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Colesterol

Comer berinjela baixa o colesterol?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Comer berinjela pode baixar o colesterol, mas faltam estudos científicos que comprovem, sem dúvidas, essa propriedade.

A berinjela ou Solanun melongena é uma planta rica em fibras e cálcio e o seu consumo na alimentação como auxiliar na redução do colesterol tem sido muito divulgado e estudado. Por ser uma planta rica em fibras é possível que o seu uso colabore na redução do colesterol, no entanto ainda não existe comprovação científica completa de como isso possa ocorrer.

Além disso, a simples redução do colesterol sanguíneo não significa, necessariamente, que haverá redução de mortalidade por infarto ou acidente vascular cerebral ("derrame").

Enquanto não estão disponíveis estudos que comprovem os possíveis benefícios da berinjela, o melhor é seguir as orientações do médico e utilizar, quando indicado, medicamentos que sabidamente reduzem mortalidade associada aos níveis elevados do colesterol no sangue.

O clínico geral pode orientar o tratamento para a redução do colesterol e realizar o encaminhamento para outros especialistas caso seja necessário.

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O que é dislipidemia e quais os seus sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Dislipidemia é o distúrbio das gorduras presentes no sangue, que pode ser o colesterol, os triglicerídeos ou ambos. A presença de uma quantidade elevada dessas gorduras no sangue representa um risco para doenças cardiovasculares como infarto agudo do miocárdio e Acidente Vascular Cerebral (AVC - “derrame”).

A dislipidemia caracteriza-se por níveis anormais de gorduras (lipídios) no sangue. As gorduras exercem um importante papel no organismo humano e na manutenção do funcionamento normal das células, além de serem usadas como fonte de energia.

A gordura presente nos alimentos que ingerimos é absorvida pelos intestinos e transportada para o sangue. Quando nossa alimentação apresenta muita gordura, o organismo não é capaz de absorver e eliminar o suficiente e uma parte dessa gordura acumula-se nas artérias.

Com o excesso de gordura acumulada nas artérias, o fluxo sanguíneo pode ser interrompido parcialmente ou totalmente, impedindo o aporte de nutrientes necessários para aquele tecido e causando prejuízos das funções

Colesterol HDL e colesterol LDL

O colesterol é transportado no sangue por dois tipos de lipoproteínas: o chamado “mau”colesterol (LDL) é transportado por lipoproteínas de baixa densidade, enquanto que o “bom” colesterol (HDL) é transportado por lipoproteínas de alta densidade. Por outro lado, o transporte dos triglicerídeos é feito por lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDL).

Por ter baixa densidade, o colesterol LDL flutua com mais facilidade no sangue e pode se depositar na parede das artérias, podendo obstruir o fluxo sanguíneo para o coração ou para o cérebro. Por isso, o seu excesso é prejudicial à saúde e aumenta os riscos de derrames cerebrais e infarto. Daí ser chamado de “mau” colesterol.

Por outro lado, o “bom” colesterol, o HDL, tem alta densidade, por isso afunda-se mais no sangue e não flutua na superfície como o LDL. Além disso, o colesterol HDL ajuda a remover o excesso de mau colesterol da circulação, daí ser conhecido como “bom” colesterol.

Saiba mais em: Qual a diferença entre colesterol VLDL, LDL e HDL?

Quais as causas da dislipidemia?

A dislipidemia pode ter origem em fatores genéticos ou ser adquirida. Além da genética, existem vários fatores que favorecem a dislipidemia, como dieta rica em colesterol (gorduras), tabagismo, obesidade, diabetes, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, sedentarismo, idade, entre outros.

Sabe-se que os níveis de colesterol têm tendência para aumentar com a idade. Nas mulheres, que em geral apresentam níveis mais baixos de colesterol, a dislipidemia tende a ocorrer depois da menopausa.

Os níveis de colesterol e triglicerídeos também podem aumentar com o uso de certos medicamentos, como pílula anticoncepcional, estrógenos, corticoides, diuréticos e antidepressivos.

Quais são os sintomas da dislipidemia?

A dislipidemia não causa sintomas específicos, porém ela pode aumentar significativamente o risco de desenvolver doenças cardiovasculares em especial as doenças das coronárias, que são as artérias que irrigam o coração.

Nessas doenças, os principais sintomas são dor no peito que pode irradiar para o braço esquerdo, falta de ar, náuseas, vômito, sudorese, aceleração dos batimentos cardíacos e desmaio.

A dislipidemia também pode causar opacidade na córnea, acúmulo de colesterol abaixo da pele (xantomas), dor ao caminhar, dor abdominal, alterações no equilíbrio, confusão mental e alterações na fala.

A origem de muitos desses sintomas está relacionada com a obstrução da artéria, provocada pelo acúmulo de gordura na parede dos vasos.

Qual é o tratamento para dislipidemia?

O tratamento da dislipidemia pode incluir o uso de medicamentos e mudanças no estilo de vida, com prática regular de atividade física, mudanças na dieta (alimentação pobre em gorduras e rica em fibras), perda de peso, redução do consumo de álcool, além de não fumar.

Para maiores esclarecimentos, consulte o/a médico/a clínico geral ou médico/a de família.

Quais os riscos do colesterol alto?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os maiores riscos do colesterol alto são de desenvolver as doenças cardiovasculares e/ou cerebrovasculares, que ocorrem devido à formação de placas de gordura no interior das artérias, levando a redução do fluxo de sangue, ou mesmo o entupimento desses vasos. Os órgãos mais atingidos são o coração e o cérebro.

Com os vasos sanguíneos obstruídos, os órgãos recebem uma menor quantidade de sangue, com isso, redução de oxigênio e nutrientes, comprometendo suas funções. Quando acomete o coração, pode resultar em angina, infarto do miocárdio e morte súbita, quando acomete as artérias carótidas e cerebrais, pode provocar acidente vascular cerebral (AVC).

Existem 3 tipos de colesterol: LDL (Low Density Lipoprotein), o VLDL (Very Low Density Lipoprotein), e o HDL (High Density Lipoprotein).

Quando o LDL, considerado colesterol "ruim" está alto, ou seja, está em excesso na corrente sanguínea, se deposita nas paredes dos vasos sanguíneos formando placas de gordura, reduzindo o fluxo naquela região, o que aumenta o risco de doenças como derrame e infarto agudo do miocárdio. Já o HDL, conhecido por colesterol “bom”, reduz o risco das doenças, porque sua densidade mais "pesada", auxilia na limpeza das paredes dos vasos.

Mantenha seus exames de rotina em dia, com seu/sua médico/a de família, ou cardiologista, ao primeiro sinal de colesterol ruim elevado, o/a médico/a saberá como lhe orientar.

Saiba mais em:

Colesterol VLDL alto é perigoso? Quais são os riscos?

Colesterol VLDL baixo: O que fazer?

Qual a diferença entre colesterol VLDL, LDL e HDL?

Comer abacate aumenta o colesterol? Quais os benefícios para a saúde?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Enfermeira doutorada em Saúde Pública

Evidências científicas demonstraram que uma alimentação saudável e balanceada associada a ingestão de abacate traz benefícios à saúde, especialmente, em relação à redução do colesterol e à prevenção de doenças cardiovasculares.

A fruta possui alto valor nutricional. É rica em proteínas, vitaminas A, B1, B2 D e E, ácido fólico, ácidos graxos ômega, fitoesteróis, tocoferóis e esqualeno. Também tem boa quantidade de cálcio, potássio, magnésio, sódio, fósforo, enxofre e silício.

Abacate e a redução de colesterol

Compostos bioativos presentes na polpa do abacate como os fitoesteróis (β-sitosterol) são os principais responsáveis pela redução dos índices de colesterol. A ação desta substância se relaciona com a inibição da absorção de colesterol nos intestinos e com a redução da síntese de colesterol pelo fígado.

Alguns estudos mostraram ainda que os fitoesteróis atuam sobre os níveis de colesterol total no sangue e sobre o colesterol ruim (LDL), sem afetar o bom colesterol (HDL) e os triglicerídeos sanguíneos.

Além disso, a diminuição do colesterol está também associado à substituição de gorduras saturadas por gorduras insaturadas que pormovem a redução no colesterol total e aumento dos níveis de HDL.

Planos alimentares ricos em fitoesteróis, presentes em abundância no abacate, podem diminuir os níveis de colesterol total e do LDL (colesterol ruim). Uma pesquisa realizada no México mostrou uma redução média de 17% nos níveis de colesterol no sangue de 45 voluntários que ingeriram abacate uma vez por dia durante uma semana,

Regulação da atividade muscular e proteção de doenças cardiovasculares

O abacate se destaca pelos elevados índices de potássio, o que ajuda a regular a atividade muscular e protege o corpo contra as doenças cardiovasculares.

Prevenção de câncer

A fruta é também fonte de um antioxidante chamado glutationa. Esta substância tem ação sobre compostos que são potencialmente cancerígenos. Já os fitoesteróis (β-sitosterol) atuam inibindo a carcinogênese (processo de formação do câncer).

Fortalecimento do sistema imunológico

O β-sitosterol, fitoesterol presente no abacate, é também importante para o fortalecimento do nosso sistema imunológico. Este composto aumenta a produção das células de defesa do organismo e, deste modo, desempenha importante contribuição no tratamento de infecções e de doenças como câncer e HIV.

Auxílio nos processos de emagrecimento

É também o β-sitosterol, abundante no abacate, que ajuda as pessoas que desejam emagrecer. A substância reduz a compulsão alimentar e o acúmulo de gordura na região abdominal. Além disso, por ser rico em fibras, o consumo de abacate promove a sensação de saciedade e melhora o trânsito intestinal.

O abacate, a depender do seu tamanho, possui entre 140 e 228 Kcal. A polpa da fruta contém de 67 a 78% de umidade, 13,5 a 24% de lipídios, 0,8 a 4,8% de carboidratos, 1,0 a 3,0% de proteína e 1,4 a 3,0% de fibra.

Por ser bastante calórico e ser rico em lipídios (gorduras), que no caso do abacate são boas gorduras, deve ser integrado em uma rotina alimentar saudável e abundante em frutas, verduras, legumes e carnes magras.

Para uma orientação nutricional eficaz e segura que favareça a manutenção da sua saúde, consulte um/a nutricionista ou nutrólogo/a.

Quais os níveis ideais de colesterol no sangue?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os níveis ideais de colesterol no sangue são diferentes para homens e mulheres e variam conforme a idade. Para pessoas (homem ou mulher) com até 19 anos, os valores ideais de colesterol são os seguintes:

  • Colesterol total: Menos de 170 mg/dL;
  • Colesterol não HDL: Menos de 120 mg/dL;
  • Colesterol LDL (colesterol “ruim”): Menos de 100 mg/dL;
  • Colesterol HDL (colesterol “bom”): Mais de 45 mg/dL.

Homens com 20 anos ou mais devem apresentar os seguintes valores de colesterol no sangue:

  • Colesterol total: 125 a 200 mg/dL;
  • Colesterol não HDL: Menos de 130 mg/dL;
  • Colesterol LDL (colesterol “ruim”): Menos de 100 mg/dL;
  • Colesterol HDL (colesterol “bom”): 40 mg/dL ou mais.

Para mulheres com 20 anos ou mais, os níveis ideais de colesterol são:

  • Colesterol total: 125 a 200 mg/dL;
  • Colesterol não HDL: Menos de 130 mg/dL;
  • Colesterol LDL (colesterol “ruim”): Menos de 100 mg/dL;
  • Colesterol HDL (colesterol “bom”): 50 mg/dL ou mais.

Os triglicerídeos são gorduras ingeridas através da alimentação e também produzidas pelo organismo, que servem de reserva energética para seu metabolismo. Os níveis séricos não devem ultrapassar 150 mg/dL.

O que é o colesterol?

O colesterol é um tipo de gordura encontrada em todas as células do corpo. O colesterol é produzido pelo fígado e encontrado em alguns alimentos, como carnes e laticínios.

O corpo humano precisa de colesterol para funcionar adequadamente. Porém, se os níveis de colesterol no sangue estiverem altos, aumentam os riscos de doenças cardiovasculares, como infarto e derrame cerebral.

Colesterol HDL

HDL é a significa em inglês para lipoproteína de alta densidade. Isso significa que esse colesterol é relativamente “pesado”, por isso não flutua na superfície do sangue e não se acumula na parede das artérias. Daí ser conhecido como “bom” colesterol, pois além de não formar placas de gordura nas artérias, remove o colesterol ruim (LDL) do sangue.

Colesterol LDL

LDL é a sigla em inglês para lipoproteína de baixa densidade. Ao contrário do bom colesterol, o LDL é mais leve e por isso tende a se acumular na parede das artérias, formando placas de gordura que podem obstruir o fluxo de sangue e causar infarto e derrame cerebral (AVC). Por isso é conhecido como colesterol "ruim".

Colesterol VLDL

VLDL é a sigla em inglês para lipoproteína de muito baixa densidade. Também é considerado como colesterol "ruim", pois também contribui para o acúmulo de placas de gordura nas artérias.

O que pode aumentar os níveis de colesterol? Fumar

Fumar aumenta os níveis de LDL e diminui os níveis do bom colesterol (HDL). o que contribui para o maior risco de acúmulo de gordura nos vasos.

Idade e sexo

À medida que mulheres e homens envelhecem, seus níveis de colesterol aumentam. Antes da menopausa, as mulheres apresentam níveis mais baixos de colesterol total do que os homens da mesma idade. Após a menopausa, os níveis de colesterol LDL nas mulheres tendem a aumentar.

História familiar

A genética pode determinar a quantidade de colesterol que o corpo produz. Por isso, é comum haver vários casos de colesterol alto na mesma família.

O que pode diminuir os níveis de colesterol? Dieta

Alimentos ricos em gordura de origem animal (gordura saturada), aumentam os níveis de colesterol LDL no sangue. A gordura saturada está presente em alimentos como carnes, laticínios, chocolate, alimentos processados e fritos. Reduzir o consumo desses alimentos ajuda na redução do colesterol ruim e elevar o bom.

Atividade física

A atividade física regular pode ajudar a diminuir o colesterol ruim (LDL) e aumentar o bom (HDL), além de contribuir para a perda de peso. Para isso, recomenda-se praticar exercícios físicos durante 30 minutos, pelo menos 4 vezes por semana ou diariamente.

Pessoas com mais de 20 anos de idade devem verificar os níveis de colesterol pelo menos uma vez a cada 5 anos. Homens com 45 a 65 anos e mulheres dos 55 aos 65 anos devem realizar o exame de colesterol uma vez a cada 1 ou 2 anos.

Para maiores esclarecimentos, consulte um médico clínico geral ou médico de família.