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Minha glicose estava 106 e agora 114, pode ser diabete?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Não é diabetes. Os valores de glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dl significam uma condição chamada Pré-diabetes, ou seja, uma propensão maior para desenvolver a diabetes tipo 2, mas ainda não é a diabetes. Portanto, existe a chance de iniciar um tratamento e mudança de hábitos de vida, com objetivo de evitar a instalação da doença.

Diagnóstico da diabetes

A diabetes é diagnosticada a partir de critérios bem definidos, com base no resultado dos seguintes exames de sangue:

  • Glicemia de jejum acima de 126 mg/dl;
  • Hemoglobina glicosilada acima de 6,5%;
  • Teste de tolerância oral a glicose acima de 200 mg/dl;
  • Teste aleatório de glicose plasmática acima de 200 mg/dl, associado a sintomas típicos de glicose aumentada.

No entanto, mais de um exame deve estar alterado, ou repetidamente alterado, para que seja confirmado esse diagnóstico.

Leia também: Como é feito o diagnóstico do diabetes?

Quais são os sintomas de diabetes?

Os principais sintomas que sugerem a diabetes são: Poliúria, polifagia e polidipsia. Além de dificuldade na cicatrização, emagrecimento sem motivo aparente, cansaço e alterações na visão, principalmente visão turva.

Poliúria - Aumento do volume urinário;

Polifagia - Aumento do apetite, comer exageradamente e mesmo assim não ganhar peso;

Polidipsia - sede excessiva, beber muita água.

No seu caso, visto que os valores da glicose vêm se apresentando acima dos valores ideais e ainda jovem, recomendamos que junto com seu responsável, procure um médico endocrinologista para iniciar um planejamento de medidas preventivas para não desenvolver o diabetes.

Pode lhe interessar também: Pré-diabetes sempre evolui para diabetes? Em quanto tempo isso pode acontecer?

Quais são os sintomas do diabetes tipo 2?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A maioria das pessoas com diabetes tipo 2 não apresenta nenhum sintoma. Quando presentes, os sintomas podem incluir necessidade de urinar frequentemente, sede constante e borramento visual.

Com o passar do tempo, caso não haja tratamento adequado da doença, a pessoa poderá apresentar complicações diversas como insuficiência renal, problemas visuais e cegueira, infarto, dor ou perda de sensibilidade nas mãos e pés e ainda necessidade de amputação.

O aumento da frequência urinária e da sede são os principais sintomas para se suspeitar de diabetes tipo 2. A sede é muito frequente e mesmo depois de beber água ela não passa.

Pessoas com diabetes tipo 2 também sentem vontade de urinar constantemente. A urina costuma ser bem clara.

Os sintomas do diabetes tipo 2 estão relacionados com os níveis de glicose (açúcar) no sangue. Dessa forma, as manifestações podem estar associadas ao aumento da quantidade de glicose (hiperglicemia) ou à redução dos níveis de glicose sanguínea (hipoglicemia).

Sintomas de diabetes tipo 2 relacionados à hipoglicemia

Os principais sintomas da hipoglicemia incluem cansaço, tontura, visão turva e dificuldade de raciocínio.

A hipoglicemia é mais comum em pessoas com diabetes que utilizam medicamentos para controlar a doença. A hipoglicemia pode ser provocada por uso excessivo ou incorreto da medicação, jejum prolongado ou atividade física inadequada.

Os níveis de glicose no sangue não devem ficar abaixo de 70 mg/dl. Por isso, quando se utiliza medicamentos para controlar o diabetes tipo 2, é muito importante ter atenção com a medicação, para que os níveis de açúcar não fiquem muito baixos.

Sintomas de diabetes tipo 2 relacionados à hiperglicemia

Os sintomas do diabetes tipo 2 causados por hiperglicemia incluem visão turva, sensação de boca seca, aumento da transpiração e cansaço. A hiperglicemia pode ocorrer em pessoas com diabetes mal controlado ou quando ocorre uma grande ingestão de carboidratos (açúcar).

Em caso de sintomas de diabetes, consulte o/a médico/a de família, clínico/a geral ou endocrinologista para receber diagnóstico e tratamento adequados.

Qual a taxa de diabetes normal para uma criança de 4 anos?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A taxa de glicemia normal para crianças é a mesma praticada para os adultos, atualmente o valor ideal de glicemia de jejum, deve ser de 70 até 99 mg/dl.

Valores acima de 99 mg/dl são considerados fora do limite de normalidade, porém não definem o diagnóstico de diabete mellitus. Existem critérios bem estabelecidos para a confirmação da doença.

Portanto, para avaliar o exame da criança e melhor interpretação dos dados e dúvidas da família, sugerimos procurar atendimento médico, com pediatra ou endocrinologista.

Diabetes mellitus

Para confirmar a diabete mellitus, é preciso preencher um dos critérios abaixo:

1. Sintomas de diabetes

Apresentar sintomas típicos de diabetes: Poliúria (maior volume de urina), polidipsia (muita sede) e polifagia (aumento do apetite). Ainda, perda de peso, glicosúria (glicose na urina) e cetonúria (corpos cetônicos na urina), associado à glicemia aleatória ≥ 200 mg/dl;

2. Glicemia de jejum ≥ 126 mg/dl;3. Hemoglobina glicada ≥ 6,5%.

Ou seja, a única diferença, é que na faixa etária infantil, em geral os médicos procuram evitar o teste de tolerância oral a glicose, outro critério utilizado no rastreio diagnóstico para adultos. Na criança, esse exame só deve ser feito quando os primeiros exames não forem conclusivos.

Nesses casos o teste é realizado da seguinte maneira: Dosagem da glicemia duas horas após o teste de tolerância oral com glicose (75 g ou 1,75 g/kg), o resultado maior ou igual a 200 mg/dl, confirma o diagnóstico.

Diabetes infantil

O controle de glicose na criança já com diagnóstico de diabetes deve ser tão rigoroso quanto no adulto, no entanto os valores aceitos como adequados são um pouco maiores do que nos adultos por diversos motivos, um deles é o maior gasto calórico nessa faixa etária, pelas atividades e pelo seu desenvolvimento.

Sendo assim, segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes, as taxas de glicose normais para criança com diabetes são:

Taxa normal de glicose nas crianças e adolescentes com menos de 18 anos
Glicemia de jejum 70 a 145 mg/dl
Glicemia 1 hora após as refeições 90 a 180 mg/dl
Glicemia antes de se deitar 120 a 180 mg/dl
Glicemia na madrugada (quando for preciso) 80 a 162 mg/dl
Pré-diabetes

A pré-diabetes é caracterizada pelos valores encontrados acima da normalidade, mas que ainda não preenchem os critérios para a diabetes. Sendo muito importante seu diagnóstico e tratamento, pois indica um alto risco para o desenvolvimento para diabetes no futuro, e pode ser evitado com devido tratamento de maneira precoce.

Os valores de glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dl, caracterizam o quadro de pré-diabetes.

A principal diferença entre essas condições são os tratamentos indicados.

Entenda mais sobre esse assunto nos artigos:

Referência:

Sociedade Brasileira de Diabetes.

Benzentacil causa algum efeito colateral em diabéticos?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Benzetacil pode causar efeitos colaterais em qualquer pessoa, mas nada ligado especificamente com o diabetes.

Benzetacil é o nome comercial da injeção de penicilina benzatina, um antibiótico utilizado no tratamento de algumas infecções como sífilis e faringite estreptocóccica, pode ser usada por diabético, não há nenhum efeito colateral diferente na pessoa com diabetes, do que aqueles que ocorrem nas demais pessoas.

Há um efeito colateral do uso da benzetacil, a candidíase, que já ocorre frequentemente em pessoas que apresentam diabetes descompensado, portanto, é importante estar atento a essa doença.

Diabetes e antibióticos

Pessoas que tem diabetes podem tomar antibióticos quando necessário, sob orientação e prescrição médica, inclusive porque o diabetes descompensado pode ser um fator de risco importante para alguns tipos de infecções. Pessoas com diabetes têm um risco maior para infecções e também acabam tendo um maior uso de antibióticos.

Alguns antibióticos da classe das fluoroquinolonas, como o ciprofloxacino, estão relacionados a uma variação importante dos valores da glicemia sanguínea (açúcar no sangue) em diabéticos, aumentando assim o risco de hiperglicemia ou de hipoglicemia, ou seja, aumento ou diminuição dos valores de açúcar no sangue.

Quais os efeitos colaterais mais comuns da benzetacil?

Os efeitos colaterais mais comuns da benzetacil incluem as reações locais decorrentes da aplicação da injeção, como dor no local da picada, vermelhidão e inchaço e outros efeitos gerais, como dor de cabeça, diarreia, náusea e vômitos.

Outros efeitos colaterais menos frequentes são: coceira pelo corpo, erupções na pele, urticária, inchaço por retenção de líquidos, reações anafiláticas, edema de laringe e pressão baixa.

Leia mais em: Tudo sobre benzetacil

Caso tenha diabetes e precise fazer uso de algum antibiótico consulte sempre o seu médico para esclarecer mais dúvidas.

Quais os sintomas do diabetes na gravidez?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas do diabetes na gravidez podem ser difíceis de identificar por serem confundidos com as alterações da própria gestação, como fome e sede mais intensa e vontade de urinar com frequência

Quando os níveis de açúcar no sangue ficam muito elevados (hiperglicemia) pode ocorrer:

  • Perda de peso;
  • Boca seca;
  • Tonturas;
  • Infecções frequentes (infecção urinária, vulvovaginites).

É importante lembrar que grande parte das grávidas com diabetes gestacional não apresenta nenhum sintoma, daí ser fundamental a realização dos exames de rotina do pré-natal, principalmente o exame de sangue de glicemia de jejum ou o teste de tolerância de glicose.

O diagnóstico da diabetes gestacional é feito por meio de exames de sangue realizados entre a 24ª e a 28ª semana de gravidez, ou em qualquer momento da gestação se houver suspeita da doença.

O tratamento do diabetes na gravidez é feito através de dieta equilibrada, exercícios físicos e injeções de insulina, quando as outras medidas não são suficientes para controlar os níveis de açúcar no sangue.

O/a endocrinologista e o/a obstetra são os/as médicos/as indicados para realizar o diagnóstico e tratamento do diabetes gestacional.

Leia também:

Quais os riscos da diabetes gestacional e qual o tratamento?

Não sei o que fazer, meu esposo tem diabetes tipo 1...
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Podemos sugerir que converse com o médico assistente dele, para que tente mostrá-lo os riscos da doença e a importância de seguir rigorosamente o tratamento. A adesão ao tratamento e orientações, como mudança de hábitos de vida, é a única forma de evitar as complicações comuns e tão desagradáveis dessa doença.

Outra importante ação, seria levá-lo a um tratamento psicológico associado, ou grupo de portadores de diabetes. Porque muitas vezes parece apenas "má vontade" ou "teimosia" do paciente, mas a mudança de hábitos de vida é uma tarefa muito complicada e para algumas pessoas, quase impossível sem auxílio.

Dentre as principais complicações da diabetes, que podem ser totalmente evitáveis com o tratamento adequado, destacamos:

  • Hipoglicemia, que pode causar de tremores até crise convulsiva;
  • Problemas visuais, incluindo a cegueira total;
  • Maior risco de infarto agudo do miocárdio;
  • Doença renal, chegando a hemodiálise nos casos mais graves;
  • Dor neuropática crônica, referida como "queimação" nas pontas dos pés;
  • Doenças neurodegenerativas, como Alzheimer ou demência vascular, entre outras.

Para maiores informações e esclarecimentos, procure o médico da família ou endocrinologista assistente. Pode procurar também, se na sua cidade o sistema único de saúde oferece algum grupo de ajuda e tratamento multidisciplinar para portadores de diabetes.

As terapias de grupo são forte aliados à adesão ao tratamento de doenças crônicas.

Pode lhe interessar também: Como reduzir o nível de açúcar no sangue?

Diabetes tipo 2 tem cura? Como é o tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Diabetes tipo 2 não tem cura, porém com a realização do tratamento adequado é possível viver bem e sem complicações.

O tratamento da Diabetes Tipo 2 inclui a mudança do estilo de vida, algumas medidas de cuidados pessoais e o uso de medicações.

O objetivo do tratamento é manter o nível de glicose no sangue dentro dos parâmetros normais além de prevenir complicações advindas da doença.

Como parte do tratamento, pode ser necessário:

  • Perda de peso;
  • Cessação do tabagismo;
  • Alimentação saudável;
  • Atividade física regular.

As opções medicamentosas para a Diabetes Tipo 2 são várias e a escolha será feita em conjunto com o/a médico/a que deverá levar em consideração o quadro clínico da pessoa bem como a evolução da doença. Essas medicações poderão ser comprimidos usados via oral ou insulina aplicada na forma de injeção no subcutâneo.

O sucesso do tratamento é acompanhado com exames regulares que irão indicar a evolução da doença e o controle adequado.

Quais são os riscos do diabetes na gravidez?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

O diabetes na gravidez pode ser um fator de risco para a mãe e para o bebê devido às alterações causadas pelo aumento do açúcar no sangue (hiperglicemia) da mulher. Para gestante há um maior risco para ocorrência de infecções urinárias frequentes, hipertensão e pré-eclâmpsia. Para o bebê, há um risco aumentado para o nascimento prematuro, nascer com baixos níveis de açúcar no sangue (hipoglicemia neonatal), nascer com icterícia (icterícia neonatal), crescimento e ganho de peso excessivo durante a gravidez (macrossomia), com maior risco de mortalidade intra-uterina, antes do parto.

Esses riscos podem ser reduzidos se houver um bom controle dos níveis de açúcar no sangue da gestante durante a gravidez e o parto. Dependendo das alterações e complicações surgidas durante a gravidez pode ser necessária a realização do parto por cesariana.

 O endocrinologista e o obstetra são os médicos responsáveis pelo tratamento e orientação da gestante com diabetes.

Quem tem diabetes gestacional pode ter parto normal?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, quem tem diabetes gestacional pode ter parto normal. A diabetes gestacional não impede o parto normal e não é razão que justifique a realização de uma cesárea.

A diabetes gestacional pode levar a uma complicação conhecida como macrossomia fetal, ou seja, o bebê com peso superior ao habitual. A única ocasião em que realmente a cesárea é indicada é quando há diabetes gestacional na presença de feto com maior de 4,5Kg.

Fora dessa situação, a mulher com diabetes gestacional pode ter parto normal.

O momento do parto deve ser preparado ao longo do pré-natal, com o devido acompanhamento e monitoração da glicemia capilar.  

Para maiores esclarecimentos, a grávida deve falar com o/a médico/a que a acompanha no pré natal para ficar ciente das complicações e das condições reais em que se indica a cirurgia cesariana.

O que é diabetes?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Diabetes é uma doença que desregula a forma como o organismo utiliza a glicose (açúcar)

A insulina é o hormônio que regula a entrada da glicose nas células e é produzida pelo pâncreas. 

Há dois tipos diferentes de diabetes: tipo 1 e tipo 2. Na diabetes tipo 1, o pâncreas não produz insulina suficiente. Na diabetes tipo 2, o pâncreas pode não produzir insulina suficiente ou o organismo tornar-se resistente à insulina. Como consequência, haverá uma quantidade elevada de açúcar na corrente sanguínea e isso pode afetar diversos órgãos caso não tratado de forma adequada. 

A diabetes pode ser uma condição crônica que acompanhará a pessoa para toda a vida, sendo necessária monitorização frequente e tratamento adequado. Isso inclui mudança no estilo de vida, uso de algumas medicações, realização de exames periódicos e medidas de auto-cuidado.

Leia também: Diabetes tem cura?

O foco principal do tratamento da diabetes é manter o nível de glicose sanguínea estável e dentro da normalidade, além de reduzir os riscos de complicações advindas da doença. 

Quais os riscos da diabetes gestacional e qual o tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Alguns riscos da diabetes gestacional incluem:

  • Macrossomia fetal (aumento do tamanho do feto);
  • Aumento dos órgão fetais com hepatomegalia e cardiomegalia;
  • Aumento da mortalidade peri natal;
  • Problemas respiratórios no/a recém nascido/a;
  • Complicações metabólicas do/a recém nascido/a como hipoglicemia, hiperbilirrubinemia, hipocalcemia e anemia;
  • Traumas no momento do nascimento;
  • Aumento de indicação de cesariana;
  • Pré-eclâmpsia.

Esses riscos dependem do controle da diabetes gestacional, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado.

O tratamento é realizado com dieta e em alguns casos com uso de injeções de insulina. A atividade física orientada e regular pode facilitar o controle dos níveis de glicose no sangue e colaborar com o tratamento.

A detecção da diabetes gestacional é feita com exames solicitados durante as consultas de pré-natal. Toda mulher gestante tem o direito ao acompanhamento pré-natal de qualidade e gratuito oferecido pelas Unidades de Saúde do Sistema Único de Saúde.

Meu pai tem diabetes e precisou amputar um dedo dos pés. Agora a cicatriz está soltando uma secreção e exalando um odor, isto é normal?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Normalmente esse tipo de sintoma em uma ferida cirúrgica indica algum tipo de infecção, algo que é bem comum na situação do seu pai. Volte ao médico.