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Perdi meu bebê com 8 meses gestação, estou inconformada, não tenho fome, meu humor muda a cada hora, estou ansiosa, ouço vozes, o que faço?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Você precisa procurar um psiquiatra, vai precisar de medicamentos para sair desse momento difícil da sua vida.

O que você pode ter é o que chamamos de depressão reativa, é algo perfeitamente esperado para uma pessoa que teve uma perda tão infeliz como a que você teve. Não se desespere, não fique achando que já está ficando "louca", é só começar a tratar que logo você vai começar a se sentir melhor.

Há 2 anos tive depressão bipolar, porém agora estou tendo sensação de palpitação, corpo trêmulo, irritada, tenho momentos de muita tristeza. O que devo fazer?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Precisa voltar para seu médico ou para um outro que possa te ajudar, seus sintomas são nitidamente compatíveis com um quadro de depressão (não chega a ser uma bipolaridade como foi no passado), mas precisa procurar ajuda novamente antes que as coisas tomem proporções maiores e a situação fique pior.

Faço tratamento de depressão e tomo antidepressivo, qual alimentação correta para quem está tomando esse medicamento?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Não existe uma alimentação específica para quem está tomando esse medicamento ou mesmo para quem está com depressão (na verdade o consumo específico de alguns tipos de alimentos pode trazer benefícios para alguns pacientes com depressão). O ideal é você ter uma dieta equilibrada e saudável, comer nos horários corretos, muita fruta, vegetais, grãos e cereais, beber bastante líquido e fazer exercícios regularmente.

Zyprexa é um anti-psicótico mais eficaz que Risperidona?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Em primeiro lugar precisa seguir a risca a orientação da sua médica, caso contrário não faz sentido consultar com ela, se tem vontade de mudar a medicação precisa conversar com ela e somente mudar com a aprovação da sua médica. Em se tratando de doenças tão complexas e de avaliação subjetivas como a sua doença é difícil dizer se um remédio é melhor ou pior que o outro,tudo depende da sua adaptação ao medicamento e também do efeito que ele te sobre você.

Meus sintomas parecem genéricos, qual médico procurar?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Procure um clínico geral ou um psiquiatra. Deve sempre relatar todos os seus sintomas, todos são importantes; a recomendação do psiquiatra pode assustar um pouco, porém essa é minha opinião. Pode começar com um clínico geral e a partir de então seu médico pode orientá-la qual o melhor caminho a seguir.

Quais os sintomas da depressão pós-parto e como identificar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A depressão pós parto é uma situação que pode acometer as mulheres em qualquer momento do primeiro ano após o parto.

Os sintomas em geral envolvem mudanças nas funções somáticas como:

  • Sono
  • Apetite
  • Nível de energia
  • Perda de peso
  • Funcionamento intestinal
  • Libido

Isso faz com que a mulher se sinta triste, abatida, sem esperança na maioria dos dias. Outro sintoma comum é deixar de sentir entusiasmo nas coisas que antes lhe dava prazer.

Algumas mulheres podem apresentar rápida perda de peso, diminuição do apetite acompanhada por inabilidade de apreciar o gosto da comida ou ter que se forçar para comer.

Casos mais raros podem acontecer com uma completa falta de energia a ponto da mulher não conseguir sair da cama por horas.

Outros sintomas podem incluir:

  • Ansiedade
  • Irritabilidade
  • Ataques de pânico
  • Raiva
  • Sentimento de culpa
  • Sensação de estar sobrecarregada e não conseguir cuidar do/a bebê
  • Sentimento de estar falhando enquanto mãe
  • Ausência de ligação com o/a bebê

Esse sofrimento associado ao sentimento de culpa leva a mãe muitas vezes sofrer em silêncio e não procurar ajuda. O olhar atento dos familiares e das pessoas amigas, bem como do profissional de saúde que acompanha durante as consultas de puericultura é fundamental para reconhecer o problema e procurar ajuda o mais rápido possível de forma a não agravar o sofrimento da mulher.

Qual o tratamento para depressão pós-parto?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O tratamento da depressão pós parto é muito semelhante ao tratamento dos outros tipos de depressão. Ele pode envolver terapia com psicólogos e medicações antidepressivas.

O tratamento apropriado e iniciado o mais breve possível é muito benéfico para a mulher e seu/sua bebê. Por isso, os sintomas devem ser detectados o mais breve possível e as pessoas que vivem no mesmo ambiente da mãe em depressão deve prestar atenção e dar o suporte social além de colaborar nos cuidados com a criança.

Leia mais em:

Quais os sintomas da depressão pós parto?

O suporte familiar e social é fundamental na prevenção da depressão pós parto. A mulher que vive em situação financeira precária, em um relacionamento abusivo e conflituoso, em um ambiente familiar estressante, que não conta com o apoio de ninguém no cuidado da criança, apresenta maior chance de ter depressão pós parto.  

Compareça às consultas de puericultura e converse com o/a profissional de saúde sobre seus sentimentos e dificuldades à respeito do cuidado com o/a bebê.

Como saber se estou sendo medicado sem minha autorização?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Converse com sua família, uma conversa franca e verdadeira. Caso isto realmente esteja acontecendo, reveja suas atitudes e sua real situação. Vá procurar ajuda você mesmo, não deixe que os outros façam o que você deveria estar fazendo.

Respondendo sua pergunta: exames de sangue podem detectar maioria dos remédios usados em casos de Depressão e Ansiedade.

Como ajudar alguém com depressão?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O tratamento para a depressão envolve o cuidado com o corpo e com a mente. Por isso, para ajudar alguém com essa doença, é importante entender a doença e ter atitudes que beneficiem a pessoa e o tratamento.

Oferecer ajuda, manter a proximidade, estimular o contato com amigos e familiares, incentivar a prática de exercícios físicos e uma alimentação saudável, são os principais métodos de apoio eficaz.

A depressão é um sentimento de tristeza com intensidade suficiente para afetar o desempenho e o prazer em realizar atividades simples do dia-a-dia. Ainda, é capaz de interferir na imunidade da pessoa, aumentando o risco de contrair infecções.

8 atitudes que ajudam uma pessoa com depressão 1. Conhecer a doença

Quanto mais conhecimento você tiver sobre depressão, mais você conseguirá ajudar a pessoa que está depressiva. Busque informações sobre o que é a doença, quais são os sintomas, tempo de duração e como é feito o tratamento.

Você pode conversar com um psicólogo ou psiquiatra para melhor entender a doença e assim oferecer ajuda de forma eficaz.

2. Oferecer apoio e ajuda ativa

A pessoa com depressão muitas vezes não consegue pedir ajuda. Por este motivo, se ofereça ativamente para realizar as tarefas que for preciso, mesmo que sejam tarefas aparentemente simples, como arrumar o quarto, lavar a louça ou buscar as crianças na escola.

Este tipo de ajuda é importante, especialmente, se a pessoa ainda não começou o tratamento para depressão ou se o tratamento ainda não fez efeito.

3. Ouvir sem criticar

É preciso estar disposto a ouvir o que a pessoa com depressão tem a falar sem julgamentos, sem críticas. Quem tem depressão já possui autocrítica aguçada. Por este motivo, o julgamento de outras pessoas pode piorar ainda mais o quadro depressivo.

Usar expressões como “você precisa reagir” não ajuda. A prostração ou incapacidade de realizar tarefas comuns do dia-a-dia são sintomas do quadro depressivo e não falta de vontade da pessoa.

Ao mesmo tempo, é importante não tentar resolver todos os seus problemas, como se ela fosse incapaz de fazê-lo, evitando que se sinta uma pessoa inútil. Esse equilíbrio deve ser buscado através de muita conversa, respeito e confiança entre as pessoas.

4. Acompanhar o tratamento

Acompanhar as consultas sempre que possível, é imprescindível para entender todo o processo e auxiliar a pessoa nas tarefas e objetivos traçados pelo médico e/ou psicólogo.

Na maior parte dos casos, o tratamento de depressão é efetuado de forma combinada: uso de medicação e psicoterapia. É importante estimular a pessoa com depressão a cumprir todo o tratamento prescrito.

Na psicoterapia, a pessoa compreenderá melhor a doença e aprenderá formas de como lidar com os seus conflitos internos. O tratamento medicamentoso busca o equilíbrio químico dos neurotransmissores, aumentando a concentração daqueles que beneficiam o humor e o bem-estar.

5. Encorajar a prática de atividade física

Quando você perceber que o tratamento está fazendo efeito e a pessoa já se mostra mais disposta a desenvolver algum tipo de atividade, estimule-a a praticar exercícios físicos, seja ao ar livre, na academia ou mesmo em casa. O local deve ser aquele no qual ela se sente mais a vontade e segura.

Os cuidados com o corpo e a prática de atividades repercutem de forma muito positiva na saúde mental. Ao praticar exercícios físicos, o nosso corpo libera hormônios e outras substâncias importantes para o equilíbrio e manutenção do humor.

6. Estimular a adoção de hobbies

Ajudar a pessoa a criar um hobbie como ler, ouvir música, dançar, entre outras atividades de que ela goste, mantém a mente ativa e pensamentos positivos.

As atividades em grupo e com música costumam apresentar melhores resultados porque exigem atenção e com isso promove momentos de prazer e diversão.

7. Sugerir a prática de Yoga e meditação

O Yoga foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) na classificação da Medicina Tradicional/Medicina Complementar Alternativa e foi incluída no Sistema Único de Saúde em 2011.

Através de exercício respiratório, a prática do Yoga promove efeitos benéficos para o corpo e para a mente, sendo capaz de abstrair pensamentos ruins e promover bons sentimentos, criando um estado de harmonia e equilíbrio interior.

8. Propor uma alimentação saudável

Frutas, verduras, azeite de oliva, peixes e oleaginosas como castanha e nozes são alimentos ricos em nutrientes que protegem e ativam a comunicação entre os neurônios.

É importante que estes alimentos façam parte da rotina alimentar de pessoas com depressão, por isso procure inseri-los sempre que for possível.

O consumo de bebidas alcoólicas também deve ser desestimulado, pelos efeitos no sistema nervoso central, que se associam a crises de ansiedade e depressão.

Como saber se tenho depressão?

Apenas com uma avaliação médica ou psicológica poderá ter a confirmação desse diagnóstico. Entretanto, você deve estar atento a alguns sinais como:

  • Sensação de tristeza profunda sem um motivo aparente
  • Perda de interesse ou prazer
  • Ansiedade
  • Irritabilidade
  • Sentimento de culpa
  • Autoestima baixa
  • Perturbação do sono (insônia ou sono excessivo)
  • Alterações de apetite (falta de fome ou compulsão alimentar)
  • Ganho ou perda de peso
  • Sensação de cansaço constante
  • Redução da capacidade de concentração ou esquecimentos

A depressão pode se manifestar de diversas formas, com presença de um ou mais destes sintomas, que duram muitas horas do dia e por mais de duas semanas.

Qual a diferença entre tristeza e depressão?

A depressão é muitas vezes confundida com tristeza, entretanto a tristeza é um sentimento que faz parte das nossas vidas e que é passageiro, com duração de alguns poucos dias.

Já a depressão se caracteriza pelo humor deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias, associado a perda de interesse por qualquer atividade, durante pelo menos duas semanas. Doença incapacitante que afeta não só o estado de humor, mas a capacidade no trabalho, na escola e em atividades comuns da vida diária. As características principais são o humor deprimido e a falta de interesse

É comum que a depressão surja depois de uma perda recente ou de outro acontecimento triste, mas é desproporcional em relação ao acontecimento e se prolonga por mais tempo do que seria o considerado normal.

Os critérios para diagnóstico e opções de tratamento para a depressão, devem ser avaliados e acompanhados por uma equipe multidisciplinar, composta pelo médico psiquiatra, um psicólogo e quando preciso terapeuta ocupacional, fisioterapeuta e educador físico.

Não utilize antidepressivos sem indicação médica.

Leia mais

Referências:

DE MANICOR, M.; et al.Individualized Yoga for reducing depression and anxiety, and improving well-being: a randomized controlled trial. Depress Anxiety, 33(9):816-28, 2016.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Mental heatlh action plan 2013 - 2020. Geneva: World Heath Organization, 2013.

Depressão e ansiedade: quais os sintomas e as diferenças entre elas?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A depressão e a ansiedade são transtornos mentais que muitas vezes surgem juntos, mas que apresentam diferenças marcantes, com características diferentes entre eles, embora alguns sintomas possam surgir tanto na ansiedade como na depressão.

O que é depressão?

A depressão é um distúrbio de humor que caracteriza-se por sentimentos de tristeza, perda, raiva ou frustração, que interferem na vida diária da pessoa. A duração dos sintomas pode ser de algumas semanas, meses ou anos.

O que é ansiedade?

A ansiedade é um distúrbio mental que deixa a pessoa excessivamente preocupada e apreensiva com muitas coisas. A preocupação e a tensão nesses casos é desproporcional à situação em si e a pessoa sente muita dificuldade em controlar a ansiedade. Para ser considerada uma doença, os sintomas da ansiedade devem durar por mais de 6 meses.

Qual a diferença entre ansiedade e depressão?

A melhor forma de identificar as diferenças entre ansiedade e depressão é analisar os sintomas de cada um dos transtornos.

Quais são os sintomas de depressão?

Os sintomas de depressão incluem:

  • Humor irritável ou deprimido;
  • Dificuldade para adormecer ou excesso de sono;
  • Grandes mudanças no apetite, geralmente com ganho ou perda de peso;
  • Cansaço e falta de energia;
  • Sentimentos de inutilidade, auto-aversão e culpa;
  • Dificuldade de concentração;
  • Movimentos mais lentos que o normal;
  • Inatividade e desinteresse por atividades habituais;
  • Sentimentos de desesperança e abandono;
  • Pensamentos repetitivos de morte ou suicídio;
  • Perda de interesse em atividades que antes despertavam prazer e satisfação.

No caso das crianças, os sintomas podem ser diferentes dos adultos. Nesses casos, deve-se observar sobretudo as mudanças no desempenho escolar, no sono e no comportamento.

Quais são os sintomas de ansiedade?

O principal sintoma do transtorno de ansiedade é a presença constante de preocupação ou apreensão por pelo menos 6 meses, mesmo quando não há uma causa aparente ou ela é pouco relevante. As preocupações parecem flutuar de um problema para outro, podendo incluir problemas que envolvem família, relacionamentos interpessoais, trabalho, dinheiro e saúde.

Outros sintomas do transtorno de ansiedade incluem:

  • Dificuldade de concentração;
  • Fadiga;
  • Irritabilidade;
  • Dificuldade para adormecer e permanecer dormindo ou ter um sono pouco tranquilo e reparador;
  • Inquietação ao acordar.

A ansiedade também pode causar sintomas físicos, como tensão muscular, problemas estomacais, transpiração e falta de ar.

Quais as causas de depressão e ansiedade?

A depressão é causada por uma combinação de fatores psíquicos, sociais e biológicos. Pode ser desencadeada por situações adversas e estressantes no decorrer da vida como desemprego, luto, trauma psicológico.

Outros fatores como alcoolismo, dependência de drogas e isolamento social também podem contribuir para o aparecimento de um quadro de pressivo. Também há uma associação familiar seja por causas genéticas ou sociais, por exemplo, filhos de pais que apresentam depressão tem maior risco de também desenvolverem o transtorno.

As causas do transtorno de ansiedade também se relacionam a fatores biológicos, psicológicos e relacionados a eventos ou experiências de vida. É possível que os distúrbios ansiosos tenham influência genética, no entanto, eventos traumáticos, estresse crônico e outras circunstâncias relacionados a história pessoal também contribuem para o aparecimento dos transtornos ansiosos.

Qual é o tratamento para depressão e ansiedade?

O tratamento da ansiedade e da depressão é feito com psicoterapia e medicamentos antidepressivos, estabilizadores de humor, ansiolíticos e sedativos.

A psicoterapia desempenha um papel muito importante no tratamento desses transtornos, pois ajuda a pessoa a identificar as causas da ansiedade ou depressão e entender a relação entre seus pensamentos, comportamentos e sintomas.

O médico psiquiatra é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da ansiedade e da depressão.

Quais os sintomas para identificar uma depressão na adolescência?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A depressão é um transtorno mental bastante comum na adolescência com predomínio entre as meninas. Seus sintomas característicos são: sensação de tristeza profunda, perda de interesse ou prazer, sentimento de culpa, autoestima baixa, perturbação do sono ou apetite, sensação de cansaço e redução da capacidade de concentração por tempo superior a duas semanas.

Em adolescentes estes sintomas são acompanhados de disfunção na escola e no meio familiar.

Sinais que podem indicar uma depressão

Embora os sintomas de depressão em adolescentes sejam semelhantes aos observados na fase adulta, alguns estudos mostram que na infância e adolescência eles variam com a idade. Esta diferença ocorre em função da maturação nas diferentes fases de desenvolvimento.

Adolescentes com depressão apresentam:

  • Irritáveis e instáveis: ao invés de transparecerem ou queixarem-se de tristeza, podem ocorrer crises frequentes de raiva e explosão (humor irritado);
  • Perda de energia;
  • Desinteresse importante;
  • Retardo psicomotor;
  • Sentimentos de culpa e desesperança;
  • Perturbações de sono, especialmente, hipersonia (sonolência excessiva durante o dia ou sono muito prolongado à noite);
  • Sentimentos de culpa e desesperança;
  • Alterações de apetite e peso;
  • Isolamento;
  • Dificuldade de concentração;
  • Prejuízo no desempenho escolar;
  • Baixa autoestima;
  • Queixas físicas: dor abdominal, fadiga e cefaleia (dor de cabeça);
  • Ideias e tentativas de suicídio;
  • Problemas de comportamento (uso abusivo de álcool e outras drogas).
Meninos e meninas também podem apresentar sintomas distintos Meninas

Entre as meninas são comuns os sintomas ligados à subjetividade:

  • Sentimentos de vazio, tédio, ansiedade e tristeza;
  • Preocupação com a popularidade;
  • Insatisfação com a aparência;
  • Autoestima mais reduzida;
  • Mais conscienciosidade.
Meninos

Entre os meninos são comuns:

  • Sentimentos de desprezo, desafio e desdém;
  • Falta às aulas;
  • Fuga de casa;
  • Roubos;
  • Abuso de substâncias.
Fatores de risco para depressão na adolescência

Fatores de risco são as condições que aumentam a probabilidade de que alguma doença ocorra. No caso da depressão, os fatores de risco são:

  • Presença de depressão de um dos pais;
  • Perda de um dos pais, irmão ou amigo íntimo;
  • Abuso físico, sexual ou psicológico;
  • Presença de conflito familiar;
  • Dúvidas quanto à sexualidade;
  • Presença de outras doenças;
  • Distúrbios da imagem corporal;
  • Baixa condição socioeconômica;
  • Identificação com grupos minoritários;
  • Falta de suporte familiar;
  • Poucas habilidades sociais.
Tratamento da depressão na adolescência

O adolescente com depressão precisa de tratamento especializado que consiste em acompanhamento psiquiátrico e psicológico. O tratamento é feito com o uso de medicamentos antidepressivos e terapia psicológica.

É importante formar uma rede de apoio social composta de familiares e amigos em torno do adolescente, estimular a prática de exercícios físicos e de atividades em grupo, promover uma alimentação saudável e a adoção de hobbies. Monitorizar o uso da medicação da forma correta é também necessário.

Os profissionais que o acompanham devem estar atentos para perceber manifestações de ideias ou comportamentos suicidas. A melhor forma de prevenir o suicídio entre adolescentes é detectar precocemente e tratar adequadamente os transtornos mentais que os predispõe.

Veja também

O que causa depressão?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

As causas da depressão ainda não são totalmente conhecidas, mas sabe-se que o transtorno é causado pela combinação de fatores genéticos e hereditários com situações de estresse, tristeza e dificuldades. Alguns tipos de depressão são herdados, enquanto outros podem ocorrer mesmo que a pessoa não tenha história familiar da doença.

Acredita-se que alterações químicas no cérebro sejam responsáveis pela depressão. Nesse caso, a depressão seria causada pela falta de noradrenalina, serotonina e dopamina, substâncias cerebrais conhecidas como neurotransmissores e que estão relacionadas com humor, sensação de prazer e bem estar, entre outras funções. Isso pode ocorrer devido a problemas com determinados genes.

A depressão também pode ter como causa, eventos estressantes ou infelizes na vida, como a morte ou doença de alguém próximo, perder um emprego, divórcio, problemas de saúde, abuso ou rejeição na infância, solidão (comum em adultos mais velhos) e fim de um relacionamento.

Outras possíveis causas de depressão incluem:

  • Alcoolismo ou dependência de drogas;
  • Hipotireoidismo, câncer ou dor prolongada (crônica);
  • Certos tipos de medicamentos, como esteroides;
  • Dificuldades para dormir.
O que é depressão?

A depressão é um transtorno de humor, que se caracteriza por sentimento de tristeza, angústia, desinteresse, raiva ou frustração. Sentimentos que chegam a interferir na vida diária da pessoa por um longo período. A depressão também altera o funcionamento normal do corpo.

A doença pode mudar ou distorcer a forma como a pessoa se vê, a sua vida e as pessoas ao seu redor. Um indivíduo com depressão costuma ver tudo de maneira negativa, sendo difícil para ele imaginar que um problema ou situação possam ser resolvidos de maneira positiva.

Quais são os sintomas de depressão?

Os sintomas de depressão podem incluir:

  • Agitação, inquietação, angústia, irritabilidade e raiva;
  • Isolamento social;
  • Fadiga e falta de energia;
  • Sentimentos de falta de esperança, desamparo, inutilidade, culpa e auto aversão;
  • Perda de interesse ou prazer em atividades que antes a pessoa tinha interesse;
  • Mudanças repentinas no apetite, geralmente com ganho ou perda de peso;
  • Pensamentos de morte ou suicídio;
  • Dificuldade de concentração;
  • Dificuldade em adormecer ou excesso de sono;
  • Alucinações e delírios (depressão muito intensa).

A depressão em crianças e adolescentes pode ser mais difícil de reconhecer. Problemas na escola, no comportamento ou o uso de álcool ou drogas podem ser alguns sinais do transtorno.

Qual é o tratamento para depressão? Medicamentos

O tratamento da depressão é feito com medicamentos antidepressivos, associados ou não com psicoterapia. Se a pessoa estiver com pensamentos suicidas ou extremamente deprimida e não conseguir estar funcional, o tratamento pode precisar ser realizado inicialmente em ambiente hospitalar, com internação para uma abordagem multidisciplinar mais eficaz.

Os antidepressivos são os medicamentos usados para tratar a depressão. A medicação restabelece os níveis adequados dos neurotransmissores no cérebro, ajudando a aliviar os sintomas. Em caso de delírios ou alucinações, podem ser prescritos ainda outros medicamentos.

Crianças, adolescentes e adultos jovens devem ser monitorados de perto se apresentarem comportamentos suicidas, especialmente durante os primeiros meses de uso da medicação.

Psicoterapia

A psicoterapia desempenha um papel importante no tratamento da depressão, pois ajuda a pessoa a falar sobre seus sentimentos e pensamentos e aprender a lidar com eles.

A terapia cognitivo-comportamental é uma das formas de psicoterapia mais usadas para tratar a depressão, pois ajuda a combater pensamentos negativos. A pessoa aprende como estar mais consciente dos seus sintomas e detectar os fatores que pioram a depressão, além de desenvolver habilidades para resolver problemas.

A psicoterapia também pode ajudar o indivíduo a entender os problemas que podem estar por trás de seus pensamentos e sentimentos.

Atividade física

A atividade física com profissional capacitado e praticada de maneira regular, auxilia no tratamento, devido ao aumento de neurotransmissores que trazem sensação de bem estar, como a endorfina, sendo portanto considerada uma forma indireta de terapia.

As atividades em grupo e ou associadas à música proporcionam ainda um melhor resultado.

Outros tratamentos para depressão

A eletroconvulsoterapia pode melhorar o humor em casos de depressão grave ou pensamentos suicidas que não respondem a outros tratamentos.

O médico psiquiatra é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da depressão.

Leia também: As 4 Formas para Combater a Depressão