaginal apenas alguns cuidados com a higiene local são necessários para manter um ambiente vaginal saudável e assim evitar o mau cheiro. Os principais cuidados são:

  • Não utilizar sabonetes e cremes vulvovaginais que não respeitem o pH vaginal;
  • Não utilizar sabonetes perfumados ou com substâncias irritativas;
  • Lavar a região de mucosas interna da vulva apenas com água;
  • Usar sabonete apenas na região externa da vulva, ou seja onde há pele;
  • Evitar a realização de duchas vaginais;
  • Evitar o uso de calcinhas e calças de tecidos sintéticos;
  • Minimizar o uso de cosméticos na zona íntima.
O que pode causar mau cheiro na vagina?

Algumas infecções vaginais como a vaginose bacteriana podem causar mau cheiro, nesse caso existe tratamento com medicação específica que serve para tratar essa doença e consequentemente acabar com o mau odor.

A vaginose bacteriana é uma vulvovaginite causada por uma mudança na composição da flora vaginal, em que passa a haver o predomínio de bactérias anaeróbias nocivas como a Gardnerella Vaginalis, nessa situação pode haver a presença de um corrimento esbranquiçado de odor fétido, em alguns casos semelhante a peixe podre.

O tratamento da vaginose é feito com antibiótico tomado por via oral, como o metronidazol, ou pomada vaginal a base de clindamicina.

O uso excessivo de produtos cosméticos na região da vulva e da vagina, como sabonetes, cremes e desodorantes também podem alterar a flora bacteriana local normal e provocar alteração do odor natural da zona intima, portanto, é importante seguir as recomendação descritas.

Caso tenha mais dúvidas ou apresente outros sintomas além do mau cheiro como corrimento ou sangramento anormal procure um médico de família ou ginecologista para uma avaliação.

O que fazer para tirar camisinha que ficou dentro da vagina?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Para tirar a camisinha que ficou dentro da vagina basta usar os dedos e retirar o preservativo com cuidado. Pode tentar ficar agachar para facilitar a retirada da camisinha. Se não conseguir, procure a ajuda de um médico ginecologista para que ele possa remover a camisinha com a ajuda de uma pinça.

O preservativo não pode permanecer dentro da vagina devido ao risco de provocar uma infecção vaginal.Além disso, se houve ejaculação, pode haver vazamento de esperma e existe risco da mulher engravidar se ela estiver no período fértil.

Portanto, para evitar uma gravidez indesejada, ela deve tomar a pílula do dia seguinte.

Da mesma forma que existe risco de gravidez, também há o risco de transmissão de doenças sexualmente transmissíveis.

Por isso, é recomendável fazer exames e até tomar alguns medicamentos para prevenir infecções se a relação não foi com um parceiro fixo ou se não houver certeza se ele possui ou não alguma DST.

Para saber quais exames deve fazer e que medicamentos tomar, consulte um médico de família, um clínico geral ou um ginecologista.

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Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Pode até ser um câncer, mas a chance é muito pequena existem muitas outras coisas que podem causar "bolinha" na virilha, a maioria delas estão relacionadas a inflamações ou infecções ou hérnia.