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Goji berry emagrece mesmo?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Não há evidência científica sólida sobre os benefícios do consumo da goji berry na medicina, seja para perda de peso ou como auxiliar no tratamento de doenças.

Goji berry é uma fruta de origem asiática que tem sido utilizada como auxiliar na perda de peso, além de ter sido associada a sensação de bem-estar e como auxiliar no tratamento de doenças como hipertensão.

Seu consumo sem indicação médica não é recomendado.

Dieta da proteína emagrece? Quais as vantagens e desvantagens?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A dieta da proteína emagrece, assim como toda e qualquer dieta pobre em calorias. A dieta da proteína é baseada no aumento do consumo de alimentos ricos em proteínas (carnes, aves, peixes, ovos, leite e derivados, leguminosas) e diminuindo a ingestão de carboidratos (pães, arroz, massa, batata).

Apesar de ter algumas vantagens, a dieta da proteína não é equilibrada. A privação de carboidratos (fonte de energia essencial para o funcionamento do organismo) e o excesso de proteínas na alimentação podem trazer riscos à saúde e causar efeitos colaterais.

Quais são as vantagens da dieta da proteína?

Uma das vantagens da dieta da proteína e razões por que a dieta funciona é o fato das proteínas demorarem mais tempo para serem digeridas e absorvidas pelo organismo, o que prolonga a sensação de saciedade e reduz a vontade de comer outros alimentos mais calóricos.

Uma vez que a digestão é mais longa, o organismo passa a utilizar a gordura corporal como fonte de energia, gerando emagrecimento.

As proteínas são a matéria-prima dos músculos. Sem proteínas na dieta, o organismo consome as proteínas dos músculos, daí a importância em manter uma ingestão adequada de proteínas na alimentação.

Por isso, essa dieta pode favorecer o aumento de massa muscular, dependendo da privação de carboidratos. Quanto menos carboidratos, mais o corpo irá usar as proteínas musculares como fonte de energia, resultando com o tempo em perda também de massa muscular.

Porém, se houver ganho de massa muscular devido ao aumento do consumo de proteínas, o corpo acaba por queimar mais calorias, o que favorece o emagrecimento.

Quais as desvantagens da dieta da proteína?

São muitas as desvantagens na dieta da proteína, principalmente quando não for devidamente acompanhado por um profissional especializado, entre elas:

  1. A baixa ingestão de carboidratos, que são fonte de energia e essenciais para o metabolismo celular, pode causar cansaço, tonturas, falta de energia, ansiedade, dificuldade de concentração, insônia, irritabilidade e dor de cabeça;
  2. Outro efeito colateral do baixo consumo de carboidratos é a perda de massa muscular, já que o corpo começa a queimar músculos para obter energia;
  3. A queima elevada de gordura corporal devido à falta de carboidratos produz corpos cetônicos, que podem ser prejudiciais às células do corpo se forem produzidos em grandes quantidades;
  4. O excesso do consumo de proteínas pode sobrecarregar os rins e o fígado, que precisam funcionar muito mais para eliminar as substâncias provenientes do metabolismo das proteínas;
  5. Proteínas em excesso também podem tornar a digestão mais lenta ou mesmo dificultar a digestão, o que pode levar a um desconforto no estômago;
  6. O aumento da concentração de proteína na dieta, sem atividade física e acompanhamento, está relacionada ao maior risco de doenças cardiovasculares e tromboses;
  7. Além disso, dietas restritivas e não balanceadas, como é o caso da dieta da proteína, pode privar o corpo de minerais, vitaminas e fibras.

Portanto, uma dieta adequada para emagrecer deve ter poucas calorias, mas deve ser balanceada, com as doses adequadas de cada nutriente. Fazer dietas que eliminam grupos de alimentos essenciais para o bom funcionamento do organismo não é uma forma saudável de emagrecer, além de favorecer o efeito "sanfona" quando esta dieta for abandonada.

Como as sociedades e diretrizes médicas defendem, a perda de peso muito rápida, tem a tendência de retornar rápido também ("efeito sanfona"). O mais difícil é manter o peso adequado, e isso só é conseguido à base de mudanças de hábito de vida, alimentação equilibrada e atividades físicas regulares.

Para ter um plano alimentar individualizado e adequado, consulte um nutricionista, nutrólogo ou endocrinologista.

Leia também: O que fazer para emagrecer?

L-Carnitina emagrece? Para que serve e como tomar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A L-carnitina pode ajudar a emagrecer, pois transporta as gorduras para as mitocôndrias das células, onde são metabolizadas e usadas como fonte de energia pelo corpo. Alguns estudos com indivíduos obesos e mais velhos, apontaram uma perda de peso de 1,3 kg a mais em pessoas que usaram L-carnitina em relação àquelas que não tomaram o suplemento.

Além de poder auxiliar o emagrecimento, a L-carnitina pode ainda melhorar o desempenho nos exercícios físicos, a recuperação depois do treino, a resistência e a fadiga física e mental.

Contudo, os estudos são controversos e são necessárias mais evidências para confirmar a eficácia do uso da L-carnitina para emagrecer em pessoas mais jovens, magras e ativas. Isso porque pessoas obesas já possuem grandes quantidades de L-carnitina no fígado e nos músculos.

Além disso, uma vez que os idosos possuem menos massa muscular, aonde a substância fica armazenada, pode haver queda dos níveis de L-carnitina. As mulheres também perdem uma quantidade considerável de massa muscular com a idade. Por isso, nesses casos, o uso de L-carnitina pode auxiliar discretamente o emagrecimento.

Vale lembrar que a L-carnitina pode apenas contribuir para a perda de peso. Por isso, o uso do suplemento deve ser associado a uma dieta balanceada, com poucas calorias, além de exercícios físicos. O uso isolado de L-carnitina não emagrece.

O que é L-carnitina?

A L-carnitina é uma substância produzida pelo organismo a partir dos aminoácidos lisina e metionina, além de ferro e vitaminas B3, B6 e C.

A L-carnitina também está presente em alimentos de origem animal, como carne de vaca, carne de porco, peixe, frango e leite, sendo também consumida sob a forma de suplemento alimentar.

No entanto, cerca de 70% da L-carnitina armazenada no corpo é proveniente da alimentação. O organismo produz e utiliza a L-carnitina quando necessita usar a gordura como fonte de energia.

Como tomar L-carnitina?

A dose recomendada de L-carnitina é de 0,5 g a 2 g por dia. Doses de até 3 g por dia, durante 21 dias, também são toleradas e não causam efeitos colaterais.

É importante ressaltar que a ideia de que quanto mais L-carnitina a pessoa consumir, maior será o emagrecimento, está errada. O uso do suplemento não altera ou influencia o ritmo normal da queima de gordura corporal e o excesso de L-carnitina acaba sendo eliminado pela urina.

Também foi observado que, ainda que a L-carnitina aumente o transporte de gorduras, não significa que toda a gordura transportada seja metabolizada. Sabe-se que mais da metade dessas gorduras acabam retornando às reservas de gordura corporal ao invés de serem “queimadas” e transformadas em energia.

Portanto, para avaliar um real benefício e mais esclarecimentos do uso da L-carnitina no seu caso, recomendamos agendar uma consulta com médico/a nutrólogo ou consultar um nutricionista.

Leia também: 7 Erros que você não pode cometer se quer emagrecer

Jejum intermitente emagrece? 3 dicas para emagrecer com jejum intermitente
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O jejum intermitente pode sim promover o emagrecimento. Entretanto, deve ser efetuado de forma correta tendo como base uma alimentação saudável. Algumas dicas podem ajudar a ter sucesso no processo de emagrecimento:

1. Implemente uma alimentação saudável Alimentação saudável: salada de folhas, pedacinhos de frango grelhado e legumes

Adotar hábitos alimentares são fundamentais para obter sucesso no emagrecimento com jejum intermitente. Sua alimentação deve incluir alimentos naturais, com o mínimo de produtos industrializados.

A alimentação rica em carboidratos refinados e processados (pães, massas, doces, bebidas açucaradas e gorduras), oferece gordura suficiente ao organismo, dificultando o consumo da gordura já armazenada, o que pode comprometer os resultados do jejum intermitente. Este tipo de alimentação também provoca a sensação de fome com maior frequência.

Portanto, antes de iniciar o jejum intermitente, adote hábitos alimentares saudáveis que incluam o consumo de carnes magras, verduras, frutas e legumes.

Veja também: Dietas para emagrecer rápido são saudáveis? 5 dicas para emagrecer com saúde

2. Comece com jejum intermitente de 12 horas

O jejum intermitente de 12 horas é o mais fácil de ser implementado. Neste protocolo você pode, por exemplo, jantar às 20 horas e só comer novamente às 8 da manhã. Neste caso, a noite de sono está incluída no período de jejum, o que torna mais fácil a sua execução. Inicie fazendo uma ou duas vezes por semana, avaliando como se sente.

Depois da adaptação ao protocolo de 12 horas é possível estender as horas de jejum. Entretanto, é importante que todos os protocolos de jejum intermitente feitos por você sejam orientados por nutricionista ou nutrólogo/a.

Leia mais: Jejum Intermitente: o que é, como fazer, o que devo comer?

3. Conheça a sua fome real

Não confunda a sua fome real com a fome emocional. De forma geral, a fome real faz o seu estômago "roncar" e pode ser saciada com qualquer alimento. Quando temos fome emocional, desejamos alguns tipos de alimentos específicos que são geralmente mais açucarados ou gordurosos. É a famosa vontade que temos de "comer algo gostoso". É importante identificar a presença de fome emocional para evitar o processo de fuga de uma alimentação saudável, uma vez que alimentos saudáveis reduzem a frequência de fome real.

A fome real também pode ser confundida, por exemplo, com o hábito de se alimentar de 3 em 3 horas, o que não faz parte de nenhum protocolo de jejum intermitente. Se você se alimenta de 3 em 3 horas, a fome virá nestes horários apenas pelo hábito. Por este motivo, é preciso saber reconhecer a sua fome real e se for decidido pela mudança de hábito, fazê-la de forma gradativa e bem orientada.

Não inicie dietas, novos planos alimentares ou qualquer estratégia de emagrecimento sem orientação nutricional.

Portanto recomendamos agendar uma consulta com o nutricionista e médico nutrólogo, para que seja avaliado o seu caso, discutido os males e benefícios dessa forma de emagrecimento, aumentando assim a chance de alcançar os objetivos desejados, de maneira segura.

Veja também: Perder peso muito rápido faz mal?

7 Erros que você não pode cometer se quer emagrecer

Chia emagrece mesmo?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A semente de Chia (Salvia hispanica L.), por ser rica em fibras, pode ser uma aliada no plano alimentar de quem deseja emagrecer. Além disso, é uma fonte de ômega-3, ácidos graxos, proteínas, carboidratos, cálcio ferro e substâncias antioxidantes.

Como as sementes de chia auxiliam no emagrecimento?

O alto teor de fibras solúveis e insolúveis presentes nas sementes de chia ajudam a promover a sensação de saciedade. Ao serem hidratadas ou entrarem em contato com o suco gástrico, as sementes aumentam de volume e se transformam em um gel semelhante à clara de ovo. Este gel ocupa mais espaço no estômago, o que reduz a fome e favorece a saciedade.

As fibras também diminuem a velocidade de absorção dos nutrientes no intestino e reduzem o índice glicêmico da alimentação. Isto evita os picos de insulina que provocam a fome.

Por estes motivos, as sementes de chia podem ser aliadas dos processos de emagrecimento.

Sementes de chia Que outros benefícios as sementes de chia trazem para a saúde?
  • Auxilia na regulação do colesterol: entre as gorduras que compõem a chia predominam o ômega - 3 e o ômega - 6. Estes ácidos graxos são benéficos à saúde, uma vez que ajudam a reduzir o colesterol ruim (LDL) e a aumentar o bom colesterol (LDL). As fibras presentes nas sementes também têm ação sobre a diminuição da concentração de lipídios na corrente sanguínea.

Veja também: Qual a diferença entre colesterol VLDL, LDL e HDL?

  • Atua na prevenção de doenças cardiovasculares: a inclusão da chia no plano alimentar pode ajudar a reduzir o risco de infarto, hipertensão arterial e acidente vascular cerebral. Isto se deve a elevada concentração de ômega-3. Este ácido graxo diminui a formação de coágulos, arritmias e colesterol da corrente sanguínea. Além disso, o ômega-3 também ajuda a tornar o sangue mais fluido, o que reduz a pressão que ele exerce sobre a parede das artérias e favorece o controle da pressão arterial.

Leia mais Quais são os benefícios do ômega-3?

  • Possui efeito antioxidante: o ácido cafeico, um dos antioxidantes da chia, auxilia na desintoxicação hepática, impede a destruição das membranas das células e a formação de radicais livres responsáveis pelo envelhecimento precoce.
  • Favorece a proteção do cérebro: estudos associam os ácidos alfa-linolênico e linoleico, presentes na semente de chia, com a formação das membranas celulares dos neurônios, com a transmissão dos impulsos nervosos de uma célula nervosa para outra e com a otimização das funções cerebrais.
Há contraindicações?

Não há contraindicações para inserir sementes de chia no plano alimentar. No entanto, é necessário cuidado.

As sementes de chia devem sempre ser adicionadas aos alimentos. Não deve ser ingerida pura, pois ao ser umedecida com a saliva forma um gel muito viscoso que dificulta a deglutição, pode obstruir as vias aéreas superiores e dificultar a respiração.

Uma colher de sopa de chia possui 58 calorias. Esta porção é composta por 4,7 gramas de gordura, 3 gramas de proteína e 4,3 gramas de carboidratos. A totalidade destes carboidratos, corresponde a 4,3 gramas de fibras. Pode ser usada in natura (semente), óleo e farinha.

É importante que o uso de sementes de chia seja incorporado à um estilo de vida saudável que inclui uma rotina alimentar saudável e à prática de atividade física.

Retire suas dúvidas com nutricionista ou médico/a.

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Goji berry emagrece mesmo? Quais são as suas propriedades?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Goji berry (Lycium barbarum) é uma pequena fruta conhecida popularmente como fruta da longevidade. Suas propriedades, a exemplo da capacidade de promover o emagrecimento, ainda possuem pouco embasamento científico em seres humanos.

Goji berry (fruta) Esclarecimentos sobre as propriedades do goji berry Promoção do emagrecimento

A capacidade de promover a redução de peso popularmente associado ao consumo da goji berry não possui comprovação científica. Os estudos mostram que a ingestão da fruta reduzem os picos de insulina e ajudam a controlar os níveis de gordura no sangue, o que por si só não leva ao emagrecimento. A perda de peso só ocorre se o goji berry for inserido em uma rotina de alimentação saudável e prática de atividade física regular.

Veja também: 7 erros que você não pode cometer se quer emagrecer

Promoção da saúde ocular

A promoção ocorre pela fruta ser rica em betacaroteno, zeaxantina e luteína. Estas substâncias fornecem antioxidantes que agem diretamente protegendo a saúde dos olhos. Além disso, os polissacarídeos da goji berry têm efeito fotoprotetor significativo.

Prevenção do envelhecimento precoce

Os carotenoides e as vitaminas C, B1, B2 e B3 são os componentes antioxidantes da goji berry. Esses componentes, com destaque para a alta concentração de vitamina C, quando combinados com outras fontes alimentares saudáveis, possuem elevada capacidade de combater os radicais livres e prevenir o envelhecimento precoce.

Melhora da resposta imunológica

Os danos às células do sistema imunológico provocados pela ação dos radicais livres podem ser reduzidos por meio da administração de goji berry. Os agentes antioxidantes e os polissacarídeos da fruta possuem efeito protetor das células de defesa (linfócitos T, linfócitos B, macrófagos, entre outras). Os polissacarídeos da goji berry também ajudam a preservar a estrutura e a função do timo e do baço, órgãos produtores de células de defesa, embora esses órgãos diminuam naturalmente com o envelhecimento.

Controle de glicemia

Os polissacarídeos presentes na goji berry ajudam a reduzir a concentração de glicose, quando esta se encontra elevada no sangue. Isto pode ser observado, especialmente, nos casos de diabetes mellitus. Vale destacar que o goji berry só produz algum efeito nas condições de hiperglicemia.

Prevenção e tratamento de câncer

Os polissacarídeos presentes na goji berry são apontados como elementos capazes de prevenir e tratar alguns tipos de câncer. Entretanto não existe, até o momento, comprovação deste efeito em seres humanos.

Proteção dos neurônios

Os efeitos neuroprotetores atribuídos aos carboidratos da goji berry ainda não possuem comprovação com pesquisas efetuadas em seres humanos. Igualmente não há comprovação científicas sobre os efeitos de proteção da memória.

Tratamento da infertilidade masculina

Não há evidência científica sobre ação da goji berry sobre a infertilidade masculina.

Valor nutricional da goji berry

Uma colher de sopa (15 g) de goji berry possui 50 calorias sendo 11 g de carboidratos, 2 g de proteína, 1,6 g de fibras e 0 g de gorduras. A fruta é composta por 19 aminoácidos diferentes, dentre os quais oito são considerados aminoácidos essenciais. Bem como, possui grande quantidade de minerais (em zinco, ferro, cobre, cálcio, selênio, fósforo) e vitaminas (C, B1, B2, B6 e E).

Para conseguir o efeito de emagrecimento é preciso que a goji berry seja associada à alimentação saudável e à pratica de atividade física.

Contraindicações
  • Pessoas que utilizam anticoagulante oral, como varfarina;
  • Pessoas em tratamento cosmetológico, especialmente, cremes clareadores, umas vez que a goji berry provoca sensibilização à luz;
  • Mulheres grávidas, crianças e idosos: devem evitar o uso, pois seus efeitos colaterais ainda não são totalmente conhecidos;
  • Pessoas com história de alergias ao tabaco, tomates, pêssegos ou nozes também podem apresentar alergia ao goji berry.

É importante que o uso da goji berry seja orientado por um/a nutrólogo/a ou nutricionista.

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Comer açaí: emagrece ou engorda?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Não há evidências científicas de que o consumo de açaí, por si só, promove o emagrecimento ou faz com a pessoa engorde. O que determina que o consumo desta fruta engorde ou emagreça é a forma como é consumida: seus acompanhamentos e sua inclusão em um plano alimentar saudável. A prática de atividade física ou sedentarismo também contribuem para a perda ou ganho de peso.

Açaí e emagrecimento Creme de Açaí

O alto teor de fibras do açaí pode ser um aliado nos processos de emagrecimento. Sabe-se que a fibras ajudam a regular a atividade dos intestinos, a formar o bolo fecal e a estimular a motilidade intestinal, o que repercute para a boa saúde dos intestinos.

Além disso, as fibras fazem com que a digestão do alimento se torne mais lenta, o que promove a sensação de saciedade. Um tempo prolongado da sensação de saciedade ajuda a evitar que a pessoa recorra a pequenos lanches, a popular ação de “beliscar”, diversas vezes ao dia.

Entretanto, aumentar o consumo de fibras por meio da ingestão de açaí não é suficiente para um emagrecimento efetivo e saudável. É preciso combinar o consumo da fruta com a prática de atividade física e hábitos alimentares saudáveis.

Recomenda-se que ao ingerir mais fibras por meio da sua alimentação você aumente também o consumo de água a fim de evitar a prisão de ventre (constipação intestinal).

Açaí e aumento de peso

Em 100 g de polpa in natura de açaí há, aproximadamente, 60 Kcal. Destas calorias, 6,5 g são carboidratos, 2,6 g são fibras, 4,0 g são gorduras e 0,8 g são proteínas. Como se pode perceber a concentração de carboidratos em 100 g da fruta não é considerada elevada.

Além disso, a elevada concentração de fibras e de boas gorduras auxiliam na redução do índice glicêmico da fruta. Isto significa que o consumo do açaí in natura provoca menos picos de insulina e não se transforma em açúcar com facilidade. O mais importante para evitar o ganho de peso é não consumir a fruta com adição de açúcares como, por exemplo, o xarope de guaraná.

Consumo saudável do açaí

É possível usufruir dos benefícios do açaí utilizando-o como aliado para o emagrecimento e, ao mesmo tempo evitar o ganho de peso. sem isto signifique o ganho de peso.

Dê preferência à polpa congelada (in natura), ao suco ou ao creme de açaí. É também possível ingerir na forma de bebida energética.

Não adoce as preparações de açaí com mel, xarope de guaraná e outros açúcares. A adição de granola, especialmente as industrializadas (ricas em açúcar), tornará as preparações com açaí bem mais calóricas.

Cuidados quanto ao consumo de açaí
  • Busque informações sobre a procedência do açaí que você irá consumir. O consumo deve ser limitado à presença do selo de garantia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Ministério da Saúde. Este controle é necessário uma vez que o açaí pode viabilizar a transmissão da Doença de Chagas.
  • Por conter alto teor de glicose, pessoas diabéticas somente devem consumir o açaí sob orientação médica ou nutricional.

Para um plano alimentar saudável e seguro, procure um/a nutricionista ou nutrólogo/a.

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Oléo de cártamo: para que serve? Emagrece mesmo?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O óleo de cártamo é extraído da semente de uma planta chamada cártamo (Carthamus tinctorius). Do ponto de vista nutricional, é composto de gordura poli-insaturada, sendo aproximadamente 80% de ômega-6 (ácido linoleico) e 12% de gordura monoinsaturada ômega-9 (ácido oleico). Ainda vitamina E, fitoesteróis e em menor quantidade, as vitaminas A e K.

Seu uso é indicado para:

  • Efeito antioxidante,
  • Promover a sensação de saciedade,
  • Auxiliar no controle de colesterol e triglicerídeos.

Trabalhos mostram também benefícios relacionados à redução de tecido adiposo, aumento da massa magra, aumento do colesterol bom (HDL) e redução da glicemia de jejum, embora os mecanismos de ação não tenham sido encontrados.

E quanto ao emagrecimento, ainda não há evidência clínica sobre o efeito do óleo de cártamo nesse processo.

1. Efeito antioxidante

A vitamina E, abundante no óleo de cártamo, tem potente ação antioxidante. A vitamina A, que se encontra em menor quantidade também produz o mesmo efeito. Deste modo, o uso do óleo de cártamo possibilita a proteção das nossas células contra a ação dos radicais livres. Este efeito previne o envelhecimento precoce e reduz o risco de doenças crônico-degenerativas e câncer.

2. Promove a sensação de saciedade

A sensação de saciedade provocada pelo consumo de óleo de cártamo se deve à um retardo no esvaziamento gástrico. O esvaziamento lentificado do estômago diminui a vontade de comer doces e carboidratos, além de evitar que você coma de forma excessiva.

3. Possibilita o controle do colesterol e triglicérides

Os fitoesteróis e o ômega 9 presentes no óleo de cártamo podem ajudar no controle dos índices de colesterol. Um estudo demonstrou que pessoas que realizaram suplementação com óleo de cártamo durante oito semanas conseguiram reduzir de 12 a 20% o índice de LDL (colesterol ruim). O mesmo estudo revelou que a Apolipoproteína B-100, proteína que carrega o colesterol livre na corrente sanguínea para dentro das células, foi reduzida de 21 a 24%.

Outro estudo comprovou a redução de triglicérides em um grupo de 35 mulheres que fizeram uso do óleo.

Usar óleo de cártamo emagrece?

Ao promover saciedade, o óleo de cártamo pode auxiliar nos processos de emagrecimento, porém ainda não há evidência científica de que o consumo de óleo de cártamo seja capaz de provocar o emagrecimento por meio da queima de gordura abdominal. Alguns estudiosos defendem que a presença de ômega 6 no óleo de cártamo favorece a perda de gordura sobretudo abdominal. Porém estes estudos não foram conclusivos e este mecanismo de queima de gordura precisa ser melhor esclarecido.

Cuidados quanto ao uso óleo de cártamo

O consumo excessivo de ômega 6, presente no óleo de cártamo, mas também em alimentos como carne, leite e ovos, pode provocar inflamação, doenças cardiovasculares, câncer, artrite e depressão.

Ainda não foram definidos os efeitos colaterais do consumo regular de óleo de cártamo.

Portanto, é preciso orientação de um/a nutrólogo/a ou nutricionista para desenvolver um plano alimentar adequado para cada caso.

Veja também: Plantas medicinais são seguras para a saúde?

Abóbora emagrece mesmo?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. A abóbora é um vegetal de baixo valor calórico (26 Kcal/100 gr) e elevada quantidade de fibras solúveis, por isso este vegetal pode ser um forte aliado de quem busca emagrecer.

Além das fibras, a abóbora possui alta concentração de água, moderado teor de carboidratos, cerca de 3%, baixas quantidades de proteínas e gorduras. É rica em potássio, cálcio, fósforo, magnésio, ferro e zinco e em vitaminas C, A, E, B1, B2, B6, niacina e folatos.

Abóbora e emagrecimento

Por ter baixo teor de calorias, carboidratos e por ser rica em fibras solúveis, a abóbora auxilia no processo de emagrecimento. A elevada concentração de fibras estimula o bom funcionamento intestinal, regula o intestino e promove a motilidade e formação do bolo fecal. Além disso, as fibras provocam sensação de saciedade. Entretanto, é importante incluir a abóbora em um plano alimentar saudável que envolva também a prática de atividade física.

Abóbora e doenças cardíacas

A abóbora é um vegetal pobre em sódio e gorduras. Ao mesmo tempo é rica em betacaroteno, um carotenoide importante na prevenção de doenças cardíacas e coronarianas. Uma pesquisa realizada na Universidade de Harvard revelou que o consumo diário de 50 mg de betacaroteno reduz em 50% o risco de infarto do miocárdio. Deste modo e por estes motivos, a abóbora ajuda na prevenção destas doenças.

Abóbora e hipertensão

O baixo teor de sódio e o alto teor de potássio presentes na abóbora podem prevenir e ajudar no tratamento de pessoas com hipertensão. Para o controle da pressão arterial o equilíbrio entre estes dois minerais (sódio e potássio) é fundamental. Vale ressaltar que para pessoas hipertensas, recomenda-se não adicionar ou adicionar bem pouco sal nas preparações culinárias, seja qual for o alimento.

Abóbora e câncer

O betacaroteno e a vitamina C presentes na abóbora parecem também ajudar na prevenção do câncer. Estas substâncias têm ação antioxidante e combatem os radicais livres que provocam lesões celulares.

Abóbora e saúde ocular

Por ser rica em vitamina A e precursor da vitamina A (betacaroteno), a abóbora ajuda a promover a saúde dos olhos e previne as doenças de retina. A presença do betacaroteno associado ao potássio reduz os riscos de formação de catarata.

Adote uma alimentação adequada e pratique atividade física regularmente para manter-se saudável. Para um plano alimentar mais seguro, procure um/a nutricionista ou nutrólogo/a.

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7 erros que você não pode cometer se quer emagrecer

Reeducação alimentar: o que é e como fazer?

Alcachofra emagrece mesmo?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Por ter um baixo valor calórico, ser rico em fibras alimentares e ajudar no processo de digestão, a alcachofra pode sim ser uma aliada para o processo de emagrecimento.

Seu nome científico é Cynara scolymus e, além de ser utilizada para fins alimentares, é considerada uma planta medicinal sendo bastante utilizada na fitoterapia. É rica em vitaminas A e C, vitaminas do complexo B, cálcio, cobre, ferro, enxofre, fósforo, zinco, iodo, potássio, manganês e sódio.

Alcachofra e emagrecimento Alcachofra

A alcachofra é composta principalmente de água e fibras e por este motivo o consumo desta hortaliça melhora a digestão, promove um melhor funcionamento dos intestinos e atua como diurético. É por meio destes três mecanismos básicos que a alcachofra pode ser uma potente aliada para quem precisa emagrecer.

O alto teor de fibras promove a saciedade e, ao favorecer o bom funcionamento intestinal, ajuda a eliminar toxinas do organismo. Por ter alta concentração de água e estimular a diurese (frequência urinária), diminui a retenção de líquido. Estes benefícios podem ser favoráveis ao emagrecimento se você adotar hábitos que incluam além da alimentação saudável, a prática regular de atividade física.

Consumo de alcachofra e o bom funcionamento hepático

As folhas verdes e as sementes de alcachofra contém cinarina, substância que estimula a produção de sais biliares pelo fígado. Esta ação favorece o funcionamento do fígado, o que possibilita uma melhor absorção de vitaminas e uma digestão mais eficiente.

A cinarina atua ainda como protetor contra a dislipidemia (elevação do colesterol) e hipertrigliceridemia (aumento dos triglicérides).

Alcachofra e antioxidantes

A alcachofra é rica em antioxidantes como luteína, zeaxantina e betacaroteno. Estes antioxidantes pertencem ao grupo dos carotenoides que podem ter ação de prevenção contra o câncer de mama e reduzir a possibilidade de desenvolvimento de distúrbios oculares como a catarata e a degeneração macular.

A vitamina C é outro antioxidante presente na alcachofra que está relacionado ao combate dos radicais livres prevenindo o envelhecimento precoce e doenças degenerativas. Além disso, a vitamina C fortalece o sistema imunológico, participa da formação de colágeno, da manutenção da integridade das paredes capilares e da formação de glóbulos vermelhos que compõem o sangue.

Não esqueça que, para ser uma aliada do emagrecimento, a alcachofra deve integrar uma rotina alimentar saudável associada a exercícios físicos constantes. Além disso, esta hortaliça precisa ser consumida na quantidade certa e preparada de forma saudável.

Procure orientação nutricional para alcançar sua meta de emagrecimento de forma segura, saudável e eficaz.

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