DIU

Vou ficar menstruada existe algo para adiantar ou atrasar a menstruação?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, existem duas formas diferentes de atrasar a menstruação, uma está indicada para mulheres que fazem uso de contraceptivo oral e outra para mulheres que não fazem uso da pílula.

Se faz uso de contraceptivo oral

Caso faça uso de pílula contraceptiva uma das formas mais prática de atrasar a menstruação é tomar a pílula de forma contínua, sem a pausa entre uma cartela e outra.

Poderá tomar o anticoncepcional continuamente durante o período que desejar, quando quiser menstruar deve fazer a pausa ao fim da cartela, antes de começar a próxima.

É importante destacar que quando se faz o uso contínuo da pílula a chance de apresentar sangramento de escape é maior, principalmente no começo.

Geralmente o sangramento de escape é em pequena quantidade e não atrapalha tanto a mulher que deseja parar de menstruar por algum motivo específico como ir à praia ou viajar.

Leia também: Posso engravidar na pausa do anticoncepcional?

Se não faz uso de contraceptivo oral

Caso não faça uso de pílula, a forma segura de atrasar a menstruação é através do uso da noretisterona, um tipo de progesterona, um dos hormônios do ciclo menstrual feminino.

É possível usar a noretisterona isolada em comprimidos de 5mg ou em comprimidos em associação com o etinilestradiol (Primosiston).

Os níveis de progesterona se manterão altos enquanto fizer o uso de noretisterona, que deve ser no máximo durante 14 dias. Ao cessar o uso da medicação o sangramento menstrual irá vir após 2 a 3 dias.

Caso deseje fazer uso da noretisterona para retardar a menstruação é importante conversar com o seu médico de família ou ginecologista antes, para a correta orientação sobre o uso do medicamento.

Além disso, é importante ter certeza que a mulher não está grávida antes de tomar o medicamento, por isso descartar essa possibilidade é essencial.

E adiantar a menstruação?

Não há uma maneira segura para adiantar a menstruação, tanto em mulheres que fazem contraceptivo hormonal, quanto naquelas que não usam anticoncepcional.

Para adiantar a menstruação algumas mulheres que fazem uso de pílula até podem parar de tomar a pílula e fazer a pausa mais cedo.

No entanto, esse método não é recomendado, porque irá afetar substancialmente a eficácia da pílula e poderá ocasionar irregularidade menstrual.

Para mais esclarecimentos consulte o seu ginecologista ou médico de família.

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Dúvidas sobre anticoncepcional

Como tomar a pílula do dia seguinte?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

A "pílula do dia seguinte" deve ser tomada o quanto antes, se possível logo após a relação sem proteção. A mulher deve tomar a pílula segundo a orientação do fabricante.

Existem pílulas que devem ser usadas em dois comprimidos, e outras pílulas em dose única.

A eficácia da pílula do dia seguinte só está garantida, quando a primeira dose é tomada até 72 horas após a relação desprotegida. Nas primeiras 24 horas, sua eficácia chega a 95%, depois de 48 horas, cai para 85% e próxima as 72 horas, tem apenas 58% de eficácia.

O único método anticoncepcional que pode ser usado para prevenir uma gravidez após uma relação sem proteção é a pílula do dia seguinte. Contudo, vale frisar que a pílula somente evita a gravidez para a relação já ocorrida, ou seja, se depois de tomar a pílula do dia seguinte houver outra relação sem proteção e a mulher não estiver usando outro método anticoncepcional, ela poderá engravidar.

Por isso, após tomar a pílula do dia seguinte, recomenda-se ter relações com métodos contraceptivos seguros até a vinda da menstruação. Se depois de 4 semanas o período menstrual ainda não ocorrer, deverá procurar atendimento e realizar um teste de gravidez.

Como funciona a pílula do dia seguinte?

A pílula do dia seguinte geralmente contém levonorgestrel, um tipo de progesterona sintética, em alta dose. O mecanismo de ação é diferente dependendo do período do ciclo menstrual em que a mulher estiver.

A pílula do dia seguinte pode provocar retardamento ou inibição da ovulação, alterar a motilidade tubária e dificultar a passagem do espermatozoide no muco cervical, impedindo a fecundação, ou impedir que o óvulo fecundado se fixe na parede do útero.

Depois da implantação do óvulo fecundado no endométrio, a pílula do dia seguinte não possui efeito, por isso não provoca aborto. O seu uso também não causa malformações fetais em caso de gravidez.

O medicamento pode ser usado por qualquer mulher, mesmo para aquelas que não podem tomar pílula anticoncepcional.

Quando devo tomar a pílula do dia seguinte?

A pílula do dia seguinte é indicada após uma relação sexual que represente risco de gravidez, como por exemplo, em casos de problemas com o método de uso regular (falha da camisinha, expulsão do DIU, deslocamento do diafragma, eventual relação sem proteção).

É importante lembrar que a pílula do dia seguinte deve ser usada apenas como método de emergência. O ideal é usar outros métodos contraceptivos muito mais seguros e eficazes, como a pílula anticoncepcional comum associada ao uso de camisinha.

Nestes casos, um/a médico/a, preferencialmente um/a ginecologista, deverá ser consultado/a para prescrição do melhor método anticoncepcional em cada caso.

Quais são os efeitos colaterais da pílula do dia seguinte?

Em geral, a pílula do dia seguinte é bem tolerada. Porém, o uso do medicamento pode causar efeitos colaterais em alguns casos. Cerca de 25% das mulheres que tomam a pílula do dia seguinte apresentam náuseas e cerca de 12% podem ter vômitos.

Outros efeitos colaterais da pílula do dia seguinte incluem: aumento da tensão nas mamas, dor de cabeça, tontura, cansaço, diarreia e sangramento de escape. Contudo, esses efeitos secundários tendem a desaparecer nas primeiras horas.

Para maiores esclarecimentos sobre a pílula do dia seguinte, consulte um/a médico/a clínico/a geral, médico/a de família ou ginecologista.

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Qual a diferença do sangramento da nidação e do escape?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não há diferença entre os sangramentos, somente sabemos se foi um ou outro depois. Se foi nidação, uma gravidez deve aparecer. Se foi escape, uma gravidez não deve aparecer.

O sangramento da nidação é uma perda de sangue que ocorre no momento em que o óvulo fecundado fixa-se na parede interna do útero, logo no início da gravidez. Já o sangramento de escape, também chamado spotting, é aquele que ocorre fora do período menstrual, daí ser conhecido também como sangramento intermenstrual.

O sangramento de nidação é um tipo de escape. No entanto, utiliza-se o termo “nidação” para diferenciá-lo dos outros tipos de sangramento, já que essa perda de sangue é característica do começo da gestação.

Tanto no sangramento de escape como no de nidação, há uma perda de sangue pequena, sendo observadas pequenas gotas de sangue na calcinha. Esse tipo de sangramento não é suficiente para cobrir um absorvente.

A ocorrência de sangramento de escape no início da gestação também pode ser sinal de gravidez ectópica, que ocorre quando o óvulo fecundado se desenvolve fora do útero. Trata-se de uma condição que pode ser fatal se não for tratada.

Sangramento de escape pode ser gravidez?

Sim, um sangramento de escape pode ser gravidez. Porém, a nidação nem sempre causa sintomas e nem todas as mulheres apresentam sangramento. Por outro lado, algumas gestantes podem ter escape durante as primeiras 20 semanas de gravidez.

Além da nidação, a ocorrência de sangramento de escape no 1º trimestre de gravidez pode ainda ser devida a relações sexuais, infecções e alterações hormonais.

As causas mais graves de escape no 1º trimestre de gestação incluem:

  • Aborto espontâneo: quase todas as mulheres que abortam espontaneamente têm sangramento antes do aborto;
  • Gravidez ectópica: pode causar sangramento e cólicas;
  • Gravidez molar: ocorre quando o óvulo fertilizado se implanta no útero e não se desenvolve.

A gestante deve procurar atendimento médico se apresentar:

  • Sangramento intenso;
  • Sangramento com cólicas ou dor;
  • Tontura e sangramento;
  • Dor no abdômen ou na pelve.
O que pode causar sangramento de escape?
  • Miomas uterinos ou pólipos uterinos ou cervicais;
  • Alterações hormonais;
  • Inflamação ou infecção do colo do útero ou do útero;
  • Lesão ou doença na vagina causada por relações sexuais, trauma, infecção, pólipo, verrugas genitais, úlcera ou varizes;
  • Uso de DIU;
  • Gravidez ectópica;
  • Aborto espontâneo;
  • Complicações na gravidez;
  • Secura vaginal devido à falta de estrógeno após a menopausa;
  • Estresse;
  • Usar anticoncepcional hormonal de forma irregular, como iniciar e interromper ou pular pílulas anticoncepcionais, adesivos ou anéis vaginais;
  • Hipotireoidismo;
  • Uso de anticoagulantes;
  • Câncer ou lesões pré-cancerígenas no colo do útero, útero ou trompas de Falópio;
  • Exame pélvico, biópsia cervical ou outros procedimentos no colo do útero ou endométrio.

O sangramento vaginal que ocorre entre os períodos ou após a menopausa pode ser causado por vários problemas. A maioria é benigna e pode ser facilmente tratada. Em alguns casos, o sangramento pode ser sinal de câncer ou pré-câncer. O risco de desenvolver câncer aumenta para aproximadamente 10% em mulheres com sangramento na pós-menopausa.

Portanto, qualquer perda de sangue deve ser avaliada pelo/a médico/a de família, clínico/a geral ou ginecologista.

O DIU atrasa a menstruação?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, o DIU pode atrasar a menstruação devido às alterações menstruais que o dispositivo provoca. O DIU pode causar diminuição ou aumento do fluxo menstrual e até mesmo ausência de menstruação (amenorreia).

Em torno de 50% das mulheres que colocam o DIU hormonal deixam de menstruar após 24 meses de uso. Portanto, o "atraso da menstruação" pode ser, na realidade, ausência dela.

A irregularidade menstrual é esperada e ocorre principalmente nos primeiros meses de uso do DIU de cobre ou liberador de levonorgestrel, com tendência para melhorar ao longo do tempo.

O DIU de cobre, pode provocar um sangramento mais intenso, que é tratado com medicamentos específicos.

Já o DIU liberador de levonorgestrel tende a diminuir a menstruação com o passar do tempo. Isso se manifesta através de sangramento leve, sangramento de escape ou ausência de menstruação.

Veja também: O DIU tem efeitos colaterais?

No entanto, em caso de atraso da menstruação, a primeira coisa a fazer é verificar se há gravidez ou não. Apesar do DIU ser bastante eficaz, pode ocorrer uma gravidez em cada 100 pacientes que utilizam o método.

Mas é importante lembrar que o DIU tem uma eficácia contraceptiva considerada superior aos medicamentos por via oral, uma vez que não precisa ser tomado diariamente e por isso não há risco de esquecimento.

A mulher deve informar seu/sua ginecologista, clínico/a geral ou médico/a de família se notar qualquer alteração na sua menstruação durante a utilização do DIU. 

Posso fazer transvaginal estando menstruada?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, a mulher pode fazer a ultrassonografia transvaginal estando menstruada.

Esse exame pode ser feito ao longo de todo o ciclo da mulher. Em alguns casos específicos, o/a médico/a poderá solicitar que o exame seja feito durante a menstruação. Se houver essa indicação, a mulher deve fazer o exame no período menstrual.

Caso nenhuma indicação específica seja feita, a mulher é orientada a fazer a ultrassonografia em outro período do ciclo não estando menstruada.

Aconselha-se, geralmente, que o exame seja feito fora do período menstrual para não gerar na mulher o desconforto com o sangramento durante o exame. Por isso, logo quando acabar o sangramento, a mulher já pode realizar o exame.

A ultrassonografia transvaginal serve para avaliar órgãos e estruturas pélvicas da mulher como útero, endométrio, ovários, trompas uterinas, etc. É um exame de imagem em que, através de um aparelho, o/a médico/a visualiza de imediato normalidades ou possíveis alterações nessa região.

Examinando com maior proximidade e nitidez, estruturas e órgãos pélvicos como o útero, os ovários, o colo do útero e as trompas, o exame pode ser indicado para avaliar a espessura do endométriosangramento uterino; presença de massa pélvica (mioma, câncer); anomalias no útero; localização do DIU; avaliação da gravidez e auxiliar as técnicas de reprodução assistida.

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Como aliviar cólica menstrual?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Uma forma de aliviar a cólica menstrual é deitar-se em posição fetal com uma bolsa de água morna na parte inferior do abdômen e permanecer em repouso. Deitar de costas, com as pernas dobradas e as plantas dos pés apoiadas no chão e balançar as coxas lentamente de um lado para o outro também pode ajudar a aliviar a cólica.

Praticar atividades físicas regulares auxiliam no alívio das cólicas menstruais porque libertam endorfinas, substâncias que atuam como analgésicos naturais do organismo.

Yoga, técnicas de relaxamento, consciência corporal, biofeedback e acupuntura podem ser úteis em algumas mulheres.

Enquanto medicações, os anti inflamatórios como Ibuprofeno, Ácido Mefenâmico (Ponstan®) ou os antiespasmódicos como a Escopolamina (Buscopan®) podem ser usados.

O uso contínuo de anticoncepcionais (pílula, injeção, DIU, anel vaginal ou adesivo transdérmico) reduz o fluxo menstrual e alivia as dores mensais da cólica menstrual.

Se a cólica é muito intensa e não é aliviada com algumas dessas medidas, é recomendado uma avaliação médica para investigar as possíveis causas e indicação de algum tratamento específico.

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Posso mudar de anticoncepcional antes de terminar a cartela?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. Você pode mudar de anticoncepcional antes de terminar a cartela

Quando a mudança ocorre de pílula para outra pílula, recomenda-se iniciar a nova medicação no dia seguinte ao último comprimido da cartela antiga. Dessa forma, você emenda as duas cartelas e não realiza intervalo entre elas.

Se a mulher está tomando a pílula e vai trocar para outro método como adesivo, implante, anticoncepcional injetável ou DIU, ela deve iniciar esse novo método antes de acabar a cartela. Esse tempo é variável de acordo com o método a se iniciar. Por isso, na transição de um método contraceptivo para outro, é importante uma consulta prévia com o/a médico/a para evitar possíveis falhas.

Se você já usa uma pílula anticoncepcional e irá mudar de medicação, pode tomar 1 comprimido por dia até o fim da cartela e iniciar a nova cartela da nova pílula no dia seguinte ao término da cartela antiga. Continue tomando 1 comprimido por dia da nova medicação normalmente sempre no mesmo horário. 

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Como funciona a pílula do dia seguinte?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

A "pílula do dia seguinte" é um método anticoncepcional de emergência que age de várias formas para impedir a gestação, em situações de emergência (estupro, falha da camisinha, expulsão do DIU, deslocamento do diafragma, eventual relação sem proteção, etc). Idealmente, deve-se utilizar outros métodos contraceptivos muito mais seguros e eficazes, como por exemplo a pílula anticoncepcional comum associada ao uso de camisinha). O remédio pode agir antes ou depois da fecundação (quando um espermatozoide fecunda o óvulo). A mulher só é considerada grávida quando além da fecundação ocorre a nidação do óvulo fecundado no endométrio (parede uterina), que a partir desse momento é chamado de embrião.

O funcionamento da pílula do dia seguinte depende da fase do ciclo menstrual em que a mulher está: Se a mulher ainda não tiver ovulado, o medicamento inibe a ovulação (impede a liberação do óvulo). Se a ovulação já tiver ocorrido, a pílula age de outra forma: altera a composição da secreção vaginal, agindo no muco cervical e endométrio, tornando o ambiente hostil para os espermatozoides, que morrem antes de conseguirem chegar às tubas uterinas (onde fecundariam o óvulo). Ainda que ocorra a fecundação, se ainda não houve a nidação, a pílula consegue interferir no processo: altera o endométrio (camada interna do útero), impedindo a fixação do óvulo fecundado. Após a nidação, a eficácia da pílula é nula.

A eficácia deste medicamento é maior quando a primeira dose é tomada até 72 horas após a relação: nas primeiras 24 horas, sua eficácia chega a 95%. Depois de 48 horas, cai para 85% e após 72 horas, apenas 58%. A segunda pílula deve ser tomada doze horas após a ingestão da primeira, e não devem ser ingeridos mais do que estes dois comprimidos.

Nestes casos, um médico, preferencialmente um ginecologista, deverá ser consultado para prescrição do medicamento e avaliação correta, caso a caso.

Tive relação sexual no 1° dia da menstruação, posso engravidar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Durante a menstruação é muito raro a mulher engravidar, mas não podemos dar 100% de certeza. Isso porque, algumas vezes a mulher pode apresentar um pequeno sangramento, que chamamos de "escape", ao longo do ciclo, e confundir com menstruação.

Por isso dizemos que a única forma de prevenir uma gravidez indesejada, em quase 100% de eficácia, é com uso de contraceptivos, seja uso regular de anticoncepcional, método de barreira, como a camisinha, ou uso da pílula do dia seguinte.

A pílula só pode ser utilizada até 72h após a relação, e sua eficácia é maior, quanto antes for tomada. Contudo deve ser reservada realmente para essas situações de urgência, e com cuidado para que não seja frequente, pois, a concentração elevada de hormônios pode causar efeitos colaterais à mulher.

Tomar pílula do dia seguinte estando menstruada, posso engravidar?

Não. Se estiver menstruada você já praticamente não tem chances de engravidar, se ainda assim achar necessário tomar a pílula do dia seguinte, seja por não ter certeza da menstruação, ou outra questão, desde que seja dentro das 72 h após a relação, não há chances de engravidar.

Atenção ao uso excessivo ou desnecessário de medicação, pois pode ser prejudicial a sua saúde e equilíbrio hormonal.

Se observar a necessidade frequente do uso de contraceptivo de urgência, seja qual for a causa, orientamos a conversar com seu médico ou médica ginecologista, para avaliar um método contraceptivo mais eficaz, como dispositivo intrauterino (DIU), anticoncepcionais adesivos, injetáveis, trimestrais, entre outros. Atualmente existem muitas opções, o que facilita a melhor escolha para cada mulher.

Sempre vale ressaltar que, as relações sem proteção de barreira, além do risco de gravidez não planejada, oferecem risco de doenças sexualmente transmissíveis, como sífilis, AIDS, HPV, gonorreia, entre tantas outras. Por isso o mais recomendado é sempre fazer uso de proteção de barreira durante as relações sexuais.

Para mais esclarecimentos agende uma consulta com médico/a ginecologista.

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É possível ver que está grávida num ultrassom pélvico?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. O ultrassom pélvico detecta a presença de gravidez.

O ultrassom pélvico serve para avaliar órgãos e estruturas pélvicas da mulher como útero, endométrio, ovários, trompas uterinas, etc. É um exame de imagem em que, através de um aparelho, o/a médico/a visualiza de imediato normalidades ou possíveis alterações nessa região.

Examinando com maior proximidade e nitidez, estruturas e órgãos pélvicos como o útero, os ovários, o colo do útero e as trompas, o exame pode ser indicado para avaliar a espessura do endométrio; sangramento uterino; presença de massa pélvica (mioma, câncer); anomalias no útero; localização do DIU; avaliação da gravidez e auxiliar as técnicas de reprodução assistida.

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Fiz exame de papanicolau e gostaria entender resultado...
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Significa que você tem uma infecção vaginal por um fungo, a Candida Albicans, e principalmente que não foram encontradas alterações celulares sugestivas de lesões precursoras de câncer. A busca por lesões pré-malignas é o objetivo principal da realização desse exame.

O exame Papanicolau, também conhecido por colpocitologia oncótica cervical ou esfregaço cervicovaginal, é o principal exame para diagnóstico de lesões precursoras de câncer do colo do útero, ou seja, ele mostra se há presença de alterações celulares que podem originar um tumor maligno no colo do útero ou mostra eventualmente a presença do tumor ainda num estágio inicial.

Por isso, o Papanicolau, é considerado um exame de rastreamento de câncer do colo do útero, devido a possibilidade de descobrir lesões pré-neoplásicas, ou seja, lesões que antecedem o câncer, que quando devidamente tratadas impedem a evolução para o câncer.

Eventualmente, ele pode mostrar também outras alterações secundárias como a presença de fungos ou bactérias, como a Candida Albicans ou a Gardnerella Vaginalis, causadores de infecções e inflamações vaginais.

Atualmente também é comum que o material colhido durante a realização do papanicolau também sirva para a pesquisa do HPV (Papilomavírus Humano) no meio cervicovaginal.

Como é feito o exame do Papanicolau?

O exame de Papanicolau é feito através da coleta de uma pequena quantidade de secreção presente no orifício do colo do útero e em sua volta, também pode ser colhido conteúdo do fundo vaginal.

Para tanto, o médico utiliza um espéculo para abertura das paredes vaginais e assim conseguir visualizar o colo do útero, quando devidamente visualizado é então realizada a coleta dessa secreção cervicovaginal através de uma pequena espátula, que é passada envolta do orifício externo do colo do útero e uma pequena escovinha que é introduzida neste orificio para coleta das células presentes.

A amostra colhida é colocada ou em um recipiente líquido, ou em uma placa de vidro e encaminhada ao laboratório para avaliação e análise.

Como entender o resultado do Papanicolau?

No laudo do papanicolau estão presentes vários tópicos, cada um traz informações importantes para a sua correta interpretação.

Tipo da amostra

Neste campo está descrito em qual meio foi colocada a amostra de secreção colhida do colo do útero, se em meio líquido ou em uma lâmina de vidro (meio convencional).

Avaliação pré-analítica

Este é um tópico que pode ou não estar presente no laudo do Papanicolau, ele indica se houve algum problema com a amostra colhida, como a quebra da lâmina, ausência ou problemas na identificação da lâmina, entre outras alterações que inviabilizam a leitura do resultado.

Adequabilidade da amostra

Em alguns casos é possível que a amostra colhida apresente contaminações que impedem a correta análise do material cervical, como presença de sangue, pouco material presente, excesso de células sobrepostas que dificultam a leitura técnica.

Quando alguma dessas condições está presente tem-se que a amostra é insatisfatória e nessa situação é necessário repetir o exame. O mais comum é a amostra preencher todos os critérios de análise, nesse caso vem descrito nesse campo amostra "satisfatória".

Representação da amostra (epitélio representado na amostra)

Aqui está descrito quais tipos de células estão presentes na amostra colhida, é comum está descrito epitélio escamoso, glandular ou metaplásico.

Diagnóstico descritivo

É a parte mais importante da descrição do exame colpocitológico, onde são descritas as alterações celulares sugestivas de malignidade ou é destacada a normalidade do exame. É possível ter três grupos de resultados: Dentro dos limites da normalidade, Alterações celulares benignas e atipias.

Dentro dos limites da normalidade

Este é o resultado de quando o exame é perfeitamente normal, sem nenhuma alteração seja benigna ou maligna.

Alterações celulares benignas (ativas ou reparativas)

Nestes resultados estão descritas alterações que podem ocorrer e não se relacionam a lesões neoplásicas. Podem estar presentes alterações inflamatória decorrentes de agressões externas, uso de Diu, reações alérgicas, exposição a radiação ou mesmo decorrente da atrofia epitelial secundária a menopausa.

Atipias

As atipias são alterações nas células do colo uterino que requerem uma melhor avaliação, a depender do caso o médico pode solicitar a repetição do exame em alguns meses ou encaminhar para a realização de uma colposcopia, de modo a conseguir ver melhor quais alterações celulares estão presentes e se de fato são sugestivas da presença de um tumor.

Células atípicas de resultado indeterminado

As atipias de resultado indeterminado podem corresponder a dois grandes grupos:

  • Atipias possivelmente não neoplásicas ou células escamosas atípicas de significado indeterminado (ASCUS): indicam alterações celulares que possivelmentenão correspondem a alterações pré-neoplásicas, muitas vezes essas alterações são revertidas espontaneamente com o tempo, por isso, a conduta do médico nesse caso geralmente é repetir o exame de papanicolau em seis meses.
  • Atipia que não pode excluir lesão intraepitelial de alto grau (ASCH): nessa situação há um risco dessa atipia ser decorrente de uma lesão pré-maligna, não é possível descartar essa hipótese, por isso, após esse resultado está indicado a realização de uma colposcopia e eventualmente uma biópsia para esclarecer melhor o resultado.

Atipias em células escamosas

As atipias em células escamosas quando são descritas como lesão intraepitelial de baixo ou alto grau.

  • Lesão intraepitelial de baixo grau, antigamente também era chamada de Neoplasia intraepitelial de baixo grau ou NIC 1: São lesões pré-malignas, mas com baixo risco de tornarem-se câncer, costumam ser reversíveis. Geralmente os médicos optam por repetir o exame em 6 meses ou 1 ano.
  • Lesão intraepitelial de alto grau, antigamente eram denominadas de neoplasia intraepitelial de alto Grau 2 ou 3 (NIC 2 ou 3): esse resultado mostra que as alterações celulares já se estendem para uma camada maior do epitélio do colo uterino, portanto há maior risco desse tipo de lesão pré-maligna originar um câncer. Nessa situação a mulher deve realizar a colposcopia e biópsia. Em alguns casos, pode estar indicado realização de procedimentos de retirada do epitélio acometido, como a conização ou cauterização do colo uterino.
  • Lesão intraepitelial de alto grau, não podendo excluir microinvasão: este é um tipo de lesão pré-maligna de grande risco para o desenvolvimento de câncer, é necessário realização de biópsia uterina e tratamento.
  • Carcinoma epidermoide invasor: é o câncer de colo uterino propriamente dito, após o resultado é importante realização de biópsia e tratamento.
Microbiologia

Por fim, existe um último campo no laudo do papanicolau que mostra as bactérias presentes na vagina e caracterizadas pelo exame. Os resultados mais frequentes são:

  • Lactobacilus: são as bactérias da flora normal vaginal, esse é um resultado perfeitamente normal.
  • Candida sp: este fungo também é encontrado normalmente na vagina, no entanto, quando em grande quantidade pode provocar a candidíase, que causa sintomas como coceira e corrimento branco.
  • Bacilos supracitoplasmáticos (sugestivos de Gardnerella /Mobiluncus): são bactérias que também podem estar presentes normalmente na vagina, quando em grande quantidade podem ocasionar sintomas de vaginose como corrimento e mau cheiro.
  • Trichomonas vaginalis: é uma bactéria causadora da tricomoníase uma infecção vaginal que requer tratamento, portanto, quando essa bactérias vem descrita no papanicolau é necessário realizar o seu tratamento.

É válido ressaltar que o resultado de todo e qualquer exame sempre deve ser interpretado com o apoio do médico que o solicitou, que irá avaliar não apenas o resultado descrito no exame, mas também possíveis sintomas presentes e o contexto individual de cada mulher.

Converse com o seu médico sobre a realização do exame de papanicolau e o seu resultado, pois cada caso precisa ser analisado individualmente.

Tenho 47 anos ainda posso engravidar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Se ainda menstrua pode engravidar, embora a chance de gravidez seja muito pequena nesse período pré-menopausa. Após a menopausa, ou seja, após a última menstruação que a mulher apresenta já não há risco de gravidez.

Durante o período da pré-menopausa é comum a mulher apresentar ciclos menstruais irregulares e alguns sintomas característico do climatério, como fogachos e sensação de secura vaginal. No entanto, a mulher pode ainda ter um ou outro ciclo fértil com liberação de óvulo, caso ela mantenha relação sexual desprotegida nesse período pode engravidar.

Vale lembrar que os óvulos de mulheres acima dos quarenta anos também apresentam menor qualidade, o que pode dificultar o curso saudável de uma gravidez, aumentando o risco de complicações como aborto ou mesmo parto prematuro, por isso, a gravidez nessa idade é considerada de risco e exige um acompanhamento médico mais atento.

Como evitar uma gravidez na pré-menopausa?

A mulher que está no período pré-menopausa e não deseja engravidar pode optar pela adoção de algum método contraceptivo como uso de preservativo, inserção de Diu, ou uso de anticoncepcionais hormonais. Vale ressaltar que o uso de contraceptivos hormonais contendo estrógeno não é indicado para mulheres nessa idade que apresentem problemas de saúde como hipertensão arterial, diabetes mellitus ou sejam tabagistas, devido ao risco de doença cardiovascular.

Como engravidar na pré-menopausa?

Caso a mulher nessa idade deseje engravidar deve procurar um médico para uma avaliação da sua fertilidade e da proximidade ou não da menopausa. Só assim é possível definir a melhor estratégia para lidar com a dificuldade de uma gravidez nesse período. Eventualmente, podem ser tentadas técnicas que estimulam a ovulação ou mesmo a fertilização in vitro.

Para mais informações consulte o seu médico de família ou ginecologista.