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Mulher sem trompas pode engravidar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, a mulher sem trompas pode até engravidar naturalmente, mas é muito raro e vai depender do problema que ela apresente. A ausência completa de trompas, por exemplo uma malformação desde o nascimento, não tem como carrear o óvulo, portanto não poderia engravidar naturalmente, mas existem meios de implantar o óvulo no útero e desenvolver a gestação normalmente. Se for o caso de laqueadura, ou seja, a mulher se submeteu a "ligadura das trompas", apesar de raro pode sim acontecer, as trompas podem refazer o canal, se regenerar, e deixar que o óvulo passe, permitindo a gravidez.

Praticamente 100% das mulheres que fazem laqueadura ou que não tem trompas não engravidam mais. Os casos em que ocorre a recanalização das trompas seguida de gravidez são raríssimos.

Trata-se de um método anticoncepcional, como o preservativo, o DIU, o anticoncepcional oral ou o injetável.

Porém, a mulher que fez laqueadura e deseja engravidar pode recorrer às técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro ("bebê de proveta"). É o método mais indicado, pois a concepção do embrião é feita em laboratório para que depois ele seja transferido para o útero da mãe.

Se você não tem trompas ou fez uma laqueadura e deseja engravidar, fale com o seu médico ginecologista sobre as possibilidades da fertilização in vitro e tire as suas dúvidas.

Parar o anticoncepcional no meio da cartela, tem problema?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não há problema parar o anticoncepcional no meio da cartela.

Se você usa o anticoncepcional para efeitos contraceptivos, é importante se planejar para o uso de outro método como, por exemplo, preservativo, DIU (Dispositivo Intra-Uterino), anel vaginal, injeção, etc.

Caso você utilize o anticoncepcional para outros efeitos, é recomendado uma consulta médica para avaliar a disponibilidade de outro tratamento que possa substituir o efeito da pílula.

A mulher que deseja parar o uso da pílula anticoncepcional pode parar a qualquer momento. Você não precisa aguardar o término da cartela para interromper a medicação.

Para quem está iniciando o uso da pílula anticoncepcional, vale ressaltar que ela pode demorar em torno de 3 meses para promover a adaptação hormonal e sua efetividade contraceptiva. Além disso, a taxa dos efeitos colaterais é maior no primeiro ano de uso da pílula. Por isso, a mulher que quer usar a pílula por um tempo prolongado, não é desejável interrupções frequentes do uso.

Tendo em conta isso, é importante um planejamento adequado sobre quais outros métodos contraceptivos a mulher terá como opção no momento da parada do uso da pílula.

É normal ter sangramento de escape por causa do anticoncepcional?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, é normal ter sangramento de escape (spotting) por causa do anticoncepcional. Muitas vezes esses sangramentos de escape estão associados ao uso de anticoncepcionais hormonais como pílula, adesivo, anel vaginal, implante e DIU (Dispositivo intra uterino).

O spotting é mais comum e frequente quando se faz uso da pílula continuamente, sem intervalos e quando se faz uso de anticoncepcionais com menor dosagem de estrogênio, além disso costuma ocorrer spotting nos primeiros meses de uso do anticoncepcional, com o decorrer do tempo é comum cessar esse sintoma.

Vale ressaltar que o sangramento de escape não indica falha da pílula, portanto é importante continuar fazendo uso do método contraceptivo normalmente mesmo caso ocorra esse tipo de sangramento.

Em algumas situações principalmente quando o uso da pilula é contínuo pode ocorrer a cessação da menstruação e de qualquer sangramento, com o decorrer do tempo, o que também é um efeito esperado do anticoncepcional.

Grande parte dos casos de sangramento de escape decorrentes do uso de anticoncepcional apresenta resolução espontânea, sem necessidade de uso de outros medicamentos ou mudança da pílula ou do método contraceptivo.

Contudo, se o sangramento de escape for muito incômodo, fale com o seu médico ginecologista ou médico de família para receber orientações ou mudar a sua pílula.

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Porque não consigo gozar com homem nenhum?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Diferentes motivos podem impedir a mulher de ter prazer na relação e chegar ao orgasmo. Desde dificuldades de comunicação com o parceiro, pouco conhecimento do próprio corpo e das áreas que podem proporcionar prazer, sintomas de ansiedade ou depressão, conflitos psíquicos, alterações hormonais, uso de medicamentos, climatério, entre outras.

Um problema muito comum é as mulheres terem dificuldade em reconhecer aquilo que as proporciona prazer e quais áreas do corpo gostam de sentir estimuladas. Essa dificuldade  muitas vezes decorrente de uma educação sexual mais repressora e uma cultura que trata a sexualidade feminina como algo passivo. Portanto, é importante masturba-se, se tocar e observar-se e descobrir o que gosta e o que não gosta para comunicar ao parceiro durante a relação.

Um segundo ponto de dificuldade é a relação com o parceiro, visto que, confiança, comunicação são essenciais numa relação sexual. É importante comunicar o que está indo bem durante a relação e estimular o parceiro a continuar, da mesma forma comunicar o que desagrada.

Os homens costumam ficar estimulados sexualmente muito mais rapidamente que as mulheres, que precisam de mais tempo e mais estímulos sensitivos como toque e carícias. É essencial reforçar entre o casal que o prazer da mulher também é prioridade, sendo que as preliminares ajudam as mulheres a atingir o orgasmo mais facilmente, e é uma parte tão importante do ato sexual quanto a penetração.

Tentar relaxar e saber apreciar o momento são muito importantes. A ansiedade de querer chegar ao orgasmo pode justamente dificultá-lo. Alguns estudos mostram que embora muitas mulheres não consigam gozar mesmo assim sentem-se satisfeitas com a relação sexual, por conta da proximidade e intimidade que o sexo propicia.

Vale a pena lembrar que transtornos de ansiedade e depressão podem prejudicar a libido e causar anorgasmia, que é a falta de orgasmos. Da mesma forma os medicamentos que são usados no tratamento desses problemas, como os antidepressivos, também afetam a libido. Converse com o seu médico caso esteja em uso de algum medicamento. 

Uma outra classe de medicamentos que as mulheres frequentemente tomam e podem afetar substancialmente a libido e o prazer sexual são os anticoncepcionais por conta da sua ação hormonal. Portanto, caso note que tenha relação a falta de orgasmos e de prazer com o uso de hormônios comunique o seu médico, existem outras opções de contracepção sem ação hormonal como Diu de cobre e diafragma. 

O médico também pode ajudar quando a anorgasmia e a falta de desejo forem decorrentes de alterações hormonais do climatério, que é o período após a menopausa, ou quando doenças podem estar presentes como diabetes, esclerose múltipla, entre outras. 

Questões psicológicas também podem impedir uma vida sexual satisfatória como repressão sexual na infância, abuso sexual, educação religiosa. Nessas situações o acompanhamento psicológico e terapêutico pode auxiliar muito. 

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É normal sangrar depois de colocar o DIU?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Um leve sangramento pode ser observado depois de colocar o DIU. Ele pode ser explicado pela manipulação do colo do útero e útero durante o procedimento. 

Em geral, quando colocado pela primeira vez, o DIU deve ser colocado entre 5 a 10 dias após o primeiro dia da menstruação. A mulher pode sentir dores tipo cólica menstrual de leve intensidade durante e pouco após o procedimento. O sangramento observado pode ser de pequena quantidade e transitório.  

Caso a mulher observe a presença de uma sangramento em maior quantidade ou outros sintomas como dores abdominais, ela deve retornar à consulta com a/o profissional de saúde para uma avaliação. 

O DIU é um método anticoncepcional seguro e de longa duração. Porém, ele não previne doenças sexualmente transmissíveis, que devem ser evitadas com o uso de preservativo feminino ou masculino durante todos os atos sexuais. 

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Qual a diferença do sangramento da nidação e do escape?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não há diferença entre os sangramentos, somente sabemos se foi um ou outro depois. Se foi nidação, uma gravidez deve aparecer. Se foi escape, uma gravidez não deve aparecer.

O sangramento da nidação é uma perda de sangue que ocorre no momento em que o óvulo fecundado fixa-se na parede interna do útero, logo no início da gravidez. Já o sangramento de escape, também chamado spotting, é aquele que ocorre fora do período menstrual, daí ser conhecido também como sangramento intermenstrual.

O sangramento de nidação é um tipo de escape. No entanto, utiliza-se o termo “nidação” para diferenciá-lo dos outros tipos de sangramento, já que essa perda de sangue é característica do começo da gestação.

Tanto no sangramento de escape como no de nidação, há uma perda de sangue pequena, sendo observadas pequenas gotas de sangue na calcinha. Esse tipo de sangramento não é suficiente para cobrir um absorvente.

A ocorrência de sangramento de escape no início da gestação também pode ser sinal de gravidez ectópica, que ocorre quando o óvulo fecundado se desenvolve fora do útero. Trata-se de uma condição que pode ser fatal se não for tratada.

Sangramento de escape pode ser gravidez?

Sim, um sangramento de escape pode ser gravidez. Porém, a nidação nem sempre causa sintomas e nem todas as mulheres apresentam sangramento. Por outro lado, algumas gestantes podem ter escape durante as primeiras 20 semanas de gravidez.

Além da nidação, a ocorrência de sangramento de escape no 1º trimestre de gravidez pode ainda ser devida a relações sexuais, infecções e alterações hormonais.

As causas mais graves de escape no 1º trimestre de gestação incluem:

  • Aborto espontâneo: quase todas as mulheres que abortam espontaneamente têm sangramento antes do aborto;
  • Gravidez ectópica: pode causar sangramento e cólicas;
  • Gravidez molar: ocorre quando o óvulo fertilizado se implanta no útero e não se desenvolve.

A gestante deve procurar atendimento médico se apresentar:

  • Sangramento intenso;
  • Sangramento com cólicas ou dor;
  • Tontura e sangramento;
  • Dor no abdômen ou na pelve.
O que pode causar sangramento de escape?
  • Miomas uterinos ou pólipos uterinos ou cervicais;
  • Alterações hormonais;
  • Inflamação ou infecção do colo do útero ou do útero;
  • Lesão ou doença na vagina causada por relações sexuais, trauma, infecção, pólipo, verrugas genitais, úlcera ou varizes;
  • Uso de DIU;
  • Gravidez ectópica;
  • Aborto espontâneo;
  • Complicações na gravidez;
  • Secura vaginal devido à falta de estrógeno após a menopausa;
  • Estresse;
  • Usar anticoncepcional hormonal de forma irregular, como iniciar e interromper ou pular pílulas anticoncepcionais, adesivos ou anéis vaginais;
  • Hipotireoidismo;
  • Uso de anticoagulantes;
  • Câncer ou lesões pré-cancerígenas no colo do útero, útero ou trompas de Falópio;
  • Exame pélvico, biópsia cervical ou outros procedimentos no colo do útero ou endométrio.

O sangramento vaginal que ocorre entre os períodos ou após a menopausa pode ser causado por vários problemas. A maioria é benigna e pode ser facilmente tratada. Em alguns casos, o sangramento pode ser sinal de câncer ou pré-câncer. O risco de desenvolver câncer aumenta para aproximadamente 10% em mulheres com sangramento na pós-menopausa.

Portanto, qualquer perda de sangue deve ser avaliada pelo/a médico/a de família, clínico/a geral ou ginecologista.

Vou ficar menstruada existe algo para adiantar ou atrasar a menstruação?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, existem duas formas diferentes de atrasar a menstruação, uma está indicada para mulheres que fazem uso de contraceptivo oral e outra para mulheres que não fazem uso da pílula.

Se faz uso de contraceptivo oral

Caso faça uso de pílula contraceptiva uma das formas mais prática de atrasar a menstruação é tomar a pílula de forma contínua, sem a pausa entre uma cartela e outra.

Poderá tomar o anticoncepcional continuamente durante o período que desejar, quando quiser menstruar deve fazer a pausa ao fim da cartela, antes de começar a próxima.

É importante destacar que quando se faz o uso contínuo da pílula a chance de apresentar sangramento de escape é maior, principalmente no começo.

Geralmente o sangramento de escape é em pequena quantidade e não atrapalha tanto a mulher que deseja parar de menstruar por algum motivo específico como ir à praia ou viajar.

Leia também: Posso engravidar na pausa do anticoncepcional?

Se não faz uso de contraceptivo oral

Caso não faça uso de pílula, a forma segura de atrasar a menstruação é através do uso da noretisterona, um tipo de progesterona, um dos hormônios do ciclo menstrual feminino.

É possível usar a noretisterona isolada em comprimidos de 5mg ou em comprimidos em associação com o etinilestradiol (Primosiston).

Os níveis de progesterona se manterão altos enquanto fizer o uso de noretisterona, que deve ser no máximo durante 14 dias. Ao cessar o uso da medicação o sangramento menstrual irá vir após 2 a 3 dias.

Caso deseje fazer uso da noretisterona para retardar a menstruação é importante conversar com o seu médico de família ou ginecologista antes, para a correta orientação sobre o uso do medicamento.

Além disso, é importante ter certeza que a mulher não está grávida antes de tomar o medicamento, por isso descartar essa possibilidade é essencial.

E adiantar a menstruação?

Não há uma maneira segura para adiantar a menstruação, tanto em mulheres que fazem contraceptivo hormonal, quanto naquelas que não usam anticoncepcional.

Para adiantar a menstruação algumas mulheres que fazem uso de pílula até podem parar de tomar a pílula e fazer a pausa mais cedo.

No entanto, esse método não é recomendado, porque irá afetar substancialmente a eficácia da pílula e poderá ocasionar irregularidade menstrual.

Para mais esclarecimentos consulte o seu ginecologista ou médico de família.

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Dúvidas sobre anticoncepcional

Como tomar a pílula do dia seguinte?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A "pílula do dia seguinte" deve ser tomada o quanto antes, se possível logo após a relação sem proteção. A mulher deve tomar a pílula segundo a orientação do fabricante.

Existem pílulas que devem ser usadas em dois comprimidos, e outras pílulas em dose única.

A eficácia da pílula do dia seguinte só está garantida, quando a primeira dose é tomada até 72 horas após a relação desprotegida. Nas primeiras 24 horas, sua eficácia chega a 95%, depois de 48 horas, cai para 85% e próxima as 72 horas, tem apenas 58% de eficácia.

O único método anticoncepcional que pode ser usado para prevenir uma gravidez após uma relação sem proteção é a pílula do dia seguinte. Contudo, vale frisar que a pílula somente evita a gravidez para a relação já ocorrida, ou seja, se depois de tomar a pílula do dia seguinte houver outra relação sem proteção e a mulher não estiver usando outro método anticoncepcional, ela poderá engravidar.

Por isso, após tomar a pílula do dia seguinte, recomenda-se ter relações com métodos contraceptivos seguros até a vinda da menstruação. Se depois de 4 semanas o período menstrual ainda não ocorrer, deverá procurar atendimento e realizar um teste de gravidez.

Como funciona a pílula do dia seguinte?

A pílula do dia seguinte geralmente contém levonorgestrel, um tipo de progesterona sintética, em alta dose. O mecanismo de ação é diferente dependendo do período do ciclo menstrual em que a mulher estiver.

A pílula do dia seguinte pode provocar retardamento ou inibição da ovulação, alterar a motilidade tubária e dificultar a passagem do espermatozoide no muco cervical, impedindo a fecundação, ou impedir que o óvulo fecundado se fixe na parede do útero.

Depois da implantação do óvulo fecundado no endométrio, a pílula do dia seguinte não possui efeito, por isso não provoca aborto. O seu uso também não causa malformações fetais em caso de gravidez.

O medicamento pode ser usado por qualquer mulher, mesmo para aquelas que não podem tomar pílula anticoncepcional.

Quando devo tomar a pílula do dia seguinte?

A pílula do dia seguinte é indicada após uma relação sexual que represente risco de gravidez, como, por exemplo, em casos de problemas com o método de uso regular (falha da camisinha, expulsão do DIU, deslocamento do diafragma, eventual relação sem proteção).

É importante lembrar que a pílula do dia seguinte deve ser usada apenas como método de emergência. O ideal é usar outros métodos contraceptivos muito mais seguros e eficazes, como a pílula anticoncepcional comum associada ao uso de camisinha.

Nestes casos, um/a médico/a de família ou ginecologista deverá ser consultado/a para prescrição do melhor método anticoncepcional em cada caso.

Quais são os efeitos colaterais da pílula do dia seguinte?

Em geral, a pílula do dia seguinte é bem tolerada. Porém, o uso do medicamento pode causar efeitos colaterais em alguns casos. Cerca de 25% das mulheres que tomam a pílula do dia seguinte apresentam náuseas e cerca de 12% podem ter vômitos.

Outros efeitos colaterais da pílula do dia seguinte incluem: aumento da tensão nas mamas, dor de cabeça, tontura, cansaço, diarreia e sangramento de escape. Contudo, esses efeitos secundários tendem a desaparecer nas primeiras horas.

Para maiores esclarecimentos sobre a pílula do dia seguinte, consulte um/a médico/a clínico/a geral, médico/a de família ou ginecologista.

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O DIU atrasa a menstruação?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, o DIU pode atrasar a menstruação devido às alterações menstruais que o dispositivo provoca. O DIU pode causar diminuição ou aumento do fluxo menstrual e até mesmo ausência de menstruação (amenorreia).

Em torno de 50% das mulheres que colocam o DIU hormonal deixam de menstruar após 24 meses de uso. Portanto, o "atraso da menstruação" pode ser, na realidade, ausência dela.

A irregularidade menstrual é esperada e ocorre principalmente nos primeiros meses de uso do DIU de cobre ou liberador de levonorgestrel, com tendência para melhorar ao longo do tempo.

O DIU de cobre, pode provocar um sangramento mais intenso, que é tratado com medicamentos específicos.

Já o DIU liberador de levonorgestrel tende a diminuir a menstruação com o passar do tempo. Isso se manifesta através de sangramento leve, sangramento de escape ou ausência de menstruação.

Veja também: O DIU tem efeitos colaterais?

No entanto, em caso de atraso da menstruação, a primeira coisa a fazer é verificar se há gravidez ou não. Apesar do DIU ser bastante eficaz, pode ocorrer uma gravidez em cada 100 pacientes que utilizam o método.

Mas é importante lembrar que o DIU tem uma eficácia contraceptiva considerada superior aos medicamentos por via oral, uma vez que não precisa ser tomado diariamente e por isso não há risco de esquecimento.

A mulher deve informar seu/sua ginecologista, clínico/a geral ou médico/a de família se notar qualquer alteração na sua menstruação durante a utilização do DIU. 

Posso fazer transvaginal estando menstruada?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, a mulher pode fazer a ultrassonografia transvaginal estando menstruada.

Esse exame pode ser feito ao longo de todo o ciclo da mulher. Em alguns casos específicos, o/a médico/a poderá solicitar que o exame seja feito durante a menstruação. Se houver essa indicação, a mulher deve fazer o exame no período menstrual.

Caso nenhuma indicação específica seja feita, a mulher é orientada a fazer a ultrassonografia em outro período do ciclo não estando menstruada.

Aconselha-se, geralmente, que o exame seja feito fora do período menstrual para não gerar na mulher o desconforto com o sangramento durante o exame. Por isso, logo quando acabar o sangramento, a mulher já pode realizar o exame.

A ultrassonografia transvaginal serve para avaliar órgãos e estruturas pélvicas da mulher como útero, endométrio, ovários, trompas uterinas, etc. É um exame de imagem em que, através de um aparelho, o/a médico/a visualiza de imediato normalidades ou possíveis alterações nessa região.

Examinando com maior proximidade e nitidez, estruturas e órgãos pélvicos como o útero, os ovários, o colo do útero e as trompas, o exame pode ser indicado para avaliar a espessura do endométriosangramento uterino; presença de massa pélvica (mioma, câncer); anomalias no útero; localização do DIU; avaliação da gravidez e auxiliar as técnicas de reprodução assistida.

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Posso mudar de anticoncepcional antes de terminar a cartela?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. Você pode mudar de anticoncepcional antes de terminar a cartela

Quando a mudança ocorre de pílula para outra pílula, recomenda-se iniciar a nova medicação no dia seguinte ao último comprimido da cartela antiga. Dessa forma, você emenda as duas cartelas e não realiza intervalo entre elas.

Se a mulher está tomando a pílula e vai trocar para outro método como adesivo, implante, anticoncepcional injetável ou DIU, ela deve iniciar esse novo método antes de acabar a cartela. Esse tempo é variável de acordo com o método a se iniciar. Por isso, na transição de um método contraceptivo para outro, é importante uma consulta prévia com o/a médico/a para evitar possíveis falhas.

Se você já usa uma pílula anticoncepcional e irá mudar de medicação, pode tomar 1 comprimido por dia até o fim da cartela e iniciar a nova cartela da nova pílula no dia seguinte ao término da cartela antiga. Continue tomando 1 comprimido por dia da nova medicação normalmente sempre no mesmo horário. 

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Tive relação sexual no 1° dia da menstruação, posso engravidar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Durante a menstruação é muito raro a mulher engravidar, mas não podemos dar 100% de certeza. Isso porque, algumas vezes a mulher pode apresentar um pequeno sangramento, que chamamos de "escape", ao longo do ciclo, e confundir com menstruação.

Por isso dizemos que a única forma de prevenir uma gravidez indesejada, em quase 100% de eficácia, é com uso de contraceptivos, seja uso regular de anticoncepcional, método de barreira, como a camisinha, ou uso da pílula do dia seguinte.

A pílula só pode ser utilizada até 72h após a relação, e sua eficácia é maior, quanto antes for tomada. Contudo deve ser reservada realmente para essas situações de urgência, e com cuidado para que não seja frequente, pois, a concentração elevada de hormônios pode causar efeitos colaterais à mulher.

Tomar pílula do dia seguinte estando menstruada, posso engravidar?

Não. Se estiver menstruada você já praticamente não tem chances de engravidar, se ainda assim achar necessário tomar a pílula do dia seguinte, seja por não ter certeza da menstruação, ou outra questão, desde que seja dentro das 72 h após a relação, não há chances de engravidar.

Atenção ao uso excessivo ou desnecessário de medicação, pois pode ser prejudicial a sua saúde e equilíbrio hormonal.

Se observar a necessidade frequente do uso de contraceptivo de urgência, seja qual for a causa, orientamos a conversar com seu médico ou médica ginecologista, para avaliar um método contraceptivo mais eficaz, como dispositivo intrauterino (DIU), anticoncepcionais adesivos, injetáveis, trimestrais, entre outros. Atualmente existem muitas opções, o que facilita a melhor escolha para cada mulher.

Sempre vale ressaltar que, as relações sem proteção de barreira, além do risco de gravidez não planejada, oferecem risco de doenças sexualmente transmissíveis, como sífilis, AIDS, HPV, gonorreia, entre tantas outras. Por isso o mais recomendado é sempre fazer uso de proteção de barreira durante as relações sexuais.

Para mais esclarecimentos agende uma consulta com médico/a ginecologista.

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