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Gostaria de saber se é normal a vagina ter um sabor ácido?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. O pH da vagina é levemente ácido, isso serve para proteger a vagina contra infecções.

Qual o valor normal do PH vaginal?

A secreção vaginal normal costuma manter o PH abaixo de 4,0 a 4,5.

Por que o PH vaginal deve ser ácido?

O Ph deve se manter ácido, para oferecer uma maior proteção à vagina quanto a proliferação de germes (fungos e bactérias). A maioria dos germes não sobrevive ou se multiplica em meio ácido, inibindo o crescimento de bactérias oportunistas. Portanto, diminui os riscos de infecções vaginais como a tricomoníase e candidíase, por exemplo.

No entanto, no período de menopausa e pós menopausa, esse valor aumenta um pouco, com o pH chegando a 6,0; devido a redução da produção dos ácidos láticos, aumentando a prevalência de infecções nessa faixa etária.

Fatores que alteram o PH vaginal

Alguns fatores e cuidados com a higiene íntima alteram frequentemente o PH vaginal, expondo a mulher a doenças genitais. Para evitar essas doenças devemos seguir as seguintes recomendações:

  • Evitar o uso frequente de ducha higiênica,
  • Evitar o uso frequente de espermicidas e lubrificantes vaginais,
  • Evitar o uso de sabonetes em barra (costumam ser mais alcalinos), preferir sabonetes líquidos e sempre que possível, direcionados para a higiene íntima da mulher,
  • Evitar roupas muito justas e por tempo prolongado,
  • Durante a menstruação, trocar com frequência o absorvente, especialmente o absorvente íntimo,
  • Durante o banho, limpe bem a vulva apenas com os dedos, não utilize buchas ou roupas para evitar retirar a proteção natural da pele e não é necessário limpeza com sabonete dentro da vagina,
  • Durante o dia, procure se limpar com lenço umedecido, sem fragrância, pois o uso de papel higiênico frequente, pode causar lesões na vulva,
  • Evitar se relacionar durante tratamento com pomadas vaginais.

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Importâncias do PH vaginal

Além de proteger a vagina contra infecções oportunistas, na prática médica a simples medida do PH vaginal, contribui para muitas informações, como por exemplo, nos casos de corrimento vaginal, em que o valor do PH auxilia na diferenciação entre vaginose bacteriana e candidíase. Na vaginose bacteriana o PH está mais elevado ( acima de 5,0), enquanto na infecção fúngica, como a candidíase, o PH está normal (abaixo de 4,0).

Sendo o único método de análise em alguns serviços, e visto que a apresentação clínica por vezes é bem semelhante, o teste direciona uma melhor opção de tratamento de forma simples e eficaz.

O médico ginecologista é o responsável pela saúde íntima feminina, agende uma consulta para mais esclarecimentos.

Tenho uma vida sexual muito intensa e ultimamente minha vagina dói (arde), será que é uma infecção?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

As relações sexuais por si só favorecem as infecções e quanto mais intensas e frequentes mais sensíveis e mais propensas as infecções o pênis e a vagina ficam; o mais provável é uma infecção mesmo, porém decorrente de "tanto" sexo. Precisam tratar.

Há 8 meses com uma "bolinha" no pescoço o que pode ser?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

É um linfonodo, um órgão de defesa do seu corpo que sempre esteve aí, só que agora está maior. Se ele continua do mesmo tamanho não há com o que se preocupar (talvez ele nunca mais desapareça), caso ele esteja aumentando de tamanho precisa ser retirado para biopsia.

Queria saber se sentir ardência na vagina é normal?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Ardência na vagina não costuma ser grave, porém só um médico especialista após uma avaliação, poderá definir a causa e com isso a gravidade da situação.

Em geral, nos casos de episódios frequentes de ardência, ou ardência associada a outros sinais e sintomas, como coceira, presença de corrimento ou mal cheiro, provavelmente não será normal, sugere uma infecção ou inflamação vaginal.

Porém, se acontece raramente, ou por alguma causa aparente, como um trauma ou uso de roupas inadequadas e apertadas, não deve ser nada grave.

Sendo assim, dependendo da história clínica, frequência, presença de outros sinais e sintomas, associado ao exame médico, é possível determinar a causa desse problema, possibilitando assim iniciar o tratamento mais adequado.

O que pode causar ardência na vagina?

Muitas situações podem causar ardência ou desconforto na vagina, como por exemplo:

  • Infecção urinária,
  • Infecção bacteriana (vaginoses bacterianas),
  • Infecção fúngica,
  • Alergia (a sabonete íntimo, ou cremes lubrificadores),
  • Uso de roupas apertadas, roupas de lycra e mal ventiladas;
  • Uso de duchas higiênicas e sabonete íntimo diariamente,
  • Infecção sexualmente transmissível (gonorreia, clamídia, entre outras),
  • Problemas hormonais, como a redução de estrogênio na menopausa, devido ao ressecamento da mucosa vaginal,
  • Uso de medicamentos que reduzem o Ph vagina, como antibióticos locais (pomada).

Portanto, nesses casos recomendamos procurar um médico ginecologista, médico especializado nessa área, responsável por diagnosticar e tratar se necessário, a causa da ardência vaginal.

Leia também: Estou sentindo muita coceira na minha vagina. O que pode ser?

Forte odor e queimor na vagina, o que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Pode ser uma infecção vaginal, uma vulvovaginite, precisa de uma avaliação médica para o melhor diagnóstico e tratamento. Entre as vulvovaginites que causam sensação de queimação ou ardência na vagina e corrimento com odor destaca-se a tricomoníase.

Outra possibilidade é vaginose bacteriana, que também se caracteriza pela presença de corrimento com mau odor, no entanto, não costuma causar outros sintomas importantes.

Já a candidíase também é uma possibilidade, pois costuma causa intensa coceira na vulva, sensação de queimação e ardor, embora geralmente não cause odor forte associado.

Tricomoníase

A tricomoníase é uma infecção vaginal, sexualmente transmissível, causada pelo protozoário flagelado Trichomonas vaginalis, é uma vulvovaginite prevalente e muitas vezes pode ser assintomática, cerca de 10 a 50% das mulheres não apresentam sintomas, podendo passar despercebida.

Os principais sintomas da tricomoníase são:

  • Corrimento vaginal que pode ser abundante, ou espumoso e de coloração amarela-esverdeada;
  • Irritação e coceira vulvar;
  • Vermelhidão da vulva;
  • Ardência urinária;
  • Dor ou sangramento durante a relação sexual.

O tratamento da tricomoníase é feito através de medicamentos tomados por via oral. Tanto a mulher quanto o parceiro sexual devem ser tratados, já que trata-se de uma infecção sexualmente transmissível, durante o tratamento e importante abster-se de relações sexuais.

Vaginose bacteriana

A vaginose bacteriana é uma vulvovaginite causa por uma bactéria, a Gardnerella vaginalis, essa bactéria causa um corrimento branco acinzentado com um forte odor semelhante a peixe.

O tratamento da vaginose bacteriana é muito simples e fácil de ser realizado, é feito através do uso de creme vaginal ou de medicamento antibiótico.

Candidíase vaginal

É uma infecção vaginal causada por fungo. Os principais sintomas são: prurido vulvar e vaginal intenso, corrimento esbranquiçado com grumos sem odor, ardência para urinar e desconforto durante as relações.

O tratamento também é realizado com creme vaginal ou antifúngico oral.

Na presença de odor vaginal intenso e ardência vaginal consulte um ginecologista ou médico de família para uma avaliação.

Odeio os lábios da minha vagina é grande e desconfortável...
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Procure um ginecologista. Ele irá examinar você e se for o caso será analisado a necessidade da realização de uma cirurgia intima. Nesse tipo de situação, é importante lembrar que as mulheres apresentam diferentes variação da conformação da vulva, com lábios menores ou maiores variando de tamanho e morfologia, ou seja, pode ser perfeitamente normal ter lábios grandes.

A cirurgia está indicada apenas nos casos em que a alteração vulvar provoque grave incomodo físico e emocional a mulher, de forma a melhorar a sua auto estima e os sintomas de desconforto. Além disso, não há ainda evidência consistente que a realização de cirurgia íntima melhore de fato a qualidade da vida sexual da mulher.

Também é importante destacar que as mulheres podem apresentar mudanças nos genitais no decorrer da vida, como ocorre em momentos de gravidez, parto e menopausa. Portanto, esses são fatores que também deve ser avaliados antes da decisão pela realização da cirurgia.

Dismorfismo corporal

Algumas mulheres que procuram a realização de cirurgia plástica intima ou qualquer outra forma de procedimentos estéticos podem apresentar quadro de dismorfismo corporal, que corresponde a um distúrbio psíquico em que a pessoa preocupa-se demasiadamente com algum defeito mínimo ou mesmo imaginário

O dismorfismo corporal pode causar grande impacto na qualidade de vida e levando a pessoa a muitas vezes buscar procedimentos estéticos desnecessários. Portanto, antes de qualquer cirurgia estética esse tipo de distúrbio ou outros problemas psicológicos devem ser avaliados.

É normal ter pequenos lábios grandes?

Sim, é perfeitamente normal apresentar pequenos lábios grandes, que se sobressaem além dos grandes lábios, dando a impressão de que saem para fora da vagina. Essa é uma variação normal da anatomia genital feminina e não correspondem a nenhuma mal formação, portanto, não deve ser motivo de vergonha para mulher. Há muitas formas de vulvas e é normal algumas mulheres apresentarem os lábios vaginais grandes.

No entanto, algumas mulheres podem queixar-se de algum desconforto na região devido a uma maior sensibilidade dos pequenos lábios principalmente em atividades esportivas como andar de bicicleta ou cavalgar, a atividade sexual também pode ser desconfortável. Nesse tipo de situação a mulher pode conversar com o seu ginecologista e avaliar sobre os possíveis benefícios de uma cirurgia de redução dos pequenos lábios.

Para mais informações consulte o seu médico de família ou ginecologista. Caso seja necessária a realização de uma cirurgia o especialista responsável é o cirurgião plástico ou o ginecologista.

Coceira na vagina pode ser candidíase?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, coceira na vagina pode ser candidíase, uma infecção vaginal causada pelo fungo Candida albicans. A candidíase pode causar coceira na vulva, coceira na entrada da vagina e coceira dentro da vagina.

Além de coceira vaginal, a candidíase pode causar o aparecimento de corrimento vaginal branco espesso e abundante, semelhante a requeijão, ardência nos grandes lábios e na vagina, dor durante a relação sexual, dor ao urinar, vermelhidão e inflamação da vulva (parte externa da vagina).

Como aliviar a coceira na vagina em caso de candidíase?

O tratamento da candidíase é realizado com pomada ginecológica para coceira, creme, comprimidos vaginais ou supositórios e comprimidos orais. Para aliviar a coceira e a ardência na vagina são usados remédios antifúngicos, como miconazol, clotrimazol, tioconazol e butoconazol.

A pomada ginecológica ou o remédio antifúngico podem precisar ser usados por até 7 dias. Se a mulher não tiver infecções repetitivas, pode ser indicado um medicamento de 1 dia, tomado em dose única.

Quando a coceira nas partes íntimas femininas e os outros sintomas são mais graves ou quando a mulher tem candidíase vaginal com frequência, pode ser necessário usar medicação por até 14 dias, além de pomada ginecológica com azol ou tomar comprimidos de fluconazol todas as semanas para prevenir novas infecções.

Além da candidíase, o que mais pode causar coceira na vagina?

A coceira na vagina também pode ser causada por certos distúrbios da pele ou infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Em casos raros, o prurido vaginal pode ser sintoma de câncer de vulva.

Coceira na vulva ou na entrada da vagina em, geral, tem como causas alergia ou irritação. Já uma coceira dentro da vagina pode ser sintoma de alguma infecção causada por fungos ou bactérias. Nesse caso, além da coceira, é comum haver corrimento vaginal e inchaço local.

Abaixo seguem as principais causas de coceira na vagina, na vulva ou na região ao redor da vagina.

1. Alergia

A exposição da vagina a produtos químicos irritantes pode causar coceira. Esses irritantes podem desencadear uma reação alérgica que cria uma erupção cutânea com coceira em várias áreas do corpo, incluindo a vagina.

A alergia pode ser causada por calcinha de nylon, sabonete, absorvente, perfume, desodorante, amaciante de roupa, sprays femininos, duchas, cremes, pomadas, papel higiênico perfumado, entre outros.

O uso de calcinhas de material sintético e o uso frequente de calça jeans, sobretudo nos dias mais quentes, podem irritar a vulva (parte externa da vagina), provocando coceira e aumentando as chances de candidíase.

O que fazer: quando a coceira na vagina é causada por alergia, é necessário identificar o que está provocando a reação alérgica e afastar o agente irritante para acabar com a coceira. Além disso, é importante usar calcinhas de algodão e evitar o uso de calças jeans apertadas.

2. Doenças da pele

Algumas doenças de pele, como eczema e psoríase, podem causar vermelhidão e coceira na região da vagina.

No eczema, surge uma erupção avermelhada com textura escamosa e que coça. A psoríase provoca o aparecimento de manchas vermelhas escamosas, sobretudo no couro cabeludo e nas articulações. Porém, às vezes, esses sintomas também podem ocorrer na vagina.

O que fazer: na maioria das vezes, o tratamento das doenças de pele que causam coceira na vagina é feito com pomadas e remédios aplicados diretamente no local. Em alguns casos, pode ser necessário tomar medicamentos por via oral.

3. Vaginose

Além de coceira na vagina, leva ao aparecimento de corrimento vaginal cinzento e normalmente com mau cheiro, dor durante as relações sexuais e ardência ao urinar.

A vaginose surge quando ocorre um desequilíbrio nas bactérias que compõem a flora vaginal ou no pH da vagina. É parecida com uma infecção vaginal causada por fungos, como a candidíase.

O que fazer: o tratamento da vaginose pode ser feito com medicamentos antibióticos orais ou pomada vaginal com antibiótico. A vaginose pode ser transmitida para o parceiro, por isso ele também pode precisar receber tratamento.

4. Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)

Além de coceira na vagina, as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), antes chamadas de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), podem causar dor, sensação de formigamento, queimação, aparecimento de corrimento com cheiro e feridas. Clamídia, herpes genital, tricomoníase e gonorreia estão entre as ISTs mais comuns.

O que fazer: o tratamento da infecção sexualmente transmissível depende da doença e da sua causa. Nas infecções causadas por vírus, são usados medicamentos antivirais específicos para a doença. Nas doenças causadas por bactérias e fungos são utilizados medicamentos antibióticos e antifúngicos, respectivamente.

5. Menopausa e alterações hormonais

A menopausa pode causar coceira na vagina devido à falta de lubrificação vaginal, provocada pela queda dos níveis do hormônio estrógeno.

Gravidez, pré-menopausa e uso de anticoncepcional hormonal também podem causar alterações hormonais que levam à secura vaginal, o pode causar coceira na vagina.

O que fazer: uma vez que a coceira na vagina nesse caso é causada pela falta de lubrificação, o uso de lubrificantes vaginais pode ajudar a aliviar a coceira. Se o prurido for muito intenso, pode ser indicada a aplicação de pomada vaginal de estriol.

6. Líquen escleroso

Causa coceira na vagina e o aparecimento de vários pontinhos brancos na pele. O líquen escleroso pode estar relacionado com alterações hormonais e imunidade baixa.

O que fazer: o objetivo do tratamento do líquen escleroso é aliviar os sintomas e acelerar a cicatrização. Se os sintomas forem leves, pode não ser necessário tratamento. O tratamento pode incluir:

  • Anti-histamínicos;
  • Medicamentos para acalmar o sistema imunológico (em casos graves);
  • Corticoides orais ou em pomadas para diminuir a inflamação e reduzir a resposta imune;
  • Injeções de corticoides na lesão;
  • Vitamina A em pomada ou comprimido;
  • Terapia com luz ultravioleta.
7. Líquens vulvares

Caracteriza-se pelo aparecimento de lesões na vagina e não tem uma causa conhecida. Provoca coceira intensa na vagina e pode evoluir para câncer de vulva.

O que fazer: o tratamento da coceira na vagina causada por líquens vulgares geralmente é feito com pomada vaginal de corticoide. A pomada pode eliminar completamente os sintomas em mais de 70% dos casos.

A aplicação da pomada vaginal, em geral, é realizada duas vezes ao dia, por três meses, além de doses de manutenção posteriormente. Em alguns casos, pode ser necessário manter as doses de manutenção por até 10 anos.

8. Câncer de vulva

Em casos raros, a coceira na vagina pode ser um sintoma de câncer de vulva, que é a parte externa do órgão genital feminino. Inclui os lábios interno e externo da vagina, o clitóris e a abertura da vagina.

O câncer de vulva nem sempre causa sintomas. No entanto, quando os sintomas ocorrem, eles podem incluir coceira, sangramento anormal ou dor na região vulvar.

O que fazer: o tratamento do câncer de vulva normalmente é feito através de cirurgia para retirar o tumor. A radioterapia também pode ser indicada. O tratamento é feito por meio da aplicação de radiação no local para destruir as células cancerosas.

Quando procurar um médico em caso de coceira na vagina?

É importante consultar um médico ginecologista ou médico de família quando a coceira na vagina for intensa. A mulher também deve procurar o médico se a coceira persistir por mais de uma semana ou vier acompanhada de algum dos seguintes sintomas:

  • Feridas ou bolhas na vulva;
  • Dor ou sensibilidade na região genital;
  • Vermelhidão ou inchaço na vagina;
  • Dificuldade para urinar;
  • Corrimento vaginal;
  • Dor ou desconforto durante a relação sexual.

Em caso de coceira na vagina, na vulva ou em qualquer local das partes íntimas femininas, consulte um médico ginecologista ou médico de família para fazer uma avaliação e receber o tratamento adequado.

O que causa ardência na vagina e como posso fazer para passar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A sensação de ardência vaginal e vulvar pode acontecer por diferentes motivos, as causas relacionadas a vulvovaginites, como a candidíase e a tricomoníase, são as mais frequentes.

No entanto, outros motivos como irritação cutânea causada por agentes externos, processos alérgicos, menopausa, líquen escleroso, infeção urinária e doenças sexualmente transmissíveis, como o herpes genital, também podem causar ardência vaginal.

Principais causas de ardência vaginal Candidíase

É uma infecção fúngica da vagina e da vulva, causa forte sensação de ardência e queimação vulvar, além de coceira intensa, ardência ao urinar e corrimento esbranquiçado com pequenos grumos.

O tratamento da candidíase consiste no uso de antifúngico através de creme vaginal ou comprimido.

Tricomoníase

É uma vulvovaginite causada por um protozoário, o Trichomonas, causa um processo inflamatório da região genital podendo levar ao sintoma de ardência vulvovaginal. Também pode levar a presença de um corrimento amarelo-esverdeado.

O tratamento é feito através do uso de cremes vaginais ou antiparasitário via oral, por ser uma infecção sexualmente transmissível o parceiro sexual também deve ser tratado.

Leia mais em: O que é tricomoníase e quais os sintomas?

Irritação ou alergias

A irritação na vulva e na vagina pode causar forte vermelhidão, como uma "assadura", ardência, coceira e desconforto na região vulvovaginal.

Poder ter diferentes origens como:

  • Produtos cosméticos sabonetes, cremes;
  • Tecidos sintéticos da roupa íntima;
  • Produtos de limpeza usados na lavagem das roupas;
  • Látex presente em preservativos;
  • Material de absorventes, tampões;
  • Produtos utilizados na depilação como lâminas, ceras e cremes depilatórios.

Alguns tipos de materiais quando em contato com a pele podem desencadear um processo alérgico, ocasionando um quadro de dermatite.

O tratamento consiste em suspender o uso do material ou substância que esteja a causar irritação, ou alergia.

Infecção urinária

Embora, a ardência na vagina seja um sintoma menos frequente e menos característico da infecção urinária, é um sintoma que também pode estar presente nesses quadros.

A infecção urinária causa principalmente dor e queimação ao urinar, presença de sangue na urina e dor pélvica, também pode causar febre e dor lombar, quando acomete os rins (pielonefrite). O número de micções também aumenta.

O tratamento envolve aumento da ingestão hídrica, uso de anti-inflamatórios e antibióticos.

Leia também: Quais os sintomas e causas de infecção urinária?

Menopausa

A queda da produção hormonal de estrogênio, característica da menopausa, pode levar a uma mudança na mucosa vaginal, tornando-a mais ressecada e propensa a ferimentos, esse processo chama-se de atrofia genital.

A atrofia genital pode causar sintomas como ardência e sensação de queimação vaginal, dor durante a relação sexual e eventualmente ardência urinária.

O tratamento é feito principalmente com cremes vaginais de estrógenos ou cremes lubrificantes que aliviam a secura vaginal.

Herpes genital

É uma infecção sexualmente transmissível, que ocasiona a formação de pequenas bolhas (vesículas) contendo líquido, que tendem a se romper. O herpes também causa dor, sensação de queimação e ardência.

Em situações mais simples é possível usar apenas medicamentos sintomáticos e anti-inflamatórios para o alívio da dor. Em casos mais sintomáticos usam-se antivirais.

Leia também: Herpes genital tem cura?

Gonorreia

É outra doença sexualmente transmissível que costuma ser mais sintomática em homens, mas em mulheres quando causa sintomas pode levar a presença de corrimento purulento, desconforto e ardência na região genital, além de ardência e dor para urinar.

O tratamento envolve o uso de antibióticos. Os parceiros sexuais também devem ser tratados e deve-se prevenir a transmissão através de uso de preservativos.

Líquen escleroso

É uma doença, de provável origem autoimune, que leva a formação de ferida e placas avermelhadas, como se fossem assaduras, na região da vulva e períneo.

Pode provocar muita coceira e sensação de ardência e queimação na região, além de deixar lesões cicatriciais na pele.

O tratamento envolve a aplicação local de cremes de corticosteroides.

Vulvodinia

É uma dor ou sensação de ardência e queimação na região da vulva sem causa aparente. A dor pode piorar durante a relação sexual, introdução de tampões ou ao se sentar.

Pode estar associada outros problemas como vaginismo, dismenorreia (cólicas menstruais intensas), cistite intersticial.

O tratamento é complexo e pode envolver uso de cremes lubrificantes, analgesia e psicoterapia.

O que pode ser ardência vaginal após as relações?

A ardência vaginal após, ou durante as relações sexuais, pode ter diferentes origens.

A falta de lubrificação vaginal é uma das causas mais frequentes e pode estar relacionados a alterações hormonais, como ocorre na menopausa, mudanças hormonais que acontecem naturalmente durante o ciclo menstrual feminino ou falta de excitação sexual durante o ato sexual.

Algumas doenças também podem ser a causa da ardência e queimação relacionada a atividade sexual, como as infeções vulvovaginais (candidíase, tricomoníase) e doenças sexualmente transmissíveis (herpes genital, gonorreia e clamídia).

Se a pele e a mucosa da vulva e da vagina também estiverem irritadas devido a algum agente externo também é possível ocorrer queimação e ardência após a relação.

O ideal é que caso a mulher apresente episódios frequentes de dor, ardência ou desconforto durante, ou depois a relação sexual, procure um médico para uma avaliação mais detalhada dos sintomas e definição diagnóstica.

Como aliviar a ardência vaginal?

O sintoma de ardência vaginal quando persistente e incomodo deve ser avaliado por um médico de forma a encontrar a sua causa. Através do tratamento da causa da ardência é possível aliviar definitivamente esse sintoma.

Algumas medidas caseiras podem ser usadas como complemento ao tratamento, como:

  • Evite usar cremes, papéis higiênicos perfumados e outros cosméticos com perfume na zona íntima.
  • Para limpar a região íntima prefira sempre o sabonete o mais neutro possível, lembrando que o sabão deve ser aplicado apenas na região externa da vulva, onde há pele. A região interna onde há mucosa deve ser lavada apenas com água abundante.
  • Evite lavar a zona íntima com sabonetes mais de uma vez ao dia, isso aumenta a secura vaginal e modifica o ambiente local.
  • Não faça duchas higiênicas.
  • Use calcinhas e roupa íntima de algodão, evite ao máximo tecidos sintéticos.
  • Use preservativos durante a relação sexual para prevenir doenças sexualmente transmissíveis.
  • Pode ser usado lubrificante vaginal a base de água, antes das relações sexuais.
  • Evite relações sexuais com penetração até a melhora dos sintomas.

Para mais informações consulte o seu médico de família ou ginecologista.