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Doença

Língua branca é sinal de doença?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A língua branca pode ter diversas causas, mas na maioria das vezes não é sinal de doença. Normalmente, a língua esbranquiçada é causada por bactérias, restos de alimentos e células mortas que se acumulam entre as papilas gustativas (saburra lingual).

Entretanto, quando apenas uma parte pequena da língua é branca, em especial quando a lesão branca é aveludada ou elevada como uma ferida, pode sim ser sinal de alguma doença.

Dentre as possíveis condições que podem deixar a língua saburrosa estão a má higiene bucal, consumo de bebidas alcoólicas, tabagismo, febre, boca seca, desidratação, efeito adverso de algum medicamento, falta de ferro ou vitamina B7, língua geográfica, entre outras.

Contudo, há casos em que a língua branca pode ser sinal de alguma doença. Problemas no fígado ou no aparelho digestivo podem prejudicar a absorção de vitaminas, levando ao aparecimento de um manto branco na boca. 

A leucoplasia também provoca a formação de uma placa esbranquiçada ou manchas brancas sobre a língua. Enquanto que a saburra lingual sai com raspagem, a camada branca nesse caso persiste. A leucoplasia requer atenção devido ao risco de evoluir para câncer. 

Veja também: Leucoplasia é câncer?

O aparecimento de placas ou manchas brancas na língua ocorre também na candidíase oral, uma infecção bucal causada por um fungo. Além da língua, a doença também pode se manifestar nas mucosas da boca, no céu da boca e na garganta (orofaringe). As lesões podem causar dor e sangrar em alguns casos.

Saiba mais em: Quais são os sintomas da candidíase?

Consulte o/a dentista ou médico/a de família se a sua língua permanecer branca por várias semanas ou se você não conseguir remover a camada branca com raspagem ou escovação.

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Ultrassom vaginal pode detectar qualquer doença no útero?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não, o ultrassom vaginal não consegue detectar qualquer doença no útero. As principais doenças no útero que podem ser diagnosticadas pela ultrassonografia transvaginal são:

  • Miomas uterinos (tumores benignos);
  • Câncer de colo de útero:
  • Pólipos uterinos: Pequenos tumores que se desenvolvem na parede do útero e podem causar sangramento vaginal fora do período menstrual;
  • Sangramento anormal do útero;
  • Endometriose: Doença inflamatória causada por células do endométrio (camada interna do útero) que migram para outros locais como ovários ou para a cavidade abdominal, onde se multiplicam e provocam sintomas como sangramento excessivo.

Outras doenças e condições que podem ser detectadas pelo ultrassom transvaginal:

  • Cistos no ovário;
  • Tumores pélvicos;
  • Gravidez ectópica: Gestação que ocorre fora do útero;
  • Problemas menstruais;
  • Alguns tipos de infertilidade.

A ultrassonografia transvaginal é um exame utilizado para avaliar os órgãos genitais internos da mulher (útero e ovários), sendo importante para detectar doenças, acompanhar a gravidez, controlar a ovulação em mulheres que querem engravidar ou que estão fazendo tratamento de infertilidade.

Para maiores informações sobre eventuais doenças do útero que podem ser diagnosticadas através do ultrassom vaginal, fale com o/a médico/a ginecologista.

Qual a diferença entre Sintomas e Sinais de uma Doença?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A diferença ente sintomas e sinais de uma doença é que os sintomas são os relatos, as queixas, aquilo que o paciente diz ao/à médico/a durante a consulta. É o que o/a médico/a escuta ou pergunta ao/à paciente durante a entrevista médica (anamnese). É uma queixa subjetiva, o que a pessoa está sentindo ou sentiu. 

Já os sinais de uma doença são as imagens, os sons e outros dados objetivos que o/a médico/a vê, escuta, ausculta (com o auxílio do estetoscópio) e sente quando realiza o exame físico. É o que o/a médico/a consegue de dados pela sua observação direta.

Sinais e sintomas de uma doença são coisas distintas pois dependem da perspectiva de quem está contando a história ou avaliando a situação na relação médico-paciente.

Unhas amareladas podem ser sinal de doença?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, unhas amareladas podem ser sinal de algumas doenças. Dentre elas podemos destacar as doenças do fígado, como hepatites e cirrose; doenças autoimunes, como a diabetes, artrite reumatóide e tireoidites; doenças do sistema sanguíneo, como as talassemia e ainda, doenças pulmonares como a bronquite e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). 

Contudo, ter as unhas mais amarelas nem sempre indica sinal de doença. Por exemplo os idosos podem apresentar unhas amareladas sem ser um sinal de anormalidade; o uso prolongado de medicamentos, como os antibióticos; o contato frequente com água e produtos de limpeza; a ingesta excessiva de alimentos com caroteno, por exemplo a cenoura, abobora e batata-doce, chamada carotenemia, podem levar a coloração amarelada tanto nas unhas quanto na pele. 

Pessoas que têm as unhas dos pés muito compridas também podem ficar com as unhas amareladas. Nesse caso, a alteração da cor é causada pelo descolamento da unha que, por estar muito comprida, pode gerar uma alavanca e se descolar do seu leito.

Dentre as doenças, as principais responsáveis por deixar as unhas amarelas são a micose, o diabetes e os problemas pulmonares.

A onicomicose (micose na unha) é causada por fungos que consomem a proteína que forma a unha, deixando-a mais grossa, fraca e quebradiça ou rígida. Nas doenças respiratórias, as unhas engrossam, crescem muito devagar e vão ficando mais amarelas.

Veja também: Que tipos de micose existem?

As unhas saudáveis possuem uma aparência brilhante, não costumam lascar ou apresentar sinais de falta de hidratação. Unhas que mudam de coloração, descamam, escurecem, apresentam ranhuras ou manchas podem indicar diversos problemas de saúde.

Para avaliar se o amarelado da unha é ou não sinal de alguma doença, consulte um médico dermatologista.

Saiba mais em: 

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O que é doença de Paget? Quais os sintomas?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A doença de Paget, conhecida também por osteíte deformante, é uma doença crônica osteometabólica, aonde ocorre uma reabsorção exagerada do material ósseo, com consequente aumento de volume do osso acometido e remodelação inadequada, portanto parte do osso passa a ficar mais esponjosa e mais frágil.

A causa ainda não está bem estabelecida, e costuma ser mais comum em homens acima de 40 anos de idade.

A doença de Paget pode não apresentar qualquer sintoma, até que ocorra a primeira fratura ou seja diagnosticada acidentalmente por exames de sangue de rotina.

Entretanto é comum haver queixa de dores ósseas entre outros sintomas conforme descrito abaixo:

  • Dor óssea (sintoma mais comum);
  • Fraturas patológicas;
  • Deformidades ósseas;
  • Osteoartrites;
  • Compressão de nervos, estenose de canal.

O tratamento inclui medicamentos, inibidores de reabsorção óssea e em alguns casos pode ser indicado cirurgia, como nas compressões nervosas e osteoartrite grave, embora nenhum deles seja totalmente eficaz contra a doença.

O principal objetivo do tratamento, é diminuir as dores, restabelecer o metabolismo normal dos ossos, prevenir as deformidades e as complicações ósseas, como artrites, fraturas e compressão dos nervos.

A doença de Paget óssea dever ser diagnosticada pelo médico reumatologista ou ortopedista.

Doença de Paget Mamária

A doença de Paget mamária é uma outra doença, na verdade um tipo raro de câncer de mama que acomete a região da epiderme da aréola e do mamilo. Já a doença de Paget óssea não tem nenhuma relação com câncer.

Nesses casos a população mais acometida são idosas entre 60 e 70 anos de idade.

Os seus principais sintomas são:

  • Coceira e vermelhidão na aréola ou mamilo;
  • Pele espessa e áspera;
  • Ardência;
  • Bolhas com líquido;
  • Sangramento nos mamilos;
  • Presença de nódulos.

No início, a doença pode ser confundida com uma alergia, pois começa com uma vermelhidão e descamação que geralmente provocam ardência e coceira.

A seguir surgem feridas, que podem eliminar secreção e provocar dor intensa. Pode haver sangramento dos mamilos e em cerca de metade dos casos existe um nódulo palpável na mama.

O tratamento da doença de Paget mamária depende sobretudo do diagnóstico precoce e da extensão do tumor, sendo a cirurgia a forma de tratamento mais utilizada e resolutiva.

Nesses casos, a doença deve ser diagnosticada e acompanhada por um médico mastologista

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Vontade de comer terra é doença?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Vontade de comer terra pode ser um problema psicológico, psiquiátrico, físico ou um comportamento comum até os dois anos, quando a criança ainda têm dificuldades em diferenciar o que se pode comer. A vontade de comer terra (geofagia) ou coisas estranhas tais como sabonete, produtos de limpeza ou tinta é chamado picamalácia ou pica, e pode estar presente durante a gravidez e muitas vezes permanecendo mesmo após ela ter terminado.

Algumas causas para a vontade de comer terra e coisas estranhas:

  • problemas psicológicos como estresse, ansiedade, separação dos pais, problemas na interação familiar, abuso infantil;
  • problemas relacionados à fome, desnutrição ou à falta de nutrientes como o ferro, cálcio e zinco;
  • problemas neurológicos, como em crianças com autismo e pessoas com atrasos no desenvolvimento intelectual;
  • costumes socioculturais;
  • doenças psiquiátricas, como a esquizofrenia.

Comer terra e outras substâncias que não são alimentos podem causar distúrbios no estômago, no fígado, nos rins, nos intestinos, além de infecções e infestações por vermes. Embora muitas vezes as pessoas tenham dificuldade em falar sobre esses desejos com o médico, é importante que isso seja feito. O clínico geral poderá orientar o tratamento e encaminhamentos necessários.

Dormir demais pode ser alguma doença?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Dormir demais não é propriamente sinal de alguma doença. Pode indicar apenas cansaço e necessidade de relaxamento e recuperação. Contudo, pode ser preciso avaliar se a sonolência diurna é excessiva quando ela passa a prejudicar as atividades do dia a dia.

A hipersonia ou sonolência excessiva é um distúrbio que provoca dificuldade de manter-se acordado durante o dia, geralmente é causada por noites de sono mal dormidas.

Esse sono em excesso causa prejuízos na vida escolar, profissional, afetiva e social do indivíduo, além de provocar alterações cognitivas e aumentar bastante o risco de acidentes.

A sonolência excessiva pode ter como causas:

  • Privação crônica do sono;
  • Síndrome da apneia do sono;
  • Síndrome das pernas inquietas;
  • Uso de medicamentos.

Leia mais sobre as possíveis causas de sono excessivo em: Sono excessivo: o que pode ser?

A longo prazo a privação crônica de sono pode aumentar o risco de infarto, derrame, diabetes e obesidade.

Recomenda-se dormir de 7 a 8 horas por noite, embora o número de horas possa variar de 6 a 10 horas por noite. O tempo ideal de sono varia de pessoa para pessoa, de acordo com a idade e com o momento que estão vivento.

A quantidade ideal de sono é aquela que permite que a pessoa alcance um nível de vigilância e bem estar físico e mental ideal no dia seguinte.

Se você acha que está dormindo demais ou sente muito sono durante o dia, procure um médico de família para uma avaliação inicial, em alguns casos pode ser necessário consultar um neurologista especialista em distúrbios do sono para seguimento.

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Sexo Oral sem Camisinha pode-se contrair alguma doença?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Sexo oral sem proteção é uma das maneiras de contágios das DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis). Você fazendo sexo oral no seu parceiro, ou o seu parceiro fazendo sexo oral em você.

Uma pessoa só transmite uma doença se essa doença for transmissível (contagiosa), se houver o contato ou meio de transmissão e se a pessoa está contaminada.

Exemplo HPV: é uma doença causada por um vírus que é transmissível, você só pega HPV se tiver contato com o vírus hospedado no corpo de outra pessoa, e a pessoa só pode transmitir o HPV se ele possuir o HPV.

Leia também: O que é o exame de captura híbrida?

Coceira na cabeça é sinal de doença no couro cabeludo?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, coceira na cabeça pode ser sinal de inflamações e infecções no couro cabeludo, como foliculite (inflamação no local onde nasce o fio de cabelo), micose, dermatite seborreica (caspa) e dermatite de contato (alergia).

A foliculite é uma infecção bacteriana superficial do folículo capilar, local de saída do pelo. Pode seu causada por atritos, como coçar, usar chapéus ou bonés, uso de pomadas e cremes para outros problemas do couro cabeludo ou ainda devido à falta de higiene.

A micose é uma infecção fúngica que pode ocorrer em várias partes do corpo. A Tinea capitis é a micose que afeta o couro cabeludo e caracteriza-se pelo aparecimento de uma área em que há queda de cabelos, normalmente acompanhada de coceira e descamação.

Veja também: Que tipos de micose existem? 

A dermatite seborreica é um processo inflamatório do couro cabeludo causado pelo aumento da produção das glândulas sebáceas. Os seus principais sinais e sintomas são a descamação (caspa) e a coceira no couro cabeludo.

Saiba mais em: Dermatite seborreica tem cura? Qual o tratamento?

A coceira na cabeça também pode ser causada por produtos irritantes ou alérgenos, como tinturas para o cabelo, que provocam um processo inflamatório na pele. É a chamada dermatite de contato.

Há ainda a pediculose, que é a infestação dos cabelos por piolhos. Os seus principais sintomas são a coceira intensa no couro cabeludo, presença de lêndeas (ovos dos piolhos) e pequenas manchas vermelhas no couro cabeludo decorrentes da picada do inseto.

Veja aqui qual é o melhor tratamento para acabar com piolhos.

Portanto, a coceira na cabeça é um sintoma de que algo não está bem. Nesses casos, o ideal é consultar o/a médico/a dermatologista, médico/a de família ou clínico/a geral para uma adequada avaliação do seu couro cabeludo.

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Quais as causas e os sintomas da Doença de Alzheimer?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

A doença de Alzheimer, é uma doença neurodegenerativa, de evolução lenta e progressiva, que provoca atrofia do cérebro e com isso, o declínio global das funções mentais, levando à demência em pacientes idosos, preferencialmente acima dos 65 anos.

Os pacientes gradualmente perdem a capacidade de raciocínio, julgamento e memória, o que os torna dependentes de apoio em suas atividades diárias.

É importante salientar que pequenos esquecimentos são comuns e ocorrem com todas as pessoas, especialmente em períodos de maior estresse ou cansaço. Todavia, quando os lapsos de memória começam a ocorrer com frequência e são importantes, como esquecer o próprio endereço, sair de casa e se perder ou esquecer nomes de pessoas próximas, deve-se estar alerta e procurar atendimento médico para melhor avaliação.

Se, junto com a perda frequente e progressiva de memória para fatos recentes, o idoso também apresentar alterações do comportamento social, como apatia e tendência a se isolar, além de períodos de confusão, como guardar sal na geladeira ou as chaves de casa no armário dos alimentos, a doença deve ser uma hipótese a ser considerada.

Quais as causas do mal de Alzheimer?

As causas da doença de Alzheimer ainda não foram totalmente definidas. Estudos e evidências médicas apontam para uma associação entre propensão genética e exposição a fatores ambientais, porém faltam dados para essa comprovação.

Acredita-se que o acúmulo de uma proteína chamada beta amiloide nos neurônios seja um dos fatores responsáveis pelo desencadeamento da doença, mas por que essa substância se acumula em umas pessoas e em outras não, ainda precisa ser esclarecido.

Quais são os sintomas da doença de Alzheimer?

A doença de Alzheimer apresenta 3 sintomas básicos:

1. Perda da memória; afetando primeiramente a memória de fatos recentes. A pessoa não se lembra o que comeu no dia anterior, onde deixou objetos, recados, o dia do mês, entre outros episódios recentes. As memórias mais antigas ficam preservadas, mas também acabam por ser perdidas com a evolução da doença;

2. Alterações da capacidade intelectual, incluindo dificuldades com raciocínio lógico, linguagem, escrita, organização do pensamento, interpretação dos estímulos visuais, planejar e realizar tarefas complexas;

3. Alterações de comportamento, como perda da inibição, desconfiança sem razão, manias de perseguição, agitação e mais raramente, alucinações visuais ou auditivas.

Todos esses sinais e sintomas da doença progridem, de maneira que a pessoa perde a sua autonomia, necessitando de ajuda para realizar tarefas simples que antes executava facilmente, como se vestir ou se lavar, por exemplo.

Alzheimer e demência

A doença de Alzheimer é a principal causa de demência no mundo, e a demência é a principal característica clínica da doença de Alzheimer.

A demência é uma síndrome, ou seja, um conjunto de sinais e sintomas relacionados à deterioração das capacidades intelectuais do paciente.

Além da doença de Alzheimer, é também comum a ocorrência de demência em pacientes com múltiplos AVEs (acidentes vasculares encefálicos), doença de Parkinson, alcoolismo crônico, traumas cranianos, deficiência de vitaminas, hipotireoidismo grave, tumor cerebral e algumas outras doenças neurológicas.

A demência é uma síndrome de instalação lenta e progressiva, que muitas vezes passa despercebida em estágios iniciais. É comum o paciente idoso com demência em fases precoces ter suas alterações tratadas como “coisas normais da idade”.

Doença de Alzheimer tem cura? Qual é o tratamento?

A doença de Alzheimer não tem cura. O objetivo do tratamento é retardar a sua evolução natural, e manter as capacidade intelectuais da pessoa durante o maior tempo possível. Quanto mais cedo o mal de Alzheimer for diagnosticado e o tratamento iniciado, melhores serão os resultados.

O tratamento se baseia no uso de medicamentos específicos que diminuem os sintomas da doença. A medicação também estabiliza o comprometimento cognitivo, o comportamento e auxilia na realização das tarefas do dia-a-dia.

O medicamento rivastigmina, usado sob a forma de adesivo transdérmico, é uma das primeiras opções para tratar a doença de Alzheimer. Além dessa medicação, outros medicamentos podem ser prescritos, sozinhos ou em conjunto, são eles: donepezila, galantamina e memantina.

Depois de começar o tratamento, aproximadamente após 1 mês, o paciente deverá passar por uma nova avaliação para afirmação e ajustes de doses, e após essa primeira avaliação, dependendo de cada caso, o acompanhamento pode ser mantido a cada 3 a 6 meses para que o tratamento possa ser avaliado e atualizado para maior eficácia.

Alzheimer e associações

Importante sinalizar também aos pacientes e familiares de portadores de Alzheimer, que além de sua equipe médica, podem contar com grandes e consolidadas associações, como por exemplo a Abraz (associação brasileira de Alzheimer), a qual disponibiliza atendimento e orientações diversas sobre o tema. Desde ajuda quanto a necessidades pessoais, troca de experiências, informativos atualizados constantemente, busca de tratamento multidisciplinar, estudos novos, até na defesa dos seus direitos.

O/a especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da doença de Alzheimer é o/a médico/a neurologista.

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Quais os sintomas da Doença de Parkinson?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os sintomas da doença de Parkinson são compostos basicamente por 4 sinais principais:

  1. Tremores, unilateral, geralmente é o primeiro sintoma e o mais conhecido;
  2. Bradicinesia, caracterizado por lentidão nos movimentos voluntários; 
  3. Rigidez, principalmente nas articulações e
  4. Instabilidade postural, episódios de desequilíbrio, relato de quedas frequentes.

Além dos quatro sinais principais, o parkinsoniano pode apresentar ainda, alterações na fala, na forma de andar, e sintomas chamados de "não-motores". São sintomas menos correlacionados ao Parkinson, porém são frequentes e tão incapacitantes quanto os sintomas motores, popularmente conhecidos, o tremor e a rigidez.

Em geral, o sinal inicial da doença, é um ligeiro tremor em uma das mãos, mais intenso durante o repouso, semelhante ao "contar de moedas".  Normalmente o tremor melhora quando a pessoa movimenta voluntariamente o membro afetado e pode desaparecer durante o sono.

Os sintomas iniciais do Parkinson, são unilaterais, no caso de surgirem nos dois lados de forma simétrica, fala contra esse diagnóstico, embora com a evolução da doença, ambos os lados sejam acometidos.

A bradicinesia, ou a lentidão em iniciar um movimento, atrapalha bastante o dia a dia da pessoa, pois atitudes simples, como o levantar de uma cadeira, ou iniciar a marcha estão prejudicados. Movimentos que necessitam de maior destreza também, por exemplo, a escrita, o manuseio de talheres ou abotoar a roupa. 

A rigidez, sintoma como o nome já diz, torna a pessoa rígida, "endurecida", dificultando diversas atividades práticas do dia a dia, tanto atividades laborais quanto de lazer. Os movimentos se tornam cada vez mais penosos.

A instabilidade postural, prejudica ainda mais a marcha, o caminhar da pessoa com Parkinson. Qualquer movimento mais brusco, ou pisar em falso, que necessite de um controle rápido do corpo, leva a um grande desequilíbrio ou a queda.

Dentre as alterações encontradas na marcha, é comum a presença de passos curtos e pouco balanço dos braços, o que prejudica na estrutura da coluna, levando a uma cifose, perda do centro de gravidade, causando grande insegurança no caminhar e quedas frequentes.

Na fala, com a evolução da doença, os familiares, que são os primeiros a perceber, referem certa dificuldade em ouvir a voz do paciente, pela redução do tom de voz e aos poucos, as palavras parecem mais "emboladas". A fala pode se tornar confusa pela lentificação dos movimentos dos músculos da face e da língua.

A expressão facial do paciente parkinsoniano pode ficar mais "paralisada", pelo mesmo motivo da fala, lentificação dos músculos da face, se tornando pouco expressiva.

Por fim, os sintomas chamados sintomas não-motores, rotineiros na doença de Parkinson, estão presentes desde o início, embora pouco negligenciados pelos próprios pacientes. São sintomas que merecem atenção e tratamento conjunto imediato, pois interferem diretamente na qualidade de vida da pessoa. Podemos citar como sintomas mais comuns:

  • Distúrbio do sono, sonolência diurna intensa e incapacitante;
  • Alterações no trânsito gastrointestinal, constipação e azia são queixas comuns;
  • Sialorreia, salivação excessiva, por vezes causando constrangimento no ambiente social da pessoa;
  • Distúrbio de humor, ansiedade e depressão são sintomas geralmente associados a doença de Parkinson;
  • Fadiga, cansaço a pequenos e médios esforços, sem que outras doenças ou situações justifiquem os sintomas;
  • Sudorese intensa;
  • Disfagia, dificuldade de deglutir, acontece nos estágios avançados da doença;
  • Distúrbios de memória, sintoma comum também nos estágios mais avançados, podendo chegar à demência da doença de Parkinson.

Para que a doença de Parkinson seja diagnosticada, não é necessário que todos os sintomas da estejam presentes. Existem critérios diagnósticos bem definidos para essa doença, os quais  devem ser avaliados e aplicados pelo/a médico/a neurologista.

A Doença de Parkinson geralmente se instala de forma lenta e progressiva, em torno dos 60 anos de idade. Contudo, cerca de 10% dos casos ocorre antes dos 40 anos (parkinsonismo de início precoce) e mais raramente em pessoas com menos de 21 anos (parkinsonismo juvenil).

Qual a causa da Doença de Parkinson?

A doença de Parkinson ocorre devido a uma diminuição de dopamina, um neurotransmissor que atua como um mensageiro químico nas áreas cerebrais responsáveis pelos movimentos.

Essa redução dos níveis de dopamina ocorre devido à morte das células cerebrais que produzem a substância. Os sintomas da doença só começam a se manifestar quando ocorre a morte de pelo menos 80% dessas células.

Porém, a razão por que em algumas pessoas essas células morrem e em outras não, ainda não é conhecida. Existem fatores de risco para se desenvolver a doença, como história de Mal de Parkinson na família, exposição a pesticidas ou toxinas industriais e o envelhecimento natural.

Como a dopamina controla a atividade dos músculos, os sintomas do Parkinson estão diretamente relacionados com os movimentos. Há ainda outros sintomas que se manifestam no sono, no sistema nervoso autônomo, na fala e memória dos pacientes.

Doença de Parkinson tem cura? Qual é o tratamento?

A doença de Parkinson não tem cura. Porém, é possível controlar os sintomas através de medicamentos específicos, além de retardar a evolução da doença. O tipo de tratamento depende sobretudo do estágio em que se encontra e dos sintomas mais prevalentes. 

Uma das medicações usada para tratar a doença de Parkinson estimula a permanência de dopamina na fenda sináptica, área do cérebro em que ela atua, desde que o cérebro ainda tenha as células produtoras. 

Outros tipos de medicamentos procuram reproduzir a ação da dopamina no cérebro, enquanto outros impedem a sua degradação, prolongando a sua ação no cérebro.

Existem ainda opções de tratamentos cirúrgicos aprovados e consolidados, com excelentes resultados quando indicados no tempo ideal para sua realização. 

Apesar de não ter cura, com o tratamento adequado é possível controlar a doença de Parkinson, permitindo manter os sintomas sob controle e melhorando a qualidade de vida do paciente.

Meu Gama-GT deu 40, significa alguma doença?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Pouco provável significar alguma doença (pouco elevado e isolado não tem significado nenhum). Para um exame significar algo, precisa de uma história clínica, um exame físico, suspeitas diagnósticas, o resultado dos exames e a avaliação profissional de todos os dados juntos.