Cirurgia

Fiz uma Postectomia por razões estéticas e para melhora...

Este tipo de lesão cicatricial residual precisa ser retirado cirurgicamente, em alguns casos a pomada resolve (pode levar meses). Seu urologista talvez terá que reoperar e retirar esse nódulo (se for possível ou indicado).

Cirurgia de fimose causa aumento ou perda de sensibilidade na glande?

A cirurgia de fimose pode causar uma alteração na sensibilidade da glande com o passar do tempo, mas isso não atrapalha as relações sexuais nem diminui o prazer durante o ato.

Logo após a cirurgia, é comum os homens referirem um aumento da sensibilidade da glande. Essa alteração acontece porque, antes da operação, a glande ficava coberta pelo prepúcio (pele que recobre a glande), que oferecia uma proteção lisa, úmida e quente.

Porém, com o passar do tempo e a exposição constante da glande, ela fica em contato permanente com a roupa interior e esse atrito provoca uma ligeira alteração na sua textura, que pode ficar um pouco mais áspera e espessa, alterando a sensibilidade.

Para alguns homens, principalmente os que apresentam problemas com ejaculação precoce, isso pode ser algo positivo, uma vez que podem demorar mais tempo para ejacular.

Para maiores esclarecimentos, consulte o/a médico/a urologista, clínico/a geral ou médico/a de família.

Cirurgia de vesícula e depois cirurgia de abdominoplastia...

Depende de quanto tempo o médico da primeira cirurgia vai levar para liberar você para a abdominoplastia e depende de quando o médico da segunda cirurgia vai estar disposto a correr riscos. Precisa perguntar isso para os seus médicos. A resposta varia de um médico para outro.

Meu marido fez uma cirurgia de fissura anal há 40 dias...

Ele precisa ir ao médico, provavelmente precisa fazer uma colonoscopia para saber a causa do sangramento. O estado geral debilitado tem origem no mesmo problema que está causando o sangramento.

Pelos sintomas que sinto, acho que estou com hérnia inguinal...

Na verdade precisa, em primeiro lugar, ser examinado por um médico para realmente ter um correto diagnóstico, somente após isso é que saberemos o que pode ou não fazer.

Existe cirurgia para quem tem hímen complacente?

Não há uma cirurgia específica para hímen complacente. A cirurgia, chamada himenotomia, consiste na abertura ou remoção da membrana e é indicada principalmente para quem tem hímen imperfurado, uma vez que a falta de abertura no hímen obstrui o fluxo menstrual.

O hímen complacente é definido como um hímen mais elástico, que permite a passagem do pênis durante a penetração e por isso demora mais tempo para se romper.

Não há propriamente uma indicação cirúrgica para hímens complacentes, mas algumas mulheres podem sentir dor ou desconforto durante o ato sexual.

Se for o caso, procure um médico ginecologista para identificar o seu tipo de hímen e avaliar se existe ou não necessidade de fazer uma himenotomia.

Mesmo os outros tipos de hímen (cribiforme, septado, microperfurado) podem apresentar variações nas suas aberturas e obstruir parcialmente a menstruação, além de causar desconforto nas relações sexuais, na aplicação de cremes vaginais ou no uso de absorventes internos.

Nesses casos, a cirurgia também é indicada para remover a porção central da membrana.

Adolescentes com hímen imperfurado podem apresentar dor no baixo ventre ou nas costas, dificuldade para urinar e dor para defecar.

Leia também: Quais os sintomas do hímen imperfurado e como é o tratamento?

Quando a condição não causa sintomas, a himenotomia deve ser adiada até que a menina tenha o seu órgão genital mais bem desenvolvido.

Saiba mais em:

O que é hímen complacente?

Quem tem hímen complacente pode engravidar?

Como posso saber se tenho hímen complacente?

Quem tem problemas cardíacos pode tomar anestesia geral?

Sim, quem tem problemas cardíacos pode tomar anestesia geral, mas antes é preciso passar por uma avaliação pré-anestésica com o médico anestesista, que irá avaliar os riscos associados da anestesia geral aos problemas no coração do paciente.

A anestesia geral pode ser contraindicada para pessoas com hipertensão arterial (pressão alta) não tratada ou não controlada e doenças cardíacas graves.

Nesses casos, o paciente é encaminhado ao médico cardiologista, que irá prepará-lo para a cirurgia.

As contraindicações da anestesia geral dependem de diversos fatores, como o estado de saúde do paciente, os medicamentos que serão usados, o risco de choque anafilático, entre outros.

Dentre as principais contraindicações da anestesia geral estão situações em que há risco de broncoaspiração, dificuldade para respirar e pressão alta no momento da cirurgia.

A associação de doenças cardíacas com colesterol alto, tabagismo, sedentarismo, pneumopatia, diabetes, doenças renais, distúrbios do sangue, aumentam o risco da anestesia geral e da cirurgia.

Por isso, pacientes com problemas no coração ou outros fatores de risco devem ser preparados da melhor maneira possível antes das cirurgias que necessitam de anestesia geral.

Leia também: Quais os riscos da anestesia geral?

O que é seroma e como é o tratamento?

Seroma é o acúmulo de líquido que ocorre embaixo da pele durante o pós-operatório de uma cirurgia, deixando a área da cicatriz mais alta que o normal. O seroma se forma devido ao extravasamento de plasma sanguíneo ou linfa (fluido que circula nos vasos linfáticos), surgindo nas primeiras semanas de pós-operatório.

A formação de seroma pode acontecer em qualquer cirurgia. Contudo, ele é mais frequente em operações que envolvem grandes descolamentos de tecidos, como as cirurgias plásticas de abdominoplastia, lipoaspiração, implante de prótese de silicone, redução mamária, entre outras.

Os sinais e sintomas do seroma incluem abaulamento local (região da cicatriz fica mais elevada que a pele ao redor), flutuação na área da cicatriz, sensação de líquido se deslocando na área da cirurgia, extravasamento de um líquido esbranquiçado através da cicatriz.

Outra característica do seroma é a ausência de sinais de inflamação, como dor e vermelhidão. Porém, se houver infecção, esses sinais poderão estar presentes e o líquido terá um odor característico. Também pode haver febre nesses casos.

O líquido também pode assumir uma coloração avermelhada se estiver misturado com sangue, enquanto que seromas crônicos podem apresentar um tom mais achocolatado.

O tratamento do seroma é feito através de punções para retirar o líquido acumulado. O procedimento é realizado com uma seringa e uma agulha de grosso calibre, após a aplicação de uma anestesia local.

O médico pode prescrever antibióticos para prevenir possíveis infecções decorrentes da punção. Se o seroma estiver infeccionado, o tratamento também irá incluir o uso de antibióticos.

O tratamento do seroma deve ser efetuado preferencialmente pelo médico que realizou a operação.

Tinha uma verruga, fiz cirurgia e os pontos abriram...

A cicatrização ocorrerá normalmente, será mais demorado e o resultado estético geralmente é ruim, ou seja, na maioria das vezes fica uma cicatriz feia quando isto acontece.

Cirurgia de retirada de cálculo na bexiga é complicada?

Geralmente a cirurgia é simples e as vezes pode ser feita pelo próprio canal por onde você urinar. Não se preocupe fique tranquila, tudo vai dar certo, se você tem um cálculo ele precisa ser tirado.

Cirurgia plástica íntima feminina, o que é?

A cirurgia plástica íntima feminina é a cirurgia que pode ser realizada nas várias partes dos genitais da mulher. Pode ser feita para reparar algum problema relacionado à sua aparência (estética) ou em relação ao seu funcionamento, que podem ocorrer devido à defeitos de nascença (congênitos) ou adquiridos por lesões e doenças.

As cirurgias plásticas podem ser realizadas nos genitais femininos externos, que correspondem à vulva, ou na vagina, que é um órgão interno. A vulva é dividida em monte do púbis, região externa coberta de pelos, em grandes e pequenos lábios, bulbo do vestíbulo e clitóris. A vulvoplastia é a cirurgia plástica realizada para correção de alterações nas estruturas da vulva.

A vaginoplastia é a cirurgia plástica realizada para correção de problemas da vagina, comumente feita na mulher que, após alguns partos normais (via vaginal), pode ficar com um afrouxamento dos músculos dessa região resultando em dificuldades para a relação sexual.

O cirurgião plástico ou o obstetra são os especialistas nesses procedimentos.

Cisto pilonidal pode voltar após cirurgia?

Sim, o cisto pilonidal pode voltar após a cirurgia. As chances de recidiva variam entre 2% e 27%, de acordo com a técnica cirúrgica utilizada:

  • Marsupialização: 4%;
  • Eletrocauterização: 2% a 12%;
  • Incisão e curetagem: 10% a 27%;
  • Ressecção com fechamento primário (cirurgia fechada com pontos): 0% a 20%;
  • Ressecção com fechamento secundário (cirurgia aberta, a ferida cicatriza sozinha, sem pontos ): 12% a 16%;
  • Retalho cutâneo de Limberg: 2% a 5%.

A cirurgia fechada com retalhos cutâneos ("pedaços de pele") parece ter os melhores resultados gerais no pós-operatório, com pouca dor, retorno rápido às atividades diárias, poucas complicações e baixo risco do cisto pilonidal voltar.

A técnica consiste na remoção do cisto e fechamento do local da lesão com retalhos cutâneos, associando procedimentos de cirurgia plástica aos métodos cirúrgicos tradicionais.

Esse procedimento diminui o longo tempo de cicatrização das cirurgias abertas e elimina as complicações comuns dos métodos fechados. Suas principais vantagens são:

  • Baixas taxas de recidiva: A chance do cisto pilonidal voltar é de cerca de 12%;
  • Método pouco doloroso: A maioria dos pacientes não precisa tomar analgésicos pós-operatório;
  • Poucas chances de complicações: Cerca de 70% dos casos não apresentam complicações após a cirurgia;
  • Rápida recuperação: Permite andar e retornar às atividades habituais precocemente.

O tratamento cirúrgico do cisto pilonidal é a única forma de curar definitivamente o problema, mas existe muita discussão quanto à melhor técnica que deve ser utilizada.

Cabe ao médico dermatologista esclarecer o paciente quanto à técnica empregada, bem como as suas vantagens e desvantagens.

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