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O que posso tomar para que a menstruação não desça?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O uso de medicamentos hormonais é o modo mais seguro de evitar que a sua menstruação aconteça. Podem ser utilizados Primosiston®, anticoncepcionais orais e o dispositivo intrauterino (DIU) de progesterona.

A indicação de qualquer um destes medicamentos deve ser feita por uma ginecologista após avaliação do seu estado de saúde.

Que remédios posso usar para que a menstruação não ocorra?1. Primosiston®

O Primosiston® é um medicamento a base de hormônios que, dependendo do modo de utilização, pode ser administrado para retardar ou antecipar a menstruação. Ele pode ser útil se você quer atrasar ou adiantar a menstruação em 1 ou 2 dias.

Entretanto, este medicamento somente pode ser consumido após um exame clínico e ginecológico detalhado, pois há possibilidade de efeitos colaterais graves como inchaço (edema) da face e garganta, trombose, hepatite e aumento da pressão arterial.

Além disso, o Primosiston® é contraindicado em caso de suspeita de gravidez.

2. Anticoncepcionais orais combinados

Os anticoncepcionais combinados de uso oral podem ser utilizados para atrasar a menstruação. Para isto basta usar os comprimidos de forma ininterrupta, ou seja, emende uma cartela na outra sem aguardar a pausa de sete dias entre as cartelas.

Deste modo as taxas de hormônio no sangue permanecem estáveis e a menstruação não acontece.

Se você deseja permanecer sem menstruar durante um mês, o método mais seguro é emendar as cartelas do anticoncepcional que você já utiliza.

3. Anticoncepcionais de uso contínuo e dispositivo intrauterino (DIU)

As mulheres que não desejam menstruar durante alguns meses podem optar pelos anticoncepcionais de uso contínuo. Estes medicamentos podem ser utilizados em forma de pílulas orais ou do dispositivo intrauterino de progesterona.

Os anticoncepcionais orais de uso contínuo trazem uma dosagem baixa de hormônio específica para que possa ser tomada diariamente sem a necessidade da pausa de 7 dias, na qual ocorreria a menstruação.

Já o dispositivo intrauterino (DIU) de progesterona é um dispositivo de plástico em formato de T que é colocado dentro do útero. A progesterona presente no DIU é liberada lenta e continuamente e impede a menstruação. O procedimento para colocar o DIU é feito em consultório pelo ginecologista.

Apesar de provocarem a ausência da menstruação, as mulheres que usam os anticoncepcionais de uso contínuo ou o dispositivo intrauterino podem apresentar pequenos sangramentos em qualquer período do mês. Estes sangramentos são considerados normais.

É possível parar a menstruação imediatamente?

Não. Não existem métodos seguros e eficazes com a capacidade de fazer com que a sua menstruação pare imediatamente de descer. Por este motivo, é importante que você conheça o seu ciclo e se planeje, caso queira atrasar a sua menstruação por causa de um compromisso que terá na próxima semana ou no próximo mês.

Outro passo importante é conversar com o seu médico de família ou ginecologista para juntos, decidirem a melhor forma de retardar a chegada da sua menstruação.

Não uso anticoncepcional e não quero menstruar, o que posso fazer?

As mulheres que não utilizam nenhum método anticoncepcional e não desejam menstruar podem iniciar o uso de um anticoncepcional ou usar Primosiston®.

Entretanto, esta escolha deve ser efetuada com orientação de um ginecologista ou médico de família.

Posso utilizar alguma receita caseira para atrasar a menstruação?

Não. As receitas caseiras que prometem retardar a menstruação não são seguras, não são comprovadas cientificamente e podem trazer danos à saúde.

Existem contraindicações para o uso de anticoncepcional?

Sim. Existem diversas contraindicações para o uso de anticoncepcionais. Você não deve usar anticoncepcionais em caso de:

  • Gravidez ou qualquer possibilidade de estar grávida
  • Tabagismo (o hábito de fumar aumenta o risco de trombose)
  • Obesidade (o sobrepeso também eleva o risco de trombose)
  • História de trombose
  • Doenças no fígado
  • História de derrame cerebral ou infarto agudo do miocárdio
  • Diabetes sem controle adequado da doença
  • História de câncer
  • Se for diabética e estiver sem controle adequado da doença.

A escolha do método e da forma de uso do método para atrasar a menstruação deve ser feita considerando a condição clínica da pessoa, os benefícios, os riscos, a conveniência e os custos financeiros.

Esta decisão deve ser feita pela mulher e pelo médico de família ou ginecologista. Não utilize anticoncepcionais sem orientação médica.

Leia mais:

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O que fazer para parar a menstruação?

O que é sangramento de escape e como parar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sangramento de escape é a perda mínima de sangue que pode ocorrer ao longo do ciclo menstrual.

Geralmente, é associado ao uso de anticoncepcional hormonal como pílula, adesivo, anel vaginal implante intradérmico e DIU (Dispositivo intra uterino) ou no início da gravidez (primeiros 3 meses). A frequência do escape é maior nos primeiros meses de uso do anticoncepcional, mas ao fazer o uso correto, o escape não está associado com a redução da eficácia do anticoncepcional.

Como parar o sangramento?

Para a maioria das mulheres o sangramento para sozinho, não precisando de intervenção com medicações ou mudança de método anticonceptivo. Caso o sangramento de escape incomode demasiadamente, a mulher pode procurar o ginecologista, clínico geral ou médico de família para orientações.

As mulheres fumantes são mais propensas a esse tipo de sangramento. A interrupção do tabagismo é sugerida como medida de melhora.

Como identificar?

Esse sangramento é diferente do sangramento da menstruação pois tem uma coloração de sangue menos vivo, não é prolongado, costuma durar alguns dias ou mesmo apenas 1 dia, é percebido na calcinha manchada e às vezes a mulher não sente necessidade do uso de absorvente.

Menstruação não veio, no lugar dela uma borra marrom...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

A menstruação marrom e escura como borra de café é bastante comum no início e, principalmente, no final do ciclo menstrual e nem sempre está associada a doenças.

Este tipo de sangramento não é considerado um sinal de gravidez. No início da gravidez algumas mulheres podem apresentar um pequeno sangramento de cor rosada que dura de 2 a 3 dias.

Se você está apresentando um sangramento marrom com duração superior a 7 dias, se for volumoso e se ocorrer dor pélvica, é importante consultar um ginecologista.

A menstruação marrom escura em borra pode indicar:

  • Fluxo menstrual reduzido;
  • Escapes;
  • Alterações hormonais;
  • Menopausa;
  • Infecções sexualmente transmissíveis;
  • Endometriose;
  • Lesão no colo do útero.
1. Fluxo menstrual reduzido

A redução do fluxo menstrual normalmente ocorre no início e no fim da menstruação. Quando vem em menor quantidade, o sangue demora mais tempo a passar pelo canal vaginal, o que aumenta a sua exposição ao oxigênio e o torna mais escuro. Deste modo, apresenta uma tonalidade marrom semelhante à borra de café.

2. Escapes

Os escapes são pequenos sangramentos que ocorrem entre uma menstruação e outra. Geralmente estes sangramentos são de cor marrom e acontecem em mulheres que estão em uso de Dispositivo Intrauterino (DIU), anticoncepcionais injetáveis e implantes subcutâneos ou pílulas de progestágeno.

3. Alterações hormonais

Algumas alterações hormonais causadas por distúrbios de tireoide e, especialmente a queda dos níveis de progesterona, podem fazer com que a menstruação venha com uma cor marrom ou em borra. Junto com o estrógeno, a progesterona tem como uma de suas funções regular o ciclo menstrual.

É bastante comum que a progesterona fique diminuída quando a mulher troca de pílula anticoncepcional ou quando usa a pílula do dia seguinte. Nestes casos, a mulher pode vir a ter um sangramento amarronzado, escuro e em pouca quantidade.

4. Menopausa

O principal sintoma da menopausa é a irregularidade do ciclo menstrual. A menstruação pode ficar um ou dois meses sem vir ou mesmo descer duas vezes em um mesmo mês. Além disso, alterações no fluxo menstrual como redução da quantidade e cor marrom escura do sangramento também podem ser observadas. Isto se deve às quedas hormonais que as mulheres apresentam neste período da vida.

5. Infecções sexualmente transmissíveis

Infecções sexualmente transmissíveis, especialmente aquelas causadas por bactérias, como a gonorreia provocam alterações no sangue na menstruação se torne marrom escuro.

Porém, esta alteração da cor da menstruação vem acompanhada de um odor fétido, dor na região inferior do abdome e febre. Neste caso, é preciso buscar um ginecologista para realizar o tratamento adequado.

6. Endometriose

A endometriose pode provocar sangramento de cor marrom escuro, semelhante à borra de café e de grande volume. O sangramento com estas características pode acontecer durante ou entre as menstruações e vem acompanhado de cólica abdominal, dor pélvica, dor durante o ato sexual, dificuldade de engravidar e dura mais de 7 dias.

Uma avaliação ginecológica é importante para efetuar o acompanhamento e tratamento da endometriose.

7. Lesão no colo do útero

As lesões no colo do útero podem provocar sangramento marrom. Estas lesões podem ser causadas por bactérias, vírus como o HPV ou por alguns tipos de câncer. Nestes casos, verifique se há presença de odor fétido e se o sangramento ocorre durante ou depois do ato sexual.

O exame ginecológico é importante para identificar a presença da lesão e investigar a sua causa.

Quando devo me preocupar?

Você deve ficar atenta e procurar um ginecologista quando:

  • O sangramento marrom durar mais de 7 dias;
  • Apresentar dor pélvica ou cólica intensa;
  • Tiver febre superior a 38º C;
  • O sangramento acontecer em grandes volumes.

Nestes casos, busque atendimento ginecológico para investigação e tratamento adequado. Não utilize medicamentos sem prescrição.

Referência:

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia

Como distinguir sangramento de menstruação?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Para verificar a diferença entre sangramento vaginal e menstruação você deve observar o dia que o corre o sangramento, duração e o aspecto do fluxo. Se o seu ciclo for regular, a sua menstruação tem dias certos para vir, enquanto que o sangramento pode ocorrer em qualquer dia do ciclo menstrual.

Observe também a aparência e consistência do sangue, pois cada mulher tem o fluxo menstrual com um determinado aspecto e o sangramento tende a ser diferente do fluxo menstrual.

Como diferenciar um Sangramento de Escape?

Os sangramentos de escape que podem ocorrer ao longo do ciclo menstrual costumam ter uma cor menos viva, duram pouco tempo e a perda de sangue é mínima.

Normalmente, duram apenas alguns dias ou até mesmo um dia. A mulher normalmente nota o sangramento pela mancha que surge na calcinha.

Esses sangramentos normalmente estão relacionados com o uso de algum tipo de anticoncepcional hormonal como pílula, adesivo, anel vaginal, DIU e implantes.

Algumas mulheres também podem perder um pouco de sangue durante a ovulação, algo que também é raro, mas que pode acontecer e confundir com o sangramento de nidação.

Como diferenciar um Sangramento de Nidação (sangramento de gravidez)?

Algumas mulheres podem apresentar um pequeno sangramento, muito leve durante a implantação do embrião, o que seria o sinal precoce de uma gravidez. Pode apresentar uma cor vermelha clara, rósea ou ainda marrom.

Esse sangramento chama-se sangramento de nidação pode ocorrer de 2 a 3 dias após a relação sexual desprotegida, no entanto, é raro de ocorrer.

Por isso, se a mulher tiver dúvida se apresentou um sangramento de nidação e está grávida o ideal é realizar um teste de gravidez, caso apresente atraso menstrual.

Como diferenciar um Sangramento de Menstruação?

O sangramento que vem na data próxima a da menstruação é provável que seja a própria menstruação. Entre uma menstruação e outra, o número de dias é variável, mas costuma apresentar uma certa regularidade.

A duração da menstruação varia em média de 3 a 7 dias, o número de dias que a mulher fica menstruada costuma ser o mesmo nos diferentes ciclos menstruais. Já outros tipos de sangramento podem apresentar uma grande variação na sua duração.

A aparência do fluxo menstrual pode variar de mulher para mulher, mas, em geral, o sangramento costuma ser mais abundante e apresentar um vermelho mais vivo do que o sangramento de escape.

Além disso, o sangramento menstrual pode se iniciar em quantidade muito pequena e permanecer alguns dias assim até aumentar em intensidade, ou pode começar em grande quantidade e reduzir aos poucos.

Grande parte das mulheres apresenta uma resolução espontânea para esses sangramentos fora do período menstrual. Contudo, se o sangramento persistir ou for muito incômodo, consulte o ginecologista, médico de família ou clínico geral para uma avaliação

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Qual a diferença entre transvaginal e endovaginal?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

São terminologias diferentes para denominar o mesmo tipo de ultrassonografia. Transvaginal ou endovaginal são nomes parecidos que significam:

  • Transvaginal = através da vagina
  • Endovaginal = dentro da vagina

Apesar da terminologia diferente, eles consistem no mesmo exame: a ultrassonografia realizada pela via vaginal para ter acesso às estruturas pélvicas.

A ultrassonografia transvaginal serve para avaliar órgãos e estruturas pélvicas da mulher como útero, endométrio, ovários, trompas uterinas, etc. É um exame de imagem em que, através de um aparelho, o/a médico/a visualiza de imediato normalidades ou possíveis alterações nessa região.

Examinando com maior proximidade e nitidez, estruturas e órgãos pélvicos como o útero, os ovários, o colo do útero e as trompas, o exame pode ser indicado para avaliar a espessura do endométriosangramento uterino; presença de massa pélvica (mioma, câncer); anomalias no útero; localização do DIU; avaliação da gravidez e auxiliar as técnicas de reprodução assistida.

Leia também:

Como é feito o exame transvaginal?

Para que serve o exame transvaginal?

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Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
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Clínica médica e Neurologia

A menstruação é um processo natural do organismo da mulher, que é controlado pelas taxas dos hormônios femininos. Os primeiros dias do ciclo menstrual, os níveis de hormônios começam a subir, para aumentar a camada de células e fluxo sanguíneo do útero, com o intuito de nutrir o feto, caso aconteça uma gravidez.

Quando não acontece a gravidez, essa camada toda de células descama e é eliminada na forma de menstruação. Portanto, a única forma efetiva de interromper esse ciclo e evitar a menstruação, é alterando as taxas desses hormônios.

Não existem receitas caseiras que realmente funcionem, além de causar danos ao organismo.

O que fazer para a menstruação não descer?

As formas comprovadas e seguras de evitar que a menstruação aconteça, são:

  1. Uso ininterrupto do anticoncepcional oral combinado, ou seja, emendar a cartela do remédio, sem esperar os sete dias entre as cartelas;
  2. Optar por anticoncepcional contínuo (oral, adesivo ou injetável);
  3. Dispositivo intrauterino (DIU) de progesterona,
  4. Primosiston®, medicamento com propriedades que impedem a menstruação descer.
O que fazer para a menstruação descer mais cedo?

Quando interrompe antecipadamente a cartela, a menstruação desce mais cedo, pela ausência abrupta dos hormônios da medicação.

Se já fizer uso de anticoncepcional

Para as mulheres que já fazem uso de anticoncepcionais, existem duas maneiras simples, que são emendar a cartela de anticoncepcionais ou interrompê-la antecipadamente.

Quando a medicação é continuada, a cartela termina e emenda na próxima, sem a pausa regular de 7 dias, a menstruação não acontece, devido à manutenção do hormônio no sangue.

Quando interrompe antecipadamente, a menstruação desce mais cedo, pela ausência abrupta dos hormônios da medicação.

A adesão aos anticoncepcionais de uso contínuo, DIU de progesterona, ou uso ininterrupto da medicação, pode ser uma boa opção para as mulheres que viajam muito, que praticam atividades físicas de alto rendimento, para mulheres que tem anemia crônica ou por opção própria. Basta que sejam avaliados os riscos e benefícios caso a caso.

O Primosiston® é um medicamento a base de hormônios, que dependendo da maneira utilizada, pode retardar ou antecipar a menstruação. Contudo, possui efeitos colaterais e contraindicações, que devem ser analisadas antes do seu uso, como o risco de trombose.

Se ainda não fizer uso de anticoncepcional

Para as mulheres que não fazem uso de anticoncepcionais, as opções são de iniciar um anticoncepcional ou usar o Primosiston®, se não houver contraindicação.

Não tome anticoncepcionais ou Primosiston® no caso de:

  • História atual ou anterior de trombose (trombose na perna ou embolia pulmonar)
  • História atual ou anterior de derrame cerebral, ou infarto agudo do miocárdio
  • Se for fumante (o tabagismo aumenta o risco de trombose)
  • Se for obeso (o sobrepeso também eleva o risco de tromboses)
  • Se houver qualquer hipótese de estar grávida
  • História atual ou anterior de doenças no fígado
  • História atual ou anterior de câncer
  • Se for diabético e estiver sem controle adequado da doença.

Portanto, o médico saberá a melhor medicação ou opção para o se caso, sem que ofereça riscos para a sua saúde. Converse com o seu ginecologista.

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Para que serve o exame transvaginal?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O exame transvaginal serve para o médico visualizar, com maior proximidade e nitidez, estruturas e órgãos pélvicos como o útero, os ovários, o colo do útero e as trompas, sendo utilizado para avaliar a espessura do endométrio; sangramento uterino; presença de massa pélvica (mioma, câncer); anomalias no útero; localização do DIU; avaliação da gravidez e auxiliar as técnicas de reprodução assistida.

Na gravidez, o exame (ecografia ou ultrassom) transvaginal é feito nos primeiros 3 meses para saber a idade gestacional, excluir a possibilidade de gravidez ectópica, diagnosticar gestação múltipla, avaliar a vitabilidade ovular e do colo do útero. Entre a 10ª e a 13ª semana, permite diagnosticar malformações fetais e rastrear alterações cromossômicas.

A partir do segundo trimestre o exame feito é o ultrassom abdominal e não mais o transvaginal.

Quem realiza o exame transvaginal é o/a médico/a radiologista ou ultrassonografista.

Quais os remédios para cólicas menstruais?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Alguns dos remédios que podem ser usados para cólicas menstruais são:

  • Ibuprofeno (Buscofem®);
  • Ácido Mefenâmico (Ponstan®);
  • Escopolamina (Buscopan®);
  • Cloridrato de Papaverina (Atroveran®).

O Ibuprofeno e o Ácido Mefenâmico são medicamentos anti-inflamatórios que também trabalham no alívio da dor da cólica menstrual.

Já a Escopolamina e o Cloridrato de Papaverina são remédios antiespasmódicos. O Atroveran® também tem ação analgésica.

O uso de medicamentos anticoncepcionais hormonais, seja em pílula, injeção, DIU (hormonal), anel vaginal ou adesivo transdérmico, também pode aliviar as cólicas menstruais e diminuir o fluxo menstrual.

Leia também: Como aliviar cólica menstrual?; Existem tratamentos naturais para cólicas menstruais?

É normal sentir cólica menstrual forte?

Cólicas menstruais fortes e persistentes podem ou não serem normais, isto porque tanto podem ser causadas por doenças ginecológicas, quanto podem ser decorrentes do próprio funcionamento normal do útero durante o período menstrual.

A cólica menstrual quando é causada por doenças é chamada de dismenorreia secundária, e pode piorar com a idade. Geralmente, a dor desse tipo de cólica menstrual é severa e persiste durante todos os dias do período, além de estar associada a outros sintomas, como dor durante a relação sexual e sangramento menstrual prolongado. Pode ser causada por problemas como endometriose, pólipos uterinos, doença inflamatória pélvica, leiomioma uterino, entre outros.

Por outro lado, a cólica menstrual típica do período menstrual, que não está relacionada com doenças, é chamada pelos médicos de dismenorreia primária. Pode começar horas antes, ou logo no início do fluxo menstrual, e durar algumas horas ou dias. Com o passar da idade, a dismenorreia primária tende a ser menos frequente.

De qualquer forma, casos de cólica menstrual muito forte e persistente devem ser avaliados pelo médico de família ou ginecologista, para que seja feito o diagnóstico mais adequado e decidido qual o melhor tratamento a seguir, seja através de medicamentos ou mesmo de procedimentos.

Como fica a menstruação depois da laqueadura?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Pode ocorrer alteração no fluxo menstrual após a laqueadura. A frequência de alterações menstruais varia de 2,5 a 60%. Estudo realizado pela Universidade de Botucatu com mais de trezentas mulheres encontrou uma porcentagem inferior a 10% de alterações menstruais.

As causas da alteração menstrual não são inteiramente conhecidas. Existem algumas tentativas para explicá-las, como por exemplo: falha ou interrupção do fornecimento de sangue do ovário, modificação dos impulsos nervosos da trompa e/ou do ovário, torção do ovário e aderências pélvicas. Outra explicação possível é uma insuficiência na fase lútea causada pela supressão da irrigação entre útero e ovário.

Além disso, parar de usar o DIU (dispositivo intra-uterino) ou a pílula também pode causar alterações na menstruação. O DIU predispõe ao aumento da quantidade e da duração do fluxo menstrual. Quando a usuária deixa de usá-lo, esses sinais têm a tendência de diminuir. O ciclo menstrual é normalizado e a quantidade de fluxo diminui quando são usados contraceptivos hormonais. Assim, quando deixam de usar esse método, frequentemente os ciclos menstruais irregulares regressam.

É importante ter em conta os padrões menstruais anteriores à esterilização. Se os ciclos menstruais eram irregulares, provavelmente serão irregulares outra vez.

Na presença de ciclos menstruais irregulares, poderá ser prescrita pílula hormonal, na tentativa de regularizar o fluxo. O médico ginecologista deverá ser consultado.

Bolinhas com pus na parte de dentro da vagina e muita dor. O que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Bolinhas com pus na parte de dentro da vagina que provocam muita dor podem ser algum tipo de infecção vaginal. O pus e a dor são sinais e sintomas de infecção, o que reforça as chances de ser uma infecção vaginal.

Em geral, as infecções vaginais produzem também sintomas como:

  • Corrimento;
  • Sensação de desconforto abaixo do estômago;
  • Coceira;
  • Dor ao urinar;
  • Dor ou dificuldade para ter relações sexuais.

As vulvovaginites, como são chamadas as infecções vaginais, quase sempre têm como causa micro-organismos (fungos, bactérias) que podem ou não ser transmitidos pelo contato sexual.

Porém, uma infecção vaginal também pode estar relacionada com fatores físicos, químicos, hormonais e anatômicos, que aumentam a predisposição para desencadear o processo.

Tais fatores modificam a flora vaginal, favorecendo o aparecimento de infecções. Entre eles estão:

  • Diabetes;
  • Uso de esteroides;
  • Traumas;
  • Uso de lubrificantes e absorventes internos e externos;
  • Depilação exagerada e frequente;
  • Roturas perineais;
  • Prática de sexo não convencional;
  • Uso de DIU;
  • Estrogênio baixo ou elevado.

Para saber ao certo a origem dessas bolinhas com pus dentro da vagina, você deve procurar o/a médico/a ginecologista ou o/a médico/a de família. Ele/ela poderá diagnosticar a origem dessa eventual infecção e prescrever o tratamento mais adequado para o seu caso. 

Como reduzir o fluxo menstrual?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Para reduzir o fluxo menstrual existem orientações alimentares, tratamentos medicamentosos e procedimentos ginecológicos com ótimos resultados. No entanto, é importante entender a causa desse problema.

O aumento do fluxo menstrual pode indicar algum problema de saúde, e sendo diagnosticado rapidamente, possibilita o tratamento precoce e eficaz.

O médico especialista na saúde da mulher é o ginecologista.

Tratamentos para diminuir a menstruação 1. Orientação alimentar

A orientação alimentar, consiste em reduzir alimentos com alta concentração de vitamina K, como espinafre, brócolis e couve-flor, por exemplo. Porém, são alimentos de grande importância para o funcionamento do organismo, então é fundamental que essa medida seja definida e acompanhada por um profissional da área, um nutricionista.

2. Anticoncepcionais

O uso de anticoncepcionais, seja oral, injetável, ou na forma do DIU (dispositivo intrauterino) de hormônio, reduz consideravelmente a proliferação celular da camada do útero, o endométrio. Essa camada descama na ausência da gravidez, dando origem a menstruação. Como está reduzida, o sangramento será menor.

3. Anti-inflamatórios não esteroidais (AINE)

Os AINE reduzem os níveis de prostaglandina, substância em grande quantidade na circulação sanguínea de mulheres com fluxo menstrual aumentado. Essa redução causa uma diminuição do sangramento, além de reduzir também as cólicas menstruais. Os AINE mais utilizados são o ibuprofeno (Alivium®) e o ácido mefenâmico (Ponstan®).

4. Ácido Tranexâmico®

Os antifibrinolíticos como o ácido tranexâmico®, são utilizados para diminuir o sangramento uterino, de casos que não respondem aos tratamentos iniciais ou que tem maior risco como mulheres com anemia importante.

5. Procedimentos

Alguns procedimentos como a curetagem uterina, tamponamento, histerectomia e ablação do endométrio, são medidas mais invasivas, com maior risco de complicações, por isso devem ser indicadas para casos que não respondem ou que oferecem riscos de vida à mulher.

Causas de fluxo menstrual aumentado

O fluxo menstrual intenso (menorragia) pode ser causado por distúrbios como o sangramento uterino disfuncional, endometriose, presença de pólipos, miomas e tumores. Nesses casos, a redução do fluxo menstrual só será possível, com a ressecção do problema.

O que é uma menstruação normal?

A menstruação considerada normal, é um sangramento que ocorre a cada 25 a 35 dias, com duração de 2 a 7 dias e uma perda total de 20ml a 80ml de sangue, ao final do ciclo.

Os fluxos menstruais que não correspondem a essas características são considerados anormais.

O ginecologista ou o endocrinologista podem ser consultados para diagnosticar e tratar os problemas relacionados ao ciclo menstrual.

Saiba mais em: O que fazer para aumentar ou diminuir o fluxo menstrual?

Sangramento de escape pode ser considerado menstruação?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não. Sangramento de escape é diferente do sangramento menstrual e não é considerado menstruação.

Sangramento de escape é a perda mínima de sangue que pode ocorrer ao longo do ciclo menstrual. Esse sangramento não é prolongado, é percebido na calcinha manchada e às vezes a mulher não sente necessidade do uso de absorvente. Geralmente é associado ao uso de anticoncepcional hormonal como pílula, adesivo, anel vaginal implante intradérmico e DIU (Dispositivo intra uterino).

As mulheres fumantes são mais propensas a esse tipo de sangramento. A interrupção do tabagismo é sugerida como medida de melhora.

A maioria das mulheres apresenta resolução espontânea do problema, não precisando de intervenção com medicações ou mudança de método anticonceptivo. Caso o sangramento de escape incomode demasiadamente, a mulher pode procurar o/a ginecologista, clínico/a geral ou médico/a de família para orientações.